ISSN 1678-0701
Número 59, Ano XV.
Março-Maio/2017.
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10/03/2017
EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA AGRICULTURA FAMILIAR: ESTUDO DE CASO NO POLO AGRÍCOLA DA PINDOBA, PAÇO DO LUMIAR/MA  
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EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA AGRICULTURA FAMILIAR: ESTUDO DE CASO NO POLO AGRÍCOLA DA PINDOBA, PAÇO DO LUMIAR/MA

 

Jussara de Moraes Borges da Costa1, Marcos Levi Silva Feitosa2, Debora Danna Soares da Silva3, Jade Camila Gomes Ramos4, Eduardo Mendonça Pinheiro5

 

[1] Graduanda de Engenharia Ambiental, Faculdade Pitágoras de São Luís, CEP 65052-100, São Luís – MA, Brasil. Endereço eletrônico: jussaramoraes36@hotmail.com.

[2] Graduando de Engenharia Ambiental, Faculdade Pitágoras de São Luís, CEP 65052-100, São Luís – MA, Brasil. Endereço eletrônico: marcoslevi22@hotmail.com.

[3] Graduada em Engenharia Ambiental, Faculdade Pitágoras de São Luís, CEP 65110-000, São Luís – MA, Brasil. Endereço eletrônico: dannasilva94@gmail.com.

[4] Graduanda de Engenharia Ambiental, Faculdade Pitágoras de São Luís, CEP 65044-440, São Luís – MA, Brasil. Endereço eletrônico: jadekmila1@gmail.com.

[5] Professor Orientador, Faculdade Pitágoras de São Luís, CEP 65044-440, São Luís - MA, Brasil. Endereço eletrônico: eduardomp1979@gmail.com.

 

Resumo: Com as novas perspectivas ambientais e as preocupações com o desenvolvimento sustentável, percebe-se cada vez mais um desempenho maior da sociedade, no que tange, a busca por novas estratégias e metodologias que buscam uma maior conscientização em relação a preservação do meio ambiente, e um dos setores que muito se tem trabalho para este fim, é o meio rural, através da educação ambiental, por exemplo. Sabendo disto, este trabalho tem como objetivo identificar os conhecimentos e práticas da educação ambiental na agricultura familiar na região da Pindoba - MA. Cuja metodologia baseou-se em uma pesquisa de caráter exploratório e descritivo, com coleta de dados por meio de formulário aplicados para produtores familiares da região. A partir da pesquisa realizada os resultados mostraram que, mesmo tendo muitas opções para se trabalhar a educação ambiental, pouco se tem feito na prática. Para se alcançar o objetivo desejado, é necessário que haja uma integração entre o saber do agricultor, a mobilização da comunidade e potência de ação, para que o potencial educativo seja de fato explorado.

Palavras-chave: Produção orgânica, Sustentabilidade, Conscientização.

 

Abstract: With the new environmental perspectives and the concerns for sustainable development, there is an increasingly greater performance of society, in what concerns, the search for new strategies and methodologies that seek a greater awareness regarding the preservation of the environment, and One of the sectors that have much work for this purpose, is the rural environment, through environmental education, for example. Knowing this, this work aims to identify the knowledge and practices of environmental education in family agriculture in the Pindoba - MA region. The methodology was based on an exploratory and descriptive research, with data collection by means of a form applied to family producers in the region. From the research carried out the results showed that, even though there are many options for working environmental education, little has been done in practice. In order to achieve the desired goal, there is a need to integrate the knowledge of the farmer, the mobilization of the community and the power of action, so that the educational potential is actually exploited.
 
Key-worlds: Organic Production, Sustainability, Awareness.
 

 

INTRODUÇÃO

A educação ambiental está presente em muitas instituições nos últimos anos, pois traz consigo uma gama de oportunidades para os desenvolvimentos social, econômico e cultural, ou seja, ela influencia o comportamento do cidadão com a mudança de cultura, que se difunde, através da comunidade acadêmica e com ações sociais, nas indústrias e comércio (SANTOS, 2007).

Diante disso, nota-se atualmente que vários setores da economia estão cada vez mais levando em consideração o termo “sustentabilidade” por meio da aplicação de práticas sobre gestão ambiental nas suas atividades, na qual engloba análises sobre educação ambiental, uma vez que essa promove a proteção dos recursos naturais e do meio ambiente, além de marketing para a empresa (BRITO Jr, 2013).

Nesse contexto, as instituições que estão ligadas ao agronegócio possui uma relação direta com essas práticas, já que grande parte dos recursos utilizados no processo produtivo provém da natureza e do meio ambiente (LAMARCA et al., 2015).

Vale ressaltar, que a atividade no campo, o agronegócio, é determinante de diversos impactos ambientais de ordem negativa, tais como, assoreamento dos rios, contaminação do solo e da água, pelo despejo de agrotóxicos nas plantações, empobrecimento o solo, devido à presença da monocultura, entre outros (BERNAL, 2012).

Logo, torna-se ainda mais importante à gestão e a educação ambiental no planejamento, já que um dos principais objetivos que a didática ambiental promove é o aprendizado, atuando como propagador da mudança de hábito (BITENCOURT, 2013).

A partir disso, a agricultura familiar por fazer parte do complexo do agronegócio, também deve ter suas responsabilidades com relação às práticas ligadas aos processos de gestão e educação ambiental e, assim deve ocorrer um planejamento dos produtores familiares, quanto aos sistemas de produção que utilizam em sua cultura (LAMARCA et al., 2015).

Com base nisso, busca-se na agricultura familiar a viabilidade de inserir na cultura de extrativismo, as práticas que se podem levar a um desenvolvimento consciente, visando buscar meios de priorizar a construção do conhecimento, no qual o saber do produtor rural será respeitado no decorrer do processo, a troca de informações deve apresentar alternativas praticáveis ao agricultor, cuja comunicação seria um elo importante na mediação da construção e reconstrução do conhecimento sustentável, através da educação ambiental (SANTOS, 2007).

Para alcançar-se o objetivo de aplicar a teoria do conhecimento sustentável na agricultura familiar, é necessário identificar as formas de agir e pensar do homem rural. Em seguida, é importante dialogar com o líder da comunidade/cooperativa, apresentando uma nova técnica de manejo sustentável, para que o produtor consiga obter um melhor resultado na qualidade dos produtos, consequente aumento monetário, além da minimização de impactos ambientais (LAMARCA et al., 2015). Portanto é importante a inserção do Programa de Educação Ambiental na Agricultura Familiar, onde estimulará a produção orgânica e agroecológica e também investimentos no uso de tecnologias ambientais e energias renováveis, promovendo assim a formação e a capacitação desses agricultores (MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, 2016).

Com vista disso, propôs-se neste artigo estudar o processo produtivo do Polo Agrícola HortCanaã, que fica localizado no bairro rural Pindoba no Município do Paço do Lumiar – MA, a fim de identificar as suas práticas e conhecimentos sobre educação ambiental.

A pesquisa realizada no Polo HortCanaã tem como base a Educação Ambiental com o objetivo de desenvolver uma interação da agricultura com o meio ambiente através da conscientização dessas famílias de agricultores. Visa, também, observar as problemáticas enfrentadas pelas mesmas, para informar e conscientizar essas famílias sobre ações que possam minimizar os impactos causados no meio ambiente; trazendo assim benefícios socioeconômicos para essa comunidade.

 

METODOLOGIA

Caracterização da área de estudo

O Polo Agrícola da Vila Residencial Nova Canaã surgiu a partir do Projeto de Lei n° 011/2014, em 2009, devido à criação do programa de realocação pela construção da Usina Termelétrica (UTE) do Porto de Itaqui, como alternativa de renda para agricultores da Vila Madureira, atendendo assim à necessidade das 95 famílias atingidas pela obra. Nele pratica-se a agricultura familiar orgânica, associando a uma atividade econômica denominada Projeto HortCanaã localizado na zona rural do município de Paço do Lumiar – MA, povoado Pindoba – MA, como mostra a localização geográfica da figura 1.

Figura 1: Localização geográfica do Polo Agrícola HortCanaã

Fonte: Google Earth.

O polo agrícola HortCanaã abrange uma área total de 60 hectares, sendo que 20 hectares são destinados à Área de Preservação Permanente (APP), este projeto conta com a participação de 20 famílias as quais têm o apoio de engenheiros agrônomos, técnicos, assistente social, representantes da comunidade e Eneva (Usina Termoelétrica). A sua infraestrutura é composta por uma casa de farinha, uma casa de higienização, 05 quiosques de apoio, galpão, câmara de aviário, estufas, áreas de expansão agrícola. Conta ainda com parcerias de Instituições acadêmicas voltadas para a pesquisa e o ensino.

Dentre as principais culturas cultivadas, destacam-se: As leguminosas, folhagens, ervas medicinais; além de plantação de mamão, maracujá, cupuaçu, cebolinha, macaxeira, feijão e banana.

As famílias de agricultores, que fazem parte do Polo, recebem apoio técnico, social e econômico através da elaboração e distribuição de cartilhas nas quais se encontram informações de fornecedores de insumos, sementes, custos de produção e época de valorização dos produtos no mercado. Estão inseridas também nas políticas públicas, com a emancipação do agricultor irrigante, por meio de programas de descontos na tarifa de energia elétrica (chegando até 73% de desconto) de acordo com a resolução ANEEL nº 414/2010; além de inserção das políticas públicas na aquisição de sementes pelo governo do Estado do Maranhão (Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e de Extensão Rural do Maranhão - AGERP) e Prefeitura de Paço de Lumiar (Secretaria Municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento - SEMAPA).

Além disso, o Polo Agrícola está inserido nos programas: Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e Programa de Valorização do Empreendedor Maranhense, além de convênios com as Universidade / e Faculdades como: Faculdade Pitágoras, Universidade UniCeuma, Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA).

 

Coleta de dados

Este artigo trata-se uma pesquisa de caráter exploratório e descritivo, os dados utilizados para execução deste trabalho foram de origem primária, coletados a partir de visita in loco ao Polo Agrícola HortCanaã, nos períodos de agosto e setembro de 2016, ocasião em que se observaram as condições ambientais do local e o sistema produtivo e as registrando-os em fotografias.

No ato das visitas, também foi possível realizar uma entrevista com os agricultores (12 famílias), usando-se um questionário previamente estruturado com 30 questões de múltiplas escolhas, que abordavam os seguintes aspectos: identificação, situação socioeconômica, grau de escolaridade, tempo de trabalho, grau de exposição e contato com o agrotóxico, linha de trabalho durante o plantio, entre outras, a fim de conhecer a realidade socioambiental dos agricultores. Posteriormente, os dados foram tabulados e quantificados para obtenção dos referidos resultados.

 

RESULTADOS

Para inicio de pesquisa buscou-se conhecer os padrões sócias dos agricultores que trabalham no Polo, logo a primeira observação feita durante a pesquisa foi acerca do gênero e escolaridade dos entrevistados, onde 67% dos entrevistados eram do sexo masculino e a maioria (62,68%) desses não concluíram o Ensino Fundamental, enquanto 33% dos agricultores entrevistados eram do sexo feminino.

Figura 4: Gráfico acerca do gênero e grau de escolaridade dos entrevistados.

Fonte: Autores da pesquisa, 2016.

Constatou-se durante a entrevista que todos os agricultores entrevistados, possuem moradia própria, residem a mais de 5 anos no Polo HortCanaã e estão satisfeitos com o local que vivem.

Durante a visita no Polo HortCanaã, notou-se que as principais produções são de: frutas, hortaliças e raízes, como pode ser observado no gráfico (figura 3) abaixo. Sendo que 50% da produção corresponde as hortaliças cultivadas no Polo HortCanaã, 25% da produção é de raiz e hortaliças, 17% correspondem a frutas e hortaliças e 8% correspondem a todas que são cultivadas.

Figura 3: Gráfico a respeito dos principais problemas da produção.

Fonte: Autores da pesquisa, 2016.

No Polo HortCanaã, o agricultor participa de todas as etapas da produção, ou seja, desde da capina, do plantio, da poda e até a sua colheita, desse modo, as vendas destes produtos são destinadas para as feiras, atravessadores, supermercados e PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) que visa destinar parte da produção para as escolas em parceria com a Prefeitura.

Notou-se que durante a pesquisa, toda produção realizada no Polo HortCanaã do cultivo à colheita, os agricultores não utilizam nenhum tipo de agrotóxico, sendo uma produção 100% orgânica.

É valido saber que, a produção orgânica de alimentos, favorece a fertilidade do solo e a gestão de pragas na agricultura, observa-se que o cultivo da agricultura orgânica, poderia trazer diversas benfeitorias tanto na produção de alimentos, como no uso de várias culturas, onde tende-se multiplicar os sistemas de cultivo e a produção (BADGLEY et al., 2007).

Durante as entrevistas, observou-se com os agricultores que, mesmo utilizando uma produção limpa de agricultura, há uma dificuldade por falta do incentivo do Governo, o que gera descontentamento para os mesmos, pois isto favorece na perda da produção e consequente prejuízos financeiros, outra preocupação que foi observada, é que há um convênio com a empresa ENEVA, onde a mesma é encarregada de pagar a energia consumida pelo Polo, como forma de compensação mediante acordo firmado através do remanejo das famílias da Comunidade Vila Madureira do Porto do Itaqui, compensação esta que vencerá em Janeiro de 2017.

Mediante o quadro visualizado neste trabalho, percebe-se que a comunidade do Polo está no caminho certo, mas necessita de uma melhor orientação, e de acordo com estudos, no tocante a inserção da educação ambiental na agricultura familiar, nota-se um melhor aproveitamento, ou seja, a comunidade ou a família que a recebe, torna-se mais consciente de seu papel e responsabilidade com o meio ambiente.

Pois, a Educação ambiental tem por objetivo a transformação social, defendendo uma nova ética, construindo novos hábitos, transformando valores e conhecimentos que sensibilize e conscientize a formação da relação integrada do ser humano, da natureza e também da sociedade, buscando assim um equilíbrio local e global, visando melhorar a qualidade de vida (CARVALHO, 2006).

Na visão de Carvalho (2006), fica evidente a importância da integração homem e natureza, onde o primeiro vai entender que depende do segundo para subsistir, respeitando assim os limites na exploração da natureza.

Os agricultores na sua maioria, não percebem, ou assim demonstram, que, os recursos extraídos na natureza, podem se tornar limitados como o caso da água, contudo na comunidade pesquisada, há um sistema de irrigação cronometrado, onde a água é extraída de um poço e direcionada para uma cisterna e depois canalizada para as plantações através de uma bomba com um sistema de automatização, com o tempo regulamentar de 30 minutos para cada área.

Com a utilização desse método, o desperdício de água é menor, e durante as visitas, foi observado também que, os agricultores trabalham com a rotatividade de culturas, evitando assim o empobrecimento do solo, e com esses cuidados, tanto no que se refere à água como o solo, demonstra que há uma conscientização de cuidado para com o meio ambiente, e a educação ambiental ampliará essa responsabilidade.

Destaca-se também que além desses cuidados com a água e o solo, o agricultor do Polo HortCanaã participa de todas as etapas de suas produções, que são variadas como observamos nos resultados supracitados, é válido saber que não se utilizam agrotóxicos, obtendo assim uma produção totalmente orgânica, o que traz benefícios novamente ao solo e aos recursos hídricos, e principalmente a saúde do homem.

No que se refere aos fertilizantes químicos, de acordo com o Sinitox (2009), no ano de 2007, foi registrado intoxicações por agrotóxicos em aproximadamente dez mil casos, resultado este por ser o Brasil, o líder do ranking mundial. Portanto a produção orgânica é benéfica para todos, mesmo sendo ela 30% mais cara que a convencional, isso pelo fato da demanda ainda ser pouca, decorrente de uma pequena procura por parte do consumidor que é causada também pelo pouco conhecimento no mercado.

Para expansão da agricultura orgânica, o Brasil tem como objetivo apoiar e estimular iniciativas de desenvolvimento rural sustentável, visando o fortalecimento da agricultura familiar, buscando uma melhor qualidade de vida através da prática de uma agricultura ecológica, contribuindo assim para segurança alimentar da população (BRASIL, 2010).

Mesmo diante dos problemas que foram citados pelos agricultores, o Polo HortCanaã como se pode observar, tem um grande potencial de aceitação de novas ideias, portanto é viável integrar junto às famílias como a comunidade no qual se localiza, a educação ambiental, dessa forma, aliando tanto o saber do agricultor rural como o saber do educando.

 

CONCLUSÕES

Partindo de uma pesquisa exploratória e descritiva realizada no polo agrícola HortCanaã, foi possível observar que a oportunidade de conhecer as possibilidades nas quais as famílias de agricultores estão inseridas, são de grande importância no desenvolvimento rural sustentável.

Verificou-se que, mesmo com as muitas opções de atividades ambientais, e apesar dos vínculos com projetos de extensão universitária, trabalhos de curso acadêmico, incentivos privados e programas do governo, tais ações são teóricas, e não atividades praticadas da gestão ambiental no campo. O que traz de certa forma um desânimo ao pequeno agricultor, e até mesmo para os profissionais que atuam junto as essas famílias.

Percebe-se também que quando se fala em educação ambiental na agricultura familiar, as atividades baseiam-se nas práticas voltadas para o marketing verde, onde o pequeno produtor é informado sobre a importância da preservação da mata nativa e a recuperação das áreas degradas da sua propriedade, que é válido, mas são deixadas de lado várias possibilidades como, as que se refere à economia doméstica, qualidade de vida, metodologias de manejo e gestão da propriedade para minimizar os impactos e o uso consciente dos recursos naturais.

Diante de tal exposto, é preciso que haja um envolvimento maior com essas famílias por parte do educador com formas dinâmicas, simples e práticas para que se tenha um maior aproveitamento desses ensinamentos. Isto se constrói com respeito ao conhecimento do agricultor, a valorização das culturas locais, a participação da comunidade, cujo objetivo principal é estimular os envolvidos a criar espaços, consolidar planos de ações coletivas e desenvolver relações de confiança através de encontros, de reuniões, eventos, dentro ou fora da comunidade, fomentando assim práticas associativas de cooperação, conscientização e responsabilidade.

Entretanto, sabe-se que para instaurar essas práticas vários desafios serão enfrentados, dentre eles: rejeição de alguns membros da comunidade pesquisada em relação ao uso de novas práticas, políticas que trazem entraves aos processos e práticas educativas, o que leva muitas vezes ao desestímulo, apoio restrito por parte do setor privado, esses são os desafios que infelizmente se encontram pelo caminho, mas é preciso que haja mudanças culturais e políticas, com novas formas de aprendizado no contexto socioambiental, trazendo de volta a comunidade, o espírito participativo com mudanças e transformações educativas em seu cotidiano. Pois esse engajamento é vital para que de fato ocorra um resultado positivo e assim mostrando através desses resultados que é possível mudarem, mas sem alterar as culturas passadas, explorar os recursos naturais de forma consciente, integrando assim o homem a natureza de forma mais intensa, trazer melhorias na qualidade de vida através da economia com base na agricultura familiar.

 


 

REFERÊNCIAS

 

ANJOS, F. S. dos; CALDAS, N. V.; COSTA, M. R. C.. Pluriatividade e sucessão hereditária na Agricultura Familiar. In: XLIV CONGRESSO DA SOBER, 44., 2006, Fortaleza. Anais do XLIV Congresso da Sober. Brasília: Sociedade Brasileira de Economia e Sociologia Rural, 2006. p. 01 - 21.

BADGLEY, C.; MOGHTADER, J.; QUINTERO, E.; ZAKEM, E.; CHAPPELL, M. J.; AVILÉS-VÁZQUEZ, K., ... PERFECTO, I. (2007). Organic agriculture and the global food supply. Renewable Agriculture and Food Systems, 22(2), 86-108. Cambridge University Press, 2007.

BERNAL, A. B. A construção do programa estadual de educação ambiental do rio de janeiro: disputas pela agenda pública em tempos de hegemonia neoliberal. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2012.

BITENCOURT, I. M. A botânica no ensino médio: análise de uma proposta didática baseada na abordagem CTS. Dissertação (Mestrado em Educação Científica e Formação de Professores do Programa de pós-graduação) - Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Jequié, 2013.

BRASIL. 2012. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Resolução nº 2, de 15 de junho de 2012. Estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental.

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BRITO Jr., A. de M. Greenwashing, matriz para o alinhamento entre comunicação organizacional e práticas ambientais. Dissertação (Mestrado em Comunicação) – São Caetano do Sul – USCS, 2013.

CARVALHO, I. C. M. Educação ambiental: a formação do sujeito ecológico. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2006. (Coleção Docência em formação).

LAMARCA, D. S. F.; VIEIRA, S. C.; MORALES, A. G. Educação ambiental na agricultura familiar: uma análise no município de Tupã-SP. Anais..., [s.l.], v. 11, n. 4, p.325-338, 16 nov. 2015. ANAP - Associação Amigos de Natureza de Alta Paulista.

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. Programa de Educação Ambiental e Agricultura Familiar. Educação Ambiental. 2016.

PENTEADO, S. R. Manual Prático de Agricultura Orgânica: Fundamentos e Técnicas. Edição do autor. Campinas, SP, 2009.

SANTOS, E. T. A. dos. Educação ambiental na escola: conscientização da necessidade de proteção da camada de ozônio. 2007. 1 v. Dissertação (Pós Graduação) - Universidade Federal De Santa Maria, Santa Maria, Rs, Brasil, 2007.

SINITOX. Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas. Evolução dos casos registrados de intoxicação humana por agentes tóxico 2007, Brasil 2007.



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