ISSN 1678-0701
Número 65, Ano XVII.
Setembro-Novembro/2018.
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Relatos de Experiências

18/09/2018PROJETOS DAS IV E V CONFERÊNCIAS INFANTO JUVENIL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL: ESCOLA ESTADUAL DR. EWERTON DANTAS CORTEZ SOB A QUESTÃO DO LIXO E DA ÁGUA.  
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PROJETOS DAS IV E V CONFERÊNCIAS INFANTO JUVENIL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL: ESCOLA ESTADUAL DR. EWERTON DANTAS CORTEZ SOB A QUESTÃO DO LIXO E DA ÁGUA



Maria das Dôres Farias Rodrigues

mariadoresfarias@gmail.com

CV:http://lattes.cnpq.br/4011646531799231



RESUMO

A cada momento histórico, chamam atenção os estudiosos quanto ao problema da água, ar, terra, fogo, esses contaminados pelo lixo de qualquer setor da sociedade. Neste percurso de problematização a IV e V Conferência Infanto-Juvenil de 2013 e 2018, focalizaram na educação ambiental, com questão do lixo doméstico e gestão da água potável dentro da Escola Estadual Dr. Ewerton Dantas Cortez, sobre as Diretrizes da COM-VIDA e a participação do segmento da referida escola. Trazendo os teóricos Humberto Maturana e Francisco Varela, Maria Cândida Moraes e outros. Com a metodologia oficinas temáticas; interdisciplinares e pedagógicas, tendo como base o pensamento de Elisângela Zaniol. Objetivando permanentemente a responsabilidade, compromisso e pertencimento das causas socioambiental. Uma consciência ecológica de atitudes no meio ambiente em que se vive. O Resultado destas Conferências a provação do projeto da Feira de Ciências da 12ª Direc da cidade de Mossoró-RN, e uma perspectiva de uma horta orgânica escolar irrigada com o desperdício da água do bebedouro.

Palavras-chave: Projetos das Conferências Nacionais infanto-juvenil pela educação ambiental, oficinas, experiência.

Abstract

Every historical moment, draw attention to the problem of the scholars as water, air, Earth, fire, these contaminated by garbage of any sector of society. In this journey of questioning the IV and V children's Conference in 2013 and 2018, focused on environmental education, with household waste issue and management of drinking water within the State school Dr. Tallal Dan Cortez, on the guidelines with life and participation in the segment of that school. Bringing theorists Humberto Maturana and Francisco Varela, Maria Cândida Moraes and others. With the methodology thematic workshops; teaching, interdisciplinary and based on the thought of Bita Zaniol. In order to permanently the responsibility, commitment and belonging to the social and environmental causes. An ecological awareness of attitudes in the environment in which they live. The outcome of these Conferences the ordeal of the Science fair project 12th Directive of the city of Mossoró-RN, and the prospect of an organic garden irrigated with school water waste the water cooler.



  1. INTRODUÇÃO



Situando a Escola Estadual Dr. Ewerton Dantas Cortez, a mesma está localizada na zona urbana da cidade de Mossoró no Estado do Rio Grande do Norte, na Rua Martins Junior, s/n, no bairro Planalto 13 de Maio e mantida pela Secretaria de Educação e Cultura – SEEC, com atendimento de demanda aproximadamente 300 (trezentos) alunos matriculado anualmente no Ensino Fundamental (1º ao 5º ano, no turno matutino e do 6º ao 9º e correção de fluxo no turno vespertino) na faixa etária entre seis anos a 18 anos. Autorizada pelo decreto de nº 157/87 de 17/03/1987 e Ato de criação 7175/77 de 21/09/1977, com o INEP: 24002186.

A Gestão da escola é realizada da forma democrática com o propósito de possibilitar autonomia pedagógica, administrativa e financeira, para garantir essa autonomia, a escola adota um sistema financeiro e contábil que atendem suas particularidades de organização e funcionamento, podendo até mesmo realizar operações de crédito ou financiamento para a aquisição de bens, instalações de equipamentos. Gestores eleitos, Ednilma Batista de Medeiros e Manoel Moura da Silva Filho e o coordenador financeiro Terezinha Moura Borges e pedagógico Maria das Dôres Farias Rodrigues e uma equipe de docentes com a maioria dos professores com curso superiores e qualificados em sua área de conhecimento e pós-graduados em especialização, e cursos de aperfeiçoamento e extensão, bem como, tem-se uma equipe de apoio com na secretaria, portaria, cozinha, salas de vídeo, informática, biblioteca voltadas para cada função especificas e ao mesmo tempo coletivo, em respeito e coerência com o Projeto Politico Pedagógico, Plano de Desenvolvimento da Escola Interativo, Mais Educação. Considerando a realidade da escola e suas necessidades.

Trazer ao seio da escola uma temática como a Educação Ambiental, é recorrer às experiências pessoais individuais e coletivas. A Escola Estadual Dr. Ewerton Dantas Cortez, neste momento histórico e social, sabe e ressalta por meio de seus segmentos escolar a relevância deste estudo e pesquisa na Conferência sobre o meio ambiente, numa perspectiva educativa, com destaque dos elementos da natureza e do meio ambiente, focalizando o problema do lixo hoje. Neste espaço educativo da escola, e na sua responsabilidade social, podemos manifestar a nossa realidade e buscar agir no humano com suas possibilidades e limites para diminuir os problemas. Ações como: cooperação, auxílio nas tarefas diárias e coletivas, que diz respeito à redução do lixo. Ainda como diz Maturana, “buscar alternativas viáveis para a educação que resgate a distinta interação de convivência”... Capaz de recriar sistemas (vivo – humano) – meio.

O projeto da Conferência na Escola Estadual Dr. Ewerton Dantas Cortez sob Educação Ambiental: A questão do Lixo pretende explicar e mobilizar a comunidade local a respeito do problema do lixo e seus resíduos, como consequência de poluição, doenças e riscos quanto à saúde pública entre outros problemas. Assim, as produções realizadas pelos alunos serão expostas em painéis e publicadas em jornal local. Sendo sim possível a escola operar junto ao meio ambiente uma consciência ecológica, além de atitudes que gerem ações positivas a favor da natureza.

Nesta pesquisa temos como objetivo, mobilizar a comunidade escolar e local, quanto ao problema do lixo nos vários espaços da sociedade, e qual a nossa atitude para diminuir os riscos que poderemos sofrer esses em relação a nossa convivência com o meio ambiente. Aprimorar os estudos, pesquisas e projetos educativos que proporcione no educando a capacidade de gerenciar a questão da água no espaço de convivência e na Escola.

  • Envolver a comunidade Escolar, sobre a eleição dos delegados e seus suplentes, eleitos para compor a Conferência Estadual, entre os alunos matriculados em idade de 11 a 14 anos.

  • Debater o tema “Água” e socializar os projetos no contexto socioeducativo, por meio de oficinas, atividades culturais, educativas e cívicas.

  • Observar a gestão da agua a partir das queimadas que põe risco e o crescimento da seca na sobrevivência humana e trabalhar com temas Estratégicos.

2 - EDUCAÇÃO AMBIENTAL ONTEM E HOJE: Mundial, Nacional e Local.

As Políticas Públicas relacionadas aos impactos ambientais vem ao encontro para uma dimensão de controle da destruição ambiental. Neste sentido, o controle poderá ser aplicado em diferentes partes de regiões e pais, tendo em vista a diversidade e realidade. Qualquer atividade produtiva humana de serviços de uma organização pode interagir com o meio ambiente e interage com o aspecto ambiental.

Quantos as mudanças no meio ambiente, adversa ou beneficio, que resulte total ou parcial nas atividades e produções humanas, esta relacionada aos impactos ambientais. Um dos problemas ambientais no mundo mais grave diz respeito à poluição do meio ambiente. O lixo é problemático, sendo um resíduo, considerado inútil e gerado pela produção humana, daí, necessita de eliminação, tendo em vista os tipos de lixo, domiciliar, comercial, industrial, hospitalar público, nuclear, agrícola, entre os seus destinos e decomposição.

Em 1962, a obra de Carson intitulada: “Primavera Silenciosa”, já abordava a perda de qualidade de vida em várias partes do planeta, causada pela crescente queda de qualidade ambiental, produzida pela ganância dos lucros a qualquer custo. Em 1972, Estocolmo foi palco de discussões na Conferência da Organização das Nações Unidas sobre o Ambiente Humano, onde reconheceu o desenvolvimento de educação ambiental como elemento para o combate à crise ambiental no mundo. Já em 1975, em Belgrado, o Encontro Internacional de Educação Ambiental resultou na formulação da Carta de Belgrado, que alertou o mundo quanto às consequências do crescimento econômico e tecnologia sem limites.

No nível de sub-regional, em 1979 na Costa Rica, o Seminário de Educação Ambiental para América Latina destacou também a questão da educação. No ano de 1998 em Buenos Aires, o Seminário Taller Latino Americano de Educação Ambiental, sistematizou e divulgou os conhecimentos de Educação Ambiental. Nesse momento, cada escola construirá ou fortalecerá a Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida na Escola (Com-Vida), que deverá organizar o processo, envolvendo. A comunidade com o tema: Vamos Cuidar do Brasil com Escolas Sustentáveis; elaborará um projeto de ação, de acordo com os conhecimentos adquiridos no cotidiano escolar.

Nos materiais encaminhados para o processo da IV CNIJMA, a ser colocado em prática após o evento; criará um material de educomunicação para divulgar o projeto; elegerá um: Delegado (e suplente); e compartilhará o resultado do trabalho coletivo com outras escolas e com a comunidade. Existe alternativa sustentável, mas, com atuação ainda insuficiente, entre elas: aterro controlado e sanitário, incineração, compostagem e o controle com a prática dos três “erres”: Redução, Reutilização e Reciclagem, além de serviços como no caso dos catadores de lixo. No entanto, o impacto provocado pelos resíduos ainda é um dos grandes problemas da humanidade.

3 - AS POLÍTICAS PÚBLICAS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Na nossa legislação encontramos a Lei 6.938 de 17 de 1981, onde está estabelecida a Política Nacional de Meio Ambiente e a Revisão de Atividades efetivas poluidoras. Além da Lei 7.735 de 1989 e a Lei 9.795 de 1999, cria-se o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e de Recursos Naturais que institui e dispõe sobre a educação ambiental e sobre programas de conservação, recuperação. A sociedade brasileira vem freando com medidas socioeducativas e leis ambientais a destruição da natureza, mas em proporções que não se mostram suficientes ao que temos hoje como necessidade. No pensamento de Fritjof Capra, “precisamos incluir uma compreensão da mente e da consciência em nossa teoria dos sistemas vivos” (2005, p.48).

A Lei de Diretrizes e Bases Nacionais de Educação, 9.394 de 20 de Dezembro de 1996, juntamente com os Parâmetros Curriculares de 1997 propõem temáticas transversais para se abordar em todas as áreas de conhecimento, desde o Ensino Fundamental e a Educação Básica, destacando a questão do meio ambiente.

Existe alternativa sustentável, mas com atuação ainda insuficiente, entre elas: aterro controlado e sanitário, incineração, compostagem e o controle com a prática dos três “erres”: Redução, Reutilização e Reciclagem, além de serviços, como no caso dos catadores de lixo. Entretanto, o impacto provocado pelos resíduos ainda é um dos grandes problemas da humanidade.

Sabemos que o desenvolvimento de uma sociedade sustentável precisa romper com a profunda crise mundial, essa complexa, multidimensional e de muitas facetas, afetando a todos os seres vivos da terra. Neste sentido, a sustentabilidade, seja ela de ordem econômica, ambiental ou educacional, implica na dimensão do conhecimento interdisciplinar, onde acolhemos a perspectiva da interdependência entre todos os seres, o cuidado e a preservação dos seres vivos.

A questão que toca mais de perto a pesquisa é como então diminuir o lixo, esse que cresce numa dimensão rápida, um problema grave e que está bem perto de todos no cotidiano.

A interdisciplinaridade e transdisciplinaridade vêm romper com o pensamento e ações cartesianas, ganhando espaço com o conhecimento e pensamento sistêmico, este que convida a “Postula que todos os elementos influenciam e são influenciados reciprocamente.” (REVISTA ESPAÇO ACADÊMICO, nº56, 2006).

A interdisciplinaridade semeou um olhar e uma atitude no universo do conhecimento, e também foi se configurando como modo de relação com o conhecimento que, na escola, pudemos perceber em metodologias como a Pedagogia dos Projetos, revolucionando o trabalho com os conteúdos no processo de ensino e aprendizagem. Buscava-se assim um trabalho de forma integrada, fazendo interagir os conceitos e as experiências junto das crianças. Um tema era escolhido e, a partir daí, as áreas do conhecimento iam buscar seu modo de contribuir fomentando aprendizagens significativas.

Mesmo com esse trabalho integrado, as respostas e resultados não aconteciam da mesma forma quando observávamos as trocas entre os professores e os estudantes. Aqui podemos perceber as dificuldades herdadas de uma cultura cartesiana, criando obstáculos para uma abordagem complexa, em que é preciso fazer com o outro, interagir e acolher a diferença expressa no cotidiano da escola, todos para um pensar-sentir responsável em relação à natureza.

A interdisciplinaridade se caracteriza pela intensidade das trocas entre os especialistas e pelo grau de integração real das disciplinas, no interior de um projeto específico de pesquisa. A distinção entre as duas primeiras formas de colaboração e a terceira está em que o caráter do multi e do pluridisciplinar de uma pesquisa não implica outra coisa senão o apelo aos especialistas de duas ou mais disciplinas: basta que justaponham os resultados de seus trabalhos, não havendo integração conceitual, metodológica, etc. Por outro lado, podemos retomar essa distinção ao fixamos as exigências do conhecimento interdisciplinar para além do simples monólogo de especialistas ou do “diálogo paralelo” entre dois dentre eles, pertencendo a disciplinas vizinhas. (JAPIASSU apud NOGUEIRA, 2001, p.127).

O progresso e as revoluções tecnológicas avançam cada vez mais na sociedade, e, no entanto, a defesa do meio ambiente é concebida de forma separada de outras ações do homem. Desse modo, ainda de forma tímida, os documentos, atitudes e medidas implantadas e ampliadas pelo governo e a consciência da população não venceram problemas antigos, dentre eles e com destaque, está o problema do lixo.

O Estatuto da Cidade, criado pela Lei 10.257, de Julho de 2001 estabelece diretrizes da Política Urbana, normas de ordem pública e interesse social que regulamentam o uso da propriedade urbana em prol do bem coletivo, da segurança e bem estarem dos cidadãos, bem como trata do equilíbrio ambiental. (BRASIL apud REIGOTA, 2008, p.65). As políticas públicas está cada vez mais se aproximando da realidade brasileira.

4 - SABERES NA ESCOLA E AS FORMAS DE CONVIVÊNCIA COM O LIXO e EDUCAÇÃO AMBIENTAL

A Escola Estadual durante o ano letivo de dois mil e onze, começou a trabalhar juntamente com o lema da Campanha da Fraternidade: “A terra geme em dores de parto”, além de outros projetos desenvolvidos nos demais anos letivos. Também e paralelo, foi introduzido o projeto: A seleção de lixo. Os dois geraram discussões, reflexões e práticas pedagógicas, entre elas: confecções de cartazes, produções textuais, faixas com mensagens em defesa da natureza viva e verde. No entanto, a culminância do mesmo sofreu modificações que não atingiu a comunidade escolar, que foi a limpeza em mutirão ao redor da escola e a chamada de pensar da Dengue e suas consequências, abrindo uma lacuna de questionamentos, uma prática percebida pelos segmentos da escola, a não conclusão social e coletiva dos trabalhos realizados.

A horta escolar faz parte do “Programa Mais Educação”, rico em sua dimensão pedagógica e social. Em contrapartida, as contribuições ainda são tímidas quanto ao pensar ecológico e exploração relacionadas aos conteúdos escolares.

O projeto de pesquisa tem como lócus a escola, essa com características e demandas de alunos que, em sua maioria, situam-se com distorções de idade nos anos da escolarização, o que torna visível a circunstância de repetência. Temos as drogas no viver de alguns jovens e a escola acolhe menores infratores assistidos pelos programas de governo. A escola citada abraçou o projeto. Agora 2018, o projeto em ação está voltado para água durante o letivo vigente.

5 - METODOLOGIA

A metodologia empregada neste projeto de Ensino e de Pesquisa sobre o meio ambiente, com a perspectiva da consciência ecológica no espaço, tendo em vista, a problemática do lixo e os elementos da natureza: Água, Ar, Terra e o Fogo. Trata assim, dos problemas e a sinalização de soluções a respeito ao meio ambiente em sua globalidade.

As oficinas pedagógicas para a 4ª Conferência para o Meio Ambiente na Escola Estadual Dr. Ewerton Dantas Cortez, desenvolverá temáticas contemporâneas e estudos que interagem com graves problemas da atualidade que vivemos e lutamos para superar e minimizar os mesmos, neste caso, o lixo. A estratégia das oficinas pedagógicas utilizadas neste projeto considerará a realidade da comunidade escolar, e envolverá uma práxis pedagógica, relacionadas com a criatividade, partilha ludicidade e participação dos sujeitos; numa dinâmica de fluxo e exploração nas Áreas de Conhecimentos do 6º ao 9º Ano do Ensino Fundamental, para uma construção coletiva do pensar e o agir sob a questão do lixo nos espaços públicos.

5.1 - Oficinas em Educação Ambiental: Água, Ar, Terra, Fogo com enfoque do problema do lixo.

A oficina em Educação Ambiental destacou o lixo e seus problemas que afetam: água, ar, terra e fogo, e ainda consequência do lixo, envolvendo a experiência dos sujeitos que participam e produzem atividades pedagógicas que poderão se aproximar da realidade da comunidade escolar, e com possíveis soluções. E ao mesmo tempo, uma troca de potencialidades entre todos os participantes. Oficinas em Educação Ambiental vitalizou o conhecimento em relação à consciência ecológica e a convivência humana com o meio ambiente. E ainda configura espaços de invenção e mudanças de comportamentos quanto ao respeito e limites entre o homem e o meio ambiente.

Nesta dimensão da oficina, os alunos como sujeitos e capazes de assumirem, decidirem e escolherem com responsabilidade os seus atos em relação ao meio ambiente, seja socialmente e educativamente. Sabendo que cada ação humana possibilita elementos na natureza de forma positiva ou negativa, uma consequência que pode tem duração ao longo prazo ou não.



5.2-Aplicação metodológica das oficinas

As oficinas pedagógicas serão aplicadas na constituição de grupos por temáticas e ano de ensino. Sendo utilizado o espaço de sala de aula, de forma que cada professor com sua área de conhecimento, atrelada as outras áreas de conhecimentos, formarão atitudes interdisciplinares. Organizando, orientando e acompanhando os sujeitos-alunos na pesquisa e produção das oficinas. Nesta aplicação serão utilizados os recursos matérias de expedientes, didáticos, além de confecção de objetos, seja de sucata ou de criatividade dos participantes. As oficinas serão apresentadas logo a seguir.

5.2.1- Oficina de música com letras de Educação Ambiental

Os primeiros grupos do 6º Ano do Ensino Fundamental do turno vespertino ficarão responsáveis pela produção e pesquisa de letras de músicas que apresentarem uma alerta a consciência ecológica e educação ambiental. Gerando assim, um canto e exposição de letras. Atrelada também ao Programa Mais Educação com a modalidade Canto e percussão.

5.2.2- A poesia e a educação ambiental: AR e TERRA

A poesia será conduzida para ser trabalhada a sensibilidade, a imaginação e o lúdico no processo ensino e aprendizagem, com enfoque nos elementos: AR E TERRA. Sendo o grupo responsável o 7º Ano nesta pesquisa e produção.

5.2.3- Entrevista com a comunidade escolar sobre questão ambiental: Água e lixo

Será constituído um roteiro de perguntas abertas, para entrevistar as pessoas da comunidade escolar, onde ser abordado questões ambientais, com o fofo do problema da água e lixo. Neste sentido, a oficina terá seu espaço exploratório e analítico para ser exposto no Painel Interativo e no Mural da Escola. O grupo que liderará esta oficina é a turma do 8º Ano.

5.2.4 - Painel com as produções de Educação Ambiental e seus elementos

No Painel Interativo será exposta toda produção realizada pelos sujeitos envolvidos na pesquisa e estudo. Além de outras notícias locais que abordam a Educação Ambiental, na dimensão social e educativa. Sendo destacado o lixo, na proporção dos elementos da natureza.

5.2.5- Conferência com debate sobre a questão do meio ambiente com o foco o lixo

A Conferência será realizada no mês de Agosto de 2013, sob a comissão e membros eleitos de cada turma, sendo responsável direto o 9º Ano pela organização do Painel Interativo e o Mural da Escola Estadual Dr. Ewerton Dantas Cortez.

6 - Temas Estratégicos: Vamos cuidar da água

6.1 - Gestão da água.

  • Leitura de imagens sobre o tema.

  • Apresentação da musica Planeta água (Guilherme Arantes), pelos alunos das turmas envolvidas.

  • Vídeos: Caminhos das águas da Fundação Roberto Marinho e O mundo das águas.

6.2 - As queimadas: Risco de Crescimento da Seca.

Texto de Apoio:

  • História do Abastecimento de água: Bicas e Chafarizes – Parâmetros em Ação: Meio Ambiente na Escola – 5º a 9º.

  • Os múltiplos usos das águas das bacias hidrográficas e regiões brasileiras; Os ecossistemas litorâneos e o litoral brasileiro. (Kit do Projeto Caminho das Águas).

6.3 - Miniprojetos

  • Alunos do 5º ano dos anos iniciais, leitura de imagens (Transporte de água).

  • Alunos do 6º ao 9º ano dos anos finais, do ensino fundamental. (Produção de documentários sobre a água dentro da Escola)

  • Alunos do 5º ao 9º Ano: Oficinas (mapas, pinturas, recortes e colagens).

  • Atividades pedagógicas socializadoras: Maquete, encenação, produção textual. (5º ao 9º Ano)

  • Sabemos ainda que nem sempre tenhamos clareza disso, o que está envolvido no aprender é a transformação de nossa corporalidade, que segue um curso ou outro dependendo de nosso modo de viver. Falamos de aprendizagem como da captação de um mundo independente num operar abstrato que quase não atinge nossa corporalidade, mas sabemos que não é assim. “Sabemos que o aprender tem a ver com as mudanças estruturais que ocorrem em nós de maneira contingente com a história de nossas interações.” (Maturana, 2009, p. 60). Uma construção no modo de vida, numa perspectiva amorosa de aprender coletivamente.

  1. - CONSIDERAÇÕES FINAIS

As duas conferências realizadas na Escola Estadual Dr. Ewerton Dantas Cortez, favoreceu uma experiência em que o processo de aprendizagem se mostra e se mostrou momentos de emoções, desejos, projetos de vida, alegrias, sofrimentos. Educação é um campo que opera com aprendizagem de conteúdos, mas estes ganham sentido quando se conectam com um corpo que se movimenta mediante múltiplas formas de conhecer na linguagem. Educar é percurso que envolve a imaginação, a sensibilidade, as emoções e a afetividade de uma forma mais profunda nos sujeitos estudantes, professores. As oficinas e atividades propostas demonstraram que este espaço em que o aprender é processo do fazer, do sentir, da reflexão e da capacidade inventiva dos seres humanos. Atualmente as reflexões da ciência nos situam na relação direta com novos paradigmas que permitem perceber que somos parte de um mesmo mundo.

Os pensamentos sistêmicos e ecológicos, que juntos confluem no que poderemos chamar de pensamento ecossistêmico influenciam, não apenas a visão que temos do universo e de como ele opera, mas também sobre como se constrói o conhecimento, como os indivíduos operam mentalmente, vivem/convivem socialmente. (Cf: MORAES, 2004, p.146). Este novo entendimento sobre como conhecemos-vivemos requer o encontro de estudantes e professores com artefatos técnicos que potencializam o linguajar, a experiência do conhecer, do conhecer-se e da invenção da própria vida.

Neste sentido, a experiência com o jogo de areia no exercício da docência desenvolve melhor as potencialidades encontradas e muitas vezes adormecidas nos percursos escolares de estudantes e professores. É essencial aprendermos a sentir o valor da educação escolar, numa amorosidade dos seres humanos no modo de conviver na escola. Assim, estaremos buscando realizar uma educação que conspira e se alia ao processo de realização integral do que pode vir a ser o humano, cada vez mais amoroso e capaz de cuidar, de aprender, de se fazer feliz com os outros, tendo em vista a natureza e seus elementos.

  1. REFERÊNCIAS



ASSMANN, Hugo. Reencantar a educação: rumo à sociedade aprendente. 9ª. Petrópolis, RJ. Vozes, 2007.

BARBIERI, J. C. Políticas públicas indutoras de inovações tecnológicas ambientalmente saudáveis. Revista de administração pública, Rio de Janeiro, v.31(2).

BRASIL, Ministério da Educação. Programa parâmetros em ação, meio ambiente na escola: guia para atividades em sala de aula. Secretaria de Educação Fundamental – Brasília. DF: MEC; SEF, 2001.

Caderno do Kit do Projeto Caminho das Águas. Fundação Roberto Marinho.

CAPRA, Fritjof. A teia da vida. Uma nova compreensão científica dos sistemas vivos. São Paulo. Cultrix, 2006.

CAPRA, Fritjof. O ponto de mutação. São Paulo. Cultrix, 2006.

JAPIASSU, Hilton. Introdução ao pensamento epistemológico. 7ª. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1992. 135-52, Marc-Abr, 1997.

MATURANA, Humberto, ZÖLLER, Gerda V. Amar e brincar: fundamentos esquecidos do humano. São Paulo: Palas Athena, 2004.

MORAES, Maria Cândida. O paradigma educacional emergente. Cmpinas, SP: Papirus, 1997.

MORAES, Maria Cândida. Pensamento Eco-Sistêmico: educação, aprendizagem e cidadania no século XX. Petrólis, RJ: Vozes, 2004.

NOGUEIRA, Nilbo Ribeiro. Pedagogia dos projetos: uma jornada interdisciplinar rumo ao desenvolvimento das múltiplas inteligências. São Paulo: Érica, 2001.

NETO, Antônio Cabral ET al.(org.). Educação ambiental. Caminhos traçados, debates políticos e práticas escolares. Brasília: Líber Livro, 2010.

ZANIOL, Elisângela. Oficinando com jovens: A produção de autoria na restinga. Porto Alegre, 2005.



9 - Anexos



Fotos da escolha da comissão, e dos delegados e da 4ª e 5ª Conferências:

Fig: 1: Escolha de delegados

Fig: 2 eleita da IV Conferência

Fig::3 Conferência

Fig: 4 Escolha de delegados da V Conferência

Fig: 5 Construção da Horta Escolar

Fig: 6 Apresentação da Feira de Ciências



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