Nada pode substituir o contato com a natureza para o desenvolvimento da consciência ambiental [...] (Genebaldo Freire Dias)
ISSN 1678-0701 · Volume XX, Número 77 · Dezembro-Fevereiro 2021/2022
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15/12/2021 (Nº 77) EDUCAÇÃO AMBIENTAL E O ENSINO DE QUÍMICA NA AMAZÔNIA
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EDUCAÇÃO AMBIENTAL E O ENSINO DE QUÍMICA NA AMAZÔNIA

Luiz Guilherme Souza Fernandes Azevedo1; Jussara Elias Clé2; Eleonora Celli Carioca Arenare3



1 Graduado em Ciências Naturais, Universidade Federal Fluminense, UFF. E-mail: gasparsouza2510@gmail.com

2 Graduanda em Ciências Naturais, Universidade Federal Fluminense, UFF. E-mail: jussaracle@gmail.com

3 Professora de Ensino de Química, Universidade Federal Fluminense, UFF. E-mail: eleonoracelliquimica@gmail.com



RESUMO

Este trabalho caracteriza-se como uma pesquisa qualitativa realizada com professores de Química do ensino médio, da região Centro-Oeste de Manaus no ano de 2019. Tendo como objetivo, investigar quais as percepções de professores, com relação à abordagem ambiental como estratégia de diversificação e motivação para o desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem no ensino médio, tendo em vista que, os mesmos estão inseridos no ambiente amazônico. Apresenta como hipótese, a possibilidade dos recursos amazônicos, despertarem nos alunos, o desejo e a vontade de melhorar seus conhecimentos científicos químicos, visando à formação de um cidadão autêntico, construtor e colaborador do desenvolvimento e progresso da região amazônica. A metodologia desenvolveu-se através de conversa informal e a apresentação de questionários a quinze professores de Química de quatro escolas públicas estaduais de Manaus. Por meio da análise de dados, foram detectados se existe ou não essa interação do Ensino de Química com a Educação Ambiental, destacando-se a formação inicial dos professores como fator determinante em suas práticas, percepções desenvolvidas e almejadas para o processo de ensino-aprendizagem.

Palavras-chave: Educação Ambiental, Ensino de Química, Formação Inicial, Amazônia.



ABSTRACT

This work is characterized as a qualitative research carried out with high school Chemistry teachers in the Midwest region of Manaus in 2019. Its objective is to investigate the current and future perceptions of such teachers regarding the environmental approach as a diversification and motivation strategy for the development of the teaching-learning process in secondary education, considering that they are inserted in the Amazonian environment. It presents as a hypothesis, the possibility of Amazonian resources, awakening in students the desire and desire to improve their chemical scientific knowledge, aiming at the formation of an authentic citizen, builder and collaborator in the development and progress of the Amazon region. The methodology was developed through informal conversation and the presentation of questionnaires to fifteen Chemistry teachers from four state public schools in Manaus. Through data analysis, it was detected whether or not this interaction of Chemistry Teaching with Environmental Education exists, highlighting the initial training of teachers as a determining factor in their practices, developed and desired perceptions for the teaching-learning process .

Keywords: Environmental Education, Chemistry Teaching, Initial Training, Amazon.





INTRODUÇÃO

O ensino precisa promover mudanças no indivíduo, desenvolver autonomia intelectual para intervir criticamente na sociedade. Torna-se interessante uma atividade científica que promova a motivação dos alunos, o desejo de aprender, a curiosidade, o cooperativismo e o reconhecimento do valor de trabalhar em equipe, visto que, juntos podemos chegar a percepções diferenciadas, que unidas podem contribuir na construção da aprendizagem. O homem é um ser vivo com múltiplas capacidades associativas, o que lhe torna um ser social, capaz de desenvolver habilidades, não imaginadas e vivenciadas por outros seres vivos. Portanto, possui a capacidade de efetuar sua participação no processo educativo, de forma inovadora.

Envolvidos no contexto educativo das Ciências, percebemos que existe pouca interação com a Educação Ambiental e o Ensino de Química, mediante a imensa diversidade que a floresta Amazônica pode proporcionar como recurso natural, que tipos de percepções atuais e futuras têm os professores da rede pública de Manaus? Com base na realidade do contexto amazônico, de que forma os recursos amazônicos, podem despertar nos alunos, o desejo e a vontade de melhorar seus conhecimentos científicos, elaborou-se esta pesquisa suscitando a seguinte questão norteadora: Como o professor de Química relata a relevância da prática em educação ambiental, historicamente construída, e quais suas possibilidades de contribuir para o processo de ensino dentro do contexto amazônico?

O objetivo desta pesquisa é investigar quais as percepções atuais e futuras dos professores, com relação à abordagem ambiental como estratégia de diversificação e motivação para o desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem no ensino médio, tendo em vista que, os mesmos estão inseridos no ambiente amazônico, uma região que abriga até então, uma biodiversidade riquíssima, necessária para a manutenção da vida na Terra.



REFERENCIAL TEÓRICO

A Amazônia é considerada por muitos teóricos como um celeiro de recursos naturais; tal designação se dá a infindável quantidade de organismos presentes na sua biota. Essa ideia corrobora com (JÚNIOR, et al, 2018, BARROSO & MELLO, 2020) quando os autores descrevem que a vasta extensão; quase 50% do território brasileiro; conferem ao bioma amazônico o título de maior reserva de biodiversidade do mundo. Para Diniz & Diniz, 2018 presença desta grandeza guarda compostos químicos; que quando aliado ao investimento econômico e científico ligado a biotecnologia e bioprospecção; podem favorecer o desenvolvimento de bioprodutos como cosméticos e fármacos.

A Educação Ambiental se relaciona ao reconhecimento da Amazônia como de valor para a sociedade humana; pelo ponto de vista de como a natureza se relaciona com o ser humano e como este faz parte dela. Essa ideia corrobora com Dos Santos & Santos, (2016, p.370) quando as autoras citam que:

Um dos maiores campos de atuação da EA é a escola, um espaço privilegiado, onde se pode criar condições e alternativas que estimulem os alunos a terem concepções e posturas cidadãs, cientes de suas responsabilidades e principalmente, integrantes do meio ambiente”.

Além do mais Carneiro et al, 2016 descrevem que as questões relacionadas ao meio ambiente são descritas nos PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais) de Ciências Naturais; de maneira a coletar, organizar, interpretar e divulgar as informações sobre as transformações que a ação humana traz ao meio ambiente ambientes, buscando assim combater os problemas ambientais dom meio onde se vive.

Existe logicamente então a possibilidade de a escola conseguir inserir o aluno no contexto da pesquisa envolvendo o ensino químico, com base nos próprios recursos oferecidos pela região. Segundo Marques et al, 2019, p.301, a biodiversidade encontrada na região amazônica podem ser:

[...] “diretamente utilizadas pelos alunos e professores em sala de aula como ferramenta facilitadora do processo de ensino-aprendizagem sobre as características dessas riquíssimas fito-fisionominas regionais, promovendo a interação dos sujeitos envolvidos, conduzindo-os a compreensão dos conteúdos abordados numa perspectiva globalizadora”.

Parte dos problemas que a sociedade enfrenta e irá conhecer ao longo do século XXI, está intimamente ligado à sua capacidade de modificar e de influenciar a natureza; conforme Miranda, et al. (2019) tal capacidade alcançará uma magnitude tão grande que a era em que vivemos está sendo conhecida como Antropoceno ou Época dos Humanos.

O autor prossegue exemplificando que a Química cumpre um papel fundamental em um mundo cercado por temáticas ambientais e sociais; muito das tecnologias ligadas aos impactos ambientais (biocombustíveis, novos materiais, plástico e fertilizantes) tem sua origem na química.

Cachapuz (2005), também faz referência à Conferência Mundial sobre a Ciência para o Século XXI, explicitada pela UNESCO e pelo Conselho Internacional para a Ciência onde o Ministro Luiz Carlos Bresser Pereira declarava-se: “Para que um País esteja em condições de satisfazer as necessidades fundamentais da sua população, o ensino das ciências e a tecnologia é um imperativo estratégico. Como parte dessa educação científica e tecnológica, os estudantes deveriam aprender a resolver problemas concretos e a satisfazer as necessidades da sociedade, utilizando as suas competências e conhecimentos científicos e tecnológicos.”

O professor da atualidade precisa posiciona-se como mestre, entendendo que precisa enfrentar os desafios e dilemas de sua profissão, portanto, deixando de ser um sujeito transmissor de conhecimentos e procurando propor oportunidades e possibilidades ao aluno, para enfrentar desafios e deveres na escola.

No processo de ensino-aprendizagem, é importante o desenvolvimento do conhecimento cientifico com a relação diária do aluno, visto que, o ser humano geralmente desenvolve maior interesse de querer aprender sobre situações relacionadas à sua realidade. Por isso, o ensino necessita ir além da sala de aula, tornam-se necessárias estratégias de ensino, que envolvam o aluno com a realidade de sua comunidade, visto que, assim o mesmo poderá sentir-se útil no seu contexto social.

Para que a Educação Ambiental seja inserida dentro das salas de aula, de modo a criar alunos críticos e reflexivos a respeito do mundo a sua volta “o estudante necessita de educadores capacitados para ensinar e vivenciar esses princípios e também atuantes no processo de busca de novos conhecimentos, que possam ser agregados no compromisso e dever ambiental” (Carvalho, 2012 apud Coutinho, et.al 2017, p. 389)

Podemos citar como fator chave para que a Educação ambiental cumpra o seu papel o desenvolvimento de uma Alfabetização Científica; pois como conceitua Chassot (2014, p.62) apud Marques & Marandino, (2018, p.5-6):

o conjunto de conhecimentos que facilitariam aos homens e mulheres fazer uma leitura do mundo onde vivem”, com vistas à sua transformação: “seria desejável que os alfabetizados cientificamente não apenas tivessem facilitada a leitura do mundo em que vivem, mas entendessem as necessidades de transformá-lo, e transformá-lo para melhor”

No que tange o assunto Educação Científica existe uma relevante parceria entre espaços formais e não-formais, de forma que há um melhoramento da educação científica escolar ou Ensino de Ciências das crianças.

Os espaços não formais são amplamente reconhecidos como ambientes de grande potencial para o ensino de ciências. Desenvolver práticas nesses espaços não apenas possibilita ao indivíduo a construção do conhecimento científico a partir do palpável, como também oportuniza ganhos cognitivos e emocionais, os quais contribuem na formação do ser integral.”(Negrão & Morhy, 2019, p.221)

No intuito de divulgar e diversificar estratégias e metodologias diárias em sala de aula, fazendo uma contextualização entre o contextro da realidade do aluno, constatamos muitas pesquisas publicadas (ARRUDA et al, 2020; FERNANDES LOBATO et al, 2020; BEZERRA & MADRUGA, 2020; RAUPP et al, 2020; ALVES et al, 2020; RODRIGUES & SILVA, 2021; MATOS et al, 2021). Com base em tal, exemplo, questionamos também o porque de professores de Química da região norte,poderiam fazer o mesmo, com o propósito de um despertar do alunocom relação a sua compreensão de importância para a vida e o contexto humano, geográfico e socila em que está envolvido.



METODOLOGIA

A presente pesquisa, estabeleceu-se com bases nas seguintes etapas:

1.Pesquisa bibliográfica, referente ao processo de ensino da educação ambiental no contexto brasileiro e na Amazônia.

  1. Escolha das escolas, onde a pesquisa seria desenvolvida.

  2. Seleção de forma voluntária dos professores de Química, apartir do nível de ensino que os mesmos executam.

  3. Aplicação de questionários.

  4. Análises de respostas coletadas.

A aplicação desta pesquisa aconteceu em quatro escolas estaduais, situadas na zona Centro-Oeste de Manaus, com quinze professores que lecionam no turno vespertino. A coleta de dados aconteceu em uma sala reservada, por meio de um questionário e conversa informal de 50 minutos, o que tornou possível a observação e elaboração de anotações, a fim de se verificar como o professor de Química das escolas públicas investigadas observa a relevância da educação ambiental dentro do contexto amazônico e quais as suas perspectivas sobre esta interação para o processo de integração entre o ensino de química e a educação ambiental.

Para desenvolver-se uma análise das respostas expostas no questionário (descrito no roteiro da entrevista), elaborou-se uma questão geradora, que não foi apresentada aos professores que participaram da pesquisa, com o intuito de promover uma análise do discurso dos mesmos. Nesta questão geradora, procurou-se identificar que tipos de conhecimentos têm os professores sobre o ambiente amazônico e como os mesmos identificam e caracterizam seus motivos em trabalhar com o contexto vivenciado na Amazônia.



Roteiro para entrevista

Questão geradora: Como o professor de Química relata a relevância da prática em Educação Ambiental, historicamente construída, e quais suas possibilidades de contribuir para o processo de ensino dentro do contexto amazônico?

  1. Conte-me a respeito de sua escolha profissional.

Objetivo da questão: identificar as determinantes que condicionaram a escolha profissional do entrevistado.

  1. Como foi o seu curso?

Objetivo da questão: conhecer alguns aspectos relevantes em sua formação, com relação a ligação educação ambiental na Amazônia e ensino.

  1. Na sua opinião, porque é importante aprender Química?

Objetivo da questão: verificar a concepção de ensino de Química que os professores apresentam.

Objetivo da questão: resgatar informações do fazer pedagógico em relação ao ensino de Química e a educação ambiental, com abordagens nos recursos oferecidos pela Amazônia.

  1. Você trabalha com educação ambiental? Poderia comentar algumas experiências com essa temática.

Objetivo da questão: verificar o envolvimento do professor com a educação ambiental e sua contribuição na sensibilização de seus alunos diante dos problemas ambientais, identificados em nossa região.

  1. Quais os problemas ambientais da região?

Objetivo da questão: identificar a percepção que os professores apresentam de impacto ambiental e seu envolvimento com tais questões.

  1. Alguns acham que a educação ambiental deveria ser uma disciplina do currículo escolar. O que você pensa a respeito?

Objetivo da questão: identificar na fala do professor suas idéias a respeito do envolvimento das disciplinas com meio ambiente.

  1. Qual(is) é(são) a(s) contribuição(ões) do ensino de Biologia para as questões ambientais?

Objetivo da questão: perceber se o professor vislumbra no ensino de Biologia perspectivas para se reconstruir a relação ser humano/natureza.

  1. Nos últimos anos têm aumentado as preocupações com o meio ambiente. Na sua opinião o que é meio ambiente?

Objetivo da questão: conhecer a concepção de meio ambiente que o professor tem e identificar sua influência na prática pedagógica.

  1. Hoje se fala e se escreve muito sobre educação ambiental. E para você, o que é educação ambiental?

Objetivo da questão: identificar a concepção de educação ambiental que o professor tem e como utiliza seu conhecimento em sala de aula.

Com base nas respostas obtidas por meio dos relatos dos professores, confeccionou-se a elaboração de categorias e subcategorias que expressam as percepções atuais e as expectativas dos professores analisados com relação a educação ambiental ser uma relevante estratégia para o progresso de ensino-aprendizagem no contexto científico químico amazônico.



RESULTADOS E DISCUSSÃO



O presente trabalho contou com a participação apenas de professores que compõem o quadro educativo das escolas investigadas e que estavam disponíveis para participar das entrevistas, sendo que todos colaborarem com a pesquisa.

No Quadro 1 reunimos as características dos professores entrevistados, com o objetivo de facilitar a compreensão acerca de suas trajetórias profissionais.

Quadro 1 – Perfil dos professores analisados que lecionam a disciplina “Química”

CÓDIGO/SEXO

EXPERIÊNCIA NO MAGISTÉRIO

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL NO ENSINO DE QUÍMICA

GRAU DE INSTRUÇÃO

P-01/F

9 anos

9 anos

Licenciatura Plena em Biologia

P-02/M

4 anos

2 anos

Licenciatura Plena em Química

P-03/F

12 anos

5 anos

Licenciatura Plena em Química

P-04/F

20 anos

12 anos

Licenciatura Plena em Química

P-05/F

3 anos

3 anos

Licenciatura Plena em Biologia

P-06/M

6 anos

5 anos

Licenciatura Plena em Física

P-07/F

16 anos

11 anos

Licenciatura Plena em Química

P-08/F

17 anos

1 ano

Licenciatura Plena em Física

P-09/F

11 anos

11 anos

Licenciatura Plena em Química

P-10/M

4 anos

4 anos

Licenciatura Plena em Biologia

P-11/F

7 anos

2 anos

Licenciatura Plena em Química

P-12/F

5 anos

5 anos

Licenciatura Plena em Química

P-13/F

2 anos

2 anos

Licenciatura Plena em Biologia

P-14/F

1 ano

1 ano

Licenciatura Plena em Biologia

P-15/M

16 anos

3 anos

Licenciatura Plena em Química

FONTE: AUTORES (2021)



A partir do entendimento que obtivemos pela fala dos profissionais. Criou-se um quadro referente a seus relatos, onde se procurou agrupar suas percepções de ensino e suas perspectivas, utilizando educação ambiental no ambiente amazônico.

Embora o quadro anterior, nos mostre que a maioria dos professores que lecionam Química não sejam formados na área, criou-se uma descrição exposta no quadro 2, com o propósito de coletar suas percepções desenvolvidas pelos professores, visto que, possuem curso superior e de certa forma, devem ter noções sobre educação ambiental.

Quadro 2- Categorias elaboradas com base nos relatos dos professores

CATEGORIAS

DESCRICÕES OBSERVADAS NA COLETA DE DADOS

1

Educação Ambiental, expressa na prática pedagógica do professor de Química

2

Concepções de meio ambiente e ensino de Química

3

Educação ambiental, na região amazônica

FONTE: AUTORES (2021)



Os resultados deste estudo são confrontados com o referencial teórico utilizado e, na sequência, são discutidos, tendo em vista as concepções assinaladas pelos informantes em cada uma das categorias elencadas. O conteúdo das entrevistas, por meio das unidades de registro, foi agrupado em três categorias, as quais são decorrentes das respostas dos sujeitos entrevistados.



Categoria 1 - Educação Ambiental, expressa na prática pedagógica do professor de Química;

Com o objetivo de verificar o envolvimento do professor Química com o meio ambiente amazônico e qual sua contribuição na sensibilização de seus alunos diante dos problemas ambientais na região, solicitamos que os professores relatassem algumas práticas que desenvolveram sobre meio ambiente.

Com o propósito de confrontar o tipo de abordagem realizada nos seus primeiros tempos de exercício docente com a sua prática atual. De modo geral, as práticas pedagógicas referentes a educação ambiental, expressas nas respostas do questionário, ainda hoje, parecem-nos muito semelhantes àquelas realizadas por seus professores no decorrer de sua formação e variam entre: atividades sugeridas pelos livros didáticos, comemoração de datas especificas, principalmente a semana do meio ambiente, visitas a locais de preservação, atividades de coleta de resíduos sólidos, trabalhos com materiais reciclados, desenvolvimento de alguns projetos pontuais no decorrer do ano letivo.

Sendo que, a maioria destas atividades não chega a desenvolveu-se no decorrer do ano letivo, visto que, o governo não proporciona condições do professor de Química contextualizar seu ensino na Amazônia. Conforme expressa o relato destes professores:

Eu, tento mostrar para os meus alunos, o que os livros mostram sobre a floresta, porém, muito pouco se fala da Amazônia, o meu desejo, seria poder levá-los para um parque, uma reserva. Mas, tudo é muito difícil, eu não tenho condições de transporte e além do que, cuidar dos jovens é difícil, você sabe disso, né?”. (P-12, cinco anos de experiência em Ensino de Química).

Em todos estes anos que dou aulas de Química, sinceramente no início de minha carreira profissional, tentei diversificar, levando meus alunos umas três vezes no INPA, mas foi um pouco complicado, não tive apoio da escola no sentido de transporte e achei que os alunos que participaram destas visitas só queriam passear, tive que perdi colaboração deles para alugar um ônibus e alguns dos seus responsáveis não gostaram da idéia. Mas, sonho com o dia em que a escola pública realmente vai colaborar com a formação do cidadão, minhas perspectivas são de que talvez meus netos, possam vivem em um sistema educativo mais estruturado, organizado capaz de aproveitar os recursos que a própria Amazônia proporciona.” (P- 09, onze anos de experiência em Ensino de Química).

Vou ser sincera com você, não sou da área de Química, mas penso que ensinar Química é super importante, ainda mais para nós, que vivemos praticamente na floresta, mas, minha formação não me deu possibilidade de fazer esta relação com a realidade sempre estudei números e fórmulas, fiz o concurso para ser professora de FÏSICA, e não para Biologia, mas quando cheguei nesta escola, tive que lecionar Biologia, porque não tem vaga perto da minha casa e aceitei essa carga, penso que seria interessante se o governo proporcionasse cursos de formação continuada para os professores de Biologia, principalmente que envolvesse o Meio Ambiente, acho que eu melhoraria consideravelmente minhas aulas.” (P-15 três anos, de experiência em Ensino de Química).

Acho mais fácil desenvolver algo com relação a Educação Ambiental, na semana do Meio Ambiente, porque é só pedi para os alunos fazerem pesquisas, e demonstrarem no auditório da escola, durante estes dias alguns prestam atenção e colaboraram, você sabe como é isso, uma pesquisa na Internet, e está tudo ok!”. (P-04, doze anos de experiência em Ensino de Química).

Praticamente todos os professores analisados, que não possuem formação em Química, expressam voltar-se muito para o livro didático, que muitas vezes não proporciona uma prática referente a educação ambiental na Amazônia, especificamente, o que a Secretária de Educação, não se preocupa muito, portanto é difícil trabalha o ensino de Química, com o meio ambiente se eles não são desta área. Infelizmente, é o que expressa o relato deste professor.

Eu gostaria que os livros trouxessem uma forma de trabalha na Amazônia, especificamente, como não sou formado em Química, não sei fazer isso, mais se eu tivesse os passos nos livros, acho que tentaria fazer com meus alunos, você sabe a culpada não é minha, a Secretaria não se manifesta e eu preciso do salário para viver, por isso faço o que posso na escola.” (P-06, cinco anos de experiência em Ensino de Química).



Categoria 2 - Concepções de meio ambiente e Ensino de Química;

Com base no relato dos professores e nas respostas dos questionários, podem-se perceber concepções tradicionais de educação ambiental e uma visão naturalista sobre meio ambiente, observa-se que a maioria dos professores não apresenta um conceito claro de meio ambiente. Enfatizando-o como a “natureza”, ou o “espaço”, a “floresta”.

Somente dois dos professores definiram o meio ambiente como “o local onde se vive, aonde os seres vivos habitam e de onde podem retira-se recursos que colaborem com o desenvolvimento do ser humano”, um dos professores definiu o meio ambiente como “o local em que o ser humano pode estar em contato com a natureza, tendo a possibilidade de interagir com a mesma, podendo transformá-la e modificá-la no decorrer dos anos”.

O mais interessante é que estes três professores são formados em Química, o que demonstra o quanto, as formações iniciais do professor interferiram diretamente sobre suas concepções relativas à educação ambiental no ensino de Química. Entretanto, suas concepções são marcadas por uma formação desatualizada e sem muitas relações do processo de ensino biológico, com o meio ambiente amazônico. A inserção de conteúdos da área biológica não deixa de ser importante, mas, conforme Medina (2000) não é suficiente para desenvolver conhecimentos e valores. É preciso que tais conteúdos venham acompanhados de uma busca por mudança de atitudes em prol de uma nova racionalidade ambiental. Entretanto o meio ambiente é visto como um meio ambiente biológico, que precisa ser preservado, conforme se observa nos relatos:

O meio ambiente é a natureza, tudo, as plantas, os seres vivos, todo e qualquer tipo de ecossistema”. (P-02, dois anos de experiência no Ensino de Química).

Todo local onde pode existir vida ou não meio ambiente é o espaço em geral, ocupado ou não”. (P- 08, um ano de experiência no Ensino de Química).

Meio ambiente é a floresta, as árvores, os seres vivos, o desmatamento, o aquecimento global, a chuva ácida, tudo que existe na terra” (P-03, cinco anos de experiência no Ensino de Química).

Meio ambiente é o local onde os seres vivos habitam e conseguem interagir com os seres sem vida”. (P-06, cinco anos de experiência no Ensino de Química).

Definir meio ambiente é difícil, visto que ele engloba uma complexidade ampla. (P-11, dois anos de experiência no Ensino de Química).



Categoria 3 - Educação ambiental, na região amazônica;

Em grande parte das respostas, com relação à educação ambiental e a região amazônica, a maioria dos entrevistados baseia-se em conceitos ou informações que, são desvinculadas de uma proposta de trabalho que contribua para a formação de cidadãos críticos, aptos a construírem conhecimento por meio de mudança de valores e exemplos de uma postura ética diante das questões ambientais. O que os próprios relatos exibem;

Eu procuro que meu aluno seja bem informado, sabedor de conceitos que os livros trazem, faço provas sem consulta, de qualquer maneira eles tem que estudar”. (P- 08, um ano de experiência, no Ensino de Química).

Digo para meus alunos pesquisarem na internet, e peço trabalhos, acho que assim, eles ficam bem informados”, (P-06, cinco anos de experiência em Ensino de Química).

Apesar das limitações encontradas na escola, bem como das derivadas da própria formação, alguns educadores têm assumido, ao longo do exercício de sua profissão, a responsabilidade de conscientizar seus alunos ante os problemas ambientais locais. Esses professores acreditam que os problemas serão amenizados na medida em que os alunos estejam conscientes das condições ambientais que circundam sua realidade, e do quanto é importante tentar restaurar sua condição original, ou preservar-lhe a integridade.

... tento conscientizar meus alunos que os problemas ambientais na Amazônia são nossa responsabilidade, visto que, de alguma forma nós e nossos familiares, de alguma forma sofremos ou sofreremos as consequências dos impactos ambientais da nossa região. (P-12, cinco anos de experiência em Ensino de Química).

Corroborando essa ideia, Ferreira et al, 2018, p. 91) escreve que a resolução de problemas ambientais locais é uma das recomendações da Conferência de Tbilisi como estratégia metodológica da ação educativa. Para o autor, essa estratégia busca

Para que o educando compreenda e contextualize, ensinar Educação Ambiental é imprescindível, primeiramente, que o educador proporcione uma aproximação do alunado com as questões ambientais, que o mesmo não se delimite apenas na teoria. Em segundo plano, após o entrosamento, inicia- se as ações práticas de melhoria ao meio, incentivando-os em buscar possíveis soluções, a fim de minimizar os problemas ambientais.

A educação ambiental deve ser trabalhada a partir de atividades que se baseiem na resolução de problemas ambientais, alertando que, pois, os problemas são

parte integrante da vida cotidiana, tornar-se imperativo que os cidadãos, quando confrontados com problemas, os saibam resolver de forma eficiente e fundamentada” (Silva et al, 2013, p. 186). ”



CONSIDERAÇÕES FINAIS

Dos quinze professores analisados, apenas oito possuem licenciatura em Química, o que dificulta a interação entre a relevância ambiental e o Ensino de Química na Amazônia, entretanto os professores de Biologia e Física, deveriam ter uma formação voltada para a educação ambiental, visto que de certa forma, todos os professores investigados estão envolvidos com o ensino de Ciências, mas, infelizmente a formação inicial de tais professores, não explorou nem abordou sobre meio ambiente, por isso, ainda que o profissional anseie em colaborar com a formação do aluno dentro do contexto regional, estes alegam não possuir subsídios necessários a esta abordagem educativa.

Como o processo educativo é bastante complexo, pois envolve funcionários, secretarias e lideranças de escolas, torna-se difícil deixar sobre o professor esta responsabilidade individual, visto que ninguém educa ninguém sozinho, a educação é um processo contínuo, não é estática, mas tem se tornado por influência de muitos que colaboram em sua construção. O que destaca a necessidade de cursos de formação continuada, com estratégias, que possibilitem a diversificação do ensino ambiental na Amazônia.

As concepções dos professores envolvendo a educação ambiental e os Ensino de Química demonstram que não existe ainda no sistema educativo analisado uma postura dos profissionais analisados, em torno desta interação. O que existe é uma postura ambiental naturalista, sem contextualização com os conteúdos de ensino, como afirma:

Estudar não é fácil, porque estudar é criar e recriar, é não repetir o que os outros dizem” (Freire, 2003).

Sabemos que a educação científica necessita de um profissional, que seja criativo, autêntico e ético no processo de ensino, capaz de observar e analisar o desenvolvimento da aprendizagem, despertando o interesse do aluno para a ciência, o que torna a profissão de professor gratificante, visto que, o aluno de hoje, poderá ser o cientista de amanhã, portanto, sua formação educacional deve trazer a perspectiva e o desejo de conhecer o novo, o desconhecido, o atual.

O presente trabalho conseguiu de forma simples, constatar que a abordagem da Educação Ambiental nas aulas de Química, com o aluno envolvido no contexto amazônico, suscita-lhe a possibilidade de por meio do conhecimento, contribuir de forma significativa para o progresso e desenvolvimento de sua região, o que gera a necessidade de um professor dinâmico, ativo, inovador, envolvente, capaz de conectar de forma criativa a natureza da região amazônica e suas aulas de Química.

O ensino das Ciências, especificamente de Química, necessita envolver dinamismo e diversificação para que o aluno através de aulas renovadoras, possa despertar para o conhecimento cientifico, desencadeando a motivação existente dentro deste, para isto, nada mais interessante que a elaboração de cursos em formação continuada, na perspectiva de demonstrar ao professor, a importância da necessidade de interação entre Ensino/Química/Educação Ambiental. Entretanto, como a temática ambiental é interdisciplinar seria interessante que estes cursos fossem abertos para todos os professores da rede pública de ensino em Manaus.

A Educação Ambiental na própria região Amazônica, não tem sido abordada de forma contextualizada, existe muito trabalho para ser realizado com respeito a este aspecto, por isso o processo educativo necessita de um professor-pesquisador capaz de inovar, capaz de ser absorvido pela pesquisa, não um detentor de conhecimentos, mas alguém capaz de construir seus próprios materiais didáticos.

Durante a execução deste trabalho observou-se a necessidade das instituições formadoras dos licenciados em Ciências (Biologia, Química e Física), proporcionarem uma abordagem de seus alunos construírem e confeccionarem seus próprios materiais didáticos, abordando temas amazônicos, o que facilitaria o processo de ensino, além de cursos de formação continuada que seriam estratégias para tentarmos melhorar o processo de ensino- aprendizagem científico.

Nosso questionamento enquanto pesquisadores na área das Ciências em relação a este resultado é, na contemporaneidade teriam as concepções de professores de Química mudado ou continuam estagnadas em suas próprias acomodações, estabelecidas por meio de uma prática que evidência em vários trabalhados publicados que, a culpa de tal situação de acomodação profissional, estabelece-se em cima de uma retórica centralizada em uma concepção de príncipios anti-autonômos, sobrecarregando-se o governo do estado do Amazonas ou a diretoria das escolas, principalmente de ensino médio, por não apresentarem uma estrutura compatível para o desenvolveimento de melhores trabalhos em sala de aula.

E principalmente, privando e limitando o olhar dos alunos da região, em relação as Ciências (Química, Física e Biologia) com relação a uma integração de utilização da educação ambiental, relacionada aos contextos que a região da Floresta Amazonica, com os conteúdos curriculares que fazem parte de tais disciplinas, fato este que se bem articulado e contextualizado, poderia oferecer o desencadeando uma compreensão dos alunos que habitam na região sobre a diversidade de riquezas que a região Norte apresenta, além de despertar tais alunos, para o interesse e motivação em seguir carreira nas áreas das Ciências (Química, Biologia e Física).



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS



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Ilustrações: Silvana Santos