ISSN 1678-0701
Número 66, Ano XVII.
Dezembro/2018-Fevereiro/2019.
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04/12/2018AÇÃO CONJUNTA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL: PROGRAMA ESCOLA DA FAMÍLIA, PROGRAMA NASCENTES E A COMUNIDADE  
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AÇÃO CONJUNTA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL: PROGRAMA ESCOLA DA FAMÍLIA, PROGRAMA NASCENTES E A COMUNIDADE

Israel Henrique Buttner Queiroz ¹

Margareth Lumy Sekiama²

¹estudante de Licenciatura em Ciências Biológicas – Departamento de Ciências da Natureza, Matemática e Educação – Centro de Ciências Agrárias – Universidade Federal de São Carlos; e-mail: ih.bq@hotmail.com

²professora adjunta do Departamento de Desenvolvimento Rural – Centro de Ciências Agrárias – Universidade Federal de São Carlos; e-mail: margareth@ufscar.br

Resumo:

A Educação Ambiental tem como alguns de seus objetivos a preservação do equilíbrio ambiental, a transformação social e o fortalecimento da consciência crítica. Quando é efetiva, desenvolve através dos envolvidos a reflexão e a ação de intervenção na problemática. É comum, nas escolas, o cotidiano e a realidade dos alunos não serem relacionados aos conteúdos lecionados em sala de aula, e a não compreensão do todo pode gerar um distanciamento entre ser humano e natureza. Um dos objetivos do Programa Escola da Família é aproximar a escola da sua comunidade através de diversas atividades baseadas em quatro eixos: cultura, saúde, esporte e trabalho. Através do eixo saúde, insere-se o tema sustentabilidade, que faz parte do Programa Nascentes o qual é uma ação do governo estadual com intuito de promover a proteção dos recursos hídricos e da biodiversidade. O presente trabalho objetivou a sensibilização e intervenção dos estudantes quanto ao reflorestamento com espécies arbóreas nativas de duas áreas próximas à escola. As etapas compreenderam desde a sensibilização dos estudantes em relação à problemática, coleta das sementes, repicagem das plântulas em recipientes recicláveis até o plantio das mudas próximo à uma nascente e uma clareira localizada em área natural. Os participantes se interessaram pelas atividades e colaboraram com seus colegas, assim como os moradores da comunidade interviram positivamente na área do plantio.

Palavras-chave: degradação ambiental, estudantes, ação voluntária, transformação, área de preservação permanente, plantas nativas, recomposição.

Introdução

As ações irresponsáveis do homem sobre a natureza, como o uso irracional dos recursos naturais a fim de atender a economia, causaram desequilíbrio ambiental cujos indícios são visíveis influenciando a economia e a qualidade de vida da população (BLANK, 2015). A qualidade de vida nas cidades está cada vez mais difícil de se manter, logo é fundamental incitar a consciência ambiental, exercer a cidadania e transformar os valores guiando-se para o desenvolvimento sustentável (JACOBI, 2003). É direito de todos ter o meio ambiente ecologicamente equilibrado, sendo obrigação, tanto do poder público como da população, de preservar às presentes e futuras gerações (BRASIL, 2018a).

Em relação à sociedade, a Educação Ambiental tem como um dos objetivos promover uma nova postura ambiental (SANTOS; LEAL, 2016). Dentre seus objetivos estão incentivar a participação individual e coletiva na preservação do equilíbrio do meio ambiente, fortalecer a cidadania, a solidariedade e a consciência crítica quanto à dimensão socioambiental; e promover o diálogo à convivência e paz (BRASIL, 2018a).

No espaço escolar, é comum que situações do cotidiano dos estudantes não sejam relacionadas com os conteúdos curriculares (SANTOS; LEAL, 2016), ou seja, não são abordados em sala de aula a sua realidade ambiental. Quando algo pode ser compreendido, há o sentimento de participação, do contrário, há o sentimento de distanciamento; situação que pode ser solucionada ao se trabalhar com os valores de cada indivíduo (SORRENTINO, 1991). Deve-se entender que a Educação Ambiental valoriza os diversos conhecimentos, forma cidadãos conscientes e que a reflexão sobre a realidade precisa envolver o diálogo entre os conhecimentos (JACOBI, 2003). A percepção é individual e recebe influência dos valores, motivações e experiências do meio onde se vive; culturas e grupos socioeconômicos diferentes fazem com que esses fatores sejam diferentes dificultando a proteção das áreas naturais (DIAS; MARQUES; DIAS, 2016).

Nos locais onde são escassas as opções de lazer e cultura, as escolas públicas são a principal opção, e com a abertura das escolas através do Programa Escola da Família (PEF), a comunidade poderá se apropriar de concepções que colaboram à cultura participativa (SÃO PAULO, 2018a). O programa constitui-se de atividades artísticas, esportivas, recreativas e informativas para fortalecer a autoestima e a identidade cultural da comunidade, assim como aproximar a escola da comunidade (SÃO PAULO, 2018b). Esse programa iniciou-se em 23 de agosto de 2003 através da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo com o objetivo de excitar as potencialidades de jovens e familiares em um espaço onde há prática da cidadania (SÃO PAULO, 2018a). A gestão do programa constitui-se da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, Diretoria de Ensino, além do diretor e profissional responsável pelo programa na Unidade Escolar (SÃO PAULO, 2018a). A Secretaria de Estado da Educação e as Diretorias Regionais de Ensino impulsionam e acompanham as ações voltadas à Educação Ambiental e sustentabilidade nas unidades escolares, e cada Diretoria de Ensino promove ações voltadas a determinados temas considerados relevantes para a comunidade (SÃO PAULO, 2016).

Profissionais da educação, universitários e voluntários realizam atividades cujo foco é o respeito à diversidade cultural e contribuir à melhoria na qualidade de vida (SÃO PAULO, 2018a). Um dos objetivos do Programa Escola da Família é apoiar ações voluntárias e solidárias a fim de desenvolver o senso de consciência, responsabilidade e participação na comunidade; tais ações baseiam-se em quatro eixos: cultura, saúde, esporte e trabalho (BRASIL, 2018b). Uma das temáticas dentro do eixo saúde é a sustentabilidade a qual abrange o Programa Nascentes, Reciclar e Criar, e a Horta Comunitária.

O governo do estado de São Paulo disseminou o Programa Nascentes às Diretorias de Ensino do estado, e as escolas públicas foram chamadas para serem capacitadas a fim de iniciar a atividade dentro das escolas. O Programa Nascentes é uma ação do governo do estado de São Paulo, que iniciou-se em 2014 pelo decreto nº 60.521 com o nome de “Programa de Incentivos à Recuperação de Matas Ciliares e à Recomposição de Vegetação nas Bacias Formadoras de Mananciais de Água - Programa Mata Ciliar” (SÃO PAULO, 2018c); com o decreto nº 61.296 seu nome foi alterado para “Programa de Incentivos à Recuperação de Matas Ciliares e à Recomposição de Vegetação nas Bacias Formadoras de Mananciais de Água - Programa Nascentes” (SÃO PAULO, 2018d). Seu objetivo é aumentar a proteção e conservação dos recursos hídricos e da biodiversidade por meio da recuperação e proteção das florestas ciliares e nascentes, entre outras ações (SÃO PAULO, 2018c, 2018d).

O programa permite o apoio e estabelecimento de parcerias com organizações não-governamentais, empresas e instituições de ensino superior entre outras para alcançar seus objetivos (SÃO PAULO, 2018b). Portanto a monitoria e realização das atividades do presente trabalho foram feitas pelo discente Israel Henrique Buttner Queiroz do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da Universidade Federal de São Carlos-campus Araras, com a colaboração de voluntários do Programa Escola da Família.

O presente trabalho mostrou grande relevância por ter como objetivo principal, a sensibilização dos estudantes quanto à importância do reflorestamento de áreas de preservação permanente para a proteção e conservação de nascentes e corpos d’água; além de realizar ações de intervenção junto com os estudantes. As ações englobaram atividades desde a coleta das sementes, a semeadura, a germinação de novas plântulas até o plantio das mudas na área de uma nascente no município de Santa Cruz das Palmeiras (SP), envolvendo estudantes da Escola Estadual Prefeito Mário Avesani e a comunidade do entorno, sendo um incentivo do Programa Nascentes do governo do estado de São Paulo.

Material e métodos

Área de estudo

As atividades foram realizadas no período de 2015 a 2017 na Escola Estadual Prefeito Mário Avesani, localizada no município de Santa Cruz das Palmeiras (SP). O diagnóstico quanto à presença de nascentes próximas à comunidade foi realizado pela Casa de Agricultura (órgão estadual subordinado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo), juntamente com a vice-diretora Ingrid dos Santos Maximiano, responsável pelo Programa Escola da Família na referida escola.

O plantio das mudas de espécies nativas foi feito em duas Áreas de Preservação Permanente (APP´s), a saber, no entorno da nascente e em uma clareira originada pela morte de algumas árvores, próxima à nascente (Figura 1). A nascente desagua em um dos cursos d’água que desemboca na Represa Schiavon que, juntamente com a Represa Davi e ETA Aurora no Ribeirão das Tabaranas, abastece a cidade. Os cursos d’água que abastecem essas represas pertencem à Bacia Hidrográfica do Rio Mogi Guaçu (COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO MOGI GUAÇU, 2015).

Sensibilização

Para iniciar as atividades de sensibilização, foram realizadas duas palestras, uma em cada semestre do ano de 2015 com os alunos do ensino fundamental a fim de explicar sobre a importância da floresta ciliar e mostrar a diversidade de frutos e sementes das espécies nativas da região. Em 2017, nos finais de semana, foram realizadas caminhadas com os participantes do Programa Escola da Família através do projeto Pensar, Caminhar e Criar com o objetivo de observar e refletir sobre o ambiente no entorno da escola e na área onde ocorreria o plantio de mudas.

As sementes

As sementes foram coletadas em três locais, a saber: em um fragmento florestal da cidade de Araras e em áreas naturais do município de Santa Cruz das Palmeiras. As espécies arbóreas, sua fitofisionomia de ocorrência e distribuição foram identificadas e conferidas de acordo com Lorenzi (1992, 1998, 2009), Flora do Brasil 2020 (2018) e Species Link (2018).

A semeadura foi feita em bandejas, vasos e garrafas pet cortadas conforme mostra a Figura 2. Foram preenchidas com terra no fundo do recipiente e areia no restante. Após foram regadas constantemente e permaneceram em casa de vegetação até ocorrer a germinação e crescimento das plântulas.

As plântulas

A transferência das plântulas da sementeira para os recipientes definitivos é chamada de repicagem (OLIVEIRA et al., 2016). A repicagem ocorre, geralmente, quando as plântulas estão com 3 a 7 cm de altura possuindo de dois a quatro pares de folhas (GARAY; FOLZ; PIERO, 2013; MACEDO, 1993) e deve ser feita preferencialmente no início da manhã (OLIVEIRA et al., 2016). No entanto, as plântulas nesse tamanho eram facilmente danificadas no caule ou raiz durante a repicagem. Portanto verificou-se que um tamanho um pouco maior facilitaria esse processo, evitando a quebra. Ao atingirem um mínimo de 10 cm de altura a partir do colo, foram levadas à escola para serem plantadas em recipientes definitivos feitas de garrafas pet e embalagem de leite longa vida.

A maioria dos recipientes definitivos foi uma doação realizada através dos voluntários e estudantes. As garrafas pet e embalagens de leite longa vida foram cortadas com auxílio de estilete ou tesoura (Figura 2) e furadas na base para que ocorra a drenagem do excesso de água. Os procedimentos de cortar e furar foram feitos com muita cautela pelo monitor, preservando a integridade dos participantes.

A repicagem necessita de atenção, já que é um trabalho delicado a fim de evitar danos às plântulas (MACEDO, 1993). É fundamental molhar as sementeiras para facilitar a retirada das plântulas, colocá-las em um recipiente com terra, molhar, fazer uma cavidade para acomodar as raízes, e então plantar e regar suavemente (MACEDO, 1993). Após a repicagem, as plântulas devem ficar em local protegido da luz direta do sol (GARAY; FOLZ; PIERO, 2013). Portanto na escola foram agrupadas embaixo da copa das árvores protegidas da luz direta do sol durante a maior parte do dia.

Em cada encontro na escola, aos sábados e às vezes aos domingos, conforme orientações e com auxílio de ferramentas de jardinagem, os participantes preenchiam as garrafas e embalagens de leite com terra (Figura 3). E então transferiam as plântulas para os recipientes definitivos e os organizavam embaixo das árvores localizadas na área externa da escola. Os recipientes preenchidos que não eram utilizados no mesmo dia, eram agrupados para posterior uso (Figura 4). As mudas eram regadas semanalmente por um voluntário do Programa Escola da Família (Figura 5).

As mudas nativas

As mudas plantadas em recipientes individuais foram movidas de um local ao outro a fim de agrupá-las de acordo com o tamanho e afim de evitar que as raízes, que ultrapassaram os orifícios da base do recipiente, se fixassem no solo (MACEDO, 1993). As plantas espontâneas que cresciam no mesmo recipiente que as mudas eram retiradas semanalmente.

Após o desenvolvimento em ambiente parcialmente sombreado, é necessário realizar a rustificação na qual a irrigação é reduzida e as mudas ficam expostas ao sol antes de serem levadas para o campo (OLIVEIRA et al., 2016). Esse procedimento faz com que as mudas fiquem gradualmente mais resistentes às condições naturais (GARAY; FOLZ; PIERO, 2013).

O plantio

Com a participação dos estudantes, participantes do PEF e da comunidade, O plantio das mudas nativas ocorreu em novembro de 2017. De acordo com a Embrapa (2018), na região sudeste o período que compreende os meses de outubro a março apresenta a maior precipitação no ano, ou seja, época das chuvas. De acordo com Oliveira et al. (2016), a altura média das mudas de espécies florestais para serem plantadas no campo é de 50 cm ou mais. Logo, foram selecionadas em torno de 30 mudas com aproximadamente 50cm de altura para serem plantadas em torno da nascente (Figura 6) e na clareira (Figura 7). As áreas de plantio foram previamente estudadas e indicadas pela Casa de Agricultura cuja função, além de outras, é auxiliar com assistência técnica nos projetos de restauração florestal. Primeiramente, foi necessária uma limpeza no local, pois havia muito entulho e material reciclável.

As mudas foram retiradas dos recipientes delicadamente e plantadas em covas abertas com auxílio de enxadas, com uma profundidade suficiente para acomodar as raízes. As garrafas pet foram coletadas e levadas para a escola para serem reutilizadas em outros plantios. As garrafas pet também foram utilizadas como recipiente para regar as plantas com a própria água da nascente. Semanalmente a área foi monitorada a fim de acompanhar o estabelecimento das plantas

Resultados e discussão

Em relação às garrafas pet, essas mostraram resistência para as atividades de plantio, e também para reutilização de novos plantios, porém as embalagens de leite foram usadas em poucos encontros, pois rasgavam em poucas semanas após o plantio das plântulas; não puderam ser reaproveitadas após a retirada das mudas para o plantio, pois já estavam se degradando.

Ao longo das atividades, os participantes demonstraram interesse e questionamento como: qual o motivo de plantar árvores, a necessidade de regá-las, utilizar garrafas pet como vaso, onde e quais árvores seriam plantadas, se poderiam levar mudas para plantarem em suas casas, e os cuidados necessários para elas crescerem. Alguns participantes passaram a se dedicar a esta atividade com frequência e ajudavam os outros que ainda não haviam participado. Houve também a participação de pais, tios e avós ao longo das atividades com diálogos e sugestões. De acordo com Jacobi (2003), o principal eixo da educação ambiental deve abranger a solidariedade, respeito mútuo e práticas interativas e baseadas no diálogo a fim de modificar os valores presentes na sociedade.

Os moradores da comunidade questionaram sobre o que estava ocorrendo na área durante o plantio e ao longo do monitoramento. Muitas vezes conversavam sobre a importância dessa ação e sobre a degradação do ambiente. Após duas semanas, haviam algumas estacas colocadas ao lado das mudas, uma iniciativa dos moradores do local. Quatro meses depois, alguns moradores mostraram interesse em adquirir mudas para plantar nos seus quintais e também próximo à nascente. Um morador afirmou estar cuidando da área do plantio. Além das estacas colocadas na área de plantio, a presença de material reciclado jogado no local diminuiu muito, não havia ervas e trepadeiras crescendo sobre as mudas e a comunidade construiu uma cerca de arame ao redor das mudas e da nascente.

Portanto todo o processo da atividade despertou curiosidade e interesse em participar, dialogar e cuidar, indicando que a ação foi transformadora atingindo desde os estudantes da escola até a comunidade do entorno. Através da educação ambiental, a comunidade passou a observar o local onde vive, podendo apreciar e criticar, e nesse processo de transformação é o primeiro passo no desenvolvimento de uma responsabilidade ambiental e do sentimento de pertencer (SAUVÉ, 2005).

Por ser um plantio recentemente realizado, ainda é feito um monitoramento da área e do desenvolvimento das plantas no local. Durante o monitoramento três mudas foram repostas, e existe uma proposta de ocorrer plantios em outros locais, pois ainda há mudas em crescimento na escola e as atividades de repicagem das plântulas continuam.

Conclui-se que, a educação ambiental deve ser direcionada à transformação social considerando que os recursos naturais são finitos e os seres humanos os principais responsáveis pela degradação (JACOBI 2003). Essa atividade proporcionou um olhar diferente dos participantes e da comunidade sobre a importância das florestas ciliares e cursos d’água, assim como a estabilidade do solo à margem dos cursos d’água e lagos, estabilidade térmica da água, controle da chegada de nutrientes e sedimentos nos corpos d’água, proteção contra os resíduos de adubos e agrotóxicos, entre outros (CARDOSO-LEITE et al., 2004; DIAS et al., 1998; FERREIRA; DIAS, 2004); além de estar próxima da comunidade e ser de fácil acesso aos moradores.

Agradecimentos:

À gestão da Escola Estadual Prefeito Mário Avesani pelo convite para participar das atividades da Escola da Família, do Programa Nascentes.

Ao Fábio de Souza e Marcos Fernandes Urbanos Junior da Casa de Agricultura pelo diagnóstico da área, limpeza e esclarecimentos.

À Eliana de Fatima Quirino pelos esclarecimentos quanto ao Programa Escola da Família e Programa Nascentes.

À Ingrid dos Santos Maximiano pelo apoio integral, ideias, ânimo e esclarecimentos.

Aos voluntários Daniel Carlos Souza Rosa e Thiago Bruno Cardoso de Souza, e ao Nilton César Coelho de Brito, pelo envolvimento nas atividades.

Ao meu tio José Roberto Buttner pela doação de garrafas pet.

Aos meus pais, Fábio e Maria Inês, e meu irmão Fábio Mateus pela motivação, participação e conselhos.

Referências bibliográficas

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