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ISSN 1678-0701
Número 59, Ano XV.
Março-Maio/2017.
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10/03/2017
PERCEPÇÃO AMBIENTAL DE FUNCIONÁRIOS DE UMA EMPRESA PÚBLICA DO ESTADO DE PERNAMBUCO SOBRE RESÍDUOS DE EQUIPAMENTOS ELETROELETRÔNICOS (REEE)  
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ENCONTRO NACIONAL DOS ESTUDANTES DE DIREITO – ENED 2011

PERCEPÇÃO AMBIENTAL DE FUNCIONÁRIOS DE UMA EMPRESA PÚBLICA DO ESTADO DE PERNAMBUCO SOBRE RESÍDUOS DE EQUIPAMENTOS ELETROELETRÔNICOS (REEE)

 

Ana Paula Xavier de Gondra Bezerra1

anapaula.gondra@gmail.com

 

Ítala Gabriela Sobral dos Santos2

italagsobral@hotmail.com

 

Emmanuelle Maria Gonçalves Lorena3

emmanuelle@lorenas.com.br

 

Fabrício Ângelo Gabriel4

fabricio.gabriel@outlook.com

 

Romildo Morant de Holanda5

romildomorant@gmail.com

 

1Bióloga e Engenheira Ambiental, mestranda em Engenharia Ambiental da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e participante do grupo de pesquisa - Centro de Inovação Tecnológica Aplicada aos Recursos Naturais da Universidade Federal Rural de Pernambuco (Citar/UFRPE).

2Engenheira de Pesca, mestranda em Engenharia Ambiental da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)e participante do grupo de pesquisa - Centro de Inovação Tecnológica Aplicada aos Recursos Naturais da Universidade Federal Rural de Pernambuco (Citar/UFRPE.

3Engenheira Civil, mestranda em Engenharia Ambiental da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)e participante do grupo de pesquisa - Centro de Inovação Tecnológica Aplicada aos Recursos Naturais da Universidade Federal Rural de Pernambuco (Citar/UFRPE.

4 Biólogo, mestrando em Engenharia Ambiental da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).

5 Doutor em Recursos Naturais, Professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e líder do grupo de pesquisa - Centro de Inovação Tecnológica Aplicada aos Recursos Naturais da Universidade Federal Rural de Pernambuco (Citar/UFRPE).

 

RESUMO

 

Com o avanço tecnológico é observadouma crescente aceleração na geração de Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos (REEE). A educação ambiental atua utilizando duas vertentes para interação, o modo teórico e o prático, trabalhando o conteúdo de forma compartilhada, nos quais os funcionários possam visualizar os possíveis benefícios a serem obtidos, bem como os impactos que poderão ser evitados. Desta forma, o objetivo desse trabalho foi avaliar o nível de conhecimento dos funcionários de uma empresa pública com relação aos REEE. A empresa está localizada no estado de Pernambuco, na qual a força de trabalho consiste em 309 colaboradores. A pesquisa foi realizada em 2014 com a aplicação de 92 questionários com pessoas de níveis de escolaridades e funções distintas. Verificou-se que os funcionários possuem um conhecimento considerado básico sobre essa temática necessitando de um nivelamento das informações para mostrar aos funcionários, o seu papel na busca de práticas mais sustentáveis na empresa.

 

PALAVRAS-CHAVE: Educação Ambiental, meio ambiente, gestão ambiental.

 

1.    INTRODUÇÃO

 

O constante avanço da tecnologia, o consumo irresponsável e a destinação inadequada dos resíduos sólidos ocasionam sérios problemas ao meio ambiente e têm estimulado as discussões das questões ambientais (SCHMIDT; BORTOLOTTO; GARCIA, 2014; HOLANDAet al., 2015).

O aumento do consumo de equipamentos eletroeletrônicosé impulsionado pelo marketing,com incremento de novos equipamentos e periódicasatualizaçõesdos mesmos com inovação tecnológica acrescem os olhares dos consumidores e tornam o equipamento anterior prematuramente obsoleto, acelerando o seu descarte(SCHMIDT; BORTOLOTTO; GARCIA, 2014).

Para avaliação do ciclo de vida dos equipamentos eletroeletrônicos é necessário levar em consideração os atores envolvidos, sendo os fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e os consumidores comoresponsáveis pelos resíduos gerados. Assim, o poder público, o setor empresarial e as pessoas respondem pelas ações voltadas para assegurar a melhor destinação dos resíduos sólidos (HOLANDA et al., 2015).

Conforme Souza (2008), a educação ambiental é utilizada para promoção da conscientização das questões ambientais que contempla uma visão ecológica para o desenvolvimento social e organizacional. Com base nisso, estudos comprovam que nas organizações, uma educação, ou até mesmo uma percepção voltada para a conservação dos recursos naturais e o bom uso deles, possuem um impacto positivo e auxilia na disseminação das práticas sustentáveis frente os colaboradores e sociedade (SANTOS et al., 2016).

Desta forma, para que seja eficiente, a organização deve identificar as necessidades e atuar em capacitação, abrangendo as pessoas que tenham suas atividades diretamente ligada ao meio ambiente, ou seja, que resulte em impacto significativo sobre o meio ambiente (ABNT, 2015). Conforme, a lei federal n. 9.795, de 27 de abril de 1999, que instituiu a Política Nacional de Educação Ambiental, no seu art. 7º dispõe sobre ações e práticas educativas voltadas à sensibilização da coletividade sobre as questões ambientais no Poder Público nosníveis federal, estadual e municipal (BRASIL, 1999).

O Programa Agenda Ambiental na Administração Pública Estadual de Pernambuco (A3P), no âmbito estadual, determina que é necessário: mobilizar, sensibilizar e capacitar gestores e servidores públicos estaduais, visando elevar o nível de conhecimento sobre a necessidade de incorporar a temática socioambiental em suas atividades diárias (SEMAS, 2013) com o emprego de técnicas de educação ambiental, tais como: atividades práticas, oficinas, palestras, mini-esquetes entre outras.

A implementação de técnicas de educação ambiental requer apresentação de práticas com exemplificações, nas quais os funcionários e o público externo possam visualizar e compreender os possíveis benefícios a serem obtidos, bem como os impactos negativos que poderão ser evitados. Segundo Paiva et al. (2016), há um considerável crescimento da aplicação de resíduos tecnológicos para auxiliar às diversas atividades cotidianas, sejam elas comerciais, educacionais, comunicativas.

O método de sensibilização e conscientização nas empresas, comunidade circunvizinha e clientes requerem persistência e continuidade de ações. Nesse sentido Adams e Gehlen (2005) afirmam em seu estudo que é possível acelerar e dinamizar a inserção de atividades de educação ambiental quando se propõe, nas empresas, um espaço educativo que possua um agente orientador de EA, que seja ponto de referência, servindo de subsídios para práticas educativas.

Costa (2016) afirma que:

“para uma compreensão da maneira como cada indivíduo deve atuar em relação à questão do pós-consumo consciente dos REEE, considerando o destino final desses equipamentos após sua vida útil, torna-se necessário ponderar alguns aspectos, como a cultura da sociedade e o nível de educação dessa sociedade”.

Nesse sentido, a educação ambiental por atuar de forma contínua, no qual os indivíduos e a comunidade tomam consciência do seu meio e adquirem conhecimentos, habilidades, experiências, valores e a determinação que os tornam capazes de agir, individual ou coletivamente, na busca de soluções para os problemas ambientais, presentes e futuros (UNESCO, 1987).

Desta forma, a finalidade deste estudo foi avaliar o nível de conhecimento dos funcionários de uma empresa pública do estado de Pernambuco com relação aos Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos (REEE).

 

2.    METODOLOGIA

 

O local de estudo foi uma empresa pública de direito privado com fins lucrativos de origem brasileira, com controle de capital social 100% pertencente ao Estado de Pernambuco, constituída enquanto entidade estatutária. A força de trabalho consiste em 309 colaboradores entre funcionários efetivos, cargos comissionados e estagiários.

          O levantamento dos dados foi obtido na realização de pesquisas tanto de cunho teórico quanto de atividades de campo utilizando pesquisa com funcionários. Essa caracterização foi realizada por meio de uma visita técnica a empresa realizada no mês de junho de 2014. Em conjunto a isso, foi realizada a aplicação de questionáriospré-estruturados com seis perguntas fechadas aos funcionários de diferentes setores da empresa.

Foram aplicados um total de 92 questionários com pessoas de níveis de escolaridades diferentes e funções distintas. Esse quantitativo representa cerca de 30% do valor da amostra.Os questionários foram aplicados individualmente para preservar o discurso do entrevistado.

 

3.    RESULTADOS

 

Para o pleno funcionamento de um sistema de gerenciamento dos REEE é importante destacar a responsabilidade compartilhada, ou seja, a carga não é apenas dos setores responsáveis em direcionarem os REEE, como também da colaboração dos funcionários para impulsionar a empresa a estabelecer uma política ambiental. Como pode ser afirmado pela Lei 12.305, de 02 de agosto e 2010, que no paragrafo III; determina que: “a coleta seletiva, os sistemas de logística reversa e outras ferramentas relacionadas à implementação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos” (BRASIL, 2010).

Foi verificada a existência de um Programa de Educação Ambiental (PEA) que trabalha com a responsabilidade socioambiental na empresa. O seu objetivo é introduzir a educação ambiental como ferramenta e processo capaz de contribuir com a formação de uma consciência que se traduza no comprometimento de minimização e/ou reversão dos efeitos das ocupações e dos processos produtivos estabelecidos na empresa através das ações de Responsabilidade Socioambiental adotadas pela instituição, destacando dentre elas: Plano de Ação em Educação Ambiental como Instrumento para Coleta Seletiva de Papel; Campanha Permanente de Combate à Dengue; participação na Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA); curso de aperfeiçoamento da gestão pública para os Funcionários e a educação ambiental voltada para assentamento (ZAPONI et. al. 2013).

Dentre essas ações de educação ambiental praticadaspela empresa, verificou-se que até o presente momento da pesquisa não foram desenvolvidas atividades de EA voltada para os REEE.

Segundo Ribeiro et al. (2013) ações de sensibilização pretendem também atuar sobre a predisposição para a mudança de atitudes, influenciar a realizaçãoda separação seletiva de REEE de forma que estes resíduos aumentem a sua taxa de reciclagem.

A partir dessa constatação, foram aplicados questionários aos recursos humanos da empresa para conhecer o nível de informação sobre os REEE. Ao total foram 92 pessoas que participaram desta pesquisa. A primeira pergunta refere-se ao conhecimentodo lixo eletroeletrônico, a maioria (97%) respondeu positivamente, ou seja, que já escutou falar sobre os REEE (Gráfico 1).

 

 

 


Gráfico 1 – Respostas dos Funcionários sobre o conhecimento do lixo eletroeletrônico.Fonte: Próprio autor.

 

 

 

 

Esse resultado foi bem parecido com o abordado no estudo de Schmidt, Bortolotto e Garcia (2014), no qual os entrevistados afirmaram que conheciam o lixo eletroeletrônico e faziam o descarte corretamente.

Um ponto positivo para os funcionários, pois a maioria soube identificar a definição do Lixo Eletroeletrônicos sem nenhuma campanha educativa, ou seja, 91% responderam o conceito correto para esse resíduo. Ainda há certa confusão com a questão dos Spams, o termo usado para referir-se aose-mailsnão solicitados - geralmente são enviados para um grande número de pessoas, e que demostrou 3% do público entrevistado marcou essa opção no questionamento (Gráfico 2).

 


Gráfico 2 - Respostas dos Funcionários sobre o conceito do lixo eletroeletrônico.Fonte: Próprio autor.

 

De acordo com o estudo de Holanda et al. (2015) os entrevistados afirmaram que tomaram conhecimento sobre os REEE na faculdade e/ou por meio das ferramentas de comunicação, como a televisão e internet, porém não houve uma maior preocupação em aprofundar no tema ou simplesmente não sentiram interesse.

De acordo com Silva (2012), a realização do estudo com funcionários de uma determinada empresa permitiu constatar que esses possuíam uma percepção quanto aos REEE, isso devido à demanda da utilização de equipamentos eletroeletrônicos e por ser uma geração altamente consumista, e sempre em busca de novas tecnologias, principalmente de aparelhos celulares e computadores.

Em relação ao nível de conhecimento sobre potencial poluidor dos REEE que são prejudiciais à saúde e ao meio ambiente, cerca de 52% respondeu que tinha o conhecimento, porém (46%) não sabe os problemas que esse tipo de material pode acarretar quando o descarte é feito de forma incorreta (Gráfico 3). Verifica-se uma falta de conhecimento acerca dos aspectos negativos do descarte incorreto dos REEE entre os entrevistados

 


Gráfico 3 - Respostas dos Funcionários sobre o conhecimento do potencial poluidor do REEE.Fonte: Próprio autor.

 

 

 

 

No estudo de Holanda et al. (2015) foi contatado que a maioria dos entrevistados afirmou possuir conhecimento sobre as consequências do descarte incorreto do lixo eletrônico no solo, ar e lençol freático, mas alegaram que por falta de postos de coleta e ausência de informações por parte dos fabricantes, não podem armazenar esse resíduo pelo resto da vida nas suas casas.

Quando questionados sobre o conhecimento de alguma lei ou norma, os participantes (79%) responderam que não tinham essa informação. Poucos (19%) responderam positivamente (Gráfico 4).

 

 

Gráfico 4 - Respostas dos Funcionários sobre o conhecimento de alguma norma ou lei que determina a destinação dos REEE.Fonte: Próprio autor.


 

No estudo de Schmidt, Bortolotto e Garcia (2014) revelou que a maioria do público entrevistado do município de São Borja, Rio Grande do Sul, possui o conhecimento parcial da PNRS.

É importante que todos os atores tenham o conhecimento mínimo das leis e normas, principalmente quanto à responsabilidade individual para que a empresa possa executar as suas responsabilidades com êxito.

No trabalho de Silva (2012) verificou que os consumidores entrevistados apresentaram uma familiaridade com o tema de resíduos eletroeletrônicos, e a percepção dos riscos que podem causar na natureza quando descartado de forma incorreta, no entanto, ainda não tem a conscientização na sua importância nesse processo.

Souza (2012) afirma que a população ainda sofre com a desinformação em relação ao lixo produzido, podem ter o conhecimento mais não aplicam, não só por falta de cultura, mas também por falta de incentivo do governo. 

Quando questionados sobre os tipos de REEE existentes na empresa, as opções indicam as pilhas (82), os computadores (80) e as baterias (77) como os principais resíduos da instituição (Gráfico 5). Esse fato demonstra que as pessoas souberam identificar os REEE, quanto às pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes por estar relacionada a equipamentos eletrônicos, mas isso não desvia atenção que deve ser dada a esses produtos para a destinação final.

 

Gráfico 5 - Respostas dos funcionários sobre os tipos de REEE existentes.Fonte: Próprio autor.


Assim como os REEE, esses produtos (pilhas, baterias, pneus, lubrificantes e lâmpadas) tem a previsão legal para a implantação da logística reversa, o que passa pelo desafio de ser vista com bons olhos pelos empreendedores (SILVA, 2012).

Já no estudo de Holanda et al. (2015), os entrevistados consideraram principalmente celulares, computadores, baterias os principais produtos gerados pelos estudantes de administração da Faculdade Vale do Ipojuca de lixo eletrônico, mas citaram bem menos o conceito de lixo eletroeletrônico a pilhas e lâmpadas.

A última pergunta procurou identificar de quem a responsabilidade de destinar o REEE e foi verificado que a “empresa” e o “consumidor” são os principais responsáveis (Gráfico 6).

 

Gráfico 6 - Respostas dos Funcionários sobre a responsabilidade em destinar os REEE.Fonte: Próprio autor.

 


 

Diante dos dados apurados, verificou que a responsabilidade mais citada foi a empresa, porém a empresa é formada por consumidores que se não souberem identificar quais os tipos de resíduos, o sistema da empresa não irá funcionar. A participação efetiva do consumidor é fundamental importância e sem a qual não é possível obter o retorno satisfatório ao ciclo produtivo necessário para que os objetivos de sustentabilidade almejados e perseguidos na atualidade sejam alcançados.

No estudo realizado por Schmidt, Bortolotto e Garcia (2014) demostrou que maioria dos entrevistados respondeu que a responsabilidade é apenas das empresas de tratamento e reciclagem e os demais apontaram o governo como principal responsável.

Segundo Santos (2008), todo tipo de empresa, independente do porte, do setor da economia e da quantidade de funcionários, pode desenvolver ações de responsabilidade socioambiental. O necessário é ter vontade de estabelecer uma política e exercê-la individualmente ou em grupo, qualquer empresa pode agir.

Franco (2013) afirma que para evitar um grande aglomerado de lixo eletrônico futuramente, por parte dos usuários, seria importante prolongar ao máximo a vida útil dos produtos eletroeletrônicos e quando descartados se ainda funcionarem, deverão ser encaminhados para doação com fins de reutilização.

 

4.    CONCLUSÕES

 

Com o resultado da percepção dos funcionários, referente aos impactos da destinação inadequada de REEE, conclui-se que os participantes da pesquisa possuem um conhecimento considerado como básico sobre essa temática, necessitando de complementação de informações visando demostrar o seu papel como agente atuante de práticas sustentáveis no exercício de sua atividade profissional.

Com esse estudo, percebe-se que as questões relacionadas aos resíduos eletroeletrônicos ainda são tratadas de forma incipiente no ambiente empresarial, devido à ausência de conhecimento por parte dos funcionários no atendimento das leis e das normas ambientais.

A aplicação de ações mais aprofundadas de educação ambiental permite um fortalecimento na conscientização e na sensibilização de forma a apresentar as consequências que esses resíduos podem causar no meio ambiente, as medidas que podem ser tomadas para reduzir os impactos ambientais e as penalidades legais.

.

 

REFERÊNCIAS

 

ADAMS, B. G.; GEHLEN, L..Um olhar pedagógico sobre a educação ambiental nas empresas. Revista Gestão e Desenvolvimento, v. 2, n. 2, 2005.

 

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR ISO 14001:2015: Sistemas de Gestão Ambiental. Rio de Janeiro, 2015.

 

BRASIL, Lei Federal nº 9.795, que dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. Diário Oficial da União – DOU,Brasília, 27 de abril de 1999.  

 

BRASIL, Lei Federal nº 12.307, que Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências.Diário Oficial da União – DOU,Brasília, 02 de agosto de 2010.  

 

COSTA, C. B. S.. Percepção Dos Consumidores Em Relação Aos Impactos Decorrentes Do Descarte De Resíduos De Equipamentos Elétricos E Eletrônicos. 2016. 83f. Dissertação (Mestrado em Economia Doméstica). Universidade Federal de Viçosa.

 

FRANCO, C. R. G.. Reciclagem do Lixo Eletrônico: Análise com Vistas ao Consumismo Desenfreado de Celulares e Computadores. Educação Ambiental em Ação.Nº44, AnoXII,Junho-Agosto, 2013.

HOLANDA, L. M. C. de; CHAVES, H. Q.; MOTA, R. H. L.; FRANCISCO, A. C. A percepção do aluno do curso de administração da Faculdade Vale do Ipojuca (FAVIP/DEVRY) sobre a forma adequada de descarte e reuso do lixo eletrônico. ReLAInEP - Revista Latino-America de Inovação e Engenharia de Produção Brasil, v. 3, n. 4, p. 106-124, 2015.

 

PAIVA, D. C.; GONZAGA, G. R.; OLIVEIRA, F. A. S.; JASBICK, D. L.; MIRANDA, J. C.. Utilização de Lixo Eletrônico para a Produção de Jogos e Materiais Didático-Pedagógicos. Educação Ambiental em Ação. Nº 58, AnoXV, Dezembro-2016/Fevereiro-2017, 2016.

 

RIBEIRO, S.; FREITAS, T; RAMOS V.; SOARES, A. Campanha de Sensibilização para Recolha Seletiva de REEE. Eco SustainabilityAward, EuropeanRecycling Platform. 2013. Disponível em: <https://erppt.erp-recycling.pt/CMS_BackOffice/ResourceLink.aspx?ResourceName=IP%2BSet%25c3%25babal_MaisConhe%25c3%25a7o.pdf>. Acesso em: 16 de jan. de 2017.

SANTOS, L. A.; MARZALL, L. F.; GONÇALVES, D. L.; GODOY, L. P.. Análise Das Práticas Sustentáveis No Ramo Varejista: Uma Percepção Dos Colaboradores Com Ênfase Na Educação Ambiental. REUNIR: Revista de Administração, Contabilidade e Sustentabilidade, Sousa-PB, V. 6, n. 1, jan-abr, 2016, p.56-73.

 

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SCHMIDT, T. L.; BORTOLOTTO, G. P.; GARCIA, D. S..Lixo Eletrônico: Uma Análise sob a Perspectiva Ambiental das Ações Institucionais do Município de São Borja/Rs. Encontros e debates sobre o ensino da química, 2014.

 

SEMAS, Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do estado de Pernambuco. Agenda ambiental na administração pública (A3P). 2013. Disponível em: <https://www.sefaz.pe.gov.br/Institucional/Programas/A3P/Cartilha%20Estadual%20da%20A3P.pdf>. Acesso em: 20 de dez. de 2016.

 

SILVA, J. A. Os resíduos eletroeletrônicos: uma análise acerca da percepção ambiental dos consumidores no seu descarte. 2012. 48 f. Monografia (Bacharelado em Engenharia Ambiental) – Centro Universitário Mauricio de Nassau. Recife, 2012.

 

SOUZA, A. R. L. Programas desenvolvidos pela Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana na Cidade do Recife – PE – Estudo de Caso. Recife. 2008. 78 f. Monografia (Bacharelado em Ciências Biológicas) – Centro de Ciências Biológicas, Universidade Federal de Pernambuco. 2008.

 

SOUZA, S. G. Análise sobre os temas: resíduo eletrônico, educação ambiental, coleta seletiva. 2012. 24 f. Monografia (Bacharelado em Engenharia Ambiental) – Centro Universitário Mauricio de Nassau. Recife, 2012.

 

UNESCO-UNEP, International strategy for action in the field of environmental education and training for the 1990s.Paris: UNESCO e Nairobi. 1987.

 

ZAPONI, J. R. C.; PEREIRA, S. V.; ARAÚJO, L. P. S.; CIRILO, A. M. Educação Ambiental Aplicada Às Ações De Responsabilidade Socioambiental Do Complexo Industrial Portuário Governador Eraldo Gueiros – Suape. In: III Congresso Nacional de Educação Ambiental & V Encontro Nordestino de Biogeografia, 2013, João Pessoa - Paraíba. Anais do III CNEA & V ENBio, 2013. ISBN - 978.85.23707.53.8.



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