ISSN 1678-0701
Número 59, Ano XV.
Março-Maio/2017.
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10/03/2017O CONHECIMENTO LOCAL E SUAS CONTRIBUIÇÕES PARA A CONSERVAÇÃO  
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O CONHECIMENTO LOCAL E SUAS CONTRIBUIÇÕES PARA A CONSERVAÇÃO

 

Doutoranda em Desenvolvimento e Meio Ambiente (PRODEMA), UFPB, Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente (PRODEMA) UFPB, Glória Cristina Cornélio do Nascimento, Pesquisadora em Ciências Ambientais e Etnobiologia, gccornelio@hotmail.com

Resumo

O artigo apresenta de forma teórica e conceitual a importância dos conhecimentos locais que as populações tradicionais possuem e como estas podem auxiliar no desenvolvimento de pesquisas e na conservação dos recursos naturais.

 

 

INTRODUÇÃO

 

           Diante da crise ambiental que vem sendo cada vez mais difundida, vários campos da ciência têm demonstrando interesse de poder contribuir com  o desenvolvimento de soluções  e não apenas  de conflitos, mas de ações deconservação ambiental. Morin (2000) relatou que a crise civilizatória ocidental serviu para ajudar a entender melhor como os valores de outras culturas se comportam diante da natureza e seus recursos e que realizar o intercâmbio entre elas seria de fundamental importância.

           O ser humano primitivo durante em suas atividades diárias de sobrevivência no ambiente, não causava desequilíbrio aos processos naturais e reprodutivos, pois permitiam a esses ambientes sua manutenção e resiliência ao longo do tempo (LIMA,1984).  Segundo a autora, o desenvolvimento do conhecimento em busca de novas soluções de problemas do cotidiano, deu início a uma nova maneira de intervir na natureza. Com a revolução industrial, gerou a segregação de valores e causou a dicotomia entre a espécie humana e a natureza. Com este processo, algumas culturas perderam suas práticas e conhecimentos ligadosà natureza.A evolução da ciência também foi responsável notoriamente por desqualificar o que não era quantificável e a desvalorização desses conhecimentos foi se dissipando cada vez mais. Segundo Maturana e Varela (2010) a objetividade foi privilegiada, descartando-se a subjetividade, pois era vista como algo que comprometeria a exatidão da ciência. Porém, a humanidade esqueceu que a existência não pode ser quantificada, o sujeito não pode ser quantificado (MORIN, 2000). Como o que não pode ser quantificado tem o poder de apontar caminhos para subsidiar a conservação da biodiversidade e suas culturas? Porque as culturas, as lendas, as crenças, as práticas e os saberes sobre o mundo natural são fatores intrínsecos ligados a humanidade e, a partir desses universo,  podem ser utilizados para nortear soluções e entendimentos direcionados principalmente para o meio ambiente e a gestão de seus recursos naturais. 

 

 

CONHECIMENTO LOCAL: CONCEITOS E IMPORTÂNCIA

 

O conhecimento local vem sendo abordado em várias pesquisas e em lugares variados com o objetivo de manifestar práticas e culturas, assim como suas relações com o ambiente.

A palavra “local” tem indicado o lugar e as ações dos saberes que as pesquisas retratam e, além disso, entende-se que esse conhecimento local é dinâmico e mutável (ALBUQUERQUE; ALVES, 2014). Segundo Santoset al. (2005), os termos: “conhecimento local” e “conhecimento tradicional”, objetivam dar atenção à importância que esses saberes carregam nos processos de desenvolvimento em sistemas de produção.  Godoy et al. (2005) relataram que  as pesquisas costumam abordar termos como: “popular”, “local”, “indígena” ou “conhecimento ecológico local” como sinônimos dos conhecimentos adquiridos por comunidades que lidam diretamente com o ambiente natural. O conceito de “conhecimento local”, sob a ótica da antropologia, tem derivação do “tradicional” (tradição – ao longo do tempo), do indígena, sendo utilizado para descrever padrões de crenças, costumes e conhecimentos técnicos que são transmitidos de geração para geração dentro de um processo de socialização (MORGAN, 2005). Segundo esteautor, o termo também é utilizado como sinônimo de cultura.

O dicionário Brasileiro de Etnobiologia e Etnoecologia admite que, o termo “local” teria surgido para diminuir problemas com relação ao uso das expressões tradicionais e indígenas, devido às implicações ideológicas e conceituais que estas palavras carregam (MEDEIROS; ALBUQQUERQUE, 2012). O conhecimento local não pode ser reduzido apenas aos aspectos que estruturam a natureza, objetos, componentes e sua classificação (etnotaxonomia), mas também, deve referir-se às dimensões dinâmicas (processos), relacionais (relações elementos e eventos naturais) ou utilitárias desses recursos (TOLEDO; BARRERA-BASSOLS, 2009). Berks (1999) afirmou que para ser melhor compreendido, os saberes locais deveriam ser investigados nas relações das atividades práticas, assim como o conjunto de crenças à qual pertencem.

Outros pesquisadores adotaram termos diferentes para dar relevância a esses conhecimentos locais. O “LKS”, que deriva do termo em inglês (Local Knowledge Systems [traduzido: Sistema de Conhecimento Local]) busca trazer entendimento do conhecimento, das crenças, tradições e práticas em comunidades tradicionais (VANDEBROEK et al., 2011). Ainda, segundo os autores, este termo tem sido contestado por alguns estudiosos por serem considerados como sendo estudos muito restritos ao local onde ocorrem. Porém, no seu estudo,Vandebroek (2011) demonstrou que existe relevância e utilidade do “LKS” para áreas como: saúde, nutrição, educação, conservação e herança cultural nessas comunidades.

Algumas pesquisas também vêm adotando o termo “TEK” (TraditionalEcologicalKnowledge [traduzido: Conhecimento Ecológico Tradicional]), como auxiliares nos processos da conservação, conforme afirmado nos estudos deTurner et al. (2000), Moller e Berkes (2004), Martin et al. (2010), Gómez-Baggethum et al. (2012), Espinoza-Tenorio et al. (2013), Ramires et al. (2015). Este termo também foi abordado na implementação da Agenda 21, no Rio de Janeiro em 1992, que foi justificativa para que o seu sucesso fosse alcançado, deveriam ser reconhecidas as contribuições dos povos indígenas e seus conhecimentos para solucionar os problemas ambientais e contribuir para um futuro sustentável (INGLIS, 1993). O termo “TEK” refere-se aos conhecimentos adquiridos pelos povos indígenas e locais, a respeito do seu contato direto com o ambiente, incluindo o conhecimento sobre plantas, animais, fenômenos naturais e suas tecnologias relacionadas com a caça, a pesca, a agricultura, e, aliando a estes, uma abordagem holística que muito se assemelha à disciplina da ecologia (INGLIS, 1993).  Berkeset al. (2000), definem que “TEK” é representado por uma evolução de processos adaptativos sobre a relação dos seres humanos com seu ambiente e transmitidos culturalmente através das gerações . Ainda ressaltam que o “LTK” (Local andTraditionalEcologicalKnowledge [traduzido: Conhecimento Ecológico Tradicional e Local]) e “TEK” são utilizados como sinônimos, porém, defendem que o “LTK” é um termo mais amplo, pois inclui o conhecimento falado e não só ecológico. Thorton e Scheer (2012) utilizaram o termo “LTK” em pesquisas na área marinha, objetivando dar ênfase em estudos para fornecer informações históricas e contemporâneas, assim como sugerir técnicas de manejo, melhoramento de planejamentos e práticas de conservação locais.

 

 

UNIDADES DE CONSERVAÇÃO X CONHECIMENTO LOCAL

 

Atualmente o principal mecanismo para a conservação da biodiversidade em todo mundo é o estabelecimento de áreas protegidas ou Unidades de Conservação (HANAZAKI, 2003). A biodiversidade transformou-se num indicativo de “riqueza local”, dando perspectivas para o turismo, economia, lazer e conservação de beleza paisagística. Nos E.U.A. em 1872, foi criada uma das primeiras UC’s do mundo, o Parque Nacional de Yellowstone, com o objetivo de preservar atributos cênicos, incentivando áreas de lazer e significação histórica. Também na Europa foram criados “parques naturais” com os mesmo princípios (BRASIL, 2015). Nenhuma dessas iniciativas de criação de UC’s pelo mundo eram motivadas para a preservação da biodiversidade. Apenas em meados do século XX, a biodiversidade foi incluída nos objetivos de criação dessas Unidades de Conservação (BRASIL, 2015). Com o passar do tempo, a implantação dessas UC’s foram gerando conflitos, visto que, muitos desses territórios abrigavam populações tradicionais.

Populações tradicionais são., segundo Brasil (2007, p. 01), 

 

(...) grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, que possuem formas próprias de organização social, que ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, utilizando conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição.

 

As comunidades que habitam estas áreas, sejam no entorno ou no interior, não participam das formulações dos Planos de Manejo (ARRUDA, 1999). Geralmente, segundo o autor, as decisões que interessam a essas pessoas são mantidas em sigilo para que não gere movimentos sociais que venham criar barreiras para as autoridades oficiais. Diegues (2000) afirma que há uma necessidade deintegrar a visãodas populações tradicionais à visão dos cientistas como forma de contribuir para o planejamento e execução de ações conservacionistas pois o cientista se utiliza de técnicas mais globais como sistemas de informação geográfica, taxonomias, bancos de dados e o especialista localtraz um conhecimento acumulado por várias gerações sobre os ecossistemas e suas dinâmicas.

A conservação da biodiversidade está intimamente ligada à conservação dos recursos naturais e a partir dos conhecimentos locais dessas comunidades, seja ele baseado em observações ou práticas seculares, promovem detalhes sobre a fauna e flora que são utilizados e manejados de maneira estratégica para manterem o seu desenvolvimento (TOLEDO, 2001). Porém, não existe só a crescente ênfase nesta perspectiva, mas, uma apropriação dos conhecimentos locais e registro destes saberes, esquecendo-se de uma discussão ética e moral com estas comunidades e a sociedade, que vai além dos interesses pessoais. Desde o final do século XIX, já havia um grande interesse dos europeus sobre as utilidades econômicas dos recursos naturais que eram utilizadas pelos nativos do Novo Mundo, tendo em vista o retorno econômico que estes poderiam lhes dar (SOBRAL; ALBUQUQREQUE, 2014). Consequentemente, diante da globalização, esses saberes acabaram sendo englobados neste processo e convertidos como fonte de riqueza no processo de capitalização da biodiversidade (LEFF, 2011). Como exemplo desta apropriação estão os saberes indígenas sobre o uso de seus recursos naturais, que são utilizados pelas empresas de biotecnologia mediante dispositivos legais para fins de produção de novos produtos para atender ao mercado consumidor cada vez mais exigente e crescente (LEFF,2011). Portanto, faz-se necessário proteger esses conhecimentos locais, não só para as comunidades manterem as suas tradições e práticas mas também, para que possa vir a contribuir com o conhecimento científico e, juntos, auxiliarem na conservação dos recursos naturais (ELOY et al., 2014).

 

 

CONCLUSÃO

 

Os avanços dos problemas ambientais deram partida a muitas ações de conservação no mundo, sejam elas terrestres ou aquáticas. Os recursos naturais cada vez mais escassos pelo desenfreado “crescimento humano sem desenvolvimento”, demonstram a fragilidade e a dicotomia que alguns povos mantêm em suas culturas.

A etnociência vem caminhando paralelamente ao desenvolvimento tanto da ciência como da sociedade, ainda que, por enquanto, timidamente vem auxiliar os estudos que pretendem contribuir para a conservação dos recursos naturais. O conhecimento local não deve ser jamais esquecido por suas comunidades, pois com a união das ciências e o constante diálogo entre elas, pode-se chegar a um modelo ideal de gestão com conservação dos recursos naturais.

 

 

 

 

REFERÊNCIAS

 

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