ISSN 1678-0701
Número 68, Ano XVIII.
Junho-Agosto/2019.
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No. 68 - 11/06/2019
SUSTENTABILIDADE ENERGÉTICA: UM ESTUDO DA VIABILIDADE ECONÔMICA E FINANCEIRA DO USO DE ENERGIA RENOVÁVEL PARA AGRICULTURA FAMILIAR NA CIDADE DE MIRASSOL D´OESTE-MT  
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SUSTENTABILIDADE ENERGÉTICA: UM ESTUDO DA VIABILIDADE ECONÔMICA E FINANCEIRA DO USO DE ENERGIA RENOVÁVEL PARA AGRICULTURA FAMILIAR NA CIDADE DE MIRASSOL D´OESTE-MT



Diego Freitas de Barros1, Mayk Jonhon de Carvalho Souza2

1Graduado em Ciências Contábeis – FCARP, Especialização em Auditoria Contábil e Financeira – FAPAN. E-mail: diegofreitas.contabil@hotmail.com

2Graduação em Ciências Contábeis – UNEMAT, Especialização em Auditoria Contábil e Financeira – FAPAN. E-mail: maykjonhon@gmail.com



Resumo

O conceito de sustentabilidade e desenvolvimento econômico tem sido alvo de muitas discussões atualmente, com o objetivo de implementar o crescimento sustentável sem atingir a viabilidade econômica produtiva na agricultura familiar brasileira, os usos tecnológicos através de fontes renováveis tem aprimorado este conceito e auxiliado a vida do homem no campo.

Palavra-chave: Sustentabilidade, Desenvolvimento econômico e Agricultura familiar.

Abstract

The concept of sustainability and economic development has been the subject of many discussions today, with the objective of implementing sustainable growth without achieving productive economic viability in Brazilian family agriculture, the technological uses through renewable sources have improved this concept and helped the life of the man in the field.

Keyword: Sustainability, Economic Development and Family Agriculture.



Introdução

Com os avanços tecnológicos, tem se tornado frequentes inovações nos diversos setores sociais, seria inevitável o uso da tecnologia na produção de fontes energéticas renováveis que possam auxiliar os produtores rurais na produtividade dos produtos no campo.

Estas produtividades auxiliam numa construção e diversificação produtiva, incluindo sistemas informatizados que atendam nos diversos setores da economia produtiva presentes e movimentada na agricultura familiar.

Entre estes setores, podemos destacar o cultivo orgânico na produção de hortaliças, frutas e legumes, além da produção leiteira artesanal como queijos, requeijão, piscicultura, olericultura e mandiocultura, apicultura, avicultura, entre outas fontes que sustentam a família rural.

Através de fontes renováveis energéticas, ha meios tecnológicos que possam auxiliar na condução e produção destes setores econômicos contidos na agricultura familiar. Destas fontes renováveis podemos destacar o uso de energia solar, conhecida como energia fotovoltaica, que podem absorver o calor da luz solar e transformar em energia sustentável, coletadas, armazenadas e distribuídas.

Através da energia coletada, pode formar um sistema automatizado de irrigação, bombeamento, repartição de pastagens, bomba de oxigenação, ordenhadeira e máquinas e equipamentos utilizados pelo produtor rural que possam auxiliá-lo nas suas atividades rurais e consumo.

Desta forma, estar se adaptando aos novos procedimentos tecnológicos de forma sustentável, podem conduzir o produtor a adaptar sua produção de forma diversificada, além de gerar um crédito na sua produção de energia gerada, ou seja, o produtor ganha na economia de energia e na diversificação de sua produção, excedendo pode gerar um crédito, podendo abater em outro momento.

2 Referencial Teórico

2.1 Fontes Energéticas Renováveis

As fontes de energias renováveis tem se tornado grande fonte de energia sustentável utilizadas nos países mais desenvolvidos como China, Japão e Estados Unidos, entre outros que tenha grande fonte geradora de energia, tais como, resto de resíduos como bagaço de cana, vento, fontes hidráulica e solar.

Porem com grandes devastações ocorrendo, assoreamento das encostas dos rios e riachos, contando ainda com a diminuição de chuvas em grande parte dos países, sofridos com o aumento das temperaturas no mundo gerando assim o efeito estufa, sem causados grandes mudanças nas principais fontes sustentáveis para a sobrevivência humana.

A energia é essencial para as organizações econômica e nas atividades sociais, as definições da produção de energia têm muitos impactos em relação ao desenvolvimento econômico, social e ambiental, sendo assim, de fato, não há desenvolvimento econômico e social sem suprimento de energia. (JUNIOR, et al., 2007).

Desta forma as principais energias sustentáveis mais comuns utilizadas para o desenvolvimento econômico sustentável é Biomassa, Eólica, Hidráulica e Fotovoltaica.

2.1.1 Biomassa

Biomassa é uma das fontes de energia renováveis mais reutilizadas nas indústrias de usina de cana-de-açúcar, através de resíduos do bagaço da cana, é queimada através de energia térmica, transformando em eletricidade e devolvida a rede.

Segundo Marques (2012, p.40), o uso de biomassa é uma solução que além de trazer sustentabilidade ambiental aos países, também podem ajudar a resolver parte dos problemas relacionados ao aproveitamento dos resíduos animais e orgânicos em áreas urbanas.

Várias usinas têm aderido a este tipo de processo, que em vez de descartar o bagaço da cana, ela é queimada e gera eletricidade, no Brasil, medidas para renovar a matriz energética estão sendo desenvolvidas, como é o caso da criação de termoelétricas movidas a cana-de-açúcar e biomassa, além das usinas eólicas e solares (PERAZA, 2013).

Desta forma, aos poucos o desenvolvimento econômico e sustentável, caminha de acordo com as necessidades do consumidor, sem ferir o meio ambiente e suas biodiversidades, transformando a degradação poluente em energia limpa consumida pela população.

2.1.2 Energia eólica

A energia eólica é produzida pela transformação de energia cinética, em que dos ventos gera energia elétrica. Esta transformação se faz através de aerogerador que consiste num gerador elétrico acoplado no eixo que gira da incidência das pás da turbina.

De acordo com Melo,

Estudos mais atuais, porém ainda não oficiais apontam para um potencial superior a 300GW no Brasil, dado que a tecnologia atual dos aerogeradores permite a instalação de torres com mais de 100 metros de altura, o que permite que as pás dos equipamentos varram um área maior e em local de velocidades de ventos superiores e mais constantes. (MELO, 2012, p. 32).

Como regiões mais elevadas, que tem grandes fluxos, como regiões do nordeste, centro oeste, sul e suldeste, tem grande capacidade de fornecer energia eólica para a população, capacidade está que não está sendo aproveitada.

2.1.3 Energia Hidráulica

Uma das fontes de energia mais utilizadas no país. A energia hidráulica, ou energia hidrelétrica, está presente em grande parte das regiões onde provem de imensa bacia hidrográfica, gerando energia através de geradores alocados nas barragens.

As usinas hidrelétricas têm se mantido como a principal fonte de geração do sistema elétrico brasileiro, proveniente tanto pela sua competitividade econômica quanto pela abundância deste recurso energético a nível nacional. Trata-se de uma tecnologia madura e confiável que, diante da preocupação global quanto à emissão de gases de efeito estufa, apresenta a vantagem adicional de ser uma fonte renovável de geração (TOLMASQUIM, 2016, p. 56).

Esta fonte de energia está com os dias contados, na medida em que a chuva (principal fonte de abastecimento manual), vai diminuindo ano após ano, e o leito de rios e açudes vai se degradando, torna-se cada vez mais impossível esta prática de coleta de energia.

2.1.4 Energia Fotovoltaica

A energia fotovoltaica ou energia solar, é uma das mais utilizadas nos países mais desenvolvidos e pelos países em desenvolvimento, assim como no Brasil, vem se tornando cada vez mais eficiente e buscado esta fonte de energia sustentável.

A energia fotovoltaica é fornecida de painéis contendo células fotovoltaicas ou solares que sob a incidência do sol geram energia elétrica. A energia gerada pelos painéis é armazenada em bancos de bateria, para que seja usada em período de baixa radiação e durante a noite (TOLMASQUIM, 2004).

A principal alternativa para adotar os procedimentos da energia solar, é o fato de ser mais barata e mais durável que as demais, por isso este estudo, será voltado a implementação desta fonte de energética, que tem como performance a absorção do calor térmico ambiente e radiação solar.

2.2 Créditos

Os créditos fornecidos aos produtores rurais, são vastos e diversificados, conforme a atividade primaria exercida pelos produtores, só assim são fornecidas linhas de créditos que poderá apontar os campos de melhorias que possibilitam o crescimento através do desenvolvimento econômico e sustentável.

Dentre tantas fontes renováveis de energia, podemos destacar a energia fotovoltaica, energia absorvida do sol e do calor ambiente, que transforma em eletricidade capaz de ser reutilizada nas atividades doméstica e nos campos.

Tudo está incluso na Linha de Crédito para Investimento em Energia Renovável e Sustentabilidade Ambiental - PRONAF ECO (BNDES, 2018), e para os demais abaixo;

Linha de Crédito para Investimento em Energia Renovável e Sustentabilidade Ambiental - PRONAF ECO

Finalidades

I - pequenos aproveitamentos hidroenergéticos;


II - tecnologias de energia renovável, como o uso da energia solar, da biomassa, eólica, miniusinas de biocombustíveis e a substituição de tecnologia de combustível fóssil por renovável nos equipamentos e máquinas agrícolas;


III - tecnologias ambientais, como estação de tratamentos de água, de dejetos e efluentes, compostagem e reciclagem;


IV - projetos de adequação ambiental como implantação, conservação e expansão de sistemas de tratamento de efluentes, compostagem, desde que definida no projeto técnico a viabilidade econômica das atividades desenvolvidas na propriedade para pagamento do crédito;


V - adequação ou regularização das unidades familiares de produção à legislação ambiental, inclusive recuperação da reserva legal, áreas de preservação permanente, recuperação de áreas degradadas e implantação e melhoramento de planos de manejo florestal sustentável, desde que definida no projeto técnico a viabilidade econômica das atividades desenvolvidas na propriedade para pagamento do crédito;


VI - implantação de viveiros de mudas de essências florestais e frutíferas fiscalizadas ou certificadas;

VII - silvicultura, entendendo-se por silvicultura o ato de implantar ou manter povoamentos florestais geradores de diferentes produtos, madeireiros e não madeireiros.


Fonte: BNDES, 2018

A vantagem de implementar a energia fotovoltaicas é bem mais simples e vantajosa do que se imagina, os seguintes aspectos, como, a vida útil duradoura, o consumo de ilimitado, energia renovável atração de radiação e calor ambiente, não poluente, não requer espaço e gera créditos na conta de energia quanto é on grid, além de incluir energia nas atividades do campo, podem atribuir a energia no uso doméstico.

O uso de fontes renováveis on grid, estabelece créditos caso exceda o consumo do mês, podendo entregar o excesso de energia capitada pela radiação solar a companhia elétrica podendo abater e usar em outra unidade consumidora. Desta forma coma a geração de energia, os consumidores próximos aos locais de geração podem ser atendidos coma a energia excedente, evitando o investimento em infraestrutura na rede (BENEDITO, 2009, p.30). Lei que está disposta na Resolução n° 482/2012 Aneel (ANEEL, 2018) “que incentiva a geração própria de energia elétrica e estabelece o sistema de compensação de créditos, no qual a energia gerada pelo consumidor é injetada na rede elétrica e é devolvida a ele em créditos de energia”.

Esta possibilidade induz o produtor a diversificar sua rede de produção, incluindo a energia elétrica, além das atividades que produz aumentar ou variar sua produção agrícola, estabelecendo crescimento econômico financeiro e ajudando na conservação do meio ambiente.

2.3 Agricultura Familiar e setores de produção

A Agricultura Familiar é o nome descrito para familiares que estabelecem e residem nas praticas de atividades rurais, promovendo economia financeira, regional e nacional nos mais diversos setores econômicos.

A Lei 11.326/2006 diz que agricultores familiares são aqueles que praticam atividades no meio rural, possuem área de até quatro módulos fiscais, mão de obra da própria família e renda vinculada ao próprio estabelecimento e gerenciamento do estabelecimento ou empreendimento por parentes. Também entram nessa classificação silvicultores, aquicultores, extrativistas, pescadores, indígenas, quilombolas e assentados da reforma agrária.

Os setores produtivos têm promovido ano após ano crescimento acumulativo frequentemente, como contido no censo de 1975 a 2017, sobre os resultados dos dados produtos produzidos no País.

Confronto dos resultados dos dados estruturais dos Censos Agropecuários

Brasil - 1975/2017








 

 

 

 

 

 

 

Dados estruturais

Censos

1975

1980

1985

1995-1996

2006

2017

Estabelecimentos

4.993.252

5.159.851

5.801.809

4.859.865

5.175.636,00

5.072.152

Área total (ha)

323.896.082

364.854.421

374.924.929

353.611.246

333.680.037,23

350.253.329

Utilização das terras (ha)







Lavouras permanentes (2) (3)

8.385.395,00

10.472.135,00

9.903.487,00

7.541.626,00

11.679.152,01

7.982.183,23

Lavouras temporárias (3) (4)

31.615.963,00

38.632.128,00

42.244.221,00

34.252.829,00

48.913.424,19

55.383.875,28

Pastagens naturais

125.950.884,00

113.897.357,00

105.094.029,00

78.048.463,00

57.633.188,89

46.847.429,92

Pastagens plantadas (3) (5)

39.701.366,00

60.602.284,00

74.094.402,00

99.652.009,00

102.408.872,83

111.775.274,09

Matas naturais (3) (6)

67.857.631,00

83.151.990,00

83.016.973,00

88.897.582,00

95.306.714,61

106.211.639,36

Matas plantadas

2.864.298,00

5.015.713,00

5.966.626,00

5.396.016,00

4.734.218,69

8.485.503,48

Pessoal ocupado

20.345.692,00

21.163.735,00

23.394.919,00

17.930.890,00

16.568.205,00

15.036.978,00

Tratores

323.113,00

545.205,00

665.280,00

803.742,00

820.718,00

1.228.634,00

Efetivo de animais (3) (7)







Bovinos

101.673.753,00

118.085.872,00

128.041.757,00

153.058.275,00

176.147.501,00

171.858.168,00

Bubalinos

209.077,00

380.986,00

619.712,00

834.922,00

885.119,00

948.103,00

Caprinos

6.709.428,00

7.908.147,00

8.207.942,00

6.590.646,00

7.107.613,00

8.254.561,00

Ovinos

17.486.559,00

17.950.899,00

16.148.361,00

13.954.555,00

14.167.504,00

13.770.906,00

Suínos

35.151.668,00

32.628.723,00

30.481.278,00

27.811.244,00

31.189.351,00

39.176.271,00

Aves (galinhas, galos, frangas







e frangos) (1 000 cabeças)

286.810,00

413.180,00

436.809,00

718.538,00

1.143.458,00

1.453.644,82

Produção animal







Produção de leite de vaca (1 000 l)

8.513.783,00

11.596.276,00

12.846.432,00

17.931.249,00

20.567.868,00

30.100.790,98

Produção de leite de cabra (1 000 l)

13.394,00

25.527,00

35.834,00

21.900,00

35.742,00

25.346,45

Produção de lã ( t )

31.519,00

30.072,00

23.877,00

13.724,00

10.208,00

7.136,47

Produção de ovos de galinha






(1 000 dúzias)

878.337,00

1.248.083,00

1.376.732,00

1.885.415,00

2.781.617,00

4.767.416,12

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: IBGE, 2017.

Estes dados compete ao comprometimento e crescimento da agricultura familiar já que o mesmo, exerce cerca de 80% da produção agrícola do país, e agricultura familiar é a base da economia de 90% dos municípios brasileiros com até 20 mil habitantes de acordo com o Censo Agropecuário IBGE (2017).

Estes dados ainda podem ser maiores com a inclusão de novas tecnologias e na diversidade da produção na propriedade rural, através de investimentos concedidos pelo governo que seria plano para crescimento e desenvolvimento sustentável de forma consciente e limpa que procura absorver uma eficiência nas atividades agrícolas do país.

Segundo Delgado et. al Carneiro (2017, p. 110), a importância desta adesão aos investimentos tecnológicos, PRONAF não chegam a promover um aumento da produtividade via tecnologia porque estão concentrados na região Sul, onde já estão os agricultores com maior eficiência tecnológica.

3 Metodologia

Para a condução deste trabalho, será utilizada de forma qualitativa e quantitativa, sendo que o tema delimitado abordará conceitos de técnicas literais e fundamentais, mais também implicará nos dados estatísticos. Segundo Gil (2008, p. 13) “quantidade e qualidade são características imanentes a todos os objetos e fenômenos e estão inter-relacionados”.

Desta maneira o tendo como objeto da pesquisa, bibliográfica, descritiva e exploratória, para que uma pesquisa complemente a outra no aspecto metodológico, “é importante ressaltar que os tipos de pesquisa não são excludentes, isto é, uma não exclui a possibilidade de outro tipo estar presente na mesma pesquisa” (ZANELLA, 2009, p. 89).

Em relação aos objetivos, a pesquisa descritiva. Segundo Pradanov (2013, p.52) Visa a descrever as características de determinada população ou fenômeno ou o estabelecimento de relações entre variáveis. Envolve o uso de técnicas padronizadas de coleta de dados: questionário e observação sistemática.

Inicialmente foram levantados os dados na zona rural no Município de Mirassol D´Oeste-MT, identificando as atividades principais (Confinamento bovino), e as atividades operacionais de manutenção (Ração, Maquinas e equipamentos), utilizados no processo. Além de dados documentais dos custos aplicados na produção e manutenção (energia), serviu para identificar a viabilidade de implantar energia renovável sustentável que supra as necessidades do setor.

Desta forma, através da conta de energia, consigo apurar o total de Watts, utilizados no mês e tanto para uso operacional, quanto uso doméstico, podendo calcular a viabilidade de implantação de um projeto de energia fotovoltaica, apontado o consumo aplicado, viabilidade econômica e financeira, e a análise do projeto de viabilidade energética apontando o Payback, Rentabilidade, Lucro do Investimento, Taxa de Retorno, Valor Presente Líquido (VPL) e Taxa Interna de Retorno (TIR).

4 Resultado e discussão da Viabilidade Econômica e Financeira, Taxa Interna Retorno (TIR)

4.1 Consumo aplicado

O estudo é aplicado na zona rural de Mirassol D´Oeste-MT, tendo como atividade principal primaria Semi-confinamento bovino para corte, numa área de 24.200 hectares, optou por produzir rações para consumo dos animais confinados.

Como seria necessário o uso tecnológico para manutenção, preservação e transformação da ração, implementou painéis de energia solar, para funcionamento das máquinas, estalagem e consumo residencial.

Os dados Kwh consumidos mensalmente, podemos obter uma média de Watts anual para a condução da pesquisa, conforme a capacidade de animais no confinamento, pode ter uma média de consumo de energia/capacidade atribuída.

O consumo médio nas atividades operacionais produzidas na propriedade rural são:

Consumo de Energia

Distribuição de energia

Quant. Consumida (KWh)

Produção aplicada

Máquina de pulverizar

153

Limpeza do recinto.

Máquina de triturar

180

Bagaço de cana-de açúcar e Milho.

Máquina de Misturar

150

Bagaço de cana-de açúcar, Farelo de soja, Casca de soja, Farelo de Algodão, Milho e Mineral.

Eletrificador rural (cerca)

107

Pastagens.

Sistema de Irrigação

127

Milho

Bomba de água

132

Bebedouro e Resfriagem dos animais.

Luz, Ventilador

57

Barracão e manutenção das rações estocadas.

Residencial

159

Consumo doméstico.


 

 

Total (KWh)

1.065

 

Fonte: Autor

O consumo médio de apontado é relativo à média consumida no ano, e distribuída nas atividades de manejo e nas atividades domésticas, com 1.063 kwh mês utilizada.

4.2 Viabilidade Econômica e Financeira

A análise econômica das operações de confinamento sustentável na zona rural traz além de conceitos de desenvolvimento sustentável, uma estrutura pré-montada de cadeia produtiva entre absorção e distribuição.

Os dados começam na energia consumida, como podemos verificar na tabela de consumo geral, em que a energia consumida é de 1.063 kwh por mês, distribuídos e aplicados em várias atividades operacionais.

A viabilidade econômica e financeira começa através do empreendimento tecnológico de energia fotovoltaica, que transformara a energia da radiação solar em energia elétrica. Como destaca Souza e Lamounier (2010, p. 84) o crescimento econômico do Brasil nos últimos anos, traduziu-se na percepção de um nível maior de renda permanente, expandindo a demanda dos consumidores. Ou seja, na medida em que os consumos vão aumentando o preço da energia elétrica também excede o valor precificando ainda mais as despesas e impossibilitando a fraqueza financeira disponível. Denominamos o seguinte quadro econômico dos materiais para instalação:

Materiais

Quant

Valor

Depreciação

Total

Painel policristalizado (330 Watts)

28

R$ 849,00

25 - 30

R$ 23.772,00

Inversor solar de 4.0kwp

1

R$ 5.500,00

25

R$ 5.500,00

Relógio (Medidor)

1

R$ 863,00

25

R$ 863,00

Bateria

2

R$ 863,00

5

R$ 1.726,00






Total




R$ 31.861,00






Energia absorvida - Médio anual (Kwh/ano)

Fonte: Autor

Nestes dados podemos perceber, que o consumo médio Produção Anual de energia: 12780 kWh/ano, gerando 13.150,43, com crédito de 370,43. Desta forma estará gerando os painéis cerca de 9,24 kwp.

4.3 Análise Financeira do Projeto de sustentabilidade energética

Os dados apresentados confere na análise técnica de investimentos, que serão utilizadas a Payback, Rentabilidade, Lucro do Investimento, Taxa de Retorno, Valor Presente Líquido (VPL) e Taxa Interna de Retorno (TIR).

Investimento Inicial

R$ 31.861,00

Taxa de Desconto

1,50%





Período (Ano)

Fluxo de Caixa

Valor Presente

VP Acumulado

0

-R$ 31.861,00

-R$ 31.861,00

-R$ 31.861,00

1

R$ 11.502,00

R$ 11.332,02

-R$ 20.528,98

2

R$ 11.502,00

R$ 11.164,55

-R$ 9.364,43

3

R$ 11.502,00

R$ 10.999,56

R$ 1.635,13

4

R$ 11.502,00

R$ 10.837,00

R$ 12.472,13

5

R$ 11.502,00

R$ 10.676,85

R$ 23.148,98





Soma VPs (Ano 1 a 5)

R$ 55.009,98

VPL do Projeto

R$ 23.148,98

Taxa Interna de Retorno (TIR)

23,57%

Taxa de Lucratividade

R$ 1,73

Tempo de Payback

2,85

Fonte: Autor

Desta forma, para a taxa de lucratividade dentro do prazo de 5 anos, é que para cada R$ 1,00 (um real), investido, terá o retorno de R$ 1,73 (um real e setenta e três centavos), num tempo de 2 anos e 8 meses.

Economia do investimento

Fonte: Autor

Os dados financeiros compete nos dados coletados ao decorrer do consumo médio mensal, e ao capital investido no implemento do projeto fotovoltaico, contudo afirmando que o valor aplicado é resgatado neste período, além do valor onde será aplicado.

5 Considerações finais

O desenvolvimento econômico sustentável, avança na medida que a escassez de fontes energéticas vem se tornando cada vez mais difícil ou inviável economicamente. Para preservação do meio ambiente, crescimento econômico e financeiro, tornou-se possível adotar algumas ferramentas nas atividades operacionais e domésticas, adotando o uso da tecnologia nos variados setores econômicos.

Um destes setores já começa no campo, a agricultura familiar é responsável por 70% dos alimentos consumidos pelos brasileiros, e 90% como base da economia dos municípios, nas variadas atividades produtoras do país.

Adotar o uso de fontes de energia renovável, além de trazer economia e retorno garantido, a aplicação de energia e novas tecnologias que favorecem a variação e automação das atividades agrícola do país. No ramo de confinamento a energia fotovoltaica, comprova o uso inteligente, além de promover créditos na conta de energia, á créditos no financiamento via Pronaf.

Além do retorno gerado pela atividade principal, de sistema de confinamento, á também a produção de energia limpa, que pode garantir o uso das maquinas e equipamentos auxiliares na operação das atividades, obtendo satisfação financeira e ecológica.

6 Referências Bibliográficas

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