DO MATO AO PRATO - JOGO COLABORATIVO DA AGROECOLOGIA URBANA CONTEMPORÂNEA

José André Verneck Monteiro

Oficineiro, poeta, guia de turismo, aquaviário, licenciado em pedagogia, especialista em educação ambiental, mestre em práticas em desenvolvimento sustentável e mestre em agricultura orgânica pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. @jardim_vital

Resumo

Do mato ao prato é uma série paradidática consubstanciada por ensaios, artigos, desenhos, entrevistas, manuais, cartilhas, dissertações e manuscritos com ênfase em agroecologia urbana, desenvolvidos na jornada do autor. O presente trabalho retrata a construção de um jogo colaborativo de tabuleiro, cartas, dados e perguntas, de 1 a 6 participantes, dedicado à difusão de princípios, métodos de baixo custo e impacto positivo na qualidade de vida por intermédio da prática agroecológica doméstica. Com dicas, motiva confecção de ilustrações, charadas e operações aritméticas, além de construção textual lírica e científica, bem como tarefas que envolvem psicomotricidade, noções espaciais e senso estético. O protótipo aqui detalhado é um convite à criticidade e criatividade coletiva, de modo a testar o funcionamento do jogo. adequando-o às realidades distintas no amplo território brasileiro, quiçá no mundo inteiro, pois onde houver um canto ensolarado, há de ter algum alimento cultivado.



Ana Elídia

No jogo Do mato ao prato a criatura mais importante no mundo é a minhoca. Não ri, ela também está aqui.

- Prazer, Ana Elidia. Sou sensível e ágil, leve e fluída. Cuido da minha própria vida e cago o dia inteiro. Ouvi dizer que meu cocô vale mais que dinheiro. Tenho parentes espalhadas pelo submundo inteiro. Nasci no chão brasileiro, minha pele é bronzeada e me derreto toda por casca de banana. Minha prima avermelhada é californiana, ama casca de banana e abacaxi. Somos tão felizes procriando, cagando e melhorando o solo por aí! Ou seja, você veja a importância da bosta. Sei que tem gente que não gosta, acha o assunto sujismundo, mas não tem coisa melhor no mundo que o perfume do estrume curtido, o aroma de um biombo florido e o frescor inebriante dum canteiro de hortaliça vicejante. Agora você também é multiplicante da agroecologia urbana, sucesso, boas safras e sempre que possível nos dê casca de banana. Tamo por aí, deslizando e cagando, cumprindo a missão, fertilizando o chão do país. Se gostou bate palma e pede bis.



Sucata, tecnologia e apetite

No início é o mato e no centro está o prato. De fato, incumbiu-me a mente inquieta a consultar uma arquiteta, sobre quanto espaço precisaria o tabuleiro para um jogo de agroecologia.

Respondeu-me, prontamente que tema tão importante e urgente requer aproximadamente três quartos de metro quadrado, para ser jogado confortavelmente.

Com tamanho definido, o passo a ser seguido foi recortar as peças em papel colorido e colar, no sentido de um caracol bem encaracolado, sobre o verso da embalagem de papelão reaproveitado.

Para fortalecer as bordas e conferir estabilidade é recomendável utilizar ripas. Obtive com facilidade e colei varetas de pipas na moldura com fita adesiva, numa arquitetura artesanal e inclusiva, econômica e reaproveitativa de materiais no protótipo, com resultado ótimo.

Para pendurar na parede e ver balançando na rede, fiz alça de barbante. Assim, ficou pendulante ao vento e nesse momento que balançava, o pensamento alinhavava a teia do brinquedo, personagem, cenário, enredo, clima de cooperação e poesia humana que ditam as regras do jogo da agroecologia urbana.

De vasinho na janela ao frutuoso quintal, é um jogo genial, que ensina a plantar e converter cada metro quadrado ocioso em metro cúbico de alimento orgânico virtuoso.

Ilustrado com soluções de baixo custo para horta doméstica, compostagem, cultivo suspenso, reaproveitamento de materiais, saúde das plantas, exigências e métodos usuais de propagação das principais hortaliças, receitas culinárias, dicas diárias sobre práticas sustentáveis para cada jogador e QRcode para acessar toda a série de conteúdos educativos publicados pelo autor.



Funcionamento

Cada jogador será um multiplicador e vai de casa em casa pela vizinhança, espalhando sementes de sustentabilidade e conhecimento, para jovens de toda idade, com fé e a esperança de ajudar a brotar um cheiro verde em cada lar.

Para aprender a jogar nem precisa de curso, só quatro formas se alternam no percurso: elipse, triângulo, círculo e quadrado, nas 222 casas do tabuleiro ilustrado (Figura 1).

Cada casa e forma representam um aspecto local que resultam em avanço ou retrocesso individual:

Elipse (+) = representa fortalezas, colaboração, manejo agroecológico caprichado. Lançou os dados, andou as casas, caiu na casa elipse, ganha bônus.

Triângulo (~) = representa vulnerabilidades, manejo incorreto de recursos, falta de cooperação. Cair na casa triângulo significa alguma perda.

Círculo (÷) = representa oportunidades, intercâmbios, feiras, aprendizados e negócios sustentáveis. Caiu no círculo ganha bônus.

Quadrado (×) = representa ameaças, variações climáticas, falhas na comunicação, dificuldades de transporte, conflitos com vizinhança, crises governamentais, preços desfavoráveis, preguiça etc. Cair na casa quadrada causa algum prejuízo.

A razão de estarem dispostas nessa ordem é sonora: elipse, triângulo, círculo, quadrado, elipse, triângulo, círculo, quadrado.

Figura 1. Protótipo artesanal de tabuleiro para o jogo colaborativo da agroecologia urbana contemporânea DO MATO AO PRATO. Casas em formas alternadas de elipse, triângulo, círculo e quadrado, numeradas de 1 a 222 no sentido horário do percurso, dados e tampas coloridas representando de 1 a 6 jogadores. Inspirado pelos aspectos topográficos, hidrológicos, biológicos e sociais do município de Maricá∕RJ, sendo o topo do tabuleiro correspondente ao trecho costeiro da Pedra do Elefante rumo ao Farol de Ponta Negra. Registro em agosto∕ 2026, antes das ilustrações e confecção das cartas. Sucatas, 70x80cm.



Cartas na mesa, lápis na mão, ideias na cabeça e lá vem mutirão

O próximo desafio será pensar, anotar e descrever 200 cartas com cenários problemáticos, conjeturas favoráveis, tesouros espalhados e soluções sustentáveis.

Cinquenta para cada forma, duzentas situações corriqueiras, do vazamento nas mangueiras de irrigação ao engarrafamento que atrasou o caminhão, de formigas cortadeiras às mágicas caldas caseiras, de estiagem prolongada à matéria orgânica bem utilizada, do aproveitamento de embalagens para plantar sementes às dicas para as dúvidas mais frequentes.

Mas, não tenham pressa e no entanto, não se demorem tanto.

Três fatores determinam o sucesso de uma jornada: pensar na caminhada, tomar um café e mostrar ao pé o rumo da estrada.

Não é uma empreitada de prazo urgente.

Divertidamente exercitem o diálogo, pesquisa e anotação.

Para cada carta, uma situação.



Cada tipo de carta e seu formato proporciona perda ou ganho de fato



Carta elipse

Elipse é quase oval, lembra tudo que é natural. É a casa prêmio por fazer algo bem legal.

Por exemplo: Parabéns por praticar a compostagem. Ande mais 3 casas e espalhe as dicas na vizinhança para que toda criança aprenda a compostar. Como prêmio adicional escolha quem vai dançar igual ao Sidnei Magal.

Outro exemplo: Você cuidou bem da plantação de repolho. Dê três piscadas com cada olho e avance 5 casas pulando num pé só, mas sem deixar cair o sorvete de jiló.

Assim, o grupo deverá criar 50 cartas de cada forma, contexto e respectivos prêmios ou infortúnios.

Livrem a criação, estes são apenas exemplos a título de sugestão, para provocar reflexão, inspirar o pensamento, massagear o coração e descontrair as mãos do setor de escrevinhamento.



Carta triângulo

O triângulo da sustentabilidade aponta para três lados, respectivamente representados pelo social, ambiental e econômico. Todo projeto harmônico respeita essa trilogia, de modo que a agroecologia não poderia ficar de fora. Então fique sabendo, desde agora:

A casa triângulo te traz de ré, volta pra trás. Alguém fez muito pouco e precisava ter feito um pouco a mais. Algo não foi bem resolvido, faltou cooperação e o resultado sentido requer mais atenção, para que no futuro não se repita a situação.

Entender a causa, motivo, circunstância e razão ajuda a tomar ciência, medir abrangência, adotar providência, prever constância e agir com eficiência.

Exemplo de carta triângulo:

Não chove faz três dias e você esqueceu de molhar a horta. Ficou deitado na rede e na rede do telefone e a couve lá, toda torta de sede tentando gritar seu nome. Para ser agricultor precisa estar mais atento. Evite arrependimento volte 5 casas e passe a vez ao próximo jogador. Para continuar a brincadeira assobie um trecho de música brasileira. Se não souber assobiar peça à sábia sabiá-laranjeira para lhe ensinardes que esse excesso de letras s nas frases causa uns assobios em repetição e tem o nome de aliteração.

Outro exemplo de carta triângulo:

Qual a dificuldade de lavar a embalagem e dar-lhe um destino mais apropriado? Não precisa ficar cansado de agir corretamente e você é inteligente o suficiente para contribuir com a natureza. Aquele recipiente poderia ter virado um vaso de planta para enfeitar a mesa. Vai se surpreender com o poder de plantar, mas será penalizado por uma rodada sem jogar e precisa imitar agora um galo na hora de acordar.



Carta círculo

Círculo é nosso, a roda viva que representa algo coletivo, o senso criativo da economia solidária que construímos em cada decisão diária. Da escolha do cardápio à valorização do artesanato, do supérfluo ao essencial, do mato ao prato, cada ação tem consequência socioambiental. E para resumir, o avanço da ciência exemplifica que quanto mais a gente multiplica mais tem para dividir.

Cair na casa circular significa beneficiar a coletividade e, por merecimento ganhar em prosperidade. A fim de exemplificar, seguem duas sugestões textuais para a honrosa carta circular.

1). Você se juntou aos vizinhos e estão fornecendo cestas de hortaliças, cultivadas sem venenos. Os produtores pequenos, sem carro, tinham dificuldade de ir à feira e dessa maneira todos estão comercializando sua produção. Também ganha a população cliente. Com alimentos saudáveis diminui a chance de alguém ficar doente. O empenho coletivo é verdadeiro motivo de celebração, avance 10 casas e imite o voo de um gavião.

2). Você pesquisa o problema e a melhor solução, partilha seu conhecimento com tranquilidade e assim beneficia toda a comunidade. Merece avançar 8 casas e cantar uma música sobre felicidade.



Carta quadrado

No jogo, o quadrado representa algo muito complicado, enjambrado e difícil de resolver sozinho. O melhor caminho é parar para pensar, refletir sobre o que fez e o que há por vir, quem pode te ajudar, como evitar prejuízo e agir no momento preciso. As cartas quadradas podem trazer situações inusitadas, para que o jogo trate de questões sérias com narrativa bem-humorada, como a seguir exemplificada.

O pneu do caminhão caiu num buracão, fez um barulhão, sujou o passante, derrubou o manjericão que ia pra feira, numa operação de lambança verdadeira. O pneu furado assobiante estava longe da borracharia e sem sinal de internet a solução foi remendar o pneu com chiclete. Pelo atraso na entrega do manjericão volte 8 casas e fique ciente, que chiclete é bom pra colar pneu, mas estraga o dente da gente.

Independentemente da forma, cada carta conterá contexto, ação e consequência (perda ou ganho). Definir tamanho, cor, enunciado, oneração ou bonificação ficarão ao sabor do time de produção.

A meta é atingir duzentas cartas, mas dá pra jogar com a metade.

Com o tempo de jogo vão exercitando a criatividade e ampliando o repertório, juntando em cada mutirão a diversão com o palavrório.



No início era o mato e no centro do jogo está o prato

Juntar para jantar e jogar até seis gentis participantes, leitores, escritores e colaboradores, desde a ajuda na cozinha à escolha das cores.

Verde, amarelo, azul e branco formam o pavilhão nacional, vermelho é o povo original e preto é o povo vindo de África continental. As cores selecionadas são das tampas de garrafa pet cristal que haviam sido descartadas.

Ordem e progresso, paz e harmonia, boa sorte, hidratem-se e sucesso na agroecologia!





Prato raso ou prato fundo?

Até aqui foram exemplificadas modalidades de construção coletiva do jogo, não sendo obrigatoriamente, determinado o nível de profundidade nem a abrangência das abordagens.

Constitui-se então este rol de sugestões para que cada multiplicador se inspire e o realize em grupo, adaptando o jogo à realidade local.

O jogo original se mostra bastante divertido, contém um acervo bem sortido e profundo nas práticas em agroecologia urbana, exatamente para que seja instrumento de popularização, de acesso ao conhecimento e motivações, no íntimo dos núcleos familiares.

Para demonstrar que o sistema agrário familiar não depende da modernidade é importante realçar que basta sol, solo, água, sementes e humana boa vontade.

Sorte ou revés, ganhar ou perder não é só questão financeira, depende da vontade verdadeira de transformar a realidade.

No protótipo, as cartas incluem QRcode para acesso remoto a receitas culinárias, identificação de espécies, dicas de aproveitamento de materiais, construções alternativas e apresentações de projetos exitosos em agroecologia. Tudo em peculiar poesia, de modos que ao jogar a pessoa aprende a plantar, cuidar e cozer o que de melhor a terra tem a nos oferecer!

A série paradidática Do mato ao prato nasceu como desenho em 2004, virou ensaio, videoteca e série de pesquisa que ajuda muita gente a suar a camisa nos roçados e quintais. E vai ajudar muito mais.

Em estação vindoura o jogo será a salvação das lavouras urbanas nacionais!

O que há de mais importante a revelar está nesse manual de confecção.

Agradeço por toda a cooperação que nos trouxe a este resultado.

Fico até emocionado ao lembrar das sementes que recebi, tratei e ajudei a germinar nessa trajetória, são parte de minha história, hei de sempre lembrar e espero em breve chamar vocês para jogar.

São muitas pessoas, empresas, instituições envolvidas e seriam listas muito compridas de agradecimentos nominais, por esta razão quando o jogo ficar pronto se darão os respectivos créditos oficiais.

Agradecendo por sua atenção me coloco à disposição para qualquer crítica e sugestão. Caso deseje apoiar o jogo e contribuir para sua distribuição em algum local entre em contato pelo @jardim_vital.

Parabéns, Berenice Gehlen Adams, Julio Trevisan, Sandra Barbosa e toda a equipe editorial da Revista Educação Ambiental em Ação, por sua trajetória e por esta 96ª Edição que trata da educação ambiental em todas as suas dimensões, inspirada pela frase: “A natureza não faz milagres; faz revelações.”. Carlos Drummond de Andrade.

Tive a honra de usufruir deste relevante veículo educacional para partilhar essa curadoria. Com o intuito de espalhar em todo o território nacional essa semente de agroecologia, eis o gerador de cartas automático, simples e simpático no qual se analisa um quadro que sistematizei nas três décadas da pesquisa (Tabela 1).



Tabela 1. Quadro gerador de cartas do jogo colaborativo da agroecologia urbana DO MATO AO PRATO, com descrição de cada forma, arquétipo representativo, cenário, respectiva consequência e conteúdos sugeridos para construção coletiva de contextos, enunciados, penalidades e bonificações expressas nas cartas do jogo.

Referências

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MONTEIRO, J.A.V. Benefícios da compostagem doméstica de resíduos orgânicos. Revista Educação Ambiental em Ação. Número 56. Volume XV. Junho-Agosto2016. ISSN 16780701. Disponível em <http://www.revistaea.org/artigo.php?idartigo=2310>. Acesso 10 set 2026.

MONTEIRO, J.A.V. Impactos socioambientais do cultivo de palmeira imperial em áreas urbanas. Revista Educação Ambiental em Ação. Número 61. Volume XVI. Setembro-Novembro/2017. ISSN 16780701. Disponível em <http://www.revistaea.org/artigo.php?idartigo=2819>. Acesso 10 set 2026.

MONTEIRO, J. A. V.; FLARYS, F.; DIAS, W.; RODRIGUES, M. ‘Sabores e Bastidores' mostra refeição completa com a cor azul. Inter TV, 30/0302019. Duração: 11’12’. Disponível em < https://globoplay.globo.com/v/7499780/ >. Acesso em 10 set 2026.

MONTEIRO, J.A.V. Agroecologia em solos litorâneos. Festival Internacional de Cinema Agroecológico. XI Congresso Brasileiro de Agroecologia. Sergipe. Novembro 2019. 3’58’’ duração. Disponível em <https://youtu.be/nvWx8XCPjpM>. Acesso 1 set 2026.

MONTEIRO, J.A.V. Do Mato ao Prato no Dia Mundial do Meio Ambiente. Transmissão ao vivo sobre as relações entre agroecologia, consumo consciente e economia solidária pós-pandemia. 05/06/2020. Disponível em <https://youtu.be/_dGtB7CRKyA>. Acesso 1 set 2026.

MONTEIRO, J.A.V. O essencial para sustentabilidade e saúde pós-pandemia. Revista Educação Ambiental em Ação. Número 71. Volume XIX. Julho-Agosto 2020. ISSN 16780701. Disponível em <http://www.revistaea.org/artigo.php?idartigo=3951>. Acesso 1 set 2026.

MONTEIRO, J.A.V. Biorrepelente para uso em policultivos. Revista Educação Ambiental em Ação. Número 72. Volume XIX. Setembro-Novembro/2020. ISSN 16780701. Disponível em <http://www.revistaea.org/artigo.php?idartigo=3985>. Acesso 1 set 2026.

MONTEIRO, J.A.V. Do Mato ao Prato - dicas sobre de agroecologia urbana e plantas alimentícias não convencionais. Apostila de apoio ao curso [online]. 12/11/2020. II Semana de Biologia. Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade. Universidade Federal do Rio de Janeiro. Disponível em <https://drive.google.com/file/d/1tge8016flE5eHEPMyY0PdydYuPZ7-fL2/view?usp=sharing>. Acesso 1 set 2026.

MONTEIRO, J.A.V. Inovação gastronômica com flores de feijão borboleta. Livro eletrônico. Jardim Vital & Papel Sustentável. Macaé. 2021. Disponível em <http://www.revistaea.org/artigo.php?idartigo=4168>. Acesso 1 set 2026.

MONTEIRO, J.A.V.; PEDUTI, G. Álbum de espécies amazônicas. Livro eletrônico. Anavilhanas Jungle Lodge & Jardim Vital. Novo Airão. 2023. Disponível em <http://www.revistaea.org/artigo.php?idartigo=5624>. Acesso 1 set 2026.