ISSN 1678-0701
Número 67, Ano XVII.
Março-Maio/2019.
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13/03/2019DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA: AS TRILHAS DO BOSQUE DA CIÊNCIA COMO UM ESPAÇO EDUCATIVO PARA ENSINAR CIÊNCIAS  
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DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA: AS TRILHAS DO BOSQUE DA CIÊNCIA COMO UM ESPAÇO EDUCATIVO PARA ENSINAR CIÊNCIAS

Alexandra Nascimento de Andrade¹, Elder Tânio Gomes de Almeida², Carolina Brandão Gonçalves³

 

[1]Coordenadora Pedagógica da Escola Técnica do Literatus e Mestranda em Educação em Ciências na Amazônia, Universidade do Estado do Amazonas (UEA), e-mail: alexandra_deandrade@hotmail.com.

²Mestrando em Educação em Ciências na Amazônia, Universidade do Estado do Amazonas (UEA), e-mail: elder.tanio@gmail.com.

³Professora do Programa de Mestrando em Educação em Ciências Amazônia, Universidade do Estado do Amazonas (UEA), e-mail: krolina_2@hotmail.com.

Resumo: Este artigo traz uma discussão sobre como ocorre a Divulgação Científica nas trilhas do Bosque da Ciência, objetivando analisar como podemos desenvolver a Educação Ambiental em espaços não formais[S1] . Os resultados obtidos demonstraram a importância do Bosque para esta popularização das pesquisas desenvolvidas no Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia.

Palavras-chave: Divulgação Científica, Potencial Pedagógico, Espaços não-formais.

Abstract: This paper is about a discussion and how the Scientific Divulgation occurs in the pathway of the “Bosque da Ciência”. The results obtained demonstrated the importance of opening up the “Bosque da Ciência” to this popularization of the research developed at Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia - National Research Institute of the Amazon

Keyword: Scientific Divulgation, Pedagogical Potential, Non-formal Spaces.

 Introdução

O presente trabalho objetivou descrever o Bosque da ciência, como um espaço educativo não formal institucionalizado e sua relação com a divulgação científica, utilizando as trilhas deste ambiente, para desenvolver atividades de Educação Ambiental.

Descreveremos os ambientes presentes no Bosque da Ciência, destacando este local como um espaço educativo com um potencial para a democratização da ciência desenvolvida no INPA (Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia).

Verificaremos a importância da criação do Bosque da Ciência e de suas trilhas para a Divulgação Científica, mostrando a riqueza da diversidade de fauna e flora amazônica e seus saberes.

BOSQUE DA CIÊNCIA: ESPAÇO EDUCATIVO DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA

O estado do Amazonas oferece uma diversidade de espaços educativos que estabelecem a comunicação e divulgação científica, um desses locais é o Bosque da Ciência, inaugurado em 1º de abril de 1995, pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, como proposta para a comemoração do aniversário do INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), estando localizado na zona leste da cidade de Manaus. O instituto possui uma grande área verde com uma vasta quantidade de biodiversidade que se divide nos seguintes espaços: Viveiro das Ariranhas; Tanque do Peixe-boi da Amazônia; Casa da Ciência; Trilha Suspensa; Lago Amazônico; Viveiro dos Jacarés; Recanto dos Inajás; Trilhas Educativas e Ilha da Tanimbuca (OLIVEIRA, OLIVEIRA e TERÁN, 2010).

No Bosque da Ciência podemos ver diversas espécies de animais da fauna amazônica circulando livremente e vivendo em harmonia com os visitantes, como os macacos de cheiro, os macacos acaris, os sauins de coleira, as araras vermelhas, as cutias e as preguiças (FACHÍN-TERÁN, 2014). Podemos caracterizar este ambiente como um espaço educativo formal institucionalizado, pois possui regulamentação e uma equipe técnica responsável pela execução das atividades desenvolvidas, sendo também um potencial pedagógico que propicia a divulgação da ciência ao mais diverso público.

Os espaços educativos da Amazônia, tendo o Bosque da Ciência como destaque neste trabalho, são locais facilitadores para o ensino-aprendizagem de ciências, onde as crianças além de fazerem observações, conhecem um pouco mais sobre a fauna e a flora da região. Araújo e Fachín-Terán (2014, p.32) externam que:

Os espaços não formais nos apresentam uma possibilidade de estabelecermos uma relação mais harmoniosa com a natureza, tornando-se dessa forma o processo de ensino e aprendizagem mais significativo baseado na investigação, curiosidade que instigarão tanto discentes quanto docentes nesse novo caminhar e na ressignificação dos conceitos que já tem estabelecido em seu cognitivo.

Esta relação do homem-natureza nesses espaços potencializam a construção de novos conhecimentos de Educação Ambiental, tanto para crianças quanto para adultos.  Ao trabalharmos ciências fora dos espaços formais, sem perder o foco nos objetivos pré-estabelecidos, fortalecemos os conteúdos ministrados nas aulas teóricas e podemos desenvolver a curiosidade dos educandos para a construção de uma aprendizagem significativa. Contudo, Cabral e Fachín-Terán (2011, p.3) nos alertam:

 [...] que não é somente retirando os alunos de sala de aula e conduzindo-os a esses espaços, sem ter clareza dos fundamentos que sustentam aquela forma de ensinar, resultará no êxito da aprendizagem dos alunos.

Segundo os autores, o professor precisa conhecer o espaço antes da visita com os alunos e preparar os objetivos e metodologias para aplicar uma aula prazerosa e significativa. Certamente ao executar uma atividade desta, com procedimentos bem estabelecidos e um bom conhecimento sobre o local, o educador estará desenvolvendo a alfabetização científica, que para Chassot (2010) pode ser entendida como um conhecimento em conjunto, que ajudariam aos homens e mulheres fazerem uma leitura do mundo onde vivem.

Neste processo de alfabetizar cientificamente, destacamos a Divulgação Científica, que é um processo derecriação” do conhecimento científico, para torná-lo acessível ao mais diverso público (SANCHÉZ, 2003), como acontece nas trilhas do Bosque da Ciência, local de nosso estudo.

 IMPORTÂNCIA DAS TRILHAS DO BOSQUE DA CIÊNCIA PARA A DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA

 A Divulgação Científica pode ocorrer em diversos espaços. Para isso, é preciso uma mediação, a fim de acontecer à transposição da linguagem científica para uma linguagem receptível ao público receptor.

[...] A popularização do saber científico deve ser compreendida como um direito dos cidadãos brasileiros, no sentido de conhecer os resultados dos investimentos aplicados em ciência e tecnologia, uma vez que grande parte do dinheiro público é investida nesses ramos (GOMES; SILVA, 2012, p. 33).

Segundo o autor, o conhecimento científico deve ser divulgado e popularizado em virtude das pesquisas serem financiadas com dinheiro público. O cidadão como contribuinte de impostos deve ser participante das descobertas e avanços tecnológicos e científicos.

 Uma das estratégias de repassar estes conhecimentos ao público não especializado acontece no Bosque da Ciência. Segundo Passos e Noronha (2013) o Bosque da Ciência é um lugar sócio científico de divulgar e popularizar os resultados das pesquisas realizadas pelo INPA. É um lugar que promove eventos culturais entre outras atividades para o público em geral e também contribui para pesquisas na área da educação científica no Estado do Amazonas.

Neste espaço há uma diversidade de espécie de plantas, árvores e animais que oportuniza por intermédio das trilhas educativas o ensino e a divulgação da ciência. Não somente para o público escolar, mas essas trilhas são locais privilegiados para todos os visitantes (BOSQUE DA CIÊNCIA-INPA, 2016). O Bosque foi projetado com três objetivos que serão dispostas abaixo, no quadro 1.

Quadro 1- Objetivos de criação do bosque da ciência

PRIMEIRO OBJETIIVO

SEGUNDO OBJETIVO

TERCEIRO OBJETIVO

Desenvolver a Difusão Científica e de Educação Ambiental do INPA.

Preservar os aspectos da biodiversidade existente nesse espaço amazônico.

Propiciar o lazer a população de maneira sócio-científico e cultural para despertar o interesse do visitante pelo meio ambiente e ofertá-los.

Fonte- Adaptada por Andrade; Almeida segundo (BOSQUE DA CIÊNCIA-INPA2016)

Podemos encontrar três tipos de trilhas (pavimentada, naturais e suspensas) no local, que propiciam a divulgação científica das pesquisas de nossa região, realizados pelos profissionais do INPA.

As trilhas permitem a percepção dos sons e visualização de animais, o que propicia aos visitantes uma conexão homem-natureza e a apropriação de algumas informações relevantes presentes nas placas do lugar. Rendeiro; Júnior;Fachín-Terán conceituam as trilhas como:

[...] um caminho ou via, geralmente estreita e sinuosa entre a vegetação. Esta pode ser apenas um vestígio deixado por uma pessoa ou um animal que percorreu aquele caminho ou foi aberta intencionalmente para o deslocamento das pessoas. (2012, p.6)

 Ao nos depararmos com o conceito de trilhas exposto pelos autores, observamos a possibilidade de Divulgação Científica mediante as trilhas, pois nelas o professor, guia ou pesquisador pode usá-las como canal para a disseminação da ciência de uma maneira prática e significativa.

Sabemos que a divulgação dos conhecimentos científicos pode acontecer mediante a veículos, como: rádio, tevê, jornais, exposições, palestras, vídeos, revistas entre outros meios, sendo as trilhas do Bosque da Ciência, incluídas nessa lista de meios de comunicação, pois:

Divulgar ou popularizar o conhecimento produzido pela ciência não é apenas transmitir as informações descompromissado com quem está “do outro lado”, o público leigo. [...] a divulgação científica (DC) requer que, além do ato de divulgar, a informação deve ser compreensível ao público (não especialista), a fim de que utilizem o conhecimento produzido pela ciência. (NOGUEIRA; GONÇALVES, 2014, p.16)

As trilhas são meios de transposição e divulgação da Ciência de maneira compreensível. A observação é nesse momento um instrumento potencialmente eficaz para a absorção desses conhecimentos amazônicos, bem como o divulgador um aliado para a Divulgação do conhecimento científico.

METODOLOGIA

A pesquisa objetivou descrever como ocorre a Divulgação Científica (DC) nas trilhas do Bosque da Ciência no ano de 2016. Com intuito de atingir o objetivo citado, optamos por uma abordagem qualitativa, que segundo Creswell (2007) é uma investigação fundamentalmente interpretativa que inclui o desenvolvimento da descrição, caracterizando-se como uma análise de dados, para identificar temas ou categorias, a fim de tirar conclusões sobre seus significados.  

A pesquisa desenvolvida é exploratória, pois visa o aprimoramento de ideias e ou descobertas de intuições, que ocorrem mediante uma pesquisa bibliográfica que surgem a partir de bases constituídas principalmente de livros e artigos científicos (GIL, 2002) e de campo. Para tanto, realizou-se leituras de obras para fundamentar o objetivo dessa pesquisa.

Após o levantamento teórico que fundamentou esta investigação no Bosque da Ciência, fomos no dia 28 de abril de 2016, para a pesquisa de campo, com intuito de coletarmos os dados. Nossos instrumentos de coleta foram: a observação dos principais pontos que ocorrem a divulgação da ciência e uma entrevista aberta com um educador do Instituto. Nosso percurso em campo foi em sequência lógica: iniciamos nas trilhas pavimentadas a qual identificamos placas informativas sobre as pesquisas de plantas e árvores. Seguimos em frente nas trilhas suspensas para observar como a DC podia ser trabalhada no ensino de ciências para alunos e visitantes, utilizando o meio ambiente amazônico presente no local.

 Após observarmos as trilhas do Bosque da Ciência, pedimos autorização de um dos educadores dessa instituição para perguntarmos sobre como ocorre a DC no local pesquisado. O mesmo forneceu-nos ricas contribuições sobre a função do bosque para a sociedade do Amazonense (Entrevista aberta). As entrevistas utilizadas foram perguntas abertas semiestruturadas para coletarmos sobre o objetivo proposto neste trabalho. Reunimos todas as informações obtidas dos referências teóricos, as observações nas trilhas e a entrevista com o educador da instituição para organizarmos e interpretarmos os dados desse artigo.

Resultados e Discussões

 Sobre o local em estudo percebemos que há possibilidades de ser um lugar propício para a divulgação dos conhecimentos amazônicos em virtude de possuir uma diversidade de fauna e flora, bem como muitos resultados de pesquisas locais desenvolvidas e que continuam em processo no Bosque da Ciência. Ao executarmos a pesquisa em campo, observamos os locais e as espécies presentes de plantas e animais, conforme mostra o quadro 2.

Quadro 2- Espaços do bosque da ciência

ESPAÇOS

DESCRIÇÃO

 

 

Viveiro das Ariranhas:

Local onde vivem as ariranhas - mamífero aquático que vive em pequenos grupos de sete a oito indivíduos nos rios da Amazônia. Seu nome científico é Pteronura brasiliensis - que são objeto de estudos dos pesquisadores.

 

Tanque do Peixe-boi da Amazônia:

 

Ambiente onde ficam alguns peixes-boi da Amazônia (Trichechusinunguis), os quais podem ser encontrado em todos os rios da bacia Amazônica. Alimentam-se essencialmente de plantas aquáticas e semi-aquáticas, e chegam a consumir mais de 10% do seu peso corporal em alimento por dia. Cada fêmea de peixe-boi produz apenas um filhote a cada gestação e este filhote pode mamar por até dois anos.

 

Casa da Ciência

É um espaço que permite uma visão lógica, que de forma interativa que objetiva transmitir  aos visitantes as atividades realizadas pelo INPA por meios de projetos e programas.

Trilha Suspensa

É uma passarela  suspensa sobre um local de difícil acesso, que permite ao público uma visita panorâmica da fauna e flora aéreas.

Fauna Livre

O Bosque possui várias espécies que circulam livremente. Dentre as espécies estão os macacos de cheiro, macacos acaris, sauim de coleira, arara vermelha, cutias e preguiças.

Lago Amazônico: 

É um que retrata a flora e a fauna da região, habitado por quelônios (tartarugas, iaçás e mata-matas) e peixes (tambaqui, tucunaré, pirarucu).

Recanto dos Inajás:

Ambiente composto por uma vegetação de palmeiras conhecidas como inajás (Maximilianamaripa) Família Arecaceae, local de descontração com Pequeno lago artificial, onde vivem os tambaquis, poraquês e Plantas aquáticas.

 

Viveiro dos Jacarés:

 

Viveiro com três espécies de jacarés da região amazônica, que são: Jacaré- açu ou jacaré-gigante (Melanosuchusniger); Jacaré tinga (Caimancrocodilus) e Jacaré-coroa (Paleosuchustrigonatus). O Jacaré Açu é o maior predador aquático da América do Sul com 5m de comprimento.

 

Trilhas Educativas:

Trilhas atrativas que compõe o Bosque, viabilizando ao visitante informações em relação a fauna, flora e aos ecossistemas Amazônicos existentes.

Ilha da Tanimbuca:

 

A Ilha da Tanimbuca é uma calha de água e espelho d'água que compõem vários peixes e alguns quelônios da região e de uma vegetação significativa.

Fonte - Adaptada por Andrade; Almeida; Gonçalves (2016)

 

No quadro 2, observamos os espaços presentes no Bosque da Ciência e seu potencial para um guia ou professor realizar a divulgação dos conhecimentos da científicos amazônicos. No mapa o destaque está no local a extensão territorial que aloja diferentes informações propicias para uma divulgação científica realizada pelo professor ou um guia turístico do bosque da ciência. Este espaço pode ser fundamental para o ensino de ciências com alunos de diferentes escolas e idades.

A extensão do ambiente, permite ao professor ministrar uma aula de ciências significativa assim como divulgar pesquisas produzidas e anunciadas por pesquisadores na Amazônia pelo canal de divulgação das placas presentes nos locais. As placas nas trilhas, são partes que propiciam a divulgação científica (DC) das pesquisas de nossa região, oportunizando aos visitantes e alunos conhecerem informações relevantes sobre a região amazônica.

A entrevista com um dos educadores do Bosque da Ciência mostrou-nos que este espaço foi  criado para a sociedade amazonense, para divulgar as pesquisas destacando a imporatncia deste local como uma “sala a céu aberto” para divulgar  os estudos desenvolvidos no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). O educador do Bosque da Ciência em entrevista informou que foi uma necessidade do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) em divulgar os conhecimentos produzidos em razão dos cidadãos locais  especularem o que ocorria  internamente  no instituto

O bosque da ciência é um espaço planejado para a divulgação científica (DC) dos conhecimentos para a população amazonense por intermédio do de atrativos amazônicos que está localizado dentro do INPA:

O entusiasmo que eu falo foi um empreendimento em nome desta tal popularização da ciência que nós praticamos hoje. O INPA teve que rever seus conceitos, pois os cientistas capacitados e doutores publicavam seus trabalhos em revistas científicas nacionais e internacionais, mas a sociedade amazonense não tinha acesso a todos esses conhecimentos que estavam ai na prateleira e em nossas bibliotecas. O bosque nos permitiu isso e foi o facilitador dessa ideia, que começamos a desenvolver um novo pensar um novo olhar uma nova forma de democratização de conhecimento por meio de um centro de pesquisa. (EDUCADOR DO BOSQUE DA CIÊNCIA, 2016)

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) facilitou o acesso dos conhecimentos científicos que outrora era somente do público especializado, mas que segundo este relato observa-se a necessidade de prestar contas com a sociedade local sobre a produção do conhecimento da região amazônica.

Hoje vários programas de educação ambiental são desenvolvidos no bosque da ciência. As escolas de Manaus têm muitas instituições de ensino que vem para este espaço [...]. O bosque da ciência retrata um novo INPA que quebrou seus muros e chamou a sociedade, onde antigamente não entravam. (EDUCADOR DO BOSQUE DA CIÊNCIA, 2016).

Segundo o educador os programas educativos são um apoio pedagógico envolvendo escolas de Manaus para ensinar a ciência. O entrevistado informou-nos  que Bosque da Ciência pode ser um espaço de Divulgação Científica ao público escolar sobre as pesquisas realizadas em suas dependencias, comprovando sua  importância nas informaçoes científicas. Segundo Passos; Noronha (2013) o bosque foi criado com o objetivo de divulgar os conhecimentos produzidos pelo INPA a sociedade e também é um espaço sociocientífico e cultural.

O bosque da ciência é um espaço com  potencial pedagógico e científico para desenvolver a divulgacao da ciencia constuinda na própria amazônia  para o público  diverso e propiciar atividades de Educação Ambiental.

Considerações finais

Ao término deste trabalho verificamos a importância da criação do Bosque da Ciência e de suas trilhas para a Divulgação Científica, mostrando a riqueza da diversidade de fauna e flora amazônica e seus saberes popularizados aos visitantes. As trilhas comunicam os conhecimentos da Amazônia produzidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA)  de maneira compreensível. O Bosque da Ciência foi uma maneira do instituto prestar contas com a sociedade e propiciar o contato direto do homem com natureza, oportunizando aos grupos externos a conhecerem sobre a importância de preservar, conhecer e observar a diversidade presente no bosque, bem como de desenvolver a Educação Ambiental.

Bibliografia

BOSQUE DA CIÊNCIA-INPA. Disponível em: <http: // bosque .inpa. gov.br/ bosque/>. Acesso: 31/05/2016.

CABRAL, C; FACHÍN-TERÁN, A. A aprendizagem significativa como fundamento epistemológico para o ensino de ciências em espaços não formais na Amazônia. Manaus, 2011.

CHASSOT, A. Alfabetização Científica: questões e desafios para a educação. 5. ed. Ijuí: Editora UNIJUÍ, 2010.

CRESWELL, J. W. Projeto de pesquisa: métodos qualitativo, quantitativo e misto. Tradução Luciana de Oliveira da Rocha. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2007.

EDUCADOR DO BOSQUE DA CIÊNCIA. Entrevista sobre o Bosque da Ciência e seu papel de Divulgação Científica. Manaus, 28 abr. 2016.  Entrevista concedida a Alexandra Nascimento de Andrade e Elder Tânio Gomes de Almeida. Bosque da Ciência.

GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002.

GOMES, V; SILVA, R. Divulgação científica na formação inicial de professores de Química. 2012.139 p. Monografia. (Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências Mestrado Profissional em Ensino de Ciências)Faculdade UnB Planaltina,universidade de brasília,2012.

NOGUEIRA, F.; GONÇALVES, C. Divulgação Científica: produção de vídeos com as crianças para a aprendizagem de ciências no ensino fundamental. 2014. 89 p. dissertação (mestrado acadêmico em educação em ciências na Amazônia). Escola Normal Superior, Universidade do Estado do Amazonas, 2014.

OLIVEIRA, L. H. S.; OLIVEIRA, R. E. S. O Bosque da Ciência mediando o diálogo na prática educativa ambiental. In: I Congresso Brasileiro de Educação Ambiental Aplicada e Gestão Territorial 22 a 24 de abril de 2010 Fortaleza – Ceará. Disponível em: < encurtador.com.br/dkpJL >Acesso em: 24 de jun. 2016.

PASSOS, E.; NORONHA, E. As pegadas das crianças nas trilhas do Bosque da Ciência: estudo sobre a vivência das crianças na visita a um espaço não formal. 2013. 114 p. Dissertação (Mestrado Acadêmico em Educação em Ciências na Amazônia). Escola Normal Superior, Universidade do Estado do Amazonas, 2013.

RENDEIRO, M; JUNIOR, M; FACHÍN-TÉRAN, A. O uso de trilhas para o Ensino de Ciências. In: Simpósio de Educação em Ciências na Amazônia, 2, 2012, Manaus. Anais. Disponível em: <http:// secam-uea. webnode. com/ products / secam-2012/ >Acesso em: jun. 2016.

SANCHÉZ MORA, A. M. A divulgação da ciência com literatura. Rio de Janeiro: Casa da Ciência – Centro Cultural de Ciência e Tecnologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro: Editora da UFRJ, 2003.





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