ISSN 1678-0701
Número 71, Ano XIX.
Junho-Agosto/2020.
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Reflexão

No. 71 - 08/06/2020
NÓS VAMOS MUDAR E O PLANETA AGRADECE  
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NÓS VAMOS MUDAR E O PLANETA AGRADECE

Fernanda Carvalho

 

O Dia da Terra é comemorado em 22 de abril e foi criado, em 1970, pelo então senador americano Gaylord Nelson. Naquela data, o senador convocou um grande protesto, nos Estados Unidos, que tinha como pauta a poluição. O evento foi um grande sucesso e contou com cerca de 20 milhões de pessoas preocupadas com os impactos negativos que o ser humano provoca no meio ambiente. Coincidência ou não, além de ser o ano em que aconteceu uma redução considerável nas taxas de poluição, 2020 também é o ano do 50º Dia da Terra.

 

A pandemia de Covid-19 não mudou apenas o estilo de vida dos humanos. Com um terço da população mundial em quarentena, não é de se estranhar que ela também impactasse a dinâmica do meio ambiente.

 

Impactos no mundo

 

Há alguns dias eu escrevi um texto falando exatamente sobre isso. Até os animais estão mudando os hábitos devido à ausência de humanos.  Em meio à crise, a natureza parece ter se levantado para nos lembrar da sua força. Com a expressiva diminuição da atividade humana, o meio ambiente começou a reaparecer onde antes estava esquecido.

 

Em várias cidades, animais que habitualmente ficavam em parques urbanos têm sido avistados passeando pelas ruas, em busca de comida ou simples exploração do espaço. Javalis nos passeios de Barcelona, pavões no centro de Madrid ou patos nas fontes de Roma.

 

Com menos automóveis nas ruas e menos fábricas funcionando, a diminuição na emissão de poluentes foi detectada por satélites em várias regiões do mundo, incluindo Brasil, China, Estados Unidos e Itália.

 

O impacto da pandemia foi medido até por sismógrafos. A quarentena generalizada diminuiu o ruído sísmico da crosta terrestre, resultado da diminuição da atividade humana. O fenômeno foi detectado por geólogos de diversos países. Na prática, a diminuição do ruído não faz tanta diferença para o meio ambiente, mas pode facilitar a detecção de terremotos leves e outros pequenos abalos sísmicos.

 

Mudança de hábitos e mentalidade

 

É inegável que as pessoas estão mudando com a quarentena e isso é muito visível nas redes sociais. Observe o seu Instagram com atenção e você perceberá que a “competição” por fotos de viagens, restaurantes e vidas perfeitas, simplesmente acabou.

 

Pessoas que não se falavam há anos, voltaram a ter contato por um simples motivo: as pessoas frearam o ritmo e passaram a ter mais tempo livre. Com tempo sobrando você começa a fazer coisas que a vida corrida de antes não te permitia: fazer um bolo, brincar de jogos de tabuleiro, muitas pessoas voltaram a tocar aquele instrumento que estava esquecido há tempos, inventar mil passatempos com os filhos, dançar, fazer artesanato, enfim, as pessoas voltaram a ter tempo para fazer as coisas que gostam, mas que a busca pela vida perfeita para as redes sociais, não as permitia fazer.

 

Mas o fator que realmente pode ser decisivo no comportamento das pessoas em relação ao planeta é a falta de liberdade. É possível que haja uma mudança de mentalidade e que as pessoas percebam o quanto os ambientes naturais são importantes para a manutenção da saúde mental. Pode ser que as pessoas iniciem um processo de reflexão que será decisivo para as mudanças de hábito e que em um futuro próximo as pessoas se tornem mais conscientes.

 

De uma coisa eu tenho certeza: as pessoas vão mudar com a quarentena. Muitos descobrirão que ficar em casa com a família pode ser maravilhoso, outros observarão a economia que terão ao não andar de carro, outros vão entender que o tempo gasto para se locomover para o trabalho faz toda a diferença para se aproveitar melhor o dia e no final disso tudo eu digo que temos tudo para nos tornarmos pessoas melhores.

 

Mas esse efeito vai continuar?

 

Certamente não. A história da humanidade é recheada de períodos de crise seguidos de crescimento econômico e desenvolvimento da indústria e da tecnologia. Assim, muito provavelmente, após a quarentena haverá um grande esforço por parte da indústria, comércio e governos, na tentativa de reerguer a economia e recuperar os prejuízos adquiridos durante a quarentena. Desta forma, teremos uma espécie de rebote, que poderá deixar os números da poluição muito semelhantes aos esperados para o ano.

 

Isso já pode ser observado na China. A redução de poluentes ocorreu entre janeiro e fevereiro, quando a quarentena se intensificou no país. Agora, com a retomada da produção industrial, a China já voltou a registrar altos índices de poluição e desde o dia 17 de fevereiro, os índices de NO2 estão 50% maiores do que no período de quarentena.

 

De qualquer forma, deixo aqui a minha esperança de que os efeitos da quarentena serão positivos para o meio ambiente, independente das influências capitalistas que tentarão fazer com que o mundo volte a ser o que era antes.

 

Fonte: https://www.matanativa.com.br/blog/nos-vamos-mudar-e-o-planeta-agradece/



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