ISSN 1678-0701
Número 64, Ano XVII.
Junho-Agosto/2018.
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14/06/2018UM PARALELO SOBRE A EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO BRASIL E NA ESPANHA  
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UNIVERSIDADE ______________________

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UM PARALELO SOBRE A EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO BRASIL E NA ESPANHA



Wander de Jesus Barboza Duarte

DR. UAA-PY/UFPE (Ciências da Educação), Estância de Pós-Doutorado UJAÉN-ES, Historiador –UFPA, Químico – UFLA, Secretário de Cultura Juventude e Esportes do município de Itupiranga Pará – Brasil. Professor mestrado FACIMAB (Ciências da Educação), Professor tutor EaD – Universidade Brasil/ FACIMAB.



RESUMO



Esse presente artigo realizou um paralelo sobre a Educação Ambiental no Brasil e na Espanha. A educação ambiental (EA) refere-se aos esforços organizados para ensinar sobre os ambientes naturais e, em particular, como os seres humanos podem controlar o seu comportamento e os ecossistemas, a fim de viver de forma sustentável. Em relação à metodologia foi realizada uma pesquisa bibliográfica nas legislações ambientais nos dois países. Os dados foram tratados qualitativamente, não obstante foram apresentados projetos de educação ambiental em andamento nos dois países e foram descritos quais são os principais desafios. Concluiu-se que tanto o Brasil quanto a Espanha possuem políticas e ações voltadas para a maior integração da comunidade com a questão ambiental, mas também se observa que os dois países possuem alguns desafios como a incorporação da educação ambiental no currículo de forma eficaz. Outro ponto em destaque diz respeito à formação do corpo docente para lidar com essa temática. Na verdade, esse estudo não se esgota por aqui é necessário que: pesquisas, modelos, experimentos sejam constantemente testados a fim de ajudar na melhoria da disseminação dos pressupostos teóricos da educação ambiental com o objetivo de levar a uma maior conscientização ambiental promovendo a conservação dos recursos naturais indispensáveis para a manutenção da vida humana.

Palavras-chaves: Brasil. Espanha. Educação. Meio Ambiente. Educação Ambiental.



ABSTRACT

This present article performed a parallel on Environmental Education in Brazil and Spain. Environmental education (EE) refers to organized efforts to teach about how natural environments function and, particularly, how human beings can manage their behavior and ecosystems in order to live sustainably. Regarding the methodology we conducted a survey and bibliographic data found in environmental legislation in both countries were treated qualitatively, were nevertheless presented environmental education projects in progress in both countries and have been described what are the main challenges. It was concluded that both Brazil and Spain have policies and actions aimed at further integrating the community with environmental issues, but also noted that the two countries have some challenges such as the incorporation of environmental education into the curriculum effectively. Another point highlighted concerns training faculty to deal with this issue. In fact, this study does not end here it is necessary that: research, models, experiments are continually tested to help improve the spread of theoretical principles of environmental education with the ultimate goal of bringing greater awareness by promoting the conservation of natural resources essential for sustaining human life.

Keywords: Brazil. Spain. Education. Environment. Environmental Education.

  1. INTRODUÇÃO

Esse presente estudo trará um paralelo sobre a Educação Ambiental no Brasil e na Espanha.

A educação ambiental (EA) refere-se aos esforços organizados para ensinar sobre como função ambientes naturais e, em particular, como os seres humanos podem controlar o seu comportamento e os ecossistemas, a fim de viver de forma sustentável.

O termo é frequentemente usado para implicar a educação dentro do sistema escolar, do ensino básico ao ensino pós-secundário. No entanto, às vezes é usado de forma mais ampla para incluir todos os esforços para educar o público e outros públicos, incluindo materiais impressos, sites, campanhas de mídia, etc disciplinas relacionadas incluem a educação ao ar livre e educação experiencial.

A educação ambiental é um processo de aprendizagem que aumenta o conhecimento e conscientização sobre o meio ambiente e os desafios associados das pessoas, ela desenvolve as habilidades e competências necessárias para enfrentar os desafios, e promove atitudes, motivações e compromissos para tomar decisões informadas e medidas responsáveis ​​(UNESCO, Tbilisi declaração de 1978).

A educação ambiental se concentra no desenvolvimento da: consciência e sensibilidade sobre o meio ambiente e os desafios ambientais; no desenvolvimento da preocupação com o meio ambiente e ajudam a manter a qualidade ambiental; o desenvolvimento de habilidades para mitigar os problemas ambientais e o desenvolvimento da participação para o exercício do conhecimento existente e programas relacionados com o ambiente.

A educação ambiental tem uma ligação com a educação ao ar livre e a educação experiencial. Em miúdos, a educação ao ar livre significa aprender "in" e "para" o exterior. É um meio de extensão curricular e de enriquecimento através de experiências ao ar livre. A educação ambiental é muitas vezes ensinado ou reforçada através de experiências ao ar livre (AUER, 2010) A experiência fora “das portas das insituições educacionais”, embora não seja estritamente de natureza ambiental, muitas vezes contêm elementos de ensino sobre o meio ambiente.

Em uma outra vertente, a educação experiencial é um processo através do qual o aluno constrói o conhecimento, habilidade e valor a partir de experiências diretas. Nessa vertente, a educação experiencial pode ser visto como um processo e método para entregar as idéias e as habilidades associadas à educação ambiental. Embora cada um desses campos de ensino tenham seus próprios objetivos, há pontos onde eles se sobrepõem com as intenções e filosofia da educação ambiental (AUER, 2010).

A necessidade iminente de uma mudança na forma como entendemos e interagimos com o mundo é agora uma questão de essencial importância, o descaso cometido contra o meio ambiente por anos começa a mostrar os seus efeitos.

Dentro desse cenário, as Nações Unidas declararam 2005-2014 como a Década de Educação para o Desenvolvimento Sustentável. A UNESCO, responsável pela promoção desses preceitos preconiza que todos os cidadãos devem ser envolvidos dada a situação de verdadeira emergência planetária em que nos encontramos.

A educação tem um papel importante para desempenhar uma verdadeira mudança no processo de mudança da sociedade. Isto é claramente estabelecido pela UNESCO para a Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável (PNUD, 2005)1: promover uma educação para a solidariedade capaz de gerar atitudes responsáveis ​​e compromissos, e que prepara os cidadãos para tomar decisões bem fundamentadas que visem atingir estruturalmente todas as ações contra o desenvolvimento sustentável. Em outras palavras, é emergente a aplicação de uma educação humanista que garanta a consolidação desses princípios (SCHNACK, 2008). De acordo com Robottom (2000), esta mudança de modelo requer medidas em diversos setores da sociedade para transformar nossas atitudes, estilos de vida, padrões de participação social, e concepções sobre a forma como a política são feitos.

Um dos grandes desafios para a educação ambiental é abordar uma ampla gama de diagnósticos, a fim de estabelecer objetivos para o progresso e avaliar os resultados no curto, médio e longo prazo.

A Pesquisa em educação ambiental pode representar desafios às concepções tradicionais de (Ciência) pesquisa em educação de uma forma paralela às descritas na teoria pedagógica e prática (Hart, 2006). Dentro desse contexto ressalta-se que a Educação Ambiental no Brasil atualmente segue a proposta dos Parâmetros Curriculares Nacionais sugerindo incorporar a dimensão ambiental como tema transversal nos currículos de ensino e a inserção da Educação Ambiental nos outros níveis de ensino na perspectiva da nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9.394/96). Outro marco que devemos ressaltar é o advento da I Conferência Nacional de Educação Ambiental de Brasília, em 1997, pois a partir desta conferencia teve inicio o processo de descentralização da educação ambiental no Brasil. Nos anos seguintes, o Ministério do Meio Ambiente e o Ministério da Educação passaram a atuar na formação de técnicos multiplicadores em educação ambiental nas secretarias de educação e de meio ambiente dos estados, em escolas técnicas agrícolas e em universidades. A Política Nacional da Educação Ambiental (Lei 9.795/99). Retomou os princípios e recomendações existentes em documentos nacionais e internacionais, esta lei estabeleceu a definição normativa, legalizou os princípios básicos e objetivos da educação ambiental, transformando-a em objeto de uma política pública.

Já a Educação Ambiental possui uma nova Lei que está em vigor (LOE, 2006), mas a incorporação da educação ambiental no currículo ainda permanece sendo um desafio, todos esses desafios serão apresentados nessa investigação.

  1. DESENVOLVIMENTO

    1. As raízes da Educação Ambiental

As raízes da educação ambiental pode ser rastreada já no século 18, quando Jean-Jacques Rousseau destacou a importância de uma educação que se concentrasse sobre o meio ambiente. Várias décadas depois, Louis Agassiz, um naturalista suíço, ecoou a filosofia de Rousseau quando ele incentivou os alunos a "estudar a natureza, e não livros". Estes dois estudiosos influentes ajudaram a lançar as bases para um programa de educação ambiental concreto, conhecida como o estudo da natureza, que teve seu despertar no final do século 19 e início do século 20.

O estudo da natureza usava, nos primórdios, fábulas e lições de moral para ajudar os alunos a desenvolver uma apreciação da natureza e compreender a complexidade do mundo natural. Anna Botsford Comstock, chefe do Departamento de Estudos Natureza da Universidade de Cornell, foi uma figura de destaque no estudo da natureza, ela escreveu o Manual para Estudos da Natureza, em 1911, que usou a natureza para educar as crianças sobre valores culturais. Comstock e os outros líderes do movimento, tais como Liberty Hyde Bailey, ajudou os Estudos da Natureza na reunião de uma enorme quantidade de apoio de líderes comunitários , professores e cientistas e alteram o currículo de ciências para crianças nos Estados Unidos.

Um novo tipo de educação ambiental voltada para a Educação Conservacionista surgiu como resultado da Grande Depressão ocorridas na década de 1920 e 1930. A Educação Conservacionista lidou com o mundo natural de uma forma radicalmente diferente de Estudos da Natureza, porque esta era focada na formação científica rigorosa, em vez de ser baseada apenas em uma história natural. A Educação Conservacionista foi um grande avanço para o desenvolvimento de uma gestão científica sobre a questão ambiental, sendo também uma ferramenta de planejamento que ajudou a resolver os problemas sociais, econômicos e ambientais durante este período de tempo.

O movimento de educação ambiental moderna, ganhou impulso significativo no final dos anos 60 e início de 1970, em grande impulsionada pelo desenvolvimento dos Estudos da Natureza e Educação Conservacionista. Durante este período de tempo, muitos eventos - tais como os direitos civis, a Guerra do Vietnã e a Guerra Fria – colocaram os americanos em conflito uns com os outros e com o governo dos EUA. No entanto, à medida que mais pessoas começaram a temer as consequências da radiação, os pesticidas químicos mencionados na Primavera Silenciosa de Rachel Carson, e as quantidades significativas de poluição do ar e resíduos, a preocupação do público para a sua saúde e a saúde de seu ambiente natural levou a uma unificação fenômeno conhecido como ambientalismo2.

Um dos primeiros artigos sobre a educação ambiental como um novo movimento surgiu no Phi Delta Kappan em 1969, da autoria de James A. Swan. A definição de "Educação Ambiental" apareceu pela primeira vez no Jornal de Educação Ambiental, em 1969, de autoria por William B. Stapp. Stapp mais tornou-se o primeiro diretor de Educação Ambiental da UNESCO e, em seguida, tornou-se diretor da Rede Global International Rivers.

O primeiro Dia da Terra foi comemorado em 22 de abril de 1970 – com o objetivo de chamar atenção sobre os problemas ambientais - abrindo o caminho para o movimento moderno de educação ambiental. Mais tarde, naquele mesmo ano, o presidente Nixon aprovou a Lei Nacional de Educação Ambiental, que tinha a intenção de incorporar a educação ambiental em escolas. Então, em 1971, a Associação Nacional de Educação Ambiental (agora conhecida como a Associação Norte-Americana para o Educação Ambiental) foi criado para melhorar a literacia ambiental, fornecendo recursos para professores e promover programas de educação ambiental.

Internacionalmente, a educação ambiental ganhou reconhecimento quando a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, realizada em Estocolmo, Suécia, em 1972, declarou que a educação ambiental deveria ser utilizado como uma ferramenta para resolver os problemas ambientais globais. A Organização das Nações Unidas para a Educação Ciência e Cultura (UNESCO) e Programa das Nações Unidas para o Ambiente (UNEP) criou três declarações principais que nortearam o curso de educação ambiental.

2.2 Educação Ambiental no Brasil

O surgimento de práticas educativas genericamente chamadas de Educação Ambiental (EA) e da identidade de um profissional relacionado a essas práticas, pode ser entendida como parte do processo da estrutura da área ambiental, tanto a nível nacional e internacional. Neste contexto, a EA está fortemente ligada à extensão e possibilidades desse campo. O campo ambiental pode ser definido pela ampla diversidade de atores e interesses sociais que se dedica. Portanto, é no contexto da discussão teórico-metodológica e ideológica que cada nuances, a ênfase e as diferenças em relação à compreensão da controvérsia ambiental (emissão) serão desenvolvidas, bem como os seus conceitos, programas, pedagogia e políticas.

É possível datar o início do campo de EA no Brasil de volta para a década de 70, durante os primeiros movimentos ambientalistas e a fundação de organizações dirigidos à conservação da natureza. Em termos de ações governamentais, podemos destacar a criação da "Secretaria Nacional do Meio-Ambiente - SEMA (Secretaria Nacional de Meio Ambiente) em 1972, como uma resposta ao debate internacional gerado para a Conferência Internacional do Meio Ambiente, também conhecida como Conferência de Estocolmo (ONU - 1972).

No entanto, foi somente a partir da década de 80 que a Educação Ambiental claramente encontrou o seu próprio lugar. Este processo foi simultâneo para a expansão do campo ambiental na sociedade, observados pelo aumento de um número crescente de organizações ambientais.

No Brasil, foi somente a partir da década de 80 que os "educadores" começaram a ser denominados como "Educador Ambiental". Desde então, um número crescente de encontros nacionais e, mais recentemente, na América Latina foram organizadas indicando a construção de uma identidade social relacionada com as práticas educativas relativas ao meio ambiente. O aumento da dimensão institucional da EA ocorreu durante a década de 90. Esta década começou em um clima cultural de melhorias nas práticas ambientais, o que foi reforçado pela Conferência de Meio Ambiente e Desenvolvimento em 1992 (UNCED - ECO 92).

Durante o processo preparatório da Conferência da Sociedade Civil - Fórum Global - foi criada a Rede Brasileira de Educação Ambiental (REBEA). A REBEA trouxe energia para a 1ª Jornada de Educação Ambiental, bem como o Tratado de Educação Ambiental. Desde então, Fórum Regional Bienal e o Fórum Nacional de EA recentemente organizado pela REBEA.

EA foi incluída como um item necessário em documentos importantes, como a Agenda 21, ou em projetos de desenvolvimento assinados entre os bancos multilaterais e governamentais, bem como a inclusão da questão ambiental nas políticas públicas nacionais (por exemplo: aprovação da EA na Política Nacional em 1999; inclusão de EA como parte dos Parâmetros Curriculares definidos pelo Ministério da Educação em 1998). Essas inclusões foram importantes para a expansão e visibilidade da EA nos últimos anos.

A EA pode ser caracterizada como a produção e reprodução da crença na natureza que deve ser preservada acima dos interesses da sociedade simples. Essa é uma questão eminentemente ética.

O campo social é um universo onde as formulações éticas alcançam sua legitimidade e de onde eles podem alcançar suas pretensões universais, procurando ser reconhecido para além do seu universo específico.

Esta parece ser a situação da construção social contemporânea do cuidado da natureza. Esta crença sustenta a utopia de uma relação simétrica entre os interesses da sociedade e dos processos da natureza. Em relação à ética ambiental, o respeito aos processos vitais, com seus limites de regeneração e sustentabilidade devem ser os condutores das decisões sociais, redirecionando os estilos de vida coletivos e individuais. Neste ponto, além de uma educação, também é descrito a racionalidade e a "Pessoa Ambiental".

Dentro deste grande marco ético, as "educações ambientais" emergem disputando o significado especial de meio ambiente, em um campo de relações conflituosas. De modo que eles são definidos como práticas envolvidas para a disputa entre os valores políticos, éticos e racionalidade, que vão através da vida social. Portanto, os diferentes tipos de EE, com base em suas matrizes políticas e pedagogias, buscando ter influência sobre a maneira como a sociedade faz uso da natureza e produz relações sociais específicas e condições ambientais.

Apesar do Brasil ser um dos países mais industrializados do mundo, muitas comunidades rurais estão presos em um ciclo de pobreza extrema. Isto levou à migração longe de aldeias rurais, muitas vezes com falsas expectativas de uma melhoria da qualidade de vida nas cidades.

Educação ambiental e conscientização pública é uma ferramenta importante dos esforços de conservação do meio ambiente. Ele dá às comunidades locais o conhecimento, compreensão e habilidades para participar ativamente na tomadas de decisões relacionadas com a gestão sustentável dos recursos naturais.

O sistema de ensino no Brasil é fortemente baseado no modelo de vida urbana e, portanto, poderia incentivar a migração rural-urbana. Em nosso programa, temas relacionados com a subsistência rural contribuíram para uma maior consciência de que a vida rural é viável, uma vez que as vulnerabilidades relacionadas ao clima são tratadas.

Fornecendo a base para o longo prazo, a gestão integrada dos recursos hídricos sustentáveis que promoveu um entendimento de que a água é um recurso finito e vulnerável, essencial para a vida, o desenvolvimento e o meio ambiente. Também ajudou a construir o conhecimento da inter-relação entre a água, a terra e sociedade no contexto da variabilidade climática e as necessidades humanas e ambientais. Muitos dos elementos transmitidos aos alunos são de tanto científico e social a natureza da ciência aplicada e, portanto, de relevância para o currículo escolar mais amplo.

Envolvendo os agricultores locais, que trabalharam com os professores para transmitir conhecimentos aos alunos, não só habilitados os agricultores - a maioria dos quais não tem educação formal -, mas também foi reconhecida a importância do conhecimento local. A participação dos alunos no monitoramento dos recursos e a inclusão dos agricultores adultos incute um sentimento de propriedade de ações que contribuam para o uso sustentável da água e gestão.

A EA na Lei de Diretrizes Ambientais Brasileiras preconiza que a educação deve orientar os alunos sobre a gestão adequada dos recursos da terra e da água, medidas essas necessárias para que os impactos da escassez de água extrema sejam minimizados e os meios de subsistência sejam melhorados no futuro.

Acredita-se que uma estrutura educacional eficiente, deve ser baseada no estabelecimento de uma comunidade sensível às condições locais e que segue as regras básicas para interação introduzida a partir deste projeto que pode contribuir para atingir a meta de redução da pobreza.

No Brasil, o movimento de Educação ambiental começou a aparecer na década de 70. O surgimento de profissionais com formação na área; favoreceu outro movimento, que a partir da década seguinte passou a incluir a educação ambiental nas escolas e no cotidiano de quem trabalha no campo ou na cidade.

Verifica-se que mesmo a questão ambiental estando inserida na pauta governamental desde 1973, quando foi criada a Secretaria Especial do Meio Ambiente No Brasil, a somente em 1981, com a promulgação da Política Nacional do Meio Ambiente (Lei 6.938/81), regulamentada pelo decreto 99.274/90, é que a Educação Ambiental foi consolidada como princípio básico, a ser estendida a todos os níveis de ensino, incluindo a educação da comunidade, objetivando capacitá-la para participação ativa na defesa do meio ambiente (Lei 6.938/81, art. 2º, X).

Nos anos seguintes, o Ministério da Educação (MEC) formalizou, em seus pareceres, a necessidade de inclusão da Educação Ambiental dentre os conteúdos a serem explorados nas propostas curriculares das escolas de Ensino Fundamental e Médio, bem como recomendou a incorporação de temas ambientais da realidade local dos alunos e a integração escola-comunidade como estratégia de aprendizagem (Pareceres 819/85 e 226/87).

De iniciativas simples, como a distribuição de cartilhas ou o estímulo a plantar uma árvore, as maneiras de educar para o meio ambiente ganharam formas tecnologicamente sofisticadas, aliaram-se a manifestações artísticas para melhor atingir seu público ou passaram a interferir diretamente, por meio de assessoria e repasse de conhecimento, no manejo de recursos naturais. Desde a década de 80, pesquisadores já defendiam a importância da Educação Ambiental no Brasil, com a adoção de modelos, que possibilitassem a criação de um método educacional o qual possibilitasse as crianças a desenvolverem as noções de preservação ambiental.

Em 1998 com o advento da promulgação da Constituição Federal , a questão ambiental recebeu um novo enfoque . A Constituição apresentou um capitulo a parte para a educação ambiental, entre as determinações expressas na Constituição citamos:

  • A promoção de todos os níveis de ensino, bem como a conscientização pública para a preservação do meio ambiente (art. 225, VI).

  • A educação foi disposta como direito social de todos e dever do Estado e da família (art. 6º e 205).

Logo, a Constituição promulgada em 1998 permitiu que várias ações em prol da conscientização ambiental ocorressem.

Ressaltamos a união da iniciativa privada unidas, da sociedade civil e de alguns setores governamentais. Esta articulação propiciou a criação da Política Nacional da Educação Ambiental:, que resultou na:

  • Criação do Fundo Nacional do Meio Ambiente (Lei 7.797/89);

  • Conferência RIO-92;

  • Criação de Núcleos de Educação Ambiental;

  • Criação da Rede Brasileira de Educação Ambiental;

  • Criação do Programa Nacional de Educação Ambiental (PRONEA) em 1994 e

  • A proposta dos Parâmetros Curriculares Nacionais sugerindo incorporar a dimensão ambiental como tema transversal nos currículos de ensino e a inserção da Educação Ambiental nos outros níveis de ensino na perspectiva da nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9.394/96).

Outro marco que devemos ressaltar é o advento da I Conferência Nacional de Educação Ambiental de Brasília, em 1997, pois a partir desta conferencia teve inicio o processo de descentralização da educação ambiental no Brasil.

Nos anos seguintes, o Ministério do Meio Ambiente e o Ministério da Educação passaram a atuar na formação de técnicos multiplicadores em educação ambiental nas secretarias de educação e de meio ambiente dos estados, em escolas técnicas agrícolas e em universidades.

A Política Nacional da Educação Ambiental (Lei 9.795/99). Retomou os princípios e recomendações existentes em documentos nacionais e internacionais, esta lei estabeleceu a definição normativa, legalizou os princípios básicos e objetivos da educação ambiental, transformando-a em objeto de uma política pública.

Para Santos (2008, p.40):

O enfrentamento de problemas socioambientais na escola vem revelando a necessidade de repensar a formação de professores como profissionais críticos e reflexivos, com uma postura interdisciplinar, construtivista e comunicacional, capazes de compreender as relações entre ambiente e sociedade, bem como as relações entre trabalho pedagógico e exercício da cidadania. Isto deve implicar, a nosso ver, no desenvolvimento de um trabalho pedagógico que considere a crítica e o diálogo, respeite a autonomia e a diversidade, valorize a ética e a ação voltada à construção de uma sociedade mais justa e ecologicamente equilibrada. Nesse processo, a pesquisa-ação tem significativa importância.

Assim, compreende-se que para haver uma efetiva aprendizagem o professor por intermédio do diálogo deve estar atento com a realidade vivenciada pelos alunos.

2.3 Educação Ambiental na Espanha

Voltando-se a realidade da educação ambiental na Espanha, verifica-se a necessidade iminente de uma mudança na forma como entendemos e interagimos com o mundo é agora uma matéria de primeira importância.

Analisando as propostas na Espanha encontrou-se uma proposta específica de um projeto de pesquisa educacional intitulado "Ecocentros" (Eco-Escolas) no âmbito das experiências conhecido como escola auditorias ambientais (ou eco-auditorias). Nesses programas, o processo de participação é de suma importância, pois, como Pujol (2003) argumenta, adquirindo a capacidade de agir requer imersão em ambientes que praticam o que pregam.

Para Jeronen, Jeronen e Raustia (2009), os alunos têm que trabalhar juntos para resolver os problemas ao invés de receber instruções sobre o que fazer a partir do professor, ou seja, toda a comunidade educativa deve realizar alguma tarefa visando diagnosticar uma situação ambiental global da escola. As propostas são geradas, avaliadas e implementadas, promovendo assim o progresso em direção aos objetivos da educação ambiental3. Este processo, em que toda a escola está envolvida, naturalmente afeta o currículo que, como parte desse processo deve ser aberto e flexível, refletindo a complexidade e as emergências de consciência ambiental do mundo de hoje. A educação ambiental para ser totalmente integrada as escolas, ela deve fazer parte do currículo escolar.

A Espanha lançou uma Estratégia Nacional de Educação Ambiental através de uma ampla participação pública, impulsionado por um acordo entre os governos nacionais e Comunidades Autônomas. Este processo foi realizado, abordando as recomendações do Capítulo 36 da Agenda 21. A estratégia foi publicado em 1999 e nomeado Livro Branco da Educação Ambiental na Espanha. As preocupações sociais fazem parte da fundação da EE, na Espanha.

O Ministério do Meio Ambiente da Espanha organizou o Seminário de Espanhol de Educação e Comunicação para o Wetlands 2001-2005. A Convenção de Ramsar recomendou aos Estados Membros o desenvolvimento de um Plano Nacional de CEPA (Comunicação, Educação e Conscientização Pública). A Espanha, neste trabalho levou em conta o quadro conceitual publicado no Livro Branco da Educação Ambiental na Espanha, adotando uma ampla estratégia aceita com as diretrizes para a integração dos instrumentos sociais na gestão ambiental das políticas (incluindo a informação, comunicação, formação, capacitação, participação, pesquisa e avaliação). Considerando-se a participação como um instrumento de crítica e recomendação da Convenção de Ramsar para o desenvolvimento da gestão ambiental participativa, o CEPA traçou metas para o futuro, bem como delineou processo que deve ser desenvolvido, concluindo que é importante uma maior integração para fomento da educação ambiental.

A nível internacional, o ENSI-SEED Conferência "Comunidade Sustentável e de Desenvolvimento da Escola - Inovação em Formação de Professores, o Potencial de Ação de Pesquisa e Educação Ambiental", contém

alguns estudos de casos relacionados (Kyburz-Graber, Hart, & Robottom, 2006).

Em 1990, a Espanha lançou a Lei de Educação Geral seguindo as recomendações da UNESCO-PNUMA (1978), adotando diretrizes para evitar que a educação ambiental, se tornasse apenas mais uma disciplina adicionadas as já existentes, as orientações era para que ela fosse como um tema transversal nos currículos escolares.

O conceito de transversalidade ao referido ensinamento deveria estar presente como um "guardião" da interdisciplinaridade nas diferentes áreas - e não de forma isolada nas unidades de ensino, mas como claros eixos de ligação dos objetivos, conteúdos e princípios processuais. Desde a sua incorporação por lei como um tema transversal, muitos autores têm elementos e reflexões sobre essas diretrizes ajudaram a colocar em prática a educação ambiental.

Para Novo (1995) a incorporação da educação ambiental no currículo deve ser mais abrangente do que um simples "além" das questões ambientais ao conteúdo existente. O currículo deve sempre estar alinhado com a ética, conceitual e com os princípios metodológicos-lógicos subjacentes à educação ambiental.

Pujol (2003) utilizaram uma seqüência de quatro metáforas para descrever as diferentes formas pela qual a educação ambiental pode ser incorporada no currículo. O primeiro é um modelo "espada" em que o tema transversal atravessa todas as áreas do currículo como um complemento na forma de atividades isoladas ou workshops ocasionais, sejam eles internos ou externos à escola. A segunda é um modelo "agulha e linha". O terceiro é um modelo "benigna-régulo" e o quarto é um modelo de "infusão", no qual as incorporações dos temas transversais estão integradas em todas as áreas do conhecimento e da vida cotidiana da escola Pujol e Bonil (2003) vêem a questão ambiental sendo tratada no currículo de hoje como um processo complexo e dinâmico, construído em três bases essenciais: uma nova ética coletiva, um novo estilo de pensamento, e uma nova forma de ação transformadora.

Para superar as limitações das abordagens atuais, García (2000) propõe uma ecologização do currículo em que as considerações ambientais sejam levadas em conta como princípio educativo em todos os processos decisórios. Estas foram algumas das contribuições para a integração da educação ambiental no currículo, seguindo as diretrizes da Lei de Educação Geral de 1990.

Hoje, a Espanha, possui uma nova Lei de Educação que está em vigor (LOE, 2006), mas a incorporação da educação ambiental no currículo ainda permanece sendo um desafio. Entre os objetivos estabelecidos pela Lei, há uma claramente ligada com a questão da educação para o desenvolvimento sustentável: - "descobrindo e apreciando o ambiente natural, social e cultural e as possibilidades de ação e analisando a importância sobre isso." 4A nova lei dá particular importância para a definição do núcleo de oito competências para ser incorporadas ao currículo e julgados indispensáveis ​​a partir de uma perspectiva de integração. Aqueles que são mais estreitamente relacionadas à educação ambiental são de competência em conhecimento e interação com o mundo físico, e competência social e cívica.

De acordo com os dispositivos da LOE (2006) os alunos precisam ser preparados para serem cidadãos do século XXI, assim é importante procurar propostas práticas exemplares em que a educação ambiental possa estar efetivamente integrada ao currículo.

Neste sentido, Jensen e Schnack (2006) descrevem o objetivo de educação ambiental como permitir aos alunos o acesso às formas alternativas de desenvolvimento e de participação em ações em prol a defesa do meio ambiente. Isto requer uma forma de ensino em que os alunos adquiriram a coragem, o compromisso e o desejo de participar dos interesses sociais relativos ao ambiente, aprendendo a ser cidadãos ativos. Um aspecto fundamental é a aquisição de competências para a adoção de ações inovadoras em que os alunos podem escolher se querem ou não participar dessas ações em prol ao meio ambiente. Para aqueles autores, os critérios para tal ação seriam o primeiro passo para que os alunos realmente se interessassem e despertassem para a importância da conservação ambiental.

Experiências como os descritos por Breiting, Hedegaard, Mogensen, Nielsen e Schnack (2009) representam referências importantes sobre o avanço sobre estas questões. Dentro dessa vertente, a Escola de Auditorias Ambientais (eco-auditorias) e sua relação com o Currículo verde propõe uma integração da educação ambiental na vida escolar exigindo uma abordagem coerente em várias frentes para que haja progresso rumo ao desenvolvimento sustentável na própria escola. A orientação é praticar o que pregamos. Em particular, a gestão ambiental, o “esverdeamento” do currículo, o tipo de organização e as relações entre os membros da educação com a comunidade precisam ser consistentemente integrados aos preceitos da educação ambiental que está sendo defendido. Toda a comunidade educativa da escola deve participar no sentido de um abrangente compromisso de trabalho. Neste contexto, surgiram mais de 15 anos atrás, as primeiras experiências conhecidas como escola de auditorias ambientais ou eco-auditorias. Sua finalidade era buscar uma coerência ambiental nas escolas o que tornaria possível realmente educar nesse sentido. Assim, toda ação na escola (Incluindo a incorporação da educação ambiental no currículo) deve satisfazer os critérios ambientais, baseando-se em estratégias metodológicas em sintonia com a educação ambiental.

O objetivo final seria colocar os objetivos da educação ambiental em prática na escola. Os projetos mais recentes deste tipo têm sido chamados de "Agenda 21 Escolar". Sua abordagem metodológica é semelhante ao da escola eco-auditorias. Algumas das principais referências para a eco-auditorias a nível internacional são o projeto Eco Schools que são descritos em Sureda e Calvo (1997), Mogensen e Mayer, (2005), e Mayer (2006).

Na Espanha, alguns os primeiros programas de escolas ecológicas surgiram entre os anos de 1992/03 (Ciclos, 2001) e continuam a gerar dados a partir de sua experiências. Internacionalmente, há uma crescente conexão entre essas experiências, às vezes através de experiências de aprendizagem, tais como os citados por McCormick et al. (2005), e isto representa um enriquecimento para alunos e professores, pois um dos objetivos das escolas ambientais é o fornecimento de um ensino ativo e participativo, cujo objetivo é fornecer um diagnóstico ambiental da escola. Para este fim, toda a comunidade docente participa com o objetivo de assumir compromissos, elaborar planos de ação para algum dado tópico, e a avaliação do processo e os resultados. Dois grupos de trabalho são constituídos para operar em coordenação. Uma delas é a Comissão de Meio Ambiente, onde representantes de todos os setores da comunidade educativa participam. O outro é o trabalho dos professores do Grupo que inclui todos os professores interessados ​​em participar. Este processo educativo é de fundamental importância (Conde & Sánchez, 2008). É preciso saber o que realmente está incorporado ao currículo e como ele é trabalhado a fim de entender como essas experiências contribuem para a consecução dos objetivos da educação ambiental para o desenvolvimento sustentável nas escolas. A Consciência dos objetivos dos professores e participação ativa é crucial para todo o processo de integração curricular (Mellado, Ruiz, Bermejo, e Jiménez, 2006)5.

Para este fim, a formação de professores deve ser concordante com um a tríade ciência, tecnologia e sociedade (Yetisir & Kaptan, 2008). Outra questão importante é a idéia de desenvolvimento de critérios de qualidade para a formação de professores a fim de que os professores ganhem competências em educação ambiental (Kyburz-Graber & Robottom, 1999)6.

Qablan, Al-Ruz, Khasaweh e Al-Omari (2009) falam da necessidade durante a formação de professores para combater a doutrinação de práticas de ensino estáticas, assim novas práticas de reflexão sobre a ação do homem sobre o meio ambiente sempre devem ser pensadas. Suas atitudes em relação à educação ambiental também vão influenciar o processo, uma vez que a questão de conservação ambiental somente pode ser construída em um processo de reflexão contínuo, onde todos os efeitos que a ação danosa do homem realiza sobre o meio ambiente devem ser trocados por práticas de desenvolvimento sustentável (Erol e Gezer, 2006).

3 CONCLUSÃO

Proteger o meio ambiente exige mudanças culturais e um rearranjo nas estratégias de desenvolvimento econômico. Portanto, a participação da comunidade e educação ambiental são o começo para parar a degradação dos recursos naturais.

Observou-se que a Educação Ambiental brasileira é embasada em na Lei de Diretrizes Ambientais Brasileiras que preconiza que a educação deve orientar os alunos sobre a gestão adequada dos recursos da terra e da água, medidas essas necessárias para que os impactos da escassez de água extrema sejam minimizados e os meios de subsistência sejam melhorados no futuro.

A Política Nacional da Educação Ambiental (Lei 9.795/99). Retomou os princípios e recomendações existentes em documentos nacionais e internacionais, esta lei estabeleceu a definição normativa, legalizou os princípios básicos e objetivos da educação ambiental, transformando-a em objeto de uma política pública.

Sobre a Educação Ambiental na Espanha verifica-se que existe uma Lei de Educação que está em vigor (LOE, 2006), essa supracitada lei prevê a incorporação da educação ambiental no currículo. Entre os objetivos estabelecidos pela Lei, há uma claramente ligada com a questão da educação para o desenvolvimento sustentável: - "descobrindo e apreciando o ambiente natural, social e cultural e as possibilidades de ação e analisando a importância sobre isso."

Por fim, conclui-se que tanto o Brasil quanto a Espanha possuem políticas e ações voltadas para a maior integração da comunidade com a questão ambiental, mas também se observa que os dois países possuem alguns desafios como a incorporação da educação ambiental no currículo de forma eficaz. Outro ponto em destaque diz respeito à formação do corpo docente para lidar com essa temática. Na verdade, esse estudo não se esgota por aqui é necessário que: pesquisas, modelos, experimentos sejam constantemente testados a fim de ajudar na melhoria da disseminação dos pressupostos teóricos da educação ambiental com o objetivo maior de levar a uma maior conscientização promovendo a conservação dos recursos naturais indispensáveis para a manutenção da vida humana.

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