ISSN 1678-0701
Número 69, Ano XVIII.
Setembro-Novembro/2019.
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No. 69 - 27/09/2019
BIBLIOTECA SUSTENTÁVEL: UMA PRÁTICA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO ENSINO SUPERIOR  
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BIBLIOTECA SUSTENTÁVEL: UMA PRÁTICA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO ENSINO SUPERIOR

Marilandia Martins de Almeida Machado 1, Flávio Estevão Neto2, Elenice Cristina da Rocha3, Valdenice Henrique da Cunha4, Clarides Henrich de Barba5

1Mestre em Educação, Coordenadora Pedagógica pela Secretaria de Estado da Educação (SEDUC) de Rondônia, marilandiamachado@seduc.ro.gov.br



2Mestre em Direito, Professor na Faculdades Associadas de Ariquemes (FAAR), flavio_estevao@hotmail.com



3Mestre em Educação, Diretora Acadêmica e Vice-diretora Geral da FAAR, elenicerocha@seduc.ro.gov.br



4Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia, Professora na FAAR, nicecunha15@gmail.com



5Doutor em Educação, Professor do Mestrado Acadêmico em Educação pela Universidade Federal de Rondônia (UNIR), clarides@unir.br



Resumo: O presente artigo busca demonstrar a importância e necessidade da implantação de projetos que visem o desenvolvimento de práticas ambientais pautadas na sustentabilidade. Para tanto, traz como referência a realização de um projeto realizado por acadêmicos do curso de Administração, Ciências Contábeis, Enfermagem e Farmácia de uma Instituição de Ensino Superior (IES) no município de Ariquemes. Com a realização desta pesquisa foi possível compreender que a Educação Ambiental pode e deve transcender a meras ações fragmentadas e singulares, pois, o assunto está correlacionado ações coletivas e interdisciplinares.

Palavras-chave: Educação Ambiental; Ensino Superior; Sustentabilidade Ambiental.



Abstract: The present article seeks to demonstrate the importance and necessity of the implementation of projects that aim at the development of environmental practices based on sustainability. In order to do so, it brings as reference the realization of a project carried out by academics of the course of Administration, Accounting Sciences, Nursing and Pharmacy of a Higher Education Institution (IES) in the city of Ariquemes. With the accomplishment of this research it was possible to understand that Environmental Education can and should transcend to mere fragmented and singular actions, because, the subject is correlated collective and interdisciplinary actions.

Keywords: Environmental Education; Higher education; Environmental Sustainability.



Introdução

A problemática ambiental se insere em um campo conflituoso, isto é, o assunto é envolvido por interesses dos mais diversos setores. Assim, as problemáticas a respeito das questões ambientais podem ser discutidas, analisadas ou compreendidas a partir de uma perspectiva cultural, social, política e/ou econômica. Deste modo, pode-se afirmar que Educação Ambiental não é uma responsabilidade unicamente da escola, conforme apontado por Kondrat e Maciel (2013, p. 828):

A educação ambiental não deve ser limitada apenas ao ensino padrão em escolas, ela deve ser um conhecimento público, transmitido e trabalhado por toda pessoa com consciência ambiental. Não apenas por escolas e seus profissionais, mas sim por todos os processos educativos que visem a uma educação para a cidadania.

A relação entre educação (formal e não-formal) e meio ambiente é algo indissociável, pois, se objetivamos uma sociedade justa, democrática com equidade social, devemos buscar ações que efetivem uma educação de qualidade para todos e um ambiente saudável.

A Organização das Nações Unidas (ONU) criou uma agenda universal “Transformando nosso mundo: Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável”. O documento possui exatamente 17 objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) e 169 metas que buscam equilibrar as três dimensões do desenvolvimento sustentável, a saber, o econômico, o social e o ambiental. Dentre os objetivos propostos destaca-se 4 que trata da garantia de educação de qualidade para todos e o 11 que se refere a necessidade de tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis (ONU, 2019).

Sabe-se que a leitura e escrita são requisitos mínimos para alcançar a almejada educação de qualidade, porém é sabido que até o ano de 2017 o Brasil ainda tinha 7% da sua população em situação de analfabetismo ou analfabetismo funcional (IBGE, 2018).

A sociedade do século XXI caracteriza-se pelo constante avanço tecnológico, consequentemente, tal realidade traz muitas vantagens como acesso rápido aos mais variados tipos de informações, entretanto, essas informações precisam ser filtradas e transformada em conhecimento, por isso, a escrita e leitura ainda se fazem necessário no âmbito social, uma vez que é através dessas ações que o sujeito abrange seu campo de conhecimento de maneira que consiga interpretar as entrelinhas de um texto e um contexto, pois, ler e escrever é muito mais do que o domínio de uma tecnologia, é a possibilidade de “inserção do sujeito em práticas sociais de consumo e produção de conhecimento e em instancias sociais e políticas” (MACIEL; LUCIO, 2008, p.16).

Todavia, é cada vez mais comum perceber o distanciamento das pessoas com o gosto ou prazer com o ato de ler, essa realidade é mais intensa quando se trata de jovens/adolescentes. O distanciamento do indivíduo com práticas de leitura reflete em dificuldades de aprendizagem na escrita, leitura, interpretação e compreensão.

Com base nos pressupostos acima, discorre sobre o projeto intitulado “Biblioteca Sustentável SEMEAR” realizado por coordenadores e acadêmicos de uma IES localizada no município de Ariquemes.

O objetivo desta ação foi de realizar um trabalho coletivo entre os acadêmicos do curso de Administração, Ciências Contábeis Enfermagem e Farmácia em que eles compreendessem que a Educação Ambiental como uma prática necessária e possível, por conseguinte, a criação da biblioteca seria uma oportunidade significativa de incentivo ao conhecimento, mediante a um ambiente estimulador e com disponibilização de um acervo literário diversificado, estimulando práticas de leitura, entende-se que esse projeto vai de encontro com o disposto no ODS 4 e 11 da agenda universal da ONU.



Metodologia

Esta pesquisa caracteriza-se como qualitativa, visto que, “Sua matéria prima é composta por um conjunto de substantivos cujos sentidos se complementam: experiência, vivência, senso comum e ação” (MINAYO, 2012, p. 622). A análise dos dados baseia-se principalmente na compreensão, interpretação e dialetização.

Trata-se também de um trabalho de pesquisa-ação tendo em vista que seu processo é organizado mediante a técnica de investigação-ação que visam ações para a melhorias de práticas (TRIPP, 2005).

A organização e realização da pesquisa dividiu-se em 4 etapas. A primeira etapa foi constituída por estudos dirigidos em sala de aula sobre os temas a serem abordados, bem como, a escolha desse tema pelos alunos.

O segundo momento foi destinado para realização de pesquisas e divisão de atribuições de cada grupo, escolha do nome de projeto, verificação de possibilidades de parceria e formulação do plano de execução.

Na terceira etapa, foi apresentado a proposta aos parceiros, todos os sujeitos participantes foram conhecer o local em que seria montada a biblioteca sustentável.

Na quarta e última etapa foi destinado para execução e implantação do projeto em caráter definitivo.

Todos os dados foram sistematicamente analisados, buscando atingir os objetivos da pesquisa, de modo que a Educação Ambiental seja compreendida de maneira ampla e significativa.



Ensino Superior e Educação Ambiental no Brasil: principais marcos referenciais

As discussões a respeito da Educação Ambiental ganharam seu espaço no campo político, social e cultural. A expansão das discussões contribui para uma melhor compreensão e valorização do assunto, porém, ainda não podemos falar em racionalidade ambiental, visto que, o assunto ainda cerceado de paradigmas fragmentados que não percebe a complexidade do assunto (LEFF, 2007).

No Brasil, o primeiro documento que instituía uma Política Nacional de Meio Ambiente foi a Lei 6.938 de 1981, estabelecendo em seu Artigo 2º, inciso X que a Educação Ambiental deveria ser integrada a todos os níveis ensino. Essa determinação veio a ser confirmada na Constituição Federativa do Brasil em 1988 (BRASIL, 1981;1988).

Em 1999, é criada a Lei 9.795 que dispõe sobre a dispões sobre a educação ambiental e institui a Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA) e dá outras providências. Esse documento pode ser considerado um marco significativo a respeito do assunto, pois, além de garantir a inserção do assunto no âmbito curricular em todas as etapas da Educação Básica, Ensino Superior, Educação de Jovens e Adultos, Educação Especial e Educação Profissional. Outro aspecto positivo dessa Lei foi que no seu Artigo 10 acrescentava que “A educação ambiental será desenvolvida como uma prática educativa integrada, contínua e permanente em todos os níveis e modalidades do ensino formal” (BRASIL, 1999, p. 4).

No ano de 2005, o Governo Federal cria o Programa Nacional de Educação Ambiental (ProNEA). No referente a Educação Superior o documento destaca a necessidade de:

Incentivo às instituições de ensino superior a implementarem projetos de extensão universitária com enfoque em meio ambiente e educação ambiental. […] Estímulo ao compromisso das instituições de ensino superior e dos núcleos de pesquisa no sentido de retornar os resultados das pesquisas e estudos às comunidades envolvidas (BRASIL, 2005, p. 51).

Em 2010, Conferência Nacional de Educação (CONAE) que resultou na elaboração de um documento com diretrizes, metas e ações relacionadas a política nacional. No que tange a Educação Ambiental no Ensino Superior ficou constituído a necessidade de acompanhamento das políticas públicas oriundas do PNEA, levando em consideração que é uma obrigatoriedade sua inserção no currículo não só da educação básica, como também:

[...] em todos os cursos de licenciatura e de bacharelado, na perspectiva dos projetos político-pedagógicos, mediante avaliações contínuas e com profissionais preparados/as. [...] uma educação ambiental crítica e emancipatória, com vistas à formação de sociedades com sustentabilidade ambiental, social, política e econômica, e que tenha como finalidade repensar o modo de vida (BRASIL, 2010, p. 142).

Outro avanço relevante em relação as políticas públicas de Educação Ambiental foi a Resolução nº 2, de 15 de junho de 2012 que estabeleceu as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Ambiental (DCNEA). De acordo com essa resolução a implementação do assunto nos currículos pode ocorrer por meio da transversalidade, por meio temas conexos as questões que envolvem o meio ambiente, bem como a sustentabilidade socioambiental (BRASIL, 2012).

Esse marco referencial da Educação Ambiental no Brasil demonstra como se deu o processo de implementação do assunto no Ensino Superior. Para tanto, é válido destacar que a obrigatoriedade com o desenvolvimento da Educação Ambiental não está expressada no principal documento relacionado a política pública de educação, ou seja, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), isso possivelmente explica a realização de projetos denominados como “ambientais”, mas que são majoritariamente esporádicos e fragmentados.



Sustentabilidade Ambiental: uma prática possível?

O termo sustentabilidade é utilizado com frequência no âmbito educativo. Porém, há várias intepretações/compreensões que caracterizam o termo. Para Jacobi (1999, p. 42) a sustentabilidade precisa ser compreendida de maneira que implique numa “sociedade sustentável não pode ignorar nem as dimensões culturais, nem as relações de poder existentes e, muito menos, o reconhecimento das limitações ecológicas, sob pena de apenas manter um padrão predatório de desenvolvimento”. Partindo desse pressuposto, não utilizaremos o termo desenvolvimento sustentável e sim sustentabilidade ambiental.

É possível identificar um grande quantitativo de projetos que afirmam direcionar seus objetivos para a instauração de um novo modelo de sociedade, isto é, para uma sociedade sustentável, entretanto, vários desses projetos são realizados de maneira simplória, de tal modo que acabam não conseguindo atingir os objetivos propostos. Nessa perspectiva, Loureiro, Layrargues e Castro (2006, p. 22) enfatizam que “Os educadores, apesar de bem-intencionados, geralmente ao buscarem desenvolver atividades reconhecidas como de educação ambiental, apresentam uma prática informada pelos paradigmas da sociedade moderna”.

Não se pode negar que implementar propostas de sustentabilidade ambiental é um desafio contemporâneo, visto que, somos refém de um modelo social que nos envolve na teia do consumismo exacerbado e com a existência da desigualdade social que impede que boa parte da população não consegue saciar suas necessidades básicas, por isso, torna-se inadmissível pensar ou buscar compreender a Educação Ambiental somente pela perspectiva das ciências naturais.

É preciso levar em consideração que “o tema inclui, também, o componente social, ampliando a compreensão da questão para uma dimensão socioambiental, não se esquecendo de levar em conta critérios culturais e determinações específicas das políticas sociais (JACOBI, 1999, p. 45).

Por conseguinte, a educação deve transcender a práticas simples alcançando uma prática interdisciplinar, com trabalhos pensados e executados coletivamente, superando a superficialidade do assunto e adentrando no contexto complexo em que se instaura as questões ambientais e que, consequentemente abrange as mais diversas áreas do saber. Neste sentido, concordamos como Loureiro, Layrargues e Castro (2006, p. 69):

A verdadeira educação ambiental deve ter como preocupação proteger não só as águas, o ar, as florestas, a flora e a fauna, mas também, os homens e as mulheres que, muitas vezes exatamente por reunirem todas as características que os tornam mais suscetíveis à injustiça ambiental – miséria, pobreza, situação de risco em todos os sentidos, principalmente falta de (in)formação e ignorância - , tornam-se, ao mesmo tempo, vítimas e algozes de seu entorno.

O desenvolvimento de projetos ambientais deveria levar em consideração as premissas acima, porquanto, a ação educativa que visa um compromisso de sustentabilidade ambiental deve apoiar-se na integração das diversas áreas do saber, além de repensarem as práticas prevalecentes e pensar novas práticas necessárias e condizentes com as problemáticas identificadas, subsidiando então a ampliação e transformação do conhecimento.

Enfim, garantir a sustentabilidade ambiental na sociedade ainda é uma utopia, entretanto, pode-se afirmar que existem inúmeras práticas que promovem a expansão dessa realidade no âmbito social, consequentemente, possibilitando a ampliação da responsabilização socioambiental dos indivíduos.



Resultados e Discussões

Conforme exposto anteriormente, no ano de 2018 coordenadores e acadêmicos do curso de Administração, Ciências Contábeis, Enfermagem e Farmácia de IES desenvolveram um projeto intitulado de “Biblioteca Sustentável SEMEAR”.

A criação da biblioteca está interligada a viabilização de um espaço em que a viabilize a democratização do acesso à cultura e incentivo à educação para a comunidade local, sucessivamente possibilitar a concretização da teoria e prática da Educação Ambiental, tendo a sustentabilidade ambiental como tema gerador.

A Biblioteca SEMEAR também pode ser definida como biblioteca comunitária, pois, suas características são:

A perspectiva comum do grupo em torno do combate à exclusão informacional como forma de luta pela igualdade e justiça social; o processo de articulação local e o forte vínculo com a comunidade; a referência espacial: estão, em geral, localizadas em regiões periféricas; e, o fato de não serem instituições governamentais, ou com vinculação direta aos Municípios, Estados ou Federação (MACHADO, s/d, p. 6).

Muitas bibliotecas comunitárias surgem como opção para oportunizar e propagar a informação e conhecimento para certos grupos de indivíduos, geralmente com baixo poder aquisitivo e moradores em regiões periféricas, com o propósito de amenizar problemas sociais e ajudar na ascensão social. Portanto, esses espaços avocam a função informacional, social, cultural, educacional e exercem sobretudo a função de contribuir para a formação crítica do indivíduo.

Sendo assim, a implantação de uma biblioteca nesta localidade é fundamental para subsidiar a diminuição de carências de informação dos indivíduos, além de promover sua formação, ressaltando que o acesso à informação e compreensão da mesma possibilita também o resgate da cidadania, da autoestima e a integração social, auxiliando na promoção do desenvolvimento de um olhar crítico e uma sociedade mais consciente.

A o planejamento, elaboração e execução do projeto foi realizado de maneira coletiva, em que os todos os sujeitos participantes puderam intervir nos processos decisórios. Assim, o projeto foi fundamentado no princípio dos 3 R, a saber, Reduzir, Reutilizar e Reciclar.

No entanto, sabe-se das especificidades dos referidos princípios, bem como suas limitações, por isso, os estudos e pesquisas não ficaram somente na compreensão básica dos 3 R. Essa compreensão foi apenas o ponto de partida para apreensão sobre a Educação Ambiental e a sustentabilidade no contexto atual, entendendo a necessidade de um saber ambiental e que os processos de minimização de resíduos, da descartabilidade instantânea de produtos e da valorização da reciclagem são partes de uma conduta ética ambiental.

[...] tal ética somente poderá surgir a partir da superação da visão de mundo que tentou reduzir todos os seres à condição de objetos cujo valor reside no lucro que podem produzir. Essa ética [...] implica uma mudança radical em nossa maneira de compreender a nossa identidade enquanto humanos e o nosso lugar no Cosmos, o nosso lugar entre os outros seres (UNBER, 1991, p. 71).

Nessa perspectiva, os acadêmicos do curso de Ciências Contábeis participaram de uma capacitação (online) para a fabricação de móveis com a utilização de materiais reciclados. Os alunos colocaram em prática o que aprenderam na formação e fabricaram diversos objetos, tais como: puffs, estantes para livros e mesas.

A esse respeito, vale destacar um móvel sustentável pode ser considerado sustentável quando for produzido com material renovável e no qual o processo fabricação respeite a todos os aspectos ecológicos, ambientais e sociais. Isto é, são móveis feitos com todos os cuidados com saúde das pessoas e com responsabilidade ambiental. Concomitantemente a isso, um móvel sustentável obedece aos pilares sustentabilidade.

A Figura 1 demonstra parte do processo em que os acadêmicos confeccionaram móveis/mobílias para o espaço.

Figura 1: Produção de Móveis

Fonte: Próprios Autores.

Esse momento destinado a fabricação dos materiais foi muito importante para complementação do aprendizado, incentivo ao trabalho coletivo/participativo e conscientização socioambiental. Para Jacobi (1999) da ênfase no tema da participação, afirmando que o mesmo se insere dentro do campo de ideias democráticas.

Os acadêmicos do curso de Administração foram oportunizados com duas formações, sendo: uma para aprenderem a trabalhar com o software que será utilizado na catalogação do acervo da biblioteca e uma formação que visava a capacitação de Catalogação e Inserção de Livros em Sistemas Informacionais para Bibliotecas, conforme apresenta-se na Figura 2.

Figura 2: Formação para Catalogação de Livros

Fonte: Próprios Autores.

Nesta oficina os acadêmicos tiveram acesso a conhecimentos teóricos e práticos referentes às operações de classificação e catalogação de inserção de livros em sistemas informacionais para bibliotecas, perpassando por uma abordagem teórica e ênfase na parte prática.

Para Mey e Silveira (1995, p. 5) a catalogação de livros pode ser caracterizada como “preparação e organização de mensagens codificadas, com base em itens existentes ou passíveis de inclusão em um ou vários acervos, de forma a permitir intersecção entre as mensagens contidas nos itens e as mensagens internas dos usuários”. Por conseguinte, essa organização é essencial para que o acervo siga em ordem e possa ser consultado com facilidade pelos usuários. Mas, a catalogação de livros costuma ser um trabalho bastante complexo, sendo necessário seguir processos e metodologias para registrar cada obra.

Por fim, os discentes do curso de Enfermagem e Farmácia se responsabilizaram por firmar parcerias com instituições e comércios locais para a coleta de materiais que pudessem fazer do acervo literários da Biblioteca Sustentável SEMEAR e fazerem a divulgação do projeto nos meios de comunicação de massa como televisão, rádio e meios virtuais. A Figura 3 refere-se a página virtual criada pelos acadêmicos e caixas utilizadas para a coleta de livro.

Figura 3: Recursos utilizados para coleta de Livros