ISSN 1678-0701
Número 67, Ano XVII.
Março-Maio/2019.
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13/03/2019ANÁLISE DO POTENCIAL DA AVIFAUNA COMO TEMÁTICA PARA A EDUCAÇÃO AMBIENTAL  
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ANÁLISE DO POTENCIAL DA AVIFAUNA COMO TEMÁTICA PARA A EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Thamires Visintainer Belmont1, Ailton Jesus Dinardi2, Edward Frederico Castro Pessano3

1Licenciada em Ciências da Natureza pela Universidade Federal do Pampa - Campus Uruguaiana-RS, thamiresv_@hotmail.com

2Professor Adjunto do Curso de Licenciatura em Ciências da Natureza da Universidade Federal do Pampa – Campus Uruguaiana-RS, ailtondinardi@gmail.com

3Professor Adjunto do Curso de Licenciatura em Ciências da Natureza da Universidade Federal do Pampa – Campus Uruguaiana-RS, edwardpessano@unipampa.edu.br

Resumo: Esta pesquisa teve como objetivo investigar a avifauna presente na Universidade Federal do Pampa, Campus Uruguaiana com o intuito de que esta sirva de suporte para futuros trabalhos sobre o tema, bem como, através dos saberes evidenciados promova futuramente a Educação Ambiental, possibilitando a alunos da educação básica e superior a observação da avifauna local. A metodologia utilizada foi definida como uma investigação qualitativa da avifauna, que se utiliza de dados quantitativos para evidenciar seus resultados. A coleta de dados foi efetuada durante um ciclo estacional anual completo, com início no mês de agosto de 2015 e término em maio de 2016, compreendendo as estações de inverno, primavera, verão e outono. Foram observadas 65 espécies pertencentes a 35 famílias, dentre elas o Arapaçu Platino (Drymornis bridgessi) que está ameaçado de extinção. O inverno foi a estação do ano com o maior número de espécies observadas e a primavera com o menor número. Pode-se concluir que a observação de aves ao longo do ano, no campus da UNIPAMPA, possui potencial para ser utilizada como abordagem temática em futura ações de Educação Ambiental devido ao grande número de espécimes observados nas quatro estações do ano.

Palavras Chave: Avifauna; Educação Ambiental; Fotografia; Uruguaiana.



Abstract: This research aimed to investigate the avifauna present at the Federal University of Pampa, Uruguaiana Campus, with the purpose of supporting future work on the subject, as well as, through the evidenced knowledge, to promote Environmental Education in the future, students of basic and higher education to observe the local birdlife. The methodology used was defined as a qualitative investigation of avifauna, which uses quantitative data to evidence its results. Data collection was performed during a complete annual seasonal cycle, beginning in August 2015 and ending in May 2016, comprising the winter, spring, summer and fall seasons. A total of 65 species belonging to 35 families were observed, among them Arapaçu Platino (Drymornis bridgessi), which is threatened with extinction. Winter was the season with the highest number of species observed and the spring with the lowest number. It can be concluded that bird watching throughout the year, at the UNIPAMPA campus, has the potential to be used as a thematic approach in future Environmental Education actions due to the large number of specimens observed in the four seasons of the year.

Keywords: Avifauna; Environmental education; Photography; Uruguaiana.

1.INTRODUÇÃO

Ao iniciar este artigo, é preciso registrar que duas afirmações moldaram e encaminharam o desenvolvimento desta pesquisa. A primeira afirmação é de um grande pesquisador, Prof. Ângelo Barbosa Monteiro Machado, da Universidade Federal de Minas Gerais, no Congresso Nacional sobre Essências Nativas, em 1982. Prof. Ângelo disse: “para a criança é mais importante desenvolver o gosto e o amor a natureza, porém, o problema é que para gostar é preciso conhecer [...]”. Em outro ponto de sua palestra ele disse: “Tem que falar menor e mostrar mais”. A segunda afirmação pertence a Lucie Sauvé, ambientalista canadense que ao identificar quinze correntes em Educação Ambiental (EA) define a Corrente Biorregionalista como aquela que:

[...] se inspira geralmente numa ética ecocêntrica e centra a educação ambiental no desenvolvimento de uma relação preferencial com o meio local ou regional, no desenvolvimento de um sentimento de pertença a este último e no compromisso em favor da valorização deste meio (SAUVÉ, 2005, p. 28).

Se concorda com as afirmações destes pesquisadores, pois o Ensino de Ciências, no Brasil apresenta-se muito teórico, abstrato, apenas com exposições didáticas em sala de aula, desmotivando e dificultando a aprendizagem. Precisamos conhecer as plantas e os animais que fazem parte da região onde estamos inseridos, pois quando vivenciamos na prática, quando proporcionamos aos nossos alunos saídas a campo, possibilitamos a estes o reconhecimento e a percepção de cores, formas, texturas e da diversidade de espécies animais e vegetais que o meio local abriga.

Para Meyer (1992), os conteúdos aprendidos estão dissociados da vida cotidiana; a pesquisa e a investigação do cotidiano não ocupam lugar dentro da escola; o saber informal, a origem social e cultural dos alunos não é considerada; as concepções de ciência e de mundo apresentam-se homogêneas, estáticas, como verdades inabaláveis e prevalece uma valorização da técnica e um desprezo pela cultura.

A ornitologia, por exemplo, gera um grande conteúdo para estudos, possuindo relação com Educação Ambiental, trabalhada como tema transversal, já que esta mostra ao aluno todos os aspectos da vida e ensina como preservar o meio ambiente garantindo a sustentabilidade (ROCHA, 2010). Segundo Capra (2002) apud Araújo et al (2015) Educação Ambiental (EA) implica no processo de reflexão e tomada de decisões sobre os aspectos socioambientais emergentes que mobilizam a participação cidadã e a sensibilização ambiental.

A Educação Ambiental, tendo como abordagem temática a avifauna local poderia ser um forte elemento de contribuição para a preservação do Bioma Pampa como um todo, pois está atrelada a questão da biorregionalização desta educação. Segundo Sauvé (2005), praticar a Educação Ambiental Biorregional é reconhecer o caráter inoportuno desta “pedagogia do além” que baseia a educação em considerações exógenas ou em problemáticas planetárias que não são vistas em relação com as realidades do contexto de vida e que oferecem poucas ocasiões concretas para atuações responsáveis.

Para Ab' Saber (1994), a Educação Ambiental começa em casa, atinge a rua e a praça, engloba o bairro, abrange a cidade ou a metrópole, ultrapassa as periferias, repensa o destino dos bolsões de pobreza, penetra na intimidade dos espaços “opressores”, atinge as peculiaridades e diversidades regionais, para, só depois, integrar, em mosaico, os espaços nacionais. Tem como preocupação básica à garantia de um meio ambiente sadio para todos os homens e tipos de vida existentes na face da Terra.

O território pertencente ao município de Uruguaiana, faz parte do Bioma Pampa estando incluído nesta grande diversidade proporcionada pelo mesmo, com a ocorrência de uma avifauna bastante diversificada. Segundo Bilenca e Miñarro (2004), essas formações campestres se caracterizam por apresentar altos índices de biodiversidade de fauna, incluindo variados grupos de animais, dentre os quais as aves.

Segundo Pacheco e Bauer (2000) este hábitat também conhecido como bioma dos Campos Sulinos ou campanha gaúcha, apresenta bom nível de conhecimento sobre sua avifauna, mas necessita de estudos complementares, tendo em vista a frequente degradação do meio ambiente em função da agricultura e pecuária da região. Apesar de existirem vários estudos sobre a avifauna neste bioma, apenas um estudo foi em meados de 2008, na região do município de Uruguaiana, ou seja, em quase uma década houve mudanças climáticas, ambientais e urbanas, o que interfere diretamente na fauna e flora local se tornando indispensável um novo levantamento.

O Campus da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), no município de Uruguaiana, fica a aproximadamente 8 km do centro da cidade, situado em área rural de 252 ha, com acesso pela BR 472 em direção à cidade da Barra do Quaraí, ou seja, situa-se em uma área mais tranquila em relação à influência antrópica provocada em áreas urbanizadas, fator que propicia um ambiente favorável para aproximação das aves, como já destacado na literatura por Bierregaard & Lovejoy (1989).

Se faz necessário registrar que ano a ano estas áreas de campos vem diminuindo, em função da expansão das lavouras e da silvicultura. Em 1970, a área total ocupada por campos naturais no sul do Brasil somava cerca de 18 milhões de hectares. No ano de 1996, essa área diminuiu para 13,7 milhões e entre 1996 e 2006, último censo realizado, estimou-se que a taxa anual de perda tenha sido de 440 mil ha/ano, sendo em grande parte resultado da conversão dos campos em lavouras de soja e plantações de árvores exóticas, entre outros cultivos anuais e perenes (IBGE, 2006).

Com relação a influência da degradação ambiental sob a biodiversidade da avifauna, pode-se dizer que a resposta das aves às ações humanas varia desde aquelas que se beneficiaram com as alterações do habitat e aumentaram suas populações até aquelas que foram extintas da natureza (MARINI e GARCIA, 2005). A condição adaptativa das aves é que as mantem, pois historicamente vêm sendo negligenciadas em ações e políticas públicas de conservação da natureza (OVERBECK et al. 2007).

A extinção local de espécies devido à fragmentação de seu habitat pode provocar a eliminação de processos ecológicos importantes para a manutenção da diversidade. Por isso, segundo Fadini e Marcos Jr. (2004), saber quais espécies interagem entre si é um passo importante para entender e promover a conservação não apenas de espécies, mas também dos mutualismos em que participam.

Conhecer a diversidade e a distribuição das espécies de acordo com Rossi et al. (2005), principalmente aquelas bioindicadoras como as aves, é de fundamental importância para uma melhor gestão dos recursos naturais.

Baseando-se nestas afirmações, surgiu este projeto na Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), Campus Uruguaiana, com o objetivo de responder à pergunta: o campus da UNIPAMPA tem potencial para o desenvolvimento de trilhas ecológicas, para a observação da avifauna local?

Portanto a presente investigação teve como objetivo contribuir para com o conhecimento da avifauna da região, identificando as espécies de aves que ocorrem ao longo do ciclo anual, através da observação direta e de registros fotográficos no Campus da Universidade Federal do Pampa. O intuito é que esta investigação sirva de suporte para futuros trabalhos sobre o tema, levando em consideração a necessidade de haver estudos sobre este grupo de animais, pouco analisado na região, bem como promover através dos saberes evidenciados a promoção da Educação Ambiental, possibilitando a alunos da educação básica e superior a observação da avifauna local.

2. MATERIAL E MÉTODOS

O município de Uruguaiana está localizado no extremo Oeste do Estado do Rio Grande do Sul, faz fronteira com a Argentina. Para a realização desse mapeamento, o campo de estudo foi a o Campus da UNIPAMPA, inserido na área rural do município de Uruguaiana- RS, conforme figura 1.

Figura 1 - UNIPAMPA, Campus Uruguaiana, imagem de satélite. Área total da unidade 250 hectares.

Fonte: Google Maps.

O presente trabalho é fruto de uma investigação qualitativa que de acordo com Stake (2011) busca o conhecimento baseando-se no raciocínio da percepção e na compreensão humana. Como foi efetuado durante um ciclo estacional anual completo, com início no mês de agosto de 2015 e término em maio de 2016, compreendeu as estações de inverno, primavera, verão e outono.

As observações e registros foram desenvolvidos ao longo de três semanas em cada estação, com duração de 4 horas por dia e em turnos alternados (manhã – tarde – noite). Os horários das observações foram das 6:00 às 19:00, com ênfase aos horários entre 6:00 às 10:00 e entre 16:00 às 17:00 que normalmente são os períodos de maior movimentação das aves (EFE, 1999).

O cronograma de coleta dos dados caracterizou-se pelas estações sazonais de:

- Estação de Inverno: de 05 a 26 de agosto;

- Estação de Primavera: de 05 a 26 de novembro;

- Estação de Verão: de 05 de 26 fevereiro;

- Estação de Outono: de 05 a 26 de maio.

Para os registros foi utilizada uma máquina fotográfica digital profissional (SONY Cyber shot DSC-H400, 20.1 megapixels, 63x zoom óptico) onde as imagens foram armazenadas e posteriormente identificadas.

A metodologia adotada para este trabalho foi uma adaptação do trabalho efetuado por RRE (1992) onde é considerado para fins de identificação e registro de ocorrência das espécies a partir da observação visual e auditiva, já nesta investigação o método de registro foi visual e fotográfico.

A identificação das espécies deu-se pelo método de comparação morfológica em catálogos, livros e referências preexistentes. Neste sentido, para determinação das famílias e das espécies, foram comparados a silhueta, formato do bico e patas e cor da plumagem com as ilustrações contidas no livro Guia de Campo Avis Brasilis (SIGRIST, 2013). As imagens Wiki Aves, Livro Guia Aves de Las Pampas y Campo (AZPIROZ, 2012). A lista de Espécies, Guia de Bolso Aves Y Plantas De Los Pastizales Naturales Del Cono Sur de Sudamérica.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

3.1. O local de Estudo

O Campus Uruguaiana da UNIPAMPA se caracteriza como fazendo parte do Bioma Pampa, com uma vegetação composta por herbáceas e poucas plantas arbustivas, ou seja, formado basicamente por gramíneas e espécies vegetais de pequeno porte, não ultrapassando 150 cm de altura.

Dentro do Bioma Pampa encontram-se dois tipos de paisagem, os chamados campos limpos e os campos sujos, conforme figura 2. Os campos limpos ocorrem quando a vegetação não apresenta arbustos, ganhando uma paisagem mais homogênea, isto é, mais regular. Já os campos sujos ocorrem quando há maior presença desses arbustos, que se “misturam” à paisagem.

Figura 2 - Tipos de paisagem: campos limpos e os campos sujos do Bioma Pampa.

Fonte: Google Maps.

A vegetação que compõe o campus Uruguaiana da UNIPAMPA pode ser denominada como campo sujo, pois conta com a presença de arbustos maiores de 150 cm e árvores de médio e grande porte.

Esta vegetação não aponta benefícios ou malefícios para a avifauna, pois cada ave tem preferência por determinado tipo de vegetação, porém a presença de determinadas plantas exóticas traz prejuízos para o bioma e consequentemente para fauna. Segundo Ziller e Galvão (2003) as plantas exóticas são capazes de ocupar o espaço de espécies nativas e produzir alterações nos processos ecológicos naturais.

3.2. Avifauna observada

A ordem da avifauna mais representada nesta pesquisa foi Passeriformes que se fez presente com 31 espécies, seguida por Columbiformes, Pelecaniformes e Anseriformes com 05 espécies cada; Gruiformes, Piciformes representando 03 espécies cada; Charadriiformes, Coraciiformes com 02 espécies cada. As demais ordens foram representadas por apenas uma espécie cada, conforme figura 3.

Figura 3 - Ocorrência das Ordens Zoológicas ao longo das observações(%).

Sabe-se que cerca de 480 espécies de aves ocorrem na porção brasileira do Bioma Pampa (IBGE, 2004). Destas 109 essencialmente campestres, 126 de ambientes aquáticos e 126 florestais, as quais habitam principalmente as matas existentes ao longo dos rios e córregos, segundo Bencke (1992); Dias e Maurício (1998). Já o bioma abrangendo Argentina e Uruguai possui cerca de 540 espécies, dentre as quais 50 são endêmicas do pampa. Durante a pesquisa foram fotografadas 65 espécies pertencentes a 35 famílias, sendo mais numerosa as famílias Ardeidae (5), Columbidae (5), Anatidae (4), Icteridae (4), Thraupidae (4), Hirundinidae (4), Tyrannidae (4), Fringillidae (3), Picidae (3), conforme figura 4.

Figura 4 - Ocorrência das Famílias de aves ao longo das observações (%).

Com relação ao total de espécies de aves do Bioma Pampa, se alcançou, 13,54% de aves observadas, ou seja um percentual muito baixo. Porém, quando se compara o número de espécies observadas com os dados de Paetzold e Querol (2008), último trabalho realizado na região de Uruguaiana, se obteve um acréscimo de 91,17% em espécies observadas.

Divergindo do levantamento efetuado por Paetzold e Querol (2008) onde a família Tyrannidae, foi a mais numerosa, a família Ardeidae apresentou o expressivo número de 05 espécies. Esta família é composta por 25 espécies, entre elas os socós e as garças, ou seja, 20% do seu total de representantes, foram observados, sendo válido considerar está família como a mais abundante neste levantamento.

Este fato pode ser explicado pela presença da barragem e dos tanques da piscicultura no Campus da UNIPAMPA. Este fator favorece a alimentação da família Ardeidae, pois esta família de aves é classificada como pelecaniformes: aves de médio a grande porte que vivem em regiões com abundância de água; tem os dedos unidos por uma membrana o que as torna especializadas para o meio aquático. Vivem em bandos, frequentam rios, lagos, charcos, praias, marítimas ou manguezais de pouca salinidade, e se alimentam principalmente de peixes, sapos e outros animais aquáticos e algumas garças alimentam-se de insetos. Segundo Maltchik et al (2003), áreas úmidas formam um importante ecossistema, pois abrigam uma diversidade ímpar de espécies da fauna e flora e um número alto de processos ecológicos que as regulam.

Em concordância com o trabalho de Pires et al (2016), a família Columbidae, foi a segunda mais numerosa, sendo que, a abundância de alimentos, clima e a forte adaptação desta família ao convívio com o homem explica sua presença.

Com relação ao grupo de aves observadas inferiu-se após seu registro fotográfico, seu habitat, o status de ocorrência, a sazonalidade, bem como o hábito alimentar, conforme tabela 1.

Tabela 1 - Lista de aves registradas por habitat, status de ocorrência, sazonalidade e habito alimentar.

*Família/ Nome científico

Nome vulgar

Habitat

Status de ocorrência

Sazonalidade

Habito alimentar

ACCIPITRIDAE
Rupornis magnirostris



Gavião Carijó



NF



R



I – O



O

ALCEDINIDAE
Chloroceryle amazona



Martin Pescador Verde



NF



R



I – O



I – P

Megaceryle torquata

Martin Pescador Grande

NF

R

I – O

I – P

ANATIDAE
Anas geórgica



Marreca Parda



NF



R



I - V-O



O

Amazonetta brasiliensis

Pé Vermelho

NF

R

I

O

Callonetta leucophrys

Marreca de Coleira

NF

R

I

O

Dendrocygn aviduata

Irerê

NF

R

I – O

O

ANHIMIDAE
Chauna torquata



Tachã



NF



R



V – O



O

ANHINGIDAE
Anhinga anhinga



Biguatinga



NF



R



I



P-O

ARAMIDAE

Aramus guaraúna



Saracurão



NF



R



I-P-V-O



C

ARDEIDAE
Syrigma sibilatrix



Maria Faceira



NF



R



I



I-P-C

Ardea alba

Garça Branca Grande

NF

R

I-V

P-C-N

Bubulcus íbis

Garça Vaqueira

NF

R

V

I

Egretta thula

Garça Branca Pequena

NF

R

V-O

P-C

Butorides striata

Socozinho

NF

R

V

I-P-C

CARDINALIDAE
Piranga flava



Sanhaçu de Fogo



NF



R



I



I-F-NC

CHARADRIIDAE
Vanellus chilensis



Quero-Quero



NF



R



I-P-V-O



P

CICLLISBTHRAUDIE
Sicalis citrina



Canário Rasteiro


NF


M


I-O


GR

COLUMBIDAE.

Zenaida auriculata


Pomba de Bando



NF



R


I-P-V



GR

Patagioenas picazuro

Pombão

NF

R

I-P-V-O

F-GR

Columbina talpacoti

Rolinha Roxa

NF

R

I-O

GR

Columbina minuta

Rolinha de Asa Canela

F

M

V

GR

Columbina picui

Rolinha Picui

NF

R

I-O

GR

CUCULIDAE
Guira guira



Pilincho



NF



R



I-P-V-O



F-C

DENDROCOLAPTIDAE
Drymornis bridgesii



Arapaçu Platino



NF



R



P-V



I

Lepidocolaptes angustirostris

Arapaçu de Cerrado

F

R

I-V-O

I

DIOMEDEIDAE
Thalassarche melanophris



Albatroz de Sobrancelha


NF


M


I


P

FALCONIDAE

Falco sparverius



Gavião Quiriquiri


NF


R


I-P-V


I-C

FRINGILLIDAE

Euphonia violácea



Gaturamo Verdadeiro



F



R



I



I-F

Spinus magellanicius

Pintassilgo

NF

R

I

F-GR

Euphonia chlorotica

Fim-Fim

F

R

V

F

FURNARIIDAE

Furnarius rufus


João de Barro


NF


R


I-P-V-O


O

HIRUNDINIDAE
Pygochelidon cyanoleuca


Andorinha Pequena da Casa


NF


R


I-V


I

Tachycineta leucopyga

Andorinha Chilena

NF

M

I-P

I

Progne chalybea

Andorinha Domestica Grande

NF

M

I

I

Riparia riparia

Andorinha do Barranco

NF

M

V

I

ICTERIDAE
Molothrus bonariensis


Chupim


NF


R


I-P-V-O



O

Agelaioides badius

Asa de Telha

NF

R

I-P-V-O

O

Sturnella militaris

Polícia Inglesa do Sul

NF

R

I

GR-I

Amblyramphus holosericeus

Cardeal do Banhado

NF

R

P

F-GR-I

JACANIDAE
Jacana jacana



Jaçanã



NF



R



I-V-O



O

MIMIDAE
Mimus saturninus



Sabia do Campo (calhandra)



NF



R



I-P-V-O



O

PARULIDAE
Cardellina canadenses



Mariquita do Canadá



F



M



I



I

PASSARIDAE
Passer domesticus



Pardal



NF



R



I-P-V-O



F-GR-I

PASSERELLIDAE
zonotrichia capensis


Tico-Tico


NF


R


I-P-V


F-GR-I

PICIDAE
Colaptes melanochloros


Pica-Pau Verde Barrado


NF


R


I-V


I

Colaptes campestres

Pica-Pau do Campo

NF

R

I-P-V-O

I

Melanerpes candidus

Pica-Pau Branco

NF

R

V

F-I

POLIOPTILIDAE
Polioptila dumicola



Balança Rabo de Máscara



NF



R



I-P-V-O



I

PSITTACIDAE
Myiopsitta monachus



Caturrita



NF



R



I-P-V-O



F-GR

RALLIDAE.
Aramides saracura


Saracura do Mato


F


R


I-O


C

Galinula galeata

Frango d’água Comum

NF

R

I-V-O

O

RECURVIOSTRIDAE
Himantopus melanurus


Pernilongo de Costas Brancas


NF


R


O


I-P

STRIGIDAE
Athene cunicularia



Coruja Buraqueira



NF



R



I



I-C

THRAUPIDAE
Tangara sayaca



Sanhaçu Cinzento



NF



R



I



F-I-

Paroaria coronata

Cardeal

NF

R

I-P-V-O

O

Embernagra platensis

Sabiá do Banhado

NF

R

I

GR-I

Sicalis flaveola

Canário da Terra Verdadeiro

NF

R

I-V-P

GR-I

TROCHILIDAE
Chlorostilbon lucidus


Besourinho de Bico Vermelho


NF


R


I-V-O


NC-I

TROGLODYTIDAE
Troglodytes musculus


Corruíra


NF


R


I-O


I

TURDIDAE
Turdus amaurochalinus


Sabiá Poca


NF


R


I-O


F

TYRANNIDAE
Pitangus sulphuratus


Bem-Te-Vi


NF


R


I-P-V-O


I-F-P

Xolmis irupero

Noivinha

NF

R

I-P-O

I

Tyrannus savana

Tesourinha

NF

M

I-P-V

F-I

Machetornis rixosa

Suiriri Cavaleiro

MF

R

I-P-V-O

I

*=Organização das famílias está em ordem alfabética.

Habitat: F= Florestal; NF=Não Florestal; Status de ocorrência: R= Residente; M= Migratório; Sazonalidade: I=inverno, V=verão, O=outono, P=primavera; Habito alimentar: F=Frugívoro (frutas), GR=granívoro (grãos e sementes), I=insetívoro (insetos), NC=nectarívoro (néctar), C=carnívoro (carne), P=piscívoro (peixes), N=necrófago (restos orgânicos em decomposição, animais mortos), ou O=onívoro (vegetais e animais).

Com relação ao habitat das espécies observadas, pode-se registrar que conforme Bergmann et al (2015), 90,8% das espécies possuem habitat em ambientes não florestais (NF), sendo que das seis espécies classificadas como florestais (F), duas, ou seja, a Rolinha de Asa de Canela (Columbina Minuta) e a Mariquita do Canadá (Cardellina Canadenses) são aves migratórias, não residentes.

Com relação ao status de ocorrência, 87,7% das espécies foram classificadas como residentes (R), ou seja, espécies que ocorrem naturalmente nesta região e as espécies classificadas como migratórias (M) são aquelas, que Guzzi et al (2015), classifica como aquelas que passam parte do ano nesta região. O registro fotográfico possibilitou observar que das espécies tidas como migratórias, 75% (6 espécies) destas foram observadas no período do inverno.

Nas quatro estações do ano, foi possível observar aves, sendo que no inverno o número de espécies fotografadas foi muito maior, em relação às demais estações do ano, com 54 espécies fotografadas nesta estação, contra 24 espécies observadas na Primavera, por exemplo, conforme Figura 5.

Figura 5 - Número de observações (Espécies Fotografadas) nas quatro estações do ano.

Com relação ao hábito alimentar, foi possível verificar que 52,3% das espécies observadas possuem dieta insetívora (Figura 6). Esta ocorrência possibilita ressaltar a importância de manejar a avifauna local, no sentido de manter a população de insetos (pragas) de lavoura e/ou pastagens sob certos níveis populacionais que não prejudiquem a agropecuária local. Por outro lado, o percentual de aves frugívoras (23,1%) e granívoras (21,5%) demonstra que existe certa abundância e diversidade botânica, possibilitando a permanência destes grupos no local.

Figura 6 - Hábito alimentar das espécies observadas.

A forte presença da família Columbidae, com 05 representantes, composta por pombos, pombas, rolas e rolinhas, fez com se observasse o mesmo percentual de granívoros e onívoros, pois 35,7% dos granívoros pertenciam a esta família. Esta família é formada por cerca de 300 espécies distribuídas em todo continente, alimentam-se de sementes e frutos, possuem grande capacidade de voo, algumas são migratórias.

Os pombos já foram muito uteis para o ser humano, pois por muito tempo foram usados como pombo correio, atividade esta que facilitou a comunicação na época, no entanto atualmente traz inúmeros transtornos para a humanidade já que alguns pombos tornaram-se uma praga para lavoura, pois tem poucos predadores e tem aumentado consideravelmente a população de Columbídeas.

Muitas espécies foram fotografadas em seus ninhos, podendo citar o Lepidocolaptes angustirostris (Arapaçu do Cerrado), que reutiliza o ninho do Furnarius rufus (João de Barro) que é um exímio construtor e começa a construir seu ninho no verão. Dentre outros que utilizam o ninho do Furnarius rufus deve-se citar Mimus saturninus (Sabiá do Campo), Xolmis irupero (noivinha), Sicalis flaveola (Canário da Terra Verdadeiro).

Ainda sobre a utilização dos ninhos o Falco sparverius (Quiriquiri), encontrava-se aninhado em uma toca no telhado do prédio 600 no inverno e na na primavera, na lateral do prédio 700 em uma colmeia de Polybia scutellaris (Vespas).

Como registro de raridade de espécie, pode-se citar que na primavera e no verão, se registrou a presença do Drymornis bridgesii, (Arapaçu-Platino). Esta espécie no Brasil está diretamente associada ao Parque do Espinilho, e está ameaçada de extinção devido à perda de seu habitat natural. Ocorre da Patagônia ao Uruguai, Paraguai, registrado no Brasil apenas em 1970 (SICK,1997). Há indícios de ser uma ave com boa mobilidade nas áreas adjacentes a esta formação vegetal, pois já foi visto a 30km do Parque do Espinilho (ACCORDI,2003).

A espécie Drymornis bridgesii pode viver solitário, em pequenos grupos ou aos pares. Essa ave coloca seus ovos em buracos nos troncos de árvores, a postura ocorre no início de outubro e dezembro. A postura é de dois a três ovos. (MACHADO et al,2008).

Para Repenning & Fontana (2008) D. Bridgessi no Parque Estadual do Espinilho (PEE), parece ter população bem pequena devido a reduzida disponibilidade deste ambiente do Rio Grande do Sul, pois grande parte da vegetação similar à do Parque Estadual do Espinilho foi suprimida para a implementação das pastagens e lavouras de arroz e também o corte da madeira para a obtenção de lenha, a queima e o corte da vegetação para “limpar” o campo limita a recuperação da vegetação (SEIXAS, 2012).

Portanto o registro desta espécie, no campus da UNIPAMPA, é muito importante, pois apesar da universidade não possuir a mesma vegetação do Parque, a ave estar presente no local ressalta o já descrito por ACCORDI (2003) com relação ao deslocamento desta em áreas próximas ao PEE.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os resultados obtidos nesta pesquisa foram importantes, tendo em vista que através deste observou-se a presença de aves com risco de extinção, aves migratórias e aves endêmicas da região, pouco observadas no dia-a-dia.

O expressivo número de aves observadas ao longo desta pesquisa possibilita concluir que a metodologia utilizada se mostrou satisfatória, abrindo a possibilidade do desenvolvimento de futuros projetos de Educação Ambiental, pois se entende e se reafirma, os dizeres do Prof. Ângelo Machado, que não se preserva aquilo que não se conhece.

O número de aves observadas também permite reforçar a importância de se preservar e manejar apropriadamente as dependências da universidade sabendo-se da importância deste ambiente para a Avifauna.

Tendo em vista que a investigação foi efetuada apenas no campus e foi possível observar um número considerável de espécimes, pode-se ressaltar o quão rico é este trabalho para futuros estudos da área, principalmente na parte de Educação Ambiental já que o material produzido permite a interdisciplinaridade com demais áreas de estudo.

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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