ISSN 1678-0701
Número 69, Ano XVIII.
Setembro-Novembro/2019.
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No. 69 - 27/09/2019
CONCEPÇÃO DE PROFESSORES DE ESCOLAS PÚBLICAS NO MUNICÍPIO DE PELOTAS/RS SOBRE A PRESENÇA DA ICTIOFAUNA REGIONAL NOS LIVROS DIDÁTICOS  
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CONCEPÇÃO DE PROFESSORES DE ESCOLAS PÚBLICAS NO MUNICÍPIO DE PELOTAS/RS SOBRE A PRESENÇA DA ICTIOFAUNA REGIONAL NOS LIVROS DIDÁTICOS

Antônio Farias Oliveira1, Vitor Hugo Borba Manzke2

1 Professor, Mestrando em Ensino de Ciências e Tecnologias Educacionais - CaVG-IFSul, parasitobio@yahoo.com.br

2 Doutor em Ciências Biológicas, docente do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Tecnologias Educacionais - CaVG-IFSul, vitormanzke@cavg.ifsul.edu.br



Resumo

Neste artigo apresentamos o que professores do ensino básico atuantes nas redes públicas de ensino no município de Pelotas/RS, pensam sobre a presença do conteúdo Peixes no livro didático e se este e os próprios professores estão preparados para enfrentar as normas estabelecidas na Base Nacional Comum Curricular. Na construção do projeto supúnhamos que os atuais livros são descontextualizados com a realidade desta e de outras regiões brasileiras e que os professores em geral basicamente se utilizam do livro didático quase que exclusivamente como a única estratégia didática. Os dados obtidos corroboraram com nossa hipótese.



Abstract

In this article we present what primary school teachers working in public schools in the city of Pelotas / RS, think about the presence of Pisces content in the textbook and if it and the teachers themselves are prepared to face the norms established in the Common National Base Curriculum In the construction of the project we assumed that the current books are decontextualized with the reality of this and other Brazilian regions and that teachers in general basically use the textbook almost exclusively as the only didactic strategy. The data obtained corroborated our hypothesis.



Introdução

Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), foram construídos para organizar e orientar ações das diversas áreas do conhecimento para o ensino básico brasileiro. Em seu texto, por exemplo, encontramos a clara preocupação de que diferentes lógicas sejam interpretadas a partir de um tempo passado em relação a realidade vivenciada no presente. É, por assim dizer, dar novos significados a fatos já conhecidos valorizando a diversidade existente entre os seres do entorno da escola e da região onde ela, escola, está inserida.

A leitura feita na sala de aula sobre uma determinada área degradada e as possibilidades de recuperação deste espaço, seja ele local ou de âmbito regional, permite aos alunos vivenciar fatos sobre a exploração excessiva e abusiva dos recursos naturais feitas pelo homem que, em muitos casos, não mede a interferência que esta ação provocará no desenvolvimento dos ciclos naturais.

Observamos em cursos de formação continuada ministrados para professores do ensino básico, que muitos deles desenvolvem estratégias didáticas para além do livro didático oferecido pela escola. Isto tem um porque, é que na maioria dos casos os impactos ambientais discutidos em sala de aula não estão presentes no livro, esta ferramenta de ensino não é regionalizada. Tal fato torna-se indutor à produção de estratégias didáticas, por parte dos professores. Ele passa a se utilizar, por exemplo, de notícias divulgadas nas diferentes mídias a que tem acesso e organiza discussões sobre a ocupação urbana desordenada, o desmatamento, o assoreamento dos rios, a sobrepesca nos mananciais hídricos da região, a utilização de agrotóxicos etc.

Um dos alicerces do porquê ensinar Ciências está justamente na visão da sociedade de que a escola deve promover a conscientização do aluno para atuar como indivíduo partícipe e construtor da sociedade. Entretanto, parece que esta ideia se encontra longe da realidade do ambiente da escola pública brasileira. Se por um lado o advento do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) teve por objetivo dar acesso ao livro a todos os estudantes do ensino público, por outro encontramos a quase unanimidade de que este recurso didático é desconectado com a realidade e fica muito aquém das necessidades encontradas nas salas de aula, em vários aspectos.

Para Krasilchik (1996) seria desejável que os professores não tomassem o livro didático como autoridade indiscutível e que tivesse condição para analisar cuidadosamente esses manuais, englobando conteúdos e valores. Segundo Bizzo (2009) cabe ao professor selecionar o melhor material disponível diante de sua realidade. O livro didático precisa ser criteriosamente analisado pelos professores para que os conteúdos apresentados de maneira sucinta e, em muitos casos, sem a qualidade necessária no trato de um determinado conteúdo, venham a comprometer a aprendizagem dos alunos. A utilização deste recurso didático não deveria ultrapassar a condição de mais um apoio efetivo, mas trabalhado de forma adequada às necessidades de cada grupo de alunos.

Entendemos ser fundamental instrumentalizar os professores para que eles não se transformem em meros transmissores de conteúdos e acríticos em relação as informações veiculadas nos livros didáticos. Um exemplo disso temos observado na utilização do eixo temático Meio Ambiente que orienta os professores trabalharem a evolução dos seres vivos nas perspectivas de Lamarck e Darwin. A evolução é campo vastíssimo e propício para a contextualização do conteúdo peixes, pois são os primeiros vertebrados da escala evolucionista o que tornará o conteúdo menos abstratos aos alunos. Ao invés disso são trabalhados outros seres aos quais os alunos terão de elocubrar situações para trazer à sua realidade.

Vários pesquisadores na área do ensino de ciências, tem desenvolvido análises sobre o uso e a qualidade do livro didático, distribuído pelo PNLD para as escolas do ensino básico, público. Estas análises frequentemente citam as deficiências apresentadas neste material didático, somando-se a isso a falta de estratégias didáticas por parte do professor que possam complementar as informações trazidas pelo livro. Esta ideia é ampliada em textos científicos e com a manifestação de professores participantes de cursos de formação continuada, por nós ministrados. Dizem estes profissionais que não existe uma maior preocupação de sua parte em relação a análise dos livros didáticos utilizados em sua sala de aula. Relatam que não é praxe das escolas ouvirem os docentes na escolha do livro a ser utilizado no ano seguinte.

Por sua vez as escolas comportam-se em muitos casos de forma conivente com a situação. Alegam estarem seguindo os ditames das Secretarias Municipais de Educação. Entretanto, sabe-se que as coordenações pedagógicas que fazem o chamamento, nem sempre obtém a aprovação e participação dos professores.

Atualmente surge a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) que é concordante com os PCNs quanto a necessidade da contextualização dos conteúdos tratados em sala de aula. Propõem-se em ambas as legislações o uso de pedagogia ativas voltadas a experimentação e a valorização do pensar do aluno e da criação de novas estratégias didáticas por parte dos professores.

No caso específico deste trabalho é a formação inicial e a atuação pedagógica dos professores que atuam no ensino fundamental de escolas públicas do município de Pelotas/RS que está em pauta. O contato realizado com parte deste grupo de professores instigou-nos sobre a necessidade de se conhecer a concepção dos professores sobre o livro didático de ciências utilizado em sala de aula e a presença da ictiofauna regional neste recurso didático.

A partir destas constatações identificamos duas questões de investigações que poderiam colaborar na busca de ações mitigadoras destas problemáticas: Os livros didáticos utilizados no 7º ano do ensino básico em escolas públicas do município de Pelotas/RS, apresentam o conteúdo “peixes” de forma contextualizada à região onde estão sendo utilizados? Os professores em sua ação docente para o ensino do conteúdo peixes, dão exclusividade ao uso do livro didático ou se utilizam de estratégias didática complementares?



Justificativa

Foi com base nos questionamentos apresentados que construímos este trabalho. Levamos em consideração o fato do município de Pelotas estar inserido em uma região de planície costeira localizada no estado do Rio Grande do Sul. Corroborando com isso salientamos a presença de riachos e rios que drenam várias bacias hidrográficas existem na região, sendo que a maioria desagua na Laguna dos Patos, maior laguna de água doce da América do Sul.

Neste manancial hídrico ocorrem pelo menos duas colônias de pescadores onde atuam mais de oito mil profissionais na pesca extrativista. Quase a totalidade da produção é comercializada na própria região, demonstrando a importância desta atividade para a sociedade não só conhecer a ictiofauna, mas também dar sustentabilidade ao setor como ação socioeconômica.

Por políticas adversas a ideias existentes em meio as comunidades pesqueiras locais, ocorreram sobrepescas quando da entrada de pescadores provenientes de outras regiões. Espécies como o Jundiá (Rhandia sp.) atingiu patamares de chamar atenção dos órgãos de fiscalização, pois os índices de despesca baixaram assustadoramente no início dos anos 2000 (MANZKE, 2004).

Olhando a proposta contida na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) que prima pela regionalização dos curricular e por consequência dos conteúdos, seremos obrigados a priorizar em algum momento o conteúdo “Peixes”, além de conhecer a realidade vivida pelos professores.

No nosso entendimento, tanto os cursos oferecidos pelas Instituições de Ensino Superior que atuam na formação de professores, as Secretarias Municipais de Educação e gestores escolares, deveriam estar preocupados com as realidades regionais. Na Lei de Diretrizes e Base do ensino brasileiro (LDB) encontramos a necessidade de que as escolas através de seus Projetos Político Pedagógicos (PPP) estejam atentas as atividades desenvolvidas nas comunidades do seu entorno e as especificidades regionais. Com base nisso, seria interessante que a questão do conhecimento da ictiofauna regional, sua pesca e comercialização fossem temas tratados com prioridades estabelecidas nestas normatizações.

Nessa perspectiva, colocamos o professor como o elemento amalgamador entre as realidades regionais e a sala de aula propriamente dita. Entendemos que o professor tem que buscar estratégias didáticas que permitam oferecer aos alunos leituras e atividades práticas que contextualizem os conteúdos de sala de aula com a realidade em que ele, aluno, vive.

Sabendo que o livro didático é quase o recurso didático exclusivo usados nas escolas brasileiras, dizemos que mais uma vez se justifica o fato de termos pensamos na necessidade de discutir o tema eleito para este artigo.



Metodologia

Em atendimento aos objetivos traçados e as questões de investigação a ser respondida, organizamos o trabalho de coleta de dados dentro da perspectiva quali/quantitativa em que a análise qualitativa nos ofereceria a ênfase que precisávamos para responder à questão principal e a quantitativa nos permitiria visualizar a realidade das concepções manifestadas pelos professores.

Participaram diretamente do projeto quinze escolas públicas pertencentes a rede municipal e a rede estadual localizadas no município de Pelotas/RS. Após o contato com as escolas foram entregues as coordenações pedagógicas 52 questionários semiestruturados, que deveriam chegar as mãos dos professores atuantes no 7º ano do ensino básico fundamental. Do número total de questionários entregues, retornaram 45 questionários devidamente respondido, representando cerca de 86% de eficiência.

As questões versavam sobre a escolha e uso do livro didático recebido pelo professor, a visão do professor sobre a presença do conteúdo “Peixes”, a contextualização regional do tema, a concepção dos professores sobre este conteúdo e a sua formação inicial, entre outras que serão utilizadas em novos estudos que pretendemos desenvolver a partir da análise dos dados obtidos.

Para a análise dos dados foi utilizado o programa Excel – Office 365, e os resultados obtidos avaliados frente a legislação brasileira que estabelece as diretrizes que orientam o ensino de Ciências da Natureza para o ensino fundamental.



Resultados e discussão

Nossa perspectiva era receber todos os questionários enviados devidamente respondido ao final da segunda semana, mas isso não aconteceu. O prazo foi estendido para mais duas semanas e alcançamos o recebimento de 45 questionários.

A seguir identificamos o público alvo e os sistemas de ensino a que pertencem. A ideia foi, também, alcançar a amostragem dos dois ambientes públicos de ensino.

Gráfico 1 – apresenta o número de escolas e professores participantes na investigação.

Os dados obtidos configuraram uma ótima situação. Toda vez que trabalhamos na perspectiva de retorno dos instrumentos de obtenção de dados, nossa expectativa fica em torno dos 65%. Aqui, positivamente, alcançamos cerca de 86% de devolução dos questionários, devidamente preenchidos. Outro fato que devemos registrar foi a disponibilidade dos Gestores das escolas em colaborar com nosso trabalho.

No gráfico abaixo observamos que a disciplina de Ciências da Natureza está atendida em grande parte por profissionais da área biológica.

Gráfico 2 – Mostra a área de formação dos professores

O percentual de 71% de biólogos/professores, encontrados entre os professores, mostram duas questões de importante análise. Primeiro que os 22% que manifestaram garduação em química, caso não participem de cursos de formação continuada para atendendimento da área biológica, por certo, terão dificuldades em trabalhar e dar significância ao conteúdo em questão. Problema maior vimos em relação aos 7% restante que cursaram cursos que muito pouco tem a ver com á area biológica como, por exemplo, matemáticos que são obrigados a ministrarem este conteúdo. Mesma situação é presente na vida dos professores de biologia quando lhes é conferido o magistério do 9º ano do ensino fundamental, onde discutimos temas relativos a Física e a Química.

Na atual estrutura do sistema educacional brasileiro, há que existir uma preocupação constante da formação continuada dos profissionais, principalmente em relação aos profissionais da educação. No gráfico a seguir apresentamos alguns dados referentes a realidade da população alvo deste trabalho.

Gráfico 3 – Vemos o nível de formação profissional do público alvo.

Podemos ver que mais de 35% dos professores não realizaram cursos de qualificação profissional para além da graduação. Outros 31% realizaram curso na área biológica, entretanto, na análise do próximo gráfico (gráf.4) veremos que entre 46% tem como único recurso didático, o livro didático. Identificamos aqui uma necessiade de ampliação no número de cursos de formação continuada.

Gráfico 4 – Apresenta a utilização do livro didático pelos professores em sala de aula.

Ao mesmo tempo que vemos que um percentual acima de 48% dos professores estão preocupados em utilizar estratégias didáticas alternativas ao livro didático, aparece a inquietação em relação a que mais de 46% dos professores se utilizam unicamente do livro didático como estratégia didática. Mesmo que cerca de 4% tenha dito que não utiliza o livro didático, mas não tenha explicitado sua alternativa a isso e, por isso, não levamos em consideração.

A diversidade de autores identificada na manifestação dos professores, demonstra, ao nosso ver, que não deve existir um livro que se sobresaia em boa qualidade, em relação aos demais.

Gráfico 5 – Mostra a relação dos autores preferencias aos professores entrevistados.

Dois dos cinco autores identificados aparecem em maior percentual de preferência. Somados, ambos os livros alcançam 57% da preferência manifestada. Entretanto, realizada uma análise sem uma visão mais apronfundada, de maneira mais empírica, vemos que tando um como o outro não apresentam qualquer possibilidade de aproximação a ictiofauna regional da região de Pelotas/RS. Portanto, longe de atender as demandas da legislação vigente.

Quando questionados sobre o estímulo dado pela escola para que o professor complemente as informações contidas nos LDs para contextualizar o conteúdo ao cotidiano do aluno, vemos que a situação é precária.

Gráfico 6 – Vemos a relação entre o professor/escola e a produção de material didático.

Toda a legislação que trata do ensino de ciências na escola básica, trás consigo a preocupação de ver a educação como processo. O aluno produzindo conhecimento a partir de situações problema e o profesor como o orientador que estrutura os conteúdos a serem discutidos e os caminhos a serem trilhados, contextualizando os temas abordados em sala de aula.

Aqui podemos ver claramente que a legislação não é atendida. Se por um lado 21% dos professores entrevistados vêm no LD a única estratégia didática a ser utilziada em sala de aula, por outro a escola aparece como facilitadora da produção de material didático alternativo, talvez contextualizador, em apenas 55% dos casos. Ou seja, menos da metade das escolas tal fato não é provável que isso aconteça.

O gráfico a seguir mostra-nos uma preocupação importante ao ensino e a aprendizagem das ciencias ambientais, pois se a escola estimula pouco o professor, ele não se sente, talvez, a vontade para produzir materiais didáticos que permitam a complementação das informações trazidas pelo LD. Prova disso pode ser verificada no gráfico a seguir.

Gráfico 7



O percentual de 71% identificando que os professores não têm hábito de completar as informações contidas nos LDs ou contextualizar o conteudo peixes em termos regionais, por si só corroboram com a discussão relativa ao gráfico 6. A falta de preocupação representada nos 13% registrado nos dados obtidos, demonstram que os professores não se preocupam em debater com os alunos a importante ictiofauna existente no meio ambiente onde ele está inserido. No nosso entendimento, isto constitui-se em ato falho do orientador das ações da sala de aula, que é o professor.

Os dados apresentados no gráfico a seguir coadunam com as informações contidas no gráfico anterior. Aparecentemente os professores não estão preocupados em contextualizar o ensino, conseguir atingir a aprendizagem do aluno sobre o tema peixes ou, simplesmente, atender a legislação.

Os dados obtidos em relação a não contextualizar o tema em discussão que é de 55%, se somado aos que não vêm diferença em contextualizar ou não chega ao expressivo percentual de 82%, o que, por certo, deve estar impactando negativamente o aprendizado dos alunos, principalmente em relação ao conhecimento ambiental e, por consequência, a ictiofauna existente na região.



Considerações finais

Por fim, após as análises realizadas percebemos que os atuais livros didáticos utilizados no 7º ano do ensino básico não estão qualificados para atender a demanda da BNCC, pois não discutem a ictiofauna regional e isso, por si só, já se constitui em tema de investigação a ser desenvolvida quando da implantação dos livros que já estiverem atendendo os princípios da BNCC. Salientamos ainda que as espécies, desenhos, imagens etc., apresentadas são todas de peixes exóticos ou marinhos que não tem qualquer representatividade no ecossistema regional. Temos que lembrar que um número expressivo de professores manifestou que se utiliza exclusivamente do livro didático como estratégia didática e que não participa ativamente do processo de escolha no âmbito da escola ou quando participa o livro escolhido quase que nunca é aquele que o PNLD envia à escola.

Portanto, considerando as manifestações dos entrevistados vemos com preocupação a situação de que não há regionalização do conteúdo “Peixes” nos livros didáticos. Além disso, a qualificação profissional para trabalhar este conteúdo está aquém das necessidades e caracteriza uma deficiência aparentemente oriunda da formação inicial dos professores.



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