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ISSN 1678-0701
Número 59, Ano XV.
Março-Maio/2017.
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10/03/2017
AS DIVERSIDADES SOCIOAMBIENTAIS DO BIOMA AMAZÔNICO SOB O OLHAR DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL  
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AS DIVERSIDADES SOCIOAMBIENTAIS DO BIOMA AMAZÔNICO SOB O OLHAR  DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL

 

Rosimeire Vilarinho da Silva

Mestre em Ciências Ambientais, UNEMAT, Graduada em  Administração Pública e Pedagogia

Professora da Rede Municipal de Ensino de Sinop/MT

Professora Contratada da Universidade do Estado de Mato Grosso, Campus de Sinop/MT

End.  Av. Dos  Jequitibás, s/n, Cep. 78550-000 – Sinop/MT 

rosimeirevilarinho@hotmail.com

 

Sinovia Cecília Rauber

Mestre em Ciências Ambientais, UNEMAT, Graduada em Biologia e Pedagogia

Técnica em Assuntos Educacionais, Instituto Federal de Mato Grosso

End. Rua das Primaveras, 4298, Centro. CEP: 78550-000 – Sinop/MT

  sinoviarauber@gmail.com

 

 

RESUMO     

                       

            O Meio Ambiente é constituído dos componentes bióticos, abióticos, culturais e as interrelações que o permeiam. Nos aspectos naturais, o Brasil possui uma grande diversidade de ambientes, os quais constituem diferentes biomas, abrangendo características comuns no que diz respeito à flora, fauna, recursos hídricos, relevo, clima entre outros. Desse modo, distribuem-se em Cerrado, Amazônico, Pantanal, Mata Atlântica, Campos Sulinos, Caatinga e Ambientes Costeiros. Na região centro-oeste, o estado de Mato Grosso, é bastante privilegiado, apresentando parte de três Biomas sendo: Amazônico, Cerrado e o Complexo do Pantanal. Esses biomas apresentam rica biodiversidade, porém a partir da década de 70, vem sofrendo grande pressão antrópica, devido à expansão da fronteira agrícola. Dessa maneira, buscou-se no presente artigo, discutir as principais alterações socioambientais no Bioma Amazônico, discorrendo sobre o papel da Educação Ambiental nesse contexto, no comprometimento do exercício da cidadania por uma visão mais crítica e de reflexão diante do vivenciado nessa região. Desse modo obtiveram-se a partir de busca textual e bibliográfica, aspectos principais da realidade socioambiental do Bioma Amazônico como: desmatamentos, queimadas, mineração, garimpos, uso intenso de agrotóxicos, exclusão dos povos indígenas entre outras. Vale ressaltar que esses aspectos desencadeiam uma série de outros problemas. Nesse sentido, a Educação Ambiental tem o papel de despertar os cidadãos para a criticidade, participação nas decisões, propiciando uma compreensão mais holística de Meio Ambiente, ultrapassando a Educação Ambiental comportamentalista que é aquela que se baseia somente em mudança de comportamentos individuais, partindo assim para ações coletivas e contínuas.

 

Palavras-chave: Meio Ambiente; Bioma Amazônico; Educação Ambiental.

 

 

1 INTRODUÇÃO

 

O meio ambiente é constituído dos componentes bióticos, abióticos e culturais e as inter-relações que o permeiam. Deste modo estas relações e interconexões resultam em paisagens específicas a cada região. No estado de Mato Grosso o cenário resulta em três características predominantes nos ambientes os quais são definidos como Biomas: Cerrado, Pantanal e Floresta Amazônica. Resultado das fisionomias de sua vegetação, representantes de espécies da fauna, pulso das águas, diversidade cultural de populações que revelam saberes locais, adaptados as mudanças sazonais no meio em que vivem. Essas trazem uma diversidade de uso e manejo de seu ambiente perpassando de geração para geração garantindo a sustentabilidade dos “recursos” naturais.

Ao longo do processo histórico, houve diferentes visões sobre o bioma Amazônico, o que prejudicou em muito as políticas públicas voltadas ao seu desenvolvimento. Com o crescimento de movimentos ambientalistas em todo o mundo, na década de oitenta, o mundo passou a olhar para a Amazônia e seus problemas. Neste sentido a ideia de sua homogeneidade, de riqueza fácil, de grande vazio demográfico, da cultura nativa como atraso, foi sendo substituída por uma visão mais objetiva do seu meio ambiente, mostrando as possibilidades e limites para um desenvolvimento sustentável (KITAMURA, 1994).

Assim tem-se discutido alternativas de usos dos recursos naturais da região amazônica de forma sustentável, e promovido também “um questionamento sobre as formas de ocupação e exploração que o homem tem destinado ao meio ambiente natural e, consequentemente, ao ambiente social ou cultural” (CASTRO et al, 2006, p. 58).

Desse modo tem se destacado a Educação Ambiental, que assume uma função transformadora, no sentido de promover um novo tipo de desenvolvimento, com sustentabilidade, onde os indivíduos possam também sentir-se corresponsáveis pelo meio ambiente (JACOBI, 2003).  Sendo possível, por meio da Educação Ambiental, proporcionar aos atores sociais, reflexões sobre situações concretas do seu meio, de modo que possam fomentar ações coletivas e organizadas em âmbito local, transformando o modo de cada um relacionar-se com os aspectos naturais (QUINTAS, 2009). 

Nesse contexto, buscou-se no presente artigo, discutir as principais alterações socioambientais no Bioma Amazônico, discorrendo sobre o papel da Educação Ambiental, no comprometimento do exercício da cidadania por uma visão mais crítica e de reflexão diante do vivenciado nessa região.

 

METODOLOGIA

 

            Foi realizada uma pesquisa bibliográfica (SEVERINO, 2000) em livros, artigos de periódicos disponibilizados na internet sobre o Bioma Amazônico. Em seguida buscou-se relatar aspectos socioambientais do Bioma Amazônico discutindo o papel da Educação Ambiental nesse contexto.

 

O BIOMA AMAZÔNICO

 

O Bioma Amazônico, ambiente de floresta com trechos de transição entre floresta e cerrado, chamado Floresta Seca, ocupa praticamente um terço da área do país, sendo o de maior representatividade (RIOS et al, 2009). 

Dispõe de uma diversidade de paisagens, compondo uma heterogeneidade no ecossistema, onde a diversidade de povos tradicionais (povos da floresta) desenvolveu saberes na utilização da terra e seus componentes como: a pesca, a caça, o cultivo, coleta de produtos da floresta, o artesanato, muitas vezes permeados por simbologias. Neste sentido “as populações nativas, em especial as indígenas, da Amazônia tem se adaptado em diferentes graus ao ambiente biofísico, como também às forças externas dos colonizadores” (Morin apud Kitamura, 1974). Elas têm mostrado habilidades no uso e manejo do meio ambiente.

A Floresta Amazônica detêm a maior biodiversidade do mundo, com espécies da flora, fauna, microorganismos, e ainda reserva muitos segredos desconhecidos da humanidade. Nela concentram-se 60% de todas as formas de vida do planeta, mas calcula-se que somente 30% delas são conhecidas pela ciência. Conta com mais de três mil espécies de árvores e estima-se que a diversidade de árvores na Amazônia varia entre 40 a 300 espécies diferentes por hectare, possuindo o maior banco genético do planeta (FERREIRA e SALATI, 2005). 

A paisagem da Floresta Amazônica é composta por florestas úmidas abertas, florestas úmidas densas e alagadas, várzeas, igapós, campinaranas e campos naturais. A vegetação de várzea e de terra firme caracterizam os dois grandes ecossistemas da região, onde pode ser encontrada várias espécies com potenciais madeireiros, medicinais, oleaginosos, frutíferos, ornamentais, melíferos, dentre outros (RIOS et al, 2009).

Compreende a maior Bacia Hidrográfica do mundo, concentrando os dez maiores rios planeta e 1/5 da água doce da terra. Seus grandes rios possuem características diversas tais como:

rios de água “branca”, que nascem nos Andes e carregam sedimentos de alta fertilidade e alta produtividade biológica; rios de água “clara”, que drenam áreas do Planalto Central e das Guianas, com menor carga de sedimentos e nutrientes, de média produtividade biológica; e rios de água “preta”, ácidos e pobres em minerais que drenam a chamada Hiléia, de solos lixiviados, com baixa produtividade biológica (Kitamura, 1994, p. 74).

 

Esse grande potencial hídrico contribui para a grande diversidade biológica desse território. Deixada por anos “abandonada”, desconsiderando a presença dos povos que lá habitavam, bem como as suas relações com esse Bioma, a imensidão da floresta era tida como “inferno verde”. Porém, não por muito tempo, pois logo surge a necessidade de garantir a posse da “terra”, independente da diversidade que a compunha. Diante disso, várias frentes de ocupação ocorreram nas décadas de 70 e 80 com políticas governamentais de incentivo com o lema “ocupar para não perder”. 

Neste sentido, intensifica-se a migração para o Sul do Pará, norte do Mato Grosso, Amapá, Acre, Roraima e Rondônia. Cria-se o Incra com a finalidade de realizar a Reforma Agrária e orientar a colonização particular e oficial (PICOLI, 2004). E “apoiada no tripé da necessidade de progresso, da busca de integração nacional e internacional e do crescimento econômico” (FERREIRA e SALATTI, 2005, p.30), populações de diversas regiões brasileiras, foram incentivadas a “desbravar” o então desconhecido território amazônico.

Inicia-se então na década de 70 as frentes migratórias de ocupação da região norte, noroeste de Mato Grosso, com projetos públicos, por meio de assentamentos e também de empresas privadas como o caso das cidades de: Sinop, Alta Floresta entre outras. Muitas famílias deslocaram-se da região sul do país na busca pela “terra prometida” (PICCOLI, 2004), na intenção de realizar o sonho de melhores dias, com melhores condições de vida.  De acordo com Zart  (2005, p. 108):

os projetos de colonização tentam absorver os excluídos sem-terras ou pequenos proprietários rurais para que correspondessem  a duas perspectivas diferentes: na região de origem evitar ou desfazer focos de tensão social e nas regiões de destino – frentes pioneiras ou fronteiras agrícolas, dedicar-se ao desenvolvimento do setor agrícola.

 

 Assim a floresta foi sendo substituída pela formação de núcleos urbanos, agricultura, pecuária entre outras  atividades, sendo a paisagem transformada, do natural para o construído.

O desmatamento na Amazônia esteve sempre associado à abertura de novas frentes de ocupação e a expansão de áreas já abertas, para agricultura ou pecuária.  De acordo com Kitamura (1994, p. 85) as principais causas do desmatamento na Amazônia são “a pecuária bovina, secundada pela atividade madeireira, a agricultura em pequena escala, os projetos hidrelétricos, os projetos minero-metalúrgicos, a construção de estradas e o crescimento urbano”. 

Os garimpos de ouro na Amazônia tiveram o seu auge na década de oitenta, devido alta do preço do ouro no mercado internacional. Dessa forma os garimpos se tornaram um grande atrativo para populações que se encontravam desempregadas em áreas urbanas. Então há uma grande migração dessa população principalmente da região nordeste do país para a região amazônica, atraídos pela ilusão da riqueza, muitas pessoas perderam suas vidas.

De acordo com Ferreira e Salatti (2005, p. 05):

As expansões do garimpo, do narcotráfico e do cinturão de pobreza em torno dos centros urbanos são testemunhos concretos da desordem ambiental na Amazônia contemporânea, alicerçada na incapacidade de se absorver, em bases minimamente estáveis e produtivas, a mão-de-obra nativa e, principalmente, migrante atraída para a fronteira pelo modelo de desenvolvimento regional implementado.

 

Essa atividade tem causado ao longo dos anos uma grande degradação ambiental, pois sua característica mais comum é explorar os leitos e margens de rios. Neste sentido constitui-se numa atividade que interfere diretamente nos ecossistemas prejudicando as populações que ali vivem. Os garimpos têm causado também a destruição dos povos indígenas e de sua cultura, à medida que se descobre ouro em terras indígenas, leva a uma corrida populacional para essas regiões.

O desmate, o garimpo, as vias de acesso e transporte, a urbanização foram o início da transformação da paisagem natural da Amazônia. Por longo tempo a extração da madeira foi à principal fonte da economia da região, dessa forma o Bioma Amazônico está perdendo sua originalidade.

No final da década de 90, diante das discussões da problemática ambiental mundial quanto à escassez dos “recursos naturais”, a Amazônia passa a ser foco mundial, mais precisamente interesse de europeus e norte- americanos. A necessidade de preservar é refletida em expressões como “a Amazônia é o pulmão do mundo”. Essa ideia hoje já vem sendo superada, pois ela enfatizava o equilíbrio dos sistemas ecológicos globais em detrimento das necessidades de subsistências das populações locais (KITAMURA, 1994). Ou seja, a importância em se preservar o Bioma Amazônico deve-se “ao papel que o conjunto de microrganismos, plantas e animais, os povos e sua cultura tradicional representam, em termos de bens, serviços e valores intangíveis para a humanidade” (KITAMURA, 1994, p. 72).

Diante das pressões externas, o Brasil busca por meio de ações coercitivas diminuir o desmatamento na Amazônia. É neste cenário que a partir de 2003, muitas madeireiras são lacradas no norte do Estado de Mato Grosso por estarem trabalhando ilegalmente. Outras buscam sua regularização por meio de planos de manejo cumprindo a legislação ambiental.

            O Estado de Mato Grosso por anos consecutivos tem sido considerado “campeão” em desmatamento e queimadas. Atualmente o Estado tem trabalhado com programas que visam à redução destes índices. Ainda buscam-se alternativas para regularizar os passivos deixados por esta atividade, como o reflorestamento de matas ciliares e de reserva legais de acordo com a legislação, bem como a regularização fundiária.

Em consequência da derrubada da floresta, vieram as queimadas, a pecuária extensiva, a agricultura, com as grandes monoculturas como, por exemplo, a soja, que faz uso intensivo de agrotóxicos, muitas vezes prejudicando o Meio Ambiente.

Neste cenário de ocupação da Amazônia, a urbanização na maioria das vezes se dá sem planejamento, infraestrutura e saneamento básico. Dessa forma há uma grande exclusão social, resultando em desemprego e criminalidade. Dizem ser o “preço do progresso”, ou seja, as pessoas fugindo de condições precárias de seu local de origem buscam melhores condições de vida na região, mas terminam por aumentar a miséria e os problemas a ela associados.

Becker apud Kitamura (1994, p. 112) afirma que “a expansão da fronteira na Amazônia está se dando num contexto urbano, como consequência do 'fechamento' da fronteira e do êxodo rural: as cidades incham como alternativa ao fluxo migratório”.

Diante do discurso mundial, de conservar e desenvolver concomitantemente possibilitando um desenvolvimento sustentável há a necessidade de uma interconexão entre conhecimento científico e tradicional, pois com base em conhecimentos e práticas experienciadas na realidade, pode-se buscar alternativas para a sustentabilidade do bioma em questão (LEFF, 2001).

 

O PAPEL DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL

 

Para que os povos que vivem no Bioma Amazônico possam participar das decisões no que competem as interferências socioambientais, ressalta-se o papel da Educação Ambiental crítica e participativa (LOUREIRO, 2004; 2005), a qual vem suscitar na comunidade a participação nas decisões pertinentes ao seu local, bem como uma visão crítica dos acontecimentos, não permitindo que seus conhecimentos sejam esquecidos, ignorados ou ainda roubados.

A Educação Ambiental visa, através de seus fundamentos, levar o indivíduo a desempenhar seu papel como cidadão responsável pelo meio ambiente e pela sociedade. Sendo que isso só é possível quando as ações dos indivíduos estão inseridas em um contexto socioambiental claro e propiciam a participação ativa da população-alvo, desde o levantamento de problemas e sua discussão, até a definição de estratégias de ação, sua implementação e acompanhamento (JACOBI et al, 1998).

É possível afirmar que a Educação Ambiental é concebida exclusivamente como uma iniciativa já existente e muito necessária no ensino formal com estudantes. No entanto, é importante que a EA compreenda também a não-formalidade e mobilize a comunidade nas situações que necessitam da participação social. É importante destacar que esta, ultrapasse a visão comportamentalista (CARVALHO, 2001), que visa à mudança de comportamento em relação ao meio ambiente e que suscite o desejo da equidade social e a conservação do meio ambiente.

Com relação à educação ambiental comportamental, Guimarães (2006, p. 190) diz que ela não estimula a participação política e volta-se essencialmente para uma educação comportamental do indivíduo per si, visto atomisticamente na sociedade”.

Para Marin (2007), não poderemos avaliar se estamos educando de fato analisando ações pontuais e mudanças efêmeras, geradas por adestramentos e apelos morais. Só saberemos se estamos realmente fazendo educação ambiental se estivermos sensíveis o suficiente para, na contemplação dos tantos rostos que a natureza abriga deixarmos que a compaixão cresça em nós, num espaço aberto pela liberdade, pelo rompimento com o individualismo, e se reflita em ações comprometidas com a transformação da realidade.

Há a necessidade de um trabalho que viabilize processos democráticos, onde a população possa também participar na responsabilidade da gestão ambiental do bioma amazônico, desmistificando a atribuição dada somente ao poder público. Neste âmbito destacam-se: o gerenciamento, destinação e apropriação dos recursos naturais presentes; decisão de áreas para conservação; inclusão dos aspectos sociais nas discussões que competem o bioma amazônico.

 

REFLEXÕES FINAIS

 

Neste contexto se faz necessária a retomada das discussões de um novo planejamento socioeconômico e ambiental para o Bioma Amazônico, com as interfaces que o compõem, dessa vez em novas bases, contando com a participação da sociedade, setor privado, organizações não-governamentais e o poder público, considerando principalmente a heterogeneidade existente na região, buscando um desenvolvimento com sustentabilidade. 

É importante que essa realidade esteja presente em fóruns de discussão, em pesquisas e na pauta de gestores responsáveis pela tomada de decisões, para que se dediquem ao estudo da Amazônia, a concepção de desenvolvimento que se deseja para a região, a estratégia produtiva, de conservação e de melhoria da qualidade de vida que, integradas, vem tornar sustentável esse pratimônio nacional.

A Educação Ambiental é importante para suscitar nos grupos sociais o interesse pela busca de seus direitos no que compete à justiça social, conservação ambiental, condições de infraestrutura no meio ambiente urbano, com vistas a uma melhor qualidade de vida. Vislumbrando uma educação transformadora, vencendo relações verticais e autoritárias, possibilitando uma construção participativa e democrática, valorizando o saber popular e relacionando este com conhecimentos teóricos.

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

CARVALHO, I. C. M. Qual educação ambiental? Elementos para um debate sobre educação ambiental extensão rural. Rev. Agroecologia e Desenvolvimento Rural Sustentável, Porto Alegre: v.2, n.2, p. 43-51. abr./jun. 2001.

CASTRO, R. S.; SPAZZIANI, M. L.; SANTOS, E. P. Universidade, meio ambiente e parâmetros curriculares nacionais. In: LOUREIRO, C. F. B.; LAYRARGUES, P. P.; CASTRO, R. S. (Orgs.) – Sociedade e Meio Ambiente: a educação ambiental em debate. 4ª Ed. – São Paulo: Cortez, 2006.

FERREIRA, A. M. M., SALATI, E. .  Forças de transformação do ecossistema amazônico. ESTUDOS AVANÇADOS, 2005.

JACOBI, P. Educação ambiental, cidadania e sustentabilidade. Cadernos de Pesquisa. n.118, p. 189-205, março, 2003.

JACOBI, P.; CASCINO, F.; OLIVEIRA, J. F. (orgs.). Educação, meio ambiente e cidadania: reflexões e experiências. São Paulo: Secretaria de Estado do Meio Ambiente/Coordenadoria de Educação Ambiental, 1998.

KITAMURA, P. C. A Amazônia e o desenvolvimento sustentável. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Centro Nacional de Pesquisa de Monitoramento e Avaliação de Impacto Ambiental. – Brasília: EMBRAPA-SPI, 1994.

LEFF, E. Saber Ambiental: sustentabilidade, racionalidade, complexidade, poder. Petrópolis, RJ; Vozes, 2001.

LOUREIRO, C. F. B. Educação ambiental e gestão participativa na explicitação e resolução de conflitos.  Gestão em Ação, Salvador, v.7, n.1, jan./abr. 2004.

LOUREIRO, C. F. B. Educar, participar e transformar em educação ambiental. In: Revista Brasileira de Educação Ambiental. Brasília: Rede Brasileira de Educação Ambiental, n.0, p. 13-20, 2004.

LOUREIRO, C.F.B. Complexidade e Dialética: contribuições à práxis política e emancipatória em educação ambiental. Educ. Soc., Campinas, vol. 26, n. 93, 2005

LOUREIRO, C. F. B.; (org). Educação Ambiental, gestão pública, movimentos sociais e formação humana – uma abordagem emancipatória. São Carlos: Rima Editora, 2009.

MARIN, A. A. A natureza e o outro: ética da compaixão e educação Ambiental.  Revista Pesquisa em Educação Ambiental, São Paulo: v.2, n.2, p. 11-27, 2007.

PICOLI, F.  Amazônia: do mel ao sangue – os extremos da expansão capitalista. Sinop: Ed. Amazônia, 2004.

QUINTAS, J. S. Educação no processo de gestão ambiental pública: a construção do ato pedagógico. In: LOUREIRO, C. F. B.; LAYRARGUES, P. P.;  CASTRO, R. S. (Orgs.) Repensar a educação ambiental: um olhar crítico. São Paulo: Cortez, 2009.

SEVERINO A.J.  Metodologia do trabalho científico.  21.ed. rev. e ampl. São Paulo: Cortez, 2000.

ZART, L. L.  Encantos, Caminhos e Desencontros: migração-colonização na Amazônia mato-grossense. Cáceres: Editora UNEMAT, 2005.

 

 

 

 



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