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Nesses tempos de céus de cinzas e chumbos, nós precisamos de árvores desesperadamente verdes. Mario Quintana
ISSN 1678-0701 · Volume XXIV, Número 95 · Junho-Agosto/2026
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UEPB LEVA CONHECIMENTO SOBRE EDUCAÇÃO AMBIENTAL A ESCOLAS E COMUNIDADES DO ENTORNO DO AÇUDE DE BOQUEIRÃO
30 de março de 2026 Com foco em soluções sobre educação ambiental e preservação dos recursos hídricos no Semiárido paraibano, a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) vem desenvolvendo ações de extensão que integram o projeto “Recuperação de reservatório de abastecimento eutrofizado do Semiárido: produção e aplicação de coagulantes orgânicos derivados de plantas do bioma Caatinga”. A iniciativa resulta de um convênio da UEPB com o Fundo de Desenvolvimento Econômico, Científico, Tecnológico e de Inovação (FUNDECI/2022.0007), realizado em parceria com o Banco do Nordeste, e tem como eixo o reservatório Epitácio Pessoa, localizado no município de Boqueirão (PB). Durante os estudos, os(as) participantes buscam não apenas soluções tecnológicas para a recuperação da qualidade da água, mas também o engajamento das comunidades do entorno por meio da sensibilização ambiental. Como parte dessas ações, equipes da UEPB têm promovido palestras educativas em escolas da zona rural e nas proximidades do reservatório, contemplando instituições como a EMEF Euflaudizia Rodrigues, a EMEF Francisco Ozias de Normandia, situada na comunidade do Moita, e a EMEF João Ernesto do Rego, localizada na comunidade do Mirador. Ao todo, participaram quatro estudantes de graduação, três do mestrado e um pós-doutorando. As palestras ocorreram no final do projeto, com os resultados obtidos para apresentar como deve ser o manejo na irrigação com águas eutrofizadas.
A
ciência no cotidiano Os(As) participantes também tiveram a oportunidade de conhecer, na prática, a eficácia dos produtos desenvolvidos pelo Laboratório de Referência em Tecnologias de Águas (LARTECA/UEPB). Entre eles, estão coagulantes produzidos a partir de taninos extraídos de espécies típicas da Caatinga, como angico, cajueiro e jurema, além de uma argila modificada utilizada na remoção de fósforo da coluna d’água — elemento diretamente associado à eutrofização.
De acordo com a professora Weruska Brasileiro, pró-reitora de Infraestrutura, o projeto representa um importante investimento em inovação e sustentabilidade. Além do convênio com o Banco do Nordeste, no valor de R$ 500 mil para recuperação de mananciais e desenvolvimento de produtos, ela destacou os resultados alcançados ao longo da execução. “A partir desse projeto, alcançamos duas patentes. Também teve artigo, formação de mestres, de um pós-doutorando e de estudantes de iniciação científica, também”, completou. Além dos avanços científicos e tecnológicos, a iniciativa vem cumprindo um papel fundamental na popularização da ciência, ao aproximar o conhecimento acadêmico das comunidades locais. Ao promover o diálogo e a conscientização, o projeto contribui para o fortalecimento do cuidado coletivo com os recursos hídricos, essenciais para a vida no Semiárido.
Texto: Giuliana
Rodrigues
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