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ISSN 1678-0701
Número 60, Ano XVI.
Junho/Agosto/2017.
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03/06/2017
CONCEPÇÕES AMBIENTAIS DOS ESTUDANTES DO CURSO DE LICENCIATURA EM BIOLOGIA DA UFRB  
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CONCEPÇÕES AMBIENTAIS DOS ESTUDANTES DO CURSO DE LICENCIATURA EM BIOLOGIA DA UFRB

 

Rodrigo da Luz Silva¹. rodrigoluz_saj@live.com

Uilian dos Santos Santana². uilian_santana_sf@hotmail.com

Adriano de Souza Santos Monteiro². assmonteiro@hotmail.com

Suellen Fonsêca da Conceição Santos². suellen.sully@hotmail.com

Joselia Santos Cirqueira². joseliacirqueira@hotmail.com

Renato de Almeida³. renato.almeida@ufrb.edu.br

 

 

¹ Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências da Universidade Estadual de Santa Cruz. Bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia.

² Graduando (a) do curso de Licenciatura em Biologia da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.

³ Docente do Centro de Ciências Agrárias, Ambientais e Biológicas da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.

 

 

RESUMO

 

Desde o surgimento da Educação Ambiental, as discussões relativas ao conceito de Meio Ambiente adquiriram caráter global, mediante a percepção de fenômenos relacionados com a degradação ambiental, causada, sobretudo, pela ação humana. Diante disso, este trabalho objetiva analisar as concepções de Meio Ambiente dos estudantes (ingressantes e formandos) do curso de Licenciatura em Biologia da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Este estudo apresenta uma abordagem qualitativa de caráter descritivo e enquadra-se numa pesquisa de campo. Como instrumento de coleta de dados utilizou-se 41 questionários, sendo que deste total, 28 foram aplicados aos discentes ingressantes e 13 aos formandos. Os dados foram interpretados com base em uma lista de categorias proposta por Rodrigues e Malafaia (2009) que trata sobre os diferentes tipos de concepções de Meio Ambiente. Verificou-se que, dos ingressantes, 53,6% tinham a concepção Romântica, 32,1% Reducionista, 0% Socioambiental, 7,1% Utilitarista, 3,6% Abrangente e 3,6% Científica. Já com relação aos formandos, 7,7% possuíam a concepção Romântica, 23,1% Reducionista, 38,4% Socioambiental, 15,4% Utilitarista, 15,4% Abrangente, e 0% Científica. Dessa forma, percebe-se certa parcela de contribuição do curso para uma melhor compreensão por parte dos licenciandos do que vem a ser o Meio Ambiente, entretanto é pertinente a intensificação das discussões sobre o tema de forma transversal em todo o currículo de modo a ampliar a percepção ambiental dos discentes e consequentemente melhorar suas ações enquanto cidadãos e futuros professores de ciências.

 

Palavras-chave: Meio Ambiente; Educação Ambiental; Representação Social.

 

 

ENVIRONMENTAL CONCEPTIONS OF STUDENTS OF THE DEGREE IN BIOLOGY COURSE OF UFRB

 

ABSTRACT

 

Since the emergence of Environmental Education as discussions about the concept of the Environment have acquired a global character through a perception of phenomena related to an environmental degradation caused mainly by human action. Therefore, this work aims to analyze the conceptions of the environment of students (incoming and forming) of the of the Degree in Biology course of the Federal University of Recôncavo of Bahia (UFRB). This study presents a qualitative approach of descriptive character and is part of a field research. A total of 41 questionnaires were used, of which 28 were applied to incoming students and 13 to forming. The data were interpreted based on a list of categories proposed by Rodrigues and Malafaia (2009) that deals with the different types of conceptions of Environment. It was verified that 53.6% of the participants were Romantic, 32.1% Reductionist, 0% Socio-environmental, 7.1% Utilitarian, 3.6% Embracing and 3.6% Scientific. In relation to the forming, 7.7% had the Romantic conception, 23.1% Reductionist, 38.4% Socio-environmental, 15.4% Utilitarian, 15.4% Embracing, and 0% Scientific. Thus, it is noticed that certain portion of contribution of the course is perceived to a better understanding of the environment by the biology degree students, however is pertinent to intensify the discussions on the subject across the curriculum in order to broaden the environmental perception of the students and consequently improve their actions while citizens and future science teachers.



Keywords: Environment, Environmental Education. Social Representation.

 

 

INTRODUÇÃO

 

As discussões referentes ao Meio Ambiente, à Educação Ambiental e à Crise Ambiental nunca foram tão pertinentes e inquietantes, sobretudo pela percepção de fenômenos que não aconteciam na mesma frequência e/ou intensidade que acontecem hoje. Agora, a reflexão sobre as problemáticas ambientais adquiriu proporções globais, mediante a necessidade de aprimorar a qualidade de vida, buscando harmonia entre os aspectos naturais do planeta e o estilo de vida capitalista (GUIMARÃES, 2004; LOUREIRO, 2004).

No Brasil, a Educação Ambiental foi definitivamente institucionalizada com a Política Nacional de Educação Ambiental, em 1999. A Lei Federal nº 9795/99 envolve em sua esfera de atuação órgãos e entidades do Sistema Nacional de Meio Ambiente (SISNAMA), das instituições educacionais públicas e privadas em todos os níveis e modalidades do ensino, além dos órgãos públicos da União, do Distrito Federal, dos Estados e Municípios; mas também das organizações não governamentais que atuam em Educação Ambiental. Essa Lei apregoa que, nas instituições de ensino formal, a Educação Ambiental deve ser desenvolvida como uma prática integrada, contínua e permanente, não sendo obrigatória a criação de uma disciplina específica, exceto no caso das instituições de nível superior que a considerem necessária (BRASIL, 1999).

No curso de Licenciatura em Biologia da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), a Educação Ambiental é tratada como um componente curricular do 6º semestre, existindo a premissa de que também ocorra de forma transversalizada em todo o currículo. O componente mencionado tem o propósito de apresentar a origem do movimento ambientalista tecendo reflexões críticas frente às consequências da Ciência moderna, além de buscar ampliar a visão socioeducativa dos discentes, discutindo a relação homem-natureza e evidenciando os objetivos, as tendências, os desafios, limites e possibilidades das práticas em Educação Ambiental (UFRB, 2008). Além disso, durante a realização das aulas, oferece aportes teóricos sobre a representação social, algo que enaltece a visão prática de algo socialmente partilhado (REIGOTA, 2010) e que pode ajudar a explicar como as concepções de Meio Ambiente foram aprendidas e internalizadas pelos indivíduos. Mesmo que algumas vezes, essas representações sejam semelhantes numa perspectiva superficial, certamente possuem suas especificidades e se relacionam diretamente com o conjunto de crenças, valores e atitudes dos sujeitos envolvidos. Ademais, o curso de licenciatura visa formar profissionais engajados ambientalmente que sejam capazes de desenvolver projetos de Educação Ambiental e de contribuírem para o desenvolvimento socioambiental da região do Recôncavo Sul da Bahia (UFRB, 2008).

Considerando que a presente pesquisa foi desenvolvida em um curso de Licenciatura em Biologia, a hipótese inicial apontava que os estudantes formandos possuíssem uma concepção menos dualística do Meio Ambiente, quando comparados aos estudantes ingressantes.

À luz do que foi dito, o presente trabalho procurou identificar aspectos da representação social dos estudantes do curso de Licenciatura em Biologia da UFRB frente ao conceito de “Meio Ambiente”. Para tanto, foi necessário identificar as concepções de Meio Ambiente dos sujeitos da pesquisa e realizar estudo comparativo entre estudantes ingressantes e estudantes “quase egressos”, de forma a perceber as contribuições do curso e, mais especificamente, do componente supracitado, integrante da matriz curricular do curso.

O desafio da pesquisa foi verificar a contribuição da Educação Ambiental enquanto componente curricular, bem como a contribuição do próprio curso de Licenciatura em Biologia da UFRB para o desenvolvimento da criticidade discente nesta temática. Espera-se que as reflexões aqui apontadas possam aprimorar o trabalho pedagógico voltado à formação docente, de modo que os mesmos possam refletir sobre a relação entre o Meio Ambiente e a sociedade.

 

EDUCAÇÃO AMBIENTAL E MEIO AMBIENTE

 

A reflexão socioambiental sobre a relação homem e o meio onde vive tornou-se cada vez mais intensa e presente nas últimas décadas, sobretudo devido aos problemas relacionados ao uso descontrolado dos recursos naturais (manejados como se fossem infinitos) e a percepção do ser humano como único explorador ou beneficiário desses recursos. Por isso, é importante que todos tenham a possibilidade de analisar com maior profundidade as problemáticas ambientais para então ampliar as suas percepções de Meio Ambiente, participar das discussões e contribuir para modificar o contexto socioambiental em que vive.

A própria doutrina brasileira do direito ambiental passou, com fundamentação constitucional, a oferecer o maior número de aspectos e de elementos envolvidos ao conceito de Meio Ambiente; inicialmente com a Política Nacional de Meio Ambiente e depois com a própria Constituição (KRZYSCZAK, 2016). Mas foi a Política Nacional de Educação Ambiental (Lei Nº 9.975/99), (Art. 4º, inciso II), que destacou o Meio Ambiente como um dos princípios da Educação Ambiental, considerando-o como “[...] a interdependência entre o meio natural, o socioeconômico e o cultural, sob o enfoque da sustentabilidade”. Foi essa Lei que estabeleceu o próprio conceito de Educação Ambiental e sua importância no campo da própria educação e do processo de ensino e aprendizagem. Contudo, naquele momento, ela foi assumida por diferentes sujeitos como uma proposta pedagógica de forte caráter conservacionista, associada à ideia de natureza (LAYRARGUES; LIMA, 2014). Com o intuito de complementar as bases legais já existentes e buscar a consolidação deste campo de conhecimento, a Política Nacional de Educação Ambiental (BRASIL, 1999, p. 1) estabeleceu o conceito da mesma e a sua importância no campo da própria educação e do processo de ensino e aprendizagem.

 

Art. 1o Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade.

Art. 2o A educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não formal.

 

Constata-se que a permanência e a essencialidade da Educação Ambiental devem estar presentes no processo educativo (inclusive na Educação Superior), induzindo reflexões e ações que valorizem o Meio Ambiente, não somente por mera obrigação cidadã, mas para que todos percebam sua própria participação como parte integrante dele.

De acordo com Trein (2012), a incorporação da Educação Ambiental na sociedade atual é uma expressão que tem caráter social, político e histórico da relação estabelecida entre os seres humanos e a natureza. É necessário que esta auxilie na ampliação da percepção do Meio Ambiente para além dos aspectos naturais. A Educação Superior pode oferecer uma forma mais específica de se alcançar este objetivo, especialmente na formação dos licenciados em Ciências e Biologia, que atuarão na Educação Básica e poderão contribuir com uma formação ambiental mais critica aos seus discentes. Mas isso aconteceria de que forma? Sugere-se uma formação crítica que considere a multidimensionalidade do fenômeno ambiental. Assim, o sujeito que participa do processo de ensino e aprendizagem se desenvolveria de maneira autônoma e emancipatória, produzindo suas reflexões e incentivando outros indivíduos a observarem mais atentamente o ambiente ao seu redor, verificando o que está conservado e procurando melhorar a qualidade dos aspectos físicos e sociais onde estão inseridos.

 

AS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DE MEIO AMBIENTE

 

Levando em conta que o fenômeno perceptivo é influenciado por experiências sensitivas e cognitivas, se torna claro que as pessoas não veem o mundo da mesma forma. “Cada indivíduo enxerga e interpreta o ambiente de acordo com o seu próprio olhar, sua própria maneira de ver o mundo, a partir de suas experiências prévias, expectativas e ansiedades” (HOEFFEL; FADINI, 2007, p. 255). Sendo assim, os significados, as crenças e os valores dos sujeitos influenciam significativamente na maneira como entendem o Meio Ambiente e, consequentemente, na forma como agem sobre ele.

Entende-se que através do uso da expressão verbal e não verbal os indivíduos manifestam suas percepções, chamado pelos estudiosos de representações sociais. De acordo com Jodelet (2001, p. 36) se trata de “uma forma de conhecimento socialmente elaborada e partilhada, tendo uma visão prática e concorrendo para a construção de uma realidade comum a um conjunto social”.

Segundo Reigota (2010, p. 12), “a representação social está basicamente relacionada com as pessoas que atuam fora da comunidade científica, embora possam também aí estar presentes”. Estas concepções estão sujeitas aos aspectos culturais e as relações sociais das quais os sujeitos fazem parte. Franco (2004, p.179) reitera que as representações sociais,

 

[...] são elementos simbólicos que os homens expressam mediante o uso de palavras e de gestos. No caso do uso de palavras, utilizando-se da linguagem oral ou escrita, os homens explicitam o que pensam, como percebem esta ou aquela situação, que opinião formulam acerca de determinado fato ou objeto, que expectativas desenvolvem a respeito disto ou daquilo... e assim por diante. Essas mensagens, mediadas pela linguagem, são construídas socialmente e estão, necessariamente, ancoradas no âmbito da situação real e concreta dos indivíduos que as emitem.

 

No que diz respeito às representações sociais voltadas ao Meio Ambiente, elas diferem em cada indivíduo em função do meio em que convivem. Sendo assim, dificilmente se obtém uma definição exata, através do senso comum, que descreva o que é o Meio Ambiente, ou o meio científico, ou a sociedade em geral. Por existir diferentes concepções e significados de Meio Ambiente, não há o consenso pleno entre os mesmos. Entretanto, Reigota (2010, p. 14) afirma que “por seu caráter difuso e variado considero então a noção de meio ambiente uma representação social”.

Tendo em vista que o significado de Meio Ambiente não traz um conceito engessado, busca-se associar através das diferentes representações sociais, o conhecimento científico. Sendo assim, “a compreensão das diferentes representações deve ser a base da busca de negociação e solução de problemas ambientais” (REIGOTA, 2010, p.20). Para tanto, as percepções acerca do Meio Ambiente que nortearam a construção das diferentes representações sociais devem ser consideradas para que os indivíduos, de fato, sejam sensibilizados quanto às questões ambientais presentes na contemporaneidade.

Reigota (2010) afirma que a ação ambiental de um indivíduo pode refletir a percepção do mesmo sobre o Meio Ambiente. Essa percepção é bastante influenciada e pode ser oriunda de diversos meios, que muitas vezes passam despercebidos. Família, escola, televisão, internet, música, livros, etc., atuam no pensamento do indivíduo podendo levá-lo a diferentes concepções sobre o ambiente visualizado e aquele que de fato é vivenciado (CARDOSO et al., 2015).

Rodrigues e Malafaia (2009) sugerem seis concepções sobre o Meio Ambiente, enquadradas em categorias para identificar a percepção ambiental, sendo elas: Romântica, Utilitarista, Científica, Abrangente, Reducionista e Socioambiental. Segundo estes autores, podemos definir essas concepções como:

 

Romântica – influenciada pelas mídias eletrônicas e impressa, essa visão enaltece a natureza equilibrada e em harmonia, dissociada dos elementos sociais. Trata-se de uma visão dualística, que separa o homem do Meio Ambiente, isto é, o ser humano não faz parte do meio, sendo externo ao fenômeno ambiental, tendo em vista que não colabora para a conservação das relações ecológicas.

Utilitarista – o Meio Ambiente tem utilidade ao ser humano. Também dualística essa é uma visão antropocêntrica, já que os componentes do meio são considerados exclusivos às necessidades humanas.

Científica – Compreende o Meio Ambiente como uma máquina inteligente, com diversos fenômenos que acontecem de maneira eficiente. O considera como local dotado de eventos essenciais como chuva, sol, evaporação, etc..

Abrangente – O Meio Ambiente não é considerado apenas como a "natureza", mas são considerados os aspectos naturais e sociais do meio, evidenciando também a ação humana. Nesta visão, o Meio Ambiente é entendido de forma multifacetada, constituindo a interação existente entre os fatores bióticos, abióticos, econômicos, ideológicos, científicos, históricos e também culturais.

Reducionista – Parecida com a visão Romântica, esta concepção adota a visão dualística por excluir o homem e suas ações do Meio Ambiente, reduzindo-o a apenas uma de suas dimensões. Nesta concepção, o Meio Ambiente é constantemente confundido com “natureza”, em que são representados apenas fatores bióticos e abióticos, constitutivos do meio. Todavia, mesmo a natureza sendo entendida como uma totalidade, não é “enaltecida”, nem sacralizada.

Socioambiental – O Meio Ambiente é algo apropriado pelo homem, tendo como um dos resultados a degradação ambiental, produto oriundo do processo histórico-cultural.

Portanto, devemos entender que a compreensão das representações sociais de Meio Ambiente dos sujeitos mostra-se multifacetada, e seu diagnóstico deve ocorrer antes de qualquer atividade que envolva a Educação Ambiental (REIGOTA, 2010) com a finalidade de direcionar as ações desenvolvidas, contribuindo para a atuação política e transformadora das práticas sociais, direcionadas a contextos específicos.

 

O CAMINHO DA PESQUISA

 

Esta pesquisa apresenta abordagem qualitativa, de caráter descritivo, centrado na análise dos significados, das crenças, do pensamento, da história de vida, das atitudes e ações desenvolvidas pelos sujeitos ao longo de suas vivências, não desprezando suas particularidades (MINAYO, 2001). É descritivo porque busca descrever os fenômenos observados a partir da análise e interpretação da realidade vivenciada pelos sujeitos; mas também é qualitativa, pois se preocupa com uma realidade que não pode ser quantificada, centrando-se na compreensão e explicação da dinâmica das relações sociais (SILVEIRA; CÓRDOVA, 2009, p. 32).

Para a sua realização, inicialmente, utilizou-se da pesquisa bibliográfica que permitiu o embasamento teórico e o contato dos pesquisadores com a grande gama de materiais já elaborados pela comunidade científica. Posteriormente procedeu-se com a pesquisa de campo, que se constitui numa modalidade de investigação que torna possível o aprofundamento das questões levantadas na pesquisa, não se preocupando necessariamente com o estudo das características segundo padrões estabelecidos por variáveis (GIL, 2001).

A pesquisa documental, por sua vez, se insere nesta investigação porque se constitui como uma rica fonte de dados contribuindo para uma maior compreensão da problemática estudada e contextualizando o objeto da pesquisa (GIL, 2001).

A coleta de dados ocorreu por meio da aplicação de questionário semiestruturado composto por cinco questões, juntamente com o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Utilizou-se de questionário semiestruturado, porque este instrumento de pesquisa permite a captação dos dados de maneira prática, permitindo a análise das percepções sobre as concepções de Meio Ambiente, a partir de interpretações das respostas dos participantes da pesquisa. Marconi e Lakatos (2007, p. 98) ressaltam que o “questionário é um instrumento de coleta de dados construído por uma série ordenada de perguntas, que devem ser respondidas por escrito e sem a presença do entrevistador”.

Foram coletadas informações sobre as concepções de Meio Ambiente dos estudantes ingressos e formandos do curso de Licenciatura em Biologia da UFRB. No total, 41 estudantes responderam ao questionário (28 ingressantes e 13 formandos), matriculados no 1º e 8º semestres, respectivamente. É importante ressaltar que, seguindo padrões éticos de pesquisa, os nomes dos estudantes foram mantidos em sigilo e substituídos pelas letras A, B, C e, assim, sucessivamente.

Os estudantes ingressantes e formandos foram escolhidos como público-alvo porque possibilitaria identificar os conhecimentos dos licenciandos antes e após o contato com componentes curriculares da área de ciências biológicas e da educação contidas na matriz curricular do curso, especialmente a Educação Ambiental. A diferença na quantidade dos estudantes dos dois grupos justifica-se pelos casos de evasão e retenção.

As análises foram realizadas a partir de interpretações dos dados apoiando-se na utilização de uma lista de categorias proposta por Rodrigues e Malafaia (2009) que trata sobre os diferentes tipos de concepções de Meio Ambiente.

O questionário aplicado é composto por três questões objetivas e duas dissertativas, sendo que para responder uma das dissertativas foi necessário marcar a(s) opção(ões) e apresentar justificativas. O questionário foi dividido em seções voltadas ao levantamento do perfil dos estudantes e para a identificação da concepção de Meio Ambiente. O mesmo questionário foi aplicado aos dois grupos, em sala de aula, nos intervalos dos componentes curriculares.

 

CONCEPÇÕES DE MEIO AMBIENTE DOS SUJEITOS INVESTIGADOS E PERSPECTIVAS DE INSERÇÃO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL

 

A faixa etária e os percentuais do número de estudantes do curso de Licenciatura em Biologia da UFRB envolvidos na pesquisa estão apresentados na Tabela 1.

 

Tabela 1 - Faixa etária dos discentes ingressantes e formandos do curso de Licenciatura em Biologia da UFRB.

Idade

Nº de alunos ingressantes

Percentual %

Nº de alunos formandos

Percentual %

15 – 20

8

28,6

0

0

21 – 25

8

28,6

2

15,4

26 – 30

7

25

6

46,1

31 – 35

2

7,1

3

23,1

36 – 45

2

7,1

2

15,4

45 – 55

1

3,6

0

0

Total

28

100

13

100

Fonte: Dados coletados pelos autores, 2016.

 

            Sobre o tipo de contato com o tema Meio Ambiente, os ingressantes responderam, em sua maioria, a opção “veículos de comunicação” correspondendo a 23 (37,1%) das respostas, sobretudo revistas, televisão, internet, rádio e jornais; seguido da opção “Educação Básica” com 17 (27,4%) respostas. Entre os formandos, as respostas foram semelhantes aos ingressantes, com 34,3% para os veículos de comunicação e 31,4% para a Educação Básica (Tabela 2). Vale ressaltar que o estudante tinha a possibilidade de marcar mais de uma opção nesta questão.

 

Tabela 2 - Outros tipos de contato com o tema Meio Ambiente.

Tipo de contato

Nº de respostas Ingressantes

Percentual %

Nº de respostas Formandos

Percentual %

Palestras

16

25,8

8

22,9

Veículos de comunicação

23

37,1

12

34,3

Na Educação Básica

17

27,4

11

31,4

Na família

6

9,7

4

11,4

Nunca ouviu falar

0

0

0

0

Outros

0

0

0

0

Total

62

100

35

100

Fonte: Dados coletados pelos autores, 2016.

 

Os resultados aqui apresentados foram bem similares àqueles observados por Cardoso et al. (2015) junto a estudantes de Licenciatura em Ciências Biológicas, que também destacaram os veículos de comunicação como a principal via de contato com o tema Meio Ambiente. Os autores afirmam, ainda, que o tipo de contato predominante com o tema Meio Ambiente pode levar a uma visão distorcida do ambiente. Algumas vezes os veículos de comunicação supervalorizam a natureza, enquanto os livros didáticos adotados na Educação Básica possuem, na maioria das vezes, figuras do Meio Ambiente sem a presença do homem, levando a uma visão dualística, em que o homem não faz parte da natureza (CARDOSO et al., 2015), abordando os fatores bióticos e abióticos e esquecendo-se de inserir a espécie humana no ambiente.

A tabela 3 apresenta pistas da concepção sobre Meio Ambiente dos ingressantes e formandos, segundo a classificação de Rodrigues e Malafaia (2009).

 

Tabela 3 - Concepções de Meio Ambiente dos ingressantes e formandos.

Concepção de Meio Ambiente

Nº de respostas Ingressantes

Percentual %

Nº de respostas Formandos

Percentual %

Romântica

15

53,6

1

7,7

Reducionista

9

32,1

3

23,1

Socioambiental

0

0

5

38,4

Utilitarista

2

7,1

2

15,4

Abrangente

1

3,6

2

15,4

Científica

1

3,6

0

0

Total

28

100

13

100

Fonte: Dados coletados pelos autores, 2016.

 

Observa-se a predominância da concepção Romântica (53,6%) e Reducionista (32,1%) entre os ingressantes, ambas consideradas dualísticas. Rodrigues e Malafaia (2009) afirmam que essa visão dualística coloca o ser humano como um elemento à parte, desconsiderando a preponderância de suas ações e de suas responsabilidades sobre os outros elementos da biosfera, incluindo outros seres humanos. Importante contraponto a essa reflexão é a crítica apontada por Krzysczak (2016), pois não se pode conceber dualisticamente uma realidade (Meio Ambiente) que tem concretude única.

De qualquer forma Molin, Pasquali e Valduga (2007) apregoam que ainda predomina uma percepção de ambiente como algo intocável, aproximado de uma vertente ecológica muito presente em livros didáticos, complementada pela adoção de modelos tradicionais de ensino, dominados pela transmissão e recepção de conhecimentos.    

A concepção Romântica e Reducionista do Meio Ambiente presente entre os ingressantes pode ser observada, respectivamente, em alguns discursos a seguir:

O estudante A afirma que: Meio ambiente é onde temos que preservar a natureza e o que está inserido nela”. Percebe-se que, neste caso, o Meio Ambiente é entendido apenas como natureza, que necessita ser preservada, desconsiderando os fatores sociais, políticos, econômicos, científicos e ideológicos que também o constituem.

O estudante B acredita que o Meio Ambiente é “o espaço de convivência natural dos seres humanos e animais de forma geral”. Aqui opera um reducionismo na compreensão do Meio Ambiente, já que ao focar apenas na dimensão natural do meio, acaba fragmentando-o em sua complexidade. Para Guimarães (2004, p. 26) "essa é uma concepção de mundo que tem dificuldades em pensar o junto, conjunto, a totalidade complexa. Focado nas partes, vê o mundo partido, fragmentado, disjunto".  Outros estudantes (7,1%) apresentam uma concepção de Meio Ambiente nitidamente Utilitarista, acreditando que a natureza deveria servir aos seus interesses de subsistência ou enriquecimento. Para o estudante C, por exemplo, o Meio Ambiente é representado como a “nossa casa e se não cuidarmos vamos ficar na rua. Nossa fonte de recursos. Se não cuidarmos, ou seja, se usarmos desordenadamente chegará num ponto que não haverá mais jeito”.

A concepção Socioambiental, por sua vez, não aparece nas representações sociais dos estudantes ingressantes, sugerindo que há uma carência formativa neste grupo. Um estudante (D) apresentou tendência a desenvolver a concepção Científica, tendo atribuído significados aos elementos ambientais, sobretudo por meio de conceitos científicos: Estão relacionados com o clima, vegetação, efeito estufa e outros, no qual o ser humano vem transformando o habitat”.

Já entre os 13 estudantes formandos participantes da pesquisa, cinco (38,4%) apresentaram a concepção Socioambiental do Meio Ambiente; resultado similar ao observado por Cardoso et al. (2015). Essa característica pode ser expressa no discurso do estudante E: “É todo espaço que nos cerca, independente das modificações oriundas das ações antrópicas. Corresponde a todo meio natural ou alterado”. O estudante, nesse caso, consegue relacionar aspectos naturais e sociais como constitutivos do Meio Ambiente, sem que o ser humano esteja dissociado desse meio, mas participa dele e da dinâmica do lugar. É possível observar que a concepção Abrangente para o Meio Ambiente (15,4%) também pode ser identificada na resposta dos estudantes formandos, quando entendem que o Meio Ambiente é multifacetado, desenvolvendo visão ampliada do fenômeno ambiental além da simples soma de partes dissociadas, compondo um campo complexo e altamente inter-relacionado (RODRIGUES; MALAFAIA, 2009). Essa concepção pode ser observada na resposta do estudante F: “é a interação e relação de tudo e todos com o meio. O meio ambiente é o convívio e a interação de tudo que nos cerca, portanto, até mesmo as coisas que poluem fazem parte do meio, mesmo que de forma prejudicial”. Os dados revelam ainda que apenas um formando apresentou concepção Romântica para o Meio Ambiente.

Quando perguntado aos estudantes ingressantes a respeito da maneira como a Educação Ambiental deveria ser inserida na Educação Básica (Tabela 4), do total de 28 estudantes investigados, 17 (42,5%) deles apontaram a perspectiva de um componente curricular; apenas cinco (12,5%) disseram que sua inserção deveria ser interdisciplinar e transversal; 15 (37,5%) acreditam que por meio de projetos e três (7,5%) acham que apenas como conteúdo no ensino de Ciências. Vale ressaltar que para esta questão, os estudantes poderiam assinalar mais de uma opção de resposta.

 

Tabela 4 - Forma de inserção da Educação Ambiental na Educação Básica de acordo com a opinião dos ingressantes e formandos do curso de Licenciatura em Biologia.

Forma de inserção da Educação Ambiental na Educação Básica

Nº de respostas Ingressantes

Percentual %

Nº de respostas Formandos

Percentual %

Como uma disciplina curricular

17

42,5

6

31,6

De forma interdisciplinar e transversal

5

12,5

8

42,1

Por meio de projetos

15

37,5

5

26,3

Apenas no ensino de Ciências

3

7,5

0

0

Total

40

100

19

100

Fonte: Dados coletados pelos autores, 2016.

 

Entende-se que tratar as questões ambientais de forma estruturada em um componente curricular (42,5%) ou apenas como conteúdo do ensino de Ciências (7,5%) reduz o fenômeno ambiental a caixinhas estanques de conhecimento, contribuindo para o reducionismo da visão de Meio Ambiente, compreendido de maneira simplória. Por outro lado, a utilização de projetos (37,5%) de Educação Ambiental também oferecem riscos, pois somente podem apresentar resultados significativos se vinculados ao conteúdo programático desenvolvido nos componentes curriculares (AMARAL, 2001), mas nem sempre essa compreensão é alcançada. De outro modo, a interdisciplinaridade e a transversalidade da Educação Ambiental parecem ser desconsideradas pela grande maioria dos estudantes ingressantes investigados, pois apenas 12,5% acreditam nessa possibilidade, talvez pela própria inexistência de debates sobre o assunto no ensino médio. Tendo em vista esse fato, torna-se imperativo apresentar a estes estudantes as normativas e políticas que regulamentam a Educação Ambiental e seu processo de institucionalização.

Entre os 13 formandos investigados, seis (31,6%) afirmaram que a Educação Ambiental deve ser inserida na Educação Básica como um componente curricular, oito (42,1%) sugeriram a interdisciplinaridade e a transversalidade, e apenas cinco (26,3%) apontaram os projetos. Ninguém sugeriu o ensino de Ciências como momento formativo apropriado e singular para a concentração de conteúdos da Educação Ambiental. Aparentemente, esses resultados revelam o entendimento do fenômeno ambiental de forma a considerar a sua multidimensionalidade. Ao mesmo tempo parece ocorrer uma redução gradativa das estratégias de inserção da Educação Ambiental de forma restrita ao ensino de Ciências (0%). Para Amaral (2001), o Meio Ambiente deve ser entendido de forma integradora, para que se constitua como eixo gerador, articulador e unificador das diferentes áreas do conhecimento, contribuindo para a formação integral dos sujeitos. Esse debate é importante perante o atual contexto da inserção da Educação Ambiental na Educação Básica, já que a dificuldade enfrentada para a sua transversalização tem impulsionado algumas redes municipais de ensino a inserir uma disciplina de Educação Ambiental no currículo, contrariando o que está apregoado na Política Nacional de Educação Ambiental.

 

INQUIETAÇÕES DA PESQUISA

 

Os resultados desta pesquisa apontam mudanças na concepção de Meio Ambiente entre estudantes ingressantes e formandos, levando a uma interpretação de que as vivências ao longo da formação acadêmica dos estudantes de Licenciatura em Biologia da UFRB estejam contribuindo para possibilitar a transição de uma concepção ambiental à outra, modificando suas percepções ambientais. Observa-se uma redução gradativa nas representações naturalistas de Meio Ambiente à medida que ocorre a incorporação progressiva do homem nos discursos dos estudantes, refletindo na formação socioambiental destes profissionais que atuarão na Educação Básica.  

Alguns fatores foram destacados por CARDOSO et al. (2015) para a interpretação desse tipo de pesquisa, pois há a possibilidade de que os discentes estejam incorporando visões equivocadas frente aos conteúdos abordados em sala de aula; ou que as respostas dos discentes possam refletir a percepção dos docentes, que acabam deixando sua marca dentro das disciplinas que lecionam.

Soma-se a herança advinda da Educação Básica, demonstrando a necessidade de ampliar esse tipo de estudo aos demais níveis de ensino. Afinal, algumas pesquisas já demonstraram que os estudantes apresentam forte visão naturalista/conservacionista, independente do nível de ensino (VENTURIERI; SANTANA, 2016; RODRIGUES; MALAFAIA, 2009; CUNHA; ZENI, 2007).

Vale destacar que agora se observa aumento recente da preocupação do brasileiro com a questão ambiental. A Pesquisa Nacional de Opinião (BRASIL, 2012) revelou que o meio ambiente é o 6º principal problema do Brasil, sendo destacado por 13% da população. Entre 1997 e 2006 esse valor nunca foi superior a 6%. Além disso, destaca-se que a categoria “homens e mulheres” passou a figurar de forma expressiva enquanto elemento integrante do Meio Ambiente, tendo saltado de 40% a 70% das respostas após 20 anos. Certamente essa pesquisa representa forte indício de uma sociedade em transformação, o que justifica pesquisas mais recorrentes e aprofundadas.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Os resultados alcançados com este estudo evidenciam que os estudantes investigados possuem percepções ambientais diversificadas, predominando a concepção Romântica de Meio Ambiente entre os estudantes ingressantes, enquanto a concepção Socioambiental é a mais representativa entre os estudantes formandos do curso de Licenciatura em Biologia da UFRB. Além disso, existe alguma correspondência entre a concepção predominante de Meio Ambiente em cada grupo investigado (ingressantes e formandos) e a maneira como conceberiam a inserção da Educação Ambiental na Educação Básica, preponderantemente como disciplina curricular ou de forma interdisciplinar e transversal, respectivamente.

Os resultados sugerem que embora os formandos do curso entendam o Meio Ambiente e sua multidimensionalidade, ainda persistem representações de caráter essencialmente Reducionista ou Utilitarista, não aparecendo a concepção Científica entre os formandos. A ausência de representações sociais que levem em conta conceitos, teorias e elementos científicos, merece atenção e estudos adicionais, sob a supervisão do núcleo docente estruturante do curso.

Sugere-se que para a formação integral dos estudantes as discussões das questões ambientais não estejam restritas a apenas um componente curricular, mas é preciso que estejam presentes de forma integrada a todas as áreas do saber, contribuindo para a efetiva melhoria da formação docente no Ensino Superior, possibilitando ao egresso maior atuação cidadã e participação efetiva nas decisões que dizem respeito à vida em sociedade.

Por fim, acredita-se que essa não seja uma realidade exclusiva dos estudantes de Licenciatura em Biologia da UFRB, mas também dos demais estudantes universitários. Uma ação institucional em busca da sustentabilidade ambiental na Universidade, incluindo a adequação ambiental das estruturas e espaço físico, e a inserção curricular obrigatória da Educação Ambiental em todos os cursos da UFRB contribuiria com o debate e a fundamentação ambiental da comunidade universitária.

 

REFERÊNCIAS

 

AMARAL, I. A. Educação Ambiental e Ensino de Ciências: Uma história de controvérsias. Pro-posições – vol. 12, n. 1 (34) – março/2001.

 

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