ISSN 1678-0701
Número 63, Ano XVI.
Março-Junho/2018.
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10/03/2018EDUCAÇÃO AMBIENTAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES EM UMA ESCOLA SITUADA NO ENTORNO DE UMA ÁREA PROTEGIDA: ESTUDO DE CASO NA RPPN FOZ DO RIO AGUAPEÍ, SP  
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Educação Ambiental e formação de professores em uma escola situada no entorno de uma área protegida: estudo de caso na RPPN Foz do Rio Aguapeí, SP.

1Elizete Aparecida Checon de Freitas Lima;1Carolina Buso Dornfeld; 1 Hélio Ricardo Silva;2Juliana Pinheiro de Matos,


1UNESP,Campus de Ilha Solteira, SP, Brasil;2UNESP, Programa de Pós Graduação em Ensino e Processos Formativos, SP, Brasil.

Emails: eacflima@gmail.com; carolina@bio.feis.unesp.br; hrsilva@agr.feis.unesp.br

julianapinheirodematos@gmail.com.



Resumo: O presente trabalho tem por objetivo compreender como a escola, por meio de seu corpo docente, pode contribuir para a valorização de uma Área Protegida (AP). A escola em estudo está localizada ao Noroeste do Estado de São Paulo e possui professores de Ensino Fundamental e Médio. Procurou-se analisar as concepções prévias de professores sobre as APs existentes na região na qual os mesmos estão inseridos. Inicialmente, foi aplicado um questionário composto por questões fechadas e abertas e a partir das concepções levantadas, foram organizados encontros formativos com a configuração de Curso de Extensão Universitária, nos quais os professores participaram voluntariamente. Após o Curso, solicitou-se que os professores elaborassem um projeto de ensino com a temática, com o intuito de analisar suas perspectivas e conceitos sobre o tema, que poderiam ser apropriados em suas aulas. A análise dos questionários iniciais foi realizada de acordo com a Análise de Conteúdo proposta por Bardin (2016) e Moraes (2007). A análise do projeto de ensino foi realizada por meio da leitura e interpretação de sua proposição. Os resultados das concepções prévias indicaram que os professores tinham conhecimento sobre a existência da Reserva, mas, de um modo superficial, sem inclusive citar corretamente seu nome ou localização. Verificou-se ainda, que a temática não é abordada nas aulas da maioria dos professores. Apenas um grupo de professores apresentou a elaboração do projeto de ensino, sendo observada a ideia de trabalhar o tema com os alunos em visitas à Reserva, identificação de áreas de conservação de fauna e flora, bem como explorar questões históricas, como relatos de antigos moradores e da história do município. Por fim, verificou-se a necessidade de formação continuada dos professores para que o trabalho com o tema seja realizado na escola e que, mesmo que quase ausente no Currículo proposto pelo Estado de São Paulo, o tema tem relevância, e é de interesse, especialmente para as comunidades que se encontram no entorno de uma AP.

Palavras-chave: educação ambiental, área protegida, formação de professores.





Environmental education and teachers’ training in a school situated around a protected area: a case study in the RPPN Foz do Rio Aguapeí, SP

Abstract: The present work’s goal is understand how the school, and their faculty, can contribute to the valorization of a Protected Area (PA). The school is located in the Northwest of the State of São Paulo and has teachers of Elementary and High School. We tried to analyze the previous conceptions of teachers about the PAs existing in the region where they are inserted. Initially, a questionnaire composed of closed and open questions was applied and after that, formative meetings were organized with the configuration of the University Extension Course, which the teachers participated voluntarily. After the Course, it was requested that the teachers elaborate a teaching project with the theme, with the intention of analyzing their perspectives and concepts that could be appropriate in their classes. For the analysis of the initial questionnaires, was used the “Content Analysis” based on the authors Bardin (2016) and Moraes (2007). The analysis of teaching project was through of reading and interpretation of its proposition. The results of the previous conceptions indicated that the teachers had knowledge about the existence of the Reserve, but, in a superficial way, without even being able to correctly cite their name or the location, and that the theme is not discussed in their classes for the most of teachers. Only a group of teachers presented the elaboration of a teaching project, with the idea of working the theme with the students in visits to the Reserve, identification of conservation areas of fauna and flora, as well as exploring historical issues, such as reports of old residents and the history of the municipality. Finally, it was verified the necessity for continuous training of teachers, for the work with the theme start being used in the school and that, although almost absent in the Curriculum proposed by the State of São Paulo, the theme has relevance, and it is of interest, especially for communities that are localized around of a PA.

Keywords: environmental education, protect area, teachers’ training.


Introdução

Uma grande parte da paisagem mundial encontra-se alterada como resultado da atividade humana. A influência dos ecossistemas antrópicos estende-se para áreas distantes, numa complexa rede de interações positivas e negativas, ameaçando a conservação da biodiversidade. Nesse cenário, selecionar áreas naturais e conferir a elas proteção legal tem sido o caminho mais utilizado para a conservação das espécies e de ecossistemas naturais (Primack & Rodrigues, 2001).

As primeiras áreas protegidas no mundo foram implantadas sob o paradigma de preservação de porções territoriais imunes às modificações de uso da terra. O entendimento inicial de uma área protegida como uma “ilha”, mantida isolada de seu entorno, entretanto, foi modificando-se ao longo do tempo, passando a considerar os aspectos da conectividade entre as áreas protegidas e de suas relações com a paisagem de entorno (Palomo et al., 2014). Mesmo assim, ainda hoje, grande parte das áreas protegidas consiste de manchas isoladas de remanescentes naturais, imersas em uma matriz de paisagem antrópica, o que compromete em muito sua função de manutenção da integridade de habitats e conservação das espécies (Metzger, 2003).

A situação de isolamento de uma área protegida não fica restrita, entretanto, a seu aspecto biofísico. É um desafio, ainda maior, integrar essa área no território em que ela se insere, considerando as atividades antrópicas e o tecido social que a envolvem. Dependendo dos tipos de usos do solo existentes no entorno de uma área protegida, ela encontra-se submetida a uma variedade de riscos ambientais, capazes de afetar sua biota (Freitas-Lima & Dornfeld, 2014).

A ocupação humana no entorno de uma área protegida pode resultar em situações de conflito e também de valorização da área (Shiraishi, 2001; Silva et al., 2009; Lucena e Freire, 2011; Freitas-Lima et al., 2013). Manejar adequadamente esses aspectos surge como um desafio, tanto na gestão da área protegida, como da paisagem ao seu redor.

A Educação Ambiental (EA), enquanto formadora do sujeito cidadão (Jacobi, 2003a) e do sujeito ecológico (Carvalho, 2012) cumpre um papel fundamental na complexa realidade vivenciada pelas populações que habitam o entorno das áreas protegidas. Por meio dela, a população pode conhecer as áreas naturais existentes em seu meio, além de também apropriar-se dos mecanismos de participação social que lhe permita influenciar as decisões sobre a gestão de seu território. Para alcançar tal objetivo, a educação ambiental necessita adotar “práticas contextualizadoras e problematizadoras que, pautadas pelo paradigma da complexidade, aportem para a escola e para outros ambientes pedagógicos uma atitude de ação-reflexão-ação entorno da problemática ambiental” (Jacobi; Tristão; Franco, 2009). Esses autores explicitam as características dessa desejada educação ambiental quando afirmam que:

as práticas educativas ambientalmente sustentáveis nos apontam para propostas pedagógicas centradas na criticidade e na emancipação dos sujeitos, com vistas à mudança de comportamento e atitudes, ao desenvolvimento da organização social e da participação coletiva. Nessa proposta de educação reflexiva e engajada, centrada nos saberes e fazeres construídos com e não para os sujeitos aprendentes e ensinantes, a educação ambiental difere substancialmente da informação ambiental. Esta ainda é focada na elaboração e transmissão de conteúdos descontextualizados e “despolitizados”, no sentido de instaurar mudanças efetivas na realidade através da tessitura de um conhecimento crítico, intencionalmente engajado” (Jacobi; Tristão; Franco, 2009, p.67).


Ao adotarem uma prática educativa crítica e emancipadora, centrada na realidade cotidiana de seus alunos, os professores de escolas localizadas no entorno de áreas protegidas podem desempenhar um papel importante na conservação e gestão dessas áreas. Uma questão que se apresenta é se a escola está conseguindo realizar tal tipo de educação ambiental. Estariam os professores preparados para essa urgente e importante tarefa?

A Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA) de 1999 fornece as bases legais para inserção da EA nos cursos de formação de professores, indicando que a dimensão ambiental deve integrar os currículos de formação docente para todos os níveis e disciplinas (Brasil, 1999). Existe, contudo, falta de coerência entre as concepções de EA nas diferentes Diretrizes Curriculares dos cursos de licenciatura (Pereira, 2014), demandando um ajuste de tratamento da temática ambiental na formação docente.

A formação inicial docente em educação ambiental apresenta lacunas que podem ser preenchidas por meio da formação continuada (Augusto & Amaral, 2015). Também as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental reforçam a importância da formação continuada docente, indicando que os sistemas de ensino devem “instituir práticas permanentes que incentivem e dêem condições concretas de formação continuada, para que se efetivem os princípios e se atinjam os objetivos da EA” (Brasil, 2012, p.7).

Nos últimos anos, várias ações formativas envolvendo os professores de escolas situadas no entorno de áreas protegidas têm sido relatadas (De Fiori, 2006; Bezerra et al., 2008; Barbosa, 2015). Um aspecto que deve ser considerado em toda iniciativa de formação docente em EA é qual o modelo teórico a orienta. De acordo com Pereira (2014) o modelo de formação do professor reflete em sua prática pedagógica. Assim, um modelo clássico de formação resulta numa prática pedagógica como simples operacionalização da teoria, o que reflete numa EA traduzida em atividades pontuais, distante da necessária EA crítica e reflexiva, capaz de formar cidadãos participantes ativos na sociedade.

Assim, o presente trabalho apresenta-se como uma proposta centrada na formação em EA de professores em exercício e que atuam em uma escola localizada em um dos municípios que abrigam uma área protegida: a “Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Foz do Rio Aguapeí”.

A questão inicial que motivou o desenvolvimento da pesquisa foi compreender como a escola, por meio de seu corpo docente, pode contribuir para a valorização de uma Área Natural Protegida na comunidade. Para tal, foi necessário primeiramente investigar o conhecimento dos professores sobre uma Reserva localizada no limite do município, para, em seguida, realizar um processo formativo com os mesmos.


Área de estudo

No Brasil, utiliza-se o termo Áreas Protegidas para designar as Unidades de Conservação, definidas na Lei Federal 9985/2000 (Brasil, 2000), as terras indígenas, as terras ocupadas por remanescentes das comunidades quilombolas, além das Áreas de Preservação Permanentes e Reservas Legais de propriedades rurais.

Uma Unidade de Conservação corresponde a um


espaço territorial e seus recursos ambientais, incluindo as águas jurisdicionais, com características naturais relevantes, legalmente instituído pelo Poder Público com objetivos de conservação e limites definidos, sob regime especial de administração ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção” (Brasil, 2000).


O Brasil instituiu em 2000 o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) por meio da Lei Federal 9985, que estabelece critérios e normas para a criação, implantação e gestão das Unidades de Conservação.

A RPPN Foz do Rio Aguapeí é uma unidade de conservação, de propriedade da Companhia Energética de São Paulo (CESP), criada em 2010 com uma área de 8.885 hectares (São Paulo, 2010a). A reserva localiza-se na Região Noroeste do Estado de São Paulo e abrange porções dos territórios dos municípios de Castilho, São João do Pau D’ Alho e Paulicéia (Figura 1).

Abriga uma grande diversidade de ambientes e de espécies de ecossistemas úmidos, estando conectada ao Parque Estadual do Aguapeí. A RPPN e o Parque formam um conjunto de 23 mil hectares que resguardam amostras dos ecossistemas com características que lembram o Pantanal Mato-grossense, com fauna adaptada a ambientes úmidos, sendo conhecido localmente como Pantanal Paulista (São Paulo, 2010b).


Figura 1- Localização da RPPN Foz do Rio Aguapeí na Região Noroeste do Estado de São Paulo, com destaque para sua abrangência no Município de Castilho (SP).



Procedimentos Metodológicos

A escola parceira no presente trabalho localiza-se no Município de Castilho (SP) e oferece os níveis de Ensino Fundamental II e Médio. Optou-se por não identificar a escola ou citar suas características, de modo a preservar a identidade do grupo de sujeitos envolvidos na investigação, constituído por professores das várias disciplinas que compõem a grade curricular do Ensino Fundamental e Médio da escola.

A etapa inicial do trabalho de formação docente envolveu uma pesquisa com o objetivo de investigar o conhecimento dos professores sobre as Áreas Protegidas (AP) existentes na região, em especial a RPPN Foz do Rio Aguapeí. Também foi investigado o modo como o conteúdo “Áreas Naturais Protegidas” integra a prática docente na escola.

A investigação inicial foi realizada por meio da aplicação de um questionário, composto por 9 questões fechadas e 7 abertas. O questionário foi elaborado pelas pesquisadoras coordenadoras da formação docente proposta e aplicado pela Coordenadora Pedagógica da escola, num horário de planejamento pedagógico dos professores, os quais foram informados sobre a natureza da pesquisa e sobre o caráter voluntário de participação no processo de investigação.

As questões abordaram o conhecimento dos professores sobre a existência de AP na região, em especial a RPPN Foz do Rio Aguapeí, e sua compreensão sobre a importância dessa Reserva. Além disso, foi possível mapear a idade, gênero e a concepção dos mesmos sobre problemas ambientais existentes na região onde atuam. Responderam ao questionário 23 professores.

A análise qualitativa foi efetuada por meio da Análise de Conteúdo de Bardin (2016) e utilizando a análise textual por categorização das respostas, conforme proposto por Moraes (2007). As respostas às questões abertas foram contabilizadas em termos de porcentagem de respostas.

Essa análise das informações provenientes dos questionários fundamentou a estruturação dos encontros formativos com os professores. Foram realizados cinco encontros formativos, organizados como um Curso de Extensão Universitária com a denominação de “Conservação de Áreas Naturais Especialmente Protegidas”, cadastrado na Pró-reitoria de Extensão Universitária da UNESP, em 2014.

Participaram do curso professores das várias disciplinas que compõem a grade curricular do ensino fundamental e médio da escola, totalizando 32 participantes. Ressalta-se que foram convidados a participar da formação docente todos os professores que frequentavam o espaço destinado ao planejamento pedagógico (Hora de Trabalho Pedagógico Coletivo) da escola, no horário definido pela coordenação da mesma, independentemente de terem ou não participado da etapa de aplicação dos questionários.

Para correlacionar a discussão com o currículo atual do Estado de São Paulo, foi realizada a análise das áreas de Ciências Humanas e suas tecnologias (SÃO PAULO, 2010c) e de Ciências da Natureza e de suas tecnologias (SÃO PAULO, 2010d). Esse procedimento foi realizado utilizando uma ferramenta de busca por conteúdos e palavras-chaves nos documentos oficiais relacionadas à temática do projeto. Segundo Lüdke e André (2013) a análise documental


[...] pode se constituir numa técnica valiosa de abordagem de dados qualitativos, seja complementando as informações obtidas por outras técnicas, seja desvelando aspectos novos de um tema ou problema” (LÜDKE & ANDRÉ, 2013, p. 45).

Por fim, um questionário foi entregue ao final dos encontros na perspectiva de que os professores apontassem seus comentários e sugestões. Da mesma forma que o questionário inicial, foi utilizada a Análise de Conteúdo para analisar as respostas dos professores.




Resultados e Discussão


Conhecimento prévio dos professores sobre as Áreas Protegidas

Ao todo, 23 professores responderam o questionário. O grupo de respondentes era composto principalmente por professoras (64%), na faixa etária entre 41 e 50 anos (36%), atuando no ensino fundamental e médio concomitantemente (65%).

Dentro os problemas ambientais evidenciados pelos professores na região onde atuam, foram realizadas as seguintes citações: queimadas, incluindo a queima da cana-de-açúcar (17,4%), lixo urbano (13,0%), monocultura de cana-de-açúcar (10,9%), desmatamento (10,9%). Outros problemas menos citados foram: erosão, migração de animais para a cidade, alteração no clima, poluição atmosférica e dos rios, destruição das matas ciliares, utilização de agrotóxicos e falta de orientação sobre o uso de Áreas de Reserva Legal. Salienta-se que cada professor poderia citar mais de um problema ambiental.

A maior parte dos professores, cerca de 70% afirmou conhecer alguma AP, citando o Aguapeí (76%) em suas diversas denominações tal como: Reserva da CESP, RPPN, Foz do Rio Aguapeí. Nesse sentido, não foi possível identificar em alguns casos se os professores estavam se referindo à RPPN Foz do Rio Aguapeí ou ao Parque Estadual do Aguapeí que, como apresentado anteriormente, são APs distintas, porém contíguas espacialmente. Os professores ainda citaram outras APs localizadas próximo ao município onde atuam, tal como o Parque Estadual Morro do Diabo, a Área de Proteção Ambiental do Pombo e a Área de Proteção Ambiental da Fibria.

Ao serem questionados especificamente sobre a existência da RPPN Foz do Rio Aguapeí, a maioria dos professores (70%) afirmou ter conhecimento, embora somente 40% dos professores relataram sua localização, citando o limite sul do município de Castilho ou a região de encontro entre o Rio Aguapeí e o Rio Paraná e, ainda, 87% dos professores afirmaram nunca ter visitado a reserva.

Dos professores que afirmaram que sabiam da existência da RPPN, 40% ficou sabendo dentro da própria escola (por alunos, exposição e colegas professores) e os demais apontaram uma ONG, palestra da Polícia Ambiental, visita à RPPN, mídia e comunidade, como fontes dessa informação.

O conhecimento sobre a existência de AP é um primeiro passo para o envolvimento da comunidade em prol de sua conservação. Quando os professores integrantes dessa comunidade estão sensibilizados para a necessidade de proteção das Unidades de Conservação, eles podem inserir em sua prática docente, ações que busquem a valorização de tais áreas. Bezerra et al. (2008), por exemplo, relataram que após a realização de ações de sensibilização com os professores de uma escola localizada no entorno da Estação Ecológica (ESEC) Caetés, passou a existir uma demanda por parte deles para que houvesse uma re-elaboração do Projeto Político Pedagógico da escola, incluindo um calendário ambiental com visitas periódicas à ESEC Caetés.

Os professores, no presente estudo, relataram ter conhecimento sobre a existência da RPPN-Foz do Rio Aguapeí, mas, de um modo superficial, sem inclusive saber corretamente citar seu nome ou localização. Apenas três professores citaram corretamente o nome da Reserva, sendo que desses, dois foram os que afirmaram já ter visitado a mesma em decorrência de um curso oferecido pela Diretoria de Ensino da região, em parceria com a CESP.

Quando questionados a respeito de sua percepção em relação à reserva, 57% dos professores a consideraram como importante e 43% informaram apenas que não a conheciam. O principal motivo apresentado pelos professores, para justificar a sua importância, foi enquadrado na categoria “Preservação” (67%), sendo que uma análise mais detalhada permitiu subdividir tal categoria em outras duas: “Preservação ambiental” e “Preservação de espécies”.

As respostas de alguns professores - incluídas na categoria “Preservação de espécies” - demonstram um conhecimento mais específico sobre a reserva, identificada como uma área alagável, importante para a reprodução de muitas espécies (Tabela 1).

A importância desta RPPN para a população humana também esteve presente nas respostas dos professores. Para 25% deles, sua importância está associada com a melhoria da qualidade de vida humana, evitando-se o desmatamento e a escassez de recursos hídricos. Importante destacar que a possibilidade de realização de atividades de pesquisa e Educação Ambiental na Reserva representou apenas 8% das justificativas citadas pelos professores.



Tabela 1 – Categorias identificadas na análise dos motivos citados pelos professores para justificar a importância da RPPN Foz do Rio Aguapeí.


Categorias

Justificativas citadas - Exemplos

Preservação ambiental

"Preservação da biodiversidade regional, contribuindo assim também para a conscientização do desenvolvimento sustentável." (Prof. 21)

Preservação das espécies

"É uma área de alagamento onde ocorre a reprodução de muitas espécies." – (Prof. 1)

É uma área alagada (tipo Pantanal) onde ocorre a reprodução de muitas espécies.” – (Prof. 23)

Através dela várias espécies da fauna e da flora são preservada” (Prof. 17)

Qualidade de vida humana

"Porque necessitamos ter um mundo melhor começando do nosso município, em virtude do desmatamento, escassez dos hídricos." (Prof. 9)

Pois em todas as localidades em que a reserva fossem protegidas com certeza teríamos um mundo melhor”. (Prof. 10)

Educação ambiental e pesquisa

"Áreas para pesquisa e educação ambiental." (Prof. 14)

O trabalho docente com o tema AP foi relatado por 39% dos professores. Entretanto, a análise de seus relatos, revela um desconhecimento sobre o próprio significado do tema. Foram citados apenas aspectos genéricos sobre a conservação ambiental, tais como “Preservando o meio ambiente”, “Sons da Natureza” (aula de música), “Preservação de Nascentes”, “Ecossistemas Brasileiros”, “Classificação dos seres vivos” e “Biodiversidade de fauna e flora”.

Verifica-se que conteúdos específicos relacionados ao tema AP, tais como: proteção legal de áreas naturais, significado do termo Unidade de Conservação, Unidades de Conservação existentes no município, dentre outros aspectos, não foram relatados.

Com o intuito de correlacionar essa discussão com os documentos oficiais do Estado de São Paulo, uma análise dos documentos relacionados às diferentes disciplinas do Ensino Fundamental e Médio, apontou a quase inexistência dessa temática nos Currículos do Estado.

No Currículo denominado de “Ciências Humanas e suas Tecnologias”, do qual fazem parte História, Geografia, Filosofia e Sociologia, tanto do Ensino Fundamental quanto do Médio, o tema está inserido apenas no sexto ano, na disciplina de Geografia, com o seguinte aspecto: O patrimônio ambiental e a sua conservação, sendo trabalhados os conteúdos “Políticas ambientais no Brasil” e “O Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC)”.

No Currículo de “Ciências da Natureza e suas tecnologias”, do qual fazem parte as disciplinas de Ciências, Biologia, Física e Química, relacionadas tanto ao Ensino Fundamental quanto ao Médio, o tema não foi localizado no documento, e, somente na disciplina de Ciências existe uma menção em relação aos problemas ambientais contemporâneos, sendo trabalhado o conteúdo “Contradições entre conservação ambiental e interesses econômicos”.

Sendo assim, existe uma lacuna em relação à temática do presente projeto na matriz curricular do Estado de São Paulo. Se os documentos oficiais relacionados com o Meio Ambiente (Política Nacional de Meio Ambiente - BRASIL, 1981) e com Educação Ambiental (Política Nacional de Educação Ambiental – BRASIL, 1999), consideram a importância do tema no ambiente escolar, é necessário que os professores desenvolvam a temática aproveitando os conteúdos relacionados, já que os mesmos não aparecem claramente nos currículos propostos.

Porém, salienta-se a importância de formação continuada adequada para que o trabalho pedagógico possa ser realizado adequadamente. Apesar de a análise ter sido realizada nas disciplinas supracitadas, salienta-se que o tema Meio Ambiente é um Tema Transversal, é que a priori, deveria ser trabalhado por professores das mais diversas áreas do conhecimento, desde que tivessem formação inicial e continuada que os tornassem habilitados para desenvolver essa área do conhecimento junto aos seus alunos.


Encontros formativos com os professores

O Curso de Extensão Universitária “Conservação de Áreas Naturais Especialmente Protegidas” foi desenvolvido no ano de 2014, organizado em cinco encontros e teve o modelo teórico-prático – reflexivo como embasamento para o processo formativo docente (Megid Neto et al., 2007). Nesse modelo de formação é propiciada aos professores a oportunidade de problematizar sua realidade cotidiana e refletir a respeito das possibilidades de transformação da mesma.

Os seguintes temas foram abordados nos encontros, em decorrência dos resultados obtidos no questionário inicial: 1. Conservação de Áreas Naturais e Conservação da Biodiversidade. 2. Áreas Naturais Especialmente Protegidas: Unidades de Conservação, Áreas de Preservação Permanentes e Reservas Legais. 3.Unidades de Conservação localizadas na região. 4. Gestão territorial e proteção de áreas naturais. 5. Ensino do tema "Áreas Naturais Protegidas" nos níveis fundamental e médio.

Os encontros foram conduzidos na forma de exposição dialogada, com bastante interação entre os participantes.

No primeiro encontro foi apresentado o Projeto de Extensão Universitária: “Educação ambiental e conservação da biodiversidade no entorno da Reserva Particular do Patrimônio Natural Foz do Rio Aguapeí” (PROEX-UNESP), no qual o curso estava inserido. Nesse momento, foi enfatizado o objetivo principal do curso: contribuir para a formação dos professores em serviço, para que eles pudessem atuar como multiplicadores nas ações de valorização das AP existentes na região, em sua comunidade. Foram, ainda, apresentadas as duas unidades de conservação existentes no município: o Parque Estadual do Aguapeí, que abrange apenas uma pequena área do município e a RPPN Foz do Rio Aguapeí.

Importante destacar que nesse encontro também foi apresentado o resultado da investigação realizada previamente com o grupo de professores, discutindo-se os principais aspectos. Estabeleceu-se, desse modo, um espaço de socialização da pesquisa realizada na Universidade, que teve esse grupo de professores como sujeitos. Esses sujeitos tornaram-se atores principais nos encontros formativos, apropriando-se das informações resultantes da pesquisa.

A escolha dos temas foi realizada com base nas informações obtidas pela aplicação dos questionários. Percebeu-se, por exemplo, que o Parque Estadual do Aguapeí não foi muito mencionado pelos professores, quando questionados sobre as APs existentes na região. Tal unidade pertence à categoria Parque e, como tal, apresenta possibilidade de uso público, conforme previsto em seu plano de manejo (São Paulo, 2010b).

A RPPN-Foz do Rio Aguapeí, por sua vez, é uma Área de Propriedade Particular, mas que também pode receber visitas, dependendo do que for definido em seu plano de manejo. Cabe informar que essa RPPN ainda não dispunha de plano de manejo, no momento de realização dos encontros formativos, embora fosse possível o agendamento de visitas pelas escolas em tal Unidade.

No segundo encontro, inicialmente discutiu-se a respeito da importância da conservação de áreas naturais na paisagem antrópica, ressaltando-se as funções ambientais dessas áreas. Foram também apresentadas as categorias das Unidades de Conservação, Áreas de Preservação Permanentes e Reservas Legais.

O tema do terceiro encontro foi a aplicação do conteúdo “Áreas Naturais Especialmente Protegidas” no Ensino Fundamental e Médio. Nesse encontro, os professores foram divididos em dois grupos, para discussão e produção de um projeto de ensino interdisciplinar em EA, envolvendo a RPPN Foz do Rio Aguapeí como tema gerador. Procurou-se inserir na discussão dos grupos a possibilidade de uso da Reserva como espaço para realização de atividades de EA. Importante relembrar, que apenas 8% dos professores haviam mencionado a EA como um dos motivos que justificava a importância da reserva.

No quarto encontro, ocorreu a discussão sobre a implicação da gestão territorial na proteção das áreas naturais, principalmente no âmbito do município. A questão do uso atual do solo no município e região, principalmente a dominância da cultura da cana-de-açúcar na paisagem e seus impactos associados também foi objeto de uma discussão muito enriquecedora, contando com uma participação expressiva dos professores.

Foi ressaltado o papel de instrumentos de gestão territorial, como o Plano Diretor Municipal, na proteção das APs. Discutiu-se, também, a participação da sociedade na gestão ambiental, como, por exemplo, por meio da participação em Conselhos de Meio Ambiente e em Conselhos Gestores de Unidades de Conservação.

O papel dos vereadores e da prefeitura na valorização das Unidades de Conservação existentes no município também foi lembrado pelo grupo que, no entanto, citou as dificuldades inerentes à conciliação de interesses políticos, como limitação para uma atuação mais efetiva dos mesmos.

Ao longo desse encontro, ficou claro que o grupo de professores percebia claramente os problemas ambientais da região, bem como a importância da conservação das APs, mas não se incluía dentre os atores sociais responsáveis pela gestão ambiental local. Nem como participantes diretos nos espaços políticos existentes em seu município, nem como formadores de cidadãos que ocupariam esses espaços, futuramente. Nesse sentido, buscou-se discutir as possibilidades de trabalho docente numa perspectiva interdisciplinar, com relação à participação social na tomada de decisão (Conselhos, especialmente). Foi possível perceber-se, entretanto, que seria necessário um tempo maior de formação e um direcionamento mais específico do curso, de modo a abordar tal nível de complexidade na Educação Ambiental. Desse modo, seria possível construir-se uma reflexão mais complexa do próprio significado de constituição de uma Unidade de Conservação, bem como dos mecanismos de participação social no processo (Wick & Silva, 2015).

A participação social na gestão das Unidades de Conservação é prevista na Lei Federal 9985, por meio dos Conselhos das Unidades de Conservação. Esses conselhos, quando atuam de forma realmente participativa, têm resultado em experiências positivas (Quadros et al, 2015; Sessin-Dilascio et al., 2015), contribuindo para a conservação dessas APs.

Cabe ressaltar, entretanto, que a população tem aproveitado de modo limitado os mecanismos de participação pública, previstos na legislação brasileira, sendo “necessário incrementar os meios e o acesso à informação, assim como o papel indutivo que o poder público deve ter na oferta de conteúdos informacionais e educativos(Jacobi, 2003b, p.334).

Em relação aos projetos de ensino solicitados, apenas um grupo de docentes realizou adequadamente a atividade sugerida. O grupo foi formado por 11 professores das seguintes áreas: Geografia (4), Educação Física (1), Língua Portuguesa (2), Ciências (2), Matemática (1) e História (1). A proposta foi embasada na ideia de trabalhar o tema com os alunos em visitas à Reserva, identificação de Áreas de Conservação de fauna e flora, bem como explorar questões históricas, como relatos de antigos moradores e da história do próprio município. Como a solicitação era para a elaboração de uma proposta interdisciplinar, foram citadas as seguintes atividades: “Calcular porcentagem de área desmatada e comparar as áreas originais e atuais”, “Estudo do conceito de lazer e turismo”, conteúdos que poderiam ser abordados nos seguintes conteúdos curriculares apontados pelo grupo: Biomas, Relações Ecológicas, Área de Preservação Ambiental e Transformação de medidas e porcentagem.

Considerando o exposto, um trabalho voltado para a formação desses professores, com ênfase nos vários serviços ambientais proporcionados pela RPPN, poderia favorecer uma maior exploração do potencial educativo da mesma, na prática docente dentro das salas de aula. Fundamental na construção metodológica do trabalho formativo com os professores, é que ele permita o compartilhar das diferentes percepções sobre a Reserva, e que estavam presentes nesse grupo. Desse modo, a importância da Reserva poderia ser melhor compreendida por todos, incluindo desde suas funções ecológicas, até o seu potencial de Educação e Pesquisa.

O último encontro foi um momento de avaliação do curso como um todo. Nesse encontro, cada participante recebeu um CD contendo o conteúdo dos encontros e arquivos com documentos selecionados para o trabalho docente, no contexto da temática das APs, em especial a RPPN Foz do Rio Aguapeí, além de um calendário anual com imagens da reserva e um mapa do município com a localização da RPPN Foz do Rio Aguapeí (impresso em papel A4).

A avaliação do curso pelos participantes foi bastante positiva, sendo que 83% deles o consideraram ótimo. As principais sugestões apresentadas pelos participantes, durante a avaliação final do curso, incluíram a possibilidade de que fossem organizadas visitas às áreas naturais mencionadas no curso, a continuidade do curso e sua extensão a outras escolas do município.

Por fim, ressalta-se a importância do cumprimento por parte do poder público para que os textos presentes nas Políticas Públicas se tornem ações concretas no cotidiano de todas as pessoas, citando, por exemplo, o Eixo Temático - Capacidade Institucional, do Plano Estratégico Nacional de Áreas Protegidas – PNAP (BRASIL, 2011), que poderiam reverter em benefícios socioambientais – educacionais - se fossem cumpridos:


Dos Objetivos Gerais, Objetivos Específicos e Estratégias para o SNUC

[...] OBJETIVO GERAL: fortalecer a comunicação, a educação e a sensibilização pública para a participação e controle social sobre o SNUC.

[...]

II - ESTRATÉGIAS:

a) realizar intercâmbios e outras formas de integração entre as diferentes experiências no tema educação ambiental, sensibilização e controle social em unidades de conservação;

b) realizar campanhas de divulgação das experiências bem sucedidas sobre os temas educação ambiental, sensibilização e controle social em unidades de conservação;

c) monitorar e avaliar os impactos dos programas de comunicação, educação e sensibilização pública para as unidades de conservação;

[...]

g) promover programas de educação ambiental que viabilizem o acesso às informações e o entendimento da importância e dos benefícios das unidades de conservação e das zonas de exclusão de pesca;

[...]

j) propor a incorporação do tema unidades de conservação e outras áreas protegidas aos currículos escolares formais. (grifo nosso). (BRASIL, 2011, p.69-70).


Considerações Finais

A análise do desenvolvimento dos encontros formativos permite tecer algumas considerações, importantes para o embasamento de futuras ações educativas, no contexto da formação de professores em EA. Em primeiro lugar, pode-se destacar que a realização de uma investigação prévia sobre o conhecimento dos professores sobre a AP, permitiu organizar os encontros formativos de modo mais personalizado, evidenciando a importância da articulação pesquisa e extensão universitária. Além disso, cabe ressaltar que o compartilhamento dos resultados dessa investigação com os professores também interferiu positivamente no processo formativo.

A duração do curso, por outro lado, mostrou-se insuficiente para o tratamento adequado da problemática ambiental nele tratada, o que foi percebido pelo próprio grupo, durante a avaliação final do processo educativo.

Acrescente-se, ainda, que a investigação previamente realizada não captou adequadamente alguns aspectos, como por exemplo, o fato do grupo de professores não se perceber como atores sociais relevantes na gestão ambiental local. Desse modo, fica comprometido seu papel de formação dos futuros cidadãos, que compreendam seu papel na sociedade. Não apenas sendo capazes de realizar uma análise crítica do atual modelo de desenvolvimento econômico e da relação sociedade e natureza, mas, também capazes de perceberem-se como atores co-responsáveis pelas mudanças necessárias a serem realizadas. Tal aspecto é de fundamental importância quando se almeja desenvolver um processo de Educação Ambiental Crítica, que contribua com a formação de sujeitos ecológicos.



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Agradecimentos: À Pró Reitoria de Extensão Universitária da UNESP, pela concessão de auxílio financeiro para realização do projeto que originou o presente artigo e à escola participante do projeto.






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