ISSN 1678-0701
Número 72 (volume 19, série 3)
Setembro-Novembro/2020
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No. 72 - 03/09/2020
GESTÃO E GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE EQUIPAMENTOS ELETROELETRÔNICOS EM UMA UNIDADE DA POLÍCIA MILITAR DE SERGIPE E A EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMO INSTRUMENTO NORTEADOR  
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GESTÃO E GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE EQUIPAMENTOS ELETROELETRÔNICOS EM UMA UNIDADE DA POLÍCIA MILITAR DE SERGIPE E A EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMO INSTRUMENTO NORTEADOR



Keeze Montalvão Fonseca da Silva1; Maria do Socorro Ferreira da Silva2



1 Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente – PRODEMA, Universidade Federal de Sergipe – UFS. E-mail: keezefonseca@yahoo.com.br

2 Pós-Doutorado em Geografia. Professora Adjunta do DGE/PROFCIAMB/UFS - Campus de São Cristóvão. E-mail: ms.ferreira.s@hotmail.com



Resumo

O presente trabalho teve como objetivo analisar o processo de gestão e gerenciamento de Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos (REEE) em uma unidade da Polícia Militar de Sergipe situada na zona norte da capital. Para tal execução a pesquisa ancorou-se no método hipotético-dedutivo com base no estudo de caráter qualitativo. Quanto aos procedimentos metodológicos foram realizados pesquisa bibliográfica e documental; pesquisa de campo, com observação sistematizada, entrevista semiestruturada (aplicada com o gestor desta unidade militar) acerca do processo de gestão e gerenciamento dos REEE e das práticas de Educação Ambiental realizadas; organização, tabulação e análise das informações. Os resultados obtidos evidenciaram que esta unidade militar realiza um processo de gestão e gerenciamento de REEE, contudo, sem muita organização e controle no armazenamento dos mesmos, sendo os resíduos divididos em patrimoniados e não patrimoniados. Os resíduos patrimoniados são devolvidos à Secretaria de Estado do Planejamento Orçamento e Gestão (SEPLAG), que após o tramite interno realiza um leilão aberto ao público. Após o leilão, não se sabe a destinação nem a disposição final que é dada a esses resíduos, já que fica a cargo dos arrematantes, conforme dispõe o artigo 9º do Decreto nº 9.373/2018. Ou seja, não há uma fiscalização nem acompanhamento acerca da destinação por parte da secretaria. Os resíduos não patrimoniados ficam na própria unidade até que seja determinado por um superior hierárquico qual será a sua destinação. Nesse sentido, sugere-se a confecção de um plano de gestão e gerenciamento de resíduos patrimoniados e não patrimoniados, conforme preconiza o artigo 9º, da Lei nº 12.305/2010, que trata da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) para melhor gerir tais resíduos. A PNRS também propõe parcerias cooperativas e associações de REEE fomentando o desencadeamento de processos voltados para a logística reversa; e adoção da prática dos 5R’s (reduzir, reutilizar ou reaproveitar, reciclar, repensar e recusar). Contudo, para que se desempenhe as proposituras anteriores, faz-se necessária a sensibilização dos atores envolvidos no processo, por meio da Educação Ambiental.

Palavras-chave: Educação Ambiental; Equipamentos Eletroeletrônicos; Logística Reversa.





Abstract

The present work had as objective to analyze the process of management and waste of Electronic Equipment Waste (WEEE) in a unit of the Military Police of Sergipe located in the north zone of the capital. For such execution, the research was anchored in the hypothetical-deductive method based on a qualitative study. As for the methodological procedures, bibliographical and documentary research was carried out; field research, with systematic observation, semi-structured interview (applied with the manager of this military unit) about the WEEE management and management process and the Environmental Education practices carried out; organization, tabulation and analysis of information. The results obtained showed that this military unit carries out a process of management and management of WEEE, however, without much organization and control in the storage of the same, the residues being divided into assets and non-assets. Patrimonial waste is returned to the State Secretariat for Budget Planning and Management (SEPLAG), which, after the internal procedure, holds an auction open to the public. After the auction, the destination and the final disposition that is given to these residues are not known, since it is the responsibility of the bidders, as provided in article 9 of Decree nº 9,373/2018. In other words, there is no inspection or follow-up on the destination by the secretariat. Unappropriated waste remains in the unit itself until a hierarchical superior determines its destination. In this sense, it is suggested that a management and management plan for patrimonial and non-patrimonial waste be prepared, as recommended in article 9 of Law No. 12,305/ 2010, which addresses the National Solid Waste Policy (PNRS) to better manage such waste. PNRS also proposes partnerships with cooperatives and WEEE associations promoting the development of processes aimed at reverse logistics; and adoption of the 5R’s practice (reduce, reuse or reuse, recycle, rethink and refuse). However, in order to carry out the previous propositions, it is necessary to raise the awareness of the actors involved in the process, through Environmental Education.

Keywords: Environmental education; Electrical and Electronic Equipment; Reverse logistic.





Introdução

A produção e acúmulo dos resíduos sólidos urbanos são resultados do crescimento dos centros urbanos, do desenvolvimento tecnológico e das necessidades humanas. A disposição inadequada desses resíduos gera inúmeros impactos socioambientais em virtude das deficiências nos processos de gestão e gerenciamento.

E dentre esses resíduos que possuem diferentes origens, composições e periculosidades estão os Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos (REEE), os quais quando não são geridos de maneira correta podem trazer uma série de problemas ao meio ambiente. E atrelada à gestão e o gerenciamento de REEE é necessário a prática da Educação Ambiental (EA), no sentido de sensibilização e orientação da sociedade em geral.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Lei nº 12.305/2010, define princípios, objetivos, instrumentos que norteiam a atuação dos gestores para uma gestão integrada e o gerenciamento ambientalmente adequado dos resíduos sólidos, incluindo os perigosos (BRASIL, 2010).

A preocupação com os resíduos sólidos é uma constante, assim, tornam-se prioritárias as ações de gestão e o gerenciamento capazes de minimizar a quantidade desses resíduos no ambiente, trazendo bem estar para a sociedade. Nesse contexto, dentre as saídas para a diminuição na disposição inadequada dos REEE tem-se a prática dos 5R’s atrelada à Educação Ambiental.

política dos 5R’s baseia-se na reflexão sobre as práticas rotineiras da sociedade, rejeitando produtos que gerem consequências para o meio ambiente, bem como contribuir para redução do consumo, reutilização ou reaproveitamento dos objetos e reciclagem dos resíduos sólidos. Ou seja, repensar, recusar, reduzir, reutilizar ou reaproveitar e reciclar.

E a Educação Ambiental deve ser entendida como um pressuposto para um eficiente processo de gestão e gerenciamento ambiental, pois atua como instrumento de sensibilização para as questões ambientais. Nesse sentido, é uma ferramenta capaz de contribuir para evitar o desperdício de materiais nas instituições públicas e privadas, reduzindo a produção de resíduos sólidos, como papel, plástico, vidro e metal (GOES; GUEDES, 2012).

Nesse viés, assim como a sociedade produz REEE a unidade policial em questão também produz para a execução do seu trabalho, sendo os mesmos divididos em patrimoniados e não patrimoniados. A exemplo podemos citar alguns resíduos como computadores de bordo, impressoras, notebook, mouses, ar condicionados, bebedouros de água entre outros. Nesse contexto, esse artigo tem como objetivo analisar o processo de gestão e gerenciamento de Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos (REEE) em uma unidade da Polícia Militar de Sergipe da zona norte da capital sergipana.



Metodologia

O estudo consistiu em uma pesquisa quali-quantitativa, com predominância na abordagem qualitativa, com coleta e análise de dados, realizada em uma unidade militar que se localiza na zona norte de Aracaju/Se.

Para tal execução a pesquisa ancorou-se no método hipotético-dedutivo. Quanto aos procedimentos metodológicos foram realizados levantamento bibliográfico e documental; pesquisa de campo, com observação sistematizada e entrevista semiestruturada (aplicada com o gestor desta unidade militar sobre como ocorre o processo de gestão e gerenciamento dos REEE); organização, tabulação e análise das informações.

Esta unidade em sua rotina laboral trabalha com equipamentos eletroeletrônicos (celulares, equipamento de radiocomunicação, impressoras, computadores, carregadores, mouses, teclados, ventiladores, ar condicionados, cafeteiras, liquidificadores, sanduicheiras entre outros). Mediante isso será analisada como ocorre o processo de gestão e gerenciamento dos resíduos eletroeletrônicos.

Na entrevista semiestruturada considerou-se alguns questionamentos, tais como:

  • Como ocorre o processo de gestão e gerenciamento de REEE na unidade?

  • Existe algum tipo de capacitação técnica para o gestor?

  • O que se faz para a redução do consumo de energia e de materiais descartáveis?

  • Como a unidade pode estimular a conservação ambiental?



Para Gerhardt e Silveira (2009, p. 72) na entrevista, “[...] o pesquisador organiza um roteiro sobre o tema que está sendo estudado, mas permite, e às vezes até incentiva, que o entrevistado fale livremente sobre assuntos que vão surgindo como desdobramentos do tema principal”.

A técnica de análise e interpretação das informações coletadas na entrevista, com o responsável pelo setor patrimonial, juntamente com a observação e a pesquisa bibliográfica, permitiu-se analisar a gestão e o gerenciamento de resíduos eletroeletrônicos desta unidade militar da zona norte da capital do Estado de Sergipe.

Os resultados foram interpretados a partir da análise de conteúdo, pois para Bardin (2006) essa análise consiste no conjunto de técnicas de análise das comunicações, que utiliza procedimentos sistemáticos e objetivos. A intenção da análise de conteúdo é a inferência sobre os assuntos escolhidos visando cumprir com os objetivos propostos.



Gestão e gerenciamento de REEE

A gestão é um processo que envolve um conjunto de ações em busca de soluções para a problemática dos resíduos sólidos. Já o gerenciamento dos REEE envolve etapas destinadas à produção, coleta, transporte, transbordo, tratamento, como por exemplo, a reciclagem, e a disposição final ambientalmente adequada (aterro sanitário) (BRASIL, 2010).

De acordo com o Global E-waste Monitor (2017), em 2016 foram gerados no contexto mundial 44,7 milhões de toneladas de resíduos eletroeletrônicos, e o Brasil foi responsável por 1,5 milhões de toneladas (ONU, 2017).

Em Sergipe, conforme o Plano de Estadual de Coleta Seletiva de 2014, considerando a produção de tonelada por ano (t/ano) analisado houve uma geração de REEE em 2013 de 5.709 t/ano, com estimativas em 2018 de 5.972 t/ano, em 2023 com 6.339 t/ano e para 2033 uma geração de 7.070 t/ano de REEE no Estado (SERGIPE, 2014).

Nesse sentido, para minimizar os efeitos do descarte inadequado dos REEE faz-se prioritária à implementação da gestão e do gerenciamento adequados para garantir a eficiência da logística reversa. Nesse aspecto, em conformidade com a PNRS, a logística reversa é a restituição dos resíduos sólidos ao ciclo produtivo do setor empresarial para servir de insumos para a produção de novos produtos (BRASIL, 2010).

A PNRS ressalta a responsabilidade pelo ciclo de vida dos produtos é compartilhada, ou seja, os fabricantes, importadores distribuidores e comerciantes de agrotóxicos, pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas fluorescentes e produtos eletroeletrônicos com seus componentes, deve haver essa restituição ao setor empresarial (BRASIL, 2010).

Na visão de Poleto e Bressiane (2013, p. 35) “o ato de gerenciar está ligado às ações planejadas e ao desenvolvimento de estratégias e tecnologias em prol da melhoria do funcionamento de algum sistema. O gerenciamento compreende a aplicação de modelos, métodos e técnicas com o objetivo de obter os resultados planejados”.

A Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), nº 05 de 05 de agosto de 1993, reforça a necessidade de se estipular procedimentos mínimos para o gerenciamento desses resíduos, tendo como meta preservar a saúde pública e conservar a qualidade do meio ambiente.

Neste sentido, o Art. 9º da PNRS ressalta que na gestão e no gerenciamento de resíduos sólidos, deve ser observada a seguinte ordem de prioridade: não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento dos resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos. E somado ao Art. 9º tem-se o Art. 33 que determina o sistema de logística reversa:

Art. 33. São obrigados a estruturar e implementar sistemas de logística reversa, mediante retorno dos produtos após o uso pelo consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de:

I – agrotóxicos, seus resíduos e embalagens, assim como outros produtos cuja embalagem, após o uso, constitua resíduo perigoso, observadas as regras de gerenciamento de resíduos perigosos previstas em lei ou regulamento, em normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama, do SNVS e do Suasa ou em normas técnicas;

II – pilhas e baterias;
III – pneus;
IV – óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens;
V – lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista;
VI – produtos eletroeletrônicos e seus componentes (BRASIL, 2010, p. 16).

Nesse contexto, a PNRS estabelece definições, normas, diretrizes, instrumentos com relação aos resíduos sólidos, bem como a responsabilidade compartilhada dos fabricantes e dos consumidores no tocante a logística reversa dos REEE, com o objetivo de proteção à saúde pública e da qualidade ambiental, e da não geração, redução, reutilização, reciclagem e tratamento dos resíduos sólidos, bem como disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos (BRASIL, 2010).

No que concerne ao compromisso compartilhado, a PNRS versa no Art. 3º, parágrafo I, sobre o acordo setorial firmado entre poder público e fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes que possuem a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto (BRASIL, 2010). Ou seja, a coletividade faz parte do processo do compromisso compartilhado, onde cada grupo é responsável por suas ações.

A logística reversa, enquanto instrumento da PNRS, tem efeito imediato na redução dos impactos ambientais, pois diminui a quantidade de substâncias nocivas despejadas em aterros, além de proporcionar reutilização e reciclagem dos materiais. Nesse sentido, deve contribuir efetivamente para reduzir a quantidade de matéria prima extraída da natureza, poupando, desse modo, recursos minerais e energéticos, além de incentivar ações de estratégias de sustentabilidade que unam interesses políticos, econômicos, sociais, culturais e ambientais (MIGUEZ, 2012).

Sendo assim, a logística reversa se apresenta como uma das soluções aos problemas ambientais enfrentados pelo acúmulo dos REEE. Assim, “as pesquisas de logística reversa fazem parte do campo de estudo voltado para a logística de materiais. Ela constitui um processo de retorno dos produtos a cadeia produtiva industrial” (CRUZ et al, 2018, p. 12).

Nesse sentido, se manifesta como uma possibilidade eficaz para a resolução de um conjunto de problemas relacionados à destinação dos REEE. Entretanto, vários são os desafios para que de fato venha a cumprir os propósitos mencionados pela PNRS.

A logística reversa não é apenas o recolhimento dos produtos como também seu gerenciamento até o descarte adequado do mesmo (MIGUEZ, 2012). O gerenciamento dos resíduos é imprescindível para a promoção da qualidade ambiental. Para El-Deir (2014) ao tratar da temática do gerenciamento de resíduos sólidos, não se pode desconsiderar que este assunto por diversos anos se baseou apenas na coleta e afastamentos dos resíduos, uma vez que no início os impactos ambientais eram diminutos e desprezados. Mas com o crescimento das cidades, ficou evidente a necessidade de intervenção a fim de garantir a conservação ambiental.

Entretanto, vários são os desafios que devem ser superados para a gestão e o gerenciamento eficazes de modo que possam contribuir com a logística reversa, tais como: produção e volume; coleta e armazenamentos inadequados; falta de pontos de entrega credenciados; falta de apoio por parte dos próprios fornecedores, importadores e comerciantes; toxidade das substâncias encontradas nos REEE; deficiência na criação e no fortalecimento de cooperativas de catadores; necessidade de programas de Educação Ambiental voltados para todos os envolvidos no processo, inclusive para os consumidores; dentre outras ações.

A Educação Ambiental é entendida como um processo de transformação da coletividade em construir valores, atitudes, habilidades, conhecimentos ligados à conservação ambiental para o uso coletivo da nação (BRASIL, 1999).

No processo de gestão e gerenciamento de REEE a Educação Ambiental torna-se importante, pois é uma ferramenta que pode contribuir com a transformação da realidade, especialmente no que condiz a sensibilização no tocante aos materiais recicláveis e reutilizáveis. Ademais, pode ajudar a orientar e sensibilizar o indivíduo sobre a importância do uso racional dos materiais, ou seja, utilizar um equipamento eletroeletrônico de forma consciente, conservando-o, e evitando ao máximo gastos para a aquisição de um novo equipamento. Nesse viés, com a atitude consciente do indivíduo, o tempo de uso do equipamento eletroeletrônico é prolongado, evitando que ele se torne REEE de modo precoce, reduzindo assim a geração desses resíduos.

Para a introdução de uma gestão e um gerenciamento satisfatório de resíduos é preciso que a população e instituições estejam orientadas e comprometidas a se envolver no processo. Desse modo, é necessário que desenvolvam e fortaleçam projetos de sensibilização e conscientização associadas a implementação de planos de gerenciamento de resíduos, pois se torna urgente a alteração da postura e de comportamento da sociedade e instituições, com relação ao consumo para que se diminuam os impactos socioambientais relacionados ao descarte inadequado dos REEE.

Vale frisar, que a PNRS prevê que a responsabilidade pelo ciclo de vida dos REEE é compartilhada pelos fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e consumidores. Logo a unidade militar em estudo tem a responsabilidade na gestão e no gerenciamento dos REEE patrimoniados e não patrimoniados.

É viável priorizar a Educação Ambiental enquanto instrumento da PNRS e da política dos 5R’s como forma de incentivar a utilização dos equipamentos eletroeletrônicos de forma consciente, reduzindo a geração de resíduos.

Na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), no Estado do Amapá, através do “Documento 73, A Educação Ambiental como Instrumento para a Melhoria da Gestão dos Resíduos Sólidos nas Organizações Públicas e Privadas: Contexto, Legislação e Ações Estratégicas”, de 2012, desenvolveu um programa de gestão e gerenciamento ambiental com a construção de um centro para o processamento do resíduos diários produzidos (GOES; GUEDES, 2012).

O objetivo desse centro de processamento é a redução de materiais diversos nas instituições, sob a premissa da Educação Ambiental como melhoria do ambiente de trabalho e do meio ambiente, através da mudança de comportamento dos servidores. A coleta seletiva e o sistema 5R’s foram implantados como forma de gerenciar e otimizar o uso dos bens materiais e diminuir a produção dos resíduos.



Educação Ambiental como ferramenta na gestão e no gerenciamento dos REEE

A primeira vez que foi utilizada o termo Educação Ambiental foi na Conferência de Educação da Universidade de Keele, em 1965 na Grã-Bretanha, onde a preocupação se centrava na formação do cidadão para ter conhecimento do ambiente total, preocupados com os problemas associados ao espaço que o envolve, motivando-o e envolvendo-o a trabalhar individual ou coletivamente em busca de soluções para resolver dificuldades atuais e prevenir futuros. A Educação Ambiental definida na Conferência de Tbilisi em 1977 é definida como um processo permanente do indivíduo e da comunidade que passam a ter conhecimento sobre o meio ambiente, de forma a torná-los aptos a agir e a resolver problemas ambientais (MANO, PACHECO, BONELLI, 2010).

A Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), no seu Art. 1º, ressalta que Educação Ambiental está atrelada aos, “processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade” (BRASIL, 1999).

Na CF/88 com relação ao meio ambiente, pode-se destacar o Art. 225, onde se preconiza que “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações” (BRASIL, 1988). Conforme preconiza o citado dispositivo, o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado é um direito direcionado a toda a coletividade, sendo imposto ao poder público e a população o dever de promover a defesa e a conservação ambiental. Nesse sentido, dentre os instrumentos para que se tenha um meio ambiente ecologicamente pode-se mencionar Educação Ambiental.

Nessa direção, a Educação Ambiental é uma ferramenta importante no processo da gestão e do gerenciamento do REEE, pois é através da sensibilização e conscientização dos gestores e da sociedade sobre a importância de fazer o descarte dos REEE de forma apropriada, envolvendo todos os segmentos.

Ainda no tocante a PNEA, no seu Art. 3º, V, aborda que “as empresas, entidades de classe, instituições públicas e privadas têm que promover programas destinados à capacitação dos trabalhadores, visando à melhoria e ao controle efetivo sobre o ambiente de trabalho, bem como sobre as repercussões do processo produtivo no meio ambiente”. Entretanto, vale reforçar a necessidade de medidas integradas à gestão e o gerenciamento para que possam receber tais resíduos, como por exemplo, pontos de coletas estratégicos.

Nesse sentido, Rodrigues e Silva (2013, p. 181) reforçam ressaltando que a “Educação Ambiental contribui para formar indivíduos críticos, capazes de entender e também transformar o mundo e a sociedade”. Para Loureiro (2002, p. 40) falar em Educação Ambiental é “[...] afirmar a educação enquanto práxis social que contribui no processo de construção de uma sociedade pautada por novos patamares civilizacionais e societários distintos dos atuais, em que a sustentabilidade da vida e a ética ecológica sejam seu cerne”.

Nesse contexto, a Educação Ambiental está intrinsecamente relacionada à transformação do homem, o seu comportamento, a sua postura, nos cuidados com o ambiente. “É necessário pensar na Educação Ambiental, refletir sobre os processos produtivos, hábitos de consumo, urbanização sem causar impacto, utilizar formas alternativas de produção de energia, dentre outros” (POLETO, BRESSIANE, 2013. p. 09).

Cada um deve pensar em como reduzir sua produção, ser capaz de realizar a gestão e o gerenciamento de seus próprios resíduos domésticos para depois haver a ampliação desta atitude para os resíduos industriais e de outras fontes, pois os fundamentos basilares da Educação Ambiental com relação aos resíduos é a definição dos 3”Rs”: Reduzir, reutilizar e reciclar (POLETO, BRESSIANE, 2013), e na contemporaneidade os 5Rs. Nesse arcabouço, adotar medidas de descarte adequado dos REEE é imprescindível para o processo de gestão e gerenciamento participativos. Entretanto, enfrenta-se um cenário em face aos desafios relacionados aos REEE, de ordem global, nacional e local, todavia, a saída está no comportamento coletivo.



Desafios da Logística Reversa enquanto instrumento de gestão e gerenciamento de REEE

O conceito de logística reversa está baseado na responsabilidade compartilhada do ciclo de vida dos produtos. Neste viés, entende-se por logística reversa mediante a PNRS, Art. 3º, XII,

[...] como instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada (BRASIL, 2010, p. 02).

Neste ciclo de responsabilidade compartilhada, são obrigados a implementar a logística reversa de forma independente do serviço público e de manejo dos resíduos sólidos, os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de agrotóxicos (resíduos e embalagens); pilhas e baterias; pneus; óleos lubrificantes (resíduos e embalagens); lâmpadas fluorescentes e produtos eletroeletrônicos e seus componentes (BRASIL, 2010).

Há diversas definições sobre logística reversa, para Carter, Ellram (1998) é o processo cujas empresas podem se tornar ambientalmente eficientes através do reuso, da redução e da reciclagem. Na visão de Dowlatshahi (2000) a logística reversa é um processo em que um fabricante aceita o retorno de produtos previamente encaminhados, ou partes deles, para reciclar, remanufaturar ou descartar. Para Brito (2004) é o processo de planejamento, implementação e controle de fluxos reversos de matérias-primas, estoque em produção, embalagem e bens finalizados, do fabricante ou distribuidor, até o ponto de recuperação ou ponto para o descarte adequado.

Nesse arcabouço, percebe-se que a definição de Carter, Ellram (1998) está mais voltada para o meio ambiente; na concepção de Dowlatshahi (2000) na ênfase ao gerenciamento físico dos produtos; e Brito (2004) apresenta uma visão geral do processo.

No entendimento de Leite (2014, p. 17),

Logística Reversa é como a área da logística empresarial que planeja, opera e controla o fluxo e as informações logísticas correspondentes, do retorno dos bens de pós-venda e de pós-consumo ao ciclo de negócios ou ao ciclo-produtivo, por meio dos canais de distribuição reversos, agregando-lhes valores de diversas naturezas: econômico, de prestação de serviços, ecológico, legal, logístico, de imagem corporativa, dentre outros.

Na definição de Leite, o autor cita o retorno dos bens de pós-venda e de pós-consumo ao ciclo produtivo. Assim, no estudo em tela deu-se ênfase aos bens pós-consumo por se tratar dos REEE descartados por uma unidade militar de Aracaju/SE.

Apesar da logística reversa ter previsão na PNRS, a sua efetividade ainda se encontra incipiente no Brasil, pois diversos desafios precisam ser ultrapassados para que este instrumento da gestão e do gerenciamento se torne uma prática habitual, e que coadune para as práticas da reutilização, da reciclagem a luz da sustentabilidade, pois os benefícios estão atrelados às suas dimensões social, econômica e ambiental, como se pode observar no Quadro 1.

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Na análise do quadro anterior, percebe-se um enorme ganho positivo quando se realiza o processo de logística reversa, pois empregos são gerados, as associações fortalecidas, diminuição das doenças relacionadas ao manuseio inadequado do REEE e uma maior sensibilização da sociedade a partir da Educação Ambiental, maior aproveitamento de matérias-primas recicladas, além da diminuição do extrativismo dos recursos naturais e aumento da vida útil de aterros sanitários.

Com relação a gestão e ao gerenciamento dos REEE, a logística reversa é um instrumento muito importante da PNRS, entretanto, enfrenta vários desafios expostos por Leite (2014). O primeiro deles é referente aos conflitos de interesses entre as empresas produtoras originais e as de reaproveitamento de resíduos, pois as empresas de reaproveitamento oferecem produtos de qualidade com preços mais baixos. O segundo a divulgação da Lei nº 12.305/2010 que versa sobre a PNRS nos canais de comunicação para o público em geral, o consumidor não está inteirado sobre a PNRS e os agentes que participam da logística reversa estão pouco esclarecidos com relação aos objetivos desta política.

E como terceiro desafio, os custos de transporte devido às distâncias, já que o modelo de transporte brasileiro o que se predomina é o rodoviário. O quarto desafio está relacionado ao reaproveitamento, pois os parques industriais de reaproveitamento (micro ou pequenas empresas) estão distanciados geograficamente e não estão preparados com tecnologia suficiente para a demanda ofertada de REEE.

E o quarto está relacionado aos custos gerais de logística reversa referentes às operações logísticas que estão associadas a três categorias: os custos logísticos contabilizados (que é a adição dos custos com transporte, armazenagens, e sistemas de informações que é peculiar ao canal reverso); os custos logísticos de gestão que opera com indicadores de custos que mudam entre as organizações, como os custos controláveis, de oportunidade, de metas, melhorias entre outros; e os custos poucos visíveis que são inerentes aos riscos envolvendo a imagem da marca e reputação da empresa junto à comunidade (LEITE, 2014).

Para melhor compreensão do processo de gestão e gerenciamento dos REEE será apresentada no próximo item a política dos 5R’s considerada de grande relevância no contexto nacional.



A Política dos 5R’s

A política dos 5 R’s é uma evolução da política dos 3 R’s (reduzir, reutilizar e reciclar), logo os 5 R’s faz parte de um método educativo que objetiva alteração das práticas rotineiras da população. O foco chave é levar as pessoas a repensar suas práticas, diminuindo o consumo excessivo e o desperdício (MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, 2019).

Com a adoção da política dos 5 R’s - reduzir, reutilizar ou reaproveitar, reciclar, repensar e recusar – os benefícios serão visíveis tanto para o ambiente como para a sociedade, pois será através da mudança de hábitos comportamentais, da revisão dos padrões de consumo, que a população contribuirá para a minimização dos resíduos sólidos.

E consequentemente menos extração de matérias-primas, como também a necessidade de descarte dos REEE em pontos de coleta disponibilizados para a população, reduzindo assim os impactos socioambientais gerados.

A intenção da política dos 5 R’s é fazer com que a sociedade desenvolva uma consciência ambiental, com alterações de posturas objetivando melhor qualidade de vida e conservação do ambiente, fazendo com que o homem se sinta como parte integrante do mesmo (SILVA et. al., 2017).

Para Carbone et. al, (2017) os 5 R’s (reduzir, reutilizar ou reaproveitar, reciclar, repensar e recusar) significam:

Reduzir: indica a necessária diminuição da quantidade do que compramos e olhar voltado somente ao necessário; Reutilizar ou reaproveitar: é dar um novo uso para um produto que já foi utilizado; Reciclar: é transformar um resíduo em matéria-prima para outros produtos; Repensar: indica a necessidade de se refletir sobre o modo e quanto consumimos e as consequências para o meio ambiente e a sociedade; Recusar: é dizer não para a compra de um produto quando não se concorda com as suas características e procedência (CARBONE, et. al., 2017, p. 05).

Nas análises do autor reduzir significa limitar a quantidade do que realmente se precisa e repensar se realmente necessita-se, reutilizar um objeto é dar uma nova função ao mesmo, reciclar quando esse mesmo objeto não for mais útil e servir de matéria-prima para um novo objeto e recusar produtos que causem prejuízos ao ambiente e à saúde do homem.

Para garantir a sustentabilidade é necessário colocar em prática a política dos 5R’s que tem o objetivo de minimizar a geração de resíduos, mas para isso o foco também está na mudança comportamental das pessoas, diminuindo o consumo e reaproveitando parte desses materiais, é levar a sociedade a repensar seus valores, sua cultura e pô-la em prática.

O gestor tem papel importante no processo de implantação dos 5R’s para almejar a sustentabilidade. É necessária a inclusão de palestras educativas para que os colaboradores das instituições ponham em prática. Nesse sentido, reduzir o consumo é imprescindível para a diminuição da geração de resíduos no ambiente.

Assim, adotar padrões de consumo sustentáveis como conter o desperdício, reutilizar quantas vezes for possível determinado objeto, diminuição do consumo de água e de produtos descartáveis, como também desligar os aparelhos corretamente, já ajudam para a redução dos gastos.

Para os REEE é interessante que as instituições executem o processo de logística reversa, pois com os resíduos devolvidos ao setor empresarial para a sua inclusão em um novo ciclo produtivo, ajuda na redução dos impactos socioambientais gerados pelo seu descarte inadequado.

A PNRS prevê o retorno dos REEE ao setor empresarial, porém os custos altos com a devolução dos resíduos fazem com que o movimento da logística reversa não aconteça, tornando-se um grande desafio na sua execução.

Para Louredo (2017, p. 01) uma opção para reduzir é “[...] adquirir refis de produtos, dar prioridade a embalagens retornáveis, adquirir produtos a granel, ter sempre sua sacola de compras ao invés de utilizar as sacolinhas de plástico, utilizar pilhas recarregáveis e utilizar lâmpadas econômicas”. E um caminho para os REEE seria o retorno desse resíduo ao setor empresarial através da logística reversa.

O artigo intitulado “Reciclagem do lixo de informática: uma oportunidade para a química”, publicado em 2012, aborda que a reciclagem é uma alternativa que vem sendo estimulada e executada por instituições e governos. É o caminho ecologicamente mais adequado para os REEE. Nesse viés, “reciclar o resíduo eletrônico contribui para a preservação do meio ambiente, além de reduzir a extração de recursos naturais não renováveis como, por exemplo, o cobre, que pode ser recuperado no processo” (GERBASE, OLIVEIRA, 2012, p. 1486-1487).

Para Miguez, 2012, providenciar uma fase adicional aos produtos, ou seja, a reutilização significa que para qualquer período de tempo, haverá o mínimo de produção, o mínimo de resíduos e, quando os resíduos de pós-consumo forem perigosos, como é o caso dos eletroeletrônicos, haverá o mínimo de substâncias perigosas produzidas. Para o globo terrestre, reuso simboliza que menos recursos naturais serão usados, menos energia absorvida e menos contaminação haverá nas três fases do ciclo de vida, que são: extração de matérias-primas, fabricação e descarte/reciclagem (MIGUEZ, 2012).

Ao reutilizar um produto automaticamente amplifica-se a vida útil deste, economizando assim na extração de novas matérias-primas (LOUREDO, 2017). Entretanto, quando este equipamento se torna obsoleto o ideal é que seja descartado em pontos de coletas para que sejam reciclados, ou seja, sofre um processo de transformação para que se obtenha o aproveitamento de parte destes materiais para a produção de novos produtos.

Mas para que isso aconteça é necessário que os indivíduos tenham orientação e sensibilização através da Educação Ambiental por palestras e oficinas com os públicos envolvidos sobre a importância do descarte adequado dos resíduos, e principalmente, dos REEE.

De acordo com a PNRS, a responsabilidade é compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, logo fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e consumidores devem contribuir para a execução da logística reversa, ou seja, “o retorno de produtos, redução na fonte, reciclagem, substituição de materiais, reuso de materiais, disposição de resíduos, reforma, reparação e remanufatura [...]”(STOCK, 1998, p. 20).

Nesta linha de pensamento, depois que se aproveita ao máximo as partes desse REEE, as partes que sobram são consideradas como rejeitos que serão dispostos em aterros, observando sempre as normas operacionais para evitar danos à saúde das pessoas e do ambiente.

Lembrando que o resíduo sólido reutilizável ou reciclável atrela um valor econômico que gera renda para os catadores e recicladores bem como os diversos benefícios na cadeia produtiva. Alkmin (2015, p. 35) reforça que “ao se reciclar qualquer produto se reduz o consumo de água e matéria-prima, além de gerar trabalho e renda para milhares de pessoas”.

Nos países em desenvolvimento os REEE tendem a ser recondicionados e reutilizados na fase pós-consumo, seja porque o equipamento teve seu uso descontinuado ou por apresentar falhas ou substituído por outro (CARVALHO, XAVIER, 2014). Nesse viés, esse equipamento que foi substituído por diversos fatores é considerado um REEE que é diferente de rejeito.

A PNRS diferencia resíduo sólido de rejeito, pois o resíduo sólido é todo material descartado resultante de atividades humanas, cuja destinação final inclui a reutilização, a reciclagem, a compostagem, a recuperação e o aproveitamento energético. E os rejeitos são resíduos sólidos que esgotadas todas as possibilidades de tratamento ou recuperação por processos tecnológicos terão outro caminho, a disposição ambientalmente adequada em aterros (BRASIL, 2010).

O processo de reciclagem é importante para que se minimize a extração dos recursos naturais e que haja a diminuição dos REEE no meio ambiente, haja vista ter uma importância tanto ambiental quanto econômica, pois “[...] as quantidades de metais valiosos são significativas considerando-se, por exemplo, que a concentração de ouro existente na placa circuito impresso é superior à encontrada no minério de ouro bruto” (GERBASE, OLIVEIRA, 2012, p. 1487).

O Repensar significa refletir como os recursos naturais se encontram e a real necessidade de se adquirir um produto, ou seja, exercitar o controle social sobre o consumismo (SILVA, et. al, 2017).

Para Loureiro (2002, p. 40) falar em Educação Ambiental é “[...] afirmar a educação enquanto práxis social que contribui no processo de construção de uma sociedade pautada por novos patamares civilizacionais e societários distintos dos atuais, em que a sustentabilidade da vida e a ética ecológica sejam seu cerne”.

Nesse contexto, a Educação Ambiental está intrinsecamente relacionada à transformação do homem, o seu comportamento, a sua postura, nos cuidados com o ambiente. “É necessário pensar na Educação Ambiental, refletir sobre os processos produtivos, hábitos de consumo, urbanização sem causar impacto, utilizar formas alternativas de produção de energia, dentre outros” (POLETO, BRESSIANE, 2013. p. 09).

Assim, recusar produtos que agridam a saúde do homem e o ambiente colabora para que se tenha um mundo mais limpo (ALKMIN, 2015). Evitar o consumo exacerbado, adquirir apenas o que é necessário, escolher produtos que prejudiquem menos o meio ambiente, são medidas que contribuem para que menos matérias-primas sejam extraídas para a fabricação de novos produtos.

De acordo com o MMA (2019) as vantagens da política dos 5 R’s são: a redução da extração de recursos naturais; redução dos resíduos nos aterros e o aumento da sua vida útil; redução dos gastos do poder público com o tratamento de resíduos sólidos; e redução do uso de energia nas indústrias e intensificação da economia local (sucateiros, catadores, etc).

Os benefícios dos 5 R’s geram trabalho e renda através da reciclagem, há a redução da degradação do meio ambiente e a exploração dos recursos naturais; a redução do consumo de energia; menos poluição das águas, dos solos e do ar; longevidade dos aterros sanitários; diminuição dos custos da produção com a aproveitamento de materiais recicláveis; e a diminuição de custos para as indústrias (SILVA, et. al. 2017).

Adotar medidas de descarte adequado dos REEE é imprescindível para o processo de gestão e gerenciamento. Enfrenta-se um cenário difícil com relação aos REEE, de ordem global, mas a saída está no comportamento coletivo e na responsabilidade compartilhada dos fabricantes pelo ciclo de vida dos produtos que tem o objetivo de promover o aproveitamento dos resíduos, reduzindo a geração dos mesmos, estimulando o desenvolvimento econômico com esses produtos reciclados e impactando menos o ambiente.



Gestão e Gerenciamento de REEE na Unidade Militar em Aracaju

Os assuntos relativos a logística, estatística e administração chama-se 4ª Seção (PM-4), que é gerido por um militar responsável pela gestão e gerenciamento de REEE patrimoniados e não patrimoniados, nesta unidade policial.

Constatou-se que a unidade militar possui dificuldades no processo de gestão e gerenciamento de REEE, especialmente no que condiz a quantificação da produção, controle e armazenamento dos resíduos. É fundamental ressaltar que não há uma capacitação técnica relacionada a gestão e o gerenciamento de REEE para o militar que ocupa o cargo de gestor, pois na unidade não há um critério de seleção para quem vai ocupar este cargo. Ademais, com a frequente rotatividade entre os militares gestores destes resíduos não há um padrão de procedimento a seguir..

No tocante aos REEE em sua maioria são de informática, e estão divididos em resíduos patrimoniados e não patrimoniado, que advêm do serviço administrativo da unidade e podem ser enquadrados nas categorias especificadas no Quadro 02:

O armazenamento é feito de forma simplória, numa sala, sem uma devida organização considerando as categorias (Quadro 02), com predominância do material da categoria linha verde.

Os equipamentos eletroeletrônicos de informática patrimoniados sem funcionamento passam por uma avaliação pelos técnicos militares do Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) para identificar a possibilidade de conserto. Nesse sentido, quando consertados, esses materiais retornam para o uso da unidade. Todavia, se a possibilidade de conserto for inviável, é feita a baixa do equipamento nos registros da unidade, sendo o mesmo encaminhado à SEPLAG – Secretaria de Estado do Planejamento Orçamento e Gestão para posterior leilão. Nesse caso, a coleta é realizada sem uma periodicidade e os materiais são transportados através de veículo de passeio ou caminhão a depender do volume dos REEE.

Como fora mencionado, os REEE patrimoniados são devolvidos à SEPLAG que organiza esses resíduos em lotes para leilão aberto ao público, conforme preconiza o decreto nº 8.666, de 21/06/1993 que institui normas para licitações e contratos da administração pública, no Art. 22, o leilão é considerado uma forma de licitação e no § 5º:

Leilão é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para a venda de bens móveis inservíveis para a administração ou de produtos legalmente apreendidos ou penhorados, ou para a alienação de bens imóveis prevista no Art. 19, a quem oferecer o maior lance, igual ou superior ao valor da avaliação (BRASIL, 1993).

Como se observa, a SEPLAG adota para as instituições públicas do estado a modalidade leilão para o desfazimento de bens móveis inservíveis. O leilão pode ser uma forma de contemplar a logística reversa, pois a mesma envolve um conjunto de ações para a restituição dos resíduos ao setor empresarial para que os mesmos possam ser aproveitados em ciclos produtivos, ou destinação ambientalmente adequada.

Assim em conformidade com o Art. 9º do decreto nº 9.373/18, os arrematantes se responsabilizarão pela destinação final ambientalmente adequada dos bens móveis inservíveis, ou seja, há a transferência de responsabilidade, no caso a unidade militar devolve ao Estado o REEE patrimoniado, que é repassado ao arrematante através do leilão, e não se sabe mais da destinação desses materiais, pois não há uma fiscalização por parte da Secretaria.

Outra opção para o desfazimento de bens móveis públicos inservíveis e solucionando o acúmulo de resíduos, seria a doação que está legitimada através do Decreto nº 8.666/93, no Art. 17, e que tenha um perfil de interesse social. Logo, após feitas as descargas pela unidade para a SEPLAG, o Estado poderia encaminhar esses resíduos para doação a entidades e cooperativas de cunho social, ressaltando que nas cooperativas de catadores de materiais recicláveis certamente esses resíduos retornarão ao ciclo produtivo. Nesse contexto, também é fundamental ressaltar o papel do Estado e dos municípios na efetivação da logística reversa a partir de políticas públicas para essa finalidade como preconiza a PNRS.

E os REEE não patrimoniados continuam no interior na unidade militar até que um superior hierárquico determine o que pode ser feito com esse material. O que pode ser temerário, pois não se sabe a real a destinação dada a esses resíduos.

A unidade faz o controle de redução de energia orientando os militares a desligarem os computadores e apagar as luzes ao final de cada expediente, e imprimir os documentos que forem necessários. E com relação aos materiais descartáveis o gestor orienta que cada militar adote seu copo ou traga o seu.

E com relação aos REEE se patrimoniado segue o trâmite de devolução para a SEPLAG, e os não patrimoniados ficam armazenados no interior da unidade até que um superior hierárquico determine o que será feito com tais resíduos.

Assim, a unidade militar reduz os gastos e contribui com a minimização de resíduos sólidos no meio ambiente, e ao mesmo tempo orienta e sensibiliza através de uma reunião sobre a necessidade dos militares não desperdiçarem materiais, e ao mesmo tempo estimulando a conservação do meio ambiente, de certa forma é o execício da Educação Ambiental.

Nesse viés propõem-se sugestões de inserção de Educação Ambiental para melhorar o estímulo à conservação ambiental, como por exemplo, desenvolver palestras com definições e práticas educativas, estimular a coleta seletiva, a utilização de produtos reutilizáveis e recicláveis, de modo que possa colocar em prática a política dos 5R’s.

Como sugestão de melhorias no processo de gestão e gerenciamento de REEE desta unidade militar propõem-se a confecção de um plano de gestão e gerenciamento que irá ajudar no controle, na organização, armazenamento, quantificação e destinação dos REEE; e parcerias com cooperativas ou associações de catadores de materiais recicláveis, como por exemplo, à CARE – Cooperativa de Agentes Autônomos de reciclagem de Aracaju, COORES – Cooperativa de reciclagem do bairro Santa Maria e programa Cata Treco da EMSURB.

Com essas parcerias certamente haveria uma redução efetiva do acúmulo de REEE não patrimoniado, como também o incentivo à logística reversa, já que haveria o retorno desses resíduos ao seu ciclo produtivo, e assim contribuir para a redução dos impactos socioambientais e para a conservação do ambiente.

Ademais, a PNRS em suas diretrizes prevê a inserção e o fortalecimento de cooperativas e associações de catadores de materiais recicláveis no tratamento dos REEE (BRASIL, 2010). Sendo assim, com a parceria das cooperativas e associações, entende-se a importância de se ter a precisão do que realmente irá acontecer com esses resíduos, ou seja, qual a sua real destinação e a disposição final, já que nesta unidade militar, não há um procedimento padrão sobre essas etapas do gerenciamento de resíduos.

E com uma fiscalização por parte da unidade, certamente ponderar-se-á averiguar se ocorrerá a destinação e disposição final ambientalmente adequadas por parte das cooperativas e associações.

E por ser uma instituição pública, o Ministério do Meio Ambiente através da portaria nº 61, de 15 de maio de 2008, estabelece práticas de sustentabilidade ambiental a entidades vinculadas quando das compras públicas sustentáveis. Nesse sentido, nos processos licitatórios deverão ser observados alguns critérios como a preferência de produtos de menor impacto ambiental; a aquisição de lâmpadas de alto rendimento, com o menor teor de mercúrio; cabos e fios de alta eficiência elétrica e baixo teor de chumbo e policloreto de vinila-PVC; o uso de correio eletrônico; utilização de papel reciclado; a aquisição de produtos e equipamentos duráveis, reparáveis e que possam ser aperfeiçoados; a adoção de práticas corretas de descarte de resíduos, partes e componentes de produtos obsoletos, incluindo, quando necessário a realização de procedimentos licitatórios para descarte desses; medidas de redução de consumo e racionalização de água; utilização de produtos biodegradáveis; capacitações que visem o aperfeiçoamento de técnicos e usuários para o uso mais eficiente dos equipamentos (MMA, 2008).

Através desta portaria, percebe-se que há uma preocupação com o ambiente para que as instituições públicas sigam critérios para práticas sustentáveis, e como resultado, a redução dos resíduos pela boa prática dos equipamentos, o uso devido da água e a utilização de produtos recicláveis, como o papel.

Neste processo, as práticas de Educação Ambiental, numa perspectiva crítica, são fundamentais, pois possibilitará a transformação do indivíduo e da coletividade no tocante ao estímulo a gestão e gerenciamento participativos.

No processo de gestão e gerenciamento dos REEE, é importante o discernimento dos envolvidos quanto a logística reversa, pois estimulará a preocupação com a destinação e disposição final destes resíduos potencialmente tóxicos no ambiente. Outrossim, é necessária uma boa prática quanto ao uso dos equipamentos eletroeletrônicos para que eles tenham uma durabilidade maior de uso, resultando na redução dos REEE gerados na unidade militar pesquisada.



Considerações finais

Depreendeu-se do estudo realizado que os principais fatores que contribuem para que os equipamentos eletroeletrônicos se tornem REEE são os crescimentos dos centros urbanos, a evolução tecnológica, a obsolescência programada e o consumismo. Diante deste cenário de constante geração dos REEE, torna-se necessário uma gestão e um gerenciamento adequados para minimizar os impactos socioambientais, pois o descarte de REEE no ambiente contamina o solo, o ar e água.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos, criada no ano de 2010, traz diretrizes sobre o processo gestão e gerenciamento de REEE, sendo a logística reversa e a Educação Ambiental dentre os instrumentos norteadores.

A unidade militar em questão tem dificuldades no processo de gestão e gerenciamento de REEE por não possuir um plano institucional de gestão que os ajude nas ações operacionais referentes aos resíduos, pois eles encontram dificuldades, especialmente na organização, armazenamento e controle dos tipos e as quantidades de resíduos existentes.

Os REEE patrimoniados da unidade militar são devolvidos à SEPLAG que os direciona para leilão aberto ao público. E os não patrimoniados ficam na unidade até que um superior hierárquico determine o que será feito com eles.

Também não há uma capacitação para o gestor que atua diretamente com os REEE. Contudo este gestor orienta os militares, através de reuniões, para que se tenha uma redução no consumo de energia e no uso de descartáveis e papel.

Propõem-se como sugestão as seguintes estratégias: a capacitação do gestor de REEE desta unidade para melhor gerir e direcionar os resíduos produzidos; a elaboração e implementação de um plano de gestão e gerenciamento de REEE para melhor controle, organização e destinação; inserção de ações de Educação Ambiental, como palestras sobre a temática abordada para os militares da unidade; implantar a coleta seletiva; e por em prática a política dos 5R’s de modo que possa estimular a logística reversa.

Ademais, torna-se prioritário propor parcerias com instituições, cooperativas e associações de catadores que trabalhem com REEE, pois certamente haverá a restituição desses resíduos ao setor empresarial para que os mesmos entrem no ciclo produtivo, ou seja, a prática da logística reversa.



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