ISSN 1678-0701
Número 61, Ano XVI.
Setembro-Novembro/2017.
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11/09/2017HORTA ESCOLAR COMO FERRAMENTA AUXILIAR NO ENSINO DE CIÊNCIAS  
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HORTA ESCOLAR COMO FERRAMENTA AUXILIAR NO ENSINO DE CIÊNCIAS

 

GARDEN SCHOOL AS TOOL AUXILIARY IN SCIENCE TEACHING

 

Andrely De Jesus Soares Da Cruz é graduada em licenciatura do curso Ciências Naturais - Biologia pela Universidade Do Estado Do Pará (UEPA).

Contato: andrelydejesus@gmail.com

Nilza Rodrigues Nascimento é graduada em licenciatura do curso de ciências Naturais - Biologia pela Universidade Do Estado Do Pará (UEPA).

Contato: Nilza_lp@hotmail.com

Danillo dos Santos Silva é Doutorando e Professor Assistente I, do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) da Universidade do Estado do Pará (UEPA).

Contato: dssuepa@gmail.com

Resumo

Neste artigo, descrevemos a produção e aplicação da Horta na escola como ferramenta auxiliar no ensino de ciências, o qual foi desenvolvido em 2014, com 9 (nove) alunos da quinta série, da Escola Municipal de Ensino Fundamental, localizada na cidade de São Miguel do Guamá – Pará. A faixa etária desses alunos varia entre 12 e 15 anos. O objetivo principal foi estimular e in investigar o interesse do aluno pelas aulas de ciências, por meio da observação, criação e manutenção de uma horta escolar. A metodologia utilizada foi pesquisa de campo, do tipo observação participante, que contou com a realização de uma entrevista de caráter exploratório, análise documental e a participação dos pesquisadores. Os resultados obtidos dos questionários permitiram demonstrar o valor da horta no ambiente escolar, a qual favorece mudanças significativas no desenvolvimento do ensino e aprendizagem de ciências, revelando-se, portanto, como uma ferramenta bastante eficaz que auxilia nesse processo.

 

Palavras-chave:Horta na escola. Ensino de ciências. Ferramenta pedagógica.

 

 

 

 

 

Abstract

In this article, we describe to production and implementation of the Horta in school as an auxiliary tool in science education, which was developed in 2014 with nine (9) fifth graders, the Municipal Elementary School St. Joseph the Worker, located in São Miguel do Guama - Para. The age of these students varies between 12 and 15 years. The main objective was to stimulate student interest for science classes, through observation, creation and maintenance of a school garden. The methodology was field research, participant observation type, which included conducting an exploratory interview, document analysis and the participation of researchers. The results of the questionnaires have demonstrated the garden of value in the school environment, which favors significant changes in the development of teaching and learning of science, showing up, therefore, as a very effective tool to help this process.

Keywords: Horta at school. Science education. Pedagogical tool.

 

Introdução

As crianças possuem uma curiosidade natural para saber como as coisas funcionam. Portanto, utilizar essa tendência das crianças, em favor do aprendizado em ciências, é de fundamental importância para o seu desenvolvimento, devendo ser um alvo a ser alcançado diariamente pelos educadores. Entretanto, cultivar o interesse dos alunos não é uma tarefa simples. No âmbito da sala de aula, nem sempre se consegue mantera atenção dos alunos para que a sua curiosidade natural seja aguçada. Isso se dá devido à maneira como os conteúdos em sala de aula são ministrados, os quais provêm de uma ciência “pronta”, que não propõe discussões sobre os processos ocorridos, causando consequentemente o desinteresse dos alunos. Todavia, há muitos temas que podem ser trabalhados com os alunos de forma a relacionar as aulas teóricas com experiências práticas, tornando aquelas, como um todo, mais atrativas e interessantes para os sujeitos aprendizes. Por isso, o professor tem que desenvolver atividades que estimulem o interesse e a possibilidade de construir o desejo pela ciência. Dessa forma, atividades que geram o interesse do aluno devem ser desenvolvidas, a fim de possibilitar a criação de conceitos e significados que despertem a curiosidade dos educandos (AMARAL; GUERRA, 2012).

Uma forma de contextualizar e unir a teoria e prática em ciências e assim auxiliar no desenvolvimento e no processo de ensino e aprendizagem dos alunos, temos a produção de hortas escolares que podem ser inseridas no ambiente escolar funcionando como um laboratórioque possibilita o desenvolvimento de diversas atividades pedagógicas em educação ambiental e alimentar, estreitando relações através da promoção do trabalho coletivo e cooperado entre os agentes sociais envolvidos (MORGANO, 2006).

O desenvolvimento de uma horta no âmbito escolar, além de ensinar conteúdos de Ciências, influenciar hábitos alimentares saudáveis(TURANO, 1990 apud MORGADO, 2008), a horta promove estímulo aos alunos em relacionar teoria e práticas e abordar diversos conteúdos curriculares.Conforme Brandão (2012, p. 38), as questões ambientais são importantes quando exercidas por meio da prática, o que favorece uma alternativa baseada na construção de uma horta no espaço da escola, possibilitando aos alunos uma relação positiva com a natureza. Ainda segundo o autor é por meio da horta que é possível propiciar conhecimentos e habilidades que permitem às pessoas produzir, descobrir, selecionar e consumir os alimentos de forma adequada, saudável e segura e assim conscientizá-las quanto a práticas alimentares mais saudáveis, fortalecer culturas alimentares das diversas regiões do país e discutir a possibilidade do aproveitamento integral dos alimentos.

Segundo Pereira et al. (2011), é por meio da horta que os alunos poderão aprender nitidamente os ensinamentos, a composição de vegetal, os prejuízos que podem causar a deficiência de algumas vitaminas e proteínas na alimentação. Além disso, o trabalho pedagógico com a horta também permite ensinar a forma correta de higienizar os alimentos.Para Sandra Cribb (2010), essa prática com a horta permite que os alunos tenham a vantagem de sair da sala para assistir aula em um espaço aberto, tendo um contato maior com o meio em que se encontra (terra, água etc.). Esse contato, por sua vez, pode permitir aos estudanteso preparo do solo com as próprias mãos, a produção de mudas através do conhecimento de semeadura, plantio, cultivo e, consequentemente, a aquisição da responsabilidade, por parte dos discentes, no que se refere aos cuidados das plantas e à colheita. Isso tudo torna a aula muito mais agradável e divertida.

Pereira et al. (2011) acrescentam ainda o fato de os alunos poderem, com base nas atividades diárias, aprender a se relacionar melhor uns com os outros e a desenvolverem mais responsabilidades e cuidados para com a horta. Esses autores ressaltam, porém, que a participação dos alunos na horta deve ocorrer no contraturno escolar, período em que os estudantes poderiam estar em condições de risco, ocupando, assim, o tempo ocioso com atividades que irão contribuir para seu crescimento como pessoa e cidadão.

Segundo Araújo & Drago (2011), a horta foi implantada na escola para que o ensino dos vegetais e de outros assuntos que envolvem a horta torne muito mais prático o ensino de ciências. Ao participarem do projeto com a horta, os alunos aprendem o valor do trabalho em grupo e também o de uma boa alimentação saudável. Para isso, a horta teve um papel fundamental no desenvolvimento dessa conscientização, somada à mediação pedagógica, na qual se destaca a atuação do professor como o grande mediador do processo. Disso tudo resulta uma assimilação maior dos conhecimentos de ciências pelos alunos.

Para Viana et al. (2008), a horta introduzida no ambiente escolar pode ser um laboratório vivo de muitas informações, no qual se pode desenvolver o método fundamental de ensino e aprendizagem de ciências, baseada na articulação concreta teoria e prática. Com isso, o processo da horta visa o aprendizado por meio da prática, auxiliando, desse modo, também, o desenvolvimento do trabalho em equipe.

Entre diversos conteúdos a serem trabalhados, abordou-se primeiramente sobre a adubação, uma das fontes de nutrientes para o desenvolvimento das hortaliças. Os adubos podem ser tanto químicos quanto orgânicos. Em relação à saúde do solo e hortaliças com qualidade, o melhor a ser escolhido é o adubo orgânico. Cribb (2010, p.19) afirma que a recomendação é que sejam utilizados os estercos de animais, rotação de culturas, adubação verde, compostagem e controle biológico de pragas e doenças. Este sistema procura manter a estrutura e produtividade do solo, trabalhando em harmonia com a natureza.

Viecheneski et al. (2012) asseguram que, com a horta, podem ser abordados variados temas. Nesse processo, o professor assume o seu papel de mediador, relacionando o conhecimento cientifico à vivência dos alunos, de modo que a prática torne-se ainda mais concreta através da relação dialógica entre os sujeitos da aprendizagem, bem como da articulação entre os conteúdos abordados na escola e o dia a dia dos estudantes.

A utilização da horta como mediação entre ensino-aprendizagem é de suma importância, porque constitui um leque de recursos para o ensino de ciências naturais. Porém, o trabalho da horta na escola deve servir, não somente como uma atividade extraescolar, mas também como complemento do currículo (MARTINS et al., 2012).

Assim, a escola tem o seu papel fundamental no processo de ensino-aprendizagem, sendo um espaço de construção de conhecimentos cognitivos. Nesse sentido, a prática pedagógica é muito importante, pois pode favorecer uma aprendizagem significativa.Tendo isso em vista, e a fim de despertar a curiosidade dos alunos pela matéria de ciências, foi desenvolvido o projeto “Horta escolar como ferramenta auxiliar no ensino de Ciências”, com estudantes do ensino fundamental de uma escola pública do município de São Miguel do Guamá – PA.

Nesse contexto, o presente trabalho teve como objetivo principal estimular e investigar o interesse dos alunos da 5ª série do Ensino Fundamental através da criação, manutenção e colheita de uma horta, transformando um espaço ocioso em um ambiente pedagógico. Isso tudo com o intuito de tornar o estudo de ciências mais proveitoso e eficaz, gerando um conhecimento prático que poderá ser utilizado no cotidiano dos alunos.

 

Metodologia

Para a realização deste trabalho, contou-se com a parceria dos técnicos da Secretaria Municipal de Agricultura (SEMAGRI) e a direção da Escola Municipal de Ensino FundamentalSão José Operário da cidade de São Miguel do Guamá-Pará. As atividades foram realizadas com os alunos da turma 505 (5ª série) do ensino fundamental do turno da tarde. Tal turma foi selecionada após uma entrevista com o professor de ciência e o diretor da escola, os quais caracterizaram essa classe como deficiente na disciplina-alvo, ciências.Selecionada a turma, criou-se uma horta na referida escola e o trabalho passou a ser desenvolvido no período da manhã, no contra turno dos alunos da pesquisa, atendendo, com isso, a uma das orientações de autores sobre o desenvolvimento de trabalho com hortas na escola.

Foram realizados encontros para conscientização e esclarecimento aos alunos da turma 505 (tarde) sobre a importância da produção de uma horta na escola como auxilio no processo de ensino-aprendizagem das aulas de ciências. Estabeleceram-se dois dias da semana para esses encontros, a saber: terça-feira e sexta-feira.

Feito isso, elaborou-se uma lista com atividades relacionadas à disciplina de ciências, para serem colocadas em prática na horta, tais como: aulas práticas sobre solo, água, estruturas e partes das plantas, adubação, plantação entre outros, além de debates sobre assuntos do meio ambiente e cuidados com a horta.

Outra técnica utilizada na pesquisa foi a entrevista de caráter exploratório, com 10 perguntas em ambos os questionários (ANEXO A e B). Os dados foram coletados em um registro de campo entre os meses de agosto e novembro de 2014, por intermédio de observações diretas e entrevistas semiestruturadas.

Em relação às ferramentas utilizadas para preparação da horta, usaram-se: enxada, para capinar e revolver o adubo; enxadão, para cavar o local dos canteiros; rastelo, utilizado na retirada do lixo que havia no local; regadores, para regar a horta; esterco de boi, para a adubação da terra. A limpeza e a construção dos canteiros da horta foram realizadas com a ajuda dos alunos e dos técnicos Valdecir Junior e Juvenal Soares, da Secretaria Municipal de Agricultura de município de São Miguel do Guamá – PA (SEMAGRI).

Os canteiros possuíam 10 metros de comprimento e 1,20 de largura, por 20 cm de altura, perfazendo 200 m² de área total. Foram adubados com esterco de boi e, em seguida, regados com água (figura 1).

Após a seleção da turma 505 da tarde, para participar da pesquisa, a primeira atividade desenvolvida no turno da manhã com os alunos, foi uma explanação informando-lhes acerca da importância e da função da adubação e da rega. Assim, foi mencionado que a horta deve ser regada duas vezes ao dia, uma vez ao amanhecer e outra ao fim do dia. Com base nessa informação, os alunos combinaram entre si de regar a horta após a aula, no turno da tarde. Prosseguiu-se a conversa, enfatizando a adubação e a importância de revolver a terra. Em seguida, um dos canteiros foi semeado, destacando-se a existência do plantio em que as sementes são depositadas direto no canteiro.

Dentre os vários temas abordados, um deles foi sobre alguns tipos de solos. Explicaram-se esses tipos de solo, com base nos que existiam no local, classificando-os de acordo com a textura e as diferenças entre eles. Explicou-se, também, como se dá a formação do solo e a absorção de água. Foi realizado, ainda, com os educandos, o plantio indireto de sementes de alface e tomate, uma ação necessáriapara que as sementes possam germinar e amadurecer e depois serem transplantadas para o solo. As sementes, após germinadas, são transferidas ao canteiro onde irão crescer e desenvolver-se. Nesse processo, utilizaram-se vasos encontrados no local.

A cada encontro que acontecia debatia-se um assunto novo, através de uma explicação clara e objetiva, com dinâmicas e ilustrações de vídeos. Os assuntos debatidos eram sobre o solo, adubação, fotossíntese, decompositores (bactérias e fungos), alimentação saudável, vitaminas, carboidratos, lipídeos, a forma correta de lavar os alimentos, a água e os seus três estados (sólido, líquido e gasoso), as partes das plantas (raiz, caule e folha) e a função do espinho em algumas plantas. Além desses, discutiu-se também sobre a cadeia alimentar (produtores, consumidor primário, secundário e terciário e decompositores), aquecimento global provocado pelo efeito estufa e temas como reciclagem, inseticidas naturais e preservação ao meio ambiente (Figura 1).

 Na primeira semeadura, apenas poucas sementes de cheiro-verde (Petrosilinum sativum) germinaram, mas depois de alguns dias morreram. Explicou-se para os alunos que o fato poderia ter ocorrido por dois motivos: primeiro, devido à falta de rega aos finais de semanas; e segundo, porque as sementes estariam vencidas já que elas foram fornecidas pela escola, embaladas em “sacos de chopp”. Em decorrência desse acontecimento, houve a necessidade de comprar um novo pacote de semente de cheiro-verde (Petrosilinum sativum), o qual se encontrava lacrado, contendo informações sobre a data de vencimento, porcentagem de 97% de pureza e 98% de chance de germinação. Para esse novo plantio, intensificou-se a rega, inclusive aos finais de semana. Os alunos prepararam dois canteiros para receber as sementes e as plantaram novamente junto com algumas mudas de cebolinha (Allium fistulosum) fornecidas pela secretaria municipal de agricultura (SEMAGRI). A fim de evitar que a chuva extraísse as sementes do cheiro-verde da terra, uma cobertura com recursos naturais foi feita, com folha de açaizeiro.

Com a rega diária, as mudas de cebolinha (Allium fistulosum) começaram a desenvolver-se, e as sementes de cheiro-verde, a germinar. Ressalta-se que, nessa etapa do trabalho, percebeu-se o entusiasmo dos estudantes, ao notarem o crescimento dos vegetais. No decorrer do desenvolvimento das plantas, fungos começaram a surgir nos canteiros, junto com as formigas, mas foram combatidos com gergelim, inseticida natural (ANEXO E). Aproveitamos esse fato para destacar aos alunos o uso de inseticidas e sua importância.

A última atividade a ser destacada trata-se da colheita dos primeiros pés de cebolinha, no início do mês de novembro. As crianças os colhiam, levando-os para suas casas e mostraram-se satisfeitos, pois era um alimento plantado e cultivado por eles próprios. Abaixo, apresentamos uma ilustração do desenvolvimento da horta.

 

Figura 1 - Desenvolvimento da horta

 

 

Resultados e Discussões

A produção da horta escolar como ferramenta auxiliar no ensino de ciências fez com que os alunos tivessem um maior contato com a terra e, com isso, puderam aprender a preparar o solo, a semear, plantar, cultivar, além de temas de ciências.

Primeiramente, conscientizamos os alunos sobre os objetivos do projeto. Após isso, aplicamos um questionário no início do projeto com 10 itens contendo perguntas abertas e fechadas para 9 alunos, com faixa etária de 12 a 15 anos. Em relação à quantidade de alunos, utilizamos esse dado como espaço amostral igual a nove (n=9).

Assim, no item 1 do questionário, perguntamos aos estudantes se existia uma horta em sua casa, e a resposta foi categorizada em sim ou não. Foi possível analisar que 89% declararam não possuir horta nas suas residências e que 11% incluía horta na sua residência.

 Em relação ao estudante que possui horta na sua casa, há vantagens em analogia aos que não possuem, como: verduras e legumes sem uso de produtos químicos, além de ser uma forma de economia e renda para a família.Mas segundo Makishima et al. (2005), ter uma horta em casa não é somente uma forma de economizar, é ter a capacidade de enriquecer e diversificar as refeições do dia-a-dia com mais sabor, e também ter cuidado com as plantas, e uma forma de exercício físico, e é trazer para si alegria, prazer e saúde.

A porcentagem do item 2 do questionário, se o aluno marcou “SIM” no item 1, cuja pergunta, associada ao item 2, é “se possui horta na sua casa, você ajuda no cuidado da mesma?”. Dos quais, 11 % que alegaram possuir horta em casa também ajudam no cuidado das plantas.

Na pergunta do item 3 do questionário,para os que marcaram a opção “NÃO” como resposta à questão “você gostaria de construir uma horta na sua casa?”. Embora 64% dos entrevistados tenham dito que não desejam ter uma horta em sua casa, o restante, isto é, os 25% dos alunos afirmaram que gostariam “sim” de construir uma horta na sua residência.Esse dado indica que poucos alunos têm anseio de cultivar hortaliças no seu ambiente domiciliar.

Com respeito ao item 4 do questionário, no qual se pergunta o que os alunos gostam de plantar e comer, 44% afirmaram que gostam de plantar e comer, a polpa do coco e cebola, e 56%, mamão, tomate, cenoura e pimenta.

Já no item seguinte, buscamos descobrir de que forma os alunos poderiam ajudar na construção da horta na sua escola. No qual, 78% afirmaram que ajudariam adubando, plantando e regando a horta, e 22% não souberam responder à questão.

No item de número 6, cujo objetivo é averiguar, com base na avaliação dos alunos, como os conhecimentos da disciplina de ciências podem ser trabalhados no projeto da horta, se há de fato articulação entre essa prática e o conhecimento teórico do referido campo do saber, obtivemos um resultado interessante: 67% dos estudantes informaram que tem sim tudo a ver o trabalho com a horta com a disciplina de ciências, e 33% não souberam responder.

No item 7, as respostas referentes à pergunta “Você acha que através da horta conseguirá aprender os conteúdos de ciências? Por quê?”. Em se tratando deste item do questionário, todos os alunos (100%) responderam que conseguirão aprender os conteúdos de ciências por meio da horta. Em relação ao subitem “por quê”, apenas três, dos 9 alunos, acharam que o desenvolvimento da horta contribuirá para seu aprendizado e citaram em suas respostas a questão do meio ambiente. Abaixo, transcrevemos e comentamos algumas respostas desses [1]alunos.

“Porque a horta precisa da terra calor luz que nem nos seres humano.” [Sic] (Aluna 8).

“Por que o estudo o ciências da natureza.” [Sic] (Aluno 1).

Houve dois apontamentos relacionados com a disciplina de ciências.

“Por que e a mesma coisa, estudamos os assumtos de ciências.” [Sic] (Aluna 4).

“Sim tem tudo aver vamos estuda ciências.” [Sic] (Aluna 3).

Ainda com relação ao item 7, alguns alunos demonstraram não ter conhecimento do tema. Nos excertos a seguir, observamos as respostas de dois estudantes referentes a isso:

 “Não sei.” [Sic] (Aluna 9).

“Por que mesmo.” [Sic] (Aluno 2).

As últimas perguntas dos itens de número 8, 9 e 10 são perguntas em aberto. Na pergunta de número 8, por exemplo, questionou-se o seguinte: “qualquer solo é bom para plantar?”. A partir das respostas obtidas, verificamos que, para 56% dos alunos, “não” é qualquer solo que é bom para plantar, ao passo que 44% disseram que qualquer solo serve para plantar.

A pergunta de número 9, por seu turno, procurou saber se os alunos têm conhecimento da importância da água para as plantas. Como resultado, observamos que 33% disseram que é para as plantas não morrerem; 11%, para o crescimento dos vegetais; 23% disseram que a rega é o alimento da planta; e 33% demonstraram não ter conhecimento a respeito da questão.

Já a última pergunta é sobre por que os vegetais precisam de luz para crescer. 56% dos alunos entrevistados afirmaram que a luz serve para o crescimento da planta, a fim de torná-las fortes, e 44% demonstraram não ter conhecimento acerca da pergunta.

Com relação à etapa 2 do projeto, aplicamos, nessa etapa, mais um questionário ao final das atividades, com o objetivo de salientar as mudanças cognitivas dos alunos, levando em conta o questionário anterior (questionário1). Esse novo questionário continha 10 itens, abrangendo perguntas abertas e fechadas.

Assim, no item de nº 1, a questão abordada ao aluno é sobre o conhecimento do que seria uma horta. Desse modo, para 89% dos estudantes da pesquisa, a horta é um lugar onde se plantam e colhem frutas, legumes, verduras. Declaram Nascimento et al. (2008), que a horta da escola é o lugar é o lugar ideal para se ensinar as crianças os méritos de uma agricultura saudável. O mais importante é que, para as crianças, estar na horta é algo mágico e observa-se, inclusive que uma das coisas mais fascinantes da horta é o fato de estar em contato com a terra e com as coisas que crescem dela.

De acordo com as próprias palavras dos entrevistados, horta diz respeito a um:

“Espaço onde se planta frutas legumes e verduras.” [Sic] (Aluno 7).

“E um lugar a onde a gente planta cheiro-verde e outro legumes.” [Sic] (Aluno 8).

Por outro lado, 11% dos alunos disseram que a horta refere-se às próprias sementes que foram plantadas no projeto de ciências. Tal concepção de horta pode ser percebida na resposta da aluna 6, segundo a qual:

“Horta seria sementes que nós platamos e um projeto de ciências.” [Sic] (Aluna 6).

Quanto à pergunta de número 2, sobre a importância de construir uma horta, obtivemos o seguinte resultado: 78% afirmaram que essa importância reside no fato da horta ser destinada a plantar e a consumir legumes mais saudáveis, já que foram plantados por eles mesmos. Para Fernandes (2007), muitas famílias gastam a maior parte da renda familiar com a alimentação. A implantação de hortas domesticas pode trazer, a essas famílias, a garantia de consumos de alimentos frescos e ricos em nutrientes a baixo custo, com a possibilidade de comercialização do excedente da produção.

. Assim, para um desses estudantes, a horta serve para:

“Comer alimentos saudáveis.” [Sic] (Aluno 2).

 

Porém 11%, disseram que ela serve para adubar e regar as sementes, e os demais alunos, os outros 11%, disseram que ela está relacionada com a questão da economia, pois poderiam plantar, produzir e economizar, conforme atesta a fala de um dos sujeitos:

“Quanto a gente não teve dinheiro o que a gente pode pegar quanto tive bom.” [Sic] (Aluna 9).

O item de número 3, por seu turno, está relacionado aos inseticidas naturais. Sobre essa questão, 56% dos alunos responderam que os inseticidas são aqueles que matam as pragas da horta sem prejudicar a saúde do ser humano, como testemunha a fala de uma aluna:

“Serve para matar pragas sem fazer mau ao ser humano.” [Sic] (Aluna3).

Já para os 44% restantes, serve apenas para matar as pragas da horta, conforme o trecho a seguir:

“São a que não fazem mal a saúde e matam as pragas.” [Sic] (Aluno 2).

Com respeito à pergunta de número 4, com a qual buscamos saber o que a horta tem em comum com a matéria de ciências, a maioria dos alunos entendem que a horta tem relação com essa disciplina. Por exemplo, 33% afirmaram que são conteúdos relacionados aos assuntos de ciências e à horta.

“Por que tem assuntos relacionado a ciências.” [Sic] (Aluna 3).

E 22% disseram que tem tudo a ver com a matéria. 33% afirmaram que estudaram os assuntos de ciências na horta.

“Porque eu estudo ciências na horta.” [Sic] (Aluno 2).

E 11% compreendem que se trata de um trabalho cientifico de ciências.

A fim de verificarmos o impacto do trabalho com a horta na aprendizagem dos alunos, no que se refere especialmente ao conteúdo de ciências, elaboramos o item 5. Dessa maneira, perguntamos se o desenvolvimento da horta contribuiu para o aprendizado dos estudantes e por que?

Conforme os dados dos alunos, todos os alunos responderam (100%) ao item de nº 5.As respostas correspondente às questões abertas referentes ao subitem “por quê?”, 67% responderam que as aulas de ciências na horta eram mais interessantes. Nos excertos a seguir podemos observar essa opinião dos alunos a respeito das aulas na horta:

“As aulas eram fora da sala e mais legais.” [Sic] (Aluno 7).

“Por que apredemos assuntos de forma mas legal.” [Sic] (Aluno 8).

“Por que a gente apredemos muitas coisas legais.” [Sic] (Aluna 9).

 

De forma semelhante, os 33% restantes dos alunos responderam que compreenderam ciências com mais facilidade. Para Cajaiba (2013), percebeu-se, portanto que não é segredo que a horta contribuiu para o ensino e aprendizagem, tanto para inserção ao consumo das hortaliças como para uma consciência ambiental e sustentável, cabendo ao educador buscar informações especificas e trabalhar nisso.

Isso pode ser atestado nas falas:

“Sim por que aprendemos assunto de ciências.” [Sic] (Aluna 3).

“Porque aprendo sobre o solo, plantar água, etc....” [Sic] (Aluno 2).

Dando continuidade aos itens do questionário, todos os alunos responderam 100% ao item de nº 6, no qual, pretende dar continuidade ao cultivo de horta.

Já no item 7, buscamos saber se os alunos tinham o conhecimento do melhor tipo de solo para plantar. 67% afirmaram ter conhecimento de que o melhor é o solo humoso (terra preta), mas 33% disseram que pode ser tanto o humoso quanto o argiloso.

O item de nº 8 por sua vez, mostra as respostas em relação à pergunta “o estudo dos vegetais tornou-se mais interessante: () com a construção da horta ou () com o conteúdo visto em sala de aula?”.

Nesta pergunta, todos 100% afirmaram ser mais interessante estudar sobre os vegetais através da construção da horta. Menezes (2013), relata que a horta além de promover para as crianças uma aprendizagem ao ar livre, permitindo o contanto com a natureza de forma lúdica, as crianças apreciam e aprendem mais quando a aprendizagem é adaptada para a realidade delas.

Em se tratando do item 9, perguntamos para o aluno se eles têm o domínio do processo pelo qual a planta se alimenta-se. 89% afirmaram que é pela água e o processo da fotossíntese, e 11% disseram que esse processo alimentar ocorre pela raiz. Finalmente, na última pergunta aberta do item 10, solicitamos que o aluno escrevesse alguma coisa sobre a horta, o que aprendeu e mais gostou. As respostas foram variadas, como se pode ver:

“Eu gostei mais foi de plantar.” [Sic] (Aluna 3).

“Eu apredi planta, regar colhe e aprendi ciências de forma interessante.” [Sic] (Aluna 4).

“Eu gostei mais da rega as semente, a horta é importante para todos.” [Sic] (Aluna 6).

“Eu aprendi a rega a platar adubar, que professora mi ensinava. [Sic] (Aluno 7).

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Através das informações apresentadas e dos resultados obtidos dos questionários, observamos a importância da horta no ambiente escolar. Essa ferramenta, de acordo com os nossos dados, mostrou-se bastante eficaz, favorecendo e auxiliando o ensino de ciências.

O desenvolvimento da horta na escola permitiu o processo de ensino-aprendizagem, relacionado com a prática, e isso colaborou cognitivamente para os alunos. Com o projeto, foi possível abordar diferentes assuntos de ciências, com atividades de caráter teórico e prático. Esse trabalho revelou-se importante para todos, na medida em que, por meio dele, os alunos puderam enriquecer-se de informações novas e ainda adquiriram responsabilidade, trabalho em equipe, solidariedade e valor ao meio ambiente.

As aulas ao ar livre e o acompanhamento do crescimento dos vegetais desencadearam a curiosidade dos alunos pela disciplina de ciências, pois estes frequentavam os encontros pela manhã mesmo, não sendo uma atividade obrigatória. Isso possibilitou uma maior interação entre aluno-aluno e entre aluno-professor.

Notamos, assim, o prazer dos alunos, através do decorrer do processo pedagógico da horta e das respostas do último questionário, no qual ficou bastante evidente a absorção dos conteúdos de ciências abordados. As aulas de ciências tornaram-se mais interessantes, atrativas e forneceram melhorias de aprendizagem significativa, confirmando o que afirmam Tavares et al. (2012), para os quais a grande eficácia de hortas nas escolas manifesta-se como uma importante ferramenta de ensino de ciências para os docentes, como sugestão de processo de aprendizagem.

Desse modo, concluímos que o presente estudo constitui-se como uma experiência rica, a qual, com o desenvolvimento do projeto, alcançou rendimentos positivos na construção do conhecimento dos alunos.

 

Referencia Bibliográficas

 

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ANEXOS A – 1ª ETAPA: QUESTIONÁRIO NO INÍCIO DO PROJETO PARA OS ALUNOS

EM:

Data:

 

Nome do aluno:idade:

Turma

Pesquisa:

 

1 - Existe uma horta na sua casa?

() SIM() NÃO

2 - Se SIM, você ajuda no cuidado da horta na sua casa?

() SIM() NÃO

3 - Se NÃO, você gostaria de construir uma horta na sua casa?

() SIM() NÃO

4 - O que você planta na sua casa e o que gosta de comer?

 

 

5 - De que forma você poderá ajudar na construção da horta da escola?

 

 

 

 

6 - O que a disciplina de ciências tem em comum com o projeto da horta na escola?

 

 

 

7 - Você acha que através da horta conseguirá aprender os conteúdos de ciências?

() SIM() NÃO

Por quê?

 

 

 

8 - Qualquer solo é bom para plantar?

 

 

 

9 – Qual a importância da água para as plantas?

 

 

 

10 – Por que os vegetais precisam de luz para crescer?

 

 

 

Fonte: Modificado de Neves et al. (2010).

ANEXO B – 2ª ETAPA: QUESTIONÁRIO NO FINAL DO PROJETO PARA OS ALUNOS

 

EM:

Data:

Nome do aluno:idade:

Turma

Pesquisa:

 

1 - O que seria uma horta?

 

 

 

2 - Qual importância de construir uma horta?

 

 

 

3 - O que são inseticidas naturais?

 

 

 

4 - O que a horta tem em comum com a matéria de ciências?

 

 

 

 

5 - O desenvolvimento da horta contribuiu para seu aprendizado?

() SIM() NÃO

Por que?

 

 

 

 

6 - Você pretende dar continuada ao cultivo de horta?

() SIM() NÃO

7 - Que tipo de solo é bom para plantar?

 

 

 

8 – O estudo dos vegetais tornou-se mais interessante:

() Com a construção da horta

() Com o conteúdo visto em sala de aula

 

9 – Por qual processo a planta se alimenta?

 

 

 

10 - Escreva alguma coisa sobre a horta, o que você aprendeu, o que mais gostou etc.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Modificado de Neves (2006); Silva et al. (2010); Araújo e Drago (2011).

 

 

ANEXO C – TABELA INFORMATIVA

 

HORTALIÇA

VALOR NUTRICIONAL

COMBATE

Tomate

Vitamina A, C E e Ferro, Potássio

Maior resistência aos vasos sanguíneos, combate a infecções

Cenoura

Vitamina A, vitaminas do complexo B, cálcio, fósforo

Regula o aparelho digestivo, purifica a bile e fortalece a pele

Cebolinha

Cálcio, ferro, niacina

Estimula o apetite, ajuda na formação de ossos e dentes

Abobrinha

Cálcio, ferro, vitaminas do complexo B e fósforo

Contra a fadiga mental, ajuda na formação de glóbulos vermelhos

Salsa

Ferro, vitamina A

Diurético, revitalizante

Alface

Ferro, cálcio, niacina, vitamina C

Combate insônia, ajuda na cicatrização dos tecidos

Almeirão

Vitaminas do complexo B e vitamina A

Protege a pele

Beterraba

Vitamina C, açúcar, vitamina do complexo B e vitamina A

Laxante, combate anemia e descongestionante das vias urinárias

Couve

Ferro, Vitamina A, cálcio, fósforo

Tônico, cicatrizante, estimulante do fígado

Repolho

Vitamina A e C

Combate infecções, depurativo do sangue, estimula a produção de hormônios

Rúcula

Iodo, vitamina A e C

Combate a fadiga, depura o sangue

Manjerona

Sais Minerais

Estimula a eliminação de muco nas vias respiratórias

Erva Cidreira

Sais Minerais

Tonico nervoso, combate cólicas intestinais

Hortelã

Sais Minerais

Analgésico, vermífugo,

Brócolos

Sais minerais

Flatulência, cólicas abdominais, diarreia

Espinafre

Vitamina A, tiamina, potássio, ferro

Combate à desnutrição, manchas na pele e diabete

Berinjela

Sais minerais sódio, vitamina A

Antioxidante, baixa colesterol atua no fígado

Fonte: Neves (2006).

ANEXO D – TABELA DE SELEÇÃO DE HORTALIÇAS

Família

Hortaliças

Época de Plantio

 

J

F

M

A

M

J

J

A

S

O

N

D

Apiácea

CENOURA

X

x

x

x

x

x

x

x

x

X

x

x

 

COENTRO

X

x

 

 

 

 

 

 

x

x

x

x

 

SALSA

X

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

 

FUNCHO

 

x

x

x

x

x

x

 

 

 

 

 

Aliácea

CEBOLINHA

X

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

X

Brassicácea

AGRIÃO

 

 

x

x

x

x

x

 

 

 

 

 

 

COUVE

X

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

 

COUVE-FLOR

X

x

 

 

 

 

 

 

 

 

x

x

 

RABANETE

X

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

 

REPOLHO-INVERNO

X

x

x

x

x

x

x

 

 

 

 

 

 

REPOLHO-VERÃO

X

 

 

 

 

 

 

 

x

x

x

x

 

BROCOLI

 

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

X

Malvácea

QUIABO

X

x

x

 

 

 

 

x

x

x

x

x

Fabácea

VAGEM

X

x

x

x

 

 

x

x

x

x

x

X

 

ERVILHA

 

 

x

x

x

x

x

 

 

 

 

 

 

ESPINAFRE

X

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

 

BETERRABA

 

x

x

x

x

x

x

x

 

 

 

 

 

ACELGA

 

x

x

x

x

x

x

x

x

 

 

 

cucurbitácea

PEPINO

X

x

x

 

 

 

 

x

x

x

x

x

 

ABOBRINHA ITALIANA

X

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

 

ABOBRINHA MENINA

X

x

 

 

 

 

 

x

x

x

x

x

Solonácea

PIMENTÃO

X

x

 

 

 

 

 

x

x

x

x

x

 

TOMATE

X

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

 

BERINJELA

X

x

 

 

 

 

 

 

x

x

x

x

Compositae

ALCACHOFRA

 

x

x

x

x

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Neves (2006).

ANEXO E – TABELA DE COMBATE ÀS PRAGAS

INSUMO

MODO DE PREPARO

MODO DE USO/INDICAÇÃO

Chá de Sabugueiro

Ferver 300g de folha em 1 litro de água

Pulverizar

Controla pulgões

Solução Água e sabão

50g de sabão picado em 5 litros de água. Ferver

Pulverizar depois de esfriar

Controla pulgões e cochonilha

Gergelim

Providenciar um caminho de gergelim em volta do canteiro

Controla formigas, pois mata o fungo do qual se alimentam.

Suco de Pimenta

Fazer suco de pimentas vermelhas e água

Pulverizar

Controla formigas cortadeiras

Leite de Vaca

Usar puro

Pulverizar puro nas plantas controla o oídio em abóboras

Soro de Leite

Usar puro

Pulverizar

Controla ácaros

Macerado de Camomila

Imergir um punhado de flores em água por 2 dias

Pulverizar

Controla doenças fúngicas

Macerado de Cebola

1 kg de cebola em 10 l de água, deixar curtir por 2 dias

Diluir na proporção de 1:3 - Pulverizar

Controla lagarta e pulgões

Cobertura com casca de arroz

Utilizada como cobertura morta entre as plantas

Controla pulgões e moscas brancas

Macerado de manjericão

1 kg de manjericão em 1 l de água por 1 hora em descanso

Diluir na proporção 1:3

Controla besouros

Coentro

Cozinhar folhas de coentro em 2 l de água

Diluir na proporção de 1:3

Controla ácaros e pulgões

Fonte: Neves (2006).

 



[1] SIC:Termo empregado entre parênteses no curso de uma citação para indicar que o texto original está reproduzido exatamente, por mais errado ou estranho que pareça.


 [M1]Escreva por extenso os nomes dos autores aqui nessa citação.

 

 [M2]S

 [M3]Vc deve seguir o mesmo padrão destas referencias.



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