ISSN 1678-0701
Número 69, Ano XVIII.
Setembro-Novembro/2019.
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Relatos de Experiências

No. 69 - 27/09/2019
EXCURSÃO INTERDISCIPLINAR: UMA MANEIRA GRATIFICANTE DE ESTUDAR ATRAVÉS DE OBSERVAÇÕES A NATUREZA  
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EXCURSÃO INTERDISCIPLINAR: UMA MANEIRA GRATIFICANTE DE ESTUDAR ATRAVÉS DE OBSERVAÇÕES A NATUREZA



Cazemiro Carvalho Pontes1, cazemiropontes@yahoo.com

Cynara Carmo Bezerra1, cynara_carmo@yahoo.com.br

Keyla Jeane Silva dos Santos1 , keylajeane564@gmail.com.br

Simone Barbosa de Oliveira2 , simoneoliveira007@yahoo.com.br



1 Centro de Estudos Superiores de Parintins, Universidade do Estado do Amazonas.

2 Escola Estadual Senador João Bosco.



Resumo

O trabalho trata de uma excursão interdisciplinar realizada à comunidade da Valéria, no Município de Parintins/AM, a 369 km de Manaus, com uma turma de 30 alunos do 3º ano do ensino médio, sob o acompanhamento dos bolsistas do residência pedagógica, juntamente com professores de Biologia, Química, Educação Física, Geografia, História e Inglês. O objetivo foi fazer com que os alunos pudessem conciliar o que aprenderam em sala de aula e vivenciar, na prática, os recursos naturais e culturais do local escolhido para a excursão. Trilhando caminhos entre a educação e o laser, de uma forma que despertasse o interesse, o percurso da trajetória dos alunos foi conhecer as características da população local, subir a trilha da Serra, conhecendo os principais pontos históricos da região e saber como os moradores se relacionavam com turistas estrangeiros, já que a comunidade recebe cruzeiros turísticos, anualmente. Como resultado, a excursão foi de suma importância para esses alunos, pois, conseguiram trocar ideias, formar novas conclusões e chegar a respostas sobre questionamentos elaborados no meio escolar.



Palavra-chave: Excursão, lazer, meio ambiente, trilha, natureza.



ABSTRACT

INTERDISCIPLINARY EXCURSION: A GRATIFYING WAY TO STUDY THROUGH NATURE OBSERVATIONS



The work deals with an interdisciplinary excursion carried out in the Valéria’ community, Municipality of Parintins / AM, about 369 km distance from the capital Manaus, with group of 30 students from the 3rd year of high school, under the supervision of the scholarship holders of the Pedagogical Residence, along with professors in Biology, Chemistry, Physical Education, Geography, History and English. The aim was to enable students to reconcile what learned in the classroom and to experience in practice, the natural and cultural local resources. Bridging paths between education and the laser, in a way that aroused interest, along the course of trajectory the students were capable to know the local population characteristics, to climb the mountain trail, to know the main historical points of the region and how the residents related with foreign tourists, since the community receives tourist cruises annually. As a result, the excursion was important for the students, because they were able to exchange ideas, form new conclusions and arrive at answers on questions raised in the school environment.

keyword: Excursion, recreation, environment, trail, nature.



1 Introdução

A educação faz parte do cotidiano escolar assim como do meio social e busca o conhecimento de formas simples e ao mesmo tempo prático, para que possa ter um melhor aprendizado no desenvolvimento. Para isso, devemos estar cientes de que é importante buscar mecanismo, que possam auxiliar e fazer com que o aprendizado se torne mais atrativo e que faça a diferença aos alunos e também aos educadores. Esse é o pensamento do trabalho elaborado da excursão interdisciplinar que envolve diferentes disciplinas, associado aos assuntos trabalhados em sala de aula.

[...] as práticas do meio social constituem-se fatores provocadores de mudanças (positivas ou negativas) na qualidade do meio ambiente. Portanto é necessário entendermos certas noções sobre o meio social. Para isso, é preciso olhá-lo “por dentro”, o que significa integrar-se no processo, observar e absorver o movimento da sociedade com todas as suas variáveis – ou seja, contextualizar-se. (BERTE, 2013, p.49).

É importante lembrar, que, a cada atividade de excursão temos momentos, olhares, pensamentos e interesses diferentes de cada pessoa. Isso nos ajudam a fazer perguntas e buscar respostas, tanto no meio escolar quanto no social do dia a dia.

Segundo Tosi (2003,p.109) respeitar a idade do aprendiz, explorar suas curiosidades e fazê-lo rever os grandes conhecimentos da humanidade, como se estivessem sendo descoberto no instante da aprendizagem escolar.

Deseja-se ainda dos cidadãos que tenham horizontes temporais e geográficos alargados não se limitando a ver o seu pequeno mundo, que tenham dos acontecimentos uma compreensão sistêmica, que sejam capazes de comunicar e interagir, e que desenvolvam a capacidade de autoconhecimento e autoestima. (ALARCÃO, 2011, p.26).

É com esse pensamento que o profissional da educação deve estar sempre, atento ao desenvolvimento de cada educando. Despertar e oferecer diferentes níveis de conhecimento sem que haja uma imposição para com os alunos, é um desafio que devemos estar buscando sempre, e que pode fazer a diferença.

Para Fazenda, (2005, p. 24), a interdisciplinaridade nomeia o encontro que pode ocorrer entre seres – inter – num certo fazer – dade a partir da direcionalidade da consciência, pretendendo compreender o objeto, com ele relacionar-se, comunicar-se.

As excursões começaram a ser utilizadas pelas escolas na Inglaterra, como viagens longas de estudo, como relata Andrade, 2004, p, 9.

O grand tour, sob o imponente e respeitável rótulo de “viagens de estudo”, assumia o valor de um diploma que lhes conferia significativo status social, embora – na realidade – a programação se fundamentasse em grandes passeios de excelente qualidade e repletos de atrativos prazerosos, que denominavam de “turísticos”, nomenclatura adotada para expressar a realização de viagem através de regiões e de países diversos, ou mesmo para significar a realização de volta ao mundo conhecido ou possível à sociedade mais evoluída da época.

Segundo Berte (2013, p.49), ao colocarmos o foco no contexto prático da vida, logo descobrimos que o meio social não é homogêneo. Assim, da mesma maneira que nos referimos à biodiversidade, quando o tema é o ambiente físico-natural, também é legítimo atentarmos para a Sociodiversidade, a fim de caracterizar o meio social.

De acordo com Fortes (p. 07) citado por FERREIRA, R. [...] entender partes de ligações entre as diferentes áreas de conhecimento, unindo-se para transpor algo inovador, abrir sabedorias, resgatar possibilidades e ultrapassar o pensar fragmentado. É a busca constante de investigação, na tentativa de superação do saber.

Por meio dessa atividade de campo é possível saber sobre histórias da Serra que vem carregando consigo marcas de povoamento de indígenas naquela região. Excursionar pela Serra de Parintins/AM é vivenciar momentos marcantes tendo uma boa área, rica em recursos naturais, disposto a ser explorado por pessoas que tenham interesse de estudar a magnifica biodiversidade daquele local, onde abriga também um sítio arqueológico. É nesse contexto que inovamos as atividades para que os alunos pudessem ter o prazer de conhecer novidades e concretizar tudo que sabem teoricamente.

O desenvolvimento de um processo participativo permite uma interação interdisciplinar e multissetorial, facilitando o surgimento de soluções mais criativas e ajustadas a cada realidade. Desse modo, reduzimos as possibilidades a elaboração de projetos dissociados da realidade. ( CORDIOLI, 2001, p. 06).

[...] qualquer outra atividade onde se trabalha com pessoas agrupadas, tem também uma dimensão coletiva. Então, o ato avaliativo, no caso, tem um destino de permitir ao educador servir-se de um olhar para a realidade, a partir dos resultados coletivos, ou seja, o estudante sobre o qual se olha individualmente faz parte de um todo. (LUCKESI, 2011, p. 262).

O objetivo principal desse trabalho foi fazer com que esses alunos pudessem observar tudo que estava ao redor e esclarecer aos outros colegas seus conhecimentos prévios, e ter a curiosidade de certos detalhes que a natureza dispõe para ser explorado, indagar com o professor e tirar proveito da excursão extraclasse, relacionando com conteúdos, das diferentes disciplinas, trabalhados em sala de aula.



2 Metodologia

A atividade foi desenvolvida com alunos do Ensino Médio, da Escola Estadual Senador João Bosco, e trata-se de uma excursão à comunidade da Valéria, que fica localizada na divisa, entre o Amazonas e o Pará, na região mais alta do Município de Parintins/AM, também conhecida como Serra da Valéria. Com 152 metros de altitude, esta área é conhecida por apresentar vestígios arqueológicos indígenas, fato que a torna um local mundialmente conhecido e visitado por vários cruzeiros turísticos, anualmente.

O Barco: primeiramente, os alunos foram reunidos em barco de recreio, nas primeiras horas da manhã, onde receberam todas as orientações sobre os procedimentos a serem realizados na excursão, através de roteiros individuais entregues por cada professor responsável por uma disciplina e os procedimentos foram direcionados por bolsista do Programa Residência Pedagógica, que já haviam feito contato com guias locais e selecionado os pontos de visita.

A Interdisciplinaridade: a excursão interdisciplinar teve início com as observações gerais de Biologia, Geografia e Química, que pelo roteiro indicavam as observações à fauna e flora, assim como biodiversidade, espécies endêmicas, ecologia, coleta de água, rochas e solos e ictiofauna; pelo roteiro de História, os alunos deveriam observar e entrevistar moradores sobre os tipos de fósseis encontrados no sítio arqueológico, assim como buscar informações sobre as lendas e história da comunidade e relacioná-las à presença deste sítio no local; seguindo o roteiro de Inglês e Educação Física, os alunos deveriam buscar informações sobre a comunicação entre os moradores locais e os turistas estrangeiros, o uso da moeda estrangeira e como os guias locais aprenderam a se comunicar em outras línguas.

A Excursão: seguindo as orientações dos guias locais, foram visitados pontos turísticos como o sítio arqueológico, a Serra, as encostas íngremes, o lago, as trilhas ecológicas.

Roda de Conversa: finalizando a excursão foi realizada uma roda de conversa, ainda às margens do Lago da Valéria, no final da tarde, diante do lindo pôr do Sol, onde alunos, bolsistas e professores, puderam socializar as observações e experiências vividas e vivencias naquele dia.



3 Resultados e Discussões

A comunidade da Valéria foi escolhida, por ser um local turístico, belo, de notória biodiversidade e bem conhecido na região. Esta excursão proporcionou aos alunos uma vivência extraclasse e fez entender a importância de apresentar essa linha pedagógica para os interessados.

O nível de interesse demonstrado pelos alunos foi elevado, onde os mesmos demonstraram satisfação e curiosidade em todos os locais visitados. Seguindo os passos do guia local e as observações realizadas por professores e bolsistas, os alunos aprenderam de forma contextualizada e divertida, curiosidades e fatos sobre a fauna e flora daquele ambiente, assim como conceitos importantes e muito distorcidos pelo senso comum como: biodiversidade, impacto ambiental, sítios arqueológicos, lendas amazônicas, aprendizagem bilíngue autodidata, foram elucidados e explicados.

Diversas plantas como bromélias, epífitas, árvores, arbustos e samambaias foram objetos de discussão e análise durante a aula de campo. Várias espécies de fungos, como cogumelos e orelhas-de-pau (basidiomecetos e ascomicetos) também puderam ser contemplados (Figura 01). Quanto à fauna, foram visualizados roedores, como cutias, pacas e capivaras, assim como muitas espécies de aves (papagaios, araras, gaviões, pequenos pássaros), quelônios, répteis, lagartos, botos e muitos artrópodes.

Figura 01: Orelhas-de-pau. (Fonte: Keyla Jeane)

Durante a caminhada, a professora de inglês fez algumas observações com os alunos sobre as placas de identificação onde se encontram espalhadas por vários lugares visíveis, com diferentes idiomas pois é uma forma de receber os turistas e visitantes naquele lugar, da mesma forma, o professor de Geografia fez relatos e exposições sobre os tipos de rochas e solos que caracterizam o local, falou sobre a divisão geográfica, altitude e extensão da Serra e também citou a importância do não desmatamento das áreas mais íngremes da comunidade, devido ao risco de deslizamento de terras. Foram feitas várias indagações sobre os assuntos onde o professor esclareceu as dúvidas dos alunos (Figura 02).



Figura 02: Roda de alunos. (Fonte: Keyla Jeane)

Todos estes relatos corroboram com Perinotto, 2008, quando afirma que o turismo pedagógico é um segmento turístico relativamente recente no Brasil, o qual está sendo muito utilizado por instituições de ensino a fim de facilitar e tornar mais interessante a aprendizagem escolar.

No segundo momento, os alunos animados ao finalizar o passeio ao redor do lago da Valéria, foi realizada a subida em uma trilha em direção ao topo da Serra (Figura 03).

Figura 03: Subida à Serra da Valéria. (Fonte: Keyla Jeane)

Chegando ao topo, seguiu-se em direção ao sítio arqueológico, que teve uma breve apresentação do professor de história que falou do local e dos artefatos encontrados, que poderiam ser de uma população indígenas que povoava antigamente aquele ambiente, desenterrou várias peças de cerâmicas com os alunos para demonstrações e explicou de modo geral tudo sobre o assunto. No local é possível observar várias urnas indígenas enterradas (Figura 04).

Figura 04: Sítio arqueológico. (Fonte: Keyla Jeane)

Este tipo de excursão não deixa de ser um tipo de turismo pedagógico e Beni (2002) complementa salientando que o Turismo Pedagógico constitui-se na retomada da antiga prática amplamente utilizada na Europa e principalmente nos Estados Unidos por colégios e universidades particulares, e também adotada no Brasil por algumas escolas de elite, que consistia na organização de viagens culturais mediante o acompanhamento de professores especializados da própria instituição de ensino com programas de aulas e visitas a pontos históricos ou de interesse para o desenvolvimento educacional dos estudantes.

Finalizamos a excursão com uma roda de conversa para socializar e resumir tudo que foi aprendido com as explicações dos professores, relatos de moradores e observações feitas pelos alunos, e assim entender de que forma os alunos absorveram as informações da atividade interdisciplinar que teve como intuito, fazer com que os mesmos tivessem a oportunidade de vivenciar aquilo que já conheciam na teoria.



4 Considerações Finais

Por meio da atividade proposta pelos bolsistas do Residência Pedagógica e professores da Escola Estadual Senador João Bosco, é possível afirmar que os objetivos propostos na excursão interdisciplinar à comunidade da Valéria, foram alcançados.

Assim, o presente artigo demonstra a viabilidade da utilização de excursões ou turismo pedagógico, como estratégia de ensino-aprendizagem e que este pode, mediante um planejamento coerente com um projeto pedagógico escolar, ser uma importante ferramenta estimulando o interesse dos alunos e tornando a aula e a apreensão dos conteúdos mais compreensíveis e dinâmicos.

Apesar das dificuldades muitas vezes relatadas por professores e coordenadores pedagógicos, devido à realidade e as dificuldades encontradas pelos docentes de ensino público tornando difícil esta prática, a mesma apresenta-se muito eficiente e gratificante, valendo a pena o investimento, tempo e dinamismo, desde que seja com planejamento prévio e que envolva vários profissionais, como professores, coordenadores, estagiários, bolsistas, pais e etc.

Essa foi uma nova experiência não só para os alunos e professores assim como para os bolsistas que vem buscando uma real orientação metodológica e didática, ali estão dispostos a encarar e aprender resolver problemas com diferentes personalidades.

Portanto essas excursões contribuem de forma significativa para o desenvolvimento do ensino e aprendizagem dos alunados, e contemplam a contextualização dos conhecimentos e interdisciplinaridade dos conteúdos ministrados pelos professores. Esses passeios didáticos contribuem para os alunos no desenvolvimento da autonomia, criatividade, aperfeiçoamento na elaboração das atividades e percebe-se também que melhora o relacionamento entre os alunos.



Referências

ANDRADE, J. V. de. Turismo, Fundamentos e dimensões. 8. ed. São Paulo: Afiliada, 2004.

ALARCÃO, I. Professores reflexivos em uma escola reflexiva. 8. ed. São Paulo: Cortez, 2011.

BENI, M. C. Análise Estrutural do Turismo. 7. ed. São Paulo: SENAC, 2002.

BERTE, R. Gestão Sócio Ambiental no Brasil: Uma Análise Ecocêntrica. Curitiba: Editora InterSaberes: 2013.

BROSE, M. Metodologia participativa: uma introdução a 29 instrumentos/ (Org.). – Porto Alegre: Tomo Editorial,2001.

FAZENDA, I. C. A. Práticas Interdisciplinares na Escola. 10. ed. -São Paulo: Cortez, 2005.

LUCKESI, C. C. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. 22. ed. São Paulo: Cortez, 2011.

PERINOTTO, A. R. C. Turismo Pedagógico: uma ferramenta para educação ambiental. In: Caderno Virtual de Turismo. v. 8, n. 1, 2008.

Portal 24 horas, Google. Disponível em: https://parintins24hs.com.br/moradores-da-comunidade-da-valeria-encontram-urna-funeraria-revestida-com-ceramica/

Portal da Educação. Disponível em: https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/idiomas/importancia-da-interdisciplinaridade-no-processo-de-aprendizagem/49573

Portal Visit Brasil. Disponível em: http://www.visitbrasil.com/pt/atracoes/serra-da-valeria.html

TOSI, M.R. Planejamento, programas e projetos: orientações. 2. ed. Campinas-SP: Editora Alínea, 2003.







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