ISSN 1678-0701
Número 67, Ano XVII.
Março-Maio/2019.
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Educação e temas emergentes

13/03/2019OS BENEFÍCIOS DE BRINCAR AO AR LIVRE: CRIANÇA, NATUREZA E EDUCAÇÃO AMBIENTAL  
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OS BENEFÍCIOS DE BRINCAR AO AR LIVRE: CRIANÇA, NATUREZA E EDUCAÇÃO AMBIENTAL

ARAUJO, Jainara Fernandes de¹; BRITZ, Kátia L.¹; OLIVEIRA, Dayene F. dos S. de. ²; SOUZA, Jordana dos S. de³; FOFONKA, Luciana4

¹Graduanda Pedagogia IERGS/UNIASSELVI. E-mail: katia.britz@hotmail.com;

²Graduanda Pedagogia IERGS/UNIASSELVI. E-mail: dayene.kgn@gmail.com;

³Graduanda Pedagogia IERGS/UNIASSELVI. E-mail: josouza_05@hotmail.com

4 Profª Orientadora IERGS/UNIASSELVI. E-mail: lufofonka@yahoo.com.br

RESUMO

O presente estudo tem por objetivo geral refletir sobre a importância da educação ambiental demonstrando os benefícios de brincar ao ar livre. É importante a criança brincar para seu desenvolvimento, incluindo nessas brincadeiras os familiares e o meio ambiente. E tem como objetivos específicos: apresentar o brincar ao ar livre, onde as brincadeiras são importantes para o desenvolvimento das crianças. Apontar os benefícios de brincar ao ar livre, que abrange diversas áreas do ser humano e descrever a importância entre a natureza e as crianças, onde as mesmas devem saber desde pequenas a importância desse contato e do respeito. A metodologia aplicada para a realização desse estudo foi a prática simulada, tendo como fonte de exploração de temas teóricos. Também foi utilizada a metodologia documental e bibliográfica, partindo de registros disponíveis decorrentes de pesquisas anteriores, seja em livros, sites, registros audiovisuais. A metodologia utilizada nesse estudo quanto aos objetivos é exploratória. Por fim, esse trabalho nos levou a refletir sobre a importância do brincar ao ar livre para o desenvolvimento da criança e os benefícios que esse feito proporciona. Entendendo a necessidade de desde os primeiros meses de vida a criança já estar em contato com a natureza, para que possa crescer saudável e consciente do seu papel como cidadão.

Palavras-chave: Benefícios. Brincar. Natureza.

1 INTRODUÇÃO

O presente estudo tem por objetivo geral refletir sobre a importância da educação ambiental demonstrando os benefícios de brincar ao ar livre. É importante a criança brincar para seu desenvolvimento, incluindo nessas brincadeiras os familiares e o meio ambiente.

E tem como objetivos específicos: apresentar o brincar ao ar livre, onde as brincadeiras são importantes para o desenvolvimento das crianças. Apontar os benefícios de brincar ao ar livre, que abrange diversas áreas do ser humano e descrever a importância entre a natureza e as crianças, onde as mesmas devem saber desde pequenas a importância desse contato e do respeito.

Para a realização deste trabalho, foi utilizado a prática simulada, tendo como fonte de exploração de temas teóricos. Também foi utilizada a metodologia documental e bibliográfica, partindo de registros disponíveis decorrente de pesquisas anteriores, seja em livros, sites, registros audiovisuais. A metodologia utilizada nesse estudo quanto aos objetivos é exploratória.

Em meio a tantos brinquedos eletrônicos chamativos aos olhos das crianças, um tipo de diversão não pode ser esquecido na infância: as brincadeiras ao ar livre. Automaticamente, ligamos essas atividades à liberdade, embora a crescente violência urbana. É brincando que as crianças se desenvolvem tanto no aspecto quanto na sapiência do mundo. As brincadeiras são instrumentos essenciais para o raciocínio, reflexo, ampliando a autoconfiança e, mais do que isso, favorecendo para a socialização.

No feito de brincar ao ar livre não tem porque estarem sozinhas, uma vez que é muito melhor partilhar as brincadeiras em família. Os benefícios de brincar ao ar livre são muitos. É essencial que os pais incentivem, parabenizem e reconheçam essas crianças por fazerem essas atividades. Assim, até as crianças mais tímidas aos poucos se soltam durante as brincadeiras.

Nos primeiros anos de vida, a criança vai aprendendo diversas possibilidades sobre o mundo à sua volta, com suas cores e texturas. Assim, vai constituindo contato com a natureza e compondo novos saberes. Compreende que a natureza interage com ela e mutuamente. Também entende que são da mesma forma responsáveis pelo cuidado e respeito a natureza.

As experiências de brincar ao ar livre e ter convívio com a natureza oferecerão a criança um vasto conhecimento de mundo que os cerca, e incentivará todos os seus sentidos. Assim, poderão provar sensações de maneira direta e especialmente compartilhar todos esses momentos com a família.

2 BRINCAR AO AR LIVRE

Em meio a tantos brinquedos eletrônicos chamativos aos olhos das crianças, um tipo de diversão não pode ser esquecido na infância: as brincadeiras ao ar livre. Automaticamente, ligamos essas atividades à liberdade, embora a crescente violência urbana. É brincando que as crianças se desenvolvem tanto no aspecto quanto na sapiência do mundo. As brincadeiras são instrumentos essenciais para o raciocínio, reflexo, ampliando a autoconfiança e, mais do que isso, favorecendo para a socialização.

Para Vigotski (2007) a criança ao nascer já está compenetrada em um contexto social, e a brincadeira se torna essencial para ela pontualmente na adaptação do mundo, na internalização das convicções desse ambiente externo a ela. O âmbito social é essencial para o brincar infantil.

Brincar é necessário, é através dele que as crianças desvelam o mundo, se revelam e se põem em um contexto social. A brincadeira, segundo Brougère (2001), supõe contexto social e cultural, estando em um sistema de vínculos interindividuais, de cultura. Através do o ato de brincar, a criança observa o mundo e suas capacidades, e se inclui nele, de forma espontânea e divertida, promovendo assim suas competências cognitivas, motoras e afetivas.

Há diversas possibilidades de atribuirmos os espaços ao ar livre, o caráter educativo e de aprendizagem é defendida por Barbieri:

Todos os lugares são lugares de aprender. Cidades, florestas, quintais, territórios a serem investigados, com árvores, rios, clareiras, praças, praias. A natureza é um manancial de possibilidades para a formação estética, não só para as crianças, como para todos os seres humanos. (BARBIERI, 2012, p.115).

Através desta percepção, podemos reaver nossas raízes como seres humanos, seres da Terra e nosso vínculo direto com o mundo. Orientar o observar para a natureza e discernir nela capacidades de ação educativa e de crescimento para a criança, é um modo de ofertar às crianças possibilidades de se viver a infância além dos muros e das paredes das suas casas e escolas, expandindo sua ligação com o mundo.

O brincar é essencial para a evolução da criança, Vigotski (2007) confirma essa afirmação. O autor dispõe que o brincar é uma prática que incentiva a aprendizagem pois agrega uma zona de desenvolvimento proximal na criança:

[...] No brinquedo, a criança sempre se comporta além do comportamento habitual de sua idade, além do seu comportamento diário; no brinquedo é como se ela fosse maior do que ela é na realidade. Como no foco de uma lente de aumento, o brinquedo contém todas as tendências do desenvolvimento sob forma condensada, sendo ele mesmo uma grande fonte de desenvolvimento. (VIGOTSKI, 2007, p.134).

Para Vigotski (2007), no brinquedo ocorrem as maiores conquistas de uma criança, e são elas que se tornarão, no futuro, seu grau básico de ação real e moralidade.

Brincar ao ar livre é essencial para a promoção infantil. Os benefícios para o corpo, vão adiante de apenas tomar sol (em horários oportunos) e exercitar-se. No momento em que brinca ao ar livre, a criança se move com mais liberdade, discerne a si mesmo, gerência velocidades e distâncias. É o suporte para a constituição de cidadãos supremos, que entendem e aceitam as diversidades, o meio ambiente, que sabem dividir e ajudar os que carecem, pois compartilham com outras pessoas. Ao ar livre “Tudo se torna mais distante e amplo em comparação com o quarto e demais ambientes fechados. Com isso, a criança precisa explorar o espaço em outra escala: deslocar-se, conduzir objetos e ocupar o entorno com próprio corpo”. (FORTUNA apud LOPES, 2016).

Existem diversos modos e iniciativas elementar e agradável de retomar brincadeiras que podem ser ensinadas as crianças, de acordo com sua faixa etária - pipa, peteca, bola de gude ou ciranda. Dessa maneira, eles têm a viabilidade de participar de uma atividade rica em trocas interpessoais e desfrutar de um patrimônio que pertence à cultura brasileira. Algumas dicas para curtir a vida do lado de fora, também são válidas como:

  • Jogos com bola aprovam comunicações e movimentos diversos, como rodá-la ou chutá-la um para o outro, atingir alvos e sugerir objeções como queimada ou uma pelada.

  • Brincadeiras que abranjam corrida, como pega-pega, beneficiam a rapidez e a promoção de técnicas de fuga, captura e retomada.

  • Pular corda, fazer ciranda e brincar de roda cercam mover-se de acordo com definido ritmo. Cantar cantigas e músicas juntos deixa a distração ainda maior.

Assegurar a criança o brincar ao ar livre é propiciar uma pluralidade de situações em que terá a autonomia de optar os riscos que quer correr, gerenciá-lo e aprender sobre eles. Dessa forma, chegarão à vida adulta mais aptos e resistentes, capazes de superar as adversidades da vida.

2.1 OS BENEFÍCIOS DE BRINCAR AO AR LIVRE

Evidentemente os benefícios de brincar ao ar livre são muitos, além das diversas vantagens já citadas, a lista não para pôr aí, brincar ao ar livre estimula (SOU MAMÃE, 2017; MEDINA, 2015):

  • Aprendizagem: quanto mais a criança se movimenta nos primeiros anos de vida, maior é o incentivo ao seu cérebro, principalmente na região do cerebelo, que é responsável pelo equilíbrio.

  • Criatividade: estar em uma atmosfera livre que não conta com brinquedos pré- fabricados ou jogos já definidos, como os videogames, possibilita que as crianças criem suas distintas brincadeiras e idealizem histórias.

  • Autonomia: crianças que usam brincar ao ar livre tendem a ser mais autônomas e independentes.

  • Previne a ansiedade e obesidade infantil: uma das maiores questões das crianças da atualidade. As crianças no momento em que jogam ao ar livre, têm que deixar sua vida sedentária por algumas horas e sair de casa, o que pressupõe sempre um exercício físico.

  • Vitaminas e hormônios: É ao ar livre (no horário adequado e com protetor solar) que há a síntese da vitamina D, essencial para o crescimento dos ossos. O hormônio serotonina, que ordena o sono e o humor, sua produção fica maior quando a criança está em proximidade com a natureza. Outro hormônio, a endorfina, que aumenta a percepção de bem-estar, conforto e alegria bem como tem seus níveis distintos nesse trato mais livre.

  • Sistema imunológico: que adquire com os indispensáveis arranhões e o contato com as bactérias.

  • Ganhos corporais: nos primeiros cinco ou seis anos de vida, quanto mais a criança se move e opera grandes músculos - como das pernas e dos braços- melhor é o incentivo ao cerebelo, região posicionada na base do cérebro, onde ocorrem as sinapses (conexões entre neurônios). O feito desse processo é a evolução de aptidões como organização espacial e equilíbrio, incontestável para todas as demais capacidades motoras futuras.

  • Melhora o sono e potencializa o cérebro: a restrição do sono resulta na redução de QI, que é atingido quando a criança não dispõe de exposição a brincadeiras ao ar livre.

das crianças com idade escolar sofrem com privação de sono. A falta de sono já é considerada uma epidemia o que explicaria o aumento nos índices de obesidade, depressão, hiperatividade, problemas de comportamento e até uma diminuição do QI. Porém, estudos têm indicado que uma solução para desafios com o sono e a prevenção destes transtornos, é simples e exige pelo menos 2 horas do dia da exposição da criança a atividades ao ar-livre (ZANOTTO, 2018).

  • Previne o desenvolvimento de problemas de visão - reflexões apontam que a possibilidade de uma criança desenvolver Miopia (ou enxergar objetos distantes) é superior do que em gerações anteriores. Isso em razão de atividades internas, as crianças passam mais tempo focalizando em objetos próximos do que fomentando todas as funções visuais devidamente.

  • Relações sociais: constantemente vemos mencionado sobre a imposição de beneficiar as relações sociais entre as crianças. As crianças tímidas e solitárias podem descobrir um bom incentivo para aprimorar suas capacidades sociais nessas brincadeiras ao ar livre se mostrarmos a elas como uma prática habitual.

  • Desenvolve a atenção e a concentração: as brincadeiras podem ser meios de levarem as crianças a adquirirem concentração, pois passam a prestarem atenção em tarefas que lhes proporcionam prazer, que não entendem como dever ou esforço. Segundo a autora:

Numa época onde nunca se falou tanto de hiperactividade e/ou défice de atenção e onde o recurso à medicação atinge níveis elevados, brincar é também uma forma de a criança extravasar a sua energia, podendo depois concentrar-se nas tarefas que exigem concentração (COSTA, 2018).

  • União familiar: Além dos benefícios para as crianças, brincar ao ar livre é uma das maiores formas de união familiar. Momentos memoráveis divididos por toda a família. O maior ato que podemos proporcionar a elas é tempo e atenção de qualidade.

Além da união familiar, é nos espaços ao ar livre que as famílias têm distintas oportunidades de estimular seus filhos a relacionar-se com crianças de múltiplas idades, sejam irmãos, primos ou parceiros de diversão. Pais que tem seus filhos de idades diferentes, ainda que um deles já corra, pule, salte e o outro ainda estejam começando a desvendar o mundo, cada um terá as suas especificidades, suas limitações e seu modo de interagir entre si, com os outros e com o ambiente ao seu redor. Os pais devem incentivar desde de bebê seus filhos, a coletividade, o contato e o respeito com natureza.

Existem diversas possibilidades e benefícios de brincar ao ar livre, brincar é ter a oportunidade de criar, explorar, descobrir e, sobretudo, é um momento único de desenvolvimento.

Segundo Oliveira (2000) o brincar não quer dizer apenas recrear, é além disso, caracterizando-se como uma das maneiras mais profundas que a criança tem de comunicar-se entre si e com o mundo, ou seja, o avanço acontece durante trocas mútuas que se constituem ao longo de toda sua vida. Assim, por intermédio do brincar a criança pode ampliar capacidades essenciais como a atenção, a memória, a imitação, a imaginação, e além disso possibilitando à criança o desenvolvimento de âmbitos da personalidade como afetividade, motricidade, intelecto, sociabilidade e singularidade.

2.2 CRIANÇA E NATUREZA

Nos centros urbanos brasileiros, as crianças passam 90% de seu tempo diário em lugares fechados dificultando o brincar em áreas livres, e tal qual contato com a natureza em todas as etapas da vida de um indivíduo, é tão importante, que sua ausência foi definida como Transtorno do Déficit de Natureza.

Brincar em contato com a natureza é incitar a criança a viver em sua singular natureza, ou seja, no meio natural de sua infância. Neste espaço podemos descobrir do mesmo modo, os incentivos naturais para que elas aprimorem seu potencial humano e criativo, pois ao se posicionar em contato com os recursos da natureza e a reconhecer neles o movimento e ritmo, ela também se inspira a se aprimorar como natureza humana. Segundo Machado (2016) “O melhor brinquedo para a criança é a própria natureza. A graça para a criança ao brincar está em subverter os objetos e transformá-los em brinquedos, em algo diferente e novo”.

As crianças têm encanto pela natureza e constituem com ela elos de afetividade. Elas compreendem a natureza durante analises, contemplam o voo dos pássaros, borboletas, a textura das folhas, o perfume das flores e até no observar o caminhar das formigas. Sujar os pés de lama, encher os olhos de areia, rodar na grama faz parte, da distinta “VIDA” através das crianças.

É essencial aguçar nas crianças desde pequenas a percepção que todos somos igualmente responsáveis pelas indagações ambientais. Também precisa ser estimulada nas atitudes diárias, nas questões do lixo, do desperdício, das responsabilidades com a água, os animais, as plantas, o solo, o ar e etc.

Segundo o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (BRASIL, 1998 apud STEUCK, PIANNEZER, 2013, p. 187):

[...] As crianças devem, desde pequenas, ser instigadas a observar fenômenos, relatar acontecimentos, formular hipóteses, prever resultados para experimentos, conhecer diferentes contextos históricos e sociais, tentar localizá-los no espaço e no tempo. Podem também trocar ideias e informações, debatê-las, confrontá-las, distingui-las e representá-las, aprendendo, aos poucos, como se produz um conhecimento novo ou por que as ideias mudam ou permanecem.

As crianças com o incentivo dos familiares e até mesmo do educador, deve perceber desde bem pequenas que necessitam das riquezas da natureza para sua sobrevivência. Devem ser sujeitos capazes de aprender a pesquisar, ser críticos, reflexivos e participativos, que no futuro possam tomar decisões e potencializar ações humanas em prol da vida e do planeta.

2.3 A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL



A relevância da educação ambiental na sociedade é uma questão indispensável para a vida de todos. A industrialização, a globalização, o mundo capitalista, o consumismo desmedido, o crescimento populacional descontrolado, países em subdesenvolvimento, comunidades sem estrutura apropriada onde faltam todas as possibilidades para construir uma vida saudável e que seja de convivência mútua com a natureza, todas essas questões contribuem para a crise ambiental.

Segundo os autores Coelho e Terra (2005, p. 313):

Um retrospecto da questão ambiental no Brasil mostra que as primeiras iniciativas governamentais mais objetivas de proteção ao meio ambiente ocorreram na década de 1930. Por exemplo, em 1934, foi instituído por lei o Código de Águas (aplicado até os dias atuais), que regulamentou a utilização e a proteção dos recursos hídricos, e aprovado o Código Florestal.

O meio ambiente passou a estabelecer uma maior preocupação quando:

O governo a partir da década de 1960, por causa dos provocados principalmente pela expansão industrial. Nessa década surgiram as primeiras instituições (programas e organismos) governamentais para a proteção ambiental: o Programa Nacional de Saneamento e o Conselho Nacional de Poluição, criados em 1967. (COELHO, TERRA, 2005, p. 313).

A criação de algumas instituições ajuda na promoção da educação ambiental, tais como:

      • A Secretária Especial do Meio Ambiente - Sema (1973), vinculada ao Ministério do Interior e extinta em 1989;

      • O Conselho Nacional do Meio Ambiente – Conama (1981), responsável pela formulação e aplicação de políticas ambientais.

      • O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente – Ibama (1989), organismo responsável pela fiscalização e administração de políticas do meio ambiente e pela preservação e uso racional dos recursos naturais. (COELHO, TERRA, 2005, p. 313).

Outros avanços foram, conforme Coelho e Terra (2005, p. 313-314):

A implementação da Política Nacional do Meio Ambiente 1983, e a criação do Ministério do Desenvolvimento Urbano e do Meio Ambiente (1985), que originou o Ministério do Meio Ambiente, em 1999. Na constituição de 1988 foi inserido um capítulo sobre meio ambiente, considerado um dos mais avançados do mundo. Infelizmente, existe um enorme abismo entre a legislação e a realidade do país.

Ocorreu também na área da legislação a formação das chamadas áreas de conservação do meio ambiente (parques e reservas) e a normatização da utilização dos recursos naturais (código de mineração, código florestal). Foi elaborado, também, o Programa Nacional de Florestas, em abril de 2000.

A Educação Ambiental, conforme definida na Lei Federal n.°9.795 (BRASIL, 1999), que instituiu a Política Nacional de Educação Ambiental, caracteriza-se pelos processos aos quais os indivíduos e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes, bem como competências focadas para a preservação do meio ambiente, indispensáveis à sadia qualidade de vida e à sua sustentabilidade.

A lei define princípios e objetivos das Diretrizes da política nacional de educação ambiental:

Incentivar a educação ambiental com caráter humanista, participativo e democrático;

Compreender a totalidade do meio ambiente e sua importância dentro da vida socioeconômica e cultural;

Estabelecer políticas contínuas ao longo da formação educacional, sempre valorizando o valor ecológico da metodologia de ensino;

Valorizar as diferenças e valores de cada região brasileira, com sua diversidade de fauna, flora e clima, respeitando também à pluralidade cultural do país;

Estudar e compreender os aspectos ecológicos do meio ambiente dentro de cenários psicológicos, políticos e sociais;

Democratizar o acesso a conteúdos ambientais para todas as classes sociais;

Defender uma sociedade sustentável e aliada ao desenvolvimento humano, assim como na defesa da qualidade de vida;

Motivar a participação de todos os níveis (micro e macro) da sociedade. (FRAGMAQ, 2014).

A Educação Ambiental designa que o desenvolvimento sustentável deve ser incitado do micro para o macro. Integrada a educação básica, o sujeito passa a adotar práticas sustentáveis em pequenas ações de seu cotidiano, como fazer coleta seletiva em seu lar, economizar energia e água, entre outros. Ampliando essas práticas para bairros, zonas regionais, cidades, estados, países.

Nesse sentido, entra em ação a educação ambiental, que apresenta questões relativas ao desenvolvimento sustentável e à consciência ecológica na utilização dos recursos naturais.

2.4 EDUCAÇÃO AMBIENTAL E A ESCOLA

A forma mais comum de ser aplicada a educação ambiental é incluir o assunto nas escolas, através de projetos que promovam o envolvimento dos alunos com a questão ambiental. Nas escolas o assunto é tratado principalmente como Temas transversais. Para isso foi sancionada a lei n 9.795/ 99, que institui a Política Nacional de Educação Ambiental. A lei deve estar presente de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do método educacional, em caráter formal e não formal.

Segundo Segura (2001, p. 21):

A escola foi um dos primeiros espaços a absorver esse processo de “ambientalização” da sociedade, recebendo a sua cota de responsabilidade para melhorar a qualidade de vida da população, por meio de informação e conscientização.

Trabalhar com educação ambiental nas escolas traz inúmeros benefícios como: formar uma sociedade mais crítica, engajada e mais sustentável.

Para diversos professores executar temas transversais como o meio ambiente no dia a dia escolar é bastante difícil, já que as salas de aula são geralmente cheias, com diversos conteúdos para serem ensinados durante o ano letivo, que deve ser cumprido conforme a grade curricular.

O professor tem a função de ser mediador das indagações ambientais, estando preparado e disposto a buscar conhecimentos, informações e transmitir aos alunos consciência de que o desenvolvimento de construção e conhecimentos é contínuo.

Assim, o docente deve, acompanhado dos educandos buscar conhecimento, com o intuito de potencializar neles um olhar crítico perante a realidade ambiental e de desenvolverem uma consciência global das indagações do meio ambiente para que sejam capazes de assumir uma mudança de valores. Em sala de aula o docente deve relacionar o conteúdo administrado às questões diárias das crianças.

Enfim, na educação, pode - se alcançar auxílio para a evolução da relação homem-natureza-homem, já que é conscientizando o sujeito que o convívio através das pessoas e o meio ambiente pode progredir. Visto que, é desde criança que se aprende a preservar.

3 MATERIAL E MÉTODOS

Para a realização deste trabalho, foi utilizado a prática simulada, tendo como fonte de exploração de temas teóricos. Também foi utilizada a metodologia documental e bibliográfica, partindo de registros disponíveis decorrentes de pesquisas anteriores, seja em livros, sites, registros audiovisuais. A metodologia utilizada nesse estudo quanto aos objetivos é exploratória

Após verificar os conceitos sobre as respectivas pesquisas, partimos para a construção das definições de cada pesquisa, sendo essas com nossas próprias palavras e entendimento com total respeito aos sites em que foram estudados os conceitos de pesquisa.

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

A Educação Ambiental sensibiliza para que o desenvolvimento sustentável seja incentivado desde a educação infantil. Na educação ambiental é possível incentivar a evolução da relação homem-natureza-homem, já que é conscientizando o sujeito que o convívio através das pessoas e o meio ambiente pode progredir. Visto que, é desde criança que se aprende a preservar Segura (2001) ressalta que:

A escola foi um dos primeiros espaços a absorver esse processo de “ambientalização” da sociedade, recebendo a sua cota de responsabilidade para melhorar a qualidade de vida da população, por meio de informação e conscientização.

Compreende-se que é preservando a natureza e o meio ambiente é que se pode preservar a adequada saúde dos indivíduos e a vida dos recursos naturais presentes no globo terrestre.

Segundo Segura (2001, p.165):

Quando a gente fala em educação ambiental pode viajar em muitas coisas, mais a primeira coisa que se passa na cabeça ser humano é o meio ambiente. Ele não é só o meio ambiente físico, quer dizer, o ar, a terra,a água, o solo. É também o ambiente que a gente vive – a escola, a casa, o bairro, a cidade. É o planeta de modo geral. (...) não adianta nada a gente explicar o que é efeito estufa; problemas no buraco da camada de ozônio sem antes os alunos, as pessoas perceberem a importância e a ligação que se tem com o meio ambiente, no geral, no todo e que faz parte deles. A conscientização é muito importante e isso tem a ver com a educação no sentido mais amplo da palavra. (...) conhecimento em termos de consciência [...] A gente só pode primeiro conhecer para depois aprender amar, principalmente, de respeitar o ambiente.

Desse modo, compete a todos os educadores orientar e conscientizar os estudantes que é possível e necessário essencial a natureza, pois faz parte do mundo global e se faz presente no cotidiano.

Brincar ao ar livre é, sob diversos aspectos fundamentais para o desenvolvimento infantil. Existem benefícios para o corpo, que vão muito além das vantagens mais óbvias, como tomar sol (em horários adequados) e exercitar-se. Quando brinca ao ar livre, a criança se move com mais liberdade, conhece a si mesmo, testa velocidades e distâncias. “Tudo se torna mais distante e amplo em comparação com o quarto e demais ambientes fechados. Com isso, a criança precisa explorar o espaço em outra escala: deslocar-se, conduzir objetos e ocupar o entorno com próprio corpo”, diz Tania.

Para dar ênfase ao trabalho e assegurar o ponto de vista das autoras do presente estudo citamos Oliveira (2000) que diz que o brincar não quer dizer apenas recrear é, além disso, caracterizando como uma das maneiras mais profundas que a criança tem de comunicar-se entre si e com o mundo, ou seja, o avanço acontece durante trocas mútuas que se constituem ao longo de toda sua vida. Assim, por intermédio do brincar a criança pode ampliar capacidades essenciais como a atenção, a memória, a imitação, a imaginação e, além disso possibilitando à criança o desenvolvimento de âmbitos da personalidade como afetividade, motricidade, intelecto, sociabilidade e singularidade.

Segundo Machado (2016), “O melhor brinquedo para a criança é a própria natureza. A graça para a criança ao brincar está em subverter os objetos e transformá-los em brinquedos, em algo diferente e novo”.

Na perspectiva de ilustrar os benefícios de brincar ao ar livre e de a criança ter contato com a natureza, podemos citar Meirelles:

Na natureza, as crianças são solicitadas a agir de dentro para fora, pois há apenas sugestões do que, como e por que fazer algo. Ao contrário dos brinquedos prontos, ou da televisão, que já possuem forma, função e conteúdo definidos, os elementos da natureza convidam a criança a agir ativamente no mundo, transformando a matéria a partir de sua imaginação e ação. Assim, de um tronco nasce um carrinho; de um sabugo, uma boneca; de uma folha de bananeira, uma cabana. Ao transformar a matéria-prima, a criança produz cultura. (MEIRELLES, 2014, p.64).

Meirelles busca tornar visível o brincar como produção cultural das crianças, um brincar genuíno e com extrema conexão com a natureza. O autor ao citar sobre a natureza, nos dá suporte para afirmar que brincando ao livre a criança estimula a sua imaginação, criatividade e autonomia. O brincar ao ar livre desperta a esperança por conhecimentos amplos e imaginários.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A educação ambiental deve ser introduzida na sociedade prestes a ser transformada em sinônimo de cidadania. A mesma deve definir uma nova consciência para todos os indivíduos do planeta. A educação ambiental deve ser promovida diariamente, seja nas escolas, nas ruas, no trabalho, dentro de casa. A educação pode exercer a incumbência de assegurar a todos os indivíduos o direito de usufruir de um ambiente saudável.

O brincar faz parte do desenvolvimento da criança, pois é através do brincar que a criança desenvolve diversas áreas de sua vida como: área motora, social e psíquica. É brincando que a criança interage, socializa e se desenvolve.

O brincar ao ar livre proporciona a criança uma “liberdade”, correr, pular, saltar. Além de outros benefícios como na aprendizagem, na criatividade, na autonomia, prevenindo também a ansiedade e a obesidade infantil, fortalece o sistema imunológico, favorece nos ganhos corporais, melhora o sono, previne o desenvolvimento de problemas de visão, desenvolve a atenção e a concentração e ajuda no desenvolvimento das relações sociais.

A relação da criança com a natureza precisa ser desenvolvida pelos pais e responsáveis desde os primeiros meses da criança. A criança precisa estar ligada à natureza, pois, precisa criar este vínculo, reconhecendo-a como parte de sua vida. É essencial fazer com que a criança tenha interesse pela natureza, tanto no cuidado, como também nas suas responsabilidades, como as questões do lixo, reciclagem, desperdício, responsabilidade com a água, animais, plantas, solo e o ar.

Por fim, esse trabalho alcançou os objetivos propostos, pois nos levou a refletir sobre educação ambiental, a qual deve ser inserida na sociedade desde os anos iniciais através das escolas. Despertando na criança a consciência de preservação e de cidadania. Assim a criança passa a entender, desde cedo, que precisa cuidar, preservar e que o futuro depende do equilíbrio entre homem e natureza e do uso racional dos recursos naturais. Que é de extrema importância o brincar ao ar livre para o desenvolvimento da criança e os benefícios que esse brincar e o contato com a natureza traz para elas. É importante entender a necessidade de desde os primeiros meses de vida a criança já estar em contato com a natureza, para que possa crescer saudável, crítico e consciente do seu papel como cidadão.

REFERÊNCIAS

BARBIERI, S. Interações: onde está a arte na infância? São Paulo: Blucher, 2011.

BRASIL. Lei 9.795 /99. Política Nacional de Educação Ambiental. Brasília, DF, 1999.

BRASIL apud STEUCK DANNA, Cristina; PIANNEZER MARATELLI, Lúcia Cristiane. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Brasília: MEC / SEF, 1998, v.1, 2, 3, p. 172 apud STEUCK, PIANNEZER, 2013, p. 187.

BROUGÈRE, G. Brinquedo e cultura. 4ª ed. São Paulo: Cortez, 2001.

COSTA, Marta. 10 benefícios de brincar no regresso das aulas. Site mãe me quer. Agosto, 2018. Disponível em: https://www.maemequer.pt/desenvolvimento-infantil/crescer/brincar/10-beneficios-de-brincar/.<< Acesso em: 18/11/2018 >>.

FRAGMAQ. Saiba o que é e qual a importância da educação ambiental. Setembro. 2014. Disponível em: https://www.fragmaq.com.br/blog/saiba-importancia-educacao-ambiental/. << Acesso em: 06/03/2019>>.

GLOBO. Brincar ao ar livre faz bem. Revista crescer. Brinca é preciso. Setembro. 2016. Disponível em: https://revistacrescer.globo.com/Brincar-e-preciso/noticia/2015/02/brincar-ao-ar-livre-faz-bem.html. << Acesso em: 23/10/2018 >>.

TERRA, Lygia; COELHO, Marcos de Amorim. Geografia geral e geografia do Brasil: o espaço natural e socioeconômico. São Paulo: Moderna, 2005.

MACHADO, Ana Lúcia. Brincando com os 4 elementos da natureza. 1. ed. nov. 2016. Disponível em: http://www.educandotudomuda.com.br/tag/e-book-brincando-com-os-quatro-elementos-da-natureza/. << Acesso em: 23/10/2018 >>.

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