Que meu andar, meu viver seja cada vez mais no ritmo das bicicletas... (José Matarezi)
ISSN 1678-0701 · Volume XXI, Número 79 · Junho-Agosto/2022
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Gestão Ambiental
30/05/2022 (Nº 79) GESTÃO AMBIENTAL, VINTE ANOS APÓS
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GESTÃO AMBIENTAL, VINTE ANOS APÓS

Ecóloga Sandra Barbosa – smmbarbosa@gmail.com

Em vinte anos a sociedade evoluiu. O mundo evolui em políticas públicas, em crescimento, o planeta evolui nos estágios de seus sistemas. Nos tornamos melhores e eficientes em algumas coisas, decrescemos e perdemos qualidade em tantas outras coisas. Tudo mudou, não somos estáticos. A revista EA em Ação, completa 20 anos, trazendo um layout diferente, inovando em seções, buscando sempre aperfeiçoar o que de melhor no mundo evolui.

Quando falamos em meio ambiente, gestão ambiental, não é um assunto recente e faz mais de vinte anos que o Brasil sediou a “RIO 92”, onde foi discutido os problemas ambientais locais e mundiais, onde se debateu a responsabilidade de todos e de cada um para com a preservação e conservação do meio ambiente. neste período de 20 anos em que esta revista atua como agregadora de ideias, projetos, divulgação as políticas públicas foram evoluindo e as empresas passaram a incorporar o tema meio ambiente dentro das propostas de gestão empresarial, assim as empresas passaram a ter grupos de trabalho de Gestão Ambiental e Saúde, passaram a implementar projetos voltados aos cuidados com os recursos naturais, desenvolvendo ações de educação ambiental dentro das políticas de visão e gestão empresarial.

Gestão ambiental é um debate desafiador, trazendo para o ápice do enfrentamento: governo, empresas e sociedade civil, que necessitam constantemente alternar os paradigmas, já que as normas técnicas para as diversas atividades estão em alternâncias constantes. As empresas precisam adequar se as novas regras para estarem no mercado de trabalho, os governos precisam aplicar políticas públicas para disputar certificações, a sociedade necessita se adequar as novas políticas para receber segurança para suas gerações.

Neste período surgem atividades extremamente poluidoras e consideradas essenciais a economia, surgem ações mitigadoras que exigem colaboração da educação ambiental.

Neste período o licenciamento ambiental surge como uma alternativa de controle para a poluição gerada por atividades de potencial poluidor alto e médio, dentre as condicionantes dos processos estão ações de Educação Ambiental. Dentre as ações aplicadas pode se perceber que o retorno positivo é relevante, que as ações revertem impactos negativos e que a sociedade passa a assumir uma postura mais consciente.

Com a Política Nacional de Meio Ambiente, em 1981, o Brasil entrou para os países de referências para soluções positivas para a problemática ambiental, nos anos 2000 práticas e conceitos foram surgindo para que a sociedade evoluísse. Surge o SGI – sistema de gestão integrada; trazendo a tona a responsabilidade pelos produtos, discute se ciclo de vida de produtos, reciclagem, tratamento de efluentes, produções mais limpas, emissões gasosas, assim a estrutura empresarial passa a ser um tema relevante a ser considerado também pela sociedade, as empresas passam a atender audiências públicas e auditorias ambientais

Conciliar o crescimento econômico com a preservação ambiental passou a ser uma postura das empresas revelando a responsabilidade destas para com o meio ambiente, relevando os riscos ambientais da atividade para com os recursos naturais.

Alguns marcos se tornaram referências para a gestão ambiental tais como: Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente, realizada em Estocolmo, Suécia/1972. No Brasil, em 1975, foi criada a Secretaria Especial de Meio Ambiente (SEMA), no âmbito do Ministério do Interior. A política de meio ambiente traz a obrigatoriedade de elaboração de documentos, estudos, que respondem aos questionamentos sobre impactos positivos e negativos de atividade de expressivo potencial poluidor.

Neste período o Brasil e o mundo foram assolados por desastres ambientais decorrentes de ações de atividades impactantes. Recentemente o Brasil assiste a desastres ambientais em decorrência de desastres naturais (enxurradas, desmoronamentos, desmatamentos...) destes desastres ocorreram perdas consideráveis de vidas humanas, que passam a fazer parte da estatísticas dos impactos negativos.

Todos estes temas trazem à tona a busca de soluções para reduzir o impactos negativo das atividades, trazem à tona as perdas significativas dos recursos naturais e as crises sociais por onde surgem os danos ambientais.

A revista EA em Ação em 20 anos tem trazido trimestralmente ao público leitor, uma gama de textos que discutem pesquisas, ações, soluções, inquietações, elaborados por pesquisadores, acadêmicos, educadores, a sociedade em geral, onde lançam um vértice para alimentar a busca ansiosa para reverter os danos ambientais. Que sejamos sempre seres pensantes ansiosos por soluções reducionistas dos danos ambientais, que sejamos sempre projetistas de soluções para que o meio ambiente tenha uma estética mais humana e adequada ao equilíbrio ambiental.

Nestes 20 anos estamos todos buscando melhorar a qualidade do meio ambiente e nos preparando para que a sociedade possa receber um meio ambiente equilibrado.

Que pelos próximos séculos estejamos sempre buscando minimizar os problemas ambientais e oferecer as gerações futuras uma qualidade de vida, onde as empresas sejam pioneiras em gestão de preservação ambiental.

Ilustrações: Silvana Santos