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ISSN 1678-0701 · Volume XXII, Número 87 · Junho-Agosto/2024
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30/05/2024 (Nº 87) PRÊMIO EDUCADOR TRANSFORMADOR ANUNCIA VENCEDORES DA ETAPA NACIONAL
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PRÊMIO EDUCADOR TRANSFORMADOR ANUNCIA VENCEDORES DA ETAPA NACIONAL

Sete professores que desenvolveram projetos de Educação Transformadora em diversos níveis de ensino, do Infantil ao Superior, foram celebrados por suas iniciativas

Por Redação

O Prêmio Educador Transformador, que está em sua segunda edição e é promovido em conjunto pelo Instituto Significare, Bett Brasil e Sebrae com o objetivo de reconhecer projetos de Educação Transformadora desenvolvidos por professores de todo o país, anunciou os vencedores da etapa nacional. “Um país sem educação não se transforma. E esse prêmio transforma não só a vida de vocês, educadores, mas também a dos alunos”, disse Ana Rodrigues, gerente nacional de Educação Empreendedora do Sebrae.

Ela destacou os 10 anos do programa ‘Educação que Transforma’, do qual a premiação é fruto. “O Sebrae desenhou este prêmio, porque acreditamos na educação como valor de transformação.”

Para Adriana Martinelli, diretora de conteúdo da Bett Brasil, o prêmio vem ao encontro do propósito da Bett, que é promover diálogos, com respeito, ética e qualidade de escuta. “Essa é a força da educação”, ressaltou.

A gente precisa destacar a relevância social do trabalho dos educadores. Estamos ao lado de vocês nessa caminhada de transformação”, declarou Wellington Cruz, do Instituto Significare.

Os resultados foram divulgados na tarde desta quarta-feira, 24 de abril, durante a Bett Brasil 2024, maior evento de Educação e Tecnologia da América Latina e que está sendo realizado em São Paulo (SP).

Dos 35 finalistas, provenientes de todas as regiões do País e presentes no evento, sete foram escolhidos como vencedores, um para cada categoria avaliada pela premiação e que abrangem os diversos níveis de ensino: Educação Infantil; Ensino Fundamental – Anos Iniciais; Ensino Fundamental – Anos Finais; Ensino Médio; Educação Profissional; EJA – Educação de Jovens e Adultos e Ensino Superior.

Conheça os projetos vencedores em cada categoria:

Professora Flaviana Bárbara de Souza, vencedora da categoria Educação Infantil. Crédito: Túlio Vidal.

Categoria: Educação Infantil

A vencedora, em primeiro lugar, foi a Profa. Flaviana Bárbara de Souza Machado, de Silvânia (GO), com o projeto “Meu Corpo é Tesouro!”, que tem como proposta trabalhar junto às crianças, de forma lúdica, o delicado tema da prevenção aos abusos sexuais na infância, bem como de mostrar a importância do cuidado com o próprio corpo. Entre as atividades desenvolvidas no decorrer do projeto, rodas de conversa e de escuta junto aos menores e um tipo de jogo que foi criado para orientá-los e alertá-los sobre os tipos de toque que não devem permitir em seus corpos.

Em segundo e terceiro lugares na categoria ficaram, respectivamente, as professoras: Luciana Lisboa, de Pomerode (SC), com o projeto “Das Schmetterlinghaus: Ciência na Educação Infantil”; e Joana Marques de Lima Saar Xavier, de Rio Branco (AC), com o projeto “Práticas Pedagógicas antirracistas e Educação Infantil: caminhos para a re(construção) de identidades de crianças bem pequenas”.

Campeã da categoria “Ensino Fundamental: Anos Iniciais”, a professora Luana Alves. Foto: Túlio Vidal.

Categoria: Ensino Fundamental – Anos Iniciais

Em primeiro lugar, a Profa. Luana Alves, de Teresópolis (RJ), foi a vencedora, com o projeto “Empreendedores da Terra”. A prática consistiu em incentivar o empreendedorismo e o sentimento de pertença à comunidade, a partir dos relatos de empreendedores rurais locais, convidados a falar aos estudantes sobre suas trajetórias de vida, como começaram a empreender, os desafios presentes no dia a dia dos negócios, entre outras questões, iniciativa que também contribuiu para valorizar personalidades da própria região.

O segundo lugar na categoria ficou com a Profa. Alessandra da Silva Macedo, de Portão (RS), com o projeto “Pequenos Programadores”. A terceira colocação foi da Profa. Wanessa Ranielle Rodrigues Trajano Costa, de Aparecida de Goiânia (GO), com o projeto “Meliponicultura na escola: Protegendo as Polinizadoras e o Meio Ambiente”.

Francisco Celso Leitão Freitas foi o professor que levou o primeiro lugar ma categoria “Ensino Fundamental: Anos Finais”. Foto: Túlio Vidal.

Categoria: Ensino Fundamental – Anos Finais

O vencedor, em primeiro lugar, foi o Prof. Francisco Celso Leitão Freitas, de Brasília (DF), com o projeto “RAP (Ressocialização, Autonomia e Protagonismo)”. A prática se utilizou de diferentes expressões culturais e artísticas, sobretudo a música (com destaque para o gênero Rap, por seu forte apelo reflexivo e social), para oferecer novas perspectivas de ressocialização para adolescentes que cumprem medida socioeducativa com restrição de liberdade em uma instituição voltada a essa finalidade no DF.

Em segundo lugar na categoria ficou o Prof. Felipe Salvador Weissheimer, de Florianópolis (SC), com o Projeto “Robô Aranha: das ondas cerebrais (EEG) à Inteligência Emocional”; e, na terceira posição, o Prof. Jurandi Souza Xerente, de Tocantínia (TO), com o projeto “Etnomatemática: kuiwdê nitro ‘tora grande da corrida de tora”.

Daniele Andressa Bassanesi conquistou a categoria “Ensino Médio”. Foto: Túlio Vidal.

Categoria: Ensino Médio

Em primeiro lugar, a Profa. Daniele Andressa Bassanesi, de Naviraí (MS), venceu a categoria com o projeto “Tony Bank: Ferramenta de Educação Financeira Aliada à Construção de Competências e Valores Socioemocionais”. A prática consistiu em aliar conceitos de Educação Financeira ao desenvolvimento de habilidades socioemocionais, como autonomia, responsabilidade, organização, entre outros. Para isso, foi criado um “banco”, o “Tony Bank”, no qual os estudantes acumulavam pontos de acordo com a sua pontualidade, compromisso com as entregas acadêmicas, entre outros critérios. A cada bimestre, a bonificação acumulada era revertida para a “compra” de itens obtidos junto à comunidade escolar.

O segundo e terceiro lugares na categoria ficaram, respectivamente, com os professores: Clóves Vicente Lins, de Marataízes (ES), com o projeto “Desvendando a Restinga por meio da Aprendizagem Baseada em Projetos”; e Cláudia Becker da Cunha, de Leoberto Leal (SC), com o projeto “Movimento é Saúde”.

Na categoria “Educação Profissional”, o primeiro lugar ficou com Leila Ribeiro. Foto: Túlio Vidal.

Categoria: Educação Profissional

A Profa. Leila Cristina Nunes Ribeiro, de Macapá (AP), conquistou o primeiro lugar e venceu a categoria com o projeto “Mulheres de Fibra”. A iniciativa uniu incentivo à ciência, com a criação de novas perspectivas de atividade profissional para as alunas do Curso Técnico em Edificações no Instituto Federal do Amapá e sustentabilidade, ao promover o reaproveitamento de fibras que seriam descartadas de forma inadequada na natureza para a composição de materiais cerâmicos, reaproveitados em diversos procedimentos na construção civil.

O segundo e terceiro lugares na categoria ficaram, respectivamente, com os professores: Alana Eltz dos Reis, de São Caetano do Sul (SP), com o projeto “SENAI Inclusivo: Desenvolvendo um Modelo para Inclusão de Alunos Cegos na Tecnologia da Informação”; e Getúlio Jorge Stefanello Júnior, de Frederico Westphalen (RS), com o projeto “Caracterização Técnica e Econômica de Propriedades Rurais”.

Prof. João Luiz Pereira da Costa Ferreira, vencedor na categoria “EJA”. Foto: Túlio Vidal.

Categoria: Educação de Jovens e Adultos – EJA

O vencedor foi o Prof. João Luiz Pereira da Costa Ferreira, de Feira de Santana (BA), com o projeto “Pretitude em Foco”. Por meio de um ensaio fotográfico produzido e protagonizado pelos próprios alunos, utilizando joias e pedras preciosas em alusão àquelas que foram roubadas do continente africano durante a colonização europeia, o projeto teve como objetivo valorizar o povo negro (a maioria dos estudantes na escola onde a iniciativa foi aplicada declara-se preta ou parda) e promover o seu empoderamento.

O segundo lugar na categoria foi para a Profa. Núbia da Costa Pantoja, de Manaus (AM), com o projeto “Empreendedorismo na EJA: Produção de Hidratante Corporal como Fonte de Renda”. A terceira colocação foi para o Prof. Wagner Severgnini, de Caçador (SC), com o Projeto “Lar sem Frestas”.