PLANTAS QUE ATRAEM PÁSSAROS
Por Rosmari Lazarini - Bióloga e Editora do Portal Flora e Fauna http://www.floraefauna.com
As aves são animais muito interessantes e que atraem pela beleza. Dentre elas estão os pássaros, que além da beleza encantam pelo seu canto característico e único que cada um produz.
Por gostar de ouvir o canto dos pássaros e admirar sua beleza é que as pessoas costumam criá-los em gaiolas, cultivar plantas ou fornecer alimentos que possam atraí-los. Desta forma, a natureza parece estar mais próxima, trazendo uma sensação de paz e tranqüilidade, proporcionando bem-estar.
Havendo disponibilidade de espaço, uma opção muito interessante para atrair os pássaros é cultivar plantas ornamentais e plantar espécies vegetais arbóreas que possam fornecer alimento, abrigo e local para o ninho. Um local arborizado proporciona muitos benefícios ecológicos, dentre eles a instalação de fauna urbana.
A conservação de áreas verdes, principalmente dos remanescentes florestais urbanos é uma estratégia valiosa para a conservação, tanto de espécies vegetais quanto de espécies animais.
Ao longo de milhões de anos de convívio, a relação entre animais e plantas com flores foi se estabelecendo de forma harmônica, adaptando hábitos e necessidades mútuas. A perpetuação da espécie vegetal depende principalmente da polinização de flores e dispersão de frutos e sementes.
Cada pássaro tem características e preferências próprias que devem ser observadas no momento da escolha das espécies vegetais que se pretende plantar para atraí-los. As espécies vegetais devem ser compatíveis ao local, devendo ser observado o tamanho que a planta alcançará quando adulta.
Por haver maior espaço, é possível plantar grande variedade de plantas ornamentais e principalmente árvores em lugares mais abertos como parques, praças e canteiros ajardinados. A plasticidade paisagística, com o florescimento contínuo das plantas durante todas as estações do ano, favorece a diversidade da avifauna.
Pelo potencial ornamental, muitas palmeiras são utilizadas em parques, nos canteiros centrais de avenidas e no paisagismo em geral, atraindo muitos pássaros que apreciam seus frutos. O coqueiro-jerivá (Syagrus romanzoffiana) atrai, principalmente, os periquitos.
Para o plantio de árvores em calçadas recomenda-se a consulta de um guia de arborização urbana, evitando plantar espécies muito altas que comprometam a rede elétrica, e espécies que apresentam raízes agressivas que possam interferir em encanamentos e no trajeto de pessoas. Sendo assim, essas espécies não necessitarão de qualquer tipo de poda mais drástica ou predatória.
Os pássaros despendem altas taxas de energia, principalmente quando alimentam seus filhotes no ninho, e para satisfazer seus requisitos metabólicos, precisam fazer várias visitas às plantas. A vantagem do vôo possibilita percorrer grandes distâncias a procura de alimentos.
A flor possui algum atributo como tamanho, forma, cor, cheiro ou um conjunto de características que atrai muitos animais, dentre eles os pássaros.
Flores visitadas por pássaros produzem grande quantidade de néctar, geralmente têm pouco ou nenhum odor, pois nas aves o sentido do olfato é pouco desenvolvido. Entretanto, flores coloridas chamam a atenção das aves, principalmente as vermelhas e amarelas, assim como as tipicamente grandes ou com grandes inflorescências.
Alguns pássaros visitam as flores regularmente para se alimentar de néctar (nectarívoros), partes florais (fitófagos) e insetos que vivem nas flores (insetívoros). Quando se alimentam do néctar de alguma flor, mantém contato com o pólen em alguma parte do corpo, geralmente a cabeça, e logo após o contato com outra flor atuam como polinizadores. Outros se alimentarem de frutos (frugívoros), sementes e grãos (granívoros) e atuam como dispersores, após a defecação ou seleção do alimento.
Pássaros frugívoros possuem grande percepção visual e se alimentam de sementes muitas vezes bem pequenas. Frutos doces e coloridos são os mais convidativos. Os pássaros onívoros, como o pardal, são os que possuem dieta variada a partir de diversos tipos de alimentos, tanto vegetal como animal.
Muitos pássaros brasileiros são considerados como domésticos, sendo comum encontrá-los em ambientes urbanos ou antropizados, entre eles estão: sabiá, sanhaço, tico-tico, canário-da-terra, beija-flor, pardal, rolinha, bem-te-vi, bigodinho, caboclinho, trinca-ferro, azulão, pintassilgo, entre outros.
Atrair os pássaros com alimentos é uma prática muito comum. O beija-flor é um dos pássaros que mais são atraídos nos centros urbanos; as pessoas costumam manter bebedouros com água açucarada, pendurados em árvores ou ganchos. Mas é preciso ter cuidado, pois caso a água não seja trocada diariamente e fermentar, poderá causar sua morte. Alguns pássaros como os sanhaços são atraídos com frutas como mamão e banana.
Algumas aves respondem à ação antrópica e buscam novas áreas para colonizar. Outras se adaptam à cidade ou permanecem em habitats pouco alterados. Em certas épocas do ano, as aves migratórias usam áreas urbanas para se acasalar ou, simplesmente, para descansar antes de seguir sua trajetória. Espécies típicas de campos secos ou brejosos e de borda da mata ocupam na cidade as áreas semelhantes aos seus ambientes naturais.
Por causa do alto grau de tolerância e capacidade de aproveitar eficientemente os diferentes recursos oferecidos pelo ambiente é que o sabiá-laranjeira e o sanhaço são chamados de pássaros generalistas.
Numa grande metrópole como o Município de São Paulo, que apresenta um mosaico de ambientes é possível encontrar variedade de pássaros, desde espécies tipicamente urbanas até espécies que necessitam de matas preservadas como o Ramphastos dicolorus (tucano-de-bico-verde), Tangara seledon (sete-cores), Thraupis ornata (sanhaço-de-encontro-amarelo) e Pyrrhura frontalis (tiriba-de-testa-vermelha). Já as áreas abertas e os campos antropizados da cidade são habitados por Vanellus chilensis (quero-quero), Crotophaga ani (anu-preto), Speotyto cunicularia (buraqueira), Colaptes campestris (pica-pau-do-campo), Paroaria dominicana (cardeal), Volatina jacarina (tiziu), etc.
Alguns fatores podem impedir a visita dos pássaros às plantas, como barulhos e ruídos, animais próximos que possam afugentá-los, tipo de habitat e, principalmente, a ausência de determinada espécie de pássaro naquele ambiente. Uma relação de plantas que atraem os pássaros é simplesmente sugestiva, não significando necessariamente que sejam atraídos.
Uma pequena lista foi elaborada contendo nome de pássaros e suas características e preferências alimentares para poder auxiliar as pessoas interessadas na preservação e manutenção dos pássaros em seu entorno.
Alguns pássaros e plantas são comuns em várias regiões, porém outros são endêmicos. Em função dos valores culturais e regionais o nome comum das espécies pode variar muito e causar erros de identificação. Por isso torna-se interessante e importante observar o nome científico que reconhece a espécie em qualquer lugar do planeta, independente da língua oficial do local.
ANDORINHAS: Notiochelidon cyanoleuca
– As andorinhas são exímias voadoras. Encontradas em várias regiões do mundo,
vivendo em bandos, sempre muito próximas das árvores e de várias plantas,
alimentam-se basicamente de insetos. Nas cidades, pousam geralmente na fiação
da rede elétrica e nas antenas de aparelhos eletrônicos.
ARAÇÁS: Estas aves são atraídas pelos frutos da pitangueira (Eugenia uniflora).
ARARAS: voam diariamente
muitos quilômetros na busca de frutos, principalmente de diversas palmeiras.
Para o ninho, escavam os estipes dos buritis (Mauritia flexuosa).
· ARARA AZUL- Anodorhynchus hyacinthinus, tem preferência pelas castanhas retiradas de cocos da palmeira acuri (Scheelea phalerata) e bocaiúva (Acrocomia sp). Quase todos os ninhos são escavados nos estipes do manduvi (espécie de árvore gigante e frágil, quase sempre completamente oca, cujos galhos se quebram com facilidade, mas onde as araras nidificam predominantemente).
· ARARA-AZUL-DE-LEAR- Anodorhynchus leari, é encontrada em áreas de canyons e rochedos. Sua principal fonte alimentar provém de sementes das palmeiras conhecidas por licuri (Syagrus coronata e S. picrophylla).
· ARARA-AZUL-GRANDE- habita áreas de buritizais em matas ciliares e cerrados adjacentes, alimentando-se também de sementes de acuri e bocaiúva.
· ARARINHA AZUL- Cyanopsitta spixii, aprecia as sementes de buriti (Mauritia flexuosa).
ARARAJUBAS: Aratinga
guarouba – apreciam sementes e frutos oleosos, principalmente da palmeira
buriti.
AZULÃO: Passerina
brissonii – habita bordas de matas e florestas ralas; é onívoro, consumindo
sementes de capim, pequenas frutas silvestres e vários insetos.
BEIJA-FLORES: são atraídos por
flores coloridas, geralmente tubulosas, e produtoras de néctar, seu principal
alimento, porém completam sua dieta comendo insetos em flores ou em vôos
rápidos. Seu bico arrojado permite beber diretamente do nectário floral sem
precisar pousar. Entre todas as espécies de beija-flores do Brasil o tesourão é
o mais comum. As flores mais visitadas por eles são das seguintes espécies
vegetais:
Abutilon darwinii - (sino-amarelo, arbusto perene, de corolas amarelas, semi-abertas).
Abutilon striatum - (lanterna-chinesa, arbusto perene, de flores de cor alaranjada com estrias vermelhas).
Erythrina falcata - (árvore conhecida como crista-de-galo, de flores vermelhas).
Fuchsia hybrida - (brinco-de-princesa, herbácea escandente, de flores pendentes e vistosas).
Heliconia sp – (caetês, bananeiras, tracoá, arbusto que possui inflorescências grandes e atrativas).
Hibiscus rosa-sinensis - (hibisco, graxa-de-estudante, de flores com inúmeras cores).
Lonicera japonica - (madressilva, trepadeira semi-lenhosa, flor cor branco-amarelada).
Malvaviscus arboreus - (malvavisco, hibisco-de-sino – flores vermelhas, cleistogâmicas “fechadas”).
Pachystachys lutea - (camarão-amarelo, com brácteas amarelas e flores branco-creme).
Russelia equisetiformis – (russélia, flor-de-coral, arbusto perene, flor vermelha).
Sanchezia nobilis – (sanquésia).
Strelitzia reginae - (ave-do-paraíso, herbácea, inflorescências com flores alaranjadas).
Thunbergia erecta - (tumbérgia-azul-arbustiva, flores azuis).
Thunbergia grandiflora - (tumbérgia-azul, trepadeira semi-lenhosa, flor azul ou branca).
Thunbergia mysorensis - (sapatinho-de-judia, trepadeira com numerosas flores amarelas).
BEM-TE-VI: Pitangus sulphuratus
– seu nome popular é onomatopéico, pois seu canto imita um chamado, dando a
impressão de cantar seu próprio nome: "bem-te-vi, bem-te-vi". Seus
principais alimentos são frutas de pessegueiro, ameixeira,
romãzeira, mangueira, pitangueira, uvaia, goiabeira, jabuticabeira, araçazeiro,
amoreira e figueira e insetos, mas não dispensam algumas sementes.
BICO-DE-LACRE: Estrilda astrid – restrito aos
ambientes urbanos ou antropizados se alimenta das sementes do capim colonião
africano, o que condiciona sua distribuição.
BICUDO: Oryzoborus
crassirostris,
O. magnirostris e O. gigantirostris - costumam pousar no último galho da
árvore mais alta do local onde se encontram, imitando em seu canto o som de
flauta. O bico robusto e cônico é próprio para esmagar sementes.
CABOCLINHO: Sporophila
palustris – é o menor pássaro canoro brasileiro. Habita várzeas à
procura de sementes de capim verde, entre outros, especialmente o capim de flor
amarela e o colonião.
CAMBACICA: Coereba
flaveola - visitante de parques e jardins,
disputa o alimento das flores com o beija-flor. Diferencia-se no modo de obter
o néctar, agarrando-se à corola das flores e com o bico curvo e
pontiagudo perfura o cálice, atingindo assim os nectários. Completa sua dieta
alimentando-se de artrópodes.
CANÁRIO BELGA: São pássaros granívoros e, portanto, as sementes representam a parte mais importante de sua dieta.
CANÁRIO DA TERRA: Sicalis flaveola
- o pássaro canoro mais popular do Brasil, come de tudo, principalmente
sementes, podendo ser alpiste, painço amarelo, linhaça e se adapta com
facilidade a qualquer tipo de ambiente.
CARDEAL: Paroaria coronata – encontrado em campo aberto com árvores altas, capões de mato e beira de rios. Onívoros, sua dieta é composta de grande variedade de sementes, insetos e frutinhas, mas em época de reprodução, seu regime alimentar passa a ser exclusivamente insetívoro, que se prolonga por mais alguns dias após o nascimento dos filhotes.
COLEIRINHA/COLEIRO: Sporophila
caerulescens – habita áreas antrópicas (pomares, pastos, praças das
cidades), brejos, capoeiras e restingas, sendo encontrado empoleirado em
arbustos ou agarrados em talos das inflorescências de gramíneas, alimentando-se
de sementes do capim ou que estão no chão.
CURIÓ: Oryzoborus
angolensis - de origem tupi, seu nome significa “amigo do homem”. Dispõe de
bico forte,
curto de cor preta, capaz de quebrar as sementes mais duras, especialmente
semente do capim navalha, base de sua alimentação, completando sua dieta com
insetos. Habita normalmente áreas nas proximidades de lagos, várzeas e rios.
GATURAMOS:
Tanagra
violacea
Linnaeus - também conhecido pelos nomes de Tietê e Bonito, sua dieta é composta
por frutas (laranjas, goiabas e bananas) e insetos. Apreciam os frutos da planta
erva-de-passarinho, que são facilmente encontradas nas copas dos ipês, árvores
comuns no cerrado e também nos centros urbanos.
GATURAMOS-VERDADEIROS: Euphonia violacea – hábil imitador do canto de outras aves como do gavião (Buteo magnirostris), do sabiá-laranjeira (Turdus rufiventris), da andorinha-serradora (Stelgidopteryx rufficollis) e o pardal (Passer domesticus). Basicamente, sua dieta restringe-se a frutos de epífitas, parasitas, bromeliáceas e cactáceas, embora possa incluir alguns artrópodes na sua alimentação.
JOÃO DE BARRO: Furnarius
rufus – utiliza habilmente o
barro
misturado com fibras vegetais, capim, pêlos e estrume para construir
sua casa no alto dos postes de iluminação e dos galhos de
árvores em regiões urbanas e campestres. É na vegetação baixa, onde pode
caminhar, que ele busca insetos, larvas e artrópodos em geral para compor sua
dieta.
PAPAGAIOS: seu bico forte e
encurvado para baixo é apropriado para quebras sementes duras e coquinhos.
Frutos, sementes, brotos, flores e, eventualmente, insetos que estão nas frutas
fazem parte de sua dieta na natureza.
· PAPAGAIO-CHORÃO, Amazona pretrei, ave típica do sul do Brasil, aprecia o pinhão, semente da araucária (Araucaria angustifólia).
PARDAL: Passer domesticus – encontrado facilmente em áreas urbanas, pode construir seu ninho no oco de alguma árvore, no beiral de telhado ou outra saliência. Sua dieta variada consiste em sementes, insetos, frutas e restos alimentares como migalhas de pão.
PÁSSARO-PRETO: Gnorimopsar chopi – dieta composta por sementes, frutos de pessegueiro, ameixeira, romãzeira, mangueira, pitangueira, uvaia, goiabeira, jabuticabeira, araçazeiro, amoreira e figueira, incluindo principalmente cocos do buriti.
PICA-PAU: com bico forte e
apropriado para lascar o tronco das árvores à procura de alimento, normalmente
come larvas de insetos e alguns insetos, mas prefere besouros.
· Uma espécie de pica-pau do gênero Celeus, de pelagem amarelada com pontos pretos visita as flores vermelhas da árvore conhecida como anani ( Symphonia globulifera ), cujo tronco solta um látex de um amarelo intenso, para procurar por insetos.
PINTASSILGO: Carduelis magellanica icterica – é o mais comum. Com seu canto longo e repicado estimula o canto de todos os outros pássaros ao seu redor. É encontrado em ambientes variados como brejos, capoeiras, pastos, pomares, florestas ralas, pinheirais. Sua dieta consiste de vários tipos de sementes de capim, de assa-peixe, dente-de-leão, além de apreciar as flores dos eucaliptos e os insetos que vivem nos pinheirais. Em proximidade de áreas urbanas aprecia sementes e pequenos frutos secos, de revestimento duro, além de frutas encontradas em pomares.
POMBOS: Columba livia - o
pombo-doméstico, comum de ser encontrado na cidade, é uma ave mansa que vive em
parques, praças e principalmente em beirais de telhados residenciais ou
comerciais, onde nidificam. Sua alimentação é variada, aproveitando todos os
recursos que o ambiente oferece. As pessoas costumam atraí-los com sementes de
milho e migalhas de pão. Apreciam também os frutos maduros de chumbinho (Ligustrum
japonicum), planta muito utilizada na arborização urbana. Devido a grande
oferta de alimento, a população tem crescido muito, ocasionando transtornos
como sujeiras provenientes de suas fezes que podem transmitir muitas doenças.
QUERO-QUERO: Vanellus chilensis – pode ser
encontrado próximo das áreas urbanas, fazendo seu ninho camuflado no chão de
gramados, utilizando folhas secas, não hesitando em atacar quem por perto
passar. Alimenta-se de insetos e outros artrópodes capturados no solo.
ROLINHA: Columbina talpacoti
– habita áreas com plantações, campos abertos e os centros urbanos, onde é
muito comum. Constrói o ninho em arbustos utilizando gravetos. Sementes de
gramíneas e de pequeninos frutos apanhados do chão fazem parte de sua dieta. Em
ambientes urbanos sua alimentação é variada, nutrindo-se de sementes e outros
alimentos encontrados à disposição naquele ambiente.
SABIÁ-LARANJEIRA: Turdus
rufiventris – seu canto longo e melodioso semelhante ao som de flauta,
serviu de inspiração a alguns poetas. É encontrado tanto no campo quanto na
cidade. Por estar muito próximo ao homem, sua popularidade o tornou símbolo
representativo da fauna ornitológica brasileira e foi considerado popularmente
a Ave Nacional do Brasil através de decreto federal. É muito comum encontrá-lo
andando pelo chão capturando invertebrados, mas sua dieta consiste basicamente
em frutos de pitangueiras (Eugenia uniflora), figueiras-benjamim (Ficus
microcarpa), palmeiras como o jerivá (Syagrus romanzoffianus) e a
seafórtia (Archontophoenix cunninghamiana) e amoreiras (Morus nigra).
Ele costuma visitar comedouros para comer frutas (mamão, banana, laranja) e pão
que são ofertados pelo homem.
SAÍRAS: - O canto da
maioria das saíras é inexpressivo e podem ser encontradas principalmente em
árvores floridas ou ricamente frutificadas.
SAÍRA-AMARELA: Tangara cayana – habita matas
abertas e ciliares, áreas cultivadas, parques e jardins, freqüentando árvores
com frutos maduros, como a aroeira-vermelha (Schinus terebinthifolia) e
magnólias (Magnolia spp) e completa sua dieta com insetos cupins e
vespas.
SAÍRA-PARAÍSO: Tangara chilensis – vive na mata, sobretudo na área de várzea.
SAÍRA-SETE-CORES: Tangara seledon
- ameaçada de extinção como espécie vulnerável é uma ave
lindíssima por ser multicolorida. Costuma fazer seu ninho em bromélias que
podem estar no tronco de palmeiras como, por exemplo, a da palmeira-imperial,
cujos frutos são apreciados.
SANHAÇO-CINZA: Thraupis sayaca – pode ser encontrado
em áreas rurais e nas cidades, especialmente em bairros bem arborizados.
Utiliza buracos de árvores para fazer o ninho, especialmente os de coqueiros.
Freqüenta principalmente árvores frutíferas como pessegueiro, pitangueira,
ameixeira, romãzeira e comedouros onde são oferecidas frutas como mamão,
banana, laranja entre outras. Aprecia os frutos de figueiras (Ficus
carica, F. microcarpa, F. elastica), amoreira (Morus nigra) e
embaúba (Cecropia sp.) e come as pétalas de ipê-amarelo (Tabebuia
sp.). Alimenta-se ainda de néctar de flores de eucalipto (Eucalyptus
sp.) e mulungu (Erythrina).
TICO-TICO: Zonotrichia Capensis –
seu nome veio do pio: "tic...tic. Habita paisagens abertas, campos de
cultura, fazendas e jardins. Conhecido como irrequieto, devido ao modo como
captura alimento no solo por meio de pequenos. Sua dieta é composta de
sementes, muitas vezes, extremamente amargas e de insetos. É considerado útil
ao homem por alimentar-se de larvas daninhas encontradas em hortas e ao Chopim
(Molothurs bonariensis) a
quem serve de ama seca .
TUCANO-TOCO: Ramphastos toco – é uma
espécie onívora, alimentando-se basicamente de frutos e sementes, de insetos,
ovos de outras aves e dos filhotes destas caso lhe falte alimento. Vive em
bordas de matas e freqüenta os palmitais em busca de seus frutos. Seu bico é
leve e oco, porém muito resistente, proporcionando pular com facilidade os
galhos das árvores e apanhar delicadas frutinhas.
TUCANO-DE-BICO-VERDE: Ramphastos
dicolorus - habita áreas florestadas, do litoral a zonas montanhosas,
incluindo as florestas de planalto. Sua alimentação é variada: frutos,
artrópodes e pequenos vertebrados. Entre os frutos apreciados pelos tucanos
estão os de várias palmeiras como o palmiteiro (Euterpe edulis), o
jerivá (Syagrus romanzoffiana) e a palmeira-elegante (Archontophoenix
cunninghamiana). Completa sua dieta comendo aranhas e insetos como lagarta,
cigarra, grilos.
TRINCA-FERRO: Saltator maximus - seu nome é devido ao canto alto e estridente que vocaliza. Habita bordas de matas e clareiras, tanto nas baixadas como nas montanhas. Pode ser visto também em pomares alimentando-se de frutas.
Referências bibliográficas:
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Raven, P. H.; Evert, R. F.; Eichorn, S. E. Biologia vegetal. 6ª
edição Rio de Janeiro: Guanabara Koogan., 2001. 906p.
Rogrigues R.M. e Coutinho L.M. 1993. Interações entre plantas insetos e
outros seres. Ed. Cultrix, vol.2, 400p.
Sick, H. (1997) Ornitologia brasileira. 2a. edição
revista e ampliada por José Fernando Pacheco. Rio de Janeiro: Nova Fronteira.
Endereços eletrônicos (acessos: 13/02/2005)
http://portal.prefeitura.sp.gov.br/secretarias/meio_ambiente/servicos/herbario/001
http://portal.prefeitura.sp.gov.br/secretarias/meio_ambiente/fauna_flora/fauna/0001
http://www.bibvirt.futuro.usp.br/especiais/aves_no_campus/aves_ordens.html
http://www.faunacps.cnpm.embrapa.br/ave/ave.html