Que meu andar, meu viver seja cada vez mais no ritmo das bicicletas... (José Matarezi)
ISSN 1678-0701 · Volume XXI, Número 79 · Junho-Agosto/2022
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Arte e ambiente
31/05/2013 (Nº 44) A LINGUAGEM DAS TRIBOS URBANAS: SOBRE TEXTOS NÃO-VERBAIS.
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A LINGUAGEM DAS TRIBOS URBANAS: SOBRE TEXTOS NÃO-VERBAIS.

 

Cláudia Mariza Mattos Brandão[i]

Thais Machado do Amaral[ii]

 

 

 

 

RESUMO: O artigo problematiza as imagens que circulam no espaço urbano, oriundas de determinadas subculturas (tribos), em especial ao grupo ligado ao graffiti, refletindo sobre como suas manifestações simbólicas são recebidas pelos espectadores, a necessidade de capacitar os sujeitos para a leitura de textos não-verbais, e de como tudo isso pode repercutir no espaço escolar.

 

 

 

 

Desde a antiguidade as imagens exercem grande poder sobre os indivíduos, principalmente, sobre as crianças e os adolescentes, numa fase de desenvolvimento da personalidade, na qual necessitam de estímulos para a ampliação de reflexões mais críticas acerca do mundo. Tais estímulos, além dos oriundos do ambiente familiar, devem ser oriundos do ambiente escolar, visto que esses sujeitos passam boa parte do seu tempo na escola.

E se considerarmos a multiplicação das produções imagéticas nos espaços urbanos contemporâneos, as questões que envolvem a percepção das imagens nos âmbitos comunicacional e educativo adquirem significativa importância. Sendo assim, o tema não pode ser ignorado pelas instituições educativas, ao contrário, a realidade imagética que nos circunda expõe a necessidade de sensibilizarmos as novas gerações para a influência das imagens na vida social dos educandos.

Na atualidade a cidade é o lugar onde o fato se funde à imaginação, numa relação muito particular que se estabelece entre os indivíduos e os objetos através da interação criativa que configura a vida urbana. Sendo assim, é possível afirmar que o espaço urbano pertence ao domínio da percepção, e as manifestações artísticas que povoam os espaços são traduções da sensação de fragmentação, de efemeridade e de mudança caótica, introduzidas na vida cotidiana pela modernidade, demonstrando a inquietação dos artistas urbanos com o esvanecer de um mundo tido como concreto.

A rua, como espaço público dinâmico e de relações, permite uma análise que supera a enumeração dos elementos físicos que o conformam. O urbano, como espaço de transição e lugar de todos, reúne os elementos sociais e comunicativos aos estéticos e funcionais, revelando o ritmo e as características próprias da população. As estratégias de representação, fundadas em posicionamentos e ações culturais promovidas no âmbito da arte urbana, nos revelam a organização dos setores sociais, culturais e políticos que interferem na construção da cidade contemporânea. A possibilidade de conhecimento visual do mundo, embora fragmentário, que as manifestações artísticas fornecem, atestam a veracidade de uma realidade que se pretende mostrar e/ou discutir. São produtos de reflexões que problematizam as relações do homem contemporâneo com o mundo ao redor.

É importante salientar que os educadores e toda a equipe escolar devem estar atentos às manifestações comportamentais de seus estudantes, buscando observar nos aprendizes as mensagens que os mesmos transmitem sobre suas relações com o mundo. A utilização das informações trazidas pelos alunos para dentro da escola, como ponto de partida para as discussões que nortearão o rumo dos estudos, é fundamental para o desenvolvimento de olhares mais atentos, minuciosos, acerca das imagens, não apenas as da arte, mas também as que povoam nosso cotidiano, muitas vezes de forma tão sutil que passam despercebidas.

Ao falar em ambiente escolar, lembramos que ele é frequentado, principalmente, por jovens, e esses comumente apresentam-se divididos em grupos, dentro e fora do ambiente escolar, agrupando-se por idade, sexo, status, interesses, estilo musical preferido, partilha das mesmas idéias, dentre outras motivações. E nesse contexto, cabe ressaltar os estudos de Michel Maffesoli (1998), que apresenta o conceito de tribos, ou seja, as novas formas de organização juvenil nas sociedades contemporâneas.

Este texto problematiza as imagens que circulam no espaço urbano, oriundas de determinadas subculturas (tribos), em especial aos grupos ligados ao graffiti, refletindo sobre como suas manifestações simbólicas são recebidas pelos espectadores, e como tudo isso pode repercutir no espaço escolar. O objetivo é o de refletir sobre o impacto das imagens nos sujeitos, a necessidade de prepará-los para a leitura de textos não-verbais e o papel da escola nesse processo, a partir de pesquisa desenvolvida no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação a Docência, o PIBID, da Universidade Federal de Pelotas, no subprojeto das Artes Visuais. 

 

 

1.    O graffiti e a escola

 

 

O conceito de graffiti como manifestação artística surgiu durante a década de 1970 e 1980 em Nova York, e localizada, principalmente, nos guetos americanos antes de se disseminar (GANZ, 2010). Mas vale lembrar que desde a pré-história o homem já se expressa dessa maneira, com pinturas em rochas e paredes, precursores inclusive da escrita. O graffiti é uma manifestação muito comum nos dias atuais, que transmite muitas mensagens, inclusive, de cunho político e crítico, uma arte que está além dos museus e galerias, pelos muros das ruas e outros espaços públicos, sendo assim acessível a qualquer pessoa.

E foi pensando na valorização dessa arte, ainda banalizada e vista muitas vezes como vandalismo, que o grupo interdisciplinar, composto pelas áreas de Artes Visuais, Dança, Geografia e Música do PIBID 3/UFPel, buscou em uma das escolas nas quais o Programa está em desenvolvimento, explorar o graffiti em um projeto através do qual estudamos e apreciamos junto com os alunos as manifestações da cultura Hip Hop. Durante um mês foram desenvolvidos dentro dessa escola vários estudos e ações sobre as manifestações da cultura Hip Hop, inclusive, a realização de dois graffiti, um na parede do pátio e outra em uma parede interna da escola (Figura 1). Acerca do graffiti foram desenvolvidas aulas explicativas, apresentação de filme, passeios e mapeamento dos graffiti de alguns locais da cidade.  

 

Figura 1: Adrina Arriaga

 Graffiti no interior da escola, fotografia digital, 2012.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Figura 2: Adrina Arriaga

Tag de Graffiti no interior da escola, fotografia digital, 2012.

 

            As pinturas foram realizadas por grafiteiros colaboradores do referido projeto, com a permissão e o apoio da direção da escola. Na pintura da parede interna, além do desenho havia uma tag[iii] com a inscrição numérica 420 (Figura 2), comumente utilizada por usuários de maconha e conhecida como a representação do horário “4:20” como encontro marcado para o uso da mesma. Em um primeiro momento nem o grupo do PIBID, nem a direção, observou a mensagem implícita na pintura. Mas em poucos minutos após o término da grafitagem começaram a surgir burburinhos dos alunos que curiosos e surpresos pelo apoio da direção, saíram de suas salas de aula e comentavam com os colegas e professores.

            O termo 4:20, segundo vários textos da internet, inclusive da revista americana High Times, surgiu nos Estados Unidos no ano de 1971, ele significa um horário escolhido para fumar maconha, onde na época um grupo de adolescentes de uma escola em São Francisco marcavam encontro sempre a esse horário, após a escola, para fumar a erva e tentar encontrar uma suposta plantação ou safra da mesma. Hoje 4:20 ou 420, é ainda usado para fazer o convite a reunião das pessoas para que possam fumar a erva no mesmo horário. Os usuários explicam ser um símbolo entre eles, uma forma até mesmo de esconder essa atitude dos pais.  O uso do termo pode ser considerado como apologia ao uso da droga. Mas essa mensagem que é transmitida, nesse caso específico, pela tag não é reconhecida por todas as pessoas, ela é comumente reconhecida por grupos, não apenas compostos por usuários, mas também por pessoas que de alguma forma reconhecem os símbolos e formas de comunicações próprias dessas subculturas, no caso aqui analisado, a subcultura do graffiti. Foi observado também nos muros e paredes do entorno da escola desenhos com alusão ao uso do cigarro e da maconha, assim como em outros locais da cidade.

 

 

2.            A comunicação não-verbal do graffiti

 

 

            Segundo Lucrécia Ferrara (2002) o texto não-verbal está presente no cotidiano da cidade, porém, ao contrário do verbal, ele não agride nossos sentidos, forçando nossa atenção. Para ser notado o não-verbal exige que se crie uma atenção intencional a ele direcionada, somente assim ele será percebido pelo espectador/transeunte como fruto de uma linguagem comunicativa não-verbal, imagética. O texto não-verbal não apresenta uma saturação de informações, aumentando assim o esforço para o receptor que deseja compreende-lo. Esse não possui código, uma vez que os elementos nele presentes não possuem uma ligação de imediato, essa associação precisa ser construída.

            O não-verbal é uma mistura de todos os códigos, até mesmo o verbal, neste caso sem função determinante. Essa forma de linguagem não se apresenta em lugares óbvios ou de fácil visualização, elas têm um espaço próprio, dado à sua característica única de conter uma variada mistura de signos. A cidade está repleta de textos não-verbais, que se mostram nos mais variados lugares e formas como arquitetura, paisagem, desenho urbano, meios de comunicação, dentre outros.

Os grafiteiros além dos desenhos que predominam nas imagens, da diversidade das cores, que chamam muita atenção dos transeuntes contemporâneos, se utilizam cada vez mais de tags. Essas inscrições transmitem além do verbal exposto, mensagens cifradas que necessitam de um olhar mais demorado, de reflexão e, algumas vezes, são dirigidas às suas tribos especificamente.

A tag muitas vezes designa-se também como sendo a assinatura do artista grafiteiro. Eles chamam suas tribos de Crew, pois assim eles se identificam entre si, quem pertence a determinada Crew[iv], e a palavra costuma ser acompanhada de um nome, onde cada grupo pode ser reconhecido não apenas pela assinatura (tag), mas também pelo traço característico ou desenho que os represente enquanto grupo. Existe entre as tribos certo respeito pelas manifestações artísticas das outras Crew apesar de também haverem rivalidades que são normalmente resolvidas em forma de graffiti, e as respostas para as divergências são não-verbais, mas imagéticas. Dessa forma é possível afirmar que mesmo divididos em grupos, dentro do próprio graffiti, eles formam uma grande tribo urbana que tem suas peculiaridades e formas próprias de comunicação.

Como debate Maffesoli (1998), o individualismo orientador das relações humanas por séculos, entra em declínio no final do século XX, abrindo espaço para relações com base no coletivo, às quais denomina de tribos. Sobre o assunto o autor argumenta que “enquanto a lógica individualista se apoia numa identidade separada e fechada sobre si mesma, a pessoa (persona) só existe na relação com o outro” (MAFFESOLI, 1998, p.15). Assim, a metáfora da tribo sugere o processo de desindividualização que é um mecanismo contemporâneo.

E de acordo com a lógica das novas relações, é na busca por identificação que os jovens participam de determinados grupos que surgem do vai e vem cotidiano. Pois é no espaço social que encontramos formas de administrar os afetos, onde construímos crenças comuns, é na vida social que se procura “a companhia daqueles que pensam e que sentem como nós” (MAFFESOLI, 1998, p.19). Assim sendo, esses agrupamentos também são perceptíveis no espaço educacional e é para a sua formação dentro da escola, e dos mecanismos utilizados em sua constituição, manutenção e formas de linguagem, que os educadores e a comunidade escolar devem estar atentos. Assim torna-se possível trabalhar de modo mais integrado com a cultura do cotidiano dos escolares, conhecendo-os mais profundamente, para assim poder lidar do modo mais indicado com eles, estabelecendo relações dialógicas.

A questão que é enfatizada neste artigo se refere ao poder que as imagens exercem nas pessoas e o quanto é preciso conhecer as diferentes formas de comunicações das subculturas urbanas, geralmente imagéticas, pois elas ocupam o nosso entorno vivencial, afetando-nos. Elas existem em grande quantidade e estão distribuídas pelas ruas, computadores, televisores, celulares, máquinas fotográficas, na escrita, que também é imagética, nas embalagens dos produtos que consumimos, dentre tantos outros exemplos. Aliás, as imagens são tão poderosas que hoje também são usadas como manipuladores de opinião, como meios para venda de produtos, nem sempre necessários. Muitas vezes elas nos fazem acreditar em questões desconectadas de nossa cultura, estabelecendo padrões comportamentais e de pensamento. E tudo isso pode acontecer sem que percebamos o jogo de manipulação exercido pelas imagens, pois elas atuam sobre o inconsciente dos sujeitos, instigando lembranças e memórias, “revirando” os mais íntimos guardados da alma humana.

Ser “refém” de imagens é algo que já faz parte de nossa condição como seres em interação com o mundo, visto que elas estão em toda parte, mas é fundamental que tenhamos sobre elas um olhar crítico e reflexivo. E tal capacidade exige o empenho de todos, pois para “uma compreensão mais crítica do papel das práticas sociais do olhar e da representação visual, de suas funções sociais e das relações de poder as quais está vinculada” (HERNANDEZ, 2007, p. 41) necessitamos da parceria da escola.

Com a facilidade de produção e reprodução de representações imagéticas, criamos e descartamos textos visuais carregados de sentido. Geralmente olhamos sem a consciência de ver as mensagens a nossa volta, menos ainda paramos para pensar no que está nas “entrelinhas”, no que implica aceitarmos o que nos é solicitado ali, que objetivo está por trás de uma inocente mensagem visual. Isso, pois:

 

O ritmo da cidade para a maioria da população que não tem oportunidade de experimentar um contato mais intimo com obras de arte além daquele que a rotina incidentalmente lhe permite, impõe assim sua norma ao nosso olhar e, desse modo, toda a obra de arte urbana passa a ser vista rapidamente, com a mesma velocidade de olhar que nos é imposta pela imagem da publicidade exposta no outdoor. (BUOURO, 2003, p. 36)

 

 Considerando as questões destacadas pela autora, é preciso refletir sobre o modo como os educadores podem lidar com as mensagens explicitadas pelas imagens, mas também as que permanecem implícitas. Para que os sujeitos possam se apropriar das obras de arte urbanas é fundamental a ampliação dos conhecimentos acerca da Arte e de suas manifestações contemporâneas. Além disso, é de suma importância, também, ampliar os conhecimentos acerca dos estudantes com os quais lidamos. Na medida do possível, observar quais as imagens a que estão habituados e se eles fazem parte de algum grupo específico. Assim, com base em tais informações, fica mais fácil lidar com as diferenças das tribos que convivem no ambiente escolar, entendendo melhor as suas formas de linguagem.

A leitura não-verbal provoca questionamentos acerca dos métodos a serem utilizados pelos educadores, tanto no que se refere à decodificação das mensagens, assim como, ao ensino de novos modos de escrever/descrever o mundo ao redor. Ferrara (2002) argumenta que não existe um método, mas sim procedimentos metodológicos estabelecidos, porém, com diferentes modos de operação, dependendo do objeto a ser lido. Trata-se de uma metodologia dinâmica, pré-estabelecida, sim, mas em constante mudança e adaptação. Dessa forma os educadores devem sempre estar atentos às novas formas de ler as mensagens visuais que seus alunos produzem e decodificam no ambiente social em que estão inseridos.

Sobre a questão, a leitura de imagens e a sua relação com os educadores, Anamelia Bueno Buouro coloca:

 

A questão da relação visual com a imagem é, então, a meu ver, a primeira a ser abordada na caminhada até sua leitura propriamente dita. Ela revela diversas facetas, quando se trata do ensino-aprendizagem da arte. Uma delas é a da relação do tempo do ver e do olhar do sujeito-aluno diante da mesma imagem. Outra é a do tempo do ver e do olhar do sujeito-educador (BUOURO, 2003, p. 43).

 

Dessa forma, talvez a melhor maneira de ajudar os educandos a lerem as imagens da arte e os símbolos que povoam o cotidiano urbano seja buscar um método que possibilite um olhar mais atento diante das manifestações imagéticas. Isso implica em conhecer as imagens e problematizá-las em sala de aula. Portanto, para isso o educador precisa ser sensível a tais manifestações, entendendo-as como escritas significativas, que comunicam os modos de ser e de pensar de um determinado tempo histórico.

 

 

3.    Considerações Finais

 

 

Concluímos, com o estudo e reflexão realizados a partir da reverberação da tag mencionada, que por mais que existam certas censuras, como ter que apagar essa parte do graffiti, como foi determinado pela equipe diretiva da escola em questão, esses assuntos não podem ser tratados como tabus. Ao contrário, eles precisam ser problematizados e debatidos no espaço escolar, principalmente, no que se refere às formas não convencionais através das quais se dá comunicação das tribos urbanas contemporâneas no convívio social do dia-a-dia, e que se refletem no ambiente escolar.

É importante que os professores estejam dispostos a ouvir as relações que os alunos fazem sobre as imagens, levando em consideração o cotidiano dos aprendizes, pois tudo isso se refere às novas relações estabelecidas entre homem, sociedade e natureza. Mesmo que as colocações dos estudantes sejam superficiais, há implícita uma reflexão e uma relação com a vida desses espectadores, pois um olhar indagador e atento é também o “olhar de quem quer apreender, compreender. É o mesmo olhar que dá tempo para ver e ser visto. Olhar de encontro, de descoberta, de percepção intuitiva e curiosa ante as relações entre a vida e a arte” (BUOURO, 2003, p.39)

E deve ser esse o grande papel dos educadores, o de fazer uma relação mais estreita entre a vida, arte e sociedade. Toda imagem é carregada de sentidos, ali visíveis e explícitos aos olhares dos observadores, mas também impregnada de sentidos figurados (um termo utilizado no que se refere à linguagem verbal), que precisam de toda a atenção. A função de quem educa, além de assumir-se como um sujeito aprendente e pesquisador, também se assemelha a de um “radar”, que deve captar as mensagens transmitidas pelos escolares, para que possa ter um norte para seu trabalho, com base no cotidiano vivencial dos alunos. E creio que isso é fundamental em todas as etapas da educação básica, momento em que são construídos os alicerces para uma formação mais íntegra diante de tudo que o educando irá enfrentar no ambiente de ensino e na vida em sociedade.

 

 

Referências:

 

BUOURO, Anamelia Bueno. Olhos que pintam: a leitura de imagem e o ensino da arte. 2. ed. São Paulo: Educ / Fapesp / Cortez, 2003.

FERRARA, Lucrécia D’Aléssio. Leitura sem palavras. 4ª  ed. São Paulo, Ática, 2002.

GANZ, Nicholas. O Mundo do Grafite: arte urbana dos cinco continentes. São Paulo: Martins Fontes, 2010. 

HERNÁNDEZ, Fernando. Cultura Visual. Mudança educativa e projeto de trabalho. Porto Alegre: Artmed, 2000.



[i] [i] Doutora em Educação, mestre em Educação Ambiental, professora do Centro de Artes, Artes Visuais – Licenciatura, da Universidade Federal de Pelotas. É coordenadora do PhotoGraphein - Núcleo de Pesquisa em Fotografia e Educação( UFPel/CNPq) e do PIBID 3/UFPel, subprojeto Artes Visuais. attos@vetorial.net

[ii] Acadêmica de Artes Visuais – Licenciatura, Centro de Artes/UFPel, bolsista PIBID, subprojeto das Artes Visuais.

[iii] Tag é o termo utilizado no graffiti para as inscrições utilizadas na pintura, normalmente é a assinatura do grafiteiro ou do grupo ao qual ele pertence (GANZ, 2010).

[iv] Crew, em inglês, significa tripulação. É comum o uso de termos em inglês pelos adeptos ao graffiti e isso se explica por tal expressão artística ter se afirmado em Nova York (GANZ, 2010).

 

Ilustrações: Silvana Santos