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DESCRUZANDO OS BRAÇOS!
Parece que faz um século que saiu a última edição, mas não é bem assim, é que tanta coisa aconteceu desde cinco de junho, que acho que me perdi no tempo! A copa do mundo, com imagens de cinema e pouco mais de trinta dias de jogos maravilhosos! Adoro um bom jogo de futebol, pena não ser esta a realidade dos campeonatos brasileiros de alguns anos para cá. Daqui a dois anos teremos as Olimpíadas no Rio, será um evento maravilhoso também, mas os governantes brasileiros em todos os três níveis, municipal, estadual e federal, perderam e perdem a chance de promover o esporte. Aliás, não só o esporte, a música, a arte, o teatro, a educação em geral está, no meu entender, dentro da margem mínima necessária. Quem sabe, algum dia, veremos a educação ser a prioridade das prioridades do nosso País. Os acontecimentos do ano ainda não terminaram, temos eleições presidenciais, governamentais e das câmaras estaduais e federais, ou seja, candidatos a Presidente, Governador, Senador, Deputado Federal e Deputado Estadual. Cada vez mais, acho difícil votar. Estou cansada de ver sempre os mesmos candidatos com o mesmo bla, bla, bla. A corrida às eleições começaram e logo de início se deu aquele triste acidente que ocorreu em Santos, SP com a morte do candidato Eduardo Campos e de mais cinco profissionais de alto nível que estavam com ele, acontecimento este que vai modificar algumas coisas nas eleições deste ano, os especialistas estão atentos. O tempo e a temperatura estão em nos dando um baile! As chuvas que não vieram no verão, estão fazendo falta no sudeste. Estamos assistindo a agonia dos rios e sentindo o mau cheiro de nossas cidades com pouca ou nenhuma estação de tratamento de esgoto. Em outras regiões, assistimos com tristeza a água subir e avançar pelas cidades, onde não recebeu sequer convite para entrar, quanto mais entrar assim de supetão derrubando tudo e todos que se encontra a sua frente. Até quando ficaremos de braços cruzados assistindo aos maus mandos e desmandos dos governantes em todas as estâncias sem nada fazer! Só existe uma solução para a melhora da fúria dos rios, do tempo e da temperatura, REFLORESTAR. E não é uma solução de tão curto prazo, mas se pudermos investir em mudas de alguns anos e não sementes, já há um ganho. Para educação melhorar em todos os níveis e áreas, a receita é a mesma, plantar, mas não árvore, plantar bons professores, investindo nestes, em sua educação contínua e em seu bom salário, para que deem bons frutos aos nossos estudantes. Assim o grupo político muda por obrigação, pois um povo culto, não aceita qualquer representante, vai escolher o que tiver de melhor! Milagres existem, mas não devemos esperar somente por estes se podemos agir. Está na hora, agora é o momento certo para descruzar os braços e fazer o que estiver ao nosso alcance. Para pensarmos mais sobre o que podemos fazer, desafio-os a realizarem uma dinâmica, improvisando, em diferentes grupos, algumas ações que podem fazer a diferença para resolvermos alguns problemas.
Dinâmica: Descruzando os braços
1 – Dividir a turma em grupos. 2 - Cada grupo recebe um tema que será distribuído aleatoriamente: ÁGUA – ELEIÇÕES – FUTEBOL – MUDANÇAS CLIMÁTICAS – FLORESTAS – ESGOTO e o desafio é colocar a frase: “Descruze os braços!” na cena. 3 – Cada grupo terá 5 minutos para planejar uma cena cotidiana sobre o tema para ser apresentada ao grande grupo. (Quando cada grupo iniciar a apresentação, os demais devem ficam assistindo de braços cruzados. Quando aparecer a frase: “Descruze os braços!” na cena, todos descruzam os braços.) 4 – Após as apresentações, cada grupo explica porque escolheu fazer aquela cena. 5 – Após todos os grupos se apresentarem, um grupo desafia o outro a fazer outra cena com seu tema e encenam novamente. 6 – Para encerrar a atividade, discutir sobre as diferentes maneiras que foram encenadas tais temas e mostrar quais foram as diferenças das abordagens.
O Brasil conta conosco! Eu conto com vocês! Bom divertimento, Um abraço grande e até a próxima edição!
Marina Strachman - arquiteta e urbanista, mestre em desenvolvimento regional e meio ambiente e especialista em educação ambiental. |