ISSN 1678-0701
Número 72, Ano XIX.
Setembro-Novembro/2020.
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Artigos

No. 72 - 03/09/2020
PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL NAS COMUNIDADES TRADICIONAIS E ESCOLARES DO ENTORNO DO PARQUE ESTADUAL DE ITAÚNAS- CONCEIÇÃO DA BARRA-ES, NO PERÍODO DE 2005 A 2015  
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PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL NAS COMUNIDADES TRADICIONAIS E ESCOLARES DO ENTORNO DO PARQUE ESTADUAL DE ITAÚNAS- CONCEIÇÃO DA BARRA-ES, NO PERÍODO DE 2005 a 2015

Janini do Rozário Conceição1, Thaylane Rafaela Almeida1, Erica Duarte-Silva2



1. Licenciada em Ciências Biológicas, UFES, Campus São Mateus. NPPBIO (Núcleo de Práticas Pedagógicas em Ensino de Biologia). Monitora ambiental do Parque Estadual de Itaúnas e educadora ambiental da Vila de Itaúnas, Conceição da Barra-ES.

2 Professora orientadora. Departamento de Ciências Agrárias e Biológicas. UFES, Campus São Mateus. NPPBIO ((Núcleo de Práticas Pedagógicas em Ensino de Biologia). Doutora em Ciências: Botânica pela UFRGS. E-mail para correspondência: profaericaduartesilva@gmail.com



Resumo: A etnografia é a tentativa de descrição da cultura, Cada comunidade possui seu conceito, sua tradição seu valor, suas vivências e suas raízes. Resgatando a ideia de pertencimento ao lugar e ao mundo em que habita, deixando para trás essa ideia individualista. A pesquisa etnográfica é a que envolve um trabalho de campo. O pesquisador aproxima-se de pessoas, situações, locais, eventos, mantendo com eles um contato direto e prolongado. Este trabalho foi desenvolvido nas escolas das Comunidades, Quilombola do Linharinho, Assentamento Paulo Vinhas e Vila de Itaúnas, situada no município de Conceição da Barra – Espírito Santo, no entorno do Parque Estadual de Itaúnas. O trabalho teve como objetivo Analisar as práticas da educação ambiental já realizadas com comunidades escolares do entorno do Parque Estadual de Itaúnas – Conceição da Barra –ES, no período de 2005 a 2015. A coleta de dados se deu por meio da etnografia da prática escolar: a partir de observações participantes, relatos das experiências da pesquisadora e história de vida da pesquisadora. A análise dos dados ocorreu de forma qualitativa. Como resultados, a pesquisadora relatou as atividades desenvolvidas nas comunidades escolares. A autora também mencionou a importância de trabalhar a educação ambiental nestas comunidades valorizando sua cultura, crenças e valores.

Palavras-chave:Etnografia da prática escolar, Prática-de-Ensino, Ecoturismo, Vila de Itaúnas, Movimento Reforma Agrária



Abstract: Ethnography is an attempt to describe culture. Each community has its concept, its tradition, its value, its experiences and its roots. Rescuing the idea of ​​belonging to the place and the world in which you live, leaving that individualistic idea behind. Ethnographic research is that which involves fieldwork. The researcher approaches people, situations, places, events, maintaining direct and prolonged contact with them. This work was developed in the schools of the Communities, Quilombola do Linharinho, Settlement Paulo Vinhas and Vila de Itaúnas, located in the municipality of Conceição da Barra - Espírito Santo, around the Itaúnas State Park. The work aimed to analyze the environmental education practices already carried out with school communities surrounding the Itaúnas State Park - Conceição da Barra - ES, in the period from 2005 to 2015. Data collection was done through the ethnography of school practice : based on participant observations, reports of the researcher's experiences and the researcher's life history. Data analysis took place in a qualitative way. As a result, the researcher reported the activities developed in the school communities. The author also mentioned the importance of working on environmental education in these communities, valuing their culture, beliefs and values.

Keyword: Ethnography of school practice, Teaching Practice, Ecotourism, Vila de Itaúnas, Agrarian Reform Movement



Introdução

A Educação Ambiental surge como uma intervenção na problemática ambiental, aparecendo para contribuir no fortalecimento da proteção dos conhecimentos tradicionais, através da comunicação dialógica, na qual se procura buscar valores das comunidades locais e assim, ajudar no aperfeiçoamento da convivência entre comunidade-conhecimento e comunidade-pesquisador, através de ações educativas (SILVA et al. , 2005).

É notório que não deve utilizar apenas termos e conceitos ecológicos ao tratar de Educação ambiental, mas aproximar o meio ambiente de suas experiências sociais humanas a fim de sensibilizar os indivíduos, resgatando a história das comunidades inserido no mundo globalizado.

Diante da realidade vivenciada nas comunidades quilombolas (Linharinho, Comunidade do Assentamento Paulo Vinhas- MST e a comunidade da Vila de Itaúnas) nota-se a necessidade de trabalhar a educação ambiental nas escolas básicas, resgatando seus valores culturais e suas crenças.

Vistos que estas comunidades estão localizadas no entorno do Parque Estadual de Itaúnas, e sujeitas a transformações, uma vez que recebem grandes número de visitantes de vários países e regiões, estes trazem consigo nas suas bagagens outros valores e tradições. Mesmo com tantas riquezas culturais e ambientais que os turistas e novos moradores trazem consigo os mesmos ainda apresentam um olhar diferenciado sobre a cultura de Itaúnas, em relação aos seus saberes tradicionais e seu modo de vida.

Dessa forma, é de fundamental importância resgatar todos esses valores, particularmente com os estudantes das comunidades, através da prática da educação ambiental , de acordo com a realidade local de cada comunidade específica, nos seus diversos históricos, espaços e ambientes naturais.

Fundamentação teórica

O mundo moderno vive uma época de grandes transformações sociais, econômicas, políticas e ambientais, que nem sempre são positivas (SOUZA et al.. 2011; REIGOTA, 2017). Juntamente com os progressos técnico-científicos convive-se com a degradação dos recursos naturais e com a extinção de valores humanos, culturas e crenças. Deste modo, a Educação Ambiental surge como uma estratégia para conter esse processo, devido ao cenário de crise contemporânea, que precisa ser pensado, dialogado e colocado em ação (BERNARDES, 2013). A Educação Ambiental, nas suas diversas possibilidades, abre espaço para repensar práticas sociais e desenvolver um conhecimento necessário, para que os indivíduos adquiram uma base adequada de compreensão essencial do meio ambiente global e local, da interdependência dos problemas e soluções, e da importância da responsabilidade de cada um para construir uma sociedade mais justa e ambientalmente sustentável (ANDREOLI, 2019).

Baseado nisso, torna-se importante trabalhar a Educação Ambiental nas escolas das comunidades tradicionais do entorno do Parque Estadual de Itaúnas- Conceição da Barra-ES.

A Educação Ambiental, quando realizada com os estudantes, trabalha sua cultura, valores e tradições. Tudo aquilo que foi adquirido em todo ambiente em que se está inserida. Segundo Diegues e Arruda (2001), esse conhecimento tradicional (cultura, valores e tradições) é descrito por diversos autores e pode ser compreendido como “o conjunto de saberes e saber-fazer a respeito do mundo natural e sobrenatural, transmitido oralmente, de geração em geração”.

Os saberes culturais que permeiam as relações do homem tradicional com o meio ambiente são altamente necessários quando se discute a Educação Ambiental. Devido ao descaso presente em muitos dos ecossistemas da região, devemos buscar nos costumes da cultura tradicional formas de melhorar a qualidade de ensino e sensibilização ambiental das pessoas de um determinado ambiente (SANTANA, 2008).

A presente pesquisa é etnográfica de acordo com ANDRÉ (2005), e, portanto, de caráter exploratório. O valor cultural de uma comunidade é marcado por uma série de eventos praticados no cotidiano, como o plantar, colher, pescar, caçar, preparar uma comida típica, entre outros. Tudo isso são frutos de conhecimentos das gerações passadas, transmitidas para os mais novos.

Baseado no exposto acima destaca-se pelo valor cultural, as comunidades, localizadas no entorno do Parque Estadual de Itaunas – ES, no Norte do Espírito Santo, município de Conceição da Barra. São essas, as comunidades:Vila de Itaúnas; Comunidade Quilombola do Linharinho; e Comunidade do Movimento dos Trabalhadores rurais sem Terra (MST): Assentamento Paulo César Vinhas. As comunidades supracitadas se denominam, respectivamente, como: Itaúnas, Linharinho e Paulo Vinhas. No presente trabalho, a partir desse ponto, também denominaremos as comunidades deste modo.

A Educação Ambiental é de fundamental importância na tentativa de resgatar o sentido de pertencimento dessas comunidades ao espaço em que vivem. Assim, surge a necessidade de estabelecer limites à ação humana externa para evitar sua autodestruição. Faz-se necessário difundir uma nova relação entre os homens e a natureza que privilegie a qualidade de vida juntamente com um desenvolvimento sustentável capaz de gerar uma sadia qualidade de vida para as gerações futuras (SOUZA et al., 2011).

Em termos legislativos no Art. 1º da Lei 9.795 de 27 de abril de 1999 entende-se Educação Ambiental como: “Processos por meio dos quais o individuo e as coletividades constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum de povo, essencial á sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade (ARAÚJO et al., 2019).

A Educação Ambiental é apresenta um papel fundamental nas comunidades tradicionais, pois busca resgatar sua cultura, seu meio, valor, tradição e todo ambiente que estar inserido. Proporcionando a esta uma troca de saberes e conhecimentos adquiridos pelos seus descendentes.

Objetivos

O trabalho tem por objetivo analisar as práticas de educação ambiental já realizadas com as comunidades escolares do entorno do Parque Estadual de Itaúnas, Conceição da Barra, norte do estado do Espírito Santo, no período de 2005 a 2015. Como objetivos específicos, pretende-se analisar as práticas de educação ambiental com as comunidades escolares da comunidade quilombola do Linharinho, Escola pública de Ensino Fundamental da Vila de Itaúnas, e escola do campo de Ensino Fundamental do Assentamento Comunidade Paulo César Vinhas, Movimento Reforma Agrária, Movimento Sem Terra (MST).

Metodologia

O presente estudo foi realizado no entorno do Parque Estadual de Itaúnas, nas escolas das comunidades do Linharinho, Assentamento do MST Paulo César Vinhas e Vila de Itaúnas, no município de Conceição da Barra, Espírito Santo. O período da pesquisa data de dezembro de 2005 a fevereiro de 2016. Sendo que, de dezembro de 2005 a dezembro de 2015, ocorreram as vivências com a comunidade do entorno do Parque Estadual de Itáunas (PEI) uma vez que a primeira autora é moradora da Vila de Itaúnas, monitora do Parque, e educadora ambiental nas escolas das comunidades. De janeiro a junho de 2016 foi conduzido o estudo etnográfico de documentação das práticas de ensino. Os participantes da pesquisa são: colaboradores, professores e estudantes das escolas das comunidades estudadas, e monitores do Parque Estadual de Itaúnas.

A pesquisa é etnográfica de caráter exploratório, baseada nos conceitos de André (2015) e Taddei & Gamboggi (2011). A etnografia é a tentativa de descrição da cultura (ANDRÉ, 1995), Cada comunidade possui seu conceito, sua tradição seu valor, suas vivências e suas raízes. Resgatando a ideia de pertencimento ao lugar e ao mundo em que habita, deixando para trás essa ideia individualista.

A presente pesquisa é qualitativa e a análise de dados será por meio de entrevista não estruturada, o que se caracteriza pela não diretividade, com professores, funcionários das escolas das comunidades citadas acima e monitores do Parque Estadual de Itaúnas. Foram realizados relatos das experiências da primeira autora, como monitora no Parque Estadual de Itaúnas e observação participante(ANDRÉ 1995; TADDEI e GAMBOGGI, 2011).

Todos os participantes da pesquisa receberam um termo de consentimento livre esclarecido, carta de autorização para os alunos e declaração das escolas.

Desenvolvimento

As ações de educação ambiental para cada comunidade são diversificadas de acordo com a demanda local e as necessidades das mesmas. Cada prática desenvolvida trabalha uma temática que proporciona aos moradores e alunos a resgatar suas vivências.

Segundo, Oliveira e Toniosso (2014), a prática ambiental contribui para aprendizagem, utiliza para representações de seus conhecimentos diferentes tipos de interpretações, forma de pensar e agir. Contudo elabora sua formação de conceito a partir de uma compreensão geral sobre fenômenos, seres e objetos, para que, posteriormente, se dirijam à particularização, ou seja, buscarem e receberem detalhes do assunto.

A atividade de educação ambiental contribui na formação de indivíduos com habilidades e atitudes voltadas para a conservação do meio ambiente. Dessa forma resgata seus valores, culturas e conhecimentos.

Trilha Interpretativa no Parque Estadual de Itaúnas-ES

Essa atividade foi realizada, no turno matutino, com nove alunos do 6º,7º, 8º e 9º ano do ensino fundamental da Escola “ Benonio Falcão de Gouvêa”. Foi uma gincana ecológica. Nessa atividade realizarmos um passeio ecológico na Trilha do Tamandaré abordando a importância da preservação dos ecossistemas e da historia local (Figura 1). Com objetivo de preservar a cultura, fauna e a flora regional. Devido ao grande o numero de alunos, o grupo foi dividido em dois. O primeiro grupo participou de uma aula de surfe com a escola de surfe local (Escola de Surfe e Educação Ambiental de Itaúnas). E outro grupo realizou a Trilha do Tamandaré, de maneira interpretativa. Além disso, o grupo como um todo foi motivado a realizar a limpeza do lixo na praia. Uma professora de Ciências de sexto ano participou com os alunos desenvolvendo a seguinte atividade: identificação de espécies vegetais nos diversos ecossistemas visitados: Dunas, Manguezal e Restinga (Figura 1). Trilhas ecológicas também foram utilizadas no estado do Pará (Bioma Amazônia) por Carneiro et al. (2019).

Escola de Surfe

A Escola de Surfe e Educação Ambiental foi criada há um ano por uma moradora recente da Vila de Itaúnas, bióloga de profissão. A Escola de Surfe promove serviço voluntariado com o Parque de Itaúnas e com a Escola local (Benonio Falcão de Gouvêa). Os alunos com melhor desempenho escolar são convidados a participar do curso de Surfe, necessitando manter seu desempenho para permanecer nesse curso.

Oficina de capoeira

Esta oficina foi realizada por um monitor ambiental e um morador da vila de Itaúnas (Instrutor de capoeira). A capoeira é uma das nossas manifestações culturais, ela proporciona para nós um desenvolvimento através da resistência, equilíbrio e habilidades artísticas. Assim essa atividade contribuir para o processo de ensino aprendizagem (Figura 2).

Figura1. Os alunos na trilha interpretativa do Tamandaré. Ecoturismo e Turismo Pedagógico.

Parque Estadual de Itaúnas, Conceição da Barra, Espírito Santo, Brasil.

Oficina de artesanato indígena de cipó

Oficina de artesanato realizado por Paulo Jacó um morador da comunidade em qual recebe

seu nome, seu Paulo é descendentes de indígena em qual preservar suas tradições e cultura. Nesta atividade o instrutor (Paulo) passou as informações adequadas de como produzir artesanatos de cipó, cada participante recebeu uma quantidade de material para confeccionar um vaso de cipó. A duração desta oficina foi de quatro dias pois apresenta uma demanda muito grande, foi desenvolvida com estudantes moradores da Vila de Itaúnas, visitantes e outras pessoas no período de férias.

Figura 2. Oficina de capoeira em parceria com um monitor do parque que pratica capoeira.

Palestra - Tema preservação do ecossistemas

Foi desenvolvido com os alunos do ensino fundamental da E.E.E.F “Córrego do cedro”, localizado no Assentamento Paulo Vinhas,uma Palestra sobre preservação do ecossistema. Com objetivo de conscientizar os alunos sobre o equilíbrio das espécies existente nos ecossistemas e a sua importância para a sociedade.

Mutirão de Limpeza nas Dunas

Essa atividade foi realizada com os monitores do parque estadual, juntamente com a comunidade, onde os mesmo tinham que recolher os lixos encontrados no aterro, nas dunas e na praia, muitas vezes deixado pelos visitantes e moradores. Com objetivo de cuidar, proteger e manter o ambiente limpo. Trabalho similar foi desenvolvido no Parque Nacional da Serra da Bocaina por Roma et al. (2020).

Oficina de dobradura

Oficina realizada com alunos da comunidade da Vila de Itaúnas em período de férias, no Parque Estadual de Itaúnas, nesse período é desenvolvida diversas atividades com os alunos para assim aproveitar de forma educativa as suas férias. Formam reaproveitados folhas e jornais, cada aluno criou sua própria dobradura, alguns tiveram mais facilidades outras apresentaram dificuldades, mas todos conseguiram atingir seus objetivos.

Oficina de sucata

Esta oficina foi realizada com os alunos da escola córrego do Cedro, onde os mesmos criaram seus próprios brinquedos de sucatas, com materiais das suas casas. Os brinquedos foram deixados na escola para outras crianças utilizar (Figura 3).

Confecção de cartaz

Atividade realizada com os alunos da escola Benônio Falcão de Gouvêa, na Biblioteca do Parque Estadual de Itaúnas,onde os mesmos confeccionaram diversos cartazes informativos sobre os ecossistemas local, essa tema foi escolhido pela professora, pois estava trabalhando com eles em sua classe. Esses alunos apresentaram criatividade e clareza com o tema.

Passeata em comemoração a dia água

Em comemoração ao dia da água foi realizada uma passeata com os estudantes da escola Benônio Falcão de Gouvêa, com intuito de informar a comunidade sobre a escassez e o desperdício de água um bem precioso. Cada criança desenvolveu seu cartaz, seu grito de guerra e folder informativo, Para serem entregue nas ruas da Vila de Itaúnas. Foi gratificante ver esses alunos trabalhando essa temática e buscando informações.

Figura 3. Oficina de sucata com os alunos da escola córrego do Cedro

Oficina de papel reciclado

Atividade desenvolvida com os alunos da vila de itaúnas no período de férias, durante a temporada de verão são desenvolvidas diversas atividades com os moradores e alunos da Vila de Itaúnas, além de visitantes. Nesta foi reaproveitado os papeis, logo depois foram colocado em pratica juntamente com as crianças. Onde cada uma confeccionou seu papel.

Pintura livre

A pedida da professora de educação infantil foi realizada uma dinâmica através de musicas, história infantil e desenho livre. Onde contávamos histórias relacionados a natureza,logo depois as crianças ouviram musicas e desenharam. Trabalhar a educação ambiental com a educação infantil é de fundamental importância, pois desde pequenos já crescem com uma consciência ambiental, além das valorizações da sua cultural e tradição.

Figura 4. Mutirão de limpeza nas dunas da praia do Parque Estadual de Itaúnas.

Gincana Ecológica

No mês de junho, em comemoração a semana de Meio Ambiente desenvolvemos uma programação denominada Gincana Ecológica com a E.M.E.F“ Benonio Falcão de Gouvêa”, onde desenvolvemos diversas atividades educativas e recreativas.

Campeonato de Futebol de areia – Gincana ecológica

Esta atividade realizada com os alunos da E.M.E.F “Benonio Falcão de Gouvêa”.Foi desenvolvido um campeonato de surf com intuito de valorizar o turismo sustentável, interagindo a comunidade, escola, esporte. Sendo assim criando bons hábitos de preservação do meio ambiente.

Competição de caiaque e corrida de bicicleta (Gincana ecológica)

Foi realizada no Parque Estadual de Itaúnas, uma Competição de caiaque e Bicicleta com os alunos da escola Benônio Falcão de Gouvêa. Com objetivo de comemorar a semana do meio ambiente, através do esporte e lazer, visando à importância da natureza e a vida dos seres humanos. Vale destacar que o passeio de caiaque no rio Itaúnas é realizada pelo grupo de condutores que realizam atividades de ecoturismo. Segundo Kinker (2002), ecoturismo é o turismo desenvolvido na natureza, visando à conservação do ambiente visitado, seja ele natural ou cultural. Dessa forma conscientizando tanto o turista como a comunidade receptora e o desenvolvimento local e regional integrado.

Figura 5- Campeonato de caiaque no Rio Itaúnas, no perímetro do Parque Estadual de Itaúnas.



Cineminha e oficina sobre a preservação do Meio Ambiente

Foi realizado um cineminha com o tema a preservação do meio ambiente com os alunos do 2º ano da E.E.F. “Córrego do Cedro”. Onde os alunos aprenderam sobre a importância do meio em que vivem como preservar e os impactos causados pelo o homem na natureza. Pois esses impactos têm origem em um processo de mudança e não constituem eventos pontuais resultantes de uma causa específica. Eles são a conseqüência de um processo complexo entre o homem, a comunidade e meios receptores.Assim, o vídeo, o documentário e o filme é uma forma importante de abordar essas questões de conscientização e preservação, para que os próprios moradores não percam suas culturas.



Oficina de peixe com jornal

Foi realizada uma oficina com os alunos da escola Córrego do Cedro, Nesta atividade os alunos confeccionaram seu próprio peixe, reaproveitando o jornal e cartolina, com objetivo de reutilizar, reciclar e minimizar a quantidade de resíduos no ambiente, visando à melhoria da sociedade. A comunidade apresentava um conflito grande em relação a coleta de lixo que era realizada uma vez ao mês, os lixos eram depositados em buracos no fundo dos quitais e muitas vezes eram levados pelo ventos e acaba sujando outros locais, então reaproveitar esses materiais são muito importantes pois, as crianças aprendem a dar valor ao seu lugar

Considerações finais

Baseado neste contexto, desenvolver práticas de educação ambiental nessas comunidades escolares do entorno do parque é fundamental. Em contrapartida, o monitor, educador ambiental e pesquisador em Educação Ambiental, vivenciam a realidade de cada individuo de uma comunidade tradicional, aprendendo e ensinando mutuamente.

Bibliografia

ANDRÉ, M. E. D. A. de. Etnografia na prática escolar. Campinas, SP: Papirus. 2005.

ANDREOLI, V. M., & de MELLO, L. M. A educação ambiental como articuladora dos saberes e fazeres do mar nas escolas do campo das ilhas do litoral do Paraná. Ambiente & Educação, 24 (2), 162-182. 2019.

ARAÚJO, J. E., FERREIRA, R. L., & de CARVALHO, R. C. R. A questão ambiental no Brasil: políticas públicas e estratégias. Meio Ambiente e Sustentabilidade, 13 (7). 2019.

BERNARDES, M.D.R; MARQUES, T. A; MATOS, V.C.. Educação ambiental: um mecanismo de valorização do conhecimento tradicional. Anais do Congresso Brasileiro de Gestão Ambiental, Salvador. 2013.

CARNEIRO, K.M.M.; QUARESMA, B.S.; MATOS, B.A.; COSTA, A.S.; GOMES, P.W.P.; SOUZA, R.F.; CARNEIRO, J.S. Trilha ecológica em espaço não-formal como estratégia de ensino-aprendizagem no município de Abaetetuba, Pará. N. 17. Ano XVII. (Março-Maio). 2019. Disponível em: http://www.revistaea.org/artigo.php?idartigo=3580.

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KINKER, S. Ecoturismo e conservação da natureza em parques nacionais. Campinas-SP: Editora Papirus. 224 p. 2002.

OLIVEIRA, G. C. S.; TONIOSSO, J. P.. Educação ambiental: práticas pedagógicas na educação infantil. Bebedouros, 2014. Disponível em: http://unifafibe. com.br/revistasonline/arquivos/cadernodeeducacao/sumario/31/04042014073822.pdf. Acesso em: 26 de julho de 2020.

REIGOTA, M. O que é educação ambiental? [São Paulo]: Brasiliense, 2017.

ROMA, T. N.; MOREIRA, L.A.; RIONDET-COSTA, D.R.T.; GILLIOLI, L.A. Diálogos de Educação Ambiental não formal: relato de experiência de um mutirão de limpeza em um Parque Nacional. Educação Ambiental em ação. N. 70. Ano: XVIII. (Março-Maio) 2020. Disponível em: http://www.revistaea.org/artigo.php?idartigo=3891

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SOUZA, J. C.M; GONÇALVES, L; SOARES, A. M .D. A. Educação ambiental na recuperação e conservação de recursos naturais: a percepção de assentados rurais no cerrado goiano. Revista de geografia agrária, 6 (11): 312-337. 2011.

TADDEI, R. e GAMBOGGI, A. L. Etnografia, comunicação e meio ambiente. Caderno pedagógico, 8 (2): 09-28. 2011



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