Somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos. Eduardo Galeano
ISSN 1678-0701 · Volume XXIII, Número 94 · Março-Maio/2026
Início Cadastre-se! Procurar Área de autores Contato Apresentação(4) Normas de Publicação(1) Entrevistas(1) Educação(1) O Eco das Vozes(1) Saber do Fazer(1) Reflexão(2) Para Sensibilizar(1) Dinâmicas e Recursos Pedagógicos(6) Divulgação de Eventos(13) O que fazer para melhorar o meio ambiente(1) Sugestões bibliográficas(1) Reportagem(2) Dicas e Curiosidades(2) Soluções e Inovações(1) Educação e temas emergentes(4) Ações e projetos inspiradores(22) Notícias(34) Iniciativas Empresariais Sustentáveis(1) Doações(1)   |  Números  
Conteúdo educacional sem propagandas
Esta publicação é um projeto educacional elaborado de forma voluntária. Doando qualquer quantia, você estará criando uma conexão genuína com esta publicação, minimizando custos de confecção e manutenção da revista. Ajude-nos a continuar transformando vidas. Muito obrigada!
Ações e projetos inspiradores
16/03/2026 (Nº 94) MURALHA DE ÁRVORES DE 8 MIL QUILÔMETROS É VISÍVEL DO ESPAÇO E ESTÁ SENDO PLANTADA POR 11 PAÍSES PARA CONTER AVANÇO DO DESERTO
Link permanente: http://revistaea.org/artigo.php?idartigo=5636 
  

MURALHA DE ÁRVORES DE 8 MIL QUILÔMETROS É VISÍVEL DO ESPAÇO E ESTÁ SENDO PLANTADA POR 11 PAÍSES PARA CONTER AVANÇO DO DESERTO

Iniciativa continental quer restaurar 100 milhões de hectares e mudar a vida de milhões de pessoas no Sahel

 Gabriel Dias - 25 de fevereiro de 2026

Foto: Divulgação/Pexels/Akil Mazumder

Uma faixa verde com cerca de 8 mil quilômetros de extensão atravessa o continente africano do Oceano Atlântico ao Mar Vermelho com um objetivo ambicioso: conter o avanço do deserto do Saara e recuperar áreas degradadas no Sahel.

A iniciativa, conhecida como Grande Muralha Verde, reúne 11 países e busca transformar a realidade ambiental e social da região.

Lançado em 2007 pela União Africana, em parceria com a Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD), o projeto tem como meta restaurar 100 milhões de hectares até 2030, sequestrar 250 milhões de toneladas de carbono e criar 10 milhões de empregos verdes.

Apesar do nome, não se trata de uma linha contínua de árvores. O modelo evoluiu para um mosaico de intervenções, adaptado à realidade de cada país.

Senegal, Mauritânia, Mali, Burkina Faso, Níger, Nigéria, Chade, Sudão, Eritreia, Etiópia e Djibuti desenvolvem ações como recomposição de vegetação nativa, recuperação de pastagens e manejo sustentável do solo.

A região do Sahel enfrenta secas recorrentes, aumento de temperatura e irregularidade nas chuvas, fatores que reduzem a produtividade agrícola e ampliam a insegurança alimentar. Estima-se que 250 milhões de pessoas vivam em áreas afetadas pela degradação ambiental.

Até o momento, balanços indicam a restauração de dezenas de milhões de hectares, embora os números variem conforme a metodologia utilizada. Em 2021, foram anunciados 19 bilhões de euros em compromissos financeiros para acelerar o projeto.

Com prazo até 2030, a Grande Muralha Verde é considerada uma das maiores iniciativas de restauração ambiental do mundo, combinando metas climáticas, recuperação de terras e impacto socioeconômico.

 Gabriel Dias  - Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

Fonte: https://bitily.me/195Gu





Ilustrações: Silvana Santos