ISSN 1678-0701
Número 70, Ano XVIII.
Março-Maio/2020.
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No. 70 - 20/03/2020
PERCEPÇÕES DE ALUNOS UNIVERSITÁRIOS ACERCA DE ATIVIDADES DE INTERPRETAÇÃO E EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM JARDINS BOTÂNICOS  
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PERCEPÇÕES DE ALUNOS UNIVERSITÁRIOS ACERCA DE ATIVIDADES DE INTERPRETAÇÃO E EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM JARDINS BOTÂNICOS



Elma Vieira1; Luís DOURADO2





1Doutoranda em Ciências da Educação, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano, Campus Rio Verde, Goiás, Brasil, e-mail: elma.vieira@ifgoiano.edu.br



2Doutor em Ciênicas da Educação, Universidade do Minho, Campus de Gualtar, Braga, Portugal, e-mail: ldourado@ie.uminho.pt





Resumo: Os jardins botânicos são lugares de rara beleza que possibilitam diversas atividades de educação ambiental a todos os tipos de públicos, entre eles o escolar. Nesse sentido, esse estudo teve o intuito de averiguar as opiniões e percepções de dezoito alunos universitários acerca de uma visita de educação e interpretação ambiental em jardins botânicos. Utilizando uma abordagem qualitativa, foram realizadas entrevistas semiestruturadas e posterior análise de conteúdos das respostas. Os resultados mostram que, na opinião dos alunos, apesar de alguns aspetos menos positivos, todos os objetivos de aprendizagem foram atingidos de forma prazerosa e rica de conhecimentos, além de incentivar os estudantes a cuidar e respeitar a biodiversidade.

Palavras-chave: Educação e interpretação ambiental, alunos universitários, jardins botânicos



University students' perceptions and opinions on mediated visits for interpretation and environmental education in botanical gardens

 

Abstract: Botanical gardens are places of rare beauty that enable various environmental education activities for all types of audiences, including schools. In this sense, this study aimed to investigate the opinions and perceptions of eighteen university students about a visit based on education and environmental interpretation in botanical gardens. Using a qualitative approach, semi-structured interviews and subsequent analysis of response contents were performed. The results show that, in the students' opinion, despite some less positive aspects, all learning objectives were achieved in a pleasant and knowledge-rich way. It also encouraged students to care for and respect biodiversity.

Keywords: Environmental education and interpretation, university students, botanical gardens.



Introdução

Os jardins botânicos são atualmente definidos no cenário mundial, como uma área protegida, formada por coleções de plantas cientificamente reconhecidas, documentadas, identificadas, com a finalidade de estudo e pesquisa, sendo acessível ao público, servindo à educação ambiental para a conservação, pesquisa, conservação das plantas e ao lazer (BROMLEY, MCFARLANE, KAPELARI, VOSS, REGAN, BALLARD, VERGOU, DEREWNICKA & WILLISON, 2016a; WILLISON, 2003, 2006)

Entre essas diversas funções definidas para os jardins botânicos, destaca-se a função educativa com ênfase na educação não formal. Esses espaços são importantes centros de Educação Ambiental pois oferecem experiências que podem despertar as mudanças de atitudes necessárias a conservação e preservação do meio ambiente. Ao invés de sala de aula, quadro e giz, o cenário propulsor do aprendizado é a biodiversidade, a aquisição de conhecimentos e mudança de atitudes que provêm da interação entre os participantes, mediador e acervo, em atividades lúdico-didáticas no âmbito prático e reflexivo (BROMLEY, MCFARLANE, KAPELARI, VOSS, REGAN, BALLARD, VERGOU, DEREWNICKA & WILLISON, 2016a; WILLISON, 2003, 2006)

Pela facilidade do contato direto com as plantas, os jardins botânicos são considerados excelentes locais para se desenvolver diversos programas de educação ambiental que complementam os conteúdos escolares de todos os níveis de ensino. Esses programas e atividades de educação e de interpretação ambiental desenvolvidas nos jardins botânicos são multifacetadas, ricos de recursos físicos e botânicos que possibilitam a aprendizagem de conhecimentos diversos sobre a conservação das plantas, mudanças climáticas, ameaças a biodiversidade, contribuindo para conscientizar as pessoas sobre a importância da conservação do meio ambiente, (BROMLEY, et al, 2016a; JOHNSON, 2012; SELLMANN & BOGNER, 2013a; WILLIAMS & BROWN, 2013; WILLISON, 2006).

Para desenvolver os programas de educação e atividades de interpretação ambiental nos jardins botânicos, os educadores ambientais utilizam as trilhas interpretativas, as diversas coleções botânicas, bibliotecas educativas, laboratórios didáticos, jardins sensoriais e temáticos (BROMLEY, et al, 2016a; WILLISON, 2003, 2006).

Considerando todos esses aspetos, esse estudo pretendeu averiguar as percepções e opiniões dos alunos universitários acerca da visita mediada de educação e interpretação ambiental nos jardins botânicos.



Metodologia

O estudo foi realizado nos Jardins Botânicos do Instituto Inhotim, da Universidade de Joinville e no jardim botânico de Brasilia. Foram entrevistados em cada jardim, três alunos de graduação e três de pós-graduação, totalizando dezoito alunos.

No jardim Botânico de Brasília foram entrevistados alunos que fazem graduação em Geografia (A14) e Ciências Ambientais (A13 e A15); Mestrado em Biodiversidade e Conservação (A8 e A9) e Doutorado em Ciências Agrárias (A16).Os alunos que visitaram o Jardim Botânico de Inhotim fazem graduação em Engenharia Ambiental (A10, A11 e A12), Mestrado em Biodiversidade e Conservação (A17 e A18) e Doutorado em Ciências Agrárias (A16). No jardim botânico da Universidade de Joinville foram entrevistados alunos de engenharia ambiental (A4, A5 e A6) e Mestrado em Mestrado em Patrimônio Cultural e Sociedade da disciplina Museologia (A1, A2 e A3).

A entrevista foi realizada após a atividade de educação e interpretação ambiental nos jardins botânicos. As questões abordaram os seguintes temas: como foi apresentação do jardim botânico feita pelos professores antes da visita; como os alunos classificavam o acompanhamento do educador ambiental durante a visita; as razões de acharem que os objetivos de aprendizagem foram atendidos; quais aprendizados eles tiveram e se consideraram que durante a visita houve algum aspeto menos positivo.

Após a transcrição das entrevistas, foi realizada à análise de dados, utilizando-se a análise de conteúdo, que identificou as categorias mais frequentes encontradas nas respostas dos alunos. Bardin (2011) explica que esse tipo de análise, permite organizar, interpretar, codificar e comparar as informações, agrupando-as por semelhança de significado.



Discussão dos resultados

Com o objetivo de averiguar as opiniões e percepções dos alunos universitários sobre a visita ao jardim botânico, iniciou-se a entrevista perguntando se o professor fez algum tipo de apresentação sobre o jardim botânico a ser visitado. Ao análisar suas respostas verificamos que os alunos A4, A5 e A6 responderam negativamente. Pedimos a esses alunos que justificassem suas respostas. A análise de suas respostas permitiu identificar a categoria “atividade surpresa programada pela professora”. Uma das respostas que ilustra essa categoria é a do A4: “não, até por que a gente não sabia que ia vir ao jardim botânico, então a gente veio totalmente despreparado”. Essa categoria é semelhante as opiniões de Bromley, Vergou, Derewnicka, Mcfarlane; Griggs; Krumins, Willison & Measures (2016b) e Willison (2003) ao elucidarem que os professores devem levar em conta os seus próprios objetivos ao realizar uma visita de interpretação em um jardim botânico além de levar em consideração o nível de escolaridade dos alunos, seus interesses e habilidades para garantir experiências interpretativas a nível do grupo. Além disso, é importante ressaltar que esses alunos estudam na universidade onde está localizado o jardim botânico, e, segundo Bennet (2014) e Scoggins (2010) uma das vantagens dos jardins botânicos universitários é a facilidade de acesso, o que possibilita aos professores realizarem visitas a qualquer momento quando tem o objetivo de integrar os conteúdos que estão sendo abordados em sala de aula.

Aos alunos que responderam que o professor fez apresentação sobre o jardim botânico, quisemos saber quais as características dessa apresentação. A análise de suas respostas identificou as duas características: “breve apresentação sobre o Jardim Botânico” e “esclarecimentos sobre os objetivos da visita”.

Relativamente às duas características da apresentação feita pelos professores, identificadas nas respostas de quinze alunos, Rocha e Fachin-Teran (2010), Willison (2003) e Zhai (2016) explicam que para os objetivos de uma visita de educação e interpretação ambiental em jardins botânicos serem plenamente atingidos, antes da mesma é importante que os alunos estejam cientes desses objetivos e de algumas informações sobre o local que será visitado.

Em relação aos alunos que fazem mestrado (A9, A17, A18) e doutorado (A7, A16) é importante ressaltar que eles são orientandos dos professores e não fazem mais disciplinas em sala de aula, estão na fase de pesquisa de campo e escrita. Por essa razão, os professores orientadores não fizeram apresentação do jardim botânico em sala de aula, mas sim uma pequena reunião com eles para esclarecimentos dos objetivos da visita e informações gerais sobre o jardim botânico, como pode ser verificado na resposta da A16: “ela conversou com a gente e explicou que essa visita era para ter um conhecimento maior sobre os jardins botânicos e para aproveitar a experiência e aprender mais sobre o que nós fazemos nas nossas pesquisas.”

Analisando as respostas dos alunos para a categoria “esclarecimentos sobre os objetivos da visita”, constata-se que vão ao encontro das opiniões de Willison (2003). A autora explica que é importante que os alunos estejam conscientes dos objetivos pedagógicos da visita ao jardim botânico, das metas a serem alcançadas e dos benefícios que obterão a longo prazo, para que possam se responsabilizar por seu aprendizado e buscarem as informações acadêmicas que mais lhes interessam.

De seguida quisemos saber como os alunos classificavam o acompanhamento do educador durante a visita, se tinha sido muito bom ou ruim. Todos os alunos responderam que foi muito bom. Estes resultados são similares aos obtidos no estudo realizado por Nascimento, Arruda e Santos (2017) com alunos de todos os níveis escolares. A seguir pedimos aos alunos que justificassem sua classificação. Suas respostas resultaram nas categorias: “conhecimentos técnico satisfatório”, “boa competência na comunicação” e “excelente preparação didática”.

Essas três razões encontradas na análise das respostas dos alunos, vão ao encontro das opiniões de Honig (2005), Willison (2003), Zhai (2016) e Zhai e Dillon (2014). Para esses pesquisadores as características que definem a competência e eficácia de um bom educador ambiental de jardim botânico são conhecimentos variados, saber comunicar os temas abordados de forma didática, segura, criativa e divertida.

Acerca das respostas dos alunos paraa razão “Conhecimentos técnicos satisfatório” verifica-se que são semelhantes as opiniões de Bromely et al (2016b), Willison (2003, 2006) e Zhai e Dillon (2014) sobre a importância dos educadores ambientais terem conhecimentos em várias áreas para atenderem as expectativas de aprendizado de alunos de todos os níveis de ensino. Além disso, relativamente as respostas ilustradas, Ham (2007) explica que as pessoas só acham significativas as coisas com as quais se identificam, por isso, é essencial que a interpretação seja relevante para a experiência pessoal do visitante.

Em relação as respostas que ilustraram a razão “Boa competência na comunicação” pode-se destacar algumas análises importantes. Relativamente ao seguinte extrato da resposta da A13 “...conseguiu integrar todo mundo...e isso é bom quando uma pessoa consegue te prender no que ela está falando...” Honig (2005) defende que um intérprete ambiental de jardim botânico deve despertar o interesse do visitante, captar sua imaginação e assim motivá-lo a aprender mais. Com opinião semelhante Ham (2007) explica que uma interpretação eficiente prende a atenção de qualquer público.

É importante destacar também, referente a resposta da aluna A17: “...teve aquele momento que nós estávamos no meio da mata atravessando aquela pontezinha e ele pediu para gente fechar os olhos e escutar o barulho dos pássaros, da água ...foi muito bom, me senti conectada com aquele lugar...”, algumas opiniões de especialistas em discursos de interpretação ambiental em jardim botânico. Para Honig (2005) trabalhar com sensibilização sensorial seria uma excelente alternativa para conectar os visitantes ao ambiente e promover aprendizado real, pois as atividades sensoriais criam uma conexão difícil de esquecer entre as pessoas e o lugar que visitaram. Uma sugestão de Honig (2005) seria conduzir um exercício auditivo exatamente como a atividade sensorial que o educador fez com essa turma de alunos expressa na fala da A17 no trecho “...e ele pediu para gente fechar os olhos e escutar o barulho dos pássaros, da água ...foi muito bom me senti conectada com aquele lugar...”. É nessa linha de orientação que Zhai (2016) e Zhai e Dillon (2014) explicam que as pessoas só irão se sensibilizar se o educador conseguir cativá-los, e isso só é possível se a comunicação se der de forma interessante e sensitiva.

Acerca da razão “excelente preparação didática”, Honig (2005) e Zhai e Dillon (2014) explicam que não é suficiente que um educador ambiental conheça vários temas, é muito importante também que ele saiba comunicar as mensagens de forma criativa e adequada às características de cada grupo visitante. Com opiniões semelhantes Zhai (2016) e Zhai e Dillon (2014) elucidam que os componentes da narrativa e o uso de analogias tem grande potencial para enriquecer o discurso explicativo dos educadores ambientais. A esse respeito Zhai (2016) argumenta que um educador ambiental precisa ter suficiente conhecimento de pedagogia de modo e ser capaz de proporcionar o aprendizado efetivo que melhore a experiência de aprendizagem dos alunos. Com opinião análoga Ham (2007) e Honig (2005) explicam que em uma caminhada interpretativa o educador ambiental deve ser espontâneo e corresponder às necessidades do grupo sem se afastar do tema proposto pelo professor. Uma resposta que se destaca é a da A2: “...uma linguagem acessível...em alguns momentos ela dizia “...vou tentar falar de uma forma que vocês entendam”, porque sabia que nossa turma não tinha esse conhecimento...”. Analisando essa resposta por uma perspectiva construtivista, Bromley et al (2016a), Zhai (2016) e Zhai e Dillon (2014) eplicam que é muito importante que os educadores ambientais estejam cientes do perfil acadêmico dos alunos que visitam os jardins botânicos para que a experiência interpretativa atinja os objetivos de aprendizado propostos. Por isso, os pesquisadores sugerem que as abordagens dos educadores se concentrem nas concepções prévias que os alunos trazem levando-os assim a assimilar as novas informações. É com essa orientação que Willison (2003) defende que o educador ambiental deve conhecer o perfil dos visitantes e levar em consideração suas experiências acadêmicas.

A par de todas as informações anteriores, quisemos saber dos alunos algumas opiniões sobre aspetos gerais da visita, como por exemplo se gostaram da visita e se que teve algum aspeto menos positivo na trilha interpretativa. Perguntamos, então, se eles gostaram da visita que acabaram de fazer. Todos responderam enfaticamente que gostaram, como pode ser lido na resposta da A8 quando disse: “eu amei, quero ir lá de novo”. Ao serem solicitados a apresentarem algumas razões de terem gostado da visita a análise das respostas dos alunos resultou em cinco categorias: “pela qualidade da intervenção do Educador (a) Ambiental”, “beleza e variedade da exposição das coleções botânicas”, “estrutura do local”, “aquisição de novos aprendizados” e “atividade prazerosa e divertida”.

A razão mais frequente detectada nas respostas de todos os alunos foi “pela qualidade da intervenção do educador (a) ambiental”. O fato dessa categoria ter sido referida por todos os alunos para a pergunta em análise demostra a importância de um trabalho bem feito de interpretação ambiental, como já foi defendido pelos especialistas no tema Bromley et a ( 2016a), Honig (2005), Willison (2003,2006), Zhai (2016) e Zhai & Dillon (2014).

Outra razão identificada nas respostas de onze alunos foi “beleza e variedade da exposição das coleções botânicas”. Analisando as respostas dos alunos para essa razão, percebe-se que vão ao encontro das opiniões de Bromley et al (2016a), Cerati (2010), Honig (2005) e Willison (2003, 2006). Esses pesquisadores explicam que a beleza das coleções dos jardins botânicos é um dos elementos motivadores do aprendizado efetivo dos conteúdos propostos. Além disso, Bennet (2014) lembra que um aspeto subestimado da educação é a estética do ambiente de aprendizagem. Para o autor os jardins oferecem aos alunos uma pausa do ambiente de aprendizagem normal que pode promover concentração, eliminar distrações e inspirar os estudantes. Relativamente a variedade das coleções, expressada na resposta do A7, Bennet (2014) e Scoggins (2010) esclarecem que essa é uma das principais características que motivam alunos universitários a visitarem um jardim botânico.

Foi possível identificar também nas respostas de nove alunos a razão “estrutura do local”. Acerca da razão em análise Bromley et al (2016a) e Willison (2003) explicam que algumas instalações dos jardins botânicos, como as bibliotecas educativas, laboratórios didáticos e as trilhas interpretativas são projetados de forma a possibilitar diversos tipos de atividades de aprendizado para alunos de todos os níveis escolares.

A razão “aquisição de novos aprendizados” foi identificada nas respostas dos alunos do Mestrado em Patrimônio Cultural e Sociedade que fazem a disciplina de Museologia (A1, A2, A3). Relativamente ao trecho da resposta onde a aluna A1 disse: “...que a gente pode articular com nossa área de conhecimento e que nos enriquece e hoje foi um desses momentos, que, embora não esteja diretamente ligada à minha área, mas...” segundo Bromley et al (2016a) e Zhai (2016), analisando essa resposta por uma perspectiva construtivista uma aprendizagem significativa acontece quando o aluno relaciona as novas informações com o conhecimento que já tem. Com opinião semelhante Williams e Brown (2013) explicam que em uma atividade interpretativa no contexto de um jardim botânico, um aluno tem a oportunidade de ver como as disciplinas estão relacionadas umas com as outras e que todas estão envoltas por uma comunidade maior que inclui temas mais específicos, como por exemplo o estudo da biodiversidade.

Outra razão encontrada nas respostas de três alunos foi “atividade prazerosa e divertida”. Em um estudo semelhante Nascimento, Arruda e Santos (2017) encontraram essa categoria nas respostas de noventa e nove por cento dos alunos entrevistados. Relativamente a resposta da A17 “...porque eu acho muito prazeroso estar na natureza, gosto muito de fazer trilha, adoro estar no meio do mato...”, Quave (2014) e Williams e Brown (2013) esclarecem que um jardim botânico para algumas pessoas pode ser uma forma de conexão com a natureza e de sentir sua importância.

A próxima pergunta aos alunos foi se, na opinião deles, os objetivos da visita foram atingidos. Na análise das respostas dos dezoito alunos verificou-se que todos responderam afirmativamente. Quando solicitados a apresentarem as razões dessa afirmativa suas respostas resultaram nas quatro categorias: “pela qualidade da intervenção do (a) Educador (a) Ambiental’, “vivência em ambiente real dos conteúdos da disciplina”, “informações recebidas para os trabalhos acadêmicos” e “informações recebidas para os projetos de pesquisas”.

Acerca da razão “pela qualidade da intervenção do (a) Educador (a) Ambiental” , os investigadores Honig (2005), Willison (2003), Zhai (2016) e Zhai e Dillon (2014), especialistas em interpretação ambiental em jardins botânicos, confirmam essa categoria como uma das principais razões para que os objetivos da visita sejam atendidos. Nessa linha de orientação, em seus estudos Zhai (2016) observou que o discurso do educador desempenha um papel importante para aumentar o envolvimento dos alunos, facilitando assim a construção do conhecimento e a compreensão dos conteúdos abordados durante a atividade interpretativa.

A outra razão identificada nas respostas de doze alunos foi “vivência em ambiente real dos conteúdos da disciplina”. Acerca dessa razão em análise e as respostas dos alunos, os pesquisadores Bennet (2014), Cheang, So, Zhan e Tsoi (2017) e Scoggins (2010) esclarecem que a variedade de plantas dos jardins botânicos contribui eficazmente para os alunos universitários aprenderem os conteúdos das disciplinas além de contribuir com as pesquisas da pós-graduação. Com opinião semelhante Bromley et al (2016a), Cerati (2010), Honig (2005) e Willison (2003, 2006) explicam que os jardins botânicos promovem um ambiente estimulante para os alunos de todos os níveis de ensino explorarem os conteúdos que estão sendo abordados em sala de aula.

Acerca da razão “informações recebidas para os trabalhos acadêmicos”, os pesquisadores Bromley et al (2013, 2016a), Johnson (2005), Sellmann e Bogner (2013a, 2013b), Zhai (2016) e Zhai e Dillon (2014) elucidam que um dos objetivos que as informações adquiridas pelos alunos em uma atividade de interpretação em jardins botânicos podem atender seria para os trabalhos de conclusão das disciplinas. Alguns trechos das respostas anteriores que ilustraram essa razão em análise que expressam esse objetivo é a da A3 no momento que ela disse “... diante do que a gente aprendeu na visita, porquê o nosso trabalho é fazer ...”; na parte que o A6 falou: “...durante a caminhada pela trilha pude anotar algumas informações que dá para utilizar no relatório de visita...”.

Quanto a razão “receber informações para os projetos de pesquisa”, verifica-se que vai ao encontro dos estudos realizados por Bennett (2014), Scoggins (2010) e Truscott (2016). Um dos resultados das pesquisas desses autores é que o principal motivo para os alunos de pós-graduação realizarem visitas aos jardins botânicos é a categoria em análise.

Em uma análise geral dessas quatro categorias em análise, percebe-se que vão ao encontro das opiniões dos pesquisadores Bromley et al (2016a) e Willison (2003). Eles esclarecem que entre as diversas abordagens educativas realizadas em jardins botânicos, a investigação-ação participativa contribui para que os objetivos de um programa interpretativo sejam atingidos. Nesse sentido, para esses pesquisadores além dessa abordagem trabalhar efetivamente os conteúdos curriculares, quaisquer teorias ou hipótese desenvolvidas podem ser validadas ou invalidadas por meio da prática, independente de virem a ser aplicadas posteriormente. Além disso, para Tavares (2015), Zhai (2016) e Zhai e Dillon (2014) essa abordagem promove a motivação, o pensamento crítico e a colaboração o que contribui para a realização efetiva dos objetivos propostos.

De seguida, quisemos saber dos alunos o que eles aprenderam durante a visita. A análise das respostas dos dezoitos alunos resultou nas cinco categorias: ‘importância de respeitar, cuidar e conservar as plantas”, “características de algumas espécies de plantas”, “importância dos Jardins Botânicos para toda a sociedade”, “informações ligadas a pós-graduação” e “informações ligadas a profissão e a pós-graduação”.

Verificou-se que o aprendizado mais frequente encontrado nas respostas de dezesseis alunos foi “importância de respeitar, cuidar e conservar as plantas”. Outros estudos semelhantes que avaliaram esse aprendizado como o mais comum entre os alunos de todos os níveis escolares que visitam jardins botânicos foram os realizados por Ballantyne e Packer ( 2005), Bromley et al (2016a, 2016b), Cheang et al (2017), Honig (2005), Johnson (2012),Sellmann e Bogner (2013a, 2013b), Williams e Brown (2011, 2013), Willison (2003, 2006) e Zhai (2016). Vale ressaltar que esse aprendizado em análise é o principal objetivo e missão educativa (Bromley et al, 2016a; Willison, 2003, 2006) dos programas de educação ambiental desenvolvidos nos jardins botânicos.

A respeito das respostas dos alunos para o aprendizado em análise (importância de respeitar, cuidar e conservar as plantas), uma que se destaca é da A18: “... depois de hoje percebi que precisamos preservar mais essa parte rica que temos e lutar para conseguir preservar nosso Cerrado... precisamos levar essas informações para mais pessoas...”, os pesquisadores Cerati (2010, 2014), e Willison (2006) esclarecem que as atividades interpretativas em jardins botânicos possibilitam aos estudantes e pesquisadores conhecerem seu lugar no ecossistema e explorar formas de reduzir o impacto de todas as pessoas sobre o meio ambiente.

Outra análise que pode ser feita é acerca da resposta do aluno A13: “...aprendi muito a parte da educação ambiental, como é importante, porque foi tão bonito ela falando lá com a gente, bem concisa do tipo “eu sei do que eu estou falando”. Essa resposta referiu mais explicitamente que o discurso dos educadores ambientais foi importante para despertar esses alunos para atitudes mais sustentáveis. É nessa linha de orientação que Honig (2005), Willison (2003), Zhai (2016) e Zhai e Dillon (2014) evidenciam em suas pesquisas a importância do discurso e pedagogia utilizada pelos educadores ambientais dos jardins botânicos. A esse respeito Quave (2014) explica que uma interpretação eficiente cria um senso de conectividade à natureza como uma ferramenta para capturar o interesse do aluno.

Outro aprendizado frequente encontrado nas respostas dos alunos foi “características de algumas espécies de plantas”. Analisando as respostas dos alunos para esse aprendizado, constata-se que vão ao encontro das opiniões de Bennett (2014), Cerati (2010) e Scoggins (2010). Esses pesquisadores explicam que muitas vezes os estudantes aprendem sobre plantas exclusivamente em livros ou laboratórios, o que apesar de serem excelentes fontes de aprendizado, limitam o conhecimento dos alunos. Para uma aprendizagem mais eficaz sobre plantas, os pesquisadores sugerem que as aulas sejam realizadas diretamente nos ambientes naturais, pois a variedade de recursos botânicos amplia as conceções e conhecimentos dos estudantes, como foi expressado nas respostas dos alunos. Com opinião semelhante Bennett (2014) e Quave (2014) elucidam que as coleções botânicas dos jardins podem e devem ser utilizadas para envolver os alunos diretamente com o aprendizado proposto. Entretanto, esses autores explicam que muitas vezes os estudantes podem se afastar de um curso de graduação sem nunca terem visto várias espécies botânicas e compreenderem a importância delas para as pessoas e para o mundo em geral. Bennet (2014) relata em sua pesquisa que ele encontrou dois alunos de pós-graduação que passavam pelo campus universitário e estavam conversando sobre seus projetos de pesquisa quando um deles confessou nunca ter visto a planta que era o objeto de sua tese de doutorado. É nesse sentido que Quave (2014) defende que sem contexto é muito difícil que os estudantes se tornem envolvidos com o mundo das plantas e façam conexões importantes que são necessárias para a integração do conhecimento em sua memória de longo prazo.

Importância dos Jardim Botânico para toda a sociedade” como aprendizado foi encontrado na análise das respostas de nove alunos.Relativamente a esse aprendizado, constata-se que vai ao encontro das opiniões de Bromley et al (2016a, 2016b), Cheang et al (2017), Honig (2005), Sellmann e Bogner (2013a, 2013b), Williams e Brown (2011), Willison (2003, 2006), Zhai (2016). Para eles os jardins botânicos são um dos poucos lugares que permitem uma compreensão ampla das relações sociedade-natureza, além de em alguns aspetos, como as políticas ambientais, influenciarem indiretamente no desenvolvimento social, ambiental e econômicos de toda a sociedade. Alguns trechos das respostas que expressam essas opiniões são os seguintes: “...e o impacto que ele exerce no espaço ao seu entorno e na região...” (A8) e “...nossa, o jardim ė um lugar que mostra tão bem a diversidade que temos no nosso ecossistema e a importância do nosso Cerrado.” (A17).

Continuando a análise, verificou-se que cinco alunos referiram em suas respostas o aprendizado “informações ligadas a pós-graduação”. Esse aprendizado é semelhante as concepções de Bennett (2014) e Quave (2014). Para esses autores as pesquisas nas áreas de botânica, morfologia, fisiologia, anatomia vegetal e etnobotânica podem ser mais bem realizadas em um jardim botânico, uma vez que nesses locais os alunos pesquisadores podem estudar diversas espécies, coletar materiais, descobrir novos compostos de plantas ou novos tipos de atividade biológica.

Verificou-se que dois alunos de mestrado (A2 e A18) e uma de doutorado (A16) deram respostas que se enquadram no aprendizado “Informações ligadas a profissão e a pós-graduação”. Analisando as respostas dos alunos para esse aprendizado, verifica-se que são semelhantes às opiniões de Cheang et al (2017). Esses pesquisadores explicam que durante as visitas de interpretação em jardins botânicos os alunos universitários podem adquirir conhecimentos científicos que podem ser utilizados em suas atividades profissionais.

É interessante ressaltar que além dos aprendizados que os alunos de graduação e pós-graduação podem adquirir nas visitas de um ou dois dias de interpretação ambiental em jardins botânicos, os pesquisadores Bennett (20140, Cerati (2010) e Scoggins (2010) explicam que eles podem ainda desenvolver projetos de pesquisas de médio e longo prazo com fins acadêmicos e ou profissionais.

Em uma análise geral dos aprendizados em análise, percebe-se que vão ao encontro das opiniões de Bromley et al (2016a, 2016b), Tavares (2011, 2015) Willison (2003, 2006) e Williams e Brown (2013). Para esses especialistas em educação ambiental em jardins botânicos, as atividades de interpretação ambiental nesses locais podem revelar-se como um estudo interdisciplinar da importância da conservação da biodiversidade, das disciplinas das áreas de botânica, biologia, ecologia, museologia, história, e muitos outros aprendizados ambientais, sociais e culturais. Por isso, esses pesquisadores ressaltam a importância da utilização de abordagens centradas nos alunos em uma perspectiva construtivista durante as atividades interpretativas como uma forma valiosa de contribuir para ampliar os conhecimentos ambientais e incentivar as mudanças de atitudes conscientes de conservação. Nesse sentido os pesquisadores Derewnicka (2018), Johnson (2012), Moussouri (2018), Sellmann e Bogner (2013a) explicam que os aprendizados realizados em jardins botânicos podem contribuir na solução de problemas cotidianos e nos relacionamentos pessoal e social.

A última pergunta da entrevista foi se os alunos achavam que durante a visita ao jardim botânico teve algum aspeto menos positivo. Analisando as respostas dos dezoito alunos foi possível constatar que a maioria deles, num total de dez responderam que “não teve” nenhum aspeto menos positivo. Uma reposta que ilustra muito bem essa categoria é a do aluno A8: “Olha com um jardim botânico lindo como aquele lá eu não consigo ver nenhum aspeto negativo.”

Relativamente a essa pergunta, o número de alunos que respondeu na pergunta em análise que não teve nenhum aspeto menos positivo corresponde a sessenta por cento. Comparando com o estudo de Nascimento, Arruda e Santos (2017) em que o número de respostas para essa mesma pergunta foi oitenta por cento, percebe-se que tivemos em nossa pesquisa mais alunos insatisfeitos com alguns aspetos da visita ao jardim botânico.

Relativamente aos oito alunos que referiram alguns aspetos menos positivos, solicitamos a eles que descrevessem quais seriam esses aspetos. A análise das respostas resultou em três categorias: “duração da visita insuficiente”, “turma com muitos alunos” e “presença de muitos mosquitos”.

Analisando as respostas dos alunos constatou-se que seis alunos referiram o aspeto menos positivo “duração da visita insuficiente”. Em uma análise comparativa ao estudo de Nascimento, Arruda e Santos (2017) obtivemos um resultado relativamente contrário, pois na pesquisa deles oitenta por cento dos alunos consideraram o tempo de caminhada suficiente e vinte por cento acharam que poderia ter durado mais tempo. Em nossa pesquisa sessenta por cento acharam o tempo curto e quarenta por cento suficiente. Um dado que pode justificar essa diferença de opiniões é que em nosso estudo os alunos são todos universitários e na pesquisa realizado por Nascimento, Arruda e Santos (2017) apenas dez por cento era de nível superior e pós-graduação. Todavia apesar de sessenta por cento dos alunos considerarem o tempo da visita curto, os pesquisadores Rocha e Fachin-Terán (2010) em seus estudos sobre visitas em jardins botânicos, orientam que um tempo ideal para essa atividade seria o máximo de duas horas. No caso desses alunos que estavam percorrendo uma trilha interpretativa, fatores como a intensidade do calor e falta de preparação física ideal, uma caminhada por distâncias mais longas poderia cansar e desmotivar os alunos. Opinião compartilhada por Honig (2005) e Zhai (2016).

Foi identificado na resposta da A13 o aspeto menos positivo “turma com muitos alunos”. A respeito dessa categoria e analisando a resposta da A13 no trecho em que ela disse: “...e não escutava muito bem o que ela falava porque os outros alunos ficavam conversando... ”, os pesquisadores Bromley et al (2016b), Honig (2005), Willison (2003) e Zhai (2016) explicam que um número exagerado de alunos pode influenciar negativamente os resultados de aprendizagem propostos.

O aspeto menos positivo “presença de muitos mosquitos” surgiu na análise da resposta da A3. Em relação a presença de mosquitos, formigas e outros insetos Rocha e Fachin-Terán (2010) e Zhai (2016) esclarecem que isso é muito comum nas visitas de interpretação nas trilhas dos jardins botânicos e cabe aos professores avisarem seus alunos desse inconveniente. Com opinião semelhante Zhai (2016) e Zhai e Dillon (2014) acrescentam ainda que um educador ambiental sempre deve ter em seus pertences repelentes e outros objetos que contribuem para resolver esse tipo de contratempo. Relativamente a reposta da aluna no trecho em que ela disse: “...ainda bem que vim de calça e blusa de manga cumprida...” os pesquisadores Rocha e Fachin-Terán (2010) orientam aos professores que avisem as alunas mulheres para evitarem o uso de saias.

Em uma análise geral das duas últimas perguntas que averiguaram os aspetos menos positivos e as alterações na visita se fosse repetida, relativamente as respostas dos alunos que as ilustraram, os pesquisadores Honig (2005) e Rocha e Fachin-Terán (2010) consideram que essas categorias refletem características que poderiam ser evitadas na fase de planejamento da visita ao jardim botânico. Para esses pesquisadores as trilhas devem ser planejadas de forma a considerar a atividade interpretativa como parte de um processo mais amplo de aprendizagem e não apenas como um evento educativo pontual, pois nessas atividades os alunos têm ricas possibilidades de construírem o próprio conhecimento e buscarem respostas para suas dúvidas, curiosidades e dados para os projetos de pesquisa.



Considerações finais

Relativamente a análise do objetivo proposto do estudo, que foi averiguar as percepções e opiniões dos alunos com a visita aos jardins botânicos, percebe-se que todos eles acharam a atividade prazerosa e rica de conhecimentos. Alguns fatores que possibilitaram essas opiniões podem ser a beleza dos locais e a mediação dos educadores ambientais que souberam explorar variedade de coleções botânicas e as estruturas físicas, incentivando a participação de todos com perguntas, comentários, contando histórias sobre as espécies botânicas, satisfazendo suas curiosidades e interesses acadêmicos, de forma divertida, prazerosa e rica de conhecimentos, contribuído assim para que os objetivos da visita fossem atingidos.

Acerca dos objetivos da visita, identificou-se na maioria das respostas dos alunos de graduação que estão ligados a aprendizagem dos conteúdos em ambiente real e receber informações para os trabalhos acadêmicos. Para os alunos de pós-graduação, são esses objetivos anteriores mais informações para seus projetos de pesquisa.

Em relação aos aprendizados referidos pelos alunos, verifica-se que uma visita de educação e interpretação ambiental em jardins botânicos contribui para despertar o interesse dos alunos no contato com jardins botânicos e a compreensão da importância de respeitar, cuidar e conservar as plantas, contribuindo assim o cuidado com o meio ambiente, além de contribuir com o aprendizado dos conteúdos curriculares e informações para os projetos de pesquisa.

Todavia, acerca dos dois aspetos menos positivos “turma com muito alunos” e “presença de muitos mosquitos” identificados em algumas respostas, é importante ressaltar que mesmo tendo sido referidas por apenas um aluno em cada, precisam ser observadas atentamente pelos organizadores da atividade pois são questões que podem interferir negativamente nos objetivos da visita, nos aprendizados e na opinião positiva dos alunos sobre a atividade.

Em uma análise do objetivo geral do estudo que foi averiguar as opiniões dos alunos universitários acerca da visita de educação e interpretação ambiental aos jardins botânicos, os resultados mostram que, na perspectiva dos alunos, esse tipo de atividade ambiental garante experiências divertidas, prazerosas e ricas de conhecimentos sobre as plantas e a importância de sua conservação.

Recomenda-se às Instituições de Ensino Superior que inclua em seu planejamento pedagógico mais atividades de educação e interpretação ambiental em jardins botânicos como uma alternativa para os alunos vivenciarem experiências acadêmicas que contribuem para aprimorar os conteúdos curriculares e os projetos de pesquisa, de forma prazerosa e divertida.



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