ISSN 1678-0701
Número 69, Ano XVIII.
Setembro-Novembro/2019.
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Relatos de Experiências

No. 69 - 27/09/2019
SUSTENTABILIDADE NO COTIDIANO: UM ESTUDO DE CASO COM PROFISSIONAIS DA ÁREA DA CONSTRUÇÃO CIVIL  
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SUSTENTABILIDADE NO COTIDIANO: UM ESTUDO DE CASO COM PROFISSIONAIS DA ÁREA DA CONSTRUÇÃO CIVIL



Adriana Ávila de Oliveira Silva

Graduada em Arquitetura e Urbanismo, especialista em Saneamento e Meio Ambiente pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUC Minas. avila.adrianasilva@gmail.com



Marcos Paulo Gomes Mol

Doutor em Saneamento pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), professor contratado pela PUC-MG e pesquisador da Fundação Ezequiel Dias (FUNED) – Belo Horizonte (MG), Brasil.

marcos_mol@yahoo.com.br



RESUMO



O tema principal do trabalho é a sustentabilidade e como ela se apresenta na rotina de um grupo de profissionais da área da construção civil, uma vez que são os principais responsáveis por planejar, projetar e construir cidades e espaços públicos, que são locais de convivência entre as pessoas e interação com a natureza. A partir de uma pesquisa realizada com perguntas sobre hábitos praticados no dia a dia, observou-se o quanto ações sustentáveis estão inseridas no cotidiano de cada um. Dentre as respostas da pesquisa algumas chamaram mais atenção, como o caso de uso compartilhado de equipamentos e produtos, onde mais de 30% dos entrevistados informou não ter este hábito. O resultado ainda mostra que há muito que se trabalhar em relação à educação e conscientização ambiental com este grupo de trabalhadores, de forma a buscar uma vida mais sustentável, o que acarretará em mudanças de comportamentos e atitudes. É preciso aceitar que atualmente os hábitos de consumo são exagerados em nossa sociedade e que, dessa forma, os recursos naturais existentes não se mostram suficientes para prover tudo que se deseja, ocorrendo problemas ambientais irreparáveis para as futuras gerações.

Palavras chave: Sustentabilidade, ações sustentáveis, consumo consciente.



ABSTRACT

Sustainability was the main theme of this work, aiming to discuss how it presents in the routine of civil construction professionals, since they are the main responsible for planning, designing and building cities and public spaces, which are places of coexistence between people and interaction with nature. From a research carried out with questions about habits practiced in the day to day, it was observed how much sustainable actions are inserted in the daily life of each one. Some of the survey responses drew more attention, such as the case of shared use of equipment and products, where more than 30% of participants reported not having this habit. The result still shows that there is much action to be done related to education and environmental awareness with this group of workers, in order to seek a more sustainable life, which will lead to changes in behavior and attitudes. It is necessary to accept that consumption habits are currently exaggerated in our society and that, in this way, the existing natural resources are not enough to provide all that is desired, with environmental problems irreparable for future generations.

Key words: Sustainability, sustainable actions, conscious consumption.



INTRODUÇÃO



Sustentabilidade vem do latim sustentare, que significa sustentar, defender, favorecer, apoiar, cuidar e conservar (NOGUEIRA, 2019). Essas são palavras que definem muito do que será necessário realizar para que as próximas gerações possam ter um ambiente saudável para viver. Ultimamente o tema sustentabilidade tem sido muito difundido e estudado. Há a criação de laboratórios voltados para o estudo da área, como o Laboratório de Sustentabilidade da Universidade de São Paulo, e documentos como a Agenda 21, juntamente com a Comissão de Políticas de Desenvolvimento Sustentável e o Ministério do Meio Ambiente (AGENDA 21 BRASILEIRA, 2004).

Nas grandes cidades os problemas têm sido mais evidenciados, primeiro pela maior visibilidade dessas áreas, segundo pelo processo de êxodo rural. Segundo a Organização das Nações Unidas - ONU, até 2027, aproximadamente 85% da população mundial habitarão as grandes cidades, conforme informações do curso “Estilo de Vida Sustentável”, ofertado pelo Ministério do Meio Ambiente em 2019 (MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, 2019). E esse processo é realizado sem regulamentação, causando uma urbanização sem controle e sem estrutura para os serviços básicos de saneamento, coleta e destinação de resíduos e condições precárias de moradia, o que afeta diretamente a saúde da população (ADRIANO et al., 2000).

Além deste fato, observou-se que a humanidade aumentou seu consumo de bens e serviços em 28%, conforme um relatório produzido pelo Worldwatch Institute em 2010 e apresentado no livro “Estado do Mundo”, traduzido e lançado pela editora Universidade Livre da Mata Atlântica – UMA, também em 2010 (THE WORLDWATCH INSTITUTE, 2010). Concluiu-se que sem uma mudança cultural que valorize o não consumismo, não haverá esforços capazes de minimizar todos os problemas apresentados e assim diminuir os riscos ambientais.

Diante dos fatos apresentados, percebe-se a necessidade e a urgência em transformar o ambiente em que vivemos. Essa transformação passa pela melhoria na saúde da população, com um melhor entendimento da importância de saneamento básico, uma redução do uso de recursos naturais disponíveis e, como almejado, alcançar uma mudança na forma de pensar o futuro do planeta (MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, 2019).

Para que se entenda como a sustentabilidade está presente no cotidiano das pessoas, buscou-se estudar a percepção de um grupo composto por trabalhadores e estudantes da área da construção civil, arquitetos e engenheiros principalmente, uma vez que a construção de uma cidade mais sustentável passa por esses profissionais, que podem ser influenciadores de ações benéficas para este movimento em prol da sustentabilidade.



METODOLOGIA



Para o entendimento das ações praticadas pelos profissionais da área da construção civil, foram aplicados questionários sobre a percepção destes indivíduos. Utilizou-se a ferramenta Google Formulários, sendo estes formulários compostos por 22 perguntas fechadas e um espaço para quaisquer comentários a serem feitos sobre o tema. A aplicação ocorreu entre os meses de fevereiro e março de 2019, incluindo nos convites 120 pessoas, das quais 82 responderam.

No grupo de pessoas entrevistadas, procurou-se por profissionais ou estudantes que possuem saneamento básico em suas residências, visando compreender se elas percebem a importância deste serviço no seu dia a dia. Além disso, este mesmo grupo é composto por pessoas que possuem pouco tempo livre em suas residências e tem acesso a bens materiais de maneira mais fácil que grande parte da população, para verificar qual importância é dada a pequenas ações sustentáveis no cotidiano e para a necessidade da diminuição do consumo em grande escala.

As primeiras perguntas são referentes a temas gerais, como profissão, faixa etária e horas por dia que as pessoas ficam em suas residências, de modo a entender o perfil dos entrevistados. Em seguida, as perguntas são direcionadas a investigar as práticas cotidianas, buscando entender como priorizam os temas e quais as ações são realizadas no cotidiano. Estas últimas perguntas foram propostas através de uma escala de 0 a 10, sendo 0 indicando pouca e o 10 indicando muita relevância da questão perguntada. Buscou-se também os porquês de algumas ações ainda não estarem inseridas dentro da rotina de cada um.



RESULTADO E DISCUSSÕES



A maioria dos entrevistados foram pessoas de 30 a 40 anos de idade, adultos, muitas vezes que já possuem moradia própria e uma rotina que inclui horas de trabalho, estudos e atividades externas, ficando em média de 8 a 12 horas diárias na residência. Nesse tempo em casa incluem-se as horas dedicadas ao descanso, sobrando pouco tempo para os afazeres domésticos atrelados a ações sustentáveis para o cuidado com o meio ambiente. Mais informações podem ser observadas nas Figuras 1 e 2.

Figura 1 - Faixa etária dos participantes que responderam ao questionário.

Figura 2 - Horas que permanecem em suas residências, de acordo com as informações apresentadas pelos participantes.

Uma das perguntas feitas foi associada ao uso compartilhado de produtos. As respostas tiveram muitas variações entre o zero (pratico pouco) e o dez (pratico muito), mostrando que a maioria (31,7%) não possui este hábito, conforme indicado na Figura 3. Nesta resposta, considerou-se desde o aluguel de impressoras em uma empresa, até aluguel de espaço de trabalho em coworking. Porém, apesar da pouca adesão dos participantes entrevistados, uma pesquisa realizada em 2017 pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostrou que 79% dos consumidores acreditavam que a economia compartilhada torna a vida mais fácil. Poupar dinheiro é a principal vantagem, mas a falta de confiança nas pessoas pode representar uma barreira para 47% dos entrevistados (SPC BRASIL, 2017).

Figura 3 – Respostas dos participantes quando ao uso compartilhado de alguns produtos, em função da pontuação atribuída (0 – não realiza; 10 – realiza).

Quando se discutiu o contexto da redução do consumo de papel, a maioria das pessoas entrevistadas (42,7%) respondeu que já faz opções por boletos, contas e recibos virtuais, pensando em reduzir este insumo. Além da consciência dos indivíduos de uma população, essa atitude também precisa ser tomada por empresas e instituições. São diversos aspectos que fazem dessa escolha a mais assertiva, já que a economia de papel ajuda na preservação de recursos naturais, diminuição da poluição, proporciona economia de água e de outros materiais gastos no processo de fabricação. A reciclagem e o reaproveitamento de papel e embalagens são as opções mais simples quando o seu uso é inevitável (LIMA, 2016). Ações como imprimir dos dois lados da folha, imprimir o arquivo somente depois de revisado e quando for realmente necessário, podem fazer parte do cotidiano de forma simples e fazer uma significativa diferença.

Outra pergunta investigada neste artigo foi sobre o desperdício de alimentos. A maioria (50%) dos participantes afirmou que procura evitar o desperdício de alimentos e produtos, como pode ser observado na Figura 4. Segundo estimativas da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), 1,3 bilhões de toneladas de alimentos são perdidos a cada ano no mundo, sendo este valor corresponde a 30% do total produzido. No Brasil, dos 268,1 milhões de toneladas de alimentos disponíveis em 2013, quase 10% foram perdidos, ainda segundo levantamento da FAO (GOVERNO DO BRASIL, 2018).

Figura 4 – Respostas dos participantes sobre quanto se evita o desperdício de alimentos e produtos.



Ainda sobre os alimentos, a grande parte dos entrevistados (43,9%) informou dar preferência para alimentos saudáveis, como os orgânicos. Ainda é grande o número de pessoas que não fazem ou praticam pouco esta ação (14,7%), como mostra a Figura 5.

Figura 5 – Respostas dos participantes sobre fazer escolhas por alimentos mais saudáveis (produtos orgânicos, por exemplo).

A agricultura orgânica possui grandes vantagens em relação à agricultura convencional. A adubação na agricultura orgânica é feita somente com substâncias orgânicas, assim como o controle de pragas e doenças é realizado através de medidas preventivas e produtos naturais. Em contrapartida, a agricultura convencional normalmente utiliza adubos e produtos químicos. Os cuidados com o meio ambiente também são diferentes nas duas formas de agricultura. Na agricultura orgânica se prioriza a preservação do solo e das fontes de água, enquanto na agricultura convencional, se observa a poluição das águas e degradação do solo (GOMES, 2016).

Essa agricultura convencional é a responsável por cerca de 70% de toda a água consumida no planeta. Pensar em agricultura urbana ecológica, por exemplo, já seria um avanço, uma vez que proporciona a redução da emissão de gases com o menor trajeto para o transporte e reduz o desperdício de alimentos. E assim como a agricultura orgânica, oferece alimentos sem a presença de agrotóxicos, não poluindo o solo, o ar e a água (MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, 2019).

Muito se fala sobre os problemas da utilização de sacolas plásticas. E isso é evidenciado pela resposta da pesquisa, onde a maioria (28%) diz evitar seu uso, conforme observado na Figura 06. Mesmo que elas não sejam os maiores agentes causadores dos impactos ambientais, seu uso indiscriminado pode representar graves problemas. Desde a sua fabricação, que provém de recursos naturais não-renováveis, até o seu descarte, muitas vezes de maneira incorreta, as sacolas plásticas têm um alto custo ambiental e poucas chegam a ser recicladas (LIMA, 2016).

Figura 6 – Resposta dos participantes quanto à prática de se evitar o uso de sacolas plásticas.



A melhor alternativa é pensar nos três erres: recusar, reduzir ou reutilizar. O uso de sacolas retornáveis já está se tornando um hábito em alguns países, mesmo que para poucas pessoas, reduzindo assim o uso das sacolas plásticas. Além disso, é necessário também que se reutilize as sacolas, usadas para recolher resíduos em casa, por exemplo, mas em pequena quantidade e evitando ensacar resíduos destinados a coleta seletiva. O Ministério do Meio Ambiente criou, em 2009 a campanha “Saco é um Saco”, com o objetivo de promover na sociedade brasileira o debate sobre o consumo excessivo de sacolas plásticas, engajando os consumidores e os lojistas pela sua redução e estimulando ações, tanto no governo quanto no setor produtivo, para o consumo consciente de embalagens (MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, 2010).

Quando o tema foi a coleta seletiva, a maioria dos entrevistados (48%) afirmou dar importância ao tema dentro de suas residências, mas alguns não separam os resíduos por tipo, por não saber onde entregá-los. Foi mínimo o número de entrevistados que não realiza a coleta por falta de interesse, como representado na Figura 7. Este serviço é de extrema importância uma vez que os materiais, quando coletados de forma limpa e separada, são mais bem reaproveitados.

Figura 7 – Respostas dos participantes sobre qual a forma de descarte dos resíduos produzidos nas residências.



Em 2010 entrou em vigor a Lei nº12.305/10, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que tem como objetivos a proteção à saúde pública, a transparência no gerenciamento dos resíduos em setores públicos e privados, o incentivo à reciclagem e ao consumo sustentável, além das práticas de educação sanitária e ambiental, logística reversa, entre outras. Além destes itens, a lei propõe a eliminação de lixões e a sua substituição por aterros sanitários, que são locais próprios para a destinação dos rejeitos. Porém, pouco avanço foi observado no que diz respeito a coleta e transporte dos resíduos sólidos nos últimos anos. A falta de investimentos está sendo o principal problema para que as prefeituras cumpram a Política Nacional de Resíduos Sólidos (THATY, 2017). O fim dos lixões, que inicialmente estava previsto para o ano de 2014, foi prorrogado para 2021, através do Projeto de Lei 2289/15, e até lá os problemas causados pelo descarte incorreto dos resíduos continuarão sendo sentidos pela população (SIMÕES, 2017).

Outro tema que foi abordado no questionário, e que está diretamente ligado a ações sustentáveis do dia a dia, é a utilização do transporte público. São inúmeros os benefícios que essa atitude pode trazer para o meio ambiente, como por exemplo, a diminuição de gases tóxicos emitidos uma vez que um ônibus pode levar um número maior de pessoas do que o carro (MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, 2019). Outras vantagens da utilização do transporte público são o incentivo a pequenas caminhadas, a não preocupação com o local para estacionar, além de se poder utilizar o tempo do trajeto em um ônibus para a realizações de outras atividades como leituras, anotações ou mesmo uma observação da cidade.

Ainda assim, 42% dos entrevistados não utilizam transporte público, optando pelo veículo próprio para o deslocamento diário. A má qualidade dos serviços de transporte público e o alto marketing das montadoras de veículos, produzindo sempre um carro melhor e mais atraente, faz com que a compra do carro próprio seja a prioridade de grande parte da população brasileira. Segundo dados da pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), sobre mobilidade urbana em janeiro de 2011, 51% dos entrevistados pretendiam comprar um carro nos próximos três anos. Ainda segundo a pesquisa, os motivos para não se utilizar o transporte público se deve a itens como o desconforto, a pouca disponibilidade de linhas de ônibus e metrô, o tempo que se perde nos trajetos e o custo (RIBEIRO, 2018). Ainda é necessário observar que:

"Existe uma visão do carro como objeto de desejo. O carro ainda simboliza muita coisa, ele é símbolo de sucesso e de que a pessoa cresceu na vida. Mas a percepção do carro como meio de transporte ideal cai quando a renda aumenta", como aponta o coordenador de transportes do Instituto Clima e Sociedade, Walter Figueiredo Di Simoni. (RIBEIRO, 2018).

Itens como saneamento básico, moradia, resíduos sólidos e poluição do ar foram inseridos na pesquisa como forma de entender a relação existente entre eles, a saúde humana e o meio ambiente. As respostas mostraram que a maioria entende a ligação direta que há entre eles. Os problemas ambientais apontados neste artigo estão crescendo devido à falta de planejamento urbano e ausência de políticas públicas que se dediquem ao cuidado com o planeta. E além disso, é necessária uma mudança no comportamento individual e na colaboração entre as pessoas, no pensar em alternativas e soluções mais sustentáveis que respeitem as diferentes realidades econômicas e sociais.

A área da construção civil é a principal atividade do grupo selecionado para a pesquisa. Estes profissionais são os principais responsáveis por planejamento, projetos e construções de cidades, portanto capazes de propor alternativas que possam minimizar os seus impactos no meio ambiente (CORRÊA, 2009). Apesar de não estarem diretamente ligadas ao trabalho exercido pelo profissional, as perguntas utilizadas na pesquisa sobre as atividades rotineiras mostraram o seu entendimento e engajamento no momento de expor suas ideias profissionais, devido ao seu poder de influenciar e gerir um projeto que inclua o ser humano no meio ambiente, entendendo, respeitando e usando dos recursos naturais oferecidos.



CONCLUSÃO



O grupo de estudantes e profissionais da Engenharia Civil incluídos neste estudo apresentou uma significativa variedade de opiniões e de atitudes sustentáveis no cotidiano. Mesmo sendo a maioria adultos, que passam cerca de 1/3 do dia em casa e que se sentem atraídos pelo tema sustentabilidade, quando são questionados sobre atividades pontuais executadas no dia-a-dia, percebe-se que muitos ainda não as praticam de forma efetiva. As ações praticadas no cotidiano são muito importantes no contexto de uma sociedade para se preservar efetivamente o meio ambiente.

Estudar diferentes grupos de indivíduos que compõe nossa sociedade permite ampliar nosso olhar sobre como as ações do cotidiano são adotadas, buscando-se entender tendências e caminhos para se ampliar as práticas favoráveis ao meio ambiente. Neste estudo, em particular, buscou compreender como os profissionais do ramo da engenharia civil pensam as práticas ambientais no cotidiano, principalmente por se tratarem daqueles profissionais que planejam nossas áreas urbanas. Principalmente, pelo entendimento de que a participação de todos os cidadãos é a melhor maneira de se criar uma consciência crítica sobre as questões ambientais. A transformação cultural é urgente, vem da falta da consciência ambiental e foi ignorada por anos, pela visão negativa do homem ao não se incluir no meio ambiente.



REFERÊNCIAS



ADRIANO, J. R.; WERNECK, G. A. F.; SANTOS, M. A.; SOUZA, R. C. A construção de cidades saudáveis: uma estratégia viável para a melhoria da qualidade de vida?. Ciênc. Saúde coletiva. 2000. Disponível em < https://www.scielosp.org/pdf/csc/2000.v5n1/53-62/pt>. Acesso em 13 fev. 2019.

AKATU. 70% dos que não usam transporte público o fariam se o serviço fosse de qualidade. Disponível em <https://www.akatu.org.br/noticia/70-dos-que-nao-usam-transporte-publico-o-fariam-se-o-servico-fosse-de-qualidade/> Acesso em 13 de fev. 2019.

BRASIL. Lei 11.445, de 5 de janeiro de 2.007. Estabelece as diretrizes nacionais para o Saneamento Básico; altera (…) e dá outras providências.

BRASIL. Lei 12.305, de 2 de agosto de 2.010. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências. 

CORRÊA, L.R. Sustentabilidade na construção civil. Monografia apresentada ao Curso de Especialização em Construção Civil da Escola de Engenharia Universidade Federal de Minas Gerais. 2009. Disponível em <http://especializacaocivil.demc.ufmg.br/trabalhos/pg1/Sustentabilidade%20na%20Constru%E7%E3o%20CivilL.pdf>. Acesso em 12 mar. 2019.

GOMES, R. O que é agricultura orgânica e qual a sua importância em escala global. 2016. Disponível em <https://pixforce.com.br/agricultura-organica/>. Acesso em 19 de mar. 2019.

GOVERNO DO BRASIL. Combate ao desperdício de alimentos é o desafio do Brasil e do mundo nos próximos anos. 2018. Disponível em <http://www.brasil.gov.br/noticias/cidadania-e-inclusao/2018/08/combate-ao-desperdicio-de-alimentos-e-desafio-do-brasil-e-do-mundo-nos-proximos-anos>. Acesso em 19 mar. 2019.

INSTITUTO TRATA BRASIL. Trata Brasil: saneamento e saúde. Rio de Janeiro, 2007. Disponível em <www3.fgv.br/ibrecps/CPS_infra/texto.pdf> Acesso em 04 de fev. 2019.

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MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE - MMA. Agenda 21 Brasileira. 2ª edição. Disponível em <http://www.mma.gov.br/estruturas/agenda21/_arquivos/consulta2edicao.pdf >. Acesso em 04 fev. 2019.

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