ISSN 1678-0701
Número 72, Ano XIX.
Setembro-Novembro/2020.
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Relatos de Experiências

No. 72 - 03/09/2020
CONHECENDO ANFÍBIOS E RÉPTEIS DA MATA ATLÂNTICA/PERNAMBUCO AMEAÇADOS DE EXTINÇÃO - AÇÕES EDUCATIVAS COM ALUNOS DE UMA ESCOLA PUBLICA  
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CONHECENDO OS ANFÍBIOS E RÉPTEIS DA MATA ATLÂNTICA DE PERNAMBUCO AMEAÇADOS DE EXTINÇÃO - AÇÕES EDUCATIVAS COM ALUNOS DE UMA ESCOLA PÚBLICA



Erica Suzan Martins Lima1, Emerson Gonçalves Dias2, Ednilza Maranhão dos Santos3

1 Aluno de graduação em Ciências Biológicas com ênfase em Ciências Ambientais/ Universidade Federal de Pernambuco

2 Licenciado em Ciências Biológicas pela UFRPE

3 Professora da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Departamento de biologia, Laboratório Interdisciplinar de Anfíbios e Répteis, Rua Manoel de Medeiros, s/n, Recife, Pernambuco, CEP 52171-900.



Resumo: Este trabalho traz um contexto relacionado às ações educativas sobre espécies de anfíbios e répteis da mata atlântica ameaçadas de extinção em Pernambuco. As atividades foram realizadas numa escola próximas ao Refúgio de Vida Silvestre Matas de Siriji em 2019. O objetivo foi sensibilizar e contribuir com a conservação da natureza. Um total de 200 discentes participou da ação.

Palavras-Chave: educação ambiental, conservação, diversidade, extinção.

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Abstract: This work brings a context related to the educational actions on amphibian and reptile species of the Atlantic forest threatened with extinction in Pernambuco. The activities were held at a school near the Matas de Siriji Wildlife Refuge in 2019. The objective was to raise awareness and contribute to nature conservation. A total of 200 students participated in the action.



Keywords: environmental education, conservation, diversity, extinction.



Introdução

Em Pernambuco, a mata atlântica abriga uma alta biodiversidade de anfíbios e répteis, embora, lamentavelmente, algumas dessas espécies encontram-se ameaçadas de extinção, principalmente devido à destruição de seus habitats (SEMAS, 2015). Vitt e Caldwell (2013) consideraram que ao mesmo tempo em que descobrimos e estudamos as espécies, também as perdemos em um ritmo incomparável na história, e muito disso estar diretamente relacionado aos diferentes impactos causados pelas atividades humanas. Atualmente para o estado de Pernambuco foram listadas 20 espécies da herpetofauna ameaçadas de extinção, distribuídas entre três categorias: Em Perigo, Criticamente em Perigo e Vulnerável (SEMAS, 2015). Todas essas espécies ocorrem na mata atlântica nordestina, o que torna urgentes ações educativas para conservação, já que esse domínio encontra-se altamente vulnerável (BASTOS et al., 2008; MACHADO et al. 2008).

Na perspectiva de reduzir os problemas ambientais, várias estratégias conservacionistas vêm sendo desenvolvidas, como a criação de Unidades de Conservação (UC), atividades de educação ambiental, recreação ambiental, comunicação científica, pesquisas científicas e planos de ação (NASCIMENTO e ALMEIDA, 2017). Atualmente existe um Plano Nacional de Ação para Conservação das Espécies Ameaçadas de Extinção da Mata Atlântica Nordestina (PAN). Este plano de ação norteia medidas que podem ser utilizadas para auxiliar na conservação, como por exemplo, o incentivo a pesquisa e a educação ambiental, tendo a escola como um espaço essencial para o desenvolvimento dessas atividades com ênfase a popularização da ciência, divulgação científica e sensibilização ambiental (CUNHA, 2017; ICMBio, 2018).

A escola é um espaço social que, considerando a importância da temática ambiental, precisa oferecer meios efetivos para que cada aluno compreenda que a maioria das práticas insustentáveis causadas pelo homem ao meio ambiente, traz consequências e na maioria das vezes, irreparáveis (NASCIMENTO e ALMEIDA, 2017). A importância do cuidado com o meio ambiente no contexto educacional não se limita aos seus aspectos conceituais, mais principalmente na formação cidadã. Por isso, um dos maiores desafios para a educação escolar é demonstrar que as atividades de educação ambiental dentro das escolas podem sim, resultar em mudanças atitudinais positivas (ASCH e SHORE, 1975).

Experiências consideradas exitosas envolvendo o conhecimento dos anfíbios e répteis em escolas foram reportadas nos estudos de Cunha (2017), que explorou o conhecimento prévio dos discentes sobre os anfíbios, através de aulas dialogadas, e atividades lúdicas e posteriormente o conhecimento foi construído evidenciando atividades contextualizadora na vida do aluno. Silva et al. (2017) utilizaram diferentes instrumentos didáticos sobre os anfíbios, que considerou relevante no processo ensino aprendizado, como aula expositiva, jogos e atividades interativas.

As ações educativas voltadas para sensibilização e aprendizado devem ser trabalhadas de forma prazerosa, para que se tenha o conhecimento verdadeiramente construído e atitudes de mudanças estimuladas (SANTOS NARCIZO, 2009). Por isso, incluir projetos que enfatizem a temática ambiental nas escolas é de suma relevância na busca pela conservação (NASCIMENTO e ALMEIDA, 2017), pois, é importante que as crianças aprendam que a responsabilidade de cuidar dos recursos naturais como a exemplo da fauna e flora é de todos (SANTOS NARCIZO, 2009). Encorajar e desenvolver nas crianças um senso de relação com o meio ambiente pode-se traduzir em um comportamento pró-ambiental que segue até a idade adulta (LITTLEDYKE, 2008).

Portanto, considerando essa perspectiva, o objetivo deste trabalho foi promover ações educativas para discentes de uma escola municipal de São Vicente Ferrer, sobre a importância da mata atlântica e os anfíbios e répteis ameaçados de extinção, principalmente aqueles que ocorrem no fragmento de mata atlântica perto da escola. Em sequência, com base nos resultados dos momentos vivenciados, promover a divulgação e popularização da ciência referente as espécies ameaçadas.



Metodologia

O estudo ocorreu em uma escola pública municipal localizada no município de São Vicente Férrer, estado de Pernambuco, há 72 km da cidade de Recife. A escola fica próxima ao Refúgio de Vida Silvestre Matas de Siriji (RVSMS), uma unidade de conservação estadual de mata atlântica e possui como modalidade o ensino regular, pré-escolar (4 e 5 anos), ensino fundamental e EJA – fundamental. Sua estrutura contempla sala de diretoria, sala de professores, cozinha, sala de leitura, banheiro com chuveiro, pátio coberto e cento e seis funcionários.

Inicialmente a escola foi visitada no dia 22 de fevereiro do ano de 2019, onde foi apresentado e acordado com a Gestora a realização das ações educativas nos meses de março e abril do corrente ano, com uma exposição simulando a mata atlântica (peças taxidermizadas, em meio líquido, maquetes, modelos, banners e imagens dos animais), oficinas lúdicas e desenhos, sobre anfíbios e répteis ameaçados da mata atlântica, com ênfase as que ocorrem no RVSMS. A ação aconteceu com os alunos do ensino fundamental que trabalharam o conteúdo em sala de aula ou ainda iam ver o conteúdo, de forma a contribuir/somar com as atividades do professor. Um total de cinco turmas foi envolvido nas atividades, sendo quatro turmas do 7° ano e uma turma do 5° ano (Figura 1).

Figura 1 – Atividades educativas sobre as espécies ameaçadas de anfíbios e répteis da mata atlântica de Pernambuco, com ênfase as que são encontradas do RVS Matas de Siriji no município de São Vicente Ferrer.



A dinâmica foi realizada em cinco momentos, o primeiro foi o acolhimento da turma. No segundo momento, ocorreu uma apresentação de toda a equipe do Laboratório Interdisciplinar de Anfíbios e Répteis – LIAR/UFRPE. Para estreitar os laços entre os estudantes e a equipe foi realizada uma troca de saberes sobre anfíbios e répteis, seguindo orientação de CUNHA (2017). Posteriormente, uma breve explicação expositiva sobre a importância da Mata atlântica foi feita em forma de conversa, estimulando o protagonismo através da fala dos discentes. Os elementos que foram incluídos para compor o cenário foram utilizados como material didático para auxiliar o ensino durante as atividades.

No terceiro momento, os estudantes se dividiram em grupos pequenos para visitarem as bancadas, com auxílio de um guia/monitor. Foram dispostas seis bancadas, cada uma contendo material dos grupos taxonômicos envolvendo os anfíbios e répteis. No quarto momento, os alunos foram todos convidados a sentarem reunidos em um tapete para uma conversa sobre a importância dos animais e da gravidade do processo de perda das espécies ameaçadas no meio ambiente. Imagens das espécies ameaçadas de extinção da mata atlântica de Pernambuco, principalmente aquelas que ocorrem próximo ao RVCMS, foram exibidas e compartilhadas durante o processo.

No quinto momento, os alunos foram convidados a desenhar alguma das espécies que mais gostaram, e materiais como lápis de cor, de cera, hidrocor, desenhos para pintar e folhas de papel A4, foram disponibilizados. Também foi incentivado que os estudantes escrevessem uma mensagem sobre o tema vivenciado.

Com base no sucesso das ações vivenciadas na escola, sentiu-se ainda mais a necessidade de organizar um guia lúdico para crianças sobre as espécies ameaçadas, para disponilizar para outras crianças e auxiliar gestores de unidade de conservação e educadores nas ações de conservação e sensibilização ambiental. Com isso foi feito um guia como um instrumento didático, com a finalidade de comunicação científica, popularização da ciência, atingindo uma das metas estabelecidas pelo PAN (Plano de Ação Nacional, ICMBio 2016).

A Confecção do livro didático seguiu orientações de Moreira et al., (2019) e contou com desenhos feitos pelos estudantes à mão com giz de cera, lápis de cor, caneta colorida e papeis. Posteriormente, as imagens foram digitalizadas, vetorizadas e o livro foi diagramado e no final foi apresentado para toda escola.



Resultados e Discussão

Um total de 200 estudantes, do quinto e sétimo anos do fundamental, participou da ação. Foi marcante o interesse e a curiosidade durante todas as atividades. A forma como a sala de aula foi organizada simulando o cenário da Mata atlântica com as peças de animais e modelos dispostos, chamou muito atenção dos estudantes, porém, foi evidente o medo e o asco em relações a algumas espécies (ex. sapos). Geralmente eram os meninos que mostraram maior interesse e queriam saber mais sobre os bichos.

No momento da explicação geral, os estudantes demonstraram muito interesse em conhecer sobre a vida dos animais. A maioria sabia como era o cenário de uma floresta e a importância da mata atlântica para todos os seres vivos. O fato de ser uma novidade na escola, o formato das atividades (espaços livres, peças, tapetes, imagens, diálogos e brincadeiras) contribuiu com uma maior interação e interesse dos estudantes, como também dos educadores que estavam acompanhando a ação.

Já em relação aos animais, assim como no trabalho de Azevedo Coelho et al., (2018), a maioria das crianças presentes não sabiam da importância dos anfíbios para a cadeia alimentar, bem como a importância da herpetofauna, no geral, para manutenção da mata atlântica. Não sabiam explicar o porquê e como que essas espécies poderiam trazer tantos benefícios para a floresta e consequentemente, para nós, seres humanos. Após a exposição, 100% dos alunos puderam reconhecer através da fala, da escrita nas mensagens e nos desenhos que a informação foi absorvida e contextualizada. Alguns deram depoimento de arrependimento em relação ao que já fizeram negativamente para com algumas daquelas espécies, e outros, afirmaram que a partir daquele dia, não iriam mais deixar que fizessem nenhuma “maldade para com os animais”.

Quanto ao conteúdo sobre espécies ameaçadas, grande parte das crianças sabia do conceito e citaram alguns animais ameaçados, incluíram mamíferos e aves, e sabiam também das causas e consequências da extinção, para a nossa surpresa, considerando ser um ponto bem relevante. Entretanto, elas não conheciam nenhuma das espécies da herpetofuna ameaçada, possivelmente devido a falta de conhecimento e divulgação científica sobre os animais desse grupo. Outro ponto é que nos livros didáticos, bem como nos materiais utilizados pelos professores não há nenhuma citação de espécie da herpetofauna ameaçada (com.pess).

Após aula dialogada e as atividades lúdicas, as crianças receberam a proposta para desenhar, algumas não quiseram, alegaram não saber, preferindo ilustrar animais de traços fáceis ou pintar o material disponibilizado sobre as espécies. Algumas espécies mais desafiadoras para a confecção do desenho, como a Hypsiboas exastis, foram escolhidas por estudantes que tinham maior habilidade para o desenho. Ocorreu uma maior escolha para desenhar serpentes, possivelmente devido a ser um animal que desperta curiosidade, mas também pela facilidade no traço (ex. Bothrops bilineatus). Os bichos contemplados com mais de um desenho, eram animais que possuíam uma coloração mais chamativa, mais escura, que facilmente se distinguia do ambiente (ex. Dipsas sazimai, Chiasmocleis alagoana, Gastrotheca fissipes), foram em sua totalidade, animais mais fáceis para desenhar e colorir. Agalychnis granulosa, por exemplo, que é a espécie ameaçada na lista internacional, nacional e estadual (MACHADO, 2008; SEMAS, 2015) foi uma das mais escolhidas pelos alunos.

Cento e trinta e cinco desenhos foram feitos pelos alunos e todos colocados na exposição, desses, foram escolhidos vinte e oito desenhos, sendo dezoito de anuros, dois desenhos de lagartos e oito de serpentes, representando as 20 espécies ameaçadas de anfíbios (n=13) e répteis (n= 7) da mata atlântica de Pernambuco (SEMAS 2015; Figura 1). Além disso, as crianças deixaram algumas frases sobre o que acharam da ação, do sentimento gerado após conhecer um pouco sobre os animais e também sobre a importância da mata atlântica: “Cuide dos animais”, “Não briguem com eles nunca mais.” e “Proteja os animais, pois precisamos deles para viver” “ cuida das matas” foram algumas das frases relatadas após a exposição.

Para compor o material de divulgação científica sobre as espécies ameaçadas, organizamos as imagens e desenhos para pintar, elaboramos alguns jogos (memória, caça palavras) e desafios para entretenimento e fixação do conteúdo, seguindo sugestões de Moreira et al., 2019, esses autores evidenciaram que as atividades lúdicas e escolha de diferentes linguagens favorecem o aprendizado de maneira atrativa e agradável.

Ao analisar todos esses momentos de vivência pedagógica, percebe-se a importância do fazer ciência estimulando o olhar investigativo, a valorização dos saberes na construção do conhecimento, a ludicidade e o protagonismo de forma contextualizada. A escola como uma instituição de construção de saber e de formação cidadã, teve ter o compromisso com as questões ambientais e o trabalho em rede de partilha de informação entre a escola, a universidade e a gestão de Unidade de Conservação pode ser um caminho para as ações acontecerem.

Figura 2. Alguns dos desenhos das espécies ameaçadas de anfíbios e répteis da mata atlânticaselecionados, criados pelos estudantes, São Vicente Ferrer, Pernambuco.a- Hypsiboas exastis (Caramaschi & Rodriguez, 2003),b- Hypsiboas freicanecae (Carnaval & Peixoto, 2004),c- Chiasmocleis alagoanus (Cruz, Caramaschi & Freire, 1999), d- Phylodytes edelmoi (Peixoto, Caramaschi & Freire, 2003), e- Gastrotheca fissipes (Boulenger, 1888), Gastrotheca fissipes (Boulenger, 1888) f- Physeleemus caete (Pombal & Madureira, 1997), g- Frostius pernarnbucensis (Bokerrnann, 1962), h- Gastrotheca fissipes (Boulenger, 1888), i- Agalychnis granulosa (Cruz, 1989), j- Gastrotheca pulchra (Caramaschi & Rodrigues, 2007), k- Stenolepis ridleyi Boulenger, 1887, Erythrolamprus reginae (Linnaeus, 1758), l, q – Lachesis muta (Linnaeus, 1766), m- Echinanthera cephalostriata Di Bernardo 1996, n, o- Drymoluber dichrous (Peters, 1863), p- Strobilurus torquatus Wiegmann, 1834, r- Dipsas sazimai Fernandes, Marques e Argôlo, 2010,e s- Bothrops bilineatus (Wied, 1821).

As frases escritas no verso da folha do desenho pelos estudantes foram distribuídas em três categorias: conservação e preservação do meio ambiente, exposição e sentimento de vida (Quadro 1), o que fica evidente que ações educativas como essas podem, além do processo ensino aprendizagem, trabalhar a cidadania e o respeito pelos animais.

Quadro 1 – Sentimento de alguns alunos da escola do município de São Vicente Ferre, após a exposição “O incrível mundo dos Anfíbios e Répteis com ênfase nas espécies ameaçadas de extinção.

Categorias

Frases escritas

Conservação e Preservação

Estudar os animais ajudam as pessoas a conviver melhor com eles” - C.S., 12 anos; “Muito legal saber que esses bichos são muito importantes para a Mata Atlântica!” - H.; “Precisamos conservar a natureza e os animais.” - V.A.; “Compaixão com os animais, não brigue com eles nunca mais!” A.; “Proteja os animais pois precisamos deles para sobreviver.” - A.B.; “Nunca despreze os animais, eles são muito importantes para nós e para a natureza.” - J.V. e “CUIDAR É AMAR!” - K.V, 12 anos.

Exposição

Essa atividade foi muito legal!” - J.V; “Eu achei a aula muito divertida e legal. Adorei.” - K.N; “Eu gostei muito da aula pois aprendi sobre a importância dos bichos.” - P.

Sentimento pessoal

Foi muito massa!” - G.S. / “Eu aprendi muito com essa aula, foi legal aprender sobre esses animais.” - I.M. e “Estudar os animais é muito bom.” - M.J.

O material de divulgação científica resultou em um livro editado e publicado (http:www. editora.ufrpe.br/sapos, jias, calangos e serpentes) e socializado para toda escola. A obra possui 51 páginas, conta com informações gerais sobre as espécies, além de jogos, desenhos para pintar e curiosidades (Figura 2). O Miolo foi organizado dividindo os grupos por nome popular, ex. sapo, jia, calango e serpente e entre cada divisão foi inserido imagens, desenhos dos estudantes de cada espécie bem como informações com uma linguagem mais acessível. As atividades interativas foram escolhidas para familiarizar as crianças com as espécies, podendo funcionar como um exercício de revisão do conteúdo, fazendo com que o leitor volte na página que contém informações sobre a espécie para relembrar onde aquele animal vive, por exemplo. Todo esse material foi apresentado para os estudantes em um momento de retorno a escola, bem como a outras escolas do município e a gestão da unidade de conservação RVSMS.

Figura 3. Livro Sapos, Jias, Calangos e Serpentes ameaçados de extinção – mata atlântica de Pernambuco e suas principais divisões. a – capa, b- ex das páginas do miolo do livro, c- jogos e d- desenhos para pintura.

Bibliografia

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BASTOS, R. P. Preservar sapos e rãs. Revista UFG, v. 9, n. 4, p.1-5, 2008

CUNHA, R. G. Alfabetização ecológica usando os anfíbios anuros em espaços educativos. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Educação e Ensino de Ciências na Amazônia da Universidade do Estado do Amazonas – UEA, 86pp, 2017.

ICMBio - Avaliação do estado de conservação da herpetofauna no Brasil. Disponível em: <http://www.icmbio.gov.br/ran/o-que-fazemos/avaliacao-da-herpetofauna.html?showall=1&limitstart=> Acesso em: 27 de mar. de 2018.

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MACHADO, A. B. M., DRUMMOND, G. M. e PAGLIA, A. P. Livro vermelho da fauna brasileira ameaçada de extinção (v.2) 2008. Ministério do Meio Ambiente. (Biodiversidade, n°19)

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SILVA, P. A. B., DO NASCIMENTO, L. P., DA SILVA, L. O. A Corrida dos Anfíbios: brincando e aprendendo sobre a biologia de Amphibia no Ensino Fundamental. Lat. Am. J. Sci. Educ, v. 4, p. 22089, 2017.

VITT, L., CALDWELL, J. P. Herpetology: an introductory biology of amphibians and reptiles. Academic Press, 2013.





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