ISSN 1678-0701
Número 70, Ano XVIII.
Março-Maio/2020.
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Dicas e Curiosidades

No. 70 - 20/03/2020
6 PONTOS PARA REFLETIR SOBRE ESTE PERÍODO DAS CRIANÇAS EM CASA “QUANDO A ESCOLA FOI PRA CASA”  
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6 PONTOS PARA REFLETIR SOBRE ESTE PERÍODO DAS CRIANÇAS EM CASA

QUANDO A ESCOLA FOI PRA CASA”



Estamos vivendo tempos difíceis, e se está difícil para nós adultos, imaginem para as crianças, então?



Indo direto ao ponto que nos interessa, destacam-se, neste texto, alguns temas relacionados a esta nova rotina, que merecem reflexão e sugerem mudanças para que possamos lidar com esta situação de maneira clara e consciente de que, neste momento, devemos redobrar a nossa atenção para com os pequenos, afinal, por um tempo indeterminado, os lares serão a escola das nossas crianças.



  1. Como é o nosso lar? Nossos lares estão estruturados de forma que nos proporcionem conforto e praticidade, porém, a maioria dos ambientes caseiros não está preparada para servirem de espaços a uma permanência maior das crianças. Ou seja, não são apropriados e nem adequados. Então, a nossa primeira sugestão é a de que se observe bem, com muita atenção, como cada residência está estruturada, uma vez que nossas crianças foram privadas dos ambientes escolares – ambientes estes que são apropriados para o desenvolvimento de atividades que favoreçam aprendizados. Como não contamos, - embora temporariamente – com os espaços escolares, o nosso lar deve e precisa ser transformado, ou adaptado.

  2. Como podemos transformar o nosso lar? Mudar é algo muito difícil para todos nós. Mais difícil ainda é mudar de uma hora para a outra, como nos é exigido, agora, com o que está acontecendo, no mundo todo, neste exato momento. Pois bem. Diante desta situação, garanto que mudar o quanto antes será o melhor a ser feito. Não se trata de fazer mudanças permanentes, nem grandes mudanças – uma vez que a situação é temporária. Podemos começar por: a) Tirar tudo o que pode ser perigoso do alcance das crianças, em todos os cômodos do lar para que elas possam circular livremente e sem maiores perigos como: mesas com pontas – colocar proteção nos cantos; tirar enfeites cortantes ou que podem quebrar; colocar proteção em tomadas; deixar aparelhos longe do seu alcance... b) Se possível, tirar tapetes – para evitar que derramem algo nestes. Se for carpete, pode-se colocar alguma esteira ou tecido mais grosso ou impermeável sobre o mesmo; e cortinas – se são longas, até o chão, prenda-as a uma altura fora do alcance dos pequenos. c) Evite o uso de produtos de limpeza fortes como cera, lustra-móveis, entre outros (prefira os neutros e biodegradáveis), pois estes cheiros podem provocar reações alérgicas e não são recomendados. d) Limite o acesso das crianças a cozinha – cozinha nunca foi e nem será lugar de criança.

  3. Como adaptar o nosso lar para bem atender as crianças: 1) O ideal, neste momento, seria adaptar um cômodo da casa para que este se transformasse em uma escola em miniatura, onde a criança pudesse ler, escrever, desenhar, brincar, e desenvolver outras atividades. Pode ser no quarto, na sala ou varanda – dependendo da casa, lembrando que, mesmo sendo um lar pequeno, o local pode ser adaptado. 2) Ter uma carteira ou escrivaninha com materiais escolares (lápis, lápis de cor, tesourinha, cola, régua...) - podendo ser improvisada com uma caixa grande e banquinhos, ou solicitar emprestado de alguém. 3) Deixar alguns colchonetes no chão para que a criança possa deitar, rolar, brincar. 4) Ter uma caixa com sucata (caixinhas de diferentes embalagens, potes, tampinhas e cacarecos outros que não sejam pontiagudos ou de vidro). A sucata é um rico e barato material pedagógico. 5) Ter um cesto com os brinquedos, um baú ou uma caixa, de acordo com o que você tiver a disposição para acondicionar os brinquedos. 6) Fazer uma mini biblioteca com livros, gibis, revistas. É possível pedir emprestado - caso não os tenham - ou comprar em sebos, tem livros bem baratos e acessíveis. 6) Ter jogos como quebra-cabeças, dominó, cartas, dados. Caso não tenha, há diversas formas de criá-los com materiais que seriam descartados. As crianças podem participar das feituras dos mesmos, elas adoram.

  4. Relaxe com a bagunça, mas não com a limpeza: É hora de deixar o perfeccionismo de lado, uma vez que estamos vivendo momentos de improviso, lembrando que este será passageiro, e quanto melhor soubermos lidar com este período, menos difícil será para todos, principalmente para as crianças. Aos poucos, integre regras de organização, tipo: brincou, terminou, guardou – antes de passar para outra brincadeira – lembrando que na escola também há regras. Outras, as próprias crianças podem criar. Trabalhar com horários também é indicado e existem várias maneiras de se abordar isto com as crianças.

  5. Pense nas crianças em primeiro lugar, pois elas devem estar assustadas e precisam de muita atenção. Fale o mínimo possível do problema que estamos enfrentando, e evite que ela escute noticiários. Leio e ouço muitos adultos dizerem que não podem mais ouvir falar em “...”, eu também estou evitando. É bem melhor. Agir ajuda mais do que falar. Caso o assunto surja por evocação da criança, aí sim, procure sempre responder aos seus questionamentos de forma sucinta, sincera e tranquila. A criança não compreende longas explicações. Na sequência, mude de assunto para algo mais interessante. É uma boa maneira de tirar o foco da criança para este problema.

  6. Tenha paciência redobrada. Ter paciência com crianças não é uma tarefa fácil, porém, na medida em que formos exercitando-a, ela será uma forte aliada para a condução deste período das crianças em casa. As manhas são muito comuns, birras também. O ideal, nestes momentos, é distrair a atenção delas para outra situação, evidenciando como se fosse uma surpresa, um espanto, tipo: “Olha, eu não tinha visto isto ainda!”, e pegue qualquer coisa que esteja ao seu alcance e fique olhando atentamente, até que ela esqueça da birra e fique curiosa. Eu fiz muito isto com meus pequenos e dava certo. Também não adianta discutir ou querer ter razão, pois, na maioria das vezes, as birras não têm um motivo importante, ou é puro cansaço, então, antes de ralhar, ou perder a paciência, tente outras maneiras de desviar a sua atenção. Quanto mais paciência, melhores serão os resultados, melhor será o convívio.

Mudar não é fácil e exige um esforço grande da nossa parte. Estas mudanças podem ser gradativas, de acordo com as possibilidades de cada um. Experimente, tente! Estas mudanças sugeridas vão enriquecer o ambiente das crianças em casa e a convivência poderá ser mais tranquila e prazerosa.



Berenice Adams – Projeto Apoema

Pedagoga especialista em Educação Ambiental

Projeto Apoema

www.apoema.com.br

bereadams@gmail.com





Fonte: http://www.apoema.com.br/criancasemcasa1.htm





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