ISSN 1678-0701
Número 64, Ano XVII.
Junho-Agosto/2018.
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14/06/2018PROJETO MEIO AMBIENTE: A RECICLAGEM COM ALUNOS DA EDUCAÇÃO INFANTIL NA CIDADE DE SÃO PAULO  
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PROJETO MEIO AMBIENTE: A RECICLAGEM COM ALUNOS DA EDUCAÇÃO INFANTIL NA CIDADE DE SÃO PAULO

Alex Sandro Tomazini¹



1 Mestre em Educação, Universidade Brasil, alextomazini@bol.com.br



RESUMO

Nosso projeto apresenta algumas orientações teóricas referentes à Educação Ambiental no contexto escolar da Educação Infantil, visando proporcionar metodologias de exploração aos problemas ambientais orientados por princípios, valores e habilidades necessárias aos educandos para resolver problemas em especial à reciclagem do lixo. Além dessa discussão, abordaram-se as questões ambientais do século XXI e as oito metas do milênio para a qualidade de vida. Iniciou-se comentando sobre a Educação Infantil numa abordagem ambiental, em seguida A Educação Infantil conhecendo a importância do tratamento do lixo, suas classificações, causas e consequências e por fim a reciclagem do lixo como um exemplo de cidadania, dando dicas rápidas de como explicar esse tema ao aluno da Educação Infantil, bem como alguns materiais e sua decomposição e reciclagem.

Palavras-chave: Meio ambiente; Reciclagem; Educação Infantil.

INTRODUÇÃO

Veremos no decorrer desta pesquisa o que era feito anteriormente e o que é feito hoje em relação ao lixo para a preservação do ambiente e para a qualidade de vida. Além disso, será visto também o que é necessário para que as atividades de tratamento do lixo venham a contribuir no desenvolvimento eficaz tanto nacional como globalmente falando. O lixo que era encarado como desprezível e irrecuperável agora é visto com outros olhos até mesmo como uma fonte de renda para certos grupos de pessoas, através da reciclagem.

O meio ambiente constitui um dos temas transversais propostos pelos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN (1997), e introduz nas salas de aula um tema cada vez mais atual. Para o educador o tema não se restringe ao ambiente físico e biológico, mas também as relações sociais, econômicas e culturais. Muitos defendem a ideia de que o tratamento do lixo através de alguns processos, como por exemplo, a reciclagem é uma das saídas para o reaproveitamento do lixo é um gerador de emprego e que a conscientização global terá um resultado favorável para todos. Muitos trabalhos foram desenvolvidos e aperfeiçoados através do material produzido através deste tema que é a importância da reciclagem para a educação infantil.

A principal justificativa de nosso trabalho é poder agregar valores e fornecer alternativas e novas propostas de desenvolvimento para a criança e isto faz parte de um grande e minucioso estudo e pesquisa que levará um bom tempo para que se chegue a um patamar mais aceitável; todavia, tentaremos dar uma noção daquilo que está ao nosso alcance e que é possível melhorarmos esta situação através da conscientização ecológica e da reciclagem e reaproveitamento daquilo que chamamos de lixo. Objetiva-se mostrar às crianças que cada uma deve contribuir fazendo sua parte descartando seus detritos em locais próprios, mostrando assim, que os educandos da educação infantil têm importante contribuição para a preservação do meio ambiente. Mostrar como o aluno da educação infantil pode contribuir para que nossa cidade seja mais limpa, evitando poluições e enchentes, colaborando assim para a preservação do meio ambiente.

A ideia aqui apresentada é a de fazer com que as crianças não sejam apenas figuras inativas neste processo; mas sim peças fundamentais deste grande projeto social para que fiquem tão ligadas e envolvidas com o que estarão fazendo, que coloque na ação a responsabilidade, o compromisso e o prazer, além de mostrar também que o meio ambiente, assim como a qualidade de vida, é um elo integrador entre o cidadão e a sociedade.

Nosso propósito é levar as crianças cuidados básicos como não jogar papéis, embalagens e diversos tipos de materiais nas ruas, córregos, praças, etc. O separar materiais para a reciclagem, conhecendo os diversos tipos de materiais. Partir da ideia de que a educação deve formar integralmente seus alunos transmitindo ensinamentos para a vida, não somente conteúdos. Um trabalho educativo necessita compreender discussões sobre o meio ambiente a partir da educação infantil. 

As discussões sobre o meio ambiente e da qualidade de vida mostram que vários estudiosos e pesquisadores do passado já se preocupavam com o aspecto cultural das nações em relação ao lixo acumulado e não tratado. À medida que o tempo foi passando, não só ocorreram grandes desequilíbrios neste ambiente, mas também, uma grande produção de lixo, os quais têm tampado bueiros entulhando rios, contaminado o solo e causado também uma grande poluição atmosférica.

Muitas coisas ficaram para trás como o trabalho de conscientização e investimentos e incentivos por parte do governo no que diz respeito a projetos de melhorias e pesquisas. Além disso, veremos como o tratamento e seleção do lixo contribui no desenvolvimento consciente da sociedade de hoje e das novas gerações.

Devido ao grande número de projetos e obras consideradas mais importantes e urgentes por parte do governo e pela passividade e a falta de informação da sociedade, será pesquisado o porquê os projetos do meio ambiente e da qualidade de vida não são priorizados e tratados como deveriam ser. Veremos como a informação e a conscientização de cada um é tão importante quanto a ação no tratamento da problemática que é o lixo e sua reciclagem.

Neste contexto, nossa pesquisa teve como propósito mostrar o índice do impacto ambiental e como deve ser trabalhado o tema na educação infantil. Pretendeu-se mostrar que a questão da preservação do meio deve estar embutida na educação ambiental que, por sua vez, tem de estar além das paredes da escola.

A metodologia utilizada para a realização deste projeto foi estritamente qualitativa, utilizando-se de revisão de literatura em obras pertinentes ao assunto abordado. Optou-se por este método, pois uma boa investigação científica requer um arcabouço teórico que só pode ser obtido em uma bibliografia composta de obras de referência e trabalhos recentes sobre a matéria. Utilizamo-nos de diversas fontes bibliográficas, além de pesquisas em revistas e internet, sobre assuntos que abordassem o tema em desenvolvimento sobre o meio ambiente e a reciclagem.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 

A Educação Infantil deve contribuir para a autoformação da criança, ensinar a assumir a condição humana, ensinar a viver e ensinar como se tornar cidadão, que é definido em uma democracia por sua solidariedade e responsabilidade em relação à sua pátria, enfocar o fato de pertencermos a terra. Assumir a identidade terrena é vital atualmente, pois o desenvolvimento e enraizamento desta consciência é que permitirá o fortalecimento, por múltiplos canais e em diversas regiões do globo, de um sentimento de religação intersolidariedade, imprescindível para civilizar as relações humanas e a cidadania ambiental.

É preciso enfatizar que a visão do mundo hegemônico em nossa sociedade, com seus conceitos de natureza e de homem, não se afirmaram porque era melhor ou superior. Aceitar essa tese só teria sentido se fosse ignorado que muitas dessas questões já haviam, no passado, sido levantadas por uns e sufocadas, silenciadas e oprimidas, por outros.

Com os avanços científicos da humanidade, a capacidade de exploração e utilização do meio ambiente pelo homem cresceu. Em contrapartida, cresceu também a velocidade com que o homem consegue destruir e degradar o meio ambiente. Desde nossos ancestrais, dos primeiros primatas ao moderno homo sapiens, o homem viu-se a necessidade de interagir com o meio ambiente, de forma a retirar da natureza toda espécie de recursos necessários à sua sobrevivência, desde alimentos até energia.

No início dos tempos, nada mais era necessário ao homem do que conseguir alimentos para sua manutenção diária, em atividade que buscava tão somente sua subsistência, não sendo o homem capaz de provocar maiores danos à natureza. Com os avanços da ciência e tecnologia, as necessidades do homem transcenderam a mera busca de alimentos e artefatos de proteção, incluindo-se nas necessidades do homem a busca de recursos naturais que pudessem nutrir sua necessidade por um fator que marca radicalmente a capacidade destrutiva do homem, a energia. Sem dúvidas, os procedimentos adotados pelo homem para produzir energia estão entre os maiores destruidores e modificadores do meio ambiente.

Imagine toda a mudança e destruição do meio ambiente necessária para a construção e ativação de uma usina hidrelétrica. Construção de barragens, mudanças de cursos de rios, desmatamento de florestas, instalação de geradores, turbinas, condutores de energia, etc.

Não  é apenas a alta tecnologia que devasta o planeta, a exploração de minas e principalmente garimpos na busca por pedras preciosas, carvão, metais e ouro, desertificaram diversas regiões do planeta. A própria exploração do solo de maneira errada pode transformar uma simples atividade agrícola em um ato capaz de destruir o meio ambiente, através do esgotamento dos recursos minerais necessários ao plantio pela falta de adubação, rodízio de culturas, ou até mesmo pelo mal uso de terras na pecuária, não esquecendo evidentemente do uso indiscriminado de queimadas por agricultores no desmatamento.

Após alguns séculos de destruição e devastação, dando-se ênfase ao século XX, onde a evolução tecnológica deu-se em velocidade elevada, o homem a partir dessas transformações vem mostrado preocupação com o meio ambiente; elaborando normas que permitam sua utilização, porém evitando sua total degradação e destruição, fato este que na atualidade do século XXI, traz a tona manchetes e discussões sobre o tema Meio Ambiente, sobretudo, num trabalho de conscientização a partir da Educação Infantil.

Apesar de muitas críticas às propostas dos PCNs, salienta-se que os conhecimentos pertinentes à questão ambiental estão bem estruturados e contribuem para a formação dos educandos onde estimulam “uma consciência global das questões relativas ao meio, para que possam assumir posições afinadas com os valores referentes à sua proteção e melhoria” (BRASIL, 1997. p. 47). Os educandos aprenderiam a reconhecer fatores que produzem o real bem estar, desenvolver o espírito crítico de críticas às induções do consumismo e senso de responsabilidade e de solidariedade no uso dos bens comuns e recursos naturais de modo a respeitar o ambiente e as pessoas da comunidade.

A educação ambiental nasceu com o objetivo de gerar uma consciência ecológica em cada ser humano, preocupada com o ensejar a oportunidade de um conhecimento que permitisse mudar o comportamento volvido à proteção  da natureza. O desenvolvimento sustentável deve estar aliado à educação ambiental. A família e a escola devem ser os iniciadores da educação para preservar o ambiente natural.

A criança, desde cedo, deve aprender cuidar da natureza.  No seio familiar e na escola é que se deve iniciar a conscientização do cuidado com o meio ambiente natural. É fundamental esta educação ambiental, pois  responsabilizará o educado para o resto de sua vida.

Segundo Munhoz (2004), uma das formas de levar educação ambiental à  comunidade  é pela ação direta do professor na sala de aula e em atividades extracurriculares. Através de atividades como leitura, trabalhos escolares, pesquisas e  debates, os alunos poderão entender os problemas que afetam a comunidade onde vivem; instados a refletir e criticar as ações de  desrespeito à ecologia, a essa riqueza que é patrimônio do planeta, e, de todos os que nele se encontram.

Os professores são a peça fundamental no processo de conscientização da sociedade dos problemas ambientais, pois buscarão desenvolver em seus alunos hábitos e atitudes sadias de conservação ambiental e respeito à natureza transformando-os em cidadãos conscientes e comprometidos com o futuro do país. (MUNHOZ, 2004, p. 81).

Apesar da importância fundamental do professor no processo de desenvolvimento da nação ainda não se dá o devido valor, por parte de nossas autoridades, ao professor e com isto a educação.  O Estado ainda não se conscientizou que a educação é o veiculo do bem estar social, mas, sim, de forma oposta, se tem priorizado o interesse político de manter a massa sem uma formação cultural adequada. Qualquer ação de proteção ambiental deve passar pela educação ambiental.

O trabalho com Educação Ambiental deve partir da observação das necessidades de nosso entorno e os interesses pelos problemas regionais próximos a escola. Na prática, significa que o educador deve partir da realidade local, estudando as necessidades, os interesses e os problemas vividos e estabelecer as unidades de aprendizagem integradas, que constituem, basicamente, na seleção de um ou mais temas centrais para a sua realização; a título de exemplo podem-se abordar o problema de escassez da água e o problema do lixo urbano, onde isso poderá ser pensado nas esferas cognitivas, afetiva, técnica e epistemológica, orientando o professor para ações interdisciplinares ou transversais, valorizando as experiências com a comunidade local através da Educação Infantil.

Mayer (1998, p. 226) destaca que um dos objetivos mais importantes da Educação Ambiental, em sua opinião, é justamente educar para enfrentar valores, analisando diferentes pontos de vista, em relação ao problema concreto. Se os estudantes sabem valorizar a complexidade dos temas ambientais, e se têm adquirido um método de análise das posições no campo, possa realmente ser livres e capazes de obter uma posição própria, compreender e revelar razões de ordem política, econômica e social que estão posteriores a conquista de atitudes por parte de diferentes sujeitos que se enfrenta com o problema.

Os Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN (BRASIL, 1997) sugerem que o tema Meio Ambiente seja trabalhado transversalmente na educação, ou seja, propõem que as questões ambientais permeiam os objetivos, conteúdos e orientações didáticas em todas as disciplinas, no período da escolaridade obrigatória. Ao mesmo tempo, na perspectiva da LDBEN - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - Lei 9394/96 - há indicação de mudanças curriculares no ensino formal, onde a Educação Ambiental pode ser apresentada em outros níveis de ensino.

Neste contexto, a escola deve se transformar orientando-se para a investigação e reflexão da temática ambiental, desenvolvendo o senso crítico e as habilidades necessárias para resolver problemas, construindo conhecimentos, associado às atividades práticas e as experiências pessoais, reconhecendo o conhecimento vivenciado pelos alunos.

A escola refere-se mais diretamente ao processo ensino-aprendizagem; ao ato pedagógico no contexto escolar. Na educação das crianças menores de 6 anos em creches e pré-escolas, as relações culturais, sociais e familiares têm uma dimensão ainda maior no ato pedagógico. Apesar do compromisso com um resultado escolar que a escola prioriza e que, em geral, resulta numa padronização, estão em jogo na educação infantil as garantias dos direitos das crianças ao bem-estar, à expressão, ao movimento, à segurança, à brincadeira, à natureza, e também ao conhecimento produzido e a produzir (ROCHA, 2000).

Na área educacional, a educação ambiental não pode ser tratada como uma disciplina isolada nos níveis da educação básica devido a sua compreensão. Na educação infantil o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil – RCNEI insere a educação ambiental nos diversos eixos de trabalhos propostos. Para a educação fundamental os PCNs a inserem em diversos temas transversais, principalmente meio ambiente, saúde e consumo, nas áreas do saber, de modo que impregne toda a prática educativa, e ao mesmo tempo, crie uma visão global e abrangente da questão ambiental, visualizando os aspectos físicos e históricos- sociais, assim como a articulação entre a escala local e planetária desses problemas (BRASIL, 1997).

Entendemos por ambiente um lugar determinado, com componentes vivos e não-vivos e todas as interações que nele acontecem. A tendência de qualquer ambiente é a de manterem-se em equilíbrio, desde que seus componentes permaneçam os mesmos.

O ambiente sempre sofreu modificações devido à necessidade que o homem encontrou para que as suas necessidades fossem atendidas. Com o passar do tempo, estas modificações tem se tornado muito mais rápidas e profundas causando grandes desequilíbrios, responsáveis por boa parte dos problemas que a humanidade vem enfrentando nos dias de hoje.

Problemas complexos de higiene ambiental têm afetado o ambiente urbano como um todo. O saneamento básico constitui-se pelas medidas higiênicas adotadas pelo poder público para garantir a salubridade do meio urbano e a saúde da população. Pela complexidade do meio urbano, o saneamento básico inclui coleta e destino do lixo, sistema de tratamento e distribuição de água e esgoto, medidas de prevenção da poluição atmosférica, da água, do solo, etc.

Compreende a varredura de ruas e praças e o recolhimento de detritos sólidos de casa em casa o sistema de coleta de lixo. Esses detritos são removidos para áreas escolhidas, onde ficam definitivamente depositados.

Para o lixo, a alternativa mais proveitosa e econômica seria o reaproveitamento. O lixo orgânico pode ser encaminhado para usinas de compostagem e de produção de iogas. Já o inorgânico, ou sucata, incluindo-se papel, madeira, vidro, metais, etc., pode ser destinado a diferentes tipos de indústria de reciclagem.

Investimentos constantes e técnicas especiais são fundamentais para o sistema de captação, tratamento e distribuição de água em uma cidade. Todas as residências necessitam que a água seja o suficiente para se suprir a necessidade dos lares e que a mesma chegue limpa.

A água pode ser captada em rios e represas ou diretamente em lençóis subterrâneos. Sendo a mesma captada na superfície, geralmente não é adequada para o consumo direto e precisa passar por estações de tratamento, após o que ela vai para a rede de distribuição. As águas servidas são recolhidas pela rede de esgoto e lançadas nos rios ou no mar. O despejo dos esgotos contamina as águas de superfície tornando-as impróprias para o consumo humano.

A poluição do ar, da água e do solo é outro grande problema nas cidades e áreas industrializadas. Transtornos imediatos causados na população pela poluição do ar são grandes causadores de sintomas nas pessoas que já têm problemas respiratórios. A monitoração do ar é realizada pelas grandes cidades e pelos centros industriais. É registrada continuamente a concentração dos poluentes aéreos mais comuns.

A colocação de filtros em veículos e fábricas e a substituição de máquinas e de fontes energéticas por outras menos poluentes são outras medidas adotadas para se evitar ou diminuir a poluição. Também observamos que a água pode ser poluída por matéria orgânica, metais pesados, agrotóxicos e resíduos industriais de diversos tipos. Nas áreas urbanas ou de grandes aglomerados industriais, a poluição das águas pode ser evitada ou reduzida pelo tratamento dos esgotos e dos despejos industriais.

Pelo acúmulo de resíduos sólidos e de agrotóxico pode ocorrer a poluição do solo. Na periferia das cidades o solo é poluído principalmente por resíduos orgânicos e sucata, o que favorece o desenvolvimento de agentes patogênicos e de vetores de doenças. Os agrotóxicos são os poluentes mais comuns nas áreas rurais, devido ao seu uso indiscriminado na lavoura. Pode-se dizer que toda a parte orgânica do lixo de uma cidade pode passar por biodigestores e se transformar em adubo orgânico ou húmus. Os Biodigestores são locais onde ocorre a fermentação e a transformação da matéria orgânica.

O húmus produzido é rico em elementos nobres, como fósforo, nitrogênio e potássio, e, portanto, muito útil para o cultivo de hortaliças e flores e para a formação de pomares. São consideradas insalubres muitas regiões da Terra devido às condições ambientais. As mesmas podem ser naturais, como o clima, ou provocadas pelo homem, como a poluição e a falta de higiene. A falta de condições de higiênicas em um ambiente é uma das principais causas de doenças, tanto endêmicas quanto epidêmicas. Endemias afetam sempre determinadas populações, isto significa que, em certas regiões, há sempre um determinado número de indivíduos com a mesma doença.

As epidemias consistem em surtos repentinos de doenças, que atingem rapidamente grande número de pessoas. Ocorrem quando surgem condições favoráveis para a disseminação dos parasitas. Nas áreas desmatadas e regiões de garimpo da Amazônia, por exemplo, acontecem epidemias de malária, porque mais pessoas são picadas pelas anófeles.

Conhecendo os tipos de lixo ou resíduos no ensino infantil

 Para os educandos da Unidade Escolar lixo, ou resíduo, é qualquer material considerado inútil, supérfluo, repugnante e ou sem valor, gerado pela atividade humana, e a qual precisa ser eliminada. O conceito de lixo pode ser considerado uma concepção humana, porque em processos naturais não há lixo, apenas produtos inertes.

Muito do lixo pode ser reutilizado, através da reciclagem, desde que adequadamente tratado, gerando fonte de renda e empregos, além de contribuir contra a poluição ambiental. Outros resíduos, por outro lado, não podem ser reutilizados de nenhuma forma, como lixo hospitalar ou nuclear, por exemplo.

O termo lixo aplica-se geralmente para materiais no estado sólidolíquidos ou gases considerados inúteis ou supérfluos, são, enquanto isto, geralmente chamados de resíduos. Porém, os termos lixo e resíduos também podem ser utilizados para descrever respectivamente fluidos e sólidos.

  Na concepção técnica o lixo deve ser visto e analisado sob o prisma biológico, assim lixo orgânico é todo lixo que tem origem animal ou vegetal, ou seja, que recentemente fez parte de um ser vivo. Numa linguagem mais técnica e moderna, abordaríamos os resíduos sólidos, sendo seu componente biológico a matéria orgânica, mas da mesma forma oriundos dos seres vivos, animais e vegetais. Neles podem-se incluir restos de alimentos, folhas, sementes, restos de carne e ossos, papéis, madeira, etc.

Mesmo na atualidade esse tipo de lixo é considerado poluente e, quando acumulado, o lixo orgânico muitas vezes pode tornar-se altamente inatrativo, mal-cheiroso, em geral devido à decomposição destes produtos. Mas, caso não haja um mínimo de cuidado com o armazenamento desses resíduos cria-se um ambiente propício ao desenvolvimento de micro organismos que muitas vezes podem ser agentes que podem causar doenças.

O principal componente do lixo orgânico é o lixo humano, composto pelos resíduos produzidos pelo corpo humano, tais como fezes e urina. O lixo humano pode ser altamente perigoso, uma vez que pode abrigar e transmitir com facilidade uma grande variedade de vermes, bactérias, fungos e vírus causadores de doenças.

Uma realização primária da civilização humana tem sido a redução da transmissão de doenças através do lixo humano, graças à  higiene e o saneamento básico. Lixo inorgânico inclui todo material que não possui origem biológica, ou que foram produzidos através de meios humanos, como plásticos e ligas, vidro, etc. Considerando a conformação da natureza, os materiais inorgânicos são representados pelos minerais.

             Muito do lixo inorgânico possui um grande problema: quando jogado diretamente no meio ambiente, sem tratamento prévio, demora muito tempo para ser decomposto. Plástico, por exemplo, são formadas por imensas moléculas contendo milhares de átomos, o que torna difícil a sua digestão por agentes decompositores (bactérias, principalmente). Para solucionar este problema, diversos produtos inorgânicos são biodegradáveis.

É extremamente importante a conscientização sobre os tipos de tratamento para o lixo, já a partir da educação infantil, para que as crianças se desenvolvam conscientes da importância da preservação e valorização do nosso habitat, diminuindo o consumo e tornando o meio ambiente um espaço agradável e de melhor qualidade de vida para os seres humanos.

Aterros sanitários é a maneira mais prática, barata e usada de eliminar o lixo doméstico e urbano, além de esgoto não tratado. Utiliza grandes áreas de terra, onde o lixo é depositado. Porém, inutilizam vários materiais que poderiam ser reciclados, além de ser uma fonte de poluição do solo, de rios e lagos e do ar através decomposição, que gera enormes quantidades de metano e outros agentes poluidores.

Incineradores literalmente queimam o lixo, reduzindo-o a cinzas. São altamente poluidores, gerando enormes quantidades de poluentes, como gases que contribuem ao agravamento do efeito estufa. É o método utilizado para a destruição de lixo hospitalar, que pode conter agentes causadores de doenças potencialmente fatais.

Confinamento permanente é o que se faz ao lixo altamente tóxico e duradouro, e que não pode ser destruído, como lixo nuclear, precisa ser tratado e confinado permanentemente, e mantidos em algum lugar de difícil acesso, como túneis escavados a quilômetros abaixo do solo, por exemplo.

Reciclagem ou reciclar significa reaproveitar o que já existe, ou seja, utilizar a matéria prima para produzir um novo produto. A reciclagem nos permite no meio ambiente reduzir à acumulação progressiva de resíduos a produção de novos materiais; no econômico contribui para a utilização mais nacional dos recursos naturais e a reposição se deve ao reaproveitamento e no âmbito social não só proporciona qualidade de vida para as pessoas através das melhorias ambientais, como também gera muitos postos de trabalho e renda para as pessoas de classes mais pobres.

Segundo Portugal (1995) um bom exemplo de reciclagem, que vem ganhando terreno, diz respeito aos plásticos em suas diversas formas, obtendo-se, dessa reciclagem, uma série de produtos, entre os quais, embalagens de segunda linha, recipientes diversos, moirões, sinalizadores de estradas etc. Da mesma forma, metais, papéis e vidros já têm suas reciclagens bem definidas e finalmente, o lixo orgânico que, se bem trabalhado, poderá voltar às origens, isto é, ao solo, em forma de adubo.

Enquanto isso, o lixo industrial, além de constituir-se em dor de cabeça para quem o gera e para aqueles que sofrem com eles nas proximidades de suas áreas de disposição, é um fator econômico que vem cada vez mais sendo levado em consideração, pois, de alguma forma, significa dinheiro.

             Pior são os lixos industriais, cuja recuperação não compensa, nem de longe, o custo para fazê-los países industrializados, volta e meia, usam do expediente de exportar esses lixos para as regiões mais pobres que o aceitam quando veem perspectivas de alguma reciclagem lucrativa; como, em geral, esses lixos são pobres no seu conteúdo mais interessante, sobrará o lixo do lixo, que terá que ser "engolido" por quem comprou (ou ganhou) o lixo original. 

 Todo o lixo e o lançamento de esgotos das áreas urbanas e dos resíduos das fábricas de papel, açúcar e álcool nos rios aumentam a quantidade de matéria orgânica na água. Essa matéria orgânica serve de alimento a determinadas bactérias que começam, então, a se multiplicar rapidamente.

Pela respiração, as bactérias, consomem grande quantidade do oxigênio dissolvido na água, provocando a morte dos peixes e de outros animais aquáticos. A água torna-se turva, o que dificulta à entrada de luz e consequentemente a realização da fotossíntese pelas algas e pelos vegetais. Isso diminui ainda mais a quantidade de oxigênio disponível.

Em pouco tempo os rios transformam-se em um ambiente sem vida, contendo apenas bactérias que não precisam de oxigênio. Essas bactérias liberam substâncias malcheirosas e são responsáveis pelo processo de decomposição.

Quando esses rios ou os esgotos são lançados diretamente no mar, além dos problemas já citados, os banhistas correm o risco de sofrer contaminação por microrganismos patogênica causadores de diarreias, heparides infecciosas e micoses.

Nos rios ou mares, o despejo de substâncias não biodegradáveis, isto, è de substâncias que não sofrem decomposição por microorganismos, tem consequências gravíssimas. Essas substâncias vão se acumulando nos ecossistemas e se concentrando cada vez mais nos seres vivos através das cadeias alimentares.

Os agrotóxicos, como o DDT, BHC ou aqueles fabricados com mercúrio metal também usado no garimpo do ouro, são levados aos rios pelas águas das chuvas, os vegetais aquáticos absorvem esses produtos e não conseguem eliminá-los. Os que se alimentam dos vegetais, os peixes, são também contaminados, e essas substâncias vão se acumulando nos organismos que formam a cadeia alimentar.

Quando as pessoas se alimentam dos peixes ou usam a água contaminada em sua alimentação, a quantidade desses produtos tóxicos aumenta em seu organismo e elas passam a sofrer as consequências da intoxicação. Não podemos deixar de fora, por exemplo, o DDT, que provoca dificuldades respiratórias, dor de cabeça, tontura, enjoo, podendo até mesmo causar o câncer e muitas vezes a morte. O mercúrio ataca o sistema nervoso provocando cegueira, surdez, paralisia e grandes doenças nos rins, no fígado e no intestino.

Os detergentes não biodegradáveis, utilizados nas casas industriais, provocam grande quantidade de espuma na superfície. Uma coisa é certa, se o assunto é um problema e se não temos mais ouvido falar dele, com certeza ele não foi resolvido, pois se estivesse solucionado, ouvir-se-ia a respeito e as soluções estariam sendo alardeadas. Um desses assuntos é o lixo gerado pela raça humana, no seu dia-a-dia.

O homem é um constante gerador de lixos de todas as espécies, quer em casa, quer no escritório, quer na indústria, no comércio ou na oficina em que trabalha. Refugo, resíduo, lixo, rejeito, restos e outras, são terminologias que confundem um pouco a cabeça, mas isso não importa, porque tudo significa incômodo, mal estar, vontade de se livrar o mais rápido possível etc.

Fala-se do lixo do pobre e do lixo do rico que, evidentemente, têm características diferentes, em questão de tipo e quantidades. Exemplos: os países mais ricos consomem mais produtos embalados que os países mais pobres, nesse caso, os lixos variam em tipo e quantidade, causando incômodos diferenciados. Outro exemplo, a produção industrial dos países ricos é maior e mais diversificada, implicando gerações distintas em espécie e volume gerado.

O trabalho de conscientização infantil através de projetos na Unidade Escolar 

   Em benefício próprio, o homem pode utilizar as relações existentes entre os seres vivos, como por exemplo, para combater pragas que atacam e diminuem a produtividade de diversos tipos de culturas. Esse método, porém, requer muita pesquisa dos hábitos e do comportamento dos animais que serão empregados, para evitar possíveis desequilíbrios ecológicos.

O Peixinho Guaru-guaru é um ávido devorador de nematóides, vermes tidos como a maior praga da agricultura. São 15000 espécies de nematóides que parasitam as raízes de diversas plantas. E se espalham rapidamente através de mudas, sementes, patas de animais, ferramentas e também pela água da vida, que os leva para os rios. Baseado nisso, o professor Demate montou um tanque intermediário entre a água do rio e o sistema utilizado na irrigação de mudas. Para cada litro de água do rio, são colocados cinco Guarus-Guarus que consomem 3.000 ovos e 5000 larvas de nematóides num período de oito horas. O método parece ser eficiente para a irrigação de culturas de viveiros, hortaliças, e pequenas áreas.

Com a economia globalizada a empresa é forçada   aprimorar continuamente o nível de qualidade de  seus meios patrimoniais (capital) e ter cuidado com o meio ambiente natural, satisfazendo o consumidor  cada vez mais  exigente e consciente. O cliente moderno  observa e prefere a célula social que adota  cuidado com o entorno ecológico e social e adquire os produtos dessa organização. Ele prefere a empresa que respeita o meio ambiente e contribui para a qualidade de vida da comunidade. O aspecto ambiental natural é uma variável a ser considerada no planejamento estratégico competitivo.

Segundo Rebollo (2001), atenção e cuidados para os recursos disponíveis na natureza ou a produção de produtos e resíduos que eventualmente venha a afetar o meio ambiente são variáveis que crescem de importância no planejamento estratégico das empresas; diz ainda haver “um crescente movimento de conscientização, inclusive nas empresas, visando a um desenvolvimento econômico sustentável”.

Desenvolvimento sustentável é a prosperidade patrimonial da célula social sem agressão ao meio ambiente natural. A sustentabilidade tornou-se uma preocupação não só dos estudiosos como também dos empresários a nível mundial. O grande desafio é compatibilizar o crescimento econômico com a preservação da natureza.

Conforme Antonio Lopes de Sá (1999), conciliar a eficácia empresarial com aquela ambiental passa a ser um desafio que só a ciência pode resolver, mas, necessário para que a utilidade do conhecimento cumpra a sua meta. Faz-se necessário, portanto, na elaboração de modelos de eficácia empresarial, no caso em tela, a adaptação de tal fenômeno particular da célula social com aquele de uma eficácia ambiental, este tomado como  parâmetro.

Para melhorar a qualidade ambiental segundo Frers (2000) dar a conhecer a um público cada vez mais amplo as causas principais do problema e conseguir nele a compreensão e conscientização sobre isso; conhecer, compreender, tomar consciência e atuar, essa deve ser a dinâmica e finalmente, formar uma associação não governamental que congrega a todos os participantes ativos no processo, com o objetivo de organizar professores e estudantes do sistema educativo nacional; desde os níveis elementares até os pós-graduados, a todas as associações civis não governamentais e em fim a toda pessoa que responsável e organizadamente, baseada em sua própria experiência ou em dos demais, deseja atuar para oferecer um projeto alternativo e fundamentado que possa dar aos governos de mecanismos de ação cuja proposta seja da sociedade civil organizada.

Como o projeto de reciclagem foi trabalhado na Unidade Escolar 

  É importante o professor ser o mais claro possível com os alunos das séries iniciais da educação infantil, ao explicar e comentar sobre as formas de reciclagem, dessa forma acredita-se ser fundamental utilizarem-se algumas dicas bem rápidas como:

Toda embalagem reciclável, antes de ser jogada no lixo seletivo, deve ser lavada para não atrair insetos, nem ficar com cheiro forte, enquanto estiver armazenada;

Para tirar o grosso da sujeira das embalagens que serão destinadas à  coleta seletiva aproveite a água servida da pia da cozinha. Isso também faz parte do comportamento ecológico, porque a água é um recurso cada vez mais escasso;

A compra de lixeiras especiais é dispensável, pelo menos no momento inicial do projeto.

Qualquer cantinho disponível, na garagem ou espaços livres debaixo das escadas, é suficiente para armazenar o material reciclável;

Os restos de alimento também podem ser reciclados. Com poucos recursos é possível transformá-los em adubo;

Não jogue as baterias de celular no lixo comum. As empresas produtoras já estão se responsabilizando pelo recolhimento;

As pilhas usadas, embora tenham substâncias tóxicas, infelizmente ainda não têm um destino adequado. Por enquanto, têm de ser jogadas no lixo comum. Evite acumulá-las para não haver contaminação.

Não separe o lixo sem ter planejado primeiro para onde mandar.

  É de fundamental importância que propostas pedagógicas contemplem e acatem as identidades de crianças e suas famílias em suas diversas manifestações, sem exclusões devidas a gênero masculino ou feminino; às múltiplas etnias presentes na sociedade brasileira, às diversidades religiosas, econômicas, culturais e às peculiaridades no desenvolvimento em relação às necessidades especiais de educação e cuidados, como é o caso de deficientes de qualquer natureza.

Nessa concepção de ensino e proposta curricular, acredita-se ser onde o professor deve agir; agregando ao conteúdo disciplinar das crianças, a Preservação do Meio Ambiente e da Qualidade de Vida, através do incentivo e motivação a Reciclagem, sempre justificando as mesmas, a influência da Reciclagem para a sociedade e o papel de cidadão que cada um pode fazer realizando cada qual a sua parte, juntamente com seus familiares.

CONSIDERAÇÕS FINAIS

  A preservação ambiental trabalhada de maneira correta nas escolas e com a noção de que não deva ficar restrita apenas ao meio ambiente escolar, estendendo-se à comunidade local, poderia contribuir em muito para recuperar e preservar os recursos naturais e melhorar a qualidade de vida da população.

Um futuro onde esteja garantida a vida plena, harmônica, solidária, rica em valores menos transitórios, comprometida com o sonho de felicidade, que, antes de tudo, é comum a todo ser humano. Sonho de não ter fome, de ter um lugar mais seguro, confortável e livre, para o abrigo e o convívio da família, para a realização do trabalho que constrói e reconstrói o dia-a-dia; também o sonho de ter e dar garantias de que é possível, de fato, caminhar com liberdade no sentido de superar possíveis diferenças criadas pelo nosso modo particular de ver o mundo.

Devemos ter direito a um meio ambiente saudável, sem poluição de qualquer natureza. Matas, ar, rios, lagos, mares e animais silvestres necessários ao ecossistema e ao equilíbrio ecológico são bens preservados para uma vida pura. Defender, perante as comunidades, o poder público e a justiça, todos os patrimônios sociais, mesmo se estiver sob o domínio particular.

Denunciar atos de destruição ao meio ambiente, quando souber da existência deles. Nos estados e municípios existem instituições de proteção ao meio ambiente como as Secretarias do Meio Ambiente. No Governo Federal, há a Secretaria Nacional do Meio Ambiente que funciona nos estados através do IBAMA (Instituto Nacional do Meio Ambiente) para receber denúncias e sugestões dos cidadãos quando ocorrerem perigo ou agressões aos recursos da natureza.

No mundo moderno não há mais espaços para os ideais de progresso advindos da revolução industrial, onde o único valor reconhecido era o aumento da produção econômica. Outros valores são pesados junto ao aumento econômico, como a degradação ambiental provocada por uma determinada atividade econômica, em busca do bem maior que deve servir de parâmetro para qualquer sociedade, a qualidade da vida humana, que depende diretamente da qualidade de seu meio ambiente, de seu habitat.

Sem um meio ambiente equilibrado e saudável, o homem está condenado à destruição, portanto jamais se poderá especular sobre progresso e desenvolvimento, sem considerar, antes de qualquer outro valor, as consequências trazidas ao meio ambiente, decorrentes de sua exploração econômica, e como preservá-lo para as gerações presentes e futuras, em busca de um mundo mais humano e habitável.

Em suma acredita-se que o caminho mais curto e valioso para as manifestações sobre a preservação do meio ambiente é exatamente através da escola; focando uma educação ambiental que atinja aos alunos de maneira a conscientizá-los e fazendo com que os mesmos exijam, não só de seus responsáveis como da comunidade, a conscientização sobre a importância do meio ambiente e sua preservação.

Outros valores são pesados junto ao aumento econômico, como a degradação ambiental provocada por uma determinada atividade econômica, em busca do bem maior que deve servir de parâmetro para qualquer sociedade, a qualidade da vida humana, que depende diretamente da qualidade de seu meio ambiente, de seu habitat.

Conclui-se por fim, que somente através de um trabalho realizado com os alunos da educação infantil, é que poderemos conseguir iniciar um movimento contra a degradação do meio ambiente em prol da reciclagem como fortalecedora da nossa boa qualidade de vida.

 

 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

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 REBOLLO, Mario G. A Contabilidade como instrumento de controle e proteção do meio ambiente. Revista de Contabilidade do Conselho Regional do Rio Grande do Sul. nº. 104, p. 12-23, maio de 2001.

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