ISSN 1678-0701
Número 71, Ano XIX.
Junho-Agosto/2020.
Números  
Início      Cadastre-se!      Procurar      Área de autores      Contato     Apresentação     Normas de Publicação     Artigos     Dicas e Curiosidades     Reflexão     Notícias     Para sensibilizar     Entrevistas     Arte e ambiente     Divulgação de Eventos     Sugestões bibliográficas     Educação     Sementes     Gestão Ambiental     O Eco das Vozes     Relatos de Experiências
 
Artigos

No. 71 - 08/06/2020
AS PROBLEMÁTICAS DO LIXO PLÁSTICO: AS ECOBAGS COMO ALTERNATIVA SUSTENTÁVEL E VALORIZAÇÃO DA CAATINGA  
Link permanente: http://revistaea.org/artigo.php?idartigo=3920 
" data-layout="standard" data-action="like" data-show-faces="true" data-share="true">

AS PROBLEMÁTICAS DO LIXO PLÁSTICO: AS ECOBAGS COMO ALTERNATIVA SUSTENTÁVEL E VALORIZAÇÃO DA CAATINGA





Aparecida Elija Simões Lima1, Rosimary de Carvalho Gomes Moura², Emanuelly Edila Rodrigues Simões³



1Pós-graduanda em Educação Ambiental Interdisciplinar. Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF). Graduada em Ciências Naturais e Matemática. Universidade Federal do Cariri (UFCA). E-mail: elyja.s@hotmail.com



2Mestra em Educação. Universidade Federal do Pernambuco (UFPE). Professora na Universidade de Pernambuco (UPE). E-mail: netanel@uol.com.br



³Pós-graduanda em Educação Ambiental Interdisciplinar. Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF). Graduada em Ciências Naturais e Matemática. Universidade Federal do Cariri (UFCA). E-mail: emanoellyrodrigues@hotmail.com





Resumo: O lixo plástico é atualmente um dos maiores problemas ambientais, pois além de poluir os ecossistemas terrestres e o solo, ele se dispersa com facilidade atingindo também os ecossistemas aquáticos, prejudicando assim os fatores bióticos e abióticos. A partir da Era da Industrialização o aumento da fabricação e consequentemente o uso desses materiais expandiu em grande escala, principalmente as sacolas fornecidas nos comércios, produzindo assim um agravamento na quantidade de lixo descartado. Visando a minimização desse impacto, as Ecobags são alternativas viáveis e duradouras em substituição às tradicionais sacolas plásticas, promovendo a preservação e sustentabilidade do meio ambiente. Ainda, a partir delas é possível trabalhar representações da flora e fauna da Caatinga para a valorização dessa unidade fitoecológica pouco conhecida, trabalhando nesse viés, a Educação Ambiental (EA), como uma forma de sensibilizar os indivíduos para a responsabilidade socioambiental. Assim, o artigo objetivou mostrar como as ecobags podem contribuir com a diminuição do uso de sacolas e ainda valorizar a unidade fitoecológica Caatinga. O estudo caracteriza-se como qualitativo, teórico e descritivo, utilizando-se de análise documental para coleta de dados.



Palavras-chaves: Educação Ambiental, Degradação ambiental, Poluição, Unidade fitoecológica, Sacolas.



Abstract: Plastic waste is currently one of the biggest environmental problems, because in addition to polluting terrestrial ecosystems and soil it disperses easily also reaching aquatic ecosystems thus harming biotic and abiotic factors. From the Age of Industrialization the increase in manufacturing and consequently the use of these materials expanded on a large scale, mainly the bags supplied in the trades, thus producing an increase in the amount of garbage discarded. In order to minimize this impact, Ecobags are viable and lasting alternatives in place of traditional plastic bags, promoting the preservation and sustainability of the environment. Furthermore, from them it is possible to work representations of the flora and fauna of the Caatinga for the valorization of this little-known phytoecological unit, working in this bias, Environmental Education (EA), as a way to sensitize individuals to social and environmental responsibility. Thus, the article aimed to show how ecobags can contribute to the reduction of bag use and also value the Caatinga phytoecological unit. The study is characterized as qualitative, theoretical and descriptive, using documentary analysis for data collection.



Keywords: Environmental Education, Environmental Degradation, Pollution, Plant Ecological Unit, Bags.





1 INTRODUÇÃO



As sacolas plásticas levam basicamente entre 100 e 400 anos para se decompor no meio ambiente após seu descarte (MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, 2011). Elas representam grande parte do lixo urbano e são muito utilizadas em supermercados e lojas de cidades de pequeno e grande porte. Segundo o Ministério do Meio Ambiente (2019), o consumo de sacolas plásticas, por ano, em todo o mundo, está entre 500 bilhões e 1 trilhão de unidades, sendo esse excesso muito preocupante, pois trazem prejuízos ao meio ambiente.

Esse tipo de plástico é derivado de recursos não renováveis, como o petróleo, e possui um alto consumo de água em sua produção, utilizando ainda nesse processo, uma grande quantidade de energia para a sua fabricação. Como consequência há liberação de rejeitos e emissões de gases tóxicos que ocasionam o aumento do efeito estufa. Ainda, o mau uso e descarte das sacolas geram grandes prejuízos ao ambiente, pois segundo o Ministério do Meio Ambiente (2011) os animais podem confundir plásticos com comida, principalmente os animais marinhos como as tartarugas que assimilam às sacolas a sua alimentação. A ingestão desses plásticos têm como resultado a morte de mais de 100 mil animais por ano em todo o mundo, de acordo com os dados do Ministério do Meio Ambiente (2011).

Nessa perspectiva, a minimização do consumo excessivo de plásticos é essencial para a manutenção do equilíbrio ecológico e as ecobags são vistas como uma aliada ao processo de mudança cultural, pois é produzida a partir de materiais ecológicos, naturais e biodegradáveis, possuindo uma maior durabilidade se comparada às sacolas descartáveis. As ecobags podem ser reutilizadas várias vezes e usadas durante anos (Gomes, 2012, p. 50), em diferentes ocasiões do dia a dia sendo necessário então, a lavagem delas após o uso. Ainda, as ecobags podem ser confeccionadas ou compradas. Nesse último caso, algumas marcas sustentáveis às disponibilizam no mercado de vendas em websites.

O processo de elaboração é possível atrelar à Educação Ambiental, dando enfoque à valorização da Caatinga através de retratações dessa unidade fitoecológica, isso porque o trabalho da Educação Ambiental é considerado “um grande aliado na conscientização e sensibilização da população em geral.” (GRZEBIELUKA et al, 2009, p. 3882).

Dar visibilidade à Caatinga faz-se necessário, pois trata-se de uma unidade fitoecológica que há décadas vêm sendo desvalorizada e sofrendo preconceito, visto que a falta de informação sobre ela e suas características gera uma falsa sensação de “natureza morta”, sendo pois, o desconhecimento um dos motivos para que sofra desmatamentos e queimadas. Dessa forma é possível representar através de desenhos e ilustrações, os componentes da Caatinga nas bolsas ecológicas, dando destaque as árvores nativas e animais dessa região.

Dentro desse cenário, esse artigo objetivou mostrar como as ecobags podem vir a contribuir na diminuição do uso de sacolas e na valorização da unidade fitoecológica Caatinga.

Através dessa temática, foram abordadas questões sobre os impactos e consumo de sacolas plásticas bem como a importância da diminuição desse consumo. Também foram compartilhados os benefícios do uso das ecobags no dia a dia, como a redução de danos ao meio ambiente, praticidade, resistência, duração e fácil decomposição.

Dentro desse contexto, recorreu-se, à Educação ambiental como uma ferramenta para promover a conscientização para a sensibilização da valorização da Caatinga, pois de acordo com Farias et al (2013, p. 4), “A educação ambiental é mais do que um elemento informativo e sensibilizatório, ela é um meio de transformação de uma realidade inconsciente para uma realidade consciente da população no que diz respeito a questões ambientais”.

Nessa conjuntura, o trabalho se justifica por dois motivos: o teórico e o social. O primeiro motivo contribuindo com a produção científica sobre o tema, numa perspectiva das ecobags vinculada à Educação Ambiental. O segundo por promover a disseminação do conhecimento e atrair indivíduos à causa ambiental.

Para isso, realizou-se um levantamento bibliográfico com o intuito de mostrar como as ecobags podem contribuir com a diminuição do uso de sacolas plásticas e ainda valorizar a unidade fitoecológica Caatinga.



2 METODOLOGIA



A presente pesquisa é de natureza qualitativa, pois assim pontua Honorato (2004, p. 98), “A pesquisa qualitativa caracteriza-se pela análise psicológica dos fenômenos de consumo, pela explicação de razões pelas quais se age de determinado modo e pela impossibilidade qualificação”.

Com relação à posição epistemológica, o trabalho foi construído através de metodologia descritiva, que segundo Triviños (1987, p. 110), “O estudo descritivo pretende descrever "com exatidão" os fatos e fenômenos de determinada realidade”.

Dessa forma, o artigo foi fundamentado após realização de levantamentos bibliográficos, realizados a partir de estudos efetivados de artigos, teses, websites, revistas e outros documentos científicos.

Também foram realizadas pesquisas sobre novas abordagens no que tange a novos assuntos relacionados a produtos e serviços ecológicos, temática inovadora em seus aspectos descritivos. Assim, percebeu-se que apesar do lixo ser bastante debatido e divulgado, ainda é uma questão polêmica no que se refere às formas de descartes e aproveitamento dos mesmos.

Nessa conjuntura, a pesquisa buscou apontar as problemáticas do lixo plástico tendo as ecobags como alternativa sustentável e valorização da caatinga.



3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA



3.1 SACOLAS PLÁSTICAS



O plástico é um material formado pela união de polímeros através do processo químico chamado de polimerização. O plástico propriamente dito foi inventado pelo inglês Alexander Parkes em 1862 (Fabro et al, 2007, p. 15) e o material logo popularizou-se ao dar vida as famosas sacolas de polietileno que modificaram o dia a dia dos seres humanos.

Esse material tornou-se tão importante no cotidiano que em 1907 o americano Leo Hendrik Baekeland, revolucionou os meios de produção ao criar a primeira substância plástica sintética, estável e resistente, chamada de baquelite (ROCHA et al, 2013). Por ser um produto viável comercialmente, a baquelite fez então surgir a era dos plásticos modernos originando vários produtos conhecidos, como as carcaças de telefone, câmeras fotográficas entre outros (MIRANDA, 2010).

A palavra plástico tem seu nome originário do grego plastikós e refere-se a qualquer material capaz de ser modelado. Segundo Lima e Okimoto (2009), ele é um tipo de composto sintético. Eles podem ser "obtidos por meio de fenômenos de polimerização ou multiplicação artificial dos átomos de carbono nas grandes correntes moleculares dos compostos orgânicos, derivados do petróleo ou de outras substâncias naturais" (LIMA; OKIMOTO, 2009, p. 245).

De acordo com a Cartilha para Consumidores do Ministério do Meio Ambiente (2011), as sacolas plásticas foram inseridas no Brasil no final da década de 1970, objetivando substituir os sacos de papel kraft que eram usados e distribuídos pelo comércio.

As sacolas são feitas a partir do plástico e tornaram-se especialmente populares por possuírem várias aplicações no cotidiano. São utilizadas para diversas finalidades como transportar medicamentos, alimentos, frutas entre outros objetos, também são usadas para o armazenamento e descarte de lixo.

No entanto, devido sua popularidade e o consumo exagerado, esses plásticos vêm ocasionando grandes impactos ambientais, pois demoram décadas e até séculos para se decomporem, gerando uma enorme quantidade de lixo e resíduos que se acumulam nos solos e poluem os lençóis freáticos.

Dentro desse contexto, os plásticos provocam outros impactos locais e globais. Destaca-se a presença desses em aterros sanitários, causando ainda, entupimentos de bueiros, alagamentos e a poluição de regiões distantes como ilhas, praias desertas e polos. Além disso, um fator preocupante é que seres vivos podem absorver os microplásticos, levando a bioacumulação desse material ao longo da cadeia alimentar de animais terrestres e marinhos, inclusive a seres humanos (LUCIO et al, 2019, p. 47). Por serem impermeáveis, os plásticos podem também servir como reservatório de água, o que pode acarretar proliferação de mosquitos transmissores de doenças como: dengue, zica, febre amarela e a chikungunya.

As sacolas plásticas, por serem gratuitas em alguns países, inclusive no Brasil, e distribuídas em abundância tornaram-se um dos maiores problemas ambientais (MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, 2019). Em consequência dessa aquisição ocorrer de forma fácil e rápida, e por serem práticas e multifuncionais, elas acabaram sendo introduzidas no cotidiano da população, deixando as pessoas dependentes e condicionadas ao seu uso. Segundo o Ministério do Meio Ambiente (2019), no Brasil 1,5 milhões de sacolas são distribuídas por hora. Esses números só mostram o quanto essa quantidade cedida é exagerada.

De acordo com Farias et al (2013, p. 2) os locais que mais disponibilizam e utilizam as sacolas são os supermercados e varejistas, justamente porque os clientes precisam transportar suas compras. Necessitando, na maioria das vezes, de pelo menos 5 sacolas, que de acordo com os autores, essa utilização torna-se exagerada, pois usa-se muitas sacolas para poucos produtos. (FARIAS et al, 2013, p. 2).

Assim, sabendo do problema que esse material representa e objetivando racionar o uso das sacolas, alguns países passaram a cobrar diretamente aos clientes pelo seu consumo. Na Alemanha, por exemplo, quem não anda com sua sacola para transportar as compras têm a opção de pagar pela aquisição. O custo é de aproximadamente R$0,60 por cada unidade adquirida (TRIGUEIRO, 2003). Além de cobrar por elas, muitos comerciantes incentivam a utilização das ecobags.

Essas iniciativas diminuem o consumo exacerbado e os problemas que as mesmas podem ocasionar. Porém embora essas ações sejam eficazes, a maioria dos países ainda não aderiram a essa prática, e a diminuição do uso desse produto parece estar longe de ser uma realidade.



3.2 SURGIMENTO DAS ECOBAGS



As sacolas plásticas tornaram-se polêmicas nas questões ambientais, inclusive com o crescente interesse pelo desenvolvimento sustentável (PIVA; ORIKASSA, 2012, p. 9). Com isso, passaram a existir opções para substituí-las, como por exemplo, os sacos biodegradáveis e os sacos de papel, porém esses de alguma forma ainda causam impacto ambiental. Dessa maneira, as ecobags mostram-se uma das melhores soluções para minimizar o consumo desse material.

Os sacos ecológicos foram usados por muito tempo por nossas mães e avós. Os antigos sacos de feira, feitos de tecido, lona ou nylon, faziam parte do dia a dia dessas mulheres, pois as usavam na hora de irem as compras (FUNVERDE, 2017). Com essas ações, mesmo de forma não intencional, essa geração já praticava a responsabilidade ambiental. Porém, a sua utilização foi caindo em desuso pela nova geração, pois eram consideradas ‘‘bregas” e ultrapassadas.

Assim, com a crescente busca por atitudes conscientes e responsáveis, necessárias à minimização dos impactos ambientais, criou-se as ecobags que podem ser utilizadas para as mais diversas finalidades, como armazenar e transportar alimentos, e os mais diversos objetos como materiais escolar, brinquedos, maquiagem entre outros. Elas também podem ser reutilizadas várias vezes após serem lavadas, possuindo assim, uma maior vida útil. As ecobags podem ser feitas a partir de inúmeros materiais, incluindo os naturais e tecidos reutilizados de roupas que não servem mais para o uso, como é o caso dos jeans.

A campanha “I´m not a plastic bag”, que ao traduzir significa: eu não sou uma bolsa de plástico, criada pela rede americana de supermercados Wrole Foods Market (Gomes, 2012, p. 50), foi importante para alertar o mundo sobre os graves impactos causados pelas sacolas de plásticos. A partir disso foi criado em 2007 as primeiras ecobags, pela designer inglesa Anya Hindmarch (Abras, 2012), uma bolsa feita de fibras vegetais e que continha a frase utilizada na campanha do supermercado Wrole Foods Market.

Em pouco tempo as ecobags da designer ficaram famosas e várias celebridades começaram à usá-las (GOMES, 2012, p. 54). Após serem comercializadas por aproximadamente R$15,00, as vendas foram um sucesso e o produto foi esgotado rapidamente pelos clientes. Posteriormente, várias marcas famosas aderiram à produção e comercialização das bolsas ecológicas como Louis Vuitton, Prada, Le Lis Blanc entre outras.



No mundo da moda, as ecobags ganharam um apelido, inclusive: shopping bags, como uma espécie de incentivo a mais para que os consumidores deixem as sacolas plásticas de lado e utilizem a versão retornável na hora das compras. Essa atitude inspirou grifes conceituadas a lançarem suas versões personalizadas e com os mais variados modelos. Desde então, para acompanhar a época de consciência ecológica instaurada na sociedade, várias marcas, inclusive de luxo, investiram na criação da sua versão da ecobag que, por lei, deve ser feita de linho, juta, cânhamo, algodão orgânico, pet ou plástico reciclado. (GUIAME apud GOMES, 2012, p. 55).



No Brasil as sacolas ecológicas não demoraram a aparecer, sendo confeccionadas por renomados estilistas brasileiros como Alexandre Herchcovitch e Juliana Jabour, caindo então no “gosto dos brasileiros” e passaram a ser fashions e indispensáveis para aqueles que queriam sentir-se engajados e antenados com a moda e a causa ambiental.

Ocorrendo ainda, sua comercialização em redes de supermercados como as do Grupo Pão de Açúcar. Segundo uma pesquisa realizada por Nascimento (2011), "Desde o início da comercialização das ecobags, em 2009, no Grupo Pão de Açúcar, mais de 2,2 milhões foram vendidas. Que refletiu também na economia de mais de 96 milhões de sacolas plásticas ano passado". (NASCIMENTO, 2011, p. 29).

De acordo com esses dados, pode-se inferir as vantagens de aderir ao uso das ecobags, pois trata-se de uma ideia simples e inteligente que pode amenizar a crise que o meio ambiente vem passando. Ainda por tratar-se também de um item fashion, moderno e engajado com a sustentabilidade, pode gerar inúmeros benefícios para as pessoas, inclusive para aquelas que confeccionam, tornando-se uma uma fonte de renda.

A Tabela 1 mostra algumas empresas brasileiras que já realizam a confecção e vendas de ecobags no país. A seleção das 12 empresas dispostas na tabela abaixo foi realizada de forma aleatória, em uma busca no Google, com os seguintes termos: Venda de ecobag e venda de sacola ecológica.

Entre essas 12 marcas encontradas existem as que revendem em atacado, onde oferecem uma maior diversidade de produtos e um menor preço para os clientes, e outras vendem as ecobags no varejo. Algumas disponibilizam personalização de acordo com a exigência do cliente. Além de ecobags comercializam outros produtos ecológicos como canudos, copos, aventais, escovas de dente, entre outros.

Essas empresas, ao optarem em comercializar produtos ecológicos, assumem uma responsabilidade socioambiental e adotam uma postura proativa, almejando com isso diminuir os impactos ocasionados ao meio ambiente. São empreendimentos alinhados à sustentabilidade e tem como propósito oferecer mais que um produto, elas buscam inserir os consumidores na causa ambiental.



Tabela 1 – Marcas brasileiras que vendem ecobags.

Ecobag BR

https://ecobagbr.com.br/

Bag&Packs

http://www.bagpacks.com.br/

Totem

https://www.totemstore.com.br/

Kiosfera

https://www.ecobagspersonalizadas.com.br/a-empresa

Sacola Ecológica.Com

https://www.sacolaecologica.com/

Na Sacola

https://nasacola.net/#catalogo

Ecologicpack

https://ecologicpack.com.br/

Sacola do Bem

https://www.sacolasdobem.com.br/

Positiv.a

https://positiva.eco.br/

Floripa Eco

https://www.floripaeco.com.br/

Eco Bags Brasil

https://www.ecobagsbrasil.eco.br/

Paz em Gaia

https://www.pazemgaia.com.br/





Fonte: elaboração própria (2020).



3.3 ECOBAGS E SUSTENTABILIDADE (OS 5 R'S)



A Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento foi muito importante para a ponderação e universalização do conceito de desenvolvimento sustentável, surgindo a partir do evento a definição mais usual e aceita de que o desenvolvimento sustentável é aquele que seja capaz de comportar as necessidades da atual geração, sem comprometer as das futuras gerações (Comissão Mundial Sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, 1988), tendo como pilares bases a serem considerados, o ambiental, o econômico e o social.

O pilar ambiental é muito discutido, pois é da natureza que se extraem os recursos bióticos e abióticos disponíveis para a geração da economia mundial e manutenção da vida. Tornando-se necessário incluir práticas e ações no dia a dia que visem o melhor e menor uso desses recursos, em especial dos não renováveis, dos menos degradáveis e mais poluentes do meio ambiente, como é o caso dos plásticos.

Em consonância ao desenvolvimento sustentável surgiu inicialmente a Política/Princípio dos 3R's (recentemente utiliza-se 5R's) que refere-se às ações e hábitos que visam a minimização da produção do lixo e uso dos recursos naturais. A primeira discussão sobre a temática iniciou-se durante a "Conferência da Terra" ou "Eco 92", no Rio de Janeiro, no ano de 1992. As medidas em questão são: reduzir, reciclar, reutilizar, repensar e recusar.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, o Princípio ou Política dos 3R's (Reduzir, Reciclar e Reutilizar) pode ser um caminho para solucionar os problemas com o lixo. Ainda, alguns fatores como "prevenção e não-geração de resíduos, somados à adoção de padrões de consumo sustentável, visando poupar os recursos naturais e conter o desperdício." (BRASIL, 2020), são essenciais para minimizar os problemas referentes a geração de lixo, inclusive o plástico.

Trazendo para a perspectiva da diminuição de sacolas plásticas e aderência às ecobags, é possível conceituar os objetivos dessas medidas de acordo com o Tribunal de Contas da União (2017), como consta abaixo, na Tabela 2.

Tabela 2 – Princípio dos 5 R's.

REDUZIR:

Prática que objetiva a diminuição dos lixos, em especial os plásticos. Ao ir em supermercados é possível utilizar poucas sacolas ou ecobags, ao comportar o máximo de produtos possíveis, reduzindo então, o uso dos plásticos.

RECICLAR:

Apesar de difícil, e considerado até economicamente inviável, é possível reciclar as sacolas plásticas. Muitas possuem o selo da reciclagem impressa. Essas podem ser separadas das que não possuem o selo, e podem ser colocadas em uma lata de coleta seletiva ou enviadas à cooperativas de recicladores para que eles façam a destinação correta desse material e evite seu deposito em lixões ou em lugares à céu aberto.

REUTILIZAR:

Umas das formas mais convencionais de se fazer isso é reutilizando essas sacolas para comportar os lixos domésticos, principalmente aqueles destinados à compostagem, pois necessitam de um material mais seguro para comportar toda a umidade e a matéria orgânica. Outra opção é reutilizá-las para a próxima ida ao supermercado, separando-as e identificando-as por seção (frutas, material de limpeza, produtos alimentícios), assim é possível utilizar a mesma sacola para as novas compras, dos mesmos produtos. Outra possível opção é utilizá-las para cobrir superfícies, em áreas internas e externas, que podem ser reservatórios de água e local de reprodução do mosquito Aedes Aegypti.

REPENSAR:

Na maioria das vezes não necessitamos de sacolas, mas pela força do hábito e por "andarmos no automático", acabamos por aceitá-la. Quem nunca foi à farmácia, supermercado ou outra loja qualquer apenas comprar um ou três produtos, no máximo?! Levamos um remédio, um lápis, um acessório ou um produto que caberia facilmente na bolsa, no bolso da calça ou diretamente no carro. Então repensar na real necessidade é um passo importante para contribuir com o meio ambiente e seus recursos.

RECUSAR:

Esse é um complemento do anterior (o repensar), ao analisar suas atitudes, necessidade, responsabilidades e tornar-se consciente, você perceberá que recusar é a melhor alternativa para contribuir com o desenvolvimento sustentável do planeta. Diga não aos plásticos que você não precisa e comece a utilizar as ecobags.





Fonte: elaboração própria (2020).



Esses princípios sugerem muitas mudanças de hábitos diários em função de uma menor geração de lixo plástico, e consequentemente a poluição de solos e águas. Assim torna-se imprescindível que toda a sociedade se responsabilize pela garantia da saúde do meio e promovam essas ações em seus lares e cidades, pensando no local para então contribuirem com o global.



3.4 EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMO PROCESSO DE SENSIBILIZAÇÃO



A Educação Ambiental vem se tornando cada vez mais importante na contemporaneidade, pois visa a conservação do meio em que vivemos, o respeito à natureza e à vida. Assim podemos influir que toda ação realizada na sociedade, voltada para a sensibilização, conscientização e responsabilidade socioambiental caracterizam-se como Educação Ambiental.

De acordo com a Política Nacional de Educação Ambiental (Lei nº 9795/1999):



Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade. (LEI nº 9795/1999, ART 1º).



O termo "Educação Ambiental" (Enviromental Education) foi amplamente utilizado em eventos importantes sobre o meio ambiente. Em 1948, no encontro da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) em Paris (Henriques et al, 2007, p. 12), em 1965 na Conferência de Educação” da Universidade de Keele na Grã-Bretanha (Ministério do Meio Ambiente, 2012), tomando uma expressividade universal, após a Conferência de Estocolmo, em junho de 1972, na Suécia (HENRIQUES et al, 2007, p. 12). Isso pois, a conferência das Nações Unidas objetivou conscientizar a sociedade na preservação do meio ambiente. (GRZEBIELUKA et al, 2009, p. 3883).

A partir desses eventos houve uma maior preocupação com a natureza e com os recursos naturais, necessários à sobrevivência de todas as formas de vida existentes na terra. Intensificando-se após a Revolução Industrial, e o desenvolvimento tecnológico, científico e econômico (Rampazzo, 1996) que configurou-se como um período onde mudou-se as formas de produção, consumo, descarte e até o equilíbrio dos ambientes naturais, que tornaram-se desequilibrados após a alta exploração dos recursos naturais.

De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (2010, p. 17): "Com o advento da sociedade fordista, caracterizada como o processo de produção e de consumo em massa no mundo, surge uma notória preocupação com as questões ambientais”, pois foi nesses últimos séculos - XX e XXI - que o quadro de consumo e uso insustentável dos recursos do meio ambiente tornaram-se mais alarmantes, necessitando então de conhecimento dos termos, ações, políticas públicas e educação ambiental que sensibilize sobre a importância da promoção de ações sustentáveis.

Nessa perspectiva, a Educação Ambiental surge com o propósito de construir valores pessoais e coletivos que visem a preservação e promoção da melhoria na relação homem/natureza (GRZEBIELUKA et al, 2009), que são essenciais à qualidade de vida dos indivíduos da terra, inclusive dos menos favorecidos e que dependem do meio para a sua sobrevivência. Como visto, vários foram os processos que permitiram perceber que as atitudes humanas estão mudando e trazendo prejuízos para o meio ambiente quando utilizados de forma insustentável, tornando-se necessário o fortalecimento da Educação Ambiental e o desenvolvimento da sustentabilidade.

Pensar hoje em Educação Ambiental é refletir sobre as complexidades do mundo globalizado/industrializado e as relações sociais, culturais e ambientais que derivaram desse processo. Nessa sentido é interessante destacar sua relevância como base para o fortalecimento e transformação da sociedade, tendo como arcabouço o desenvolvimento e o consumo sustentável.

A Educação Ambiental voltada para a sensibilização e conscientização de comerciantes, empresários, consumidores, professores, alunos, gestores públicos, líderes comunitários e demais atores sociais é imprescindível, pois esses podem atuar fomentando ideias, ações e estimulando o senso crítico nas pessoas, inclusive no que tange a utilização das sacolas plásticas.

Estando a Educação Ambiental integrada a sociedade e amparada pelos órgãos políticos e pelas políticas públicas, é provável que haja a minimização dos desafios relacionados às mudanças de hábitos sobre o consumo exagerado de sacolas descartáveis, induzindo assim, a utilização das ecobags. Essas por sua vez, tornam-se vias de divulgação da Caatinga.



3.5 VALORIZAÇÃO E REPRESENTAÇÃO DA CAATINGA



A Caatinga é uma unidade fitoecológica exclusivamente brasileira com particularidades quanto aos espaços e regiões ocupadas. Ela ocupa cerca de 11% do território nacional, em uma área de 750.000 Km², que engloba os territórios dos estados do Ceará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Sergipe, Maranhão, Bahia e parte de Minas Gerais, sendo que 54% de sua área localiza-se no Nordeste. (ALVES et al, 2008, p. 144).

De acordo com Schistek (2012, p. 6), apesar de sua grande extensão territorial, apenas nas últimas décadas a Caatinga vem se tornando mais conhecida e pesquisada quanto à suas características edafoclimáticas, a fauna e a flora existentes, que favorece as relações ecológicas e humanas nesse ecossistema.

A Caatinga se destaca das outras unidades fitoecológicas por apresentar aspectos peculiares, dentre as quais estão em destaque o clima semiárido, pouca ocorrência de chuvas, baixa disponibilidade hídrica e a vegetação seca na maior parte do ano. Devido a pouca quantidade de chuva nessa região, as plantas passam boa parte do tempo em estado de dormência. Essa condição possibilita que esses vegetais consigam sobreviver mesmo depois de longos períodos de estiagem, o que decorre de uma adaptação evolutiva.

Ela detém grande diversidade de fauna e flora, possuindo uma abundante variedade de plantas medicinais como a Myracrotrum urundeuva, a aroeira, Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan var. cebil (Griseb) Altschul, o angico e Ziziphus joazeiro Mart., o juazeiro. Esses são exemplos de plantas utilizadas para tratar algumas doenças humanas.

Na fauna podemos destacar Micrurus ibiboboca (Merrem, 1820), a Cobra-coral, Caudisona durissa (Linnaeus, 1758), a Cobra-cascavel, Mimussaturninus (Lichtenstein, 1823), o Sabiá-do-campo e Euphractus sexcinctus (Linnaneus, 1758), o Tatu-peba. Alguns desses animais são importantes para a medicina, pois fornecem substâncias necessárias para a produção de fármacos e/ou para fins alimentícios, como é o caso do Tatu-peba. A grande diversidade ecológica e suas vastas utilizações mostra a importância da Caatinga para o mundo.

Essa área vem despertando preocupações, pois encontra-se muito degradada devido as ações antrópicas, que retiram de maneira predatória os recursos naturais, causando a devastação e o desaparecimento de plantas e animais nativos.



O bioma Caatinga pode ser considerado um dos mais ameaçados do Brasil. Grande parte dele já foi bastante modificado por utilização indefinida e ocupação humana desordenada. Apesar de sua grande importância, inclusive porque só ocorre no Brasil, o bioma vem sendo desmatado de maneira acelerada nos últimos anos, devido ao intenso consumo de lenha nativa que é explorada de forma ilegal e irracional, para os fins domésticos e industriais. Além disso, outros fatores que levam ao desmatamento da Caatinga são o sobrepastoreio e a combinação entre a pastagem e a agricultura. (SILVA; COUTINHO, 2017, p. 5).



Apesar de sua importância, essa unidade fitoecológica é pouco valorizada e consequentemente uma das menos preservadas devido ser considerada um ambiente “pobre” em biodiversidade. Observa-se a carência em políticas públicas favoráveis à preservação e a criação de áreas de conservação, principalmente nos locais que encontram-se mais degradados. Observa-se a necessidade de mais campanhas por parte das mídias, que pouco participam e influenciam na divulgação do conhecimento e conscientização para controlar o desmatamento da Caatinga.

Assim, para manter a Caatinga viva faz-se necessário incentivar sua divulgação, ressaltando as belezas e as riquezas naturais e suas peculiaridades. Para isso, destaca-se a contribuição da Educação Ambiental para promover novos hábitos e despertar nas pessoas ações educativas, engajamento e participação proativa nas lutas pela causa ambiental.

Também faz-se necessário trabalhar a percepção e responsabilidade ambiental e social para os malefícios que o plástico causa. Nessa perspectiva, a Educação Ambiental é essencial para promover a diminuição do uso de sacolas de polietileno, assim como para aderir ao uso das ecobags, essa pode vir a ser um meio de divulgação e informação para a valorização da Caatinga, que a cada ano vem sofrendo com a devastações de seu domínio, podendo então nas ecobags vir impresso frases, mensagens informativas, imagens de animais e plantas nativas da Caatinga.



4 CONSIDERAÇÕES FINAIS



O término do presente trabalho apresenta-se de forma parcial, uma vez que o levantamento bibliográfico realizado precisará de um estudo mais aprofundado para mostrar como as ecobags podem contribuir com a diminuição do uso de sacolas e ainda valorizar a unidade fitoecológica Caatinga.

Pois, percebeu-se que diante dos estudos aqui realizados, muito ainda tem a se realizar, devido aos conceitos e pré-conceitos sobre lixo, nesse caso as sacolas plásticas.

Observou-se também que, até o momento, são poucas as empresas e instituições que desenvolvem esse tipo de trabalho, agindo de forma ecologicamente viável e correta.

Por outro lado tratar as problemáticas ocasionadas pelos lixos plásticos, em especial as sacolas, remete ao uso e costume de indivíduos que se mantém a uma cultura do comodismo.

A partir desse cenário, faz-se necessário mudanças de comportamentos e atitudes, onde o cidadão, agora consciente, passa a visualizar o bem estar social e ambiental. Portanto as ecobags, apresentam-se como alternativa sustentável e valorização da caatinga com seus serviços ecossitêmicos sendo uma inovação na área de educação ambiental preocupada com a realidade local.

A problemática das sacolas plásticas é percebida e visível, mas também observa-se que mudanças vêm ocorrendo. É bem verdade que vem acontecendo de forma lenta. Para o avanço mais significativo, é necessário que se renunciem as práticas dos maus hábitos e costumes das facilidades e do comodismo.

É relevante, que governos, organizações e empresas venham subsidiar essa mudança promovendo a distribuição de ecobags para que a população construa esse hábito de utilização, afinal as sacolas plásticas são responsáveis por poluir os ecossistemas e gerar impactos ao meio ambiente.

Interessante destacar a importância de inserir a Educação Ambiental voltada para a sensibilização, conscientização e desenvolvimento do senso de responsabilidade socioambiental uma vez que objetiva-se a minimização desses impactos ambientais gerados pelo uso e descarte das sacolas plásticas.

É importante não esquecer, que associado a tudo isso, pode-se promover a valorização da Caatinga através das ilustrações nas ecobags, mostrando a riqueza de sua biodiversidade e transmitindo uma imagem positiva, pois as ecobags podem ser um difusor da Caatinga, representando-a como sendo um ambiente resistente, repleto de beleza e exuberância.

Dar ênfase a todos os seus componentes como as arvores, flores, frutos e animais, ressaltando sua importância para a ecologia e a sociedade é imprescindível para desmitificar a imagem de “feiura” e pobreza que vinha sendo propagada ao longo dos anos, e dessa forma promover a sensibilização e conscientização para a conservação dessas áreas.



REFERÊNCIAS

ALVES, J. J. A.; ARAÚJO, M. A.; NASCIMENTO, S. S. Degradação da caatinga uma investigação ecogeográfica. Revista Caminhos da Geografia, Uberlândia, v. 9, nº 27. Set/p.143-155, 2008.

BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Orientações sobre consumo consciente e propostas para redução de sacolas plásticas pelos consumidores: Cartilha para Consumidores, v. 3, Brasília, DF, p. 40, 2011. Disponível em: https://bit.ly/2WIkgcJ. Acesso em: 28 de Fev. de 2020.

BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. A Política de Educação Ambiental. 2012. Disponível em: https://bit.ly/3bcLr4Q. Acesso em: 16 de Abr. de 2020.

BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Produção e consumo sustentáveis. Brasília, DF, 2019. Disponível em: https://bit.ly/3fylrUQ. Acesso em: 11 Fev. de 2020.

BRASIL, Ministério do Meio Ambiente. Princípio dos 3R's. Brasília, DF, 2020. Disponível em: https://bit.ly/3bdYIdm. Acesso em: 21 de Fev. de 2020.

BRASIL. Tribunal de Contas da União. Educação ambiental e os 5 Rs. Brasília, DF, 2017.

BRASIL. Lei n. 9.795, de 27 de Abril de 1999. Educação Ambiental e Política Nacional de Educação Ambiental, Brasília, DF, Abril, 1999. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9795.htm. Acesso em: 13 de Abr. de 2020.

Comissão Mundial Sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Cmmad). Nosso futuro comum. Rio de Janeiro: Fundação Getulio Vargas, 1988.

FABRO, A. T.; LINDEMANN, C.; VIEIRA, S. C. Utilização de sacolas plásticas em supermercados. Revista Ciências do Ambiente Online, v.3(1), p. 15-23, 2007. Disponível em: https://bit.ly/2xNwzfu . Acesso em: 31 de Mar. de 2020.

FARIAS, M. F.; MEDEIROS, J. L.; SILVA, J. D. J.; FARIAS, M. F. A educação ambiental como paradigma no turismo. Revista Querubim, v. 1, p. 1-26, 2013. Disponível em: https://bit.ly/2Leni3p. Acesso em: 13 de Abr. de 2020.

FARIAS, T. K. V.; ROSSETTI, S.; CAPELETTI, A.; VANASSI, L. B.; FANTE, G.; KOENIG, F. Sacolas Plásticas e Ecobags: uma análise em favor do desenvolvimento sustentável. CEP, v. 95020, p. 450, 2013. Disponível em: http://ojs.fsg.br/index.php/pesquisaextensao/article/view/476. Acesso em: 02 de Fev. de 2020.

GOMES, B. A.HALPERN, M. Ecobags e as marcas de luxo: uma análise de branding e sustentabilidade. Porto Alegre, Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização) - Escola de Design Unisinos, Especialização em Design Gráfico, Universidade do Vale dos Rios dos Sinos, 2012. Disponível em: https://bit.ly/2LhtWpj . Acesso em: 02 de Abr. de 2020.

GRZEBIELUKA, D.; KUBIAK, I.; SCHILLER, A. M. Educação Ambiental: a importância deste debate na Educação Infantil. Revista Monografias Ambientais, v. 13, p. 3881-3906, 2014. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/remoa/article/viewFile/14958/pdf. Acesso em: 13 de Abr. de 2020.

HENRIQUES, R.; TRAJBER, R.; MELLO, S.; LIPAI, E. M.; CHAMUSCA, A. Educação Ambiental: aprendizes de sustentabilidade. Brasília: SECAD/MEC, 2007. p. 109. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/publicacao2.pdf. Acesso em: 13 de Abr. de 2020.

HONORATO, G. Conhecendo o Marketing. . ed. Barueri: Manole, 2004. v. 1. p. 348.

IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Sustentabilidade ambiental no Brasil - biodiversidade, economia e bem-estar humano. Brasília, 2010, p.640. Disponível em: http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/3220. Acesso em: 13 de Abr. de 2020.

Lei da sacolinha cria novo hábito no consumidor. Associação Brasileira de Supermercados. São Paulo, 03 de Fev. de 2012. Disponível em: https://www.abras.com.br/clipping.php?area=30&clipping=25823. Acesso em: 10 de Mar. de 2020.

LIMA, E. G.; OKIMOTO, M. L. L. R. Revisão da aplicação de produtos biopolímeros obtidos pela reciclagem de plásticos em design. Revista Iberoamericana de polímeros, v. 10(5), p. 244-259, 2009. Disponível em: http://www.ehu.eus/reviberpol/pdf/SEP09/lima.pdf. Acesso em: 31 de Mar. de 2020.

LIMA, M. A. M. Introdução aos Materiais e Processos para Designers. Rio de Janeiro: Editora Ciência Moderna Ltda., 2006.

LUCIO, F. T.; MAGNONI. D. M.; VICENTINI, V. E. P.; CONTEL, H. Microplásticos: uma verdade silenciosa no meio ambiente. Conexão Ciência, v. 14, p. 47-55, 2019. Disponível em: https://bit.ly/2WIkvo9. Acesso em: 02 de Abr. de 2020.

MIRANDA, J. G. Era do plástico. Rio de Janeiro, Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) – Faculdade Integra Hélio Alonso. Graduação em publicidade e propaganda, p. 29. 2010. Disponível em: http://www.facha.edu.br/pdf/monografias/20062299.pdf. Acesso em: 10 de Mar. de 2020.

NASCIMENTO, L. B.; ARAUJO, M. E. O impacto das sacolas plásticas no meio ambiente. Niterói. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização) - Instituto a Vez do Mestre, Especialização em Gestão Ambiental, Universidade Candido Mendes, 2011.

Disponível em: https://bit.ly/3bnwfSh. Acesso em: 16 de Fev. de 2020.

O Plástico no Planeta: o uso consciente torna o mundo mais sustentável. BRASKEM. São Paulo. Disponível em: https://bit.ly/2WJvrBU. Acesso em: 12 de Fev. de 2020.

PIATTI, T. M.; RODRIGUES, R. A. F. Plásticos: características, usos, produção e impactos ambientais. Maceió: Edufal, 2005. 1. ed., v. 1. p. 51. Disponível em: https://bit.ly/3ceRxTz. Acesso em: 21 de Fev. de 2020.

PIVA, C. D.ORIKASSA, T. N. F. Sacolas plásticas: sua utilização na visão de diferentes autores. Revista de Ciências Gerenciais, v. 16, p. 9-18, 2012.

RAMPAZZO, S. E. A Questão Ambiental no Contexto do Desenvolvimento Econômico. In: Becker, D. F. (Org.). Desenvolvimento Sustentável: necessidade e/ou possibilidade?. 4. ed. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2001, p. 157-188. Disponível em: https://bit.ly/2WBw7cI. Acesso em: 13 de Abril de 2020.

ROCHA, C. A.; SILVA, E. F.; LIMA, M. E. P.; SOUZA, R. C. C. Polímero de Entretenimento: Uma Macromolécula Biodegradável. Lins. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) - Bacharelado em Química, Centro Universitário Católico Salesiano, 2013. (Apresentação de Trabalho/Outra). Disponível em: http://www.unisalesiano.edu.br/biblioteca/monografias/56278.pdf. Acesso em: 10 de Mar. de 2020.

Sacola do tempo da vovó vira alternativa ecológica. FUNVERDE. Disponível em: https://bit.ly/3bise1y. Acesso em: 02 de Abr. de 2020.

SCHISTEK, A.; DRUMOND, M. A.; SEIFFARTH, J. A. Caatinga: um bioma exclusivamente brasileiro e o mais frágil. Revista do Instituto Humanitas Unisinos, Nº 389, Ano XII. Disponível em: http://www.ihu.unisinos.br/. Acesso em: 12 de Fev. de 2020.

SILVA, R. C.; COUTINHO, S. F. S. Biomas Nordestinos: um estudo no âmbito da Mata Atlântica e da Caatinga. In: V Congresso Nacional de Educação, 2017, João Pessoa. Anais do V Congresso Nacional de Educação. João Pessoa, 2017. Disponível em: https://bit.ly/35L5SVn. Acesso em: 31 de Mar. de 2020.

TRIGUEIRO, A. A farra dos sacos plásticos. Ambiente Brasil, 2003. Disponível em: https://bit.ly/2WfRkd8. Acesso em: 17 de Fev. de 2020.

TRIVIÑOS, A. N. S. Introdução à pesquisa em Ciências Sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1987. Disponível em:

https://bit.ly/2SRApLT. Acesso em: 10 de Mar. de 2020.



" data-layout="standard" data-action="like" data-show-faces="true" data-share="true">
 
  Início      Cadastre-se!      Procurar      Área de autores      Contato     Apresentação     Normas de Publicação     Artigos     Dicas e Curiosidades     Reflexão     Notícias     Para sensibilizar     Entrevistas     Arte e ambiente     Divulgação de Eventos     Sugestões bibliográficas     Educação     Sementes     Gestão Ambiental     O Eco das Vozes     Relatos de Experiências