ISSN 1678-0701
Número 65, Ano XVII.
Setembro-Novembro/2018.
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16/09/2018RECIFE TAMBÉM TEM JOVENS AMBIENTALISTAS! O COLETIVO JOVEM DE MEIO AMBIENTE DO RECIFE (CJMAR): HISTÓRIA, ATUAÇÃO E PERSPECTIVAS  
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RECIFE TAMBÉM TEM JOVENS AMBIENTALISTAS! O COLETIVO JOVEM DE MEIO AMBIENTE DO RECIFE (CJMAR): HISTÓRIA, ATUAÇÃO E PERSPECTIVAS

Jadson Freire da Silva1, Ana Lúcia Bezerra Candeias2, Antônio Helton Vasconcelos dos Santos3, Áurea Nascimento de Siqueira Mesquita4, Pedro Paulo Lima Silva5, Evellyn Suellen Araújo de Souza6, Erica Paula Elias Vidal de Negreiros7

1Doutorando em Desenvolvimento e Meio Ambiente - PRODEMA, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, Brasil. (jadsonfreireufpe@hotmail.com)

2Professora do Departamento de Engenharia Cartográfica e de Agrimensura, Doutora em Computação Aplicada, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, Brasil.

3Mestrando em Desenvolvimento e Meio Ambiente - PRODEMA, Universidade Federal de Pernambuco Recife, Brasil.

4Mestranda em Desenvolvimento e Meio Ambiente - PRODEMA, Universidade Federal de Pernambuco Recife, Brasil.

5 Mestrando em Desenvolvimento e Meio Ambiente - PRODEMA, Universidade Federal de Pernambuco Recife, Brasil.

6Graduanda em História, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, Brasil.

7Mestra em Serviço Social, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, Brasil.



Resumo: Ao longo dos anos, observa-se diversos coletivos jovens atuando sob território nacional. Em Pernambuco não é diferente, a representatividade jovem refletida em coletivos é verificada na dança, na literatura, nas artes, dentre outros. Nos dias de hoje, a temática ambiental vem sendo discutida com maior frequência, mantendo e ampliando os espaços na política, educação e na sociedade no geral. Assim emerge a necessidade de uma representação dos jovens na esfera ambiental no território recifense; nasce o Coletivo de Meio Ambiente de Recife, fruto de uma parceria da Prefeitura da Cidade do Recife junto a sociedade civil. Este trabalho tem como objetivo principal a apresentação de considerações acerca da história do coletivo, atuações na sociedade no que tange a disseminação das ideias socioambientais e perspectivas presente futuro.

Palavras-Chaves: Representações sociais, CJMAR, Pernambuco.

Abstract: Throughout the years, it is observed several young groups working under national territory. In Pernambuco it is not different, the young representative ness reflected in collectives is verified in dance, in literature, in the arts, among others. Nowadays, environmental issues are being discussed more frequently, keeping and expanding spaces in politics, education and society in general. Thus emerges the need for a representation of young people in the environmental sphere in Recife territory, born the Recife Young Environment Collective, fruit of a partnership of the Recife City with civil society. This work has as main objective the presentation of considerations about the history of the collective, actions in the society regarding the dissemination of the socio environmental ideas and present future perspectives.

Keywords: Social representations, CJMAR, Pernambuco.



Introdução

A cidade de Recife no Estado de Pernambuco, como qualquer outra grande metrópole do Brasil, mantém relevantes pontos históricos, culturais, econômicos e sociais; juntos, esses pontos a fazem região impar do escopo cultural brasileiro, detendo desta forma grande evidencia e notoriedade, sobretudo na região Nordeste. A complexa capital de Pernambuco compartilha consigo ambientes desenvolvidos por interferência antrópica e ambientes que perpetuam resquícios vegetais conservados/preservados; o aumento da população na cidade e a convivência entre estes dois espaços proporcionam um embate contínuo sobre o desenvolvimento sustentável. Além disso, problemas estruturais encontrados nas grandes cidades estão refletidos sob solo recifense – falta de saneamento, disposição irregular de resíduos sólidos, contaminação de corpos hídricos, desmatamento, poluição do ar e água, etc.

Diante de toda miscelânea ambiental (e não ambiental) que o Recife abarca, instituições, universidades e institutos, sejam eles públicos ou privados fazem deste território laboratório para estudos: clima, solos, biodiversidade, população, água, sociedade natureza, relação campo-cidade, dentre outros temas são investigados com a principal finalidade de prover para a cidade mecanismos que entendam e auxiliem numa tomada de decisão que envolvam a acurácia e a sustentabilidade. A sociedade civil enquanto associações e coletivos também se organizam para defender seus direitos e também os entender, engajando-se e mantendo contato com os órgãos competentes.

Sobre os coletivos e movimentos sociais, verificam-se suas atuações na arte de rua, dança, agroecologia, práticas de ocupação na cidade, empoderamento feminino e na preservação da cultura de matriz oriunda da África, por exemplo (FUNCULTURA, 2016; CETRA, 2016; UOL, 2015; CORES DO AMANHÃ, S/d; MAPEAMENTO NACIONAL DA DANÇA, S/d; G1, 2017a; JC, 2016). Observa-se também a pauta ambiental na perspectiva jovem recifense emergir – o CJMAR (Coletivo Jovem de Meio Ambiente do Recife), que vem desde o ano de 2016 interagindo com as comunidades, organizações e universidades do Recife, sob a intenção de propagar novas lideranças sob ótica ambiental, sendo um movimento que envolve a continuidade de ações sustentáveis crescentes.

Nessa visão, este trabalho tem o objetivo apresentar considerações acerca do Coletivo Jovem de Meio Ambiente do Recife – CJMAR, no que se refere a sua criação, história, atuações (ano 2017), perspectivas para o presente-futuro e sua influência na difusão da educação ambiental.

Desenvolvimento

Coletivos (movimentos) jovens como forma de organização social:

A esfera estudantil é um organismo vivo e dinâmico, onde suas formas de expressão ou sua expressividade é marcada por processos de experimentação (MESQUITA, 2008). De acordo com Mesquita (2001), quando o pesquisador analisa os movimentos estudantis, observa que os mesmos mantêm diferentes tentativas de manifestar-se, incorporando, desta forma, novos temas tangentes aos tradicionais que o faz refletir diretamente nas pautas de reivindicação, introdução em novos espaços e estilos participativos. As redes sociais, as mídias alternativas, as discussões em simpósios, a dança, a música e a pintura são exemplos de canais que os jovens explanam e esclarecem suas ideias diante de um cenário social repleto de vulnerabilidades e descrença, sobretudo pela política nacional e seus escândalos.

Esta descrença e o desgaste político despertam para o jovem a necessidade de novamente ser representado. Essa representatividade é provida comumente pela mobilização cível por intermédio da união – movimentos sociais e/ou coletivos – de pessoas que mantém pensamentos próximos. Baseando-se em experiências passadas e atuais, os indivíduos participantes dos grupos jovens repensam as novas demandas e as diferentes formas de atuação para sua devida legitimação, intervenção política, autossuficiência, força e voz ativa (MESQUITA, 2008;2003).

Melucci (2001) corrobora com o assunto afirmando que os movimentos (coletivos) jovens sociais não são um ente unitário: os movimentos sociais são um conjunto de pessoas articulados entre si, em que estes negociam representações perante esferas públicas, pautas e interesses mútuos, onde o resultado dessas negociações é o surgimento de uma identidade coletiva. A efervescência jovem emerge sob interconexões que envolvem áreas gerais como a cultura, as políticas públicas, o meio ambiente, os direitos para as minorias, os direitos humanos, a acessibilidade, dentre outros.

Coletivos Jovens de Meio Ambiente no Brasil - a história:

Durante a criação da primeira Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente – I CNIJMA, no ano 2003, observou-se que o tema meio ambiente tinha um elevado potencial para mobilizar os jovens, podendo através desta mobilização, desdobrar-se para a atuação do jovem em outros temas sensíveis; desta forma, pensou-se na criação de Coletivos Jovens – CJ (observado na literatura como Conselhos Jovens) preocupados com a temática ambiental. O somatório de jovens com idade de 16 aos 29 anos pertencentes (ou não) a movimentos sociais, envolvidos com questões socioambientais ou curiosos sobre o tema configurou nos primeiros CJ ambientais até então registrados (BRASIL, 2005).

A participação com voz ativa, poder de voto nas tomadas de decisão e coerência com posturas éticas da juventude para com a construção de políticas públicas na área ambiental foram os pontos iniciais que asseguraram o CJ de meio ambiente na I CNIJMA. Ademais, objetivos transversais tais como a inclusão, explanação e consolidação da temática ambiental junto a organizações de cunho jovem a partir de três princípios basilares: Jovem Educa Jovem - Jovem Escolhe Jovem (2JEJ) e Uma Geração Aprende com a Outra também são percebidas (BRASIL, 2005).

Segundo o Manual Orientador dos Coletivos Jovens de Meio Ambiente (BRASIL, 2005), o protagonismo do jovem é mantido através do “Jovem Educa Jovem”, onde as trocas de experiências constroem o processo educacional como um todo. Ainda no protagonismo jovem, subentende-se que os próprios jovens são os mais designados em escolher seus representantes (delegados) sem a interferência de adultos no processo; é o conceito “Jovem Escolhe Jovem”. Por fim, é cabido o princípio do diálogo intergeracional, ou seja, “Uma Geração Aprende com a Outra”, onde o jovem que atua mais tempo ensina o jovem que acabara de entrar no coletivo, e assim é feita a rotatividade de saberes e a perenidade da organização.

Fundamentado nos princípios citados acima, contempla-se diversos Coletivos Jovens de Meio Ambiente em todo território nacional, podendo estes serem estaduais (Alagoas, Piauí, Goiás, Pará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Tocantins, Pernambuco, Amazonas), municipais (Recife, Barueri, Mimoso do Sul, Quijingue, Novo Airão, Pirenópolis, Campinas, Itapiranga, São Miguel Arcanjo) ou específicos (Chapada dos Veadeiros, IFMT- Campus São Vicente) (COLETIVO JOVEM PARÁ, 2018; COLETIVO JOVEM PIRENÓPOLIS, 2018; COLETIVO JOVEM MATO GROSSO, 2018; COLETIVO JOVEM AMAZONAS, 2018). Inativos ou ativos, a presença de um datado sobre um Coletivo Jovem de Meio Ambiente remonta para o mesmo um período de atuação sobre determinado ambiente e/ou região.

O Coletivo Jovem de Meio Ambiente do Recife (CJMAR):

A partir da disponibilidade de uma emenda parlamentar para fomento da Política Pública Nacional de Educação Ambiental (PPNEA) – emenda parlamentar de número 27230002, da deputada Luciana Santos – o Coletivo Jovem de Meio Ambiente do Recife concebe seu formato teórico (em meados de 2015), tendo seu principal objetivo a formação propriamente dita de um coletivo formado por jovens em prol do meio ambiente na cidade do Recife.

O projeto mantém em sua base quatro (04) frentes de atuação – ou linhas de atuação. A primeira diz respeito a gestão e mobilização do coletivo, onde a definição de uma estratégia ampla e de relevante impacto seja definida com finalidade de alcançar diferentes setores sociais e institucionais no que tange a disseminação da educação ambiental por meio dos jovens. A identidade visual, a produção de materiais base e a manutenção de estruturas de apoios são pontos a serem exemplificados nessa linha de atuação (RECIFE, 2015).

A segunda linha diz respeito a formação dos jovens inclusos no coletivo. A partir do Programa Municipal de Educação Ambiental da cidade do Recife será promovido uma série de minicursos norteadores do coletivo (sustentabilidade e mudanças climáticas; verde urbano; recursos hídricos – águas; resíduos sólidos; biodiversidade; poluição e impactos; pedagogia da cooperação; metodologias colaborativas; politicas jovens ambientais e processos participativos) tendo como metodologia a ação entre pares da inclusão jovem (jovem educa jovem, jovem escolhe jovem, jovem mobiliza jovem, jovem cuida de jovem) (RECIFE, 2015).

A terceira linha corrobora na Comunicação e Articulação do CJMAR, seja ela externa ou interna. O impulsionamentos dos jovens para participação das redes de juventudes que não fazem parte do escopo ambiental e outras redes que fazem parte do escopo é uma das visões desta linha; ademais, o incentivo para os jovens participarem de eventos como parte ativa ou passiva (monitor, ministrante ou participante propriamente dito), também fazem parte da visão da terceira linha (RECIFE, 2015).

A quarta e última frente de atuação é o monitoramento e avaliação do Coletivo Jovem de Meio Ambiente do Recife. Tendo em vista que o mesmo foi concebido por uma emenda parlamentar, objetivos foram expostos e os mesmos devem ser conquistados. Assim, relatórios e documentos que comprovem a existência do coletivo e suas atuações serão feitos, dando ênfase ao documento marco do projeto CJMAR, que será desenvolvido no I Encontro Municipal do Coletivo Jovem de Meio Ambiente do Recife, no segundo semestre de 2018 (RECIFE, 2015).

Desta forma, inicia-se chamadas na cidade do Recife e sua região metropolitana – RMR a fim de incitar os jovens a ingressar no processo seletivo do coletivo. As mídias sociais locais, jornais e a prefeitura da cidade do Recife lançam as primeiras chamadas (Figura 01) (LEIAJÁ, 2016; DIARIO DE PERNAMBUCO, 2016; INFOJOVEM, 2017; RECIFE, 2016).



Figura 01 – Primeiro cartaz-chamada para o Coletivo Jovem de Meio Ambiente do Recife. Fonte: CJMAR, 2018.

Aproximadamente 500 jovens inscreveram-se através das chamadas promovidas por diversos meios de comunicação. Todavia, havia cem (100) vagas para a primeira formação do Coletivo Jovem de Meio Ambiente do Recife. As perguntas no formulário da seleção davam ênfase ao bairro que o indivíduo morava (em Recife), formação, idade, preocupação com o meio ambiente e eixo com maior afinidade (verde urbano; resíduos sólidos; recursos hídricos; biodiversidade); sendo estes os critérios para definição da primeira turma do CJMAR.



Coletivo Jovem de Meio Ambiente do Recife - Atuação e perspectivas:

Primeiras reuniões, integração e nivelamento inicial:

Os jovens recifenses aderiram ao movimento para compor um Coletivo Jovem de Meio Ambiente no município, e agora? Após reunir todos os integrantes do novo coletivo em um encontro solene, foi dada a largada para uma maratona de reuniões (matutinas, vespertinas e noturnas) que envolveram assuntos nas escalas ambientais (e gerais) macro, micro, local e na apresentação do participante propriamente dita: era o conhecer para integrar (Figura 02).

Figura 02 – Registros dos encontros iniciais do CJMAR. Fonte: CJMAR, 2018.

Água, Biodiversidade, Resíduos Sólidos e Verde Urbano foram os temas centrais das discussões, onde cada integrante contava seus relatos pessoais e ouvia experiências vividas por outros indivíduos; assim, nascia novos questionamentos, soluções e a vontade de fazer um Recife melhor – nascia a identidade do CJMAR. Vale ressaltar que o Coletivo Jovem de Meio Ambiente do Recife foi construído de forma miscigenada, tendo representações jovens estudantis (estudantes do nível médio, técnico, tecnólogo e superior - graduação, mestrado e doutorandos) e não estudantes (indivíduos que trabalham indiretamente ou tem grande apreço pela causa ambiental) (PRODEMA/UFPE, 2017).

Representações municipais, intermunicipais e interestaduais



Por ser um coletivo ambiental relativamente novo, a participação do CJMAR em eventos e sua representatividade nos mesmos foram poucas, sobretudo nos anos de 2016 e 2017. Observa-se o envolvimento do coletivo em eventos interestaduais nas temáticas dos resíduos sólidos e dos recursos hídricos (Fórum municipal Lixo Zero – Semana Lixo Zero (Florianópolis) e Encontro Nacional de Comitês de Bacia Hidrográfica – ENCOB (Sergipe)). Na esfera intermunicipal e local o CMJAR vem atuando em eventos culturais e institucionais (1° Festival de Juventude da Cidade do Recife, Reunião do COMAM (Recife) e a 1° reunião do comitê da bacia do Capibaribe de 2018) e sua ativa atuação no evento INCITI – Águas: Caminhos para a Sustentabilidade.

No mês de agosto de 2017, Florianópolis sediou a segunda semana lixo zero, sendo apresentada o 2º Fórum Municipal Lixo Zero. O evento foi organizado pelo Instituto Lixo Zero Brasil (Zero Waste Brazil), tendo como meta sediar fóruns municipais sobre o assunto em todo território brasileiro. Sobre a definição do que é o lixo zero, Duarte (2011) vem a corroborar o conceituando como o projeto e gerenciamento do resíduo sólido para evitar e eliminar seu respectivo volume e toxidade, tendo como consequência a conservação e recuperação dos recursos, e não o destinando para ambientes tradicionais (para combustão/queimada ou enterra-los). O Coletivo Jovem de Meio Ambiente do Recife foi a Florianópolis e vivenciou essa semana e seu dinamismo acerca da destinação alternativa de resíduos sólidos nas cidades (Figura 03 e 04).

Figura 03 – Cartões personalizados dos jovens CJMAR no evento Semana do Lixo Zero (2º Fórum Municipal Lixo Zero – Florianópolis). Fonte: CJMAR, 2018.



Figura 04 – Registro do CJMAR no evento Semana do Lixo Zero (2º Fórum Municipal Lixo Zero – Florianópolis). Fonte: CJMAR, 2018

Conforme a programação do evento, foram apresentadas no fórum 18 práticas de tendências ambientais para áreas de conscientização ambiental, educação ambiental, redução, reuso, reciclagem, compostagem, hortas comunitárias, design e políticas públicas (G1b, 2017).

Outro evento que conteve os jovens do coletivo de Meio Ambiente do Recife foi o ENCOB. O Encontro Nacional de Comitês de Bacia Hidrográfica (ENCOB) é uma reunião que aponta a participação de vários entes de referência na gestão dos recursos hídricos no Brasil. O poder público, organizações não governamentais, instituições, gestores municipais e todos os interessados ao tema água fazem uma rica discussão, integrando e compartilhando práticas de sucesso e ações efetivas; fomentando desta forma, novos caminhos para o tema (ENCOB, 2017). O CJMAR participou do XIX Encontro Nacional de Comitês de Bacia Hidrográfica, sendo realizado em Sergipe – Aracaju, obtendo o devido espaço para apresentação e explanação do coletivo junto aos indivíduos (Figuras 05 e 06).

Figura 05 – Participação dos membros do CJMAR no XIX Encontro Nacional de Comitês de Bacia Hidrográfica (ENCOB). Fonte: CJMAR, 2018.



Figura 06 – Participação dos membros CJMAR no XIX ENCOB. Fonte: CJMAR, 2018.

Além dos eventos interestaduais, data-se a participação do CJMAR em eventos locados em Recife e em regiões intermunicipais. O 1° Festival de Juventude da Cidade do Recife, a Reunião do COMAM (Recife) e a 1° reunião do comitê da bacia do Capibaribe de 2018 podem ser os registros tomados como exemplo nesta pesquisa.

Em outubro de 2017, a prefeitura da cidade do Recife promoveu o 1° Festival de Juventude da Cidade do Recife, um encontro criado para celebrar a junção de diversas juventudes do município através de diversas manifestações culturais e artísticas gratuitas sendo propostas pela prefeitura. O CJMAR atuou no 1° Festival de Juventude da Cidade do Recife como facilitador da palestra de resíduos sólidos (JC, 2017) (Figura 07).



Figura 07 – 1° Festival de Juventude da Cidade do Recife. Fonte: CJMAR, 2018