ISSN 1678-0701
Número 69, Ano XVIII.
Setembro-Novembro/2019.
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Relatos de Experiências

No. 69 - 27/09/2019
AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL APLICADAS A EDUCAÇÃO INFANTIL  
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as práticas pedagógicas em educação ambiental aplicadas a educação infantil





Geralda Caetano de Oliveira GONÇALVES

Graduação em Pedagogia, Especialização em Educação Infantil pelo Centro Universitário Barão de Mauá. E-mail da autora: geraldacaetano@yahoo.com.br.



Mario Marcos LOPES

Mestre em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente. Docente do Centro Universitário Barão de Mauá; Tutor da Faculdade de Educação São Luís e Universidade Federal de São João del-Rei. Professor Coordenador da Rede Estadual de Ensino de São Paulo – Região de Ribeirão Preto. E-mail do autor: mmarlopes@ig.com.br

Resumo: Este trabalho teve por objetivo descrever práticas pedagógicas em Educação Ambiental voltadas para alunos da Educação Infantil. Utilizou-se um projeto de trabalho sobre resíduos sólidos e reciclagem com crianças de uma escola pública do município de Córrego Danta/MG. Os dados coletados revelaram que as crianças tiveram o desenvolvimento de habilidades importantes no campo de formação moral destacando a ligação íntima que os educandos têm com o assunto ligados à natureza e contribuindo para o desenvolvimento global das crianças.



Palavras-chave: Educação Ambiental; Educação Infantil; Práticas Pedagógicas.



Abstract: The objective of this work was to describe pedagogical practices in Environmental Education aimed at students of Early Childhood Education. A project of work on solid waste and recycling with children of a public school in the municipality of Córrego Danta/MG was used. The collected data revealed that the children had the development of important skills in the field of moral formation highlighting the intimate connection that the students have with the subject related to the nature and contributing to the global development of the children.



Keywords: Environmental Education; Child education; Pedagogical practices.



1 Introdução

A Educação Ambiental (EA) vem sendo um assunto cada vez mais recorrente em todos os níveis educacionais, principalmente devido à necessidade de formação de pessoas mais conscientes quanto à preservação do meio ambiente. Desta forma, a EA visa que os cidadãos desenvolvam habilidades e competências que permitam um manejo sustentável do meio ambiente. Contudo, para o desenvolvimento deste espírito crítico e consciente, é fundamental que o estímulo escolar aconteça de forma concreta, sempre buscando aproximar a prática pedagógica da realidade na qual está inserido o alunado (DIAS, 2010). Por sua vez, o trabalho com EA deve ser iniciado desde os primeiros anos de escolaridade, portanto, o que se defende ao longo deste trabalho é a importância ds professores da educação infantil adaptarem práticas de trabalho de modo a possibilitar às crianças pequenas a formação de valores a respeito da preservação do meio ambiente.

Robaina et al. (2008) destacam ainda que o papel da escola é desenvolver uma aprendizagem significativa ao aluno, caso isso não aconteça ela funciona apenas como um local onde se apenas recebe informações, definições pré-estabelecidas e conceitos. Mais que informar, o papel da escola é possibilitar que o aluno trabalhe a informação e gradativamente, construa conceitos importantes sobre ela.

Conseguir despertar habilidades não é uma tarefa fácil, ao contrário, muitas vezes, os professores devem utilizar recursos variados que aumentam o trabalho quanto à preparação e o desenvolvimento das aulas, pois envolvem tempos e espaços mais amplos. Discutindo esse aspecto, Castro e Alkmim (2006), relatam que a EA deve ser priorizada na escola desde a Educação Infantil, uma vez que na infância as crianças estão mais abertas para o aprendizado e mais curiosas para com o mundo também.

Nesse sentido, a infância se configura como período no qual se torna possível transformar atitudes, trata-se de uma fase em que as crianças estão muito ligadas a questões da natureza, amam os animais e portanto, os professores podem aproveitar essa tendência natural para possibilitar que construam competências importantes para o despertar de sua consciência ambiental.

O objetivo geral do estudo, portanto foi descrever práticas pedagógicas em EA voltadas para alunos da Educação Infantil, a partir de experiências em uma escola pública desse segmento de ensino

Castro e Alkmim (2006), ainda destacam que é de extrema necessidade trabalhar com materiais concretos buscando elementos próximos ao universo da criança, pois assim a criança se familiariza com o mundo que a cerca e cria um vínculo afetivo para com ele, sendo por isso mais fácil buscar sua sensibilização. Dessa maneira, acredita-se ser importante o trabalho que ora se propõe, uma vez que poucos são os estudos que se dedicam a discutir sobre práticas em EA na educação infantil, por sua vez, sendo esse um tema, atual e ainda pouco explorado nesse segmento de ensino, as discussões que ora se fazem contribuem para aprofundamento de discussões e desenvolvimento de novas práticas de ensino.



2 A EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA EDUCAÇÃO INFANTIL

A partir do levantamento sobre a utilização de práticas que envolvem a Educação Ambiental na Educação Infantil, Barros e Reis (2009) afirmam que trata-se de uma tentativa de tornar o processo educativo mais concreto e ligado ao cotidiano da comunidade. É preciso ressaltar que a escola não pode se desligar dos cuidados com o ambiente. Também é preciso que tais cuidados sejam estimulados desde cedo pelos professores, o que coloca o papel do educador infantil trabalhar a EA.

Ao ser analisado o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil – RCNEI, publicado em 1998, pode-se perceber que a preservação do meio ambiente figura entre os objetivos para a Educação Infantil. Neste documento, um dos objetivos da Educação Infantil é observar e explorar o ambiente com atitude de curiosidade, percebendo-se cada vez mais como integrante, dependente a agente transformador do meio ambiente. Ainda no RCNEI (BRASIL, 1998) valoriza-se a relação entre o homem e o meio ambiente e principalmente o respeito pelas diversas espécies, a fim de assegurar a qualidade da vida humana.

Propostas e práticas escolares diversas que partem fundamentalmente da ideia de que falar da diversidade cultural, social, geográfica e histórica significa ir além da capacidade de compreensão das crianças têm predominado na educação infantil. São negadas informações valiosas para que as crianças reflitam sobre paisagens variadas, modos distintos de ser, viver e trabalhar dos povos, histórias de outros tempos que fazem parte do seu cotidiano (BRASIL, 1998, p. 165).

Dessa maneira, de acordo com Scárdua (2010) uma das principais justificativas para a presença da EA no currículo da Educação Infantil, reside no fundamento que essa área contribui para a formação moral da criança e no seu processo de relacionamento com o outro.

Ainda de acordo com a mesma autora, o processo deve ser de construção de valores e não de imposição. Assim, a EA deve se estruturar sob a forma de um diálogo construtivo e no desenvolvimento de ações concretas em que a criança possa vivenciar, na prática, aquilo que está sendo com ela conversado. Também se deve fugir o combate de modelos padronizados de EA. Cada professor procura, de acordo com sua realidade, adaptar métodos e desenvolver intervenções que melhor se adequem e conduzam para a formação moral das crianças que serão os cidadãos do futuro.

Assim, na visão de Scárdua (2010), o trabalho do professor com alunos da Educação Ambiental, deve sobretudo visar o desenvolvimento de normas de comportamento, segundo essa autora:

Nesse sentido, a vergonha se torna uma aliada do meio ambiente. A criança, ao agir de forma que agrida ao meio ambiente, como tentar matar um “bichinho” ou uma “plantinha”, deve sentir vergonha desse comportamento, e perceber que este ato desrespeita uma vida, e observar que ela ao se tornar responsável por suas ações, consequentemente também se torna responsável pelo meio que a cerca (SCÁRDUA, 2010, p. 142)

Assim o que se pode perceber é o fato de que, com o tempo, a criança vai internalizando valores que serão utilizados em sua vida adulta. Desta maneira, a intenção foi mostrar que o desenvolvimento de virtudes, como a solidariedade, a honra, o respeito entre outras, podem ser fundamentais para a formação moral de sujeitos comprometidos com o meio ambiente e tais iniciativas devem se iniciar no Educação Infantil.

O trabalho com EA junto às crianças da Educação Infantil pode acontecer de variadas formas. São diversas metodologias de intervenção que podem ser utilizadas para despertar valores nas crianças de respeito ao meio ambiente. Desde uma conversa informal onde se ensina para a criança que não se deve jogar lixo fora do cesto, um vídeo educativo sobre desmatamento, uma pequena experiência sobre água, a montagem do móbile de uma árvore e outras atividades que podem ser desenvolvidas com as crianças, com poucos gastos e resultados muito bons.

Desta forma, ao longo do próximo tópico aponta-se como a EA pode ser utilizada junto aos alunos da Educação Infantil para desenvolver valores de manejo dos resíduos desde a infância.



2.1 A Educação Ambiental como ferramenta para o correto manejo de resíduos



A taxa de produção de resíduos está relacionada aos hábitos de consumo de cada cultura. Nos últimos anos, nota-se uma estreita relação entre o poder aquisitivo de uma população e sua capacidade de produção de resíduos. Assim sendo, quanto maior o poder econômico, maior será a quantidade gerada (FADINI; FADINI, 2011).

A degradação do meio ambiente, aliada a uma alta produção de resíduos na sociedade atual, exige que a escola tome ações preventivas, tendo em vista sua preocupação com a formação do cidadão. Entre tais iniciativas, está o trabalho com os alunos desde os primeiros anos de escolaridade, a fim de que em sua personalidade também seja moldada com a preocupação ambiental.

De acordo com os princípios de Talomoni e Sampaio (2003), a contínua degradação dos recursos naturais tem suas causas em seu intenso e descontrolado uso para a produção de mercadorias com as mais diferentes finalidades, tal fato aumenta a produção de resíduos que alteram fluxos naturais de energia e matéria e, através dos tempos, têm produzido modificações fundamentais que colocam em risco a sobrevivência de toda a vida no planeta.

As crianças que frequentam a Educação Infantil são muito amorosas para com a natureza, portanto, tratam-se de metodologias simples que podem ser desenvolvidas com esse público, mas que podem conduzir a uma intensa riqueza de resultados obtidos. Assim, desde pequenas as crianças aprendem seu papel na preservação dos recursos naturais.

Dias (2010), afirma que é essencial estimular, na discussão, a busca de alternativas para a diminuição da produção de resíduos, considerando-se os aspectos tecnológicos e comportamentais. É de extrema importância ser incentivado o consumo de produtos com embalagens recicláveis, uma alternativa útil à economia de energia.

Neste sentido, a principal forma de conter a exploração desenfreada do meio ambiente, será inserir um processo de formação, desde cedo na escola e na sociedade como um todo, para que as pessoas sejam educadas dentro de valores ambientalmente saudáveis.

Talomoni e Sampaio (2003) ainda refletem que, para solucionar as questões ambientais há muito que se destacar o papel da EA. Enquanto área formadora de conhecimentos, a EA constitui-se em um pilar fundamental para o desenvolvimento de relações sustentáveis para com o meio ambiente. Contudo, as iniciativas de EA não devem se iniciar apenas na adolescência ou vida adulta, é preciso que estas iniciativas se deem junto às crianças pequenas também.

Campos e Cavassan (2013) analisam que uma das tarefas árduas da EA consiste em rever conceitos e valores, despertando nas pessoas a visão crítica da realidade vivenciada e repensando hábitos de consumo, valores e atitudes, de forma a promover mudanças cognitivas e comportamentais em prol da qualidade de vida. Quando é trabalhada junto às crianças, elas poderão ir adotando hábitos compatíveis com a sustentabilidade, num processo mais saudável de relação com a natureza.

No processo de relação do homem com a natureza, destaca-se a questão da produção de resíduos. Damásio e Sampaio (2013), ao realizarem reflexões sobre a degradação ambiental revelam que, quanto à questão dos resíduos, eles representam mais do que poluição. Representa também muito desperdício de recursos naturais e energéticos e o resultado disso é um planeta com menos recursos naturais e com mais resíduos. Nesse sentido, esses autores ressaltam a necessidade de que políticas de EA sejam feitas não somente para alertar quanto aos riscos ocasionados pelo consumismo desenfreado, mas também para consolidar mecanismos de tratamento e/ou reciclagem dos resíduos gerados.



2.2 O papel da escola na promoção da Educação Ambiental

Para que haja um correto processo de destinação dos resíduos é fundamental a participação de todos os cidadãos. Por sua vez, a participação de todos no processo somente pode ser obtida a partir do momento que sejam desenvolvidos princípios e práticas que remontam à questão da consciência ambiental. Tratando sobre esse processo de desenvolvimento de habilidades, Robaina et al (2008) ressaltam que a escola possui um papel fundamental, pois atua como responsável pelo arranjo de contingências reforçadoras para o aluno, isso significa, segundo esses autores, que a escola deve atuar no desenvolvimento de práticas que atuem motivando o aluno e tornando-o com disposição para atuar no ambiente onde vive.

No caso da EA voltada para crianças da Educação Infantil, Prudente (2013) relata que, geralmente os adultos possuem uma visão errada sobre o que as crianças pensam sobre a natureza. Essa autora, por meio das pesquisas realizadas com crianças de diversas escolas de Educação Infantil, ressalta que esse público, em sua maioria, possui uma visão romântica da natureza, ou seja, ainda não perceberam a influência e a relação do homem com os recursos naturais. Desta forma imaginam a natureza harmônica e integrada.

Por sua vez, Prudente (2013) ressalta que é preciso que a criança perceba como o homem está integrado à natureza, como faz parte dela e precisa de seus recursos. O grande número de crianças na Educação Infantil que possuem uma visão romântica sobre a natureza, excluindo dela o elemento homem, ressalta a fragilidade das atuais metodologias empregada no campo da Educação Ambiental nesse segmento de ensino. Trata-se, portanto, de a escola engendrar metodologias que gradativamente conduzam de uma visão romântica para uma visão socioambiental da natureza.

A questão dos resíduos trata-se de um tema muito importante de ser trabalhado com as crianças da educação infantil. Esse tema merece um debate crítico na escola. De acordo com a visão de Figueiredo (2011), o aluno deve aprender que a reciclagem é essencial para manter um ambiente limpo, o nível de qualidade de vida adequado e economizar gastos desnecessários, assegurando ao ambiente um perfil estético, sanitário e econômico. A autora ainda reflete que tal debate em torno do tema é impossível se os educandos não passarem inicialmente por uma reciclagem interior, o que ela diagnostica como uma mudança de atitude, um despertar de consciência, objetivo este, que deve ser visado pela escola no processo de aprendizagem. Entende-se, portanto, que a escola tem a função de despertar habilidade e não apenas informar conceitos.



3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

O trabalho em questão foi desenvolvido com 15 alunos da educação infantil com idades de 4 e 5 anos de uma escola pública do município de Córrego Danta/MG. As atividades que envolvem o trabalho consistiram em oficinas com materiais reciclados e montagem de uma pequena horta suspensa na escola.

Para embasamento teórico sobre o assunto, foi utilizada a revisão de literatura, realizando um levantamento em plataformas virtuais, usando-se os termos "Educação Ambiental e Educação Infantil" e "Práticas pedagógicas em Educação Ambiental na Educação Infantil". Foram selecionados trabalhos para elaboração do referencial teórico da pesquisa, além de experiências pedagógicas utilizadas com esse tema na educação infantil e fichamentos de alguns livros que discutem sobre o assunto.

As experiências construídas durante a execução do projeto com os alunos foram organizadas sob forma de relatórios, que, relacionados com as argumentações de autores, construíram o corpus do trabalho e contribuíram para o aprofundamento das discussões sobre esse assunto.



4 RESULTADOS E DISCUSSÕES

Inicialmente o trabalho consistiu em realizar um processo de conscientização dos alunos, por meio do trabalho com análise de textos, videoaulas e aulas com música. Segundo Cinel (2004), é importante educar os alunos na linguagem audiovisual enquanto são explorados os conteúdos. Na mesma perspectiva, Bencini (2005), afirma que aulas com vídeo aproximam os alunos de situações, pessoas, cenários e imagens do passado e do presente.

Por sua vez, Cinel (2004) aponta que a música é o meio de desenvolvimento da expressão da autoestima, de integração social, de equilíbrio e bem-estar, essas habilidades devem ser plenamente desenvolvidas para se trabalhar qualquer tipo de conteúdo no ambiente escolar.

Nesse primeiro momento de socialização das crianças, também realizou-se o conto e reconto de uma história, sobre um menino que jogava lixo na rua. A história serviu para dar um ensinamento moral para as crianças sobre a consequência dos atos contra o meio ambiente. As crianças se mantiveram atentas à história e uma avaliação oral feita ao final da atividade mostrou que compreenderam bem o enredo e atingiram o objetivo da atividade.

Uma vez feitas as primeiras atividades de socialização com as crianças deu-se início às oficinas de montagem de brinquedos (móbiles, a partir de resíduos coletados na escola ou em outras partes).

Lima (2004) cita que o brinquedo feito de sucata faz com que a criança valorize o que é seu, pois participa de sua fabricação, melhorando inclusive sua autoestima.

Uma vez coletado, separado e pesado os resíduos de cada local da escola (sala de aula, cozinha, secretaria), foi separado pelos alunos e alguns materiais já foram diretamente sendo direcionados para a associação de catadores do município. Separou-se alguns papéis e garrafas para a realização de oficinas. Seguindo os pressupostos de Lima (2004) que propõem oficinas com materiais recicláveis, os alunos foram estimulados a montar brinquedos com o material coletado nas salas, tais brinquedos foram expostos na escola ao término do projeto, conforme pode ser percebido nas Figuras 1 e 2.



Figura 1 - Materiais montados com o papel reciclado.

Fonte: Acervo da autora



Figura 2: Brinquedos montados a partir de garrafas PET e outros materiais

Fonte: Acervo da autora



Utilizando também as sugestões de Campos e Cavassan (2013), foi realizada uma aula prática onde os alunos aprenderam a fazer papel reciclado e o papel produzido foi utilizado para a confecção de trabalhos artísticos feitos também pelos próprios alunos.

Os brinquedos montados a partir das garrafas PET foram utilizados em aula de conto e reconto com as crianças da Educação Infantil, mostrando que os resíduos também podem ser uma rica fonte de materiais pedagógicos.

O resíduo molhado também foi utilizado no projeto. Durante dois dias o resíduo da cozinha da escola foi coletado. Seguindo as instruções de Fortuna (2007) os alunos também tiveram uma aula prática sobre produção de adubo orgânico a partir de determinados tipos de resíduos, como restos de alimentos e cascas de legumes e frutas. Produziu-se uma horta suspensa, conforme pode ser observado na Figura 3.