Nada pode substituir o contato com a natureza para o desenvolvimento da consciência ambiental [...] (Genebaldo Freire Dias)
ISSN 1678-0701 · Volume XX, Número 77 · Dezembro-Fevereiro 2021/2022
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Cidadania Ambiental
15/12/2021 (Nº 77) A COP 26, A ESCOLA SUSTENTÁVEL E O PÁSSARO JOÃO-DE-BARRO
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A COP 26, A ESCOLA SUSTENTÁVEL E O PÁSSARO JOÃO-DE-BARRO



Fotografia: Diney Cordeiro



Por Luciana Ribeiro



A conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas -Cop 26, ocorrida em 2021, com a participação de quase 200 países, mostrou que foi uma ocasião política e pedagógica para gestores assumirem desafios verdes no Brasil e no mundo, como articular o acordo climático através de uma gestão pública conectada com as necessidades sociais e ambientais dos cidadãos.

Tecendo caminhos pedagógicos que trazem a preservação da vida, vislumbro a atuação do educador, do gestor público e do cidadão num ciclo de replanejamento de projetos sobre a crise climática através da escola sustentável e do seu Projeto Político Pedagógico.E, nesse contexto social, o exercício da cidadania deve ser ampliado no olhar e na sabedoria do pássaro João-de-Barro, o qual nos permite fazer uma ponte para o compreendermos como arquiteto exemplar,simples, belo e conhecedor daquilo que de fato protege o planeta Terra.

Neste propósito de comunicar a visão complexa e construtiva da sustentabilidade no Brasil, a Escola da Natureza de Brasília é uma referência para se valorizar a formação pedagógica do educador e suas práticas verdes que despertam a criticidade e a construção de conhecimentos que permeiam a crise ambiental e as necessidades dos alunos brasileiros.

Sobretudo, para incrementarem-se novas soluções socioambientais nas cidades com o apoio e a mobilização da Cop 26, observo que o educador e sua capacidade podem ser amparadas no pássaro “João-de-Barro” , que é de se projetar como agente social através dos exemplos mostrados no XIII Encontro de Educadores ambientais em Brasília,como realizar plantios em áreas degradadas para melhorar a qualidade do clima, fazer a reciclagem dos resíduos sólidos e promover outras ações coletivas e sustentáveis.

Enfim, entendo que as discussões acadêmicas e políticas precisam embasar-se na justiça climática como tema relevante a ser entrelaçado nos discursos inerentes ao Congresso Nacional, nos diálogos dos profissionais de Jornalismo e assim, subsidiar cidadãos para o cumprimento de acordos antigos e redimensioná-los numa compreensão histórica e geográfica. E, dessa maneira, discernirmos os benefícios das tecnologias sustentáveis, a eficácia de uma comunicação ambiental e a gestão dos investimentos financeiros que destacam a responsabilidade compartilhada mencionada na Política Nacional dos Resíduos Sólidos.



Informações sobre a Cop 26:

https://news.un.org/pt/tags/cop26





Ilustrações: Silvana Santos