ISSN 1678-0701
Número 63, Ano XVI.
Março-Junho/2018.
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13/03/2018OS CUIDADOS COM A ÁGUA NAS ESCOLAS  
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OS CUIDADOS COM A ÁGUA NAS ESCOLAS

CARE OF WATER IN SCHOOLS

BARBOZA, Izaura da Conceição Malverdi

Mestranda em Profissional em Ciências, Tecnologia e Educação

Graduada em Licenciatura Plena em Matemática pela Universidade Federal do Espírito Santo – UFES (2006).

Graduada em Engenharia Civil pela Faculdade do Centro Leste – UCL (2014).

Especialista em Matemática pela FIJ – Faculdades Integradas de Jacarepaguá (2006).

Professora de matemática na C.E.E.M.T.I. Professor Fernando Duarte Rabelo.

E-mail: izamatematica@hotmail.com


Professor:

NUNES, Marcus Antonius da Costa

Doutorado em Engenharia Mecânica, área Vibrações e Ruído, pela Universidade Federal de Santa Catarina. Docente e coordenador de mestrado em Ciência,

            Tecnologia e Educação do IVC, São Mateus/ES.

Email:marcaonunes@hotmail.com



Resumo

Cuidados com a água, um texto em que a pesquisa bibliográfica se sobressai e em que há a intenção de apresentar estatísticas ligadas ao meio ambiente. O objetivo principal é demonstrar que a água é um elemento por demais importante para a vida humana e de todos os seres vivos na natureza e que é na escola que a conscientização sobre o problema deve ser tratado, com vistas a que todos os alunos aprendam por que, como e onde fazer a parte que cabe a cada pessoa para que esse elemento essencial jamais falte. Foi adotado o método de apresentar ideias de diversos autores e fazer comentários baseados em leituras diversas, noticiários da mídia e na experiência própria. Por isso, foram apresentadas sugestões de atividades que podem e devem ser desenvolvidas nas escolas. O resultado está em que se consegue ter um artigo breve, mas em que deveria poder aparecer estatística sobre o número de escolas que já desenvolvem atividades práticas em relação à questão da água, porém, na bibliografia atualmente disponível não se encontra algo a respeito.


Palavras-chave: água, conscientização, escolas, alunos, estatística



Abstract

Water Care, a text in which the bibliographic research stands out and in which it is intended to present statistics related to the environment. The main objective is to demonstrate that water is an element that is very important for human life and for all living things in nature and that it is at school that awareness of the problem must be addressed, so that all students learn by that, how and where to do the part that belongs to each person so that this essential element never missing. The method of presenting ideas from various authors and making comments based on different readings, media reports and experience was adopted. Therefore, suggestions were made for activities that can and should be developed in schools. The result is that we can have a brief article, but in which it should be possible to appear statistic about the number of schools that already develop practical activities in relation to the water issue, however, in the bibliography currently available there is something about it.


Key-words: water, awareness, schools, students, statistics

INTRODUÇÃO

Conforme, GRASSI (2001), a água é um recurso fundamental para a existência da vida, na forma como nós a conhecemos. Foi na água que a vida floresceu, e seria difícil imaginar a existência de qualquer forma de vida na ausência desse recurso vital. Nosso planeta está inundado d’água; um volume de aproximadamente 1,4 bilhão de km3 que cobre cerca de 70% da superfície da Terra. Apesar disso, muitas localidades ainda não têm acesso a quantidades de água com características de potabilidade adequadas às necessidades do consumo humano.

Sabemos também que conforme consta em BRASIL-MEC (2005) a água é um recurso natural essencial para a sobrevivência de todas as espécies que habitam a Terra. No organismo humano a água atua, entre outras funções, como veículo para a troca de substâncias e para a manutenção da temperatura, representando cerca de 70% de sua massa corporal. Além disso, é considerada solvente universal e é uma das poucas substâncias que encontramos nos três estados físicos: gasoso, líquido e sólido. É impossível imaginar como seria o nosso dia a dia sem ela.

O presente artigo objetiva analisar algumas informações bibliográficas que levam a algumas estatísticas sobre a questão da água. Assim, no item 1, abordamos a importância da água em que explanamos sobre o porquê dessa importância e trazemos alguns dados estatísticos sobre sua existência e sobre o aspecto sanitário nas escolas brasileiras. Já no item 2 e seus subitens apresentamos várias sugestões, baseadas em experiência própria e em leituras diversas feitas, geralmente, na hora do preparo de aulas para nossas turmas, sugestões essas indicadas para serem usadas no trabalho com crianças e adolescentes que frequentam o ensino fundamental e médio nas escolas. Ainda precisamos ressaltar que não se consegue encontrar dados estatísticos sobre quantas escolas já realizam ações de ensino e de prática em seus estabelecimentos referente ao uso da água.

VICTORINO (2007) afirma que o homem, em sua caminhada pelo mundo, transformou os rios em cloacas a céu aberto. Poluição, mudanças de rumo de alguns rios e “progresso”, aquele que é visto como forma única de enriquecimento monetário, são alguns itens que mais prejudicam o meio ambiente.

Em vista disso, nada mais urgente do que alcançar uma conscientização mais consistente em todos os habitantes do planeta, sendo que essa conscientização apenas ocorrerá de fato quando todas as escolas se preocuparem em dar menos aula teórica e mais usar de ações práticas para que seus alunos aprendam o quanto a água é importante para a vida e o que é necessário fazer para que ela não chegue a faltar na vida deles e de toda a humanidade. Mesmo sendo um recurso que parece renovável, a água somente viaja pelas diversas partes do mundo nos leitos dos rios e carregada pelos ventos em forma de umidade que se precipita como chuva. Como não se consegue intervir nos ciclos de chuva, somente resta aprender a armazenar, preservar e usar de forma que seja suficiente para todos no lugar em que se reside.

Este trabalho usa o método de pesquisa bibliográfica e a observação prática como pessoa preocupada com o assunto, dando também destaque àquilo que é notícia o tempo todo.

É totalmente impossível alargar muito o debate e esgotar o assunto. Antes, procuramos sugerir a continuação do debate e a possibilidade de estudiosos chegarem a realizar pesquisas sobre quantas escolas do universo do ensino brasileiro já realizam ações práticas com relação ao uso da água.

1 A IMPORTÂNCIA DA ÁGUA

A água é um dos elementos vitais, junto com o oxigênio do ar e a alimentação, para a vida dos seres humanos e para todo o tipo de vida existente na terra.

EBERHARDT et all (2007) afirma que milhares de pessoas no mundo morrem por ano devido às doenças transmitidas pela água, como cólera e diarreia. O saneamento básico é de extrema importância para a qualidade de vida dos seres vivos, inclusive dos seres humanos, e o mesmo inclui os serviços de abastecimento de água, esgoto sanitário, limpeza pública e coleta de lixo, sendo tais serviços realizados com eficiência, eles contribuem de forma significativa para garantir as condições ambientais que favorecem a saúde da população.

É fundamental que as autoridades – governo – se preocupem com o fornecimento de água de qualidade e na quantidade necessária para todos os moradores de uma localidade. Outrossim, é imperioso que cada habitante do planeta tenha a consciência de que a disponibilidade de água potável é limitada e que qualquer desperdício é muito danoso, não somente a ele próprio como a toda a humanidade.

Por isso, sabendo-se da importância da água para a vida, nada mais coerente do que ensinar, na escola, a todos os alunos, de como se faz a preservação da água, mediante projetos de conscientização, ações práticas de instalações adequadas de torneiras e banheiros, de prevenção da poluição da água, de aproveitamento da água da chuva, e de irrigação de gramados e plantas quando necessário.

Na condição de solvente universal, diz CASTANIA (2009), a água pode arrastar consigo uma variedade de substâncias e microrganismos patogênicos e, assim, representar sérios riscos à saúde da população. Com respeito a essa afirmação, é imprescindível ressaltar que a escola é o ambiente em que muito se aprende, nas disciplinas das Ciências da Natureza, sobre a composição da água e na sua capacidade de solvência e transporte de agentes nocivos aos seres humanos e aos animais.

Como verificamos em BRASIL-MEC (2005) De maneira geral, o Brasil é um país privilegiado quanto ao volume de recursos hídricos, pois abriga 13,7% da água doce do mundo. Porém, a disponibilidade desses recursos não é uniforme. Como demonstrado abaixo, mais de 73 % da água doce disponível no país encontra-se na bacia Amazônica, que é habitada por menos de 5% da população. Apenas 27 % dos recursos hídricos brasileiros estão disponíveis para as demais regiões, onde residem 95% da população do país. Não só a disponibilidade de água não é uniforme, mas a oferta de água tratada reflete os contrastes no desenvolvimento dos Estados brasileiros. Enquanto na região Sudeste 87,5% dos domicílios são atendidos por rede de distribuição de água, no Nordeste a porcentagem é de apenas 58,7%.

Tabela 1: Bacias hidrográficas brasileiras e população humana correspondente:

Tabela 1: Bacias Hidrográficas e População residente

Bacia

ÁREA em Km²

% do Brasil

Nº Habitantes

% Brasil

Amazônica

3.900.000

45

6.687.893

4,3

Tocantins

757.000

8,9

3.503.365

2,2

Atlântico N/NE

1.029.000

21,1

31.253.068

19,9

São Francisco

634.000

7,4

11.734.966

7,5

Atlântico Leste

545.000

6,4

35.880.413

22,8

Paraguai

368.000

4,3

1.820.569

1,2

Paraná

877.000

10,3

49.924.540

31,8

Uruguai

178.000

2,1

3.837.972

2,4

Atlântico Sudeste

224.000

2,6

12.427.377

7,9

Brasil

8.512.000

100

157.070.163

100

Fonte: SIH/ANEEL 1999, IBGE, 1996.

Concernente a esses dados, é possível observar facilmente quais localidades brasileiras correm o risco de faltar água para a população e outras necessidades. Se a Amazônia é pouco habitada e dispõe de muita água, regiões como o Nordeste e o Sudeste, muito habitados dispõem de pouca ou quase nenhuma água per capita. Sendo esses dados de cerca de 20 anos atrás, imagina-se que, atualmente, com mais 200 milhões de habitantes, sempre proporcionalmente divididos por regiões como era naquela época, os dramas de falta de água só podem ser muito grandes, ou seja, maiores ainda.

1.1 Alguns dados escolares

Pelas informações obtidas junto ao SNIS – Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, há uma disparidade grande em relação aos níveis de atendimento com água e esgotos dos prestadores de serviço participantes do SNIS no ano de 2011, segundo as regiões geográficas e o Brasil.

Tabela 2: Níveis de atendimento com água e esgotos dos prestadores de serviço participantes do SNIS em 2011, segundo região geográfica e Brasil

Região

Índice de atendimento com rede (%)

Índice de tratamento dos esgotos gerados (%)

Água

Coleta de esgoto

Total

Urbano

Total

Urbano

Total

IN055

IN023

IN066

IN024

IN046

Norte

54,6

67,9

9,6

11,8

12,7

Nordeste

71,2

89,4

21,3

28,4

30,1

Sudeste

91,5

96,7

73,8

78,8

41,2

Sul

88,2

96,8

36,2

42,0

34,6

Centro-Oeste

87,3

96,0

47,5

52,0

44,0

Brasil

82,4

93,0

48,1

55,5

37,5

Fonte: SNIS, 2011. Copiado do TCC - AVALIAÇÃO DA IMPLANTAÇÃO DE APARELHOS ECONOMIZADORES DE ÁGUA NAS INSTALAÇÕES HIDROSSANITÁRIAS DA FACULDADE UCL – produzido pela autora deste artigo em 2014.

Observa-se que apenas a região Sudeste tem índices relativamente mais altos em termos de coleta de esgoto.

Conforme o Senso Escolar de 2013, no Semiárido Brasileiro há ainda praticamente 10% das escolas sem acesso à agua, onde estavam matriculadas quase 280.000 crianças.

Pela tabela 3, abaixo, dá para observar as referentes porcentagens.

Tabela 3: Situação Sanitária das Escolas no Semiárido Brasileiro

Tipo de situação das escolas

%

Escolas sem esgoto

5,0

Escolas sem sanitário

4,0

Escolas com sanitários inadequados à educação infantil

91,0

Fonte: Senso Escolar 2013 – UNICEF

1.2 Distribuição da água na terra

Pelo que apresenta VICTORINO (2007) toda a água do planeta terra está distribuída conforme a tabela 4:

Tabela 4: Tipos de água na Terra

Tipos de água

%

Água dos oceanos - salgada

97,2

Água dos rios, lagos, geleiras etc. – doce

2,8

Fonte: VICTORINO (2007)

Ainda, conforme a mesma autora, os 2,8% da água doce estão distribuídos conforme explicitado na tabela 5.

Tabela 5: Distribuição da água no planeta somando o total de 2,8%

Locais

%

Gelo/glaciais

2,38

Água subterrânea

0,39

Lagos e rios

0,029

Atmosfera

0,001

Fonte: Tabela construída pela autora, baseada em gráfico de VICTORINO (2007)

Por esses dados percebe-se que a falta de água para consumo populacional em muitos locais é uma ameaça constante, bastando que falte chuva para que as reservas armazenadas em lagos e represas se esgotem em tempo muito breve, levando em conta o consumo e também a evaporação constante para a atmosfera.

2 AÇÕES NECESSÁRIAS EM ESCOLAS PARA CONSCIENTIZAR SOBRE O USO SUSTENTÁVEL DA ÁGUA

Para trabalhar a questão água nas escolas, fazem-se necessárias ações de ensino, por meio interdisciplinar. Todos os agentes educacionais, sem exceção devem estar imbuídos nessa tarefa para que se possam obter resultados de conscientização e práticos mais satisfatórios possíveis. Atividades de visitas a cursos de água para verificar se estão ou não poluídos, discussão sobre as causas de poluição quando essa é percebida, orientações sobre desperdícios de água, pesquisas escolares sobre as formas de uso da água na agricultura, na indústria e nas instalações domésticas e públicas são algumas tarefas que podem e precisam ser implementadas na escola.

2.1 Algumas tarefas práticas sugeridas

Para as crianças e adolescentes devem ser feitas questões a serem respondidas, com vistas a uma permanente conscientização como as seguintes:

  • Para que serve a água?

  • De onde vem a água utilizada na escola?

  • De onde vem a água que a sua família utiliza (rio, lago, poço ou cisterna)?

  • Onde a água é armazenada em sua casa?

  • Existem problemas frequentes de falta de água em sua casa? Em caso afirmativo: o que faz sua família nos momentos em que há falta de água?

  • O que acontece na sua rua quando chove?

  • Você gosta de beber água?

  • Quantos copos de água você bebe por dia?

  • O que acontece na sua comunidade com as águas servidas (água do tanque, banho, das pias da cozinha e do banheiro) e o esgoto (da privada)?

  • São coletadas?

  • Quem é responsável pela coleta?

  • Recebem algum tipo de tratamento?

  • São jogadas onde (diretamente nas ruas, nos rios ou no mar)?

  • Quais são as consequências disso?

  • Em que medida as águas servidas e os esgotos não tratados podem prejudicar a sua saúde e a de sua família?

  • Quais são as principais fontes de contaminação da água?

Outra tarefa das escolas é ter monitores que observam, durante o tempo todo, o comportamento dos alunos ao usar bebedouros, banheiros, descarte de lixo, etc. É importante que se tenha torneiras inteligentes, mas sem essa possibilidade, o que se precisa evitar que permaneçam instaladas torneiras que ficam a pingar continuamente. Esses são apenas algumas das ações que se sugere, pois em uma escola tudo que diz respeito à sustentabilidade econômica e ambiental é de suma importância.

Pode-se fazer levantamento sobre quantos litros de água a escola consome por dia e fazer que os alunos calculem quanto isso corresponde a cada um deles em particular, ou seja, per capita.

Deve-se solicitar que façam o mesmo nas suas residências a partir da conferência das contas de água por mês.

É sugerível que os alunos deverão identificar que contribuição cada um pode dar para o consumo sustentável de água. Essas informações poderão ser usadas na elaboração de um guia com orientações para o consumo sustentável de água.

As perguntas a seguir podem ajudar nessa tarefa:

Que mudanças eu posso fazer nos meus hábitos no sentido de dar minha contribuição pessoal para um consumo sustentável de água? Pode ser pedido que os alunos escrevam (ou desenhem, produzam uma peça de teatro, uma música etc.) seu compromisso e apresentem para a classe.

Que soluções coletivas nós podemos encontrar na comunidade que contribuam para o consumo sustentável de água? Faça com que os alunos discutam possíveis soluções a serem propostas para a comunidade.

Que mudanças devemos sugerir aos representantes do executivo e do legislativo para que caminhemos no sentido do consumo sustentável de água? Todas as medidas propostas pelos alunos poderão ser colocadas em cartazes para serem fixados na escola e em pontos estratégicos da comunidade.

2.2 A inexistência de dados estatísticos sobre o número de escolas de implementam ações de sustentabilidade em relação ao uso da água

Mesmo procurando bastante em livros e na internet, não se encontra pesquisas que indicam em quantas das escolas no Brasil o tema sustentabilidade da água é trabalhado e em quantas escolas já existem programas de ação para envolver os alunos com a problemática da água, mas temos a certeza de que já sejam em grande número, pois os noticiários sobre a falta de água nos últimos anos acabam mexendo com a consciência de todos e, por lógica, com a dos responsáveis pela gestão escolar e pelo ensino dos alunos. Exemplos são os vários anos de grandes secas no Nordeste Brasileiro, sendo que a cidade de Campina Grande – PB corre grande risco de colapso total. Com a transposição das águas do Rio São Francisco, é possível atenua a situação naquela cidade; já outro problema notório ocorreu em São Paulo, onde o sistema da Cantareira chegou praticamente ao colapso há dois anos, recuperando paulatinamente com a melhora das precipitações pluviométricas na região de abastecimento da mesma recentemente.

CONCLUSÃO

A água é o assunto de nossa época. Em virtude das notícias sobre secas ou enchentes a preocupação também chega com destaque às escolas e em muitas delas o tema vira assunto de aulas. O que falta muito ainda são ações exemplares de sustentabilidade nos próprios estabelecimentos escolares.

SCHERER (2016) explica que o ambiente escolar é um agente formador de cidadãos e pode desempenhar ações na preparação de gestores e multiplicadores, para atuarem na sociedade, conscientizando e motivando novas atitudes quanto ao uso eficiente da água nas edificações.

O autor ressalta ainda que a implementação de atividades educacionais e pedagógicas que envolvam temas relacionados à água devem ocupar lugar de destaque, sensibilizando principalmente as crianças, devido a sua influência na formação e integração do aluno, seu grau de abrangência junto à comunidade escolar, bem como o papel das unidades escolares na formação dos cidadãos e da sociedade.

Com o presente artigo objetivamos levar a questão da água na escola a uma análise para verificar a importância que a água tem para a humanidade e sugerir algumas ações que podem auxiliar os agentes educacionais a dar destaque ao tema água no ambiente escolar.

Percebemos, pela pesquisa bibliográfica, por leituras eventuais e pela observação no ambiente de trabalho em que atuamos que ainda falta muito para que os jovens – crianças e adolescentes – cheguem a sair da escola com uma conscientização profunda sobre a necessidade de cada ser humano ser responsável para que a água – elemento findável na condição potável – esteja disponível para o uso de todos os seres humanos. Embora não destacado neste trabalho, a água é necessária na produção de alimentos, tanto na agricultura como na pecuária e também entra no quesito lazer.

Pensamos que a meta de contribuir para a ampliação dos debates sobre a questão da sustentabilidade foi alcançada e esperamos que mais estudiosos se interessem a pesquisar sobre como as escolas brasileiras realizam ações nas escolas em prol do uso racional da água. Seria importante que algum mestrando ou doutorando que tivesse interesse e possibilidade fosse realizar uma pesquise que conseguisse contribuir para a elaboração de estatísticas sobre quantas e quais tipos de escolas já trabalham em prol da questão água e quantas ainda deixam a desejar nesse quesito.

No presente trabalho, somente foi possível apresentar estatísticas de dados da distribuição da água no planeta e nas bacias hidrográficas brasileiras. A exceção em relação às escolas foi a de que foi possível estatisticar as que têm instalações de esgotos ou não.

Em vista da preocupação com os problemas de abastecimento de água às populações mais carentes, muitos estudos ainda precisam ser feitos e divulgados.



Referências Bibliográficas

BRASIL. Manual de educação. Brasília: Consumers International/ MMA/ MEC/ IDEC, 2005.

CASTANIA, Janaína. Qualidade da água utilizada para consumo em escolas públicas municipais de ensino infantil de Ribeirão Preto – SP. Dissertação de Mestrado. Ribeirão Preto: 2009.

EBERHARDT, D.A.; ARAÚJO, R.K.; SILVA,N.T.S.; BURIOL,G.A. Diagnóstico socioambiental da comunidade da Bacia Escola Hidrográfica Urbana, Santa Maria – RS. Disc. Scientia. Série: Ciências Naturais e Tecnológicas, S. Maria, v. 8, n. 1, p. 55- 68, 2007. Disponível em: <http://sites.unifra.br/Portals/36/tecnologicas/2007/Diagnostico.pdf>. Acessado em: 03 de Março 2018.

GRASSI, M. T. Águas no planeta Terra. Cadernos Temáticos de Química Nova na Escola, p. 31-40. Edição especial – Maio 2001.

SCHERER, F. A. Uso racional de água em escolas públicas: diretrizes para secretarias de educação. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil) – Escola Politécnica, Universidade de São Paulo, São Paulo: 2003..

VICTORINO, C. J. A. Planeta água morrendo de sede: uma visão analítica na metodologia do uso e abuso dos recursos hídricos. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2007.

https://www.unicef.org/brazil/pt/br_guia_toda_escola_agua_banheiro_cozinha_sab1316.pdf - acessado em 03/03/18





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