A natureza universal sustenta a vida de todos os seres. (Dalai Lama)
ISSN 1678-0701 · Volume XX, Número 76 · Setembro-Novembro/2021
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08/06/2021 (Nº 75) O PROJETO MÃOS LIMPINHAS: A EXTENSÃO COMUNITÁRIA NA PRODUÇÃO DE SABERES
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O PROJETO MÃOS LIMPINHAS: A EXTENSÃO COMUNITÁRIA NA PRODUÇÃO DE SABERES

THE CLEAN HANDS PROJECT: COMMUNITY OUTREACH IN THE PRODUCTION OF KNOWLEDGE



Tania Maria Sbeghen de Oliveira- Mestre em Ambiente e Saúde pela Universidade do Planalto Catarinense-UNIPLAC. Docente no Curso de graduação em Medicina– UNIPLAC. Email: taniamo@gmail.com

Marina Patrício de Arruda- Pós-doutora em Educação pela Universidade de Aveiro/Portugal e pesquisadora junto ao Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEdu-UCS). Email: profmarininh@gmail.com

Bruna Fernanda da Silva- Doutora em Biologia Geral e Aplicada, área de Biologia de Parasitas e Microorganismos - UNESP. Docente e pesquisadora no curso de mestrado (PPGAS)– UNIPLAC. Email: brusilvabio@gmail.com

Letícia Zanatta- Acadêmica do Curso de Medicina. Email: letti.zanatta@gmail.com



RESUMO

Trata-se de um relato de experiência sobre o projeto Mãos Limpinhas extensão comunitária para prevenção de doenças infecciosas. Conclui-se que o projeto precisa se estender ao ambiente da escola/creche de modo a ampliar discussões e orientações sobre a lavagem das mãos.

Palavras-chave: Higienização das mãos; prevenção de doenças; extensão comunitária.



ABSTRACT

The article is an experience report on the Clean Hands project for the prevention of infectious diseases. It is concluded, from this reflection that the project needs to extend to the school /daycare environment in order to expand discussions and guidance on hand washing.

Keywords: Hand hygiene; prevention of diseases; community outreach.



INTRODUÇÃO

As práticas educativas contemporâneas se apoiam cada vez mais em ações interdisciplinares de modo a favorecer uma formação de condutas conscientes, relacionadas a valores pessoais como responsabilidade, solidariedade, prudência e cidadania em vista da sustentabilidade sócio-ambiental (CARVALHO, 2006). Nesse sentido, Carneiro (2003) destaca ações de promoção da saúde como um processo que capacita a comunidade a exercer e aumentar o controle sobre a própria saúde, favorecendo o empoderamento das pessoas. De acordo com essa autora, a educação é condição-chave, cabendo aos educadores de todos os níveis escolares e programas, a formação de mentalidades compreensivas ante as complexas inter-relações do meio para ações socioambientais efetivas.

De acordo com Ujvari (2004), doenças infecciosas com transmissões favorecidas pelo ambiente atingem o homem em formas diversas e se originam num complexo conjunto de componentes ambientais como solo, água, clima, vegetais e animais, incluindo as condições de vida humana em cada contexto. Ainda hoje as doenças infectocontagiosas conformam um problema de saúde pública por estarem diretamente ligadas à pobreza e às condições de vida inadequadas. No Brasil, apesar da morbimortalidade decrescente desde a década de 60, essas doenças persistem e acometem um número elevado da população (SOUZA et al., 2020). Neste contexto, além das doenças e microrganismos conhecidos, atualmente, um novo vírus causador da síndrome respiratória aguda grave, o coronavírus (SARS-CoV-2), nomeado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de COVID-19 (VELAVAN; MEYER, 2020) se impôs provocando uma pandemia mundial.

A forma de transmissibilidade das doenças infectocontagiosas, incluindo o novo Coronavírus, se dá pelo contato próximo de pessoa a pessoa, por meio de gotículas respiratórias, por objetos contaminados e pelas mãos. Diante disso, para a prevenção dessas doenças as principais medidas recomendadas são distanciamento social e higiene adequada das mãos. Entretanto, embora essa estratégia seja uma ação simples, rápida e economicamente viável, a falta de adesão a ela pelos próprios profissionais de saúde ainda é vista como um desafio no controle de infecção nos serviços de saúde (OMS, 2016).

Assim sendo, em contexto pandêmico impõe-se cada vez mais a ampliação de estudos e de práticas educativas sobre a importância da higienização adequada das mãos e o projeto “Mãos Limpinhas” cujo objetivo é promover uma ampla discussão sobre educação, saúde e meio ambiente apoiada numa prática educativa, apresenta uma proposta de reflexão importante para o momento. Esta extensão universitária se desenvolve desde 2009 e com o tempo se tornou um projeto itinerante percorrendo diferentes espaços sociais para sensibilizar as pessoas sobre a importância da higienização das mãos. Ao longo dos anos, moradores das diferentes comunidades foram envolvidos por alunos de cursos de graduação variados que buscavam, sob a orientação de professores, provocar a ampliação da capacidade comunitária de mudar sua própria realidade social, gerando benefícios que pudessem ser compartilhados e reproduzidos em outras comunidades.

O objetivo desse artigo é apresentar um relato de experiência sobre o projeto Mãos Limpinhas como importante extensão comunitária na produção de saberes para prevenção de doenças infecciosas.

Destacamos ainda que a transmissão das doenças contagiosas pode ser perpetuada por todas as faixas etárias, entretanto, as crianças representam o grupo mais vulnerável, principalmente à infecção por parasitas intestinais, uma vez que, geralmente, não realizam medidas de higiene pessoal de forma adequada e, frequentemente, se expõem ao solo e à água, que são importantes focos de contaminação. Desse modo, nova coleta de dados foi realizada junto a pais e cuidadores de crianças para que pudéssemos traçar novos caminhos e prosseguir numa prática educativa de combate às doenças infectocontagiosas. Lembrando ainda que Freire (1985) destacava ser a extensão universitária uma estratégia importante por permitir a construção de um conhecimento multilateral onde alunos e universidade partilham ideias e trocas de experiência permitindo o surgimento de novos conhecimentos e experiências. Vale lembrar que a abordagem idealizada por Freire (2007), demonstra aspectos como o respeito ao educando e a construção do conhecimento a partir da interação (não autoritária) das partes envolvidas na relação ensino-aprendizagem.

METODOLOGIA

Trata-se de uma pesquisa exploratória, estudo descritivo, tipo relato de experiência, elaborado no contexto de reflexão sobre a análise dos dados coletados junto a pais e cuidadores de crianças para que pudéssemos traçar novos rumos para o projeto Mãos Limpinhas. A população estudada incluiu pais ou responsáveis por crianças que aguardavam atendimento em sala de espera de um pronto atendimento de um hospital infantil localizado na região serrana de Santa Catarina e que se dispuseram a participar, totalizando 100 participantes.

O instrumento aplicado para a coleta de informações foi um questionário que incluía dados sociodemográficos, como faixa etária da criança, renda familiar, local de residência, hábitos de higiene, além da percepção de pais e responsáveis sobre a importância da lavagem das mãos, foco de interesse desse relato.

RESULTADOS E DISCUSSÕES

Para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a higienização das mãos, com água e sabão ou com soluções alcoólicas, é a medida individual mais simples e menos dispendiosa para prevenir a propagação das infecções (BRASIL, 2009). Assim, desde o início da pandemia, em março de 2020, a necessidade de lavar as mãos ganhou destaque como uma prática acessível e eficaz para diminuir o contágio por COVID-19, sendo amplamente divulgada pelas mídias sociais. Entretanto, a falta de adesão a higiene das mãos é relacionada a diversos motivos: falta de motivação, conhecimento, ausência ou dificuldade no acesso à água, falta de material como álcool, torneiras e sabão, ausência de toalhas, irresponsabilidade e insipiência sobre a importância das mãos como transmissor de microrganismos (DE PAULA, 2017).

Questionados sobre a higienização diária das mãos: 73% dos participantes da pesquisa responderam que lavavam 4 vezes ou mais por dia, 16% lavavam 3 vezes, 7% destacaram 2 vezes, 2% relataram lavar apenas 1 vez, enquanto 2% alegam que não lavam as mãos durante o dia.

Desde 1846, a higienização das mãos é considerada a escolha primordial para a redução da transmissão de microrganismos e desde então, após inúmeros estudos que comprovaram a real eficácia da transmissão de doenças pelo simples ato de lavar as mãos, ela difundiu-se por todas as esferas da saúde e da população em geral (BRASIL, 2009). Entretanto, os dados desse estudo apontam que não há ainda uma consciência partilhada sobre essa necessidade. O diálogo entre as diferentes áreas de conhecimento, incluindo ações multiprofissionais, torna-se fundamental para uma melhor compreensão por parte de cuidadores e pais dessas crianças e adolescentes.

Sobre a lavagem das mãos antes e depois das refeições e quando vão ao banheiro observamos que 90% dos participantes relataram lavar as mãos antes de almoçar e 76% lavam após as refeições. Em relação ao uso do banheiro, 52% lavavam as mãos antes de ir ao banheiro e 72% lavavam as mãos após utilizar o banheiro.

Um estudo baseado na observação do comportamento de 3.749 pessoas em banheiros públicos e constatou que apenas 5% das pessoas lavam as mãos corretamente, 33% não usaram sabonete e que 10% sequer lavaram as mãos (HOSPITAL SÍRIO-LIBANÊS, 2015). Em média, o tempo de lavagem das mãos foi de apenas 6 segundos, quando o tempo preciso para eliminar os germes é de 40 a 60 segundos, com água e sabão, e de 20 a 30 segundos com uso de álcool gel (HOSPITAL SÍRIO-LIBANÊS, 2015).

Por sua vez o Ministério da Saúde (MS) dá destaque a uma série de exemplos de redes de apoio que podem favorecer a Promoção Saúde, o cuidado consigo mesmo e com o próximo é uma orientação bastante utilizada por essas redes, indispensáveis ao cuidado em saúde (MS, 2006).

A respeito da pergunta sobre o conhecimento da importância de se lavar as mãos regularmente, 90% das pessoas abordadas relatou ser importante por evitar a doenças e por eliminar bactérias locais. Os outros 10% relataram ser importante para evitar a sujidade das mãos.

Ainda sobre o conhecimento sobre a importância de lavar as mãos regularmente convém destacar que a higienização simples das mãos deve ter duração de 40 a 60 segundos, conforme ministério da saúde, tendo como objetivo remover os microrganismos que colonizam as camadas superficiais da pele, assim como o suor, a oleosidade e as células mortas, retirando a sujidade propícia à permanência e à proliferação de microrganismos (BRASIL, 2009).

Nesse caso, observamos que 90% das respostas relatavam ser importante a lavagem das mãos pois evitava a aquisição de doenças contagiosas por vírus e bactérias; contudo 10% das respostas só mencionava que era importante apenas para não deixar as mãos visivelmente sujas. Assim, constata-se que ainda uma parte significativa dessa população desconhece a verdadeira eficácia do simples ato de lavar as mãos, configurando um desafio atual.

Se associarmos esse dado a outro retirado de uma questão do questionário aplicado referente à grau de estudo das crianças, observamos que 77% das crianças que aguardavam naquela sala de espera frequentavam creche. Entretanto, percebe-se que ainda existem lacunas sobre a verdadeira relevância da lavagem das mãos, mesmo as crianças estando inseridas em espaço educacional e sendo acompanhadas por profissionais da educação.

Assim, destacamos que a maior contribuição que a saúde pode dar à escola não diz respeito apenas a ações aleatórias e isoladas, mas a atividades integradas e articuladas que, de modo crítico e reflexivo, possam significar oportunidade de atualização dessas orientações a pais e cuidadores de modo a abordar o conteúdo saúde de forma transversal e interdisciplinar (FIGUEIREDO,2008). A lavagem das mãos não apenas para retirar a sujidade, mas também para evitar doenças infecciosas com transmissões favorecidas pelo ambiente no qual vivemos composto pelo solo, água, clima, vegetais e animais.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) afirma que o estado de Santa Catarina (SC) apresenta um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0.774. Este índice leva em consideração dados como, longevidade, educação e renda (PNUD BRASIL, 2020). Ou seja, Santa Catarina possui o terceiro melhor índice do Brasil, proporcionando acesso a informação e uma maior qualidade de vida. A cidade de Lages SC, apresenta um Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,770 e encontra-se na posição 120 dentre as 295 cidades do estado. Ainda, em sua microrregião, a cidade ocupa a 6° posição dentro os 18 municípios presentes (IBGE 2020). Apesar de apresentar um IDH elevado, os resultados da pesquisa sobre higiene das mãos não correspondem com o desenvolvimento apresentado, visto que 2% dos entrevistados realizavam a lavagem das mãos uma vez ao dia e outros 2% dos entrevistados não realizavam a lavagem das mãos nenhuma vez ao dia, o que acaba por aumentar significativamente os casos de parasitose na cidade, devido aos meios de transmissão fecal-oral por contato direto das mãos a boca.

O saneamento básico é outro fator de grande preocupação e importância na saúde pública, principalmente em países subdesenvolvidos. É definido como sendo o controle dos fatores do meio físico que podem ter o potencial de efetuar efeitos nocivos sobre o bem-estar físico, mental e social da população, a salubridade da água tem sido considerado um ponto essencial à saúde. Relacionados, principalmente, aos serviços de disponibilidade de água potável, esgotamento sanitário e manejo de resíduos sólidos, os problemas de saneamento são agravados pelo crescimento desorganizado dos bairros e cidades, atingindo parte importante do total de doenças no mundo. Nesse cenário, estima-se que em torno de 10% do total de doenças poderia ter sido prevenido pela melhoria das condições de sanidade do ambiente. O saneamento básico inclui um conjunto de medidas que visam a conservação do meio ambiente e a prevenção de doenças, ou seja, é um conjunto de intervenções multidimensionais articuladas a fatores sociais, econômicos, políticos e culturais. A Lei nº 11.445/07, determina o conceito de saneamento básico como sendo o conjunto de serviços, infraestruturas e instalações de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos e drenagem de águas pluviais urbanas (RAUPP, 2020).

A água pode conter vários constituintes impróprios sendo indispensável o seu tratamento antes do consumo humano. Após esse processo de potabilidade, a água é distribuída através de tubulações e reservatórios até a população. Vazamentos nas tubulações e inconstância no sistema de distribuição podem comprometer a qualidade da água que chega às casas e assim transportar microrganismos causadores de doenças (CASTRO, 2019).

Há de se destacar ainda que na cidade de Lages, SC, há 27 Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) localizadas na zona urbana da cidade e 3 unidades no interior, ao todo, elas são responsáveis pelos 77 bairros, onde vive uma população de 157.743 pessoas. Dentre os focos das UBS’s, um dos principais é promoção de saúde e prevenção de doença, dessa forma, podemos dizer que a lavagem das mãos é foco central das UBS’s, devendo as mesmas assumir as orientações sobre os passos necessários à lavagem das mãos, quando a realizar, orientar sobre os benefícios e todas as doenças que esta estratégia pode prevenir (LAGES, 2020; MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2019).

Apesar de toda essa infraestrutura que contribuiria para a educação adequada à higienização das mãos, vemos que os dados ainda são alarmantes. Como apenas 76% lavam as mãos mais de 4 vezes ao dia e cerca de 2% alegam que não lavam as mãos durante o dia; 10% deles não lavam as mãos antes de se alimentar; apenas 52% lavam as mãos antes de ir ao banheiro e cerca de 28% não lavam as mãos após utilizarem o banheiro. Todos esses dados poderiam ser melhores, com hábitos de higiene mais adequado se uma maior intervenção fosse realizada pelos estudantes da área da saúde e pelas UBS’s.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Embora o Brasil tenha apresentado progresso na redução das desigualdades em saúde pública nas últimas décadas, ainda apresenta importantes desafios relacionados às desproporções no que diz respeito à cobertura dos serviços de saneamento. Mesmo que, tanto a disponibilidade de água potável quanto a cobertura do esgotamento sanitário tenham aumentado nas últimas décadas no país, a ineficácia das redes de saneamento básico e as desproporções na disponibilidade desses serviços constituem uma importante área para as políticas públicas de saúde. Levando em consideração que as mãos são um reservatório de microrganismos que podem difundir doenças parasitárias, o simples hábito de lavá-las frequente torna-se necessário para prevenir a infestação de parasitas. Esse artigo teve por objetivo apresentar um relato de experiência sobre o projeto Mãos Limpinhas como importante extensão comunitária na produção de saberes para prevenção de doenças infecciosas.

Conclui-se, a partir desta reflexão que o projeto precisa se estender ao ambiente da escola/creche de modo a ampliar discussões e orientações sobre hábitos de higiene, em especial a lavagem das mãos. A população alvo do estudo demostrou uma prática regular de limpeza das mãos, mas ainda insuficiente para a prevenção de parasitoses sendo assim, insistir no projeto “Mãos Limpinhas” nos parece oportuno, por se tratar de uma extensão comunitária fundamental a produção de saberes para a prevenção e controle de infecções.

Vale ainda ressaltar que a experiência do projeto Mãos Limpinhas já teve desdobramentos importantes junto à comunidade. Em 2017/8 desenvolveu-se junto a famílias de catadores de resíduos sólidos (SACHET; ARRUDA, 2018) orientando esta população sobre o fato da saúde ser um direito universal associado à qualidade e à proteção da vida. Assim sendo, a extensão ora apresentada fortalece discussões sobre a relação basilar entre Educação e Saúde ao reconhecer a necessidade de levar adiante saberes ainda pouco privilegiados junto à população para a construção de hábitos que promovam a higiene das mãos. Lavar as mãos pode ser uma das melhores formas de proteger nossa saúde. Em tempos de pandemia e contaminação pelo COVID-19, é um gesto de respeito a si mesmo e ao outro, tanto para se manter saudável como para evitar a propagação dessa doença. 

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Ilustrações: Silvana Santos