ISSN 1678-0701
Número 67, Ano XVII.
Março-Maio/2019.
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13/03/2019FEBRE AMARELA: RECOMENDAÇÕES PARA O CONTROLE E EFETIVAÇÃO DAS VACINAS NO ESTADO DE MINAS GERAIS  
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FEBRE AMARELA: RECOMENDAÇÕES PARA O CONTROLE AMBIENTAL DE DOENÇAS E EFETIVAÇÃO DAS VACINAS NO ESTADO DE MINAS GERAIS

Aline Loredane¹Flavia Pereira², Galdina Arrais³, Rodrigo França4, Sérgio Jesus5

1Advogada e mestranda em Gestão Social, Educação e Desenvolvimento Local - Centro Universitário Una alineloredane@yahoo.com.br

2Pedagoga e mestranda em Gestão Social, Educação e Desenvolvimento Local - Centro Universitário Una dsflaviapereira@gmail.com

3Pedagoga/Advogada e mestranda em Gestão Social, Educação e Desenvolvimento Local - Centro Universitário Una galarrais@yahoo.com.br

4Assistente social e mestrando em Gestão Social, Educação e Desenvolvimento Local - Centro Universitário UNA rodrigo.asocial@ig.com.br

5Biólogo e mestrando em Gestão Social, Educação e Desenvolvimento Local - Centro Universitário Una perfusaouna@gmail.com

Resumo Com o aumento considerável da Febre Amarela em todo Brasil, a maneira mais eficiente de prevenir o surto seria de fato à vacinação de toda a população. Contudo, para que a imunização seja realmente eficaz, faz-se necessário um controle adequado das pessoas vacinadas, com foco na Educação Ambiental para uma maior conscientização da população sobre a importância de manter o calendário de vacinação em dia, bem como informações da doença, suas formas de transmissão e prevenção, e a importância do papel dos macacos como alerta para o surgimento da doença. Dessa forma, o presente artigo buscou fazer uma análise interdisciplinar e intersetorial referente ao controle da vacinação contra Febre Amarela, propondo uma ferramenta de controle vacinal. Como metodologia, utilizou-se a pesquisa bibliográfica, visitando autores que discorrem sobre o assunto e chegou-se a conclusão, que a tentativa de uma possível redução dos casos da doença no estado de Minas Gerais, poderá se efetivar através da confecção de um Software específico e de atuações intersetoriais e interdisciplinares, levando em consideração os aspectos e as condições ambientais de cada comunidade.

Palavras-chaves Febre Amarela. Ações Interdisciplinares e Intersetoriais. Controle de vacinação.Software. Condições Ambientais.

Abstract With the considerable increase of Yellow Fever throughout Brazil, the most efficient way to prevent the outbreak would be the vaccination of the entire population. However, in order for immunization to be truly effective, adequate control of people vaccinated is necessary, as well as increased awareness of the importance of keeping the vaccination schedule up to date. Thus, the present article sought to make an interdisciplinary and intersectoral analysis regarding the control of vaccination against Yellow Fever, proposing a vaccine control tool. As a methodology, the bibliographic research was used, visiting authors who discuss the subject and it was concluded that the attempt of a possible reduction of the cases of the disease in the state of Minas Gerais, could be effected through the making of a Software interdisciplinary and interdisciplinary actions, taking into account the intercultural aspects and environmental conditions each community.

Keywords Yellow Fever. Interdisciplinary and Intersectoral Actions. Vaccination Control. Software, environmental conditions.

1. INTRODUÇÃO

O estado de Minas Gerais vive o maior surto de Febre Amarela das últimas décadas, os números de casos notificados e os números de óbitos vêm crescendo consideravelmente, e consequentemente, a procura por vacinas nos postos de atendimento à saúde vem aumentando.

Hoje nota-se nas redes de atendimento uma grande fragilidade em relação ao acompanhamento e controle das vacinas ofertadas, o critério para se ter acesso a vacina é muito superficial, e acontece da seguinte maneira: caso o indivíduo não tenha certeza de que tomou a vacina no percurso de 10 anos, é dado a ele o direito de tomar outra dose sem maiores interferências, não existindo um controle específico dessas vacinas. A justificativa desta pesquisa se dá pelo fato da importância de se manter a população efetivamente imunizada, evitando possíveis desperdícios da vacina. Neste sentido, ações interdisciplinares e interstoriais podem contribuir para um melhor controle das vacinas contra a Febre Amarela? O objetivo que este artigo propõe é analisar a situação problema sob a ótica da interdisciplinaridade, intersetorialidade e interculturalidade, propondo uma solução capaz de controlar e consequentemente reduzir o índice de Febre Amarela através de uma imunização mais efetiva e de uma Educação Ambiental para conscientizar a população sobre o que é a doença, suas formas de transmissão e prevenção, a importância do papel dos macacos que fazem o papel de “sentinela” alertando para o surgimento da doença.

    1. Metodologia

A abordagem metodológica se deu através da pesquisa bibliográfica sobre o tema, que contribuirá para o desenvolvimento de um Software específico, que pretende auxiliar os profissionais da área da saúde no combate à Febre Amarela.

1.1.1 Febre Amarela

A febre amarela é uma doença infecciosa aguda, febril, não contagiosa, de curta duração (no máximo de 12 dias) e de gravidade variável. As manifestações da Febre Amarela são repentinas e podem ser resumidas em cansaço, dor de cabeça, dor muscular, calafrios, náuseas e vômitos por cerca de três dias, além de febre alta. A forma grave da doença costuma ser mais rara, e acontece após um período de bem-estar de dois a três dias. Em sua forma mais grave podem ocorrer insuficiências hepática e renal, manifestações hemorrágicas (sangramentos nas gengivas, nariz, ouvido entre outros locais), cansaço intenso e icterícia onde os olhos e a pele adquirem cor amarela. Neste período tanto a diarreia quanto os vômitos têm aspecto escurecido, semelhante a borra de café.

A doença é causada por um arbovírus do gênero Flavivirus, da família Flaviviridae, e mantém-se endêmica e enzoótica em diversas regiões tropicais das Américas e da África, sendo responsável por surtos periódicos de magnitude variável. Nas Américas, deve-se levar em conta seu risco potencial de disseminação para áreas urbanas (CAVALCANTE; TAUIL, 2016).

A Organização Mundial da Saúde (OMS, 2016), ressalta que muitas pessoas não vacinadas que continuam a viver em áreas com ecossistemas favoráveis à transmissão do vírus da febre amarela, representam um risco elevado para a mudança no padrão de transmissão atual.

Figura 1 - Febre Amarela: Como Ocorre a Infecção

Fonte: Promed – MG.



O Ministério da Saúde ainda adverte que a população precisa ter o entendimento de que atualmente não há um medicamento para combater o vírus da febre amarela, e assim o tratamento consiste em tratar os sintomas, principalmente com a reposição de líquidos para se evitar as formas mais graves da doença. É importante lembrar que não se deve usar medicamentos à base de Ácido Acetilsalicílico (AAS) e Aspirina para tratar tais sintomas, pois podem ajudar no surgimento das manifestações hemorrágicas.

1.1.2 Imunização

O direito a vacinação encontra-se resguardado na Constituição Federal de 1988, no artigo  no que tange ao direito a saúde:São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição” (BRASIL/CONSTITUIÇÃO FEDERAL, 1988).

Ao elencar a saúde no rol dos direitos fundamentais, o Estado trouxe para sua órbita o dever de criar estratégias de proteção e promoção à saúde de toda a sua população, e para isso buscou mecanismos de políticas públicas como o programa de imunização, criado em 1973 pelo Ministério da Saúde.

No caso da Febre Amarela, a principal forma de prevenção é a vacinação. No Brasil a vacina é gratuita e está disponível nos postos de atendimento à saúde durante todo ano. Abaixo seguem as orientações de indicação e contraindicação para se tomar a vacina de acordo com o Ministério da Saúde:

Indicação

  • 6 meses a 9 meses de idade incompletos (mediante indicação do pediatra);

  • Pessoas de 9 meses até 60 anos de idade que não tenham se vacinado anteriormente e não apresentem nenhuma contraindicação;

  • 60 anos ou mais, que nunca foram vacinadas ou sem comprovante de vacinação levando em consideração o risco/benefício.

Contraindicação

  • Crianças abaixo de 6 meses;

  • Gestantes;

  • Mulheres que estejam amamentando;

  • Imunodeprimidos (Pessoas com sistema imunológico debilitado);

  • Pessoas alérgicas a gema de ovo, gelatina e antibiótico eritromicina;

  • Crianças menores de 6 meses;

  • Pessoas com 60 anos ou mais que já tenham sido vacinados.

A vacina está prevista no calendário nacional de vacinação brasileiro, contudo, por diversos fatores culturais e até mesmo pessoais, muito adultos, principalmente os homens, não se preocupam com a imunização, e esse fator pode estar diretamente ligado aos óbitos confirmados, pois, a maioria são do sexo masculino com faixa etária de 45 anos (RIBEIRO, 2008).

Calendário Básico de Vacinação brasileiro é definido pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) e relaciona quais são as vacinas de maior importância a ser ministradas na rede pública (RIBEIRO, 2008).

Diante deste cenário, percebe-se a importância de uma Educação Ambiental mais precisa, utilizando práticas mais efetivas junto às comunidades, levando informações e esclarecendo eventuais dúvidas sobre a doença e a importância da vacina.

1.1.3 Interdisciplinaridade, intersetorialidade e interculturalidade

O presente trabalho está ligado à área da saúde, onde o foco é o aumento dos índices de infectados com a FA, nesse sentido, a proposta é de analisar a situação sob a ótica da interdisciplinaridade e intersetorialidade, e, portanto, será feita uma breve explanação dos referidos conceitos.

A interdisciplinaridade surgiu na Europa, na França e Itália, por volta de 1960, no momento em que o mundo passava pela crise da modernidade, e esperava-se que a prática interdisciplinar superasse tal crise. Chegando ao Brasil no final da década de 60, a proposta da interdisciplinaridade, apresentava um novo paradigma para o conhecimento (LIMA; AZEVEDO, 2013).

Pode-se considerar que o trabalho interdisciplinar começa a partir do diálogo, das trocas de conhecimento entre vários atores que atuam em um determinado setor de trabalho, com seus respectivos conteúdos disciplinares.

Nas palavras de Japiassu (1976, p.75):

Podemos dizer que nós reconhecemos diante de um empreendimento interdisciplinar todas as vezes que ele conseguir incorporar os resultados de várias especialidades, que tomar de empréstimos a outras disciplinas certos instrumentos e técnicas metodológicos, fazendo uso dos esquemas conceituais e das análises que se encontram nos diversos ramos do saber, a fim de fazê-los integrarem e convergirem, depois de terem sido comparados e julgados. Donde podemos dizer que o papel específico da atividade interdisciplinar consiste, primordialmente, em lançar uma ponte para ligar as fronteiras que haviam sido estabelecidas anteriormente entre as disciplinas com o objetivo preciso de assegurar a cada um seu caráter propriamente positivo, segundo modos particulares e com resultados específicos.

Para um trabalho interdisciplinar é necessário um estudo a respeito dos fatores que interfere na realização e elaboração de um resultado, qual é o papel social de cada um para definição de suas práticas. É importante fazer um diagnóstico de história de vida de cada membro da equipe, sua formação, seus interesses, sua visão de mundo. Assim sendo, haverá objetivos comuns para se alcançar os resultados.

Cabe aos setores da educação e da saúde através de uma Educação Ambiental consistente o papel fundamental de planejar e orientar a população de um determinado território de forma igualitária a maneira pela qual a doença é transmitida, como pode ser evitada, sintomas e tratamento. É de suma importância à conscientização da comunidade de manter seu cadastro pessoal e o seu calendário de vacinação em dia. Neste contexto, Junqueira (1999, p. 27) argumenta que:

A intersetorialidade constitui uma concepção que deve informar uma nova maneira de planejar, executar e controlar a prestação de serviços para garantir o acesso igual dos desiguais. Isso significa alterar toda a forma de articulação dos diversos segmentos da organização governamental e dos seus interesses.

Vale ressaltar a importância da análise intercultural para o alcance de certos grupos sociais, e neste sentido, Santos (2003, p. 56) ressalta:

[...]temos o direito de ser iguais quando a nossa diferença nos inferioriza; e temos o direito de ser diferentes quando a nossa igualdade nos descaracteriza. Daí a necessidade de uma igualdade que reconheça as diferenças e de uma diferença que não produza, alimente ou reproduza as desigualdades.

Dessa forma, é possível dizer que interculturalidade refere-se à diversidade cultural, e para isso a convivência entre as pessoas precisa ser harmoniosa, promovendo valores como a integração, a tolerância, e o respeito mútuo.

A interculturalidade é justamente a aceitação e respeito às diferenças sociais, é um marco de convivências com o diferente, sem nenhuma forma de desigualdade, pelo contrário, cada cultura é um novo mundo que se apresenta como possibilidade de novas experiências.

A diversidade nos faz superar obstáculos, e diante do exposto é necessário a realização de um trabalho mais consistente de todos os profissionais e setores envolvidos para criar estratégias de como acessar e atender esse contingente de culturas existentes em nosso território, informando e conscientizando sobre a importância da imunização contra a Febre Amarela.

É possível afirmar através da pesquisa realizada, que um dos motivos que a incidência em função da febre em Minas Gerais, vem aumentado seria a falta de planejamento e de ações estratégicas, inexistência de trabalhos interdisciplinares entre as equipes das unidades de atendimento e um enorme distanciamento entre as bases familiares e os setores de saúde. E diante deste cenário, faz-se necessário uma mudança de paradigmas, ou seja, a busca por soluções em conjunto para se obter resultados satisfatórios em relação ao controle das vacinas administradas.

Outro segmento importante para contribuir nas campanhas de combate à doença e divulgação da vacinação junto a comunidade seria o segmento da educação. Libâneo (1994, p.17), ressalta que “o objetivo da educação é prover aos indivíduos conhecimentos e experiências culturais que os tornam aptos a atuar no meio social e a transformá-lo em função de necessidades econômicas, sociais e políticas da coletividade”.

O autor ainda enfatiza que a educação traz em seu escopo o dever de informar a população a respeito de assuntos importantes, quando a escola promove abertura para os profissionais da saúde adentrar as repartições de ensino, e ambas comungam juntas em prol do esclarecimento sobre vacinação, prevenção de doenças e afins, a sociedade apropria-se destas informações, dos alertas e dos cuidados com a saúde (LIBÂNEO, 1994).

Percebe-se diante do exposto, a importância e contribuição que um trabalho intercultural, interdisciplinar e intersetorial, podem oferecer para sociedade.

1.1.4 Interdisciplinaridade e saúde

Etimologicamente, o termo "saúde", em latim salus, significa são, inteiro; em grego, o significado é inteiro, real, integridade. Desse modo, saúde como integridade não permite a fragmentação em saúde física, mental e social e, portanto, parte-se de uma visão holística que supõe entendê-la na interface de grande diversidade de disciplinas. Essa diversidade torna-se mais complexa quando a realidade da saúde ultrapassa a dimensão individual e passa para a esfera coletiva (NUNES, 1995).

A interdisciplinaridade na área da saúde coloca-se como exigência interna, uma vez que seu objeto de trabalho - a saúde e a doença no seu âmbito social - envolve concomitantemente, as relações sociais, as expressões emocionais e afetivas e a biologia, traduzindo, por meio da saúde e da doença, as condições e razões sócio históricas e culturais dos indivíduos e grupos. Embora haja dificuldades de construir uma proposta interdisciplinar, essa é vista como desafio possível e desejável na área da saúde, uma vez que há ilimitado campo de possibilidades a ser explorado (VILELA; MENDES, 2003).

Na atualidade, vem ocorrendo uma série de transformações no mundo do trabalho, nas relações entre as pessoas, nas inovações tecnológicas, originando novas maneiras de organizar a produção. Nesse sentido, no caso específico da saúde com o auxílio do Software espera-se uma mudança significativa nas ações voltadas para o combate da Febre Amarela em Minas Gerias.

    1. Resultados

A partir desta situação problema e de olho no potencial dos serviços de saúde, buscando aprimorar as ferramentas tecnológicas e a incompletude institucional, está sendo oferecido um Software para o combate informacional da Febre Amarela, como solução custo/benefício, com o objetivo de gerar processos e produtos de conhecimento. As soluções oferecidas através deste Software abrangem funções analíticas de prestação de serviços em saúde, entendendo o território como vivo, isto é, onde os atores sociais utilizam-se dos termos interdisciplinaridade e intersetorialidade orientando-se pelos princípios da universalidade, da acessibilidade, do vínculo, de trocas de informação, da continuidade, do cuidado, da integralidade da atenção, da responsabilização, da humanização, trabalho em equipe, da qualidade e da participação social.

Rocha (2005) expõe que processos de mudanças não são imediatos, não ocorrem em curto espaço de tempo e o caminho em direção a intersetorialidade corresponde a um processo progressivo de construção de valores, atitudes, comportamentos, mecanismos e instrumentos, através dos quais é solidificado o modelo proposto.

Uma preocupação frequente é em relação à prevenção contra a febre, estas podem estar direcionadas aos indivíduos, grupos sociais ou para a sociedade em geral. Nesse sentido, a atuação interdisciplinar dos agentes de saúde considerados uma rede de protagonistas heterogêneos(Agentes de Saúde Comunitários, Agentes de Endemias, médicos, Enfermeiros, Biólogos entre outros), focados na Educação Ambiental, atuarão de maneira ampla, por meio da vigilância à saúde e utilizando o Software para controlar os cartões de vacina, a imunização, a detecção da doença o uso adequado de medicamentos e demais ações associadas a este contexto.

A saúde brasileira passa por grandes desafios e as soluções como o Software são pensadas para atender às necessidades como a melhora na qualidade de assistência clínica, o controle de custos e despesas, além do cumprimento das normas regulatórias do setor.

O programa de computador define novas possibilidades de simplificar a complexidade para a obtenção de respostas em tempo real, informar e fortalecer as ações de prevenção.

Medidas devem ser tomadas através de convocação de outras políticas e atores sociais, para pensar as ações no território; neste caso o Software trabalhará desenvolvendo um plano de intervenção conjuntamente, discriminando as informações e contextualizando os setores através de mapeamento, com metodologias participativas de formação e acompanhamento.

A aposta no programa se dá pela necessidade de superar as barreiras da distância e do isolamento, utilizando as ferramentas do Software para potencializar o encontro entre as pessoas que constroem o cotidiano de atenção básica brasileira.

Com um intuito de um melhor controle dessas vacinas e com o foco de uma imunização mais eficaz e consequentemente mais econômica, o Software deverá ser instalado nas unidades de atendimento as famílias. Além de outros benefícios essa nova tecnologia possibilitará aos agentes de saúde um maior controle dos números de pessoas vacinadas e não vacinadas em uma determinada região, evitando assim a administração de doses desnecessárias e uma economia significativa na aquisição de novos lotes dessas vacinas.

2. Considerações Finais

Em virtude do aumento considerável de Febre Amarela no estado de Minas Gerais, e consequentemente os óbitos declarados pela doença, a procura por vacinas nos postos de atendimento à saúde vem crescendo.

A expectativa é de que o Software proposto possa contribuir para o controle e efetivação das vacinas contra a Febre Amarela no estado de Minas Gerais, através de um trabalho interdisciplinar das equipes de saúde e da efetivação das ações intersetoriais e interculturais no intuito de obter novos modelos organizacionais, conectando com diversos saberes, culturas e experiências no planejamento de projetos dirigidos as comunidades e aos grupos populacionais específicos, num determinado espaço geográfico, com o propósito de atender as suas carências e demandas proporcionando uma melhora nas condições ambientais.

Bibliografia

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal: Centro Gráfico, 1988. 292 p. Disponível em:

<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm>. Acesso em: 30 abr. 2017.

CAVALCANTE, Karina Ribeiro Leite; TAUIL, Pedro Luiz. Características epidemiológicas da febre amarela no Brasil, 2000 -2012: Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília, v. 25, n. 1, p. 11-20, jan./mar. 2016. Disponível em: <http://www.scielosp.org/pdf/ress/v25n1/2237-9622-ress-25-01-00011>. Acesso em: 24 abr. 2017.

JAPIASSU, Hilton. Interdisciplinaridade e patologia do saber. Rio de Janeiro: Imago, 1976.

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NUNES, E.D. A questão da interdisciplinaridade no estudo da saúde coletiva e o papel das ciências sociais. In: Canesqui AM. Dilemas e desafios das ciências sociais na saúde coletiva. São Paulo: Hucitec; 1995. p.95-113.

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