ISSN 1678-0701
Número 67, Ano XVII.
Março-Maio/2019.
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13/03/2019ENERGIA EÓLICA: UMA ALTERNATIVA SUSTENTÁVEL PARA O ESTADO DO PIAUÍ  
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ENERGIA EÓLICA: UMA ALTERNATIVA SUSTENTÁVEL PARA O ESTADO DO PIAUÍ

Gilson Dias de Alencar¹, Francisco Antônio Gonçalves de Carvalho2, Wesley Fernandes Araújo3, Neilany Araújo de Sousa4, José Janielson da Silva Sousa5

1MBA em Administração e Finanças – Centro Universitário Internacional – UNINTER (gilsondias125hotmail.com)

2Mestrando em Desenvolvimento e Meio Ambiente – UFPI/Prodema/Tropen (tonyogc@hotmail.com)

3Mestrando em Desenvolvimento e Meio Ambiente – UFPI/Prodema/Tropen. (fa.wesley@homail.com)

4Mestranda em Educação da Anne Sullivan University; docente auxiliar do curso de Administração da Universidade Estadual do Piauí – UESPI (neizinhasousa@hotmail.com)

5Mestrando em Desenvolvimento e Meio Ambiente – UFPI/Prodema/Tropen. (jannyellsonwatson@gmail.com)

RESUMO: A energia é de fundamental importância para a sociedade atual, de modo que é inimaginável viver na sociedade atual sem a presença dela. Contudo, cada vez a produção de energia elétrica através da queima de combustíveis fósseis vem prejudicando o meio ambiente, sendo assim soluções alternativas surgem, dentre ela destaca-se a energia proveniente dos eventos, ou energia eólica. Países que produzem esse tipo de energia têm ganhado destaque mundial, uma vez que isso além de aumentar seu potencial econômico ainda o faz de um modo economicamente sustentável. Sendo assim, o presente artigo discute em que dimensão a energia eólica pode alavancar o potencial econômico do estado do Piauí, e busca avaliar também como este tipo de energia pode ser economicamente sustentável, bem como apresenta uma breve evolução das pesquisas e utilização do parque eólico. Os países desenvolvidos investem muito em relação à diversificação de suas matrizes energéticas, não só pelas demandas crescentes, como também pela busca de uma energia renovável e limpa como alternativa sustentável e até estratégica. Além disso, mostra como a Educação Ambiental pode ser importante para o alcance de um desenvolvimento sustentável, fazendo com que a utilização de fontes de energia limpas e renováveis possam ser melhor estudadas e implementadas. Para tal é necessário a contribuição de cada conhecimento existente de forma compartilhada por meio de saberes interdisciplinares e ainda deve haver possibilidade de cada indivíduo se tornar um cidadão capaz de sensibilizar com os problemas socioambientais e, desse modo, serem agentes propagadores e fiscalizadores do desenvolvimento sustentável.

Palavras-Chave: Sustentabilidade. Educação Ambiental. Potencial eólico. Desenvolvimento tecnológico.

ABSTRACT: Energy is of fundamental importance for today's society, so it is unimaginable to live in today's society without its presence. However, every time the production of electricity through the burning of fossil fuels has been damaging the environment, so alternative solutions emerge, among them the energy coming from the events, or wind energy. Countries that produce this type of energy have gained worldwide prominence, since this in addition to increasing their economic potential still does so in an economically sustainable way. Thus, the present article discusses the extent to which wind energy can leverage the economic potential of the state of Piauí, and also seeks to evaluate how this type of energy can be economically sustainable, as well as presenting a brief evolution of research and use of the wind farm. Developed countries invest heavily in the diversification of their energy matrices, not only because of their growing demands, but also because of the search for renewable and clean energy as a sustainable and even strategic alternative. In addition, it shows how Environmental Education can be important for the achievement of sustainable development, making the use of clean and renewable energy sources better studied and implemented. This requires the contribution of each existing knowledge in a shared way through interdisciplinary knowledge and there must also be the possibility of each individual becoming a citizen capable of sensitizing with socio-environmental problems and, thus, being agents that propagate and control sustainable development.

Key words: Sustainability. Environmental education. Wind potential. Technological development.

1 INTRODUÇÃO

A energia é de suma importância para as famílias, na qual são desenvolvidas diferentes atividades humanas. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgaram os dados do censo 2010 e mostra que o serviço de energia elétrico foi o que apresentou a maior cobertura, atingindo 97,8% dos domicílios brasileiros. Nas áreas urbanas este percentual chega a 99,1% e na área rural atinge 89,7%. Isso mostra o quanto é fundamental para a sociedade, seja na área urbana como também na rural.

Segundo Jung e Kaspary (2015) “Cada país possui uma matriz energética especifica que está diretamente associada com a disponibilidade com recursos energéticos em seu território.” No Brasil predomina a energia hidráulica, responsável pela geração de mais de 75% da eletricidade do país, mas a proposta é aumentar a matriz energética para as energias renováveis, podendo chegar a 79,3% de participação em 2016.

De acordo com a Agência Brasil (EBC), atualmente a energia eólica no Brasil corresponde a 7% da matriz energética, com cerca de 400 parques com mais de 5,2 mil geradores em operação. No ano de 2015 a energia eólica abasteceu mensalmente uma população equivalente a todo o Sul do país e geraram 41 mil postos de trabalho. Os investimentos feitos desde 1998 somaram R$ 60 bilhões. Ainda no ano passado, a energia eólica teve participação de 39,3% na expansão da matriz, enquanto a hidrelétrica ficou com 35,1% e a termelétrica 25,6%.

O foco da pesquisa foi demonstrar de que forma se caracteriza a energia eólica no Brasil, observando as características da mesma, sabendo da grande necessidade de energia renovável e limpa. Diante da forma que se encontra o meio ambiente, ela é uma fonte de energia que vai acabar com as emissões dos gases que causam o efeito estufa, diferente das hidrelétricas e termelétricas, que por sua vez gera até chuva ácida, entre outros danos a sociedade.

Desta forma se faz complacente a realização deste estudo tendo em vista que há constante preocupação em implantar fontes de energias limpas e renováveis que não agrida o meio ambiente de forma constante. A partir daí então, analisar os benéficos da energia eólica, pode influenciar a respeito da resolução desta problemática.

A partir desta realidade, foi destacado o seguinte questionamento: De que forma a energia eólica pode alavancar o potencial econômico do Piauí de uma forma economicamente sustentável? Com esse estudo, têm-se intenção de mostrar pontos específicos em relação à energia eólica. Para auxiliar no desenvolvimento dessa problemática, foram estabelecidos os seguintes objetivos: Discutir o conceito de desenvolvimento sustentável; compreender como a Educação Ambiental pode ajudar a alcançar o desenvolvimento sustentável e ser útil na implementação de fontes energia limpas; analisar os benefícios ambientais da energia eólica; identificar perspectivas futuras dessa fonte de energia; identificar o potencial eólico do estado do Piauí.

2 METODOLOGIA

A metodologia aplicada se baseia em uma revisão bibliográfica para levantamento de dados e informações necessárias para a análise dos resultados. Nesta etapa foram consultados, sobretudo artigos publicados em periódicos e sites relacionados ao tema.

3 DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

O mundo atual é movido através de energia elétrica, que movimenta as indústrias, hospitais, comércio, escolas e nos dá o conforto em nossas casas é a energia elétrica. Porém, essa energia nesta forma não está disponível na natureza de forma aproveitável para as finalidades mencionadas. Para a obtenção da energia nesta forma é preciso um processo de transformação que aproveita de outras formas de energia disponíveis na natureza, principalmente através do uso de combustíveis fósseis, tal fonte de energia é bastante eficiente, no entanto vem alargando cada vez mais os índices de poluição, além de possuir poucas reservas. “As reservas de petróleo, gás natural e carvão devem se esgotar dentro de 41, 64 e 241 anos respectivamente” (GOLDEMBERG, 2010, p. 33). Tal realidade evidencia a emergente necessidade de outras fontes para a matriz energética, e nesse contexto as fontes renováveis têm papel fundamental.

O sol e o vento são exemplos de fontes renováveis ilimitadas das quais são obtidas energias limpas e sustentáveis, suas principais vantagens em relação aos combustíveis fósseis são: a pequena/nenhuma emissão de gases e poluentes; a segurança energética, devido ao fato de não depender de importações de combustíveis e a disponibilidade infinita das reservas. Tais vantagens se associam a ideia de desenvolvimento sustentável, conceito amplamente divulgado e defendido no mundo atual. Segundo Batista e Albuquerque (2007, p.3):

O conceito de Desenvolvimento Sustentável foi introduzido e intensamente difundido a partir de 1987 no relatório Brundtland, sendo este último resultado das análises feitas pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, criada em 1983 pela Assembleia Geral das Nações Unidas. Uma das características do relatório Brundtland, o que inclusive o fez ser bem aceito pela comunidade internacional, é o fato de não trazer críticas explícitas à sociedade industrial, e sim estimular o crescimento econômico e a superação da pobreza através do desenvolvimento mesmo nos países ricos.

Tal relatório contribui amplamente para divulgar e impor referência ao termo “desenvolvimento sustentável” no mundo globalizado. Atualmente, segundo a WWF-BRASIL, a definição mais aceita para desenvolvimento sustentável “é o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro.” Assis (2000, p.59) assim aborda o tema:

Desenvolvimento sustentável se refere principalmente às consequências dessa relação na qualidade de vida e no bem-estar da sociedade, tanto presente quanto futuro. Atividade econômica, meio ambiente e bem-estar da sociedade formam o tripé básico no qual se apoia a ideia de desenvolvimento sustentável

Levando em consideração a ideia de Assis (2000), sustentabilidade abordada no conceito acima citado perpassa inevitavelmente pela manutenção de condições ideais de vida para os povos de todas as nações. Assim sendo, qualidade de vida é a alvo principal de todas as ações que buscam conciliar os novos rumos do desenvolvimento com a proteção ambiental.

Associar desenvolvimento econômico com desenvolvimento sustentável se mostra como uma árdua tarefa para os países desenvolvidos em tempos de globalização, afinal de contas o consumo de energia é um dos principais indicadores do desenvolvimento econômico e do nível de vida de qualquer sociedade (Atlas de Energia Elétrica do Brasil, 2008). Os países em desenvolvimento que apresentam maior crescimento têm, no atual momento, implicado em um aumento da busca pela energia comercial.

A ampliação da urbanização e da industrialização, que sucedem em paralelo, indispensavelmente corresponde a moldes intensivos em energia. Demanda transporte à população que, com o advento de novos produtos industriais bem como de outros serviços, saneamento, saúde, comércio etc., obviamente dependem de energia. Sendo assim, na operação de equipamentos da infraestrutura, construção civil, indústria e comércio, demanda energia, especificamente a elétrica, quando, ao subir o padrão de vida da população, culmina nas maiores demandas por mais serviços consumidores de mais energia.

Das formas de transformação para geração de energia elétrica conhecidas até os nossos dias, nenhuma delas é totalmente limpa. O que tem sido alvo de pesquisas é o desenvolvimento de fontes que causem o menor impacto possível no meio ambiente. Dentro desta perspectiva o que tem se buscado e um ponto ótimo entre o custo de produção, a quantidade a ser produzida e o menor impacto ambiental. Dentro desse contexto a energia eólica surge como uma opção viável.

Quando abordamos as maneiras de se alcançar um desenvolvimento sustentável, que seja pelo menos de caráter ambiental, social e econômico, isso perpassa por maneiras de a sociedade em geral compreender o seu papel de proteger meio em que habita e fiscalizar as ações humanas que impactem (positivamente ou negativamente) nos resultados por esta busca e para isso a Educação Ambiental assume uma função muito importante nesse processo. Considerando a importância já conhecida das fontes de energia limpa na busca por um desenvolvimento sustentável, o próximo tópico abordará como a Educação Ambiental pode contribuir para que as pessoas possam atuar como agentes capazes de ao mesmo tempo serem propagadores de desenvolvimento e também fiscalizadores dos atos de demais indivíduos ou instituições (pessoas físicas, empresas ou poder público).

3.1 O papel da educação ambiental para o alcance do desenvolvimento sustentável

É de conhecimento amplo que as ações antrópicas sobre o meio ambiente geram nos últimos séculos um imenso desgaste para este, além de problemas econômicos e sociais provocados por diversas razões. Isto leva a uma necessidade de se refletir como nós, enquanto cidadãos, podemos contribuir para contornar uma situação que é bastante complicada e assim buscarmos o desenvolvimento de forma sustentável.

A Educação Ambiental se apresenta como forma de nos proporcionar os melhores caminhos para nas futuras gerações possa ainda haver recursos naturais e uma melhor condição econômica e social entre os povos. Jacobi (2003, p. 190) afirma que “a reflexão sobre as práticas sociais, em um contexto marcado pela degradação permanente do meio ambiente e do seu ecossistema, envolve uma necessária articulação com a produção de sentidos sobre a educação ambiental.” Além disso, para este autor, trata-se de uma “questão que envolve um conjunto de atores do universo educativo, potencializando o engajamento dos diversos sistemas de conhecimento, a capacitação de profissionais e a comunidade universitária numa perspectiva interdisciplinar.”

Nesta mesma linda de raciocínio, Quadros (2007, p. 15-16) afirma que

A Educação Ambiental não é compartimentalizada, pois necessita de todas as áreas do conhecimento científico e do currículo escolar, e exige um trabalho conjunto entre a comunidade escolar e local; para a construção de conhecimentos significativos e ações participativas do meio em que vivem.

Para Jacobi (2003, p. 190) o crescimento urbano no brasil de forma desorganizada no qual se observa uma crescente degradação das condições de vida, refletindo em uma crise ambiental faz com que haja “uma necessária reflexão sobre os desafios para mudar as formas de pensar e agir em torno da questão ambiental numa perspectiva contemporânea.” Leff (2001) fala sobre a impossibilidade de resolver os crescentes e complexos problemas ambientais e reverter suas causas sem que ocorra uma mudança radical nos sistemas de conhecimento, dos valores e dos comportamentos gerados pela dinâmica de racionalidade existente, fundada no aspecto econômico do desenvolvimento.

Quando se fala em Educação Ambiental há diversas concepções sobre a mesma, e muitas vezes se restringindo apenas a dimensão da educação num âmbito mais stricto sensu. Reigota (2009) diz que há um grande equívoco no que diz respeito à Educação Ambiental, pois muitas vezes é tratada apenas como um estudo da ecologia e não como uma dimensão da educação. Nesta mesma linha, Reigota (2009) define educação ambiental como um tema que está inserido em todos os aspectos que educam o cidadão, seja no espaço social, cultural, político ou educacional. O autor ainda percebe a Educação Ambiental com uma perspectiva global, onde a mesma não pode ser considerada simplesmente como uma disciplina do processo educativo e sim como a perspectiva que permeia todas as disciplinas.

Para Quadros (2007, p. 16)

A educação ambiental não se preocupa apenas com a aquisição de conhecimento, mas também, fundamentalmente, visa possibilitar um processo de mudança de comportamento e aquisição de novos valores e conceitos convergentes às necessidades do mundo atual, com as inter-relações e interdependências que se estabelecem entre o ambiente social, cultural, econômico, psicológico, humano.

Carvalho (2011) nos traz uma abordagem menos usual para a compreensão da Educação Ambiental. A autora defende que todas as pessoas devem ter a capacidade de “ler e interpretar” o mundo em sua complexidade e constância de transformações. A partir dessa premissa as pessoas devem em sua formação, serem capazes de “ler” seu ambiente e interpretar as relações, conflitos e os problemas aí presentes.

Deste modo, cada indivíduo pode ser capaz de se tornar um agente capaz de refletir seus atos e proporcionar um adequado desenvolvimento sustentável que, ao se agregar com as atitudes de demais pessoas com o mesmo objetivo, faça com que as futuras gerações não saiam prejudicadas com as ações antrópicas degradantes da atualidade. A Educação Individual é, portanto, “um elemento indispensável para a transformação da consciência ambiental e pode levar à mudança de valores e comportamentos.” (SILVA, 2012, p. 4)

Nas palavras de Jacobi (2003, p. 192) a Educação Ambiental “representa a possibilidade de abertura de estimulantes espaços para implementar alternativas diversificadas de democracia participativa, notadamente a garantia do acesso à informação e a consolidação de canais abertos para uma participação plural”. O autor ainda prossegue e afirma que a postura de dependência e de não responsabilização da população decorre principalmente da falta de informação, da ausência de consciência ambiental e de uma carência de práticas comunitárias baseadas na participação e no envolvimento dos cidadãos, que proponham uma nova cultura de direitos baseada na motivação e na coparticipação da gestão ambiental.

Para Pádua e Tabanez (1998), a educação ambiental implica em um o aumento de conhecimentos, mudança de valores e aperfeiçoamento de habilidades, condições básicas para estimular maior integração e harmonia dos indivíduos com o meio ambiente.

4 A ENERGIA EÓLICA E SEU APROVEITAMENTO

Os padrões existentes atualmente de produção e consumo de energia são norteados pelas fontes fósseis, o que provoca emissões de poluentes locais, gases de efeito estufa e colocam em risco o suprimento de longo prazo no planeta. Desta maneira, é preciso mudar esses padrões estimulando as energias renováveis. (GOLDEMBERG e LUCON, 2007)

De acordo com Miller e Spoolman (2012) o panorama global das energias comercias do qual a Terra depende é de que 82% da energia consumida no mundo depende de recursos energéticos não renováveis, sendo que 76% são de combustíveis fósseis (33% do petróleo, 22% do carvão, e 21% de gás mineral) e 6% de energia nuclear. Os 18% restantes são provenientes de recursos energéticos renováveis (11% de biomassa, 4,5% da hidroeletricidade e 1,5% para uma combinação entre energias geotérmica, eólica e solar).

Em uma busca pela implantação das melhores alternativas para este cenário, a Educação Ambiental pode ser considerada de suma importância neste processo.

Wrobel (2015, p. 85), ao tratar do tema relacionando-o com as fontes de energia limpas junto ao conhecimento adquirido no ambiente escolar, afirma que há um grande desafio que está “em conceber e colocar em prática, iniciativas que priorizem o uso adequado dessas energias renováveis, por meio de programas interdisciplinares e transversais que sensibilizem e mobilizem o aluno-cidadão e toda a sociedade.”

Para Jacobi (2003, p. 197)

Quando nos referimos à educação ambiental, estamos situando-a em contexto mais amplo, o da educação para a cidadania, configurando-a como elemento determinante para a consolidação de sujeitos cidadãos. O desafio do fortalecimento da cidadania para a população como um todo, e não para um grupo restrito, concretiza-se pela possibilidade de cada pessoa ser portadora de direitos e deveres, e de se converter, portanto, em ator corresponsável na defesa da qualidade de vida.

Mesmo assim o homem já vem buscado a algum tempo na natureza algumas alternativas energéticas que sejam capazes de fornecer energia para sustentar o seu desenvolvimento, opções que não agridam tanto o meio ambiente, dessa forma as formas alternativas de energia eólica proveniente dos recursos naturais estão sendo aproveitadas, assim a extração de energia eólica tem despertado cada vez mais o interesse das empresas e dos governos de forma que a energia eólica é a forma de energia que mais cresce no mundo.

Denomina-se energia eólica a energia obtida pelo movimento do ar, ou seja, o vento. O termo eólico vem do latim aeolicus, pertencente ou relativo à Éolo, Deus dos ventos na mitologia grega e, portanto, pertencente ou relativo ao vento. A quantidade de eletricidade que pode ser gerada pelo vento depende de quatro fatores: Quantidade de vento que passa pela hélice, diâmetro da hélice, dimensão do gerador e rendimento de todo sistema. (RAMOS e SEIDLER,2011).

Segundo Ramos e Seidler (2011, p.2):

A energia eólica tem sido aproveitada desde a antiguidade para mover os barcos impulsionados por velas ou para fazer funcionar a engrenagem de moinhos, ao mover as suas pás. Nos moinhos de vento a energia eólica era transformada em energia mecânica, utilizada na moagem de grãos ou para bombear água. Os moinhos foram usados para fabricação de farinhas e ainda para drenagem de canais, sobretudo nos Países Baixos.

Atualmente, a energia eólica é utilizada para mover aero geradores - grandes turbinas colocadas em lugares de muito vento. Essas turbinas têm a forma de um cata- vento ou um moinho, porém as hélices de uma turbina de vento são diferentes das lâminas dos antigos moinhos porque são mais aerodinâmicas e eficientes. As hélices tem o formato de asas de aviões e usam a mesma aerodinâmica. O movimento, através de um gerador, produz energia elétrica. Além desses equipamentos principais há uma série de outros componentes elétricos e mecânicos que compõem o conjunto, mas esta composição é variável dependendo do tipo de aero gerador utilizado (Figura 1).



FIGURA 1 – Tipos de Aero geradores

FONTE: (Santos, 2009)



Como toda tecnologia de geração de energia tem seus prós e seus contras, a geração de eletricidade através da utilização da energia dos ventos não é diferente. No entanto esse tipo de conversão de energia se torna bastante interessante e em consonância com as necessidades mais atuais do mercado que são a agilidade na implantação e a questão ambiental.

4.1 A energia eólica no Brasil: um breve histórico de sucesso

Segundo estudo realizado pela WWF Brasil no ano de 2015, a energia eólica é a fonte que mais tem crescido no Brasil. E as condições naturais adequadas, com ventos constantes, intensos e estáveis quanto à direção, que aumentam a eficiência e a capacidade de geração, e o fato de grande parte da cadeia produtiva já ser nacionalizada sugerem um futuro ainda mais promissor para a geração eólica.

Ainda segundo esse estudo, mesmo atualmente estando em seu auge no Brasil, o primeiro passo da energia eólica em terras brasileiras foi modesto e data de 1992 com a instalação de uma pequena unidade de testes em Fernando de Noronha (PE) de 1MW. (WWF-BRASIL, 2015).

Essa fonte sustentável de energia ainda é historicamente de utilização recente no Brasil. Com base em Magalhães (2009, 34) “Em 1997 o Brasil possuía uma capacidade instalada de apenas 3 MW. Se comparada a capacidade instalada no resto do mundo isto representa um percentual menor que 0,03% (WMNM, 2003).” Desse modo percebe-se que o Brasil estava muito abaixo de outros países do mundo quanto a produção de energia eólica. Porém, de acordo com a WWF-BRASIL, no ano de 2001 ocorreram algumas mudanças no setor de energia que fizeram com que houvesse uma expansão da energia eólica.

As mudanças no setor elétrico foram motivadas pela grave crise de oferta que levou ao racionamento de energia elétrica em 2001, em resposta às dificuldades de atrair investimentos em geração nos anos que se seguiram às privatizações no setor. O Governo estabeleceu então a Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (GCE) com a tarefa crucial de estabelecer e coordenar limites ao consumo e a expansão da oferta de energia. (WWF-BRASIL, 2015)

Aliado a isso, um ano depois surge o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (PROINFA), que foi conforme Magalhães (2009, p.35):

O principal marco de incentivo a utilização desta fonte no Brasil através da instituição da Lei n. 10.438, de 26 de abril de 2002 que criou o PROINFRA que instituiu incentivos aos empreendimentos de geração de energia elétrica a partir de fontes renováveis.

A partir dos incentivos propostos através do PROINFRA, muitos avanços foram observados nesse setor, principalmente na quantidade e qualidade de atrair investidores de mercados que já tinha tradição nesse ramo. Segundo a WWF-BRASIL, avanços foram notados também quanto o “amadurecimento dos instrumentos regulatórios e das condições de licenciamento e financiamento, dado se tratar de um segmento ainda em estágio inaugural no Brasil”.

Ainda segundo estudo realizado pela WWF-BRASIL (2015, 11),

A partir de 2009 a fonte eólica entrou definitivamente na matriz elétrica brasileira e no mapa da indústria mundial com a energia eólica sendo negociada em leilões de forma crescente e a preços bastante competitivos. A estreia em leilões ocorreu no Leilão de Energia de Reserva - LER, realizado em 14/12/2009. Nesse evento, dedicado exclusivamente à fonte eólica, foram contratados 1.805,7 MW de 71 projetos ao preço médio de R$ 148,39/MWh (deságio de 21,49% frente ao preço teto de R$ 189/MWh). Os investimentos envolvidos na construção desses parques somaram cerca de R$ 8 bilhões (aos preços de 2009) e se distribuíram por cinco Estados das regiões Nordeste e Sul: Rio Grande do Norte, Ceará, Bahia, Sergipe e Rio Grande do Sul.

A partir de então a fonte sustentável de energia eólica introduziu uma etapa competitiva com granéis crescentes e cotações em queda metódica nos leilões adjacente e o Brasil passou a oferecer o menor preço por MWh de energia eólica do mundo, o impulso estava dado.

4.1.1 Potencial eólico brasileiro

No começo de 2015, o Brasil atingiu 6,4 GW de energia eólica em operação, representando 4,7% da energia gerada aqui e 10º lugar na geração eólica no mundo. Com os parques atualmente em construção, estima-se que até 2019 o país terá aproximadamente 600 parques eólicos em operação. Segundo estudos da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o Brasil tem potencial de 300GW de geração eólica, o que corresponde a 2,2 vezes a matriz elétrica brasileira.

Para existir viabilidade na implantação de um parque de geração eólico é necessário haver potencial disponível na região. O Brasil, geograficamente tem condições bastante favoráveis para a utilização deste tipo de energia. Estudos executados indicam que o país tem um potencial da ordem de 143 GW (Atlas do Potencial Eólico Brasileiro, 2001), que para termos de comparação representa a capacidade de produção equivalente a dez usinas de Itaipu.

Conforme Barifouse e Schreiber (2015), atualmente o Nordeste é o polo da energia eólica no Brasil: a região responde por 75% da capacidade de produção nacional (o restante se concentra no Sul do país) e 85% da energia gerada de fato no país por essa fonte. Dos cinco maiores Estados produtores, quatro são da região: Rio Grande do Norte, Ceará, Bahia e Piauí – o Rio Grande do Sul completa a lista.

Dutra (2008) demonstra cientificamente, que em razão da enorme extensão territorial brasileira, havia diversos problemas para a monitoração de toda a extensão geográfica nacional do potencial eólico brasileiro, pois o número de estações anemométricas que estavam à disposição era insuficiente na cobertura do território nacional em sua totalidade, porém duas regiões destacam-se pela sua grande capacidade de geração, a região nordeste com aproximadamente 75GW e a região sul com 22,8GW, conforme a Figura 2 a seguir:



FIGURA 2 – Mapa Eólico Brasileiro

FONTE: Centro Brasileiro de Energia Eólica



Ainda segundo Barifouse e Schreiber (2015), o fato da supremacia nordestina quanto a energia eólica se deve ao fato de o estado ter uma velocidade bem superior à necessária para geração de energia, além do mais o vento na região é unidirecional e estável, sem rajadas. Isso significa que a energia é produzida o tempo todo.

5 A ENERGIA EÓLICA NO PIAUÍ

Atualmente, a produção de energia eólica no Piauí encontra-se em emergente crescimento, sendo que de acordo com Barbosa (2016) estado ocupa hoje o quarto lugar no ranking dos maiores produtores de energia eólica do Brasil, ficando somente atrás dos estados do Rio Grande do Norte, Bahia e Ceará. O estado conta ainda com a chegada de novas empresas que estão estudando e implantando parques eólicos por todo território piauiense.

O investimento cada vez mais crescente nessa fonte de energia se mostra como algo que além de trazer lucros imediatos para o estado, no sentido de geração de emprego e renda ainda o faz de uma forma sustentável e limpa, uma vez que com mencionado no início desse estudo a energia eólica além de ser sustentável é limpa e não emite gases que contribuem para o efeito estufa.

Conforme Magalhães, Soares e Lira (2016, p.3),

O uso dos ventos para a geração de energia no estado do Piauí teve início em 2008 com a inauguração da Central Eólica da Pedra do Sal, pela empresa Tractebel Energia. Foi um passo importante para diversificar a matriz energética piauiense. Localizada no município de Parnaíba, essa usina possui um total de 20 aero geradores, totalizando 18 MW de potência instalada.

O potencial eólico do estado do Piauí é enorme, uma vez que o seu território é altamente favorecido por grandes correntes de ventos, principalmente no litoral e na chamada Chapada do Araripe, divisa do estado com o Pernambuco. Quanto a isso, Costa e Seraine (2010, p.5) afirmar que:

O Estado do Piauí possui especialmente no litoral uma expressiva potencialidade para a geração de energia eólica devido a sua situação geográfica favorecido pelas correntes eólicas encontrando-se em baixas altitudes na Zona de Convergência Intertropical recebe influência dos ventos alísios de leste e brisas terrestres e marinhas com ventos que vêm do hemisfério norte. Essa combinação resulta em ventos médios anuais entre 6m/s a 9m/s na parte sul do litoral que faz com que o litoral do Piauí possua grande potencial de geração de energia eólica.

Em 2014, foi realizado um leilão pelo Ministério de Minas e Energias, dos 800 MW vendidos, 240 eram do Piauí, os projetos contratados estão localizados na Chapada do Araripe. Antes da instalação dos empreendimentos eólicos na região da Chapada do Araripe, a principal fonte da matriz energética piauiense era de origem hidráulica. Após a conclusão de todas as obras, a principal fonte será de origem eólica, representando mais da metade da matriz energética do Piauí. (MAGALHÃES ET AL, 2016, p. 3),

A região da Chapada do Araripe está localizada entre os estados do Piauí e Pernambuco. Trata-se de uma região que possui altas elevações o que contribui para forte incidência de ventos, chegando a possuir ventos com uma velocidade média de 4,63 m/s. De acordo com (Magalhães et al, 2016, p.3):

Quando todos os complexos estiverem prontos, a região da Chapada do Araripe terá uma potência instalada de aproximadamente 1414 MW. Os complexos eólicos em operação na Chapada do Araripe que foram desenvolvidos e construídos pela empresa Casa dos Ventos, ou apenas desenvolvidos pela Casa dos Ventos e construídos por terceiros em parceria com a empresa são: Complexo Chapada I, com uma potência instalada de 205 MW; Complexo Chapada II, com uma potência instalada de 60 MW; Complexo Chapada III, com uma potência instalada de 180 MW; Complexo Eólico Caldeirão I, com 207,9 MW de potência instalada; Complexo Ventos do Araripe, com uma potência instalada de 210 MW. Existem ainda dois projetos em construção, o Complexo Caldeirão Grande II, previsto para entrar em operação em 2017, e deverá possuir uma potência instalada de 207,9 MW, e o Complexo Ventos do Araripe III, previsto para iniciar as operações em 2017, com potência instalada de 360 MW.

O Piauí já se configura como o único estado da Federação a produzir mais energia limpa do que a quantidade de energia que consome O consumo gira em torno de 800 MW e são produzidas mais de 1.000 MW em energia limpa. Nenhum estado da Federação possui essa capacidade. (BARBOSA, 2016)

Notadamente apresentando um grande potencial eólico, o estado do Piauí passa a ganhar grande destaque no setor, atraindo cada vez mais investimentos, e o que até pouco tempo era um estado sem relevância na produção energética, passa a ser um dos maiores produtores de energia eólica no país, sendo considerado o quarto maior produtor nacional.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Na busca por um desenvolvimento em que os atos de nossa geração não prejudiquem as futuras, o homem tem buscado alternativas de energia limpa capazes de contribuir neste processo. Para tanto, cabe uma compreensão, por meio da reflexão das atitudes de cada indivíduo que vá além do conhecimento adquirido de forma restrita, capaz de tornar cada pessoa um cidadão que se mobilize e se sensibilize dos problemas existentes e ainda cada pessoa da sociedade ser um agente portador de direitos e deveres. Isso é possível por meio do papel que a Educação Ambiental pode assumir, fazendo com que nos tornemos propagadores e fiscalizadores do desenvolvimento sustentável, no qual o compartilhamento de conhecimentos se torna algo essencial para que isso ocorra.

Neste sentido, a energia é uma das peças “motriz” que movem a sociedade moderna, pois necessita-se dela para quase tudo, e é inimaginável a vida sem energia. Contudo a sua obtenção desenfreada através da queima de combustíveis fósseis tem causado cada vez mais impactos ao meio ambiente. Sendo assim, o homem se voltou para a natureza a fim de buscar alternativas capazes de fornecer energia para sustentar o seu desenvolvimento, isso sem prejudicar a própria natureza.

Dentro desses aspectos, nesse estudo foi possível perceber que dentre as chamadas “energias alternativas e limpas”, a energia eólica tem se mostrado como uma opção para muitos países e, sobretudo para o Brasil, que devido ao seu vasto território possui uma grande capacidade geradora de energia eólica. Entre as regiões brasileiras, foi possível perceber que a região Nordeste merece destaque, uma vez que nela encontram-se os estados maiores produtores da energia provenientes dos ventos.

O Estado do Piauí tem um grande potencial para obtenção de energia através de fontes renováveis, principalmente da energia eólica, muito disse se deve a grande incidência de ventos na região, principalmente no litoral do estado e na divisa do estado com o Pernambuco, a chamada Chapada do Araripe. Devido ao grande número de parques eólicos já construídos e em funcionamento e com a instalação dos projetos previstos, é possível afirmar que o Piauí será reconhecido como um grande produtor de energia renovável do país, tendo um destaque notável para a energia eólica.

Esse investimento eminente e crescente nessa fonte de energia se mostra como algo que além de trazer lucros financeiros de forma imediata para o estado, no sentido de geração de emprego e renda, acelerando a economia do estado, ainda o faz de uma forma sustentável e limpa, uma vez que com mencionado no início desse estudo a energia eólica além de ser sustentável é limpa e não emite gases que contribuem para o efeito estufa.

REFERÊNCIAS

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