Tudo o que temos a fazer [...] é colocar nosso jeito de viver dentro dos meios ecológicos conhecidos. (Marcus Eduardo de Oliveira)
ISSN 1678-0701 · Volume XX, Número 78 · Março-Maio/2022
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15/03/2022 (Nº 78) PROCESSO DE APRENDIZAGEM: A IMPORTÂNCIA DE UTILIZAR A PRÁXIS EM SALA DE AULA
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PROCESSO DE APRENDIZAGEM: A IMPORTÂNCIA DE UTILIZAR A PRÁXIS EM SALA DE AULA

DAVI SANTANA SOUSA / davi.santana@souunit.com.br

Fisioterapeuta/Membro da ABENFISIO/Pesquisador



RESUMO

O presente artigo arvora-se na análise da importância de utilização da prática em sala de aula, analisando-a como método pedagógico. Parido do seguinte pressuposto: de que modo a práxis pode ser utilizada em sala de aula? Para a presente pesquisa iremos adotar como modelo de pesquisa a presente pesquisa adotamos a pesquisa de campo como modelo a seguir, visto que este tipo de pesquisa responde de uma maneira mais eficiente a nossa questão de pesquisa. Portanto, trabalhando desse modo, isto é, usando a práxis, o conteúdo torna-se mais claro para o aluno, também se torna mais representativo, significativo e a aprendizagem ganha sentido.

PALAVRAS-CHAVE

Aprendizagem. Educação. Educação Ambiental. Pedagogia. Práxis.



ABSTRACT

This article aims to analyze the importance of using practice in the classroom, analyzing it as a pedagogical method. Based on the following assumption: how can praxis be used in the classroom? For the present research, we will adopt as a research model the present research, we adopt field research as the following model, as this type of research answers our research question in a more efficient way. Therefore, working in this way, that is, using praxis, the content becomes clearer for the student, it also becomes more representative, meaningful and learning gains meaning.

KEY WORDS

Learning. Education. Environmental education. Pedagogy. Praxis.



RESUMEN

Este artículo tiene como objetivo analizar la importancia de utilizar la práctica en el aula, analizándola como método pedagógico. Basado en el siguiente supuesto: ¿cómo se puede utilizar la praxis en el aula? Para la presente investigación, adoptaremos como modelo de investigación la presente investigación, adoptamos la investigación de campo como el siguiente modelo, ya que este tipo de investigación responde a nuestra pregunta de investigación de una manera más eficiente. Por tanto, trabajando de esta forma, es decir, utilizando la praxis, el contenido se vuelve más claro para el alumno, también se vuelve más representativo, significativo y el aprendizaje gana sentido.

PALABRAS CLAVE

Aprendiendo. Educación. Educación ambiental. Pedagogía. Práctica.



INTRODUÇÃO

A escola enquanto instituição possui uma atribuição específica: a de transmissão do conhecimento científico. Diante desse fato, é fundamental considerar a práxis situada em um contexto de organização do processo de ensino/aprendizagem, para a aquisição do conhecimento. O referido conhecimento, ganha corpo por meio das tarefas, mecanismo pelo qual os alunos adquirem o conhecimento que fora produzido pela humanidade, todo esse conhecimento alicerçado no desenvolvimento social e psíquico do indivíduo.

O presente artigo arvora-se na análise da importância de utilização da prática em sala de aula, analisando-a como método pedagógico. Parido do seguinte pressuposto: de que modo a práxis pode ser utilizada em sala de aula?

No transcurso da história humana, esses indivíduos criaram uma infinidade de artefatos, objetos que sanam suas necessidades como um todo, desde a de manter-se vivo, necessidade vitais e as de segunda ordem que são aquelas que constroem as funções Psicológicas Superiores de produção do conhecimento, necessidades essas que geram novas.

Pensando no processo de ensino/aprendizagem os acontecimentos procedem de modo semelhante, as tarefas desenvolvidas por meio da prática devem em primeiro lugar atender as necessidades dos indivíduos e gerar novas demandas, além disso, devem ser provenientes da realidade do aluno, para que o mesmo as interiorizem.

Podemos entender a Práxis como um gesto concreto direcionado a um fim, comumente associado à prática, vezes em oposição a teoria. Por conta disso, assume conotações diferentes, aparecem analogias, novos significados. Em consonância com os fatos levantados até agora, temos Silva (2017), ele escreve que em nossos dias é comum nos deparamos com entendimentos de práxis remetendo a algo prático. O que vale para nós, não são as contribuições do dia a dia, o que nos interessa é a definição do termo. Desse modo temos:

[...] uma atividade conscientemente dirigida a um objetivo. Além disso, a noção de Práxis implica também necessariamente o conceito de sujeito. Uma atividade consciente, dirigida a um objetivo, supõe um ser consciente de se mesmo, da matéria e o meio de sua atividade e do fim que ela deseja alcançar. No conceito de Marx encontramos um homem criador que não só recebe impressões, mas que também elabora, as interpreta, correlacionam, antecipa acontecimentos, esboça imagens simbólicas para aplicações futuras. O sujeito dentro do conceito de Práxis é, por definição um ser social (NORONHA, 2005, p. 89 apud BRITTE, 2011, p.85).

Desse ponto em diante, iremos destacar sobre a práxis como método de ensino. A ideia de práxis como método, anteriormente mencionada pode possuir características de um movimento de ação eminentemente prático, amparado em uma teoria. Encontraremos autores que irão argumentar que a práxis é uma ação intencional que ao materializar-se o homem transforma a si mesmo e o meio em que vivi. Do mesmo modo que encontraremos autores que argumentarão de um modo diferente, alegando que teoria e prática possuem características específicas e que lhe são próprias, entretanto, não são situações opostas, são indissociáveis, apresentando-se dialogicamente, a ponto de não conceber uma sem a outra e vice-versa.

Situaremos o professor nesse contexto, como aquele que faz os alunos pensarem, tornarem-se conscientes de suas ações. Modificar estratégias, pensar novos modos de fazer. Algo inerente ao ser humano que é a projeção mental de suas ações devem ser frequentes as ações dos professores em sala de aula. Para isso, essas ações devem fazer sentido, conter um norte, um objetivo.

A sala de aula deve ser um espaço que corrobore para a aprendizagem, deve ser um espaço livre para o saber, não o saber pelo saber, uma reprodução automática, mas sim uma reflexão sobre o meio, as ações que o cercam e as maneiras de intervir. É necessário instigar o aluno a buscar o conhecimento, não porque estamos mandado buscar, mas sim pelo gosto que foi criado que os levou a buscar o conhecimento. A ideia daquele professor que fornece as respostas não se aplica mais, as respostas hoje estão à disposição nos celulares ultra conectados. O que devemos fazer e despertar a curiosidade dos alunos e nos alunos.

Até o presente momento argumentamos sobre a necessidade de despertar no aluno o gosto pelo saber. Um caminho possível é trazendo o lúdico para o ambiente escolar. Dentre as múltiplas faces do lúdico, temos o jogo. Este se apresenta como uma ferramenta forte e eficiente, mas não o jogo por ele mesmo, mas ele como um facilitador da aprendizagem. A vantagem dos jogos é que ele desconstrói a frieza da sala de aula, do modo quadrado de transmitir o conhecimento para o aluno.

O lúdico entra em cena para nos mostrar não o brincar por si mesmo, evidencia que a aprendizagem pode acontecer em um cenário diferente do convencional, fora dos padrões arcaicos, evidencia que a brincadeira pode ser um espaço de aprendizagem e não apenas de entretenimento para as crianças. Não é de hoje que se nota os efeitos positivos da ludicidade na aprendizagem em sala de aula. O que ocorre é que a maioria dos professores não sabem utilizá-la. E por isso perde, em alguns casos, seu efeito positivo. Nesse sentido,

A educação é proveniente de muitas metodologias, mas nenhuma estratégia que já venha pronta, por isso, precisamos nos adentrar e conhecer melhor o mundo em que vivemos para que possamos pesquisar novas teorias para o uso e relação ao seu desenvolvimento nas escolas (SOARES 2011).

A aprendizagem é uma palavra carregada de significados, representações, de definições, cheias de autoridades que se dedicam a discuti-la. Sinteticamente, diz respeito a maneira como apreendemos o conhecimento, como aprimoramos competências e melhoramos comportamentos. Porém, é um processo complexo que não é simples assim descrever, como também podemos notar uma carga política e ideológica envolvida em sua descrição e materialização, levando em conta visões de mundo, de sujeito de conhecimento e de sociedade. Por isso,

[...] a aprendizagem é um processo integrado que provoca uma transformação qualitativa a estrutura mental daquele que aprende. Essa transformação se dá através da alteração de conduta de um indivíduo seja por condicionamento operante, experiência ou ambos, de uma forma razoavelmente permanente (SOARES 2011).

Para aquisição do conhecimento uma infinidade de tarefas pode ser adotada, utilizando técnicas mais elaboradas ou por uma simples aquisição de hábito. O desejo de aprender é algo da condição humana, pois somos os únicos que temos e manifestamos a vontade consciente de aprender. Outra definição importante sobre a aprendizagem é que pode ser uma mudança de comportamento que pode ser duradoura.

Voltado a considerar a brincadeira como práxis pedagógica, considerando-a uma estratégia e não uma metodologia de ensino. Há autores que concordam que a interação pode ser benéfica. Fortemente imbricada na obra piagetiana a interação pode ser gerada através dos jogos e do contato professor/aluno. Desse modo temos:

O jogo é, portanto, sob suas formas essenciais de exercício sensório-motor e de simbolismo, uma assimilação da real atividade própria, fornecendo a este seu alimento necessário e transformando o real em função das necessidades múltiplas do eu. Por isso, os métodos ativos de educação das crianças exigem todos que se forneça às crianças um material conveniente, a fim de que jogando, elas cheguem a assimilar as realidades intelectuais que sem isso, permanecem exteriores à inteligência infantil (PIAGET, 1976, p.160 apud SOARES 2011).

Portanto dentro da estrutura do jogo simula-se uma infinidade de comportamentos que a criança internaliza com o convívio com os pais. Notamos isso quando elas chegam as escolas carregadas com suas características domésticas. Se a brincadeira é eficiente para que elas reproduzam comportamentos adultos, pode funcionar também com conteúdo sistematizados no ambiente escolar. Por um motivo muito simples: a criança brinca não por que estão mandando ela brincar, mas por vontade própria, é livre é desinteressada.

A sala de aula deve ser um ambiente que isso seja possível, que a criança seja levada a aprender, não pelo fato de que será bom para seu futuro, mas pelo gosto de apoderar-se de algo novo. É fascinante quando aprendemos algo novo, porque não somos mais o mesmo, demos um passo à frente, mudamos de estágio.

Nota-se desde muito cedo a relação de afinidade entre a brincadeira e a aprendizagem, e de certa forma, essa trajetória pode conter um certo prazer. Lima (2013), escreve que todas as crianças aprendem a brincar desde muito cedo. Desse modo, podemos concluir que se a aprendizagem no cenário educacional, “proporciona não somente um meio real de aprendizagem, como também permite que os educadores possam aprender sobre as crianças e suas necessidades. Construir um ambiente que seja favorável à brincadeira é cada vez mais forte na educação escolar, rompendo uma ideia de que a brincadeira só tem espaço fora da escola.

Brincar é muito mais amplo do que pensamos, é também mais complexo do que se imagina. Podemos visualizar uma série de definições sobre este tema. É constantemente associado a diversão, recreação e distração. Pode também ser compreendida como a interiorização das atividades da rotina adulta. Brincar, porém, não se restringe a um divertimento sem fundamento, “Caracteriza-se como uma das formas mais complexas da criança comunicar-se consigo mesma e com o mundo, ou seja, o desenvolvimento dá-se por meio de trocas experimentais mútuas estabelecidos durante toda vida” (LIMA, 2013, p.30). A partir da brincadeira a criança pode evoluir sua capacidade de memorização, imaginação dentre outros.

Entendendo que o sujeito se configura por meio de relações com outros sujeitos, com o meio em que vive, mediante atividades que podem ser conduzidas por instrumentos. Por este prisma, brincadeira na infância exerce uma função importante na compreensão do processo formativo do sujeito, desconstruindo modo tradicionalista de que a brincadeira “é uma atividade natural de satisfação dos instintos infantis” (LIMA, 2013, p.32).

A condição imaginativa, a capacidade de planejar, de aquisição de novos saberes, aparece, nas crianças, por meio da brincadeira. Sobre isso, “a criança, por intermédio da brincadeira, das atividades lúdicas, atua, mesmo que simbolicamente, nas diferentes situações vividas pelo ser humano, reelaborando sentimentos, conhecimentos, significados e atitudes, podendo, assim, preparar-se para a vida e seus diversos desafios, sem ter diretamente vivenciado a situação em si” (LIMA, 2013, p.32).

Quando a criança brinca, de modo geral, ela não pensando no resultado do brincar. O que leva a criança a brincar é a curiosidade, o prazer de aprender algo novo, explorar o contexto a sua volta. Na escola deve ser desse modo, a criança deve ser levada à curiosidade, instigada a procurar as resolver as situações que lhe são atividades que despertassem o interesse no ato de aprender.

As atividades entendidas como de ordem lúdica, cujos representantes são: jogos, brinquedos e dinâmicas (LIMA 2013), são situações que estão presentes no dia a dia do ser humano, e por consequência, na conjuntura social, desde o princípio. Podemos sem dúvida usar a brincadeira como instrumento que auxilia a aprendizagem. Podemos usar a cantigas como instrumento de aprendizagem, jogos, brinquedos chamados de pedagógicos, destacando a valia do trabalho manipulativo, ressaltando a importância da cooperação. Devemos montar uma proposta pedagógica que proporcione liberdade a criança, que a coloque como protagonista do processo de ensino/aprendizagem.

A escola vem sendo atualizada, tendo um status de moderna. Luta constantemente para superar os desafios de nosso tempo, ficando, às vezes, numa situação controversa: nem forma o aluno para o mercado e muito menos para a vida. A grande questão da escola hoje é proporcionar um ensino de qualidade para todos e ao mesmo tempo, compreender que cada ser humano é singular, pertence a um local diferente, pertence a um grupo ético diferente, com isso pertence a uma cultura diferente. Com isso,

A escola não deve apenas transmitir conhecimentos, mas também se preocupar com a formação global dos alunos, numa versão em que o conhecer e o intervir no real se encontrem. Mas, para isso, é preciso trabalhar com diferenças: é preciso reconhecê-las, não as camuflar, aceitando que, para conhece-las, aceitando que, para conhecer a mim mesmo, preciso conhecer o outro (GADOTTI, 1992, p.82 apud LIMA, 2013, p.34).

É, portanto, por intermédio do lúdico que as crianças assimilam o conteúdo, seu contexto, sua realidade, entendo por que as situações acontecem de um modo específico, quais as relações que mediam a sociedade, passa a entender porque as mazelas são instaladas, quais as relações de poder que a sociedade está inserida.

O mundo evoluiu muito em tecnologia, na produção do conhecimento, em sua divulgação, alcançando um público para além do contexto local. O modo como temos acesso também se modificou bastante, principalmente, depois da difusão da internet. Hoje, o aluno tem acesso à informação em tempo real. Em consequência disso, a Educação não deve estagnar e continuar disseminando o conhecimento do mesmo modo que fazia a cinquenta anos. Isso não quer dizer que esse modo de transmissão do conhecimento seja invalido, porém, as demandas sociais mudaram, por isso que o modo de ensinar deve também mudar.

É bem verdade que a geração que chega para nós em sala de aula é cada vez mais dispersa e que não sabe o que fazer com a gama de informações que têm à disposição, são, em determinados casos, fáceis de doutrinarem, uma vez que aderem com extrema facilidade a moda, a pensamentos doutrinários equivocados, junta-se a grupos que corroboram o mesmo pensamento de rebeldia.

Mencionamos anteriormente sobre a evolução do mundo, uma questão emergi a partir desse pensamento, e aqui vai uma crítica a nossa classe: porque a escola, o professor, as aulas permanecem os mesmos na maioria das realidades educacionais? A escola deve ser outra, o professor deve ser outro, a sala deve ser outra. Devemos buscar novas alternativas metodológicas para fazer com que os alunos aprendam a pensar, a agir diante dos problemas e saiba como resolvê-los.



DESENVOLVIMENTO

A pesquisa científica caracteriza-se pelo rigor, pela lógica de elucidação dos fatos. Além disso, para responder suas inquietações, o cientista/pesquisador lança mão de um conjunto de técnicas, de ferramentas e métodos. Uma pesquisa científica é mediada por um norte, segue um protocolo e percorre um caminho. A esse chamamos de metodologia.

Como dito anteriormente, para encontrar soluções para os problemas, o pesquisador utiliza métodos e técnicas de coleta, organização e qualificação dos dados. Essas técnicas variam de acordo com o tipo de pesquisa adotado. Nesse sentido, o pesquisador pode adotar a pesquisa documental que se caracteriza pelas fontes que irão servir de base para coleta de dados, nesse caso, os documentos são suas principais fontes. Esses documentos podem pertencer a um arquivo público ou particular (LAKATOS e MARCONE, 2003). Outro tipo de pesquisa é a bibliográfica. Este tipo de pesquisa contempla uma gama de possibilidades. [...] “já tornada pública em relação ao tema de estudo, desde publicações avulsas, boletins, jornais, revistas, livros, pesquisas, monografias, teses, material cartográfico etc.” (LAKATOS e MARCONE, 2003, p.183).

Porém, para a presente pesquisa iremos adotar como modelo de pesquisa a presente pesquisa adotamos a pesquisa de campo como modelo a seguir, visto que este tipo de pesquisa responde de uma maneira mais eficiente a nossa questão de pesquisa, desse modo,

A pesquisa de campo é aquela utilizada com objetivo de conseguir informações e/ou conhecimentos acerca de um problema, para o qual se procura uma reposta, ou de uma hipótese, que se queira comprovar, ou ainda, descobrir novos fenômenos ou as relações entre eles (LAKATOS e MARCORNE, 2003, p.186).

Este tipo de pesquisa centra-se na observação das situações, tal e qual elas acontecem, a espontaneidade. A pesquisa de campo de início solicita um levantamento bibliográfico sobre o tema. Esse levantamento objetiva, em primeiro lugar, entender como está assunto que se pretende pesquisar. Outro ponto é determinar o universo da pesquisa. Além disso, tendo claro a natureza da pesquisa, o passo seguinte e determinar a amostra da pesquisa. O passo seguinte corresponde a escolha das técnicas, modos de fazer a pesquisa. A amostra da presente pesquisa foi uma turma do pré-escolar, contendo 25 alunos de 4 a 5 anos de idade, estudantes da Escola Municipal José Secundo Filho, em campo do Brito, Sergipe.

Feito isso deve-se escolher o modo como os dados serão qualificados em outro momento da pesquisa. Diante dos tipos de pesquisa de campo encontramos um que, a nosso ver responde bem as nossas aspirações, que é a pesquisa exploratória descritiva, que se caracteriza pela descrição do fenômeno. Desse modo, estudos exploratórios descritivos combinados – são estudos exploratórios que têm por objetivo descrever completamente determinado fenômeno, como, por exemplo, o estudo de caso para o qual são realizados análises empíricas e teóricas (LAKATOS e MARCONE, 2003, p.188).

Essas descrições relatadas acima podem ser de duas ordens: qualitativas e quantitativa, no que se refere ao acúmulo de informações. Portanto descrevemos a metodologia que serviu de base para a nossa pesquisa. A seguir expressaremos os procedimentos metodológicos da presente pesquisa.



PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Adotamos como modo de precedermos metodologicamente a observação participante, uma vez que estávamos inseridos no processo, aplicamos atividades práticas logo após a explanação teórica de cada conteúdo abordado em sala de aula. O jogo foi uma das estratégias que usamos na presente pesquisa, a arte de contar histórias, desenhos, pinturas, confecção de cartazes que expressavam de maneira concreta o assunto abordado, numa tentativa de tornar o conteúdo mais significativo para os alunos. Pequenas encenações também fizeram parte de nossas estratégias para dinamizar o ensino para nossos alunos. As estratégias variavam de acordo com temática da aula.



OS DADOS

Neste tópico expressaremos de modo claro os dados de nossa pesquisa. Após esse tópico, na conclusão qualificaremos os dados confrontando com que está expresso em nossa base teórica, ou seja, chega-se no momento crucial da pesquisa, a qualificação dos dados.

O presente artigo tem como objetivo mostrar a importância das práxis em sala de aula e enfatizar que teoria e prática têm que ser trabalhado juntos para o processo de desenvolvimento da criança, assim como, demonstrar a importância de práticas educacionais que colaborem com o conhecimento a respeito da educação em campo, educação social e principalmente a educação ambiental. Diante disso o mesmo trata-se de uma pesquisa de campo onde o ambiente escolar estudado é a Escola Municipal José Secundo Filho, a mesma possui 5 salas bastante arejada e amplas, 4 banheiros, 1 diretoria, 1 sala de vídeo, um pátio bem amplo, um parque para os alunos se divertirem nas horas precisas, 1 cantina e uma sala de estudos.

O cenário ao qual está sendo trabalhado o estudo em questão é uma turma do pré-escolar, contendo 25 alunos de 4 a 5 anos de idade, é uma turma bastante diversificada em relação ao tamanho das crianças, ao comportamento e ao nível de aprendizagem, tem crianças que apresenta um melhor domínio do que outras com relação aos conteúdos trabalhados em sala de aula, e uns aprendem com facilidade e outros tem uma mais dificuldade.

Em virtude disso trabalho muito a utilização das práxis em sala de aula, onde primeiro enfatizo o conteúdo e logo após utilizo a prática para aprimorar o conhecimento. Essa prática é trabalhada de forma lúdica, pois promove um melhor interesse por parte da criança em querer interagir nas atividades e com isso eles conseguem entender melhor o que está sendo ensinado.

Porém, mesmo diante das diversidades de práticas pedagógicas realizadas em sala onde o principal intuito é ajudar no desenvolvimento deles, numa turma de 25 alunos, 30% dos discente não consegue assimilar muito bem o que está sendo aprimorado, diante disso depois de muita observação analisei 3 pontos primordiais para tal questão:

 Os pais resolverem os deveres para os seus filhos;

 A falta de acompanhamento dos pais no desenvolvimento escolar do filho;

 A falta de uma boa base nas séries anteriores, onde a criança passou de ano sem tem noção de cores, espessuras, posição, números, letras etc.

No entanto, esses alunos têm muito interesse em aprender, fazem todas as atividades que são realizadas em sala de aula, interagem muito bem com os colegas e aos poucos eles irão se desenvolvendo.



CONCLUSÃO

Acreditamos que atingimos os objetivos da pesquisa, destacamos a importância das práxis em sala de aula, argumentamos que trabalhando desse modo o conteúdo torna-se mais claro para o aluno, também se torna mais representativo, significativo e a aprendizagem ganha sentido. Tendo claro nosso público, uma turma de pré-escola, com 25 alunos entre 4 e 5 anos de idade. Destacamos que a diversidade é marca registrada dessa turma, destacamos também que há uma fração da turma que aprende com facilidade, e em contrapartida, outra fração da mesma turma, não consegue aprender com tanta facilidade. Para equipara equiparar essas discrepâncias as aulas práticas estão sendo uma alternativa viável.

Acreditamos que a gênese dessa dificuldade esteja atrelada a três fatores: 1- a resolução das atividades escolares feitas pelos pais; 2- a falta de acompanhamento desses indivíduos na vida escolar de seus filhos e 3- a falta de base em anos anteriores. Portanto, esses fatores corroboram para a necessidade de utilização de aulas práticas, por meio do lúdico, dos jogos, das brincadeiras como ferramenta pedagógica. Se elas servem para interiorizarem comportamentos do mundo adulto, sevem para escolarização das crianças.



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Ilustrações: Silvana Santos