Nós nunca sabemos o valor da água até que o poço está seco. (Thomas Fuller)
ISSN 1678-0701
Volume XIX, Número 74
Março-Maio/2021
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31/03/2021 (Nº 74) OFICINAS PSICOEDUCATIVAS: INTELIGÊNCIA EMOCIONAL
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OFICINAS PSICOEDUCATIVAS: INTELIGÊNCIA EMOCIONAL



Clorijava de Oliveira Santiago Júnior clorijavajunior@gmail.com

Lucimara Saldanha Marques Carneiro carneirolucimara33@gmail.com

Sara Cristina Silva de Oliveira sara.olivey@gmail.com

Lana Ferreira da Frota lanaferreira4@gmail.com

Lilian Fammer Almeida Batista fammeratual@gmail.com

Elinete da Silva Muniz _muniz@hotmail.com

Geovana Pedrosa Ferreira geosad4@gmail.com

Rebeca Leandra Ferreira de Souza menezesrebeca75@gmail.com

Claudia Moura de Carvalho claudiaenfer.neo@hotmail.com



Autor para correspondência

Clorijava Santiago, clorijavajunior@gmail.com

Universidade do Norte (UNINORTE)



Resumo: O presente artigo pretende expor o tema de “Inteligência Emocional” com base nas concepções de Daniel Goleman, principal expoente da área. Esta habilidade pretende desenvolver a capacidade de perceber acuradamente, avaliar e de expressar as emoções, perceber e/ou gerar sentimentos quando eles facilitam o pensamento e buscam promover o autoconhecimento emocional. A execução das oficinas tem por objetivo a psicoeducação referente ao desenvolvimento da inteligência emocional de forma dinâmica e direta tendo como público-alvo os jovens que estão em contínuo crescimento pessoal. Os métodos utilizados para a execução da oficina foram exposição do tema a partir de materiais de didáticos, dinâmicas, treinamentos, teatro das emoções e roda de conversa. Desta forma, a oficina proporcionou momentos de autoanalise, empoderamento emocional, enfocando as mudanças comportamentais utilizando a observação do comportamento pessoal e interpessoal.

Palavras-Chave: inteligência emocional, emoções, oficina, psicoeducação

Abstract: This article aims to expose the theme of “Emotional Intelligence” based on the concepts of Daniel Goleman, the main exponent of the area. This skill aims to develop the ability to accurately perceive, evaluate and express emotions, perceive and / or generate feelings when they facilitate thinking and seek to promote emotional self-knowledge. The execution of the workshops aims at psychoeducation related to the development of emotional intelligence in a dynamic and direct way, targeting young people who are in continuous personal growth. The methods used for the execution of the workshop were exposure of the theme from didactic materials, dynamics, training, theater of emotions and conversation circle. In this way, the workshop provided moments of self-analysis, emotional empowerment, focusing on behavioral changes using the observation of personal and interpersonal behavior.

Keywords: emotional intelligence, emotions, workshop, psychoeducation



Introdução

O desenvolvimento da inteligência emocional como capacidade de gerenciamento das emoções é uma das mais discutidas habilidades a ser questionadas desde o início do século XXI, oportunizando conhecimento de caráter pessoal, interpessoal, relacional e motivacional, seus objetivos dizem respeito à necessidade de sabermos lidar com as emoções que influenciam diretamente em todos os âmbitos de nossa vida. Porém não é uma competência fácil de ser adquirida, envolve vontade de reconhecer a necessidade de transformar a vida emocional em uma realidade mais positiva.

A inteligência pode ser aprendida através de diversos meios, com isso este projeto de intervenção propõe apresentar a oficina da inteligência emocional para os jovens através de práticas psicoeducativas que visam orientar no tocante ao gerenciamento de suas emoções As atividades serão realizadas por meio de oficinas com o intuito de continuidade e na busca de um maior engajamento dos jovens, assim, vários temas a serão trabalhos dentro do universo da inteligência emocional possibilitando uma contribuição na vida dos jovens afim de propor um amadurecimento emocional, ou fazê-los com que identifiquem melhor suas emoções e reconheçam seus limites pessoais, foi percebido que na grande maioria dos casos os jovens não recebem instruções como estas em seus lares, nem nas escolas.

A proposta de intervenção pode ser considerada como via dupla, pois, os jovens que participarão das atividades, podem estar compartilhando o que aprenderam em suas casas, portanto, as várias habilidades de lidar com as emoções não estariam ficando restritas a um só ambiente, cada jovem presente seria um novo transmissor de conhecimento acerca da inteligência emocional. Sendo respaldada nos estudos de Psicologia Social, a presente intervenção, possibilita maior construto prático que corroboram a teoria estudada e apresentada no decorrer deste artigo.

O intuito desta atividade psicoeducativa é contribuir para a sociedade de várias formas, social, educacional e comunitária, tornando-a ainda encorajadora de reeducação emocional, já que esta é uma das competências essenciais na vida. Academicamente, a experiência, favorecerá uma nova visão do trabalho em comunidade, além da percepção da receptividade do público e ainda, para que se possa compreender cada vez mais o outro na complexa arte de lidar com as emoções, além de engradecer a prática em campo de estágio.

A Psicologia Social nos estudos da juventude

A Psicologia Social pode ser conceituada como sendo o estudo das relações humanas a partir de um viés individual até uma perspectiva mais ampla, ou social, sendo que este ramo enfoca mais o indivíduo. Como relata Sousa (2011) trata-se de uma ponte entre a Psicologia e a Sociologia, que agreguem valores dessas duas áreas científicas. Este ramo considera o indivíduo um ser que influência e recebe influências do meio ambiente em que vive (SOUZA, 2011).

Nesse contexto pode possuir diversos propósitos no ambiente social, um deles pode ser retratado na fala de Cherry (2016) onde afirma que a abordagem, não observa apenas as influências do meio, mas também estuda as percepções desse meio, tratando-o como uma entidade, visando entender o comportamento e analisar as interações sociais entre as pessoas. É estudado ainda, situações cotidianas, estando interessada sobre o impacto dos ambientes e interações sobre atitudes e comportamentos (CARVALHO; JÚNIOR, 2017).

Tudo e todos podem compor os objetos de estudo da Psicologia Social, Lane (1984, p. 19) apud Jacques et al (2013, p. 16) escreve que “toda a psicologia é social, esta afirmação não significa reduzir as áreas específicas da Psicologia à Psicologia Social, mas sim cada uma assumir dentro de sua especificidade a natureza histórico-social do ser humano”. É possível portanto, compreender que diversas são as possibilidades de estudo dentro desta forma social de Psicologia, assim é possível supor que ela subsidie diversas formas de atuação.

Na concepção de Cherry (2016) um psicólogo social, a fim de entender tais questões sociais, estuda e procura prevenir, identificar e remediar os problemas que não só atingem um indivíduo como também afetam a saúde da sociedade como um todo. Psicologia Social atua desde a adaptação social, partindo de um modelo supostamente ideal de cidadão, até uma psicologia crítica, em prol dos movimentos sociais e da garantia de direito. As atuações se dão conforme as necessidades de um local e os interesses (SANTOS apud CARVALHO; JÚNIOR, 2017).

Os primeiros trabalhos científicos sobre juventude datavam do séc. XVIII, mas é somente no séc. XX, que estes adquirem maior relevância, sendo a obra de Stanley Hall um marco fundamental para os estudos sobre o tema e com consequências visíveis ainda nos dias de hoje (MENANDRO ET AL., 2010). Vem de Hall (1904) e das pesquisas pioneiras, nas sociedades ocidentais a associação quase que inquestionável da juventude a uma fase 10 de crise, tensões e instabilidade e, por isso, mais suscetível aos problemas sociais. Como explica Menandro et al. (2010, p. 32), “durante muito tempo, na base das investigações sobre adolescência/juventude esteve presente a ideia de que todos os jovens, em qualquer lugar e em qualquer tempo, vivem um conjunto similar de experiências, reações e processos”.

Corroborando a essa ideia, Oliveira e Rosa (2010) apontam que, ao longo da história, a juventude sempre sofreu com enquadramentos estigmatizastes: era revoltada e delinquente nos anos 50; militante e revolucionária nos anos 60 e 70; cética e passiva nos anos 80 e 90; sendo tomada, em muitos estudos, como uma etapa de vida homogênea e unitária, com características próprias e invariáveis entre os indivíduos (OLIVEIRA E ROSA, 2010). O processo de formação social e insere o indivíduo numa sociedade em dependência com outros, essa interação implica diretamente na vida de uma comunidade.

Para Abramo (2005) devemos considerar não mais o termo juventude, no singular, e sim juventudes, no plural, de modo a abarcar toda a sua multiplicidade: gênero, classe social, etnia, contextos e grupos de convivência, gostos, estilos de vida, entre outros. Quando há os estudos sistemáticos de um determinado público, é possível construir formas de intervenção mais efetivas para a demanda do público.

Com essa perspectiva, o estudo das juventudes na contemporaneidade passa pela compreensão de alguns aspectos cruciais de nossa sociedade: em um ambiente que tem o consumo como seu “ator principal”, passamos a vivenciar de forma cada vez mais acentuada, uma exaltação da estética e supervalorização da imagem, colocada, então, em primeiro plano (FEATHERSTONE, 1995).

Um retrato sobre a Inteligência Emocional

A Inteligência Emocional envolve a capacidade de perceber acuradamente, de avaliar e de expressar emoções; a capacidade de perceber e/ou gerar sentimentos quando eles facilitam o pensamento; a capacidade de compreender a emoção e o conhecimento emocional; e a capacidade de controlar emoções para promover o crescimento emocional e intelectual. (MAYER & SALOVEY, 1997, p. 15). Uma das primeiras tentativas de ampliar o conceito de inteligência para além de capacidades intelectuais gerais (usualmente relacionadas a competências acadêmicas), podem ser percebidas no trecho acima.

Inicialmente nos estudos sobre a Inteligência emocional Mayer (1997) propôs a Inteligência Social (IS), como a capacidade de perceber os estados emocionais próprios e alheios, motivos e comportamentos, além da capacidade de agir com base nestas informações de forma ótima. Sobretudo, a IS refletiria a habilidade de decodificar informações oriundas do contexto social e de desenvolver estratégias comportamentais eficazes com vistas a objetivos sociais (SIQUEIRA ET AL., 1999).

Sternberg e Salter (1982) já haviam referido que grande parte da inteligência consiste em resolver uma variedade de problemas apresentados nos diferentes contextos sociais. Sternberg (1997) argumentou que os seres humanos são essencialmente sociais; e a ausência de habilidades sociais poderia significar uma limitação importante na capacidade de adaptação social bem sucedida. Assim como reconhece-se a importância destas habilidades, cabe destacar o papel das emoções na adaptação social e no comportamento inteligente (STERNBERG, 1997). Entre 1994 e 1997 procedeu-se o fenômeno da popularização da Inteligência Emocional (IE), especialmente quando Daniel Goleman (1996), lançou o livro intitulado "Emotional intelligence", ocasionando a ampliação e a "mudança" da definição da IE (em especial na mídia e literatura popular), que a partir de então passou a incluir aspectos da personalidade.

A reação à popularização, por parte dos proponentes da IE Mayer & Salovey (1997) redefiniram as concepções acerca da IE, sendo: A inteligência emocional envolve a capacidade de perceber acuradamente, de avaliar e de expressar emoções; a capacidade de perceber e/ou gerar sentimentos quando eles facilitam o pensamento; a capacidade de compreender a emoção e o conhecimento emocional; e a capacidade de controlar emoções para promover o crescimento emocional e intelectual (MAYER & SALOVEY, 1997, p. 15).

Utilizando as bases da reformulação feita por Daniel Goleman, a presente proposta de intervenção reforça a construção de um passo a passo frente a necessidade de propor o entendimento a inteligência emocional aos jovens, assim as atividades contarão formas de intervir com base nas considerações do que seria a fundação para se adquirir uma maior compreensão acerca da inteligência emocional, na busca por um equilíbrio emocional e comportamental.

A partir desta revisão, o processamento de informações emocionais foi explicado através de um modelo de quatro níveis: (a) percepção acurada das emoções; (b) uso da emoção para facilitar pensamento, resolução de problemas e criatividade; (c) compreensão de emoções; e (d) controle de emoções para crescimento pessoal (MAYER ET AL., 2002). A inteligência está relacionada a elementos fundamentais no comportamento, que independem do intelecto proporcionando organização pessoal através da compreensão e manejo das emoções, que se aperfeiçoam através dos ensinamentos da inteligência emocional.

A capacidade de reconhecer as emoções em si e nos outros, é flexível e pode ser aprendida com a prática. Algumas pessoas possuem essa inteligência mais elevada que outras, contudo fatores ambientais e treinamentos comportamentais podem ser desenvolvidos com o objetivo de desenvolver tal inteligência. Algumas características podem ser destacadas no comportamento de pessoas que possuem alto ou baixo quociente emocional, como por exemplo, agressividade, autoritarismo, resistência a mudanças, perfeccionismo, impulsividade, são atitudes que denotam baixa inteligência emocional (FRANCESCHI, 2016).

Pessoas hábeis em modificar as emoções de forma a modelar respostas afetivas de acordo com seus objetivos e com o meio, poderiam obter benefícios em variadas situações, como de estresse, por exemplo (LYONS & SCHNEIDER, 2005). Igualmente, a possibilidade de reduzir emoções intensas e de gerar experiências emocionais poderia ocasionar sentimentos de autocontrole. A habilidade de regular as emoções nos outros poderia ocasionar sentimentos de controle situacional. Além disso, o gerenciamento emocional foi relacionado à satisfação com a qualidade das interações sociais, bem como com uma tendência a obter suporte dessas (LOPES, SALOVEY, & STRAUS, 2003).

Compreensão das emoções atenuantes na juventude

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), são considerados jovens os sujeitos na faixa etária compreendida entre 15 e 24 anos. No Brasil, instituições oficiais como o IBGE fundamentam-se também neste critério, admitindo-se, contudo, variações em função das situações sociais e das experiências individuais dos sujeitos (FREITAS, 2005). O termo juventude, assim como a preocupação com os sujeitos maiores de 18 anos, só começa a fazer parte dos debates e dos discursos acadêmicos, políticos, sociais a partir de meados da década de 1990, quando se tornam evidentes as preocupações sociais (como a violência, a exclusão, a 13 crise no mercado de trabalho, dentre outros) que passam a ser, de alguma forma, relacionadas à juventude (ABERASTURY, 1989).

Diante disso, torna-se necessário encarar a juventude como uma categoria construída a partir de critérios históricos, culturais e sociais. Compreender as vivências e as especificidades dessa etapa da vida na atualidade, portanto, implica analisar, de modo mais aprofundado, o próprio contexto contemporâneo (PÁTARO, 2011).

As transformações presentes em nosso meio social e cultural, mostram que é necessário compreender que, a sociedade contemporânea, vêm se modificando igualmente os próprios critérios e os referenciais que delimitam os conceitos de adolescência e juventude enquanto etapa da vida do ser humano, bem como a(s) forma(s) de ser dos jovens (PÁTARO, 2011). A regulação das emoções refere-se à capacidade de modular a intensidade ou a duração dos estados emocionais. Todas as sociedades têm as suas regras para a regulação das emoções, como por exemplo, o que é aceitável na forma como são expressos os sentimentos emocionais. Isso aplica-se obviamente à agressão, que precisa de ser inibida e canalizada para que não seja prejudicial à vida social. No entanto, isso também se aplica às emoções positivas, como a alegria e o orgulho (SCHAFFER, 2004).

Para Denham et al. (2003), a compreensão emocional é uma das componentes chave da competência emocional e existem evidências empíricas que a apontam como sendo preditora do ajustamento social e da saúde mental. Por meio dessa habilidade, a pessoa pode ter uma interação mais adequada e ajustada aos contextos sociais, tendo a possibilidade de comunicar estados emocionais próprios e de saber o que acontece aos outros, requisitos chaves nos processos de regulação emocional e social.

A emoção está relacionada a uma série de mudanças no estado externo e interno do corpo do sujeito, mudanças ocasionadas por um determinado estímulo.

A emoção é a combinação de um processo avaliatório mental, simples ou complexo, com respostas dispositivas a esse processo, em sua maioria dirigidas ao corpo propriamente dito, resultando num estado emocional do corpo, mas também dirigidas ao próprio cérebro, resultando em alterações mentais adicionais (DAMÁSIO, 1996, p. 168-169, grifos do autor).

De acordo com Damásio (2000) nos seres humanos, o papel regulador das emoções adquire maior complexidade se tomado com relação à mesma dinâmica nos organismos mais simples, uma vez que as emoções acabam por interagir com uma série de outros elementos concernentes à vida, à cultura e às interações humanas. As emoções dão origem aos sentimentos. Nesse sentido, se a emoção se refere a reações e a um estado do corpo, o sentimento se relaciona à associação ou, nos termos do autor, à justaposição (entre a experiência desse estado corporal e uma determinada imagem de outro objeto ou situação.

As emoções são úteis em si mesmas, mas o processo do sentimento começa a alertar o organismo para o problema que a emoção começou a resolver. O simples processo de sentir começa a dar ao organismo o incentivo para prestar atenção aos resultados da emoção. Em outras palavras, sentir sentimentos amplia o alcance das emoções, facilitando o planejamento de formas de reação adaptativa que sejam novas e talhadas sob medida para a ocasião. (DAMÁSIO, 1996, p. 360). Diante dessas considerações, podemos verificar que a consciência dos próprios sentimentos e das emoções permite ao sujeito a ampliação da influência exercida pelo âmbito afetivo no próprio processo de planejamento das ações diante dos objetos.



A prática Psicoeducativa da Inteligência Emocional

No decorrer do projeto de intervenção, foi-se proposta a apresentação de atividades psicoeducativas que pudessem fazer referência ao objetivo principal do projeto, que seria levar para o público-alvo, uma maior capacidade de se autoavaliar quanto ao seu amadurecimento emocional, consequentemente ao exercício da inteligência emocional.

Lopes (2018) afirma que para os jovens, a oportunidade de atividades que regem o exercício destas competências pessoais. Portanto, estimular o desenvolvimento da inteligência emocional, durante essa fase de formação do indivíduo, é importante para que o jovem se torne um adulto capaz de lidar com as próprias emoções e desenvolva qualidades que permitam que ele se relacione com as pessoas de maneira saudável. Neto e Lemes (2017), destacam que a psicoeducação é uma técnica que relaciona os instrumentos psicológicos e pedagógicos com objetivo de ensinar o paciente e os cuidadores sobre a patologia física e/ou psíquica, bem como sobre seu tratamento. Assim, é possível desenvolver um trabalho de prevenção e de conscientização em saúde.

O presente trabalho tem como objetivo investigar o uso da psicoeducação no âmbito da saúde relatando a sua aplicabilidade nas doenças físicas e mentais, bem como seu envolvimento nessa área. Para Wood et al., (1999) a psicoeducação engloba o desenvolvimento social, emocional e comportamental do sujeito, sendo que o profissional atua como um agente de mudanças, fornecendo assistências às habilidades adquiridas e propiciando práticas que tenham embasamento científico ao paciente.

Sendo assim, existe a psicoeducação voltada mais para os aspectos afetivos e conflitivos do sujeito, visa os aspectos comportamentais a qual enfoca as mudanças comportamentais utilizando a observação do comportamento e desenvolvendo um programa de reforço ou positivo ou negativo. Wood et al., (1999), aponta que a atividade tem como proposta de envolver um grupo propiciando a ele a conscientização de seus comportamentos, ideologias e valores sociais, bem como o estímulo cognitivo-afetivo que engloba a relação recíproca entre o aspecto afetivo e cognitivo, e do desenvolvimento (WOOD ET AL., 1999). Uma das características englobadas no projeto de intervenção é a educação emocional que não deixa de fazer jus a prática em inteligência emocional, assim a educação emocional é um processo de ação consciente.

Isso significa que implica o conhecimento e o autoconhecimento de questões pertinentes ao universo emocional, além da aquisição de conhecimentos e habilidades que poderão proporcionar a consciência e a modulação das ações, de forma a aprender sentir e a agir no sentido de proporcionar bem-estar (GONÇALVES 2015, p. 08). Maturana (2005, p. 15) afirma que ao nos declararmos seres racionais vivemos uma cultura que desvaloriza as emoções, e não vemos o entrelaçamento cotidiano entre razão e emoção, que constitui nosso viver humano, e não nos damos conta de que todo sistema racional tem um fundamento emocional.

Diante da abordagem do autor, é possível reconhecer a emoção como primeiro passo de um processo de interação, seja ela destinada ou não a educação. Para um processo de educação emocional, deve ser inicialmente levado em conta que o bom relacionamento entre os seres humanos possibilita um ambiente propício à ação pedagógica. Para ir mais além na temática dualista entre razão e emoção apresentada por vale reconhecer, enquanto biólogo, estima demonstrar que a racionalidade humana.



METODOLOGIA

Tipo de Pesquisa

Inicialmente a coleta de dados foi realizada por meio de uma pesquisa bibliográfica, e através da pesquisa qualitativa, que tenta compreender certos “fenômenos” comportamentais por meio da coleta de dados narrativos e estudado. A pesquisa bibliográfica envolve todos os tipos de pesquisa, pois todas necessitam de referencial teórico para embasar qualquer escrita cientifica. A definição segundo (Cleber Cristiano & Ernani de Freitas, 2013).



A Pesquisa bibliográfica ocorre quando é elaborada a partir de material já publicado, constituído principalmente de: livros, revistas, publicações em periódicos e artigos científicos, jornais, boletins, monografias, dissertações, teses, material cartográfico, internet, com o objetivo de colocar o pesquisador em contato direto com todo material já escrito sobre o assunto da pesquisa (Cleber Cristiano & Ernani de Freitas, 2013 p. 54).



Posteriormente elaboramos a pesquisa campo que tem como propósito realizar um estudo aprofundado onde se observa, coleta-se os dados, analisa e interpreta os resultados referente ao tema proposto. A pesquisa de campo na concepção dos autores (Cleber Cristiano & Ernani de Freitas, 2013).



Pesquisa de campo é aquela utilizada com o objetivo de conseguir informações e/ou conhecimentos acerca de um problema para o qual procuramos uma resposta, ou de uma hipótese, que queiramos comprovar, ou, ainda, descobrir novos fenômenos ou as relações entre eles. Consiste na observação de fatos e fenômenos tal como ocorrem espontaneamente, na coleta de dados a eles referentes e no registro de variáveis que presumimos relevantes, para analisá-los. (Cleber Cristiano & Ernani de Freitas, 2013 p. 59).



Local da Pesquisa

A pesquisa teve aplicação na Igreja Evangélica da Família, localizada em Manaus-AM, Rua A/02-n. 1, Novo Aleixo.

Procedimentos

Serão propostas ainda, dinâmicas de grupo que é toda atividade que se desenvolve com um grupo e tem por objetivo integrar, desinibir, divertir, refletir, aprender, apresentar e promover o conhecimento entre as pessoas (TEIXEIRA, 2018). Dinâmicas de grupo que possibilitem autorreflexão também serão consideradas, como importante neste processo de vivência grupal.

As palestras serão incluídas no espaço das atividades, elas podem ser consideradas importantes momentos de reflexão e de aprendizado, além de fornecer ferramentas significativas, que contribuem para o desenvolvimento de competências que alimentam nosso universo e currículo pessoal e profissional (BARCELOS, 2017).

Ainda nesta concepção dialogada, serão introduzidos momentos de monólogos, com o objetivo de clarificar alguns conceitos e facilitar a compreensão, este termo é muito utilizado nos estudos de oratória e no âmbito teatral, constituindo uma fala extensa ou uma atividade discursiva expressa por um único indivíduo ou por aquele que enuncia o discurso.

Instrumentos

Os instrumentos considerados para a execução das atividades traçadas, são material expositivo por meio de slides de apresentação, o uso da tecnologia e dos recursos adicionais, favorecem a exposição de temas reforçadores, assim contribui para o domínio de quem apresenta e facilita a percepção de quem assiste (PETENATE, 2017). Serão usados ainda, 22 cartazes, que são segundo Moraes (2017), recursos didáticos muito interessantes de serem usados pois favorecem o processo de ensino-aprendizagem de maneira mais descontraída, criativa e que aguça a atenção. A música, pode contribuir criando um ambiente livre de tensões, facilita a sociabilização, cria um ambiente escolar mais abrangente e favorece o desenvolvimento afetivo.

Na música, vários motivos são simultaneamente acionados: a audição, o canto, a dança, o ritmo corporal e instrumental da criação melódica – contribuindo para o desenvolvimento da pessoa e servindo para transformar o ato de aprender em uma atitude prazerosa no cotidiano do professor e do aluno. Há interação com o outro e consigo mesmo, capacidade de criar e experimentar, dinamizar a aprendizagem de conteúdos formais do currículo da escola e trazer alegria ao ambiente escolar, estimulando a comunicação, a concentração, a capacidade de trabalhar e de se relacionar melhor em grupo (CAMPOS, 2009).

Nos dois dias de execução do projeto de intervenção serão propostas diversas atividades frente aos objetivos traçados, como por exemplo, rodas de conversa, que de acordo com Méllo et al. (2007), as rodas de conversa priorizam discussões em torno de uma temática (selecionada de acordo com os objetivos da pesquisa) e, no processo dialógico, pessoas podem apresentar suas elaborações, mesmo contraditórias, sendo que cada pessoa instiga a outra a falar, sendo possível se posicionar e ouvir o posicionamento do outro. Destarte, ao mesmo tempo em que as pessoas falam suas histórias, buscam compreendê-las por meio do exercício de pensar compartilhado, o qual possibilita a significação dos acontecimentos.



Oficina de inteligência emocional

Projeto de Intervenção O planejamento prático das atividades propostas para as “Oficinas psicoeducativas da Inteligência Emocional” Propõe três momentos distintos, com aproximadamente 01h30h, onde serão realizadas diversas atividades, seguindo um roteiro sólido e continuum.

Cada dia de atividade terá uma proposta fixa de temas a serem abordados, a seguir serão distinguindo os três momentos e suas respectivas atividades, além dos argumentos para seus exercícios.



Dia 1: Oficina sobre A Inteligência Emocional

Guia prático, passo a passo sobre a inteligência emocional, seis momentos que abrangem as respectivas bases da inteligência emocional de acordo com as concepções de Daniel Goleman (1996).

Esse é o principal objetivo que o projeto possui, levar a inteligência emocional para os jovens através dos aportes teóricos apresentados. Para esse primeiro dia, o cronograma segue abaixo:

1. Apresentar o conceito de inteligência emocional: Roda de conversa, com o objetivo de saber quais são as considerações dos participantes acerca da inteligência emocional. Em seguida: Introduzir o conceito de inteligência emocional. Material de apoio: Slide show.

2. Conhecer as próprias emoções: Apresentar a partir da explicação teórica como as pessoas podem aprender a lidar com as emoções.

3. Lidar com as emoções: Fazer uma encenação onde é exposto situações que evidenciam a necessidade de ter-se que lidar com as emoções. Para cada cena, será aberto um momento onde os jovens poderão expor suas opiniões sobre elas. Fazer os jovens identificarem quais situações possuem respostas com base na inteligência emocional.

4. Motivar-se: Expor com base no material de apoio como a motivação faz parte da inteligência emocional, incentivá-los a fomentar nos próprios a motivação.

5. Reconhecer as emoções nos outros. Dinâmica quem sou eu? Apresentar uma caixa com um espelho e solicitar que haja quatro participantes para realizarem a dinâmica, quando escolhidos pedir que eles listem quatro características de quem eles veem refletidos no espelho. Apresentar discussão sobre o tema.

6. Lidar com relacionamentos. Momento para refletir sobre as relações e sobre como lidamos com as emoções dos outros nos momentos mais distintos da vida, abrir fala também para expor a importância do setembro amarelo no combate ao suicídio. Spoiler do próximo encontro.

Dia 2: Oficina sobre Autoconhecimento Faz parte da inteligência emocional o autoconhecimento, aliás, a proposta principal é o autoconhecimento emocional, com isso, a importância do autoconhecimento permeia por diversos fatores, todos eles intimamente relacionados a constituição emocional.

Uma sessão sobre você mesmo (momento de introspecção). Aquele sobre a timidez (propor um momento que busque evidenciar o trabalho com a timidez). Um momento sobre a autoestima (dinâmica que reforce as quebras de estereótipos frente aos processos corporais e exaltar contribuir para uma nova visão da autoestima pessoal). Quem sou eu em minhas emoções? (propor uma atividade que relembre os jovens acerca do encontro anterior). O eu no futuro (trabalhar as perspectivas de futuro da juventude hoje).



DISCUSSÃO

Os dois de oficinas de inteligência emocional foram realizados na instituição Igreja Evangélica da Família, localizada na Rua A2, 1, Novo Aleixo Manaus, os objetivos da mesma foram elencados no início do trabalho e assim compuseram as seguintes formas de atuação: Na primeira, foram realizadas como a programação apresentou, com um grupo de cerca de seis acadêmicas, expusemos para aproximadamente vinte e cinco jovens os principais conceitos acerca da inteligência emocional, neste momento foram expostos a partir de material de apoio como slides de apresentação, quais são as bases da inteligência emocional, como já enfatizado ao longo deste artigo, o material de apoio para a produção didática se deu na revisão bibliográfica contida ao longo do presente estudo.

Na medida em que a apresentação ocorreu, uma das principais formas de psicoeducação aconteceram ao longo da aplicação da oficina, o treino da assertividade esse se fez uma medida imprescindível para apresentarmos uma das bases da inteligência emocional, Tomas e Carvalho (2014), suscitam sobre o treino da assertividade que ele é uma estratégia educativa, que tem por objetivo informar o público sobre o tema abordado, e ainda discutir condutas assertivas nos mais diversos contextos sociais, como uma espécie de estilos comportamentais assertivos para determinados comportamentos, e evidencia de suas consequências. Num terceiro momento deste primeiro dia de oficina, aos jovens foi passado uma atividade para casa, com o objetivo reflexivo acerca do autoconhecimento, neste foi solicitado que eles fizessem uma lista de seus pontos fortes e fracos e pensassem a respeito, a principal objetivação desta demanda, foi de apontar para os mesmos a importância de avaliar nossas fraquezas e com isso nossos limites, bem como evidenciar quais são nossos pontos fracos.

Essa contribuição tendeu a propor uma melhor valorização pessoal, com trabalho acerca da autoestima pessoal, que é um dos principais focos da inteligência emocional.

Realizamos ainda, uma pequena representação teatral acerca de situações vivenciais simbolizando emoções primordiais humanas, com o objetivo de sensibilizá-los quanto os impactos das emoções, e como elas tomam vida a partir de nós, buscando a reflexão ainda acerca dos pontos de vista que possuímos de situações que podem ser tomadas como drásticas, relacionados essa dramatização com o treino da assertividade. Sobre isso, Arcoverde (2012) enfatiza que a “atuação é o meio pelo qual nos relacionamos com o outro. O processo dramático é considerado um dos mais vitais para os seres humanos”.

A dinâmica realizada foi relacionada a qualidades e pontos pessoais, realizada, para esta solicitamos alguns participantes fossem levantassem e se direcionassem a nós, pois, eles iriam participar desse momento, os voluntários, seis, ficaram distantes, para eles era entregue uma caixa, ao abrirem, eles teriam que falar características do que estavam vendo, positivas e/ou negativas, dentro da caixa havia um espelho.

A receptividade dos jovens para com a dinâmica do espelho, foi satisfatória, todos interagiram e se divertiram com o momento proporcionado, por fim, foi esclarecido o objetivo da dinâmica, a descrição das características pessoais, dá margem para algumas interpretações: primeira, como eu me vejo? os jovens e todos que vivenciaram a dinâmica tiveram contato com essa reflexão. Segundo, como eu acho que os outros me veem? sobre isso, algumas falas no relato dos jovens foram “dizem que”, “acho que”.

Em suma, neste primeiro momento, foram apresentados os conceitos atuais de inteligência emocional, autoconhecimento, seguido pelo exercício acerca dos pontos fortes e fracos, uma breve explicação sobre as emoções e como elas impactam nossas vidas, e em seguida a descrição dos conceitos de inteligência emocional: conhecimento das próprias emoções, associada ao treino da assertividade; em seguida, apontar como lidar com as emoções, foi um dos pontos apresentados bem como falar sobre a autoestima, o reconhecimento das emoções nos outros, a aplicação da dinâmica e por último uma breve exposição sobre como lidar com os relacionamentos interpessoais.

No segundo dia de aplicação da oficina, foram realizados a apresentação teórica acerca de outros conceitos que fazem parte do processo de inteligência emocional, recebemos cerca de quinze jovens no mesmo espaço, os primeiros temas expostos fizeram alusão acerca de maior explicação sobre o autoconhecimento, objetivando maior direcionamento sobre como as pessoas podem adquirir essa competência.

Em seguida houve a explicação com uma dica prática sobre como conseguir uma ter atitudes que beneficie a autoestima pessoal. Uma das ênfases desse segundo dia de oficina foram o foco nas explanações acerca dos relacionamentos, sobre essa sessão, foram citados e discutidos como somos nos relacionamentos pessoais, nos relacionamentos familiares, amorosos, de amizades e como pode ser realizado a dissociação entre relacionamentos tóxicos, abusivos e saudáveis.

Após toda a explicação teórica foi solicitado a participação de três duplas, para a representação sobre o último tópico apresentados, relacionados aos relacionamentos tóxicos, abusivos e saudáveis, as participações mostraram que os jovens estavam atentos ao que foi explanado, eles representaram seu entendimento sobre a identificação dos tipos de relacionamentos, e descreveram sobre a importância de notar essas diferenças.

O feedback da atividade solicitada no encontro anterior, relacionou com a reafirmação da importância do autoconhecimento.

Sintetizando os pontos apresentados, as oficinas realizadas proporcionaram um engajamento dos jovens nas atividades, tiveram possibilidade de explanação sobre os importantes temas escolhidos e buscaram sensibilizá-los sobre a importância da inteligência emocional para a vida. Os resultados obtidos foram positivos, a receptividade foi perceptível e com as dinâmicas pudemos perceber que o público recebeu entendimento quanto os objetivos traçados na organização, sobretudo, as metas traçadas na execução das oficinas foram atingidas e supridas de acordo com as percepções das acadêmicas, os participantes mostram resultado positivo quanto a execução das atividades e participação de forma geral nas oficinas.



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Ilustrações: Silvana Santos