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EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM ROTEIRO DE VISITAÇÃO PARQUE URBANO DE SÃO PAULO: uma
proposta sobre a condição de usuário e de visitante Rodrigo Machado Turismólogo (UNIP), Especialista em Gestão
Ambiental (UFAM), Mestrando em Educação (FE-USP) e integrante do GEP-TEA
(Grupo de Estudos e Pesquisa sobre Turismo, Educação e Ambiente). Contatos: 11
9986.0091 (rodrigomachado@usp.br) Mikhail Angelo Muller Tangerino Técnico
em Gestão Ambiental – (ETESP) e estagiário no Parque Vila Guilherme –
Trote entre junho de 2006 e maio de 2007. Contatos: 11 7101.6105
(mikhatchuu@hotmail.com)
RESUMO O
trabalho a seguir relata a construção de uma proposta de educação ambiental
em parque urbano do Município de São Paulo (SP). Tal proposta se baseia na
necessidade de tomar o parque urbano além de sua condição histórica de espaço
de lazer e recreação. Ambas as atividades socialmente consolidadas são
imprescindíveis à convivência em ambientes urbanos. Contudo, os parques
urbanos cumprem outras funções ambientais que merecem ser conhecidas e podem
ser ponto de partida para reflexões sobre sua relação com a cidade, além de
articularem-se ao lúdico. O texto expõe de maneira sintética as origens da
proposta, a importância de se trabalhar tal perspectiva de parque urbano, o que
se pretende alcançar com a ideia e as etapas percorridas para sua construção.
Ao final expõe algumas considerações acerca de algumas experimentações dos
roteiros de visitação e educação ambiental com pessoas ligadas direta e
indiretamente ao parque e ressalta a necessidade de busca por resultados mais
consistentes e amadurecimento da proposta. 1.
Justificativa
pela escolha do tema Após
conversas com a administração do Parque Vila Guilherme – Trote em meados de
2006 e a partir da busca por promover a reflexão sobre a necessidade de uma
nova relação da cidade com os parques urbanos (SOUSA; MACHADO, 2007), houve a
proposta de incentivar um contato diferenciado dos usuários de parques urbanos
com este espaço, que deve assumir novos papéis além do lazer e da recreação.
Entre esses novos papéis, o de educação ambiental é o que motivou a opção
por este trabalho. Barbosa
(2002) afirma que a educação ambiental, hoje, “caminha para a
sustentabilidade, sendo uma importante ferramenta a ser utilizada no intuito de
alcançá-la, seja ela em qualquer setor”. Para a mesma autora, “trata-se de
um relevante instrumento para o processo de construção de novas alternativas
para o desenvolvimento”. Para Ab’Saber (1996), Educação
Ambiental é um processo que envolve um vigoroso esforço de recuperação de
realidades e que garante um compromisso com o futuro. Uma ação entre missionária
e utópica destinada a reformular comportamentos humanos e recriar valores
perdidos ou jamais alcançados. Trata-se de um novo ideário comportamental,
tanto no âmbito individual como coletivo. A
educação ambiental tornou-se lei em 27 de Abril de 1999. A Lei N° 9.795, que
cria a Política Nacional de Educação Ambiental, em seu artigo 2° afirma: A
educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação
nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e
modalidades do processo educativo, em caráter formal e não-formal. O
tema se torna integrado à ideia de Educação quando a lei apresenta a educação
ambiental como “um componente essencial e permanente da educação
nacional”. Torna-se, portanto, nítida a chamada transversalidade da educação
ambiental em qualquer processo educativo. Ou seja, longe de ser compreendida
como mais uma disciplina, a educação ambiental deve ser tratada em todas as já
existentes, promovendo assim uma busca pela compreensão da totalidade, em vez
de somente captar a realidade parcialmente, da perspectiva de uma ou duas
disciplinas. Leff (2000) expõe a necessidade de resgatar o ambiente
neglicenciado em cada ciência, bem como Carvalho (2004), explica os motivos da
adjetivação “ambiental” na educação, apresentando a questão da construção
epistemológica de cada disciplina que, dependendo do paradigma adotado, carece
de maior interlocução com a dimensão ambiental. O
poder público municipal, em São Paulo, atua em diferentes âmbitos na direção
de promover a educação ambiental. A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente
descentralizou tais ações aos denominados Núcleos de Gestão Descentralizada.
Contudo, os parques urbanos ainda carecem de ações organizadas e sistêmicas,
integradas aos demais parques e áreas verdes, assim como aos seus respectivos
entornos de forma a contribuir às ações de educação ambiental formal e não
formal. Se há iniciativas por parte do poder público, são pouco divulgadas ou
mesmo não chegam a grande parte da população. As iniciativas voltadas para a
educação ambiental são na maioria das vezes atitudes de grupos não
governamentais. Este breve trabalho tratará de expor um experimento de promoção
da visita a parques urbanos como uma atividade de deslocamento do olhar e da
compreensão deste espaço, cujo objetivo principal é favorecer a transformação
dos “usuários” dos parques em visitantes. 2.
A importância do trabalho de buscar promover a educação
ambiental em um parque urbano São
Paulo é entendida como uma metrópole com 38 municípios. Essa região metropolitana tem
19.949.261 habitantes o que a torna a quarta metrópole
mais populosa do mundo (SÃO PAULO, 2009). Uma
definição bastante comum entre a população e os meios
de comunicação é a que mostra a metrópole como uma importante região, tendo uma
determinada cidade – como São Paulo, Campinas, Santos – como centro. Aqui a
Região Metropolitana é tomada como parâmetro em função de não haver
grandes vazios entre uma cidade e outra, das características semelhantes que
guardam as cidades de uma mesma metrópole e, no que se refere ao padrão de
urbanização e o papel dos parques urbanos, também existirem similaridades. A
zona norte da cidade de São Paulo possui o Parque Vila Guilherme, que tinha até
2006 uma área com cerca de 40.000m2.
Após ser unido ao terreno que pertencia a Sociedade Paulista do
Trote (com aproximadamente 120.000m2) tornou-se o chamado Parque Vila
Guilherme – Trote, atualmente com 16 hectares. Pode-se
observar o Parque Vila Guilherme – Trote como sendo um parque urbano. Um
parque urbano é um tipo de espaço livre de edificações, normalmente
caracterizado como espaço público,
no qual há tipicamente abundância de vegetação e áreas não pavimentadas,
sobretudo localizado em uma região urbana. Nele,
estabelecimentos industriais
e residenciais são
proibidos, e estabelecimentos comerciais
são normalmente restritos a quiosques e vendedores ambulantes. Eventualmente um
parque urbano está ligado a um conjunto de equipamentos públicos de caráter
cultural, como museus, centros culturais e
casas de espetáculo. Em
contato diário com um parque urbano, é possível identificar que o espaço
oferece, hoje, predominantemente lazer e recreação aos habitantes da cidade.
Bartalini (1996, p.81) define o parque urbano como sendo um [...]
grande espaço aberto público, que ocupa uma área de pelo menos um quarteirão
urbano, normalmente vários, localizado em torno de acidentes naturais, por
exemplo, ravinas, córregos, leitos e nascentes de rios, etc., fazendo divisa
com diversos bairros; os limites principais de um parque urbano são ruas, sua
organização espacial (paisagem) apresenta um ‘equilíbrio entre áreas
pavimentadas e ambiências naturais’. O parque urbano pode abrigar o uso
informal, de passagem, caminhos secundários de pedestres, esportes recreativos,
centros comunitários, festivais, playgrounds,
piscinas, etc [...]. Tal
compreensão de parques urbanos – do ponto de vista da arquitetura e do
urbanismo - poderia ser inclusive considerada importante em uma metrópole cada
vez mais carente de espaços públicos de lazer (SVMA, 2004). Contudo, os
parques urbanos possuem condições de oferecer à população novas leituras da
cidade, exercendo um papel direcionado à educação, inclusive a tida como
ambiental, de maneira crítica em suas considerações ao comportamento, hábitos
e valores de nossa sociedade (GUIMARÃES, 2000). Não se trata de mero contato
com elementos da natureza “guardados” no interior de um parque urbano, reforçando
a dicotomia entre as esferas cultural e natural (GRÜN, 1996), mas sim de
aproveitar o parque urbano como uma perspectiva diferente na observação da
cidade. No lugar de compreender o parque a partir da cidade e seus padrões de
construção, produção do espaço e consumo, observar a cidade a partir do
parque que, no mínimo, pode oferecer uma paisagem mais equilibrada do ponto de
vista estético e também do tratamento de questões ligadas à água, resíduos,
energia, biodiversidade, ao ar etc. A
educação em um parque urbano pode ocorrer de diferentes maneiras. Uma delas é
o emprego de tecnologias ambientais na infra-estrutura do parque. Em conversa
com administradores de alguns parques urbanos, em setembro de 2007[i],
foram definidas tecnologias ambientais aquelas soluções alternativas e econômicas
a questões sobre abastecimento de água, consumo de energia e tratamento de resíduos.
Implantar tecnologias ambientais nos parques urbanos pode ter, ao mesmo tempo,
duas finalidades; uma prática ou funcional e outra essencialmente conceitual. A
primeira se refere às questões relativas à economia de água, de energia e
tratamento adequado dos resíduos. Já a segunda, que independe da primeira, mas
guarda relação, se refere à possibilidade de apresentar aos visitantes novas
formas de dar cabo da necessidade de economizar água, energia e dar um fim
correto aos resíduos produzidos em casa. Segundo
os administradores de parques presentes à reunião, o contato com tais soluções
alternativas implantadas nos parques sob a forma de tecnologias ambientais se
daria por meio de visitas monitoradas, em grupos organizados, agendados ou
compostos de maneira espontânea em horários predefinidos. Daí surgiu a ideia
– já no ano de 2007 – de se planejar roteiros em que os visitantes
passariam por pontos ou estações localizadas dentro e fora do perímetro do parque urbano,
sendo conduzidos e provocados em função das informações sobre cada local.
Também foi identificado que o parque não vem sendo utilizado como um
instrumento de educação, não tem passado para a população nenhum conceito e
nem muito menos as possibilidades mais funcionais de soluções alternativas a
questões de utilização de recursos diversos. É
certo que o parque vem prestando o que se pode chamar de serviços ambientais,
quais sejam, equilíbrio microclimático da região, refúgio e espaço de
reprodução de animais silvestres e também de flora, retenção de partículas
sólidas em suspensão entre outros a ser identificados. No entanto, nada vinha
sendo realizado para informar a população sobre as diferentes funções do
parque e isso é um trabalho em que é necessário lançar mão da educação
ambiental, uma vez que o resultado de tal “desinformação” é a ratificação
no senso comum de que o parque é exclusivamente um local de lazer e recreação.
Reforçando, portanto, a visão utilitarista e antropocêntrica da sociedade em
relação às áreas naturais na cidade. 2.1
A
finalidade do processo de deslocamento do olhar sobre os parques e sua relação
com a cidade O
desenvolvimento do trabalho tem por finalidade fazer com que o espaço do parque
seja tido como promotor de outros serviços à população além do lazer e da
recreação. A ideia é que o parque urbano possa ser reconhecido como um espaço
planejado e administrado para conscientizar, educar, e mostrar a importância
das áreas verdes para a qualidade ambiental da cidade. Enfim, promover uma
busca de transição da condição de usuários do parque, para a de visitantes.
Com isso, a expectativa dos idealizadores desta proposta se relaciona com
uma mudança na maneira com que a população que vem ao parque lê esse espaço
que vem adquirindo cada vez mais importância na cidade, se forem considerados
os problemas ambientais que são divulgados nos meios de comunicação. Em
poucas palavras, a finalidade deste trabalho se direciona a contribuir para
mudanças no comportamento daqueles que vêm ao parque urbano como usuários. Tornar-se-iam visitantes.
Alterariam – ou ao menos seriam convidados a refletir e a mudar - também sua
forma de observar e se relacionar com a cidade com seus concidadãos. Diante
de todo esse contexto, partimos do seguinte questionamento: de que maneira o
parque pode trabalhar o seu espaço de maneira a buscar transformar seus usuários
em visitantes, informados e conscientes da importância do parque urbano à
cidade? Portanto,
diante do exposto, o objetivo de trabalhar a educação ambiental de dentro do
parque urbano e um novo olhar ao parque e à cidade
se dirige a desenvolver e expor
um roteiro de visitação pública que condicione o olhar do usuário do parque
de maneira que se torne o olhar de um visitante, ou seja, o olhar de quem
procura compreender melhor e, portanto, conhecer e respeitar o local que visita. Outros
objetivos são a promoção de uma situação em que os visitantes apreendam
novas formas de se relacionar com o parque, com seu bairro e com a cidade, além
de buscar tornar o parque urbano um pólo irradiador de novos comportamentos. 2.2
Procedimentos adotados para a construção da proposta Torna-se
necessário resgatar medidas anteriores ao desenvolvimento dessa proposta. São
ações tomadas pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, e mais
especificamente a administração do parque, no que se refere ao manejo, gestão
ambiental, condicionamento do uso do parque e mediação de conflitos de
interesses entre usuários. Por
manejo da vegetação identificam-se,
nesse caso, as medidas tomadas no sentido de substituir gramados por forrações
vegetais diversificadas, introdução de espécies arbustivas e plantio de
diferentes espécies arbóreas. Neste contexto foram consideradas tanto espécies
nativas – predominantemente – como também as tidas como exóticas. No
que se refere à gestão ambiental, foram ações tangentes ao tratamento mais
adequado dos resíduos do parque, tanto aqueles orgânicos produzidos pelo
parque, como também aqueles inorgânicos trazidos por seus usuários
(compostagem e encaminhamento à reciclagem, respectivamente). Em
relação ao condicionamento do uso e
mediação de conflitos foram tomadas medidas de adequação de alguns espaços
como, por exemplo, a mudança da localização das churrasqueiras, separando-as
dos equipamentos de musculação e ginástica, assim como trocar a entrada de
todas as quadras, isolando-as da pista de caminhada. Essas medidas ligam-se
diretamente com a mediação de conflitos entre os usuários, assim como a
adequação do espaço tendo em vista os usos relativos à dinâmica de frequência
ao parque. Contudo, o principal trabalho direcionado a mediação de conflitos
entre interesses diversos dos usuários é, sem dúvida, o fortalecimento do
Conselho Gestor do Parque, mantendo as reuniões periódicas e direcionando
tomadas de decisão ao fórum participativo criado por Lei para tal fim. 2.3
Algumas etapas Após
as considerações relativas aos procedimentos, a seguir há a exposição de
algumas etapas já percorridas. 1.
Identificação e listagem de pontos do parque que sirvam de estações a
comporem o roteiro ou diferentes roteiros. 2.
Associação de cada estação com tema gerador de discussão e reflexão. 3.
Estudo acerca de informações sobre cada um dos pontos e respectivas temáticas,
tanto no que se refere a generalidades do tema, como também no que tange às
particularidades de cada estação. 4.
Experimentações com grupos formados de maneira induzida ou espontânea,
ou seja, grupos previamente organizados como Conselho Gestor do Parque, equipe
de funcionários da prefeitura, funcionários da empreiteira que trata do manejo
e conservação do parque, equipe da vigilância patrimonial, administradores e
estagiários de outros parques e outros a serem formados espontaneamente por usuários
do parque. 5.
Definição dos roteiros. Foram
identificados 38 pontos para os roteiros, que devem ser trabalhados para que se
tornem estações a serem percorridas. Cada um desses pontos, tratados por estações
nos roteiros de visita, se referem a determinados temas que emergiram da
identificação anterior. São temas relativos ao significado de cada ponto e
direcionados a expor a complexidade e importância do parque e sua relação com
a cidade, bem como a relevância de cidadãos terem conhecimento e contato com
novas maneiras de olhar e compreender o parque urbano. Os temas geradores de
debates e reflexões são: i) gestão ambiental, ii) aspectos ecológicos, iii)
história do bairro e do parque, iv) biodiversidade, v) funções dos parques
urbanos e vi) mediação de conflitos socioambientais. Cada
uma dessas estações será discutida e colocada em pauta com os grupos que se
interessarem a fazer a trilha, formando assim os roteiros de visitação ao
parque. Tais roteiros podem ser organizados por temática ou por características
dos grupos que farão as visitas. A
partir do desenvolvimento do trabalho aqui proposto e planejado, esperam-se os
seguintes resultados: 1.
O amadurecimento da discussão sobre os novos papéis dos parques urbanos
em relação a cidade e população; 2.
O amadurecimento dos roteiros e efetiva implantação; 3.
A sensibilização e mobilização de funcionários e usuários para
trabalharem com os roteiros; 4.
A mudança e deslocamento do olhar daqueles que experimentam compreender
o parque urbano de outras maneiras além daquela identificada com o utilitarismo
promovido pelo uso, excesso de equipamentos esportivos, recreativos etc. 5.
A expansão da proposta para outros parques urbanos. Considerações
finais A
proposta de promover outro olhar sobre o parque urbano e sua relação com a
cidade a partir de roteiros de visitação que exponham os diferentes
significados de cada parte do parque te, a partir deste trabalho, um referencial
importante de sua origem e de suas finalidades. A
exposição sintética de seus resultados parciais se refere tão somente à
etapa de construção e planejamento da proposta. Torna-se necessário
experimentá-la com os diferentes públicos sugeridos no próprio texto que aqui
se encerra. Diante de algumas experimentações com grupos de visitantes do
referido parque, houve o registro da mudança do olhar das pessoas antes e
depois da realização de um dos roteiros, que abarcava a maior parte das estações
identificadas e tinha por característica principal ser multitemático. Tais
grupos eram compostos de integrantes de programas sociais dos bairros vizinhos,
funcionários públicos do parque e também vigilantes. Aos grupos eram
realizadas somente duas perguntas ao final de cada roteiro: houve mudanças na
sua compreensão de parque urbano? Quais foram? As
respostas, na totalidade dos casos, se relacionaram a uma transformação
substancial na concepção de parque urbano e seu papel na cidade. Tratava-se de
respostas, também na totalidade dos casos, que demonstravam a surpresa dos
visitantes com as informações tratadas nas estações, bem como na
complexidade inerente a um espaço que, além de encontrar-se imerso em uma
cidade extremamente urbanizada, representa também a convergência de uma grande
diversidade de pessoas, usos e comportamentos. Faz-se
necessário dar continuidade ao experimento aqui apresentado, de forma a se
obter resultados mais consistentes e contribuir ao amadurecimento da proposta
que não exclui a condição historicamente constituída do parque urbano como
espaço de lazer e recreação, mas acrescenta a educação ambiental como
principal serviço na busca por deslocar o olhar à cidade e promover a reflexão
e consciência ambiental que sustentarão mudanças significativas em atitudes e
comportamentos individuais e, sobretudo, ações coletivas. Referências
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Acesso em 21 jan 2007. i Neste período, os administradores dos parques Luiz Carlos Prestes, Vila Guilherme – Trote e Severo Gomes encontraram-se para discutir as possibilidades de implantação de soluções alternativas nos parques urbanos para fins educativos. Para isso, definiram o que entenderiam por “tecnologias ambientais”. |