ISSN 1678-0701
Número 67, Ano XVII.
Março-Maio/2019.
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13/03/2019TARTARUGAS MARINHAS: CINCO DAS SETE ESPÉCIES VIVEM NO BRASIL  
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TARTARUGAS MARINHAS: CINCO DAS SETE ESPÉCIES VIVEM NO BRASIL



Animais estão em risco de extinção e são ameaçados pela pesca e ocupação da costa.

Todas as espécies que ocorrem no Brasil correm risco de extinção — Foto: Arte/TG

Uma relação oficial de animais da fauna brasileira ameaçados de extinção serve de alerta para as populações de tartarugas marinhas no Brasil: dentre as espécies ameaçadas, listadas no Livro Vermelho do ICMBio, encontram-se as cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no país.

Embora a tendência populacional esteja em ascensão nos últimos anos, as consequências das ameaças comuns do passado mantém as espécies na lista vermelha.

Projeto Tamar já salvou 35 milhões de tartarugas marinhas — Foto: José Ferreira/ TG

De acordo com pesquisadores do TAMAR, responsáveis pela avaliação das espécies marinhas, a coleta de ovos para alimentação humana não é mais uma ameaça significativa, mas a ocupação desordenada em áreas costeiras e a captura acidental em diferentes modalidades de pesca ainda afetam a sobrevivência das tartarugas.

Apesar dos esforços de proteção e monitoramento de áreas reprodutivas, os números desanimam: enquanto a tartaruga-verde, a tartaruga-oliva e a tartaruga-de-couro mantêm-se nos mesmos status de conservação de quando analisadas em 2003, a tartaruga-cabeçuda e a tartaruga-de-pente se encontram, atualmente, em categorias mais preocupantes.

Duas das cinco espécies mudaram de categoria — Foto: Arte/TG

O alerta quanto às tartarugas-de-couro e tartarugas-de-pente também é necessário: as espécies foram classificadas como Criticamente Em Perigo, categoria que antecede o grupo de Extinto na Natureza, quando o animal não existe mais em sua área de distribuição original, mas ainda pode ocorrer em cativeiro ou em outros habitats.

Considerada a maior e mais pesada entre as espécies brasileiras, a tartaruga-de-couro (Dermochelys coriácea), também conhecida por tartaruga-gigante e careba-gigante, é ameaçada principalmente pela captura durante pescarias, geralmente com rede de emalhe de deriva, prática responsável pela alta mortalidade de indivíduos.

Mergulhadores libertaram tartaruga-de-couro presa em linha de espinhel

Comum em oceanos tropicais e temperados de todo o mundo, a espécie chega próxima de águas sub-árticas e, no Brasil, desova exclusivamente no litoral norte do Espírito Santo.

O ciclo de vida longo, com maturação sexual entre 24 e 29 anos, é característica que também prejudica o crescimento da população dessa e de outras espécies.

Isso porque, de acordo com os especialistas, a maturação tardia e o ciclo de vida tornam a recuperação muito lenta, sendo possível que os números de desovas não se mantenham no futuro, devido à ação das atuais ameaças sobre os indivíduos jovens .

A tartaruga-de-pente também é conhecida como tartaruga-legítima e tartaruga-verdadeira — Foto: Arquivo TG

Atenção às tartarugas-de-pente

Ainda não recuperada da coleta de inúmeros ovos e do abate de fêmeas para a venda do casco, ações que prejudicaram a espécie no passado, a tartaruga-de-pente sofre hoje com a ocupação desordenada da zona costeira e os incidentes com pesca, principalmente em redes costeiras de emalhe e lagosteira.

Comum em águas subtropicais e tropicais, numa menor extensão, a mais tropical das espécies de tartarugas marinhas se reproduz no litoral norte da Bahia e Sergipe, assim como no litoral sul do Rio Grande do Norte.

Para as refeições, os indivíduos apostam nas ilhas oceânicas de Fernando de Noronha (PE), no Atol das Rocas (RN) e em Abrolhos (BA), onde há evidências de ser uma importante área de alimentação.

A captura de ovos foi um problema sério no passado — Foto: Arte/TG

Tartaruga-cabeçuda

O título de tartaruga marinha com maior ocorrência de desovas nas praias continentais brasileiras também não tira a tartaruga-cabeçuda da categoria Em Perigo.

Mesmo com o registro de aproximadamente 6.800 ninhos distribuídos em 639 quilômetros de parias, na temporada reprodutiva de 2008/2009, a espécie é ameaçada pelo aumento da atividade pesqueira, principalmente pela pesca com espinhel para atuns, espadartes e cações.

A pescaria de dourados, com espinhel de superfície, captura de tubarões-martelo com redes de emalhe, arrasto para camarão e pescarias costeiras também são responsáveis por inúmeras capturas de tartarugas-cabeçudas.

A tartaruga-cabeçuda também é conhecida como tartaruga-mestiça — Foto: Arquivo TG

Movimentação constante na areia da praia, fotopoluição, tráfego de veículos, construção de portos e ancoradouros, ocupação da orla por hotéis e condomínios e produção e distribuição de óleo e gás são alguns resultados do desenvolvimento costeiro desordenado que, assim como a pesca, colocam a vida de espécies marinhas em risco.

Garantidas as leis que atuam em prol da preservação dos animais, assim como a implementação de um plano de ação nacional e a participação do Brasil em convenções de proteção às tartarugas marinhas, os especialistas listam algumas ações de conservação necessárias.

Dar continuidade às atividades de educação ambiental, garantir a proteção dos ninhos, filhotes e fêmeas, desenvolver e implementar tecnologias para minimizar impactos antropogênicos e estimular a gestão participativa em comunidades pesqueiras são algumas das sugestões

Praias desertas se transformam em berçários das tartarugas marinhas — Foto: José Ferreira/ TG

Alerta geral

Os problemas acarretados pela pesca e pelo desenvolvimento desordenado afetam também a tartaruga-oliva, classificada como Em Perigo, e a tartaruga-verde, avaliada como Vulnerável.

Diferente de todas as outras espécies, a tartaruga-verde (Chelonia mydas) não desova no litoral. O hábito de fazer os ninhos em ilhas oceânicas, onde a ação predatória do homem é mais controlada, ajuda na proteção da espécie.

A tartaruga-verde apresenta o maior número de indivíduos juvenis mortos encalhados ao longo da costa brasileira em decorrência do aumento da pesca costeira de emalhe

Ainda que listada como ameaçada de extinção, a espécie, conhecida por tartaruga-do-mar, mantém um número estável de ninhos ao longo dos últimos anos. Entretanto, a maturação tardia prejudica a recuperação da população.

Espécies do Brasil e do Mundo se encaixam nas categorias de risco — Foto: Arte/TG

Répteis ameaçados

Os números obtidos das tartarugas marinhas são parte de um grande levantamento de dados de mais de 12 mil espécies da fauna brasileira.

As pesquisas contaram com a participação de 1.270 pesquisadores de mais de 250 instituições do Brasil e do exterior. Desses, 111 se dividiram entre as sete oficinas de trabalho responsáveis por avaliar o risco de extinção de 732 espécies de répteis.

Além das informações sobre as tartarugas marinhas, foram coletados dados de 31 espécies de testudines, ordem das tartarugas, cágados e jabutis, seis espécies de jacarés e 690 espécies do Squamata, ordem dos lagartos, serpentes e anfisbênias.

Jararaca-de-alcatrazes é listada como Criticamente em Perigo — Foto: Carlos Alberto Coutinho / TG

No levantamento, 80 espécies de répteis foram oficialmente conhecidas como ameaçadas no Brasil. Dessas, 62 foram consideradas ameaçadas pela primeira vez, enquanto 18 mantiveram a categoria adquirida no estudo de 2003.

De acordo com os especialistas, o aumento de répteis ameaçados é reflexo não só da piora da conservação dos habitats naturais, como também das novas informações obtidas pela comunidade científica nos últimos anos, já que o Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, lançado em janeiro deste ano, foi a edição com maior abrangência de pesquisa.

Desde 2008, ano do último levantamento até então, 716 espécies passaram a integrar a lista de ameaçados e 170 saíram. Além disso, em 2018 foram analisadas 10.854 espécies a mais do que no último censo



Fonte: encurtador.com.br/bdwOW





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