ISSN 1678-0701
Número 60, Ano XVI.
Junho/Agosto/2017.
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03/06/2017A INSERÇÃO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO CURRÍCULO ESCOLAR NA REDE PÚBLICA DE ENSINO DO MUNICÍPIO DE CRUZ DAS ALMAS – BA  
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Artigo original DOI: 105902/22361170 mais nºsubmissão

A INSERÇÃO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO CURRÍCULO ESCOLAR NA REDE PÚBLICA DE ENSINO DO MUNICÍPIO DE CRUZ DAS ALMAS – BA

 

Aline santos dos santos1; Girlene Santos de Souza2; Viviane Borges Dias

 

1 Licenciada em Biologia pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

2Professora Associada 1 do Centro de Ciências Agrárias Ambientais e Biológicas da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (girlene@ufrb.edu.br)

3Professora do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

 

 

Resumo

O presente estudo teve como objetivos compreender as experiências das instituições de ensino sobre a Educação Ambiental e como esta é inserida no currículo escolar. Para isso, buscou-se identificar as fontes de pesquisa utilizadas pelos professores e gestores para as ações de Educação Ambiental e descrever as experiências da temática nas escolas participantes deste estudo. O trabalho foi desenvolvido em duas escolas públicas no município de Cruz das Almas-BA, uma municipal e outra estadual. Os participantes foram estudantes do 9º ano do ensino fundamental e 3º ano do ensino médio, seus professores e gestores. Para alcançar os objetivos da pesquisa foram utilizados questionários. Os dados revelaram a necessidade de um olhar especial para a formação inicial do professor sobre a temática, uma reestruturação das políticas públicas sobre a Educação Ambiental, discussão e mudanças no currículo escolar e formação de toda a comunidade escolar sobre o tema em questão.

Palavras-chave: Educação Ambiental., Currículo, Interdisciplinariedade.           

 

The introduction of environmental education into public Education school curriculum in Cruz das Almas – Bahia

Abstract

This study aimed to understand the experiences of educational institutions on Environmental Education and how it is embedded in the school curriculum. To do so, we sought to identify the  research sources used by teachers and school administrators for Environmental Education actions, describing the experiences of the subject in schools participating on this stud . The study was conducted in two public schools in Cruz das Almas, Bahia, one municipal and the other state. The participants were students from 9th grade of elementary school and 3rd year of secondary school, their teachers and administrators . To achieve the research objectives, research questionnaires. The data revealed the need for a special attention over initial teacher’s education on the subject, a restructuring of public policy on Environmental Education, discussion and changes in curriculum, training the entire school community about the issue at hand.

Keywords: Environmental Education, Curriculum,  Interdisciplinarity..

 


1 INTRODUÇÃO

O presente trabalho refere-se à vivência e percepções dos professores, estudantes e gestores da escola no Ensino Fundamental do 9º ano e do Ensino Médio, 3º ano, em atividades e estudos relacionados à Educação Ambiental e ao campo do currículo escolar. Para Cavalcante (2005, p. 122), “o campo de estudo do currículo pode trazer importantes reflexões para o campo de estudo da EA, pelas suas interfaces políticas, culturais e pedagógicas”.

Nesse contexto, a Educação Ambiental no ambiente escolar contribui para a transformação dos cidadãos com mudanças de valores, visão de mundo, a relação ambiental com a dimensão político-econômica, ação em prol do equilíbrio ambiental que, para isso, a interdisciplinaridade é fundamental para romper com a concepção fragmentada do conhecimento e aproximá-las.

De acordo com Lenoir, (1998, p. 52) a Interdisciplinaridade escolar apresenta, como principal finalidade, a “difusão do conhecimento [...] e a formação de atores sociais”. Para isso, é preciso uma metodologia inovadora e prioridade na organização do trabalho pedagógico.

A transversalidade é uma das recomendações da Política Nacional de Educação Ambiental – PNEA em seu art. 8, parágrafo 3º. Para Gallo (2001), os temas transversais são uma forma de se tentar viabilizar a interdisciplinaridade. Dessa forma, ambas concepções  tentam romper com a compartimentação das áreas dos saberes. “mas se diferem uma da outra, uma vez que a interdisciplinaridade refere-se a uma abordagem epistemológica dos objetos de conhecimento, enquanto a transversalidade diz respeito principalmente à dimensão da didática” (BRASIL, 1998c, p.30).

A temática ambiental é inserida no ambiente escolar geralmente em disciplinas de biologia, geografia e ciências ou em projetos pontuais desenvolvidos pelas escolas, tais como: o Dia da Árvore, Mata Atlântica, Meio Ambiente, na maioria das vezes com caráter conservacionista e aspectos naturalistas, considerando o homem fora do ambiente natural e concebendo a Educação Ambiental como a solução de todos os problemas ambientais. Com isso, é provável que não se tenha uma transformação social efetiva que venha ultrapassar os muros das escolas, assim é importante incluir nos projetos institucionais a dimensão histórica da Educação Ambiental, questionamentos e problematizações sobre os assuntos envolvendo conflitos socioeconômicos, pois temos “a capacidade de aprender, não apenas para nos adaptar, mas, sobretudo para transformar a realidade, para nela intervir, recriando-a” [...] (FREIRE, 1996, p. 28). 

Apesar de muitas discussões e pesquisadores que se debruçam sobre a temática, ainda há dificuldades em algumas escolas em inserir a dimensão interdisciplinar e transversal da Educação Ambiental no ensino. As problemáticas que envolvem a inserção do assunto estão basicamente centradas na organização do currículo escolar, falta de tempo e conhecimento sobre a temática pelos professores e gestores das instituições. De acordo com Leff (2011, p. 226) “a  interdisciplinaridade proposta pelo saber ambiental implica a integração de processos naturais e sociais de diferentes ordens de materialidade e esferas de racionalidade [...]”. Seguindo esse pensamento, as ações ambientais passariam a ser elaboradas de forma critica e participativa pelos sujeitos saindo do campo disciplinar configurado como conhecimento compartimentalizado.

Segundo Silva (2013, p. 54), “[...] a escola e o currículo devem ser locais onde os estudantes tenham a oportunidade de exercer as habilidades democráticas da discussão e da participação, de questionamento dos pressupostos do senso comum da vida real”. Sendo assim, o ambiente escolar é espaço de trocas de saberes, é evidente que o currículo é um campo de poder e de construção da identidade do estudante o que lhe contribui a ter um olhar crítico da realidade vivente.

É fundamental que os educadores abordem as problemáticas ambientais em âmbito global – local e que levem os estudantes a refletirem sobre as ações antrópicas no meio ambiente e suas consequências. Reigota (2009, p.18) salienta que:

Claro que a educação ambiental por se só não resolverá os complexos problemas ambientais planetários. No entanto, ela pode influir decisivamente para isso, quando forma cidadãos e cidadãs conscientes dos seus direitos e deveres. Tendo consciência e conhecimento da problemática global e atuando na sua comunidade e vice-versa haverá uma mudança na vida cotidiana que, se não é de resultados imediatos, visíveis, também não será sem efeitos concretos.

            Conforme o exposto acima é que surgiu o interesse do estudo com as seguintes problemáticas: Como a Educação Ambiental é inserida no currículo escolar do ensino fundamental 9º ano e ensino médio do 3º ano? Quais as concepções dos participantes da pesquisa sobre a temática, bem como as dificuldades em inseri-la no sistema de ensino? 

            O objetivo dessa pesquisa foi analisar as experiências da Educação Ambiental no currículo das escolas municipal do Ensino Fundamental 9º ano  e estadual do Ensino Médio 3º ano na Cidade de Cruz das Almas - BA.  Para que esse objetivo fosse alcançado, estabeleceram-se as seguintes metas: identificar as fontes de pesquisa utilizadas pelos professores para as ações de Educação Ambiental; analisar as experiências da Educação Ambiental nas escolas participantes do projeto e as dificuldades e potencialidades presentes no currículo para a realização das ações de Educação Ambiental.

 

Formação Docente em Educação Ambiental

A LDB- Lei de Diretrizes e Bases e os PCN- Parâmetros Curriculares Nacionais enfatizam que os professores tenham diversas habilidades e práticas metodológicas. A abordagem dos temas transversais a serem inseridas de forma interdisciplinar são citadas nesses documentos, no entanto não apresenta de que maneira os educadores podem introduzir em suas áreas de conhecimentos tais temáticas, por exemplo a Educação Ambiental.

As práticas pedagógicas no ambiente escolar sobre a temática ambiental estão centradas na reutilização, nas datas comemorativas relacionadas ao meio ambiente sem ênfase na realidade em que o educando estar inserido. De acordo com Tristão (2007, p.5).

[...] Assim, as mudanças não ocorrerão de cima para baixo, mas com a participação dos/as professores/as que estão diretamente ligados/as à realidade. As propostas curriculares, as mudanças e transformações educativas dependem daqueles e daquelas envolvidos/a com o seu cotidiano. O engajamento dos/as professores/as nos processos políticos de decisão intervém no seu fazer pedagógico e pode ser considerado como contexto valioso na formação, também como possibilidade de construção de novas formas de compreender e viver a relação saberes e fazeres, teoria e prática”.

Devido á dificuldades em inserir a Educação Ambiental no ensino superior por exemplo, um currículo com componentes curriculares estabelecidos e a falta de interesse em discuti a temática na formação inicial em alguns cursos de formação de educadores, muitos professores não possuem base teórica-metodológica para desenvolver suas práticas educativas voltadas para a Educação Ambiental. Assim, o ambiente escolar desenvolve atividades ambientais que não estimulam os estudantes a participarem no desenvolvimento do trabalho, por não ser uma ação atrativa. No entanto, devido à carência de formação dos professores foram criados os cursos de educação continuada, uma ação importante que vem a contribuir no processo de formação dos educadores, para Silva (2011, p.15):

[...] formação de professores é um processo contínuo de desenvolvimento pessoal, profissional, político e social que não se constrói em alguns anos de curso, nem mesmo pelo acúmulo de cursos, técnicas e conhecimentos, mas pela reflexão coletiva do trabalho, de sua direção, seus meios e fins, antes e durante a carreira profissional.

Portanto, a formação é um processo contínuo, pois o educador está em constante aprendizado, dentro da sala de aula trocando experiências com os estudantes e principalmente refletindo sobre sua prática educativa. De acordo com Medina (2002) a Educação Ambiental concebe o professor como sujeito que aprende, ou seja, como o agente de sua própria formação.

 A Educação Ambiental e as Implicações com o Campo Curricular

Ao longo da sua trajetória a Educação Ambiental recebeu diversas adjetivações: Educação Ambiental crítica, emancipatória, transformadora, política e dentre outras. Todas essas denominações tem em comum a ação organizada dos agentes sociais concomitantemente a transformação social. Segundo Neves (2005, p. 35) na conferência de Tbilisi em 1977, a Educação Ambiental foi definida como uma dimensão dada ao conteúdo e a prática da educação, orientada para a resolução dos problemas concretos do meio ambiente através de enfoques interdisciplinares e de uma participação ativa e responsável de cada indivíduo e da coletividade. Reigota (2009, p. 13) aponta aspectos importantes que contribuem para uma ação efetiva de mudança social: união de todos os cidadãos em prol de mudanças de atitudes como, por exemplo, a participação da associação do bairro, colocar o lixo doméstico em local apropriado são algumas medidas que trazem harmonia entre o indivíduo e a natureza.

Os conhecimentos selecionados, as abordagens sociais dialogadas em sala de aula são escolhidas em quais posicionamentos políticos, sociais e culturais? Como enfatiza Silva (2013, p.15) “[...] as teorias do currículo, tendo decidido quais conhecimentos devem ser selecionados, buscam justificar por que ‘esses conhecimentos’ e não ‘aqueles’ devem ser selecionados” (grifos do autor). Yuong (1998, p. 33-34) enfatiza que “todo o currículo envolve pressupostos de que alguns tipos e áreas de conhecimento são mais ‘valiosos’ do que outros”, e que “a questão da ‘conectividade das áreas do saber’ levanta questões básicas sobre como as áreas dos saberes são definidas e acerca dos interesses envolvidos em mantê-las separadas” (grifos do autor). Conectar as áreas dos saberes é um grande desafio para a escola, que requer um planejamento minucioso, pois dificilmente os educadores trabalham em apenas uma instituição escolar.

Nas palavras de Loureiro (2004, p. 16):

A educação ambiental que incorpora a perspectiva dos sujeitos sociais permite estabelecer uma prática pedagógica contextualizada, crítica, que explicita os problemas estruturais de nossa sociedade, as causas do baixo padrão qualitativo da vida que levamos e da utilização do patrimônio natural como uma mercadoria e uma externalidade em relação a nós. É por meio da atuação coletiva e individual, intervindo no funcionamento excludente e desigual das economias capitalistas, que os grupos sociais hoje vulneráveis podem ampliar a democracia e a cidadania.

 

As informações socioculturais e políticas são veiculadas rapidamente através da internet, a qual com o processo de globalização e acesso facilitado da sociedade à tecnologia contribuem para o debate das problemáticas no ambiente escolar e, para isso, é necessário que os educadores exerçam a interdisciplinaridade o que possibilita aos alunos a construção de uma visão globalizante. O compartilhamento das informações ambientais entre os educandos aguça a busca por referenciais informativos da temática para ter o posicionamento crítico e partir para ação-reflexão.

As ações ambientais devem ultrapassar os muros das instituições escolares, propagar pela(s) comunidade(s) do entorno da escola as atitudes de mudança para o bem estar de todos os cidadãos, favorecendo também as relações interpessoais e o convívio com a natureza. Na linha temática ambiental crítica, Guimarães (2004, p. 33) aborda que: “[...] Educação Ambiental Crítica é a sociedade constituída por seus atores individuais e coletivos, em todas as faixas etárias”. 

É importante que todas as áreas dos saberes das instituições de ensino estejam envolvidas nos projetos realizados pela escola, isso, proporciona uma maior interação professor-aluno e vice-versa, desenvolvimento de habilidades, integração de ideias, bem como ações entre escola, família e comunidade.

É essencial a formação de professores sobre as questões ambientais envolvendo as práticas pedagógicas, pois proporciona ao corpo docente da instituição subsídios e base para dialogar com seus alunos, mas para isso é necessário que esteja no planejamento da escola os cursos para a formação de professores sobre as temáticas ambientais.  

 

2 MATERIAL E MÉTODO

A pesquisa foi realizada no município de Cruz das Almas-BA em duas instituições de ensino, sendo uma municipal e a outra estadual. Optou-se por realizar este trabalho no ambiente escolar, pois este é um local de discussão e reflexão dos temas polêmicos que vigoram na sociedade, sendo assim um espaço enriquecedor para o estudo da Educação Ambiental e sua implicação com o currículo escolar.

Os sujeitos participantes da pesquisa foram estudantes do ensino fundamental do 9ª ano da instituição municipal e do 3º ano do ensino médio da escola estadual e os professores que lecionam nas turmas selecionadas para o estudo em questão.

Para a definição da amostra foi adotada a técnica não probabilística, na qual Malhotra (2001, p. 306) relata que essa é uma técnica que procura obter uma amostra de elementos convenientes, sendo sua seleção deixada a cargo do pesquisador”. Por conta disso, após a explicação da pesquisa, foi pedido para que 10 estudantes permanecessem em sala para participar da pesquisa de forma voluntária. A escola municipal no turno matutino tem 3 turmas do 9º ano e a instituição do estado no turno vespertino tem 3 turmas do 3º ano, sendo assim totalizando 30 estudantes do ensino fundamental e 30 do ensino médio e, em seguida, aplicação dos questionários sem auxílio de troca de informações com o colega ou consulta a internet. Todos os professores que lecionam no ensino fundamental do 9º ano e do ensino médio 3º ano também foram apresentados a pesquisa, apenas 5 professores do ensino médio aceitaram participar do trabalho e 7 professores do ensino fundamental.

A pesquisa se caracterizou como quali-quantitativa de acordo com os eixos temáticos e suas implicações, pois o objeto de estudo permite a integração de ambos.  Segundo Figueiredo e Souza (2011 p. 96), “[...] Esse tipo de procedimento favorece o cruzamento das informações e, consequentemente, dá ao pesquisador maior confiabilidade em suas conclusões à medida que amplia o horizonte do objeto de estudo.” Portanto, esse enfoque abrange a ampliação da descrição e compreensão da pesquisa.

 

3 RESULTADOS E DISCUSSÕES

 

Atualmente os professores e os gestores das instituições de ensino estão diante de uma grande diversidade de fontes de pesquisas para embasar as suas ações pedagógicas em sala de aula, tais como: a internet, livro, rádio, jornais, televisão, revistas científicas e dentre outros veiculam dados sobre diversas áreas das ciências exatas, biológicas e humanas. No tocante à Educação Ambiental, a pesquisa realizada com os professores (Língua Portuguesa, Matemática, Inglês, Ed. Artística, Geografia, Biologia, Educação Ambiental, História, Química, etc.) do ensino fundamental e ensino médio possibilitou analisar os dados referentes às fontes de pesquisas utilizadas por esses professores, para subsidiar as suas ações de Educação Ambiental na instituição de ensino.

 

Fonte: Pesquisa de campo, 2014.

Figura 1- Porcentagem dos professores sobre suas fontes de pesquisas utilizadas para as ações de Educação Ambiental

 

Os professores tanto do ensino médio como do ensino fundamental tem maior frequência de fonte de pesquisa a internet, sendo que 86% para o ensino fundamental e 100% ensino médio (Figura 1). A porcentagem dos livros utilizados pelos professores do ensino médio como fonte de pesquisa foi de 100%, a televisão e revistas científicas ambos com 60%. Os educadores do ensino fundamental utilizaram os livros como fonte de pesquisa com 57% e televisão 43%. 

O acesso facilitado da internet propicia ao educador pesquisas rápidas e maiores fontes de conhecimentos, bem como práticas pedagógicas voltadas para a temática ambiental que auxiliam o seu fazer pedagógico, no entanto o professor terá que analisar a realidade de sua escola antes de reproduzir atividades realizadas em outras instituições, é importante rever se a escola tem condições de fazer as atividades ou adaptá-las para que se aproxime da realidade de onde a escola estar inserida.

             Sobre a temática ambiental, 29% dos professores do ensino fundamental pesquisados, buscam as revistas científicas como fonte de informação para subsidiar as suas ações (Figura 1). Os artigos científicos das revistas eletrônicas e impressos se constituem uma excelente fonte de estudo, pois, trazem resultados de projetos e relatos de experiências sobre a temática ambiente e com fontes teóricas reflexivas que proporciona ao educador pensar em sua prática pedagógica. Por tudo isso, os educadores deveriam fazer uso com maior frequência dessa fonte de pesquisa.

Quando perguntado aos professores, quais são suas experiências com a Educação Ambiental? O educador ‘A’ do ensino médio salientou:

 

Trabalhei no Projeto Mova Brasil que se preocupa com o Meio Ambiente e participação em curso de alfabetização com o tema Meio Ambiente, que abrangeu todas as disciplinas.

 

As questões ambientais estão difundidas em diversas esferas da nossa sociedade, com isso o relato do professor demostra a busca por capacitação na área, pois no momento em que o educador se envolve em atividades que se preocupa com o meio, existe o comprometimento pela busca do conhecimento e com isso a reflexão de sua prática cotidiana. A interdisciplinaridade salientada pelo professor ‘A’ do ensino médio com a atividade que abrange todas as disciplinas é um passo importante para a exceção da temática que conforme a Política Nacional de Educação Ambiental que salienta em seu Art. 2º “A educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não formal” (BRASIL, Lei nº 9.795 de 27.04.1999).

O professor ‘B’ do ensino médio relatou que:

 

Trabalhei o tema Preservação Ambiental com os alunos realizando seminários e envolvendo a comunidade vizinha da escola.

 

O modelo de desenvolvimento socioeconômico atualmente visa o capitalismo acima de tudo em detrimento de uma visão sustentável. No entanto, com as decorrentes pressões internacionais que o Brasil vem sofrendo, as pequenas, médias e grandes empresas estão modificando as suas ações e tentando equilibrar o progresso com a preservação ambiental. Esse cenário inserido em sala de aula de forma crítica incentiva os estudantes ao exercício da cidadania. Com isso, eles passarão a perceber que a sala de aula também é um meio ambiente que precisa ser preservada e limpa para o bem-estar de todos, tais atitudes passam a envolver a coletividade e a família.

De acordo com Almeida (2010, p.96) “[...] a vivência proporcionada pelo ambiente escolar inicia a construção de valores que será tanto mais consolidado quanto houver, por parte dos alunos, estudos, participação social, debates e intervenções na realidade [...]”. Quando a comunidade ao redor da escola se envolve e participa das ações que a instituição de ensino promove, a comunidade se sente pertencente a esse espaço, ocorre à troca de saberes e principalmente a transformação social.

Os professores do ensino fundamental apresentaram suas experiências com a temática ambiental, onde o educador ‘A’ relatou:

Realizei Pós-Graduação em Educação Ambiental, em sala de aula já fiz experiências, discussões de textos e trabalhos em grupo.

 

O professor é um eterno aprendiz, pois há necessidade de agregar novos conhecimentos em decorrência da transformação do nosso cenário socioeconômico e político. Os cursos realizados pelos educadores é um investimento pessoal e construção de sua identidade profissional bem como a reflexão de sua prática pedagógica.

A formação continuada é destacada na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, LDB n.º 9.394/96, conforme inciso III do artigo 63 – “programas de educação continuada para os profissionais de educação dos diversos níveis” e, também, no inciso III do parágrafo 3º do artigo 87 – “realizar programas de capacitação para todos os professores em exercício, utilizando também, para isto, os recursos da educação à distância”. Para tal, é necessário que a escola lhe dê subsídios como material didático, licença de suas atividades docentes quando necessário e dentre outras. De acordo com Valandro (2011. p.16) “[...] A formação continuada visa ampliar e qualificar a aprendizagem dos estudantes por meio do aperfeiçoamento da formação e prática pedagógica do professor [...].”

            O professor ‘E’ informou que:

 

Já lecionei a disciplina, atuação em projetos, trabalhos com revista de Gibis, etc.

 

A abordagem interdisciplinar, presente na LEI Nº 9.795/99 é reforçado nas Diretrizes Curriculares Nacionais de Educação Ambiental (2012, p.70):

 

Art. 8º - A Educação Ambiental, respeitando a autonomia da dinâmica escolar e acadêmica, deve ser desenvolvida como uma prática educativa integrada e interdisciplinar, contínua e permanente em todas as fases, etapas, níveis e modalidades, não devendo, como regra, ser implantada como disciplina ou componente curricular específico (grifo meu).

 

A lei é clara, a Educação Ambiental tem que estar articulada no currículo escolar de forma interdisciplinar e não como uma disciplina. A Educação Ambiental perpassa por todo o conhecimento humano, ou seja, transversalmente elegendo-a como disciplina torna esse conhecimento compartimentalizado. Para a transformação social e ação cidadã coletiva faz-se pertinente à integração dos saberes, pois o ambiente escolar é um espaço diversificado onde se debate os aspectos sociais, econômicos e culturais.

O educador tem que saber as disposições legais da educação para mostrar a secretaria de educação de que forma os temas transversais são instituídos no currículo escolar e rompe com a disciplinalização da Educação Ambiental onde os saberes estão compartimentalizados sem relação com as outras áreas do conhecimento.

Os relatos dos estudantes do ensino médio do terceiro ano em relação as suas experiências foram:

E1: “Plantar árvores”;

E2: “Limpar a escola para ter um ambiente apropriado”;

E3: “Aprendi a cuidar do meio ambiente e passar minhas experiências para outras pessoas para que possamos formar alta proteção ambiental”;

                                E4: “Passeata sobre o meio ambiente”;

E5: “Projetos e seminários”;

 

 As experiências dos estudantes com a Educação Ambiental demostra em algumas frases a preocupação em preservar a natureza e na conscientização coletiva, ou seja, compartilhar o conhecimento com seus pares. Segundo Leff (2011 p.235):

 

O saber ambiental constitui novas identidades e interesses, onde surgem os atores sociais que mobilizam a construção de uma racionalidade ambiental. Neste sentido, o saber ambiental se produz numa relação entre teoria e práxis. O conhecer não se fecha em sua relação objetiva com o mundo, mas se abre a criação de sentidos civilizatórios [...].

 

Com a finalização do ensino médio os educandos levarão consigo a bagagem de informações que obtiveram durante a educação básica. Alguns irão para o ensino superior, mercado de trabalho ou cursos profissionalizantes. A ação cidadã em relação à Educação Ambiental será posta nesses espaços com o conhecimento adquirido em sua trajetória em relação à temática.

As experiências em relação à Educação Ambiental também foram salientadas pelos estudantes do ensino fundamental:

 

E1: “Participação de projetos e trabalhos na sala de aula”;

E2: “Fazer desenho de como seria nossa vida na mata”;

E3: “Visita na Mata do Cazuzinha”;

E4: “Futuramente no colégio teatro sobre o individualismo”;

 

Conhecer o entorno da escola é importante, pois caracteriza-se como um processo educativo, principalmente quando o ambiente escolar fica próximo de parques, e matas, onde o professor pode se apoderar desses ambientes para refletir com os estudantes sobre os processos ambientais e intervi com ações de preservação. A visita em uma mata quando planejada com roteiro de campo contendo os objetivos, é uma atividade enriquecedora que pode despertar nos alunos o sentimento de pertencimento da natureza o respeito com a fauna e a flora, bem como analisar os efeitos negativos das ações antrópicas no ambiente.  

A criatividade e as habilidades dos estudantes devem ser estimuladas para o seu crescimento pessoal e profissional, como enfatiza o aluno ‘E2’, que utilizou de sua imaginação para desenhar como seria a vida em uma mata. Conforme o PCN-Parâmetros Curriculares Nacional do ensino fundamental (1998).

 

É importante que os alunos compreendam o sentido do fazer artístico, ou seja, entendam que suas experiências de desenhar, cantar, dançar, filmar, gravar ou dramatizar não são atividades que visam distraí-los da “seriedade” das outras áreas. Sabe-se que, ao fazer e conhecer arte, o aluno percorre trajetos de aprendizagem que propiciam conhecimentos específicos sobre sua relação com o mundo. Além disso, desenvolvem potencialidades (como percepção, observação, imaginação e sensibilidade) que podem contribuir para a consciência do seu lugar no mundo e para a compreensão de conteúdos das outras áreas do currículo.

 

No entanto, o fazer artístico na Educação Ambiental sem contextualização e discussão não influencia em um aprendizado significativo para a mudança de comportamento frente às questões socioambientais.

As dificuldades para a abordagem da Educação Ambiental de forma interdisciplinar e transversal no currículo escolar são múltiplas. Destacam-se questões como a falta de estrutura da instituição, falta de tempo dos professores para elaborarem coletivamente projetos institucionais com a temática, o educador não dispõe de conhecimento sobre a Educação Ambiental, falta de apoio aos professores que queiram trabalhar na perspectiva ambiental e tantas outras.

Assim como os problemas de inserção da Educação Ambiental no currículo escolar, muitas instituições de ensino acolhe a temática com uma gestão que incentiva e possibilita à formação continuada dos educadores, estes por sua vez interagem entre si elaboram estratégias de inserção da Educação Ambiental de forma interdisciplinar e transversal.

       Inicialmente foi questionado aos educadores se eles inserem a Educação Ambiental de forma interdisciplinar em suas atividades como docente.

O professor ‘A’ informou que:

 

Quando proposto em projetos sim, pois faço parte da instituição e a interdisciplinaridade já proposta há tempos depende de uma série de fatores e não reside somente no professor.

 

Percebe-se na fala do professor ‘A’ a disposição de estar no processo de construção do projeto voltado para a Educação Ambiental quando proposto, neste caso pela direção escolar ou secretaria da educação. No entanto, a responsabilidade de inserir a temática ambiental no currículo de forma interdisciplinar é de toda a comunidade escolar.

Assim como os relatos afirmativos de integração e participação de atividades envolvendo a Educação Ambiental, o professor ‘C’ relatou que:

 

 Não, porque tenho projetos relacionados à minha disciplina e                   o tempo é curto.

 

A falta de conhecimento sobre a temática leva o educador a não associar em suas atividades a Educação Ambiental, por conta disso, se isolam em suas áreas de conhecimento sem refletir sobre a interdisciplinaridade. Se o professor não exerce a transversalidade em suas atividades isso é atribuído na ausência dos cursos de formação de professores, pois muitos não abordam a temática e nem incentivam os estudantes em formação a buscarem práticas metodológicas de trabalhar os temas transversais no currículo escolar.

A prática interdisciplinar possibilita a mudança de conceitos, comportamento, respeito pelo posicionamento do outro, integração do conhecimento que favorece um ensino-aprendizagem de forma significativa.

Os professores do ensino médio também informaram como exercem a Educação Ambiental interdisciplinarmente em suas atividades. O docente ‘E’ salientou que:

 

Sim, com questões que envolvem a conscientização do aluno para uma educação voltada para o Meio Ambiente.

 

Os educandos se conscientizam sobre as problemáticas socioambientais quando eles vêm na prática às consequências causadas pelas ações antrópicas. Por tanto, uma prática interessante de conscientização é olhar para os problemas locais propor e efetivar ações para transformar a realidade.

A maioria dos professores do ensino médio que participaram da pesquisa comentaram que: Sim, através de Projetos Educacionais. Os projetos são excelentes formas de trabalhar a interdisciplinaridade, pois quando envolve todos os educadores para planejar as atividades ocorre à troca de saberes entre os sujeitos e a partir daí práticas pedagógicas que envolva a todos, o interessante é tornar as atividades contínuas, ou seja, um planejamento para o ano letivo. Isso não se faz de um dia para o outro, requer tempo para ter experiências e mudar as estratégias para que de fato a interdisciplinaridade seja efetiva em âmbito de projetos educacionais. Para Fazenda (2005), “[...] no projeto interdisciplinar não se ensina, nem se aprende: vive-se, exerce-se”.

 


Fonte: Pesquisa de campo, 2014.

Figura 2- Porcentagem dos temas abordados pelos professores em sala de aula sobre a Educação Ambiental

 

Também foram questionados aos professores do ensino médio e ensino fundamental quais os conteúdos que eles abordaram até então em sala de aula referentes à Educação Ambiental. Um grande destaque foi para a temática do lixo onde, 86% dos professores do ensino fundamental abordam a temática em suas aulas e 100% dos educadores do ensino médio (Figura 2).

O desmatamento teve destaque com 71% como assunto salientado pelos professores do ensino fundamental e 80% pelos educadores do ensino médio (Figura 2). O desmatamento é uma questão bem frisada pela mídia, em especial a televisiva e a internet, com foco na venda ilegal de madeira e a retirada da fauna e da flora, isso influencia na discussão em sala de aula. Entretanto, pouco se trabalha a retirada da vegetação para a construção de imóveis e suas consequências, um enfoque muito importante, pois viabiliza a intervenção com bases jurídicas legais.

A alimentação saudável é discutida tanto em casa como na escola, alimentos orgânicos e seus benefícios para a saúde é a “moda” da vez nos holofotes. A boa alimentação é aquela que não utiliza agrotóxico. Apenas 29% dos professores do ensino fundamental e 40% do ensino médio já relataram o tema em suas atividades. Uma porcentagem pequena diante da importância de se debater sobre a questão, pois muitos agricultores visam somente o lucro, por conta disso faz o uso de substâncias tóxicas indiscriminadamente para obter uma maior produção de sua lavoura. Segundo Ribas (2009, p.155):

 

É possível perceber que os efeitos provocados pela utilização, sem planejamento, de agrotóxicos, principalmente na agricultura é uma prática altamente impactante que gera problemas ambientais e de saúde pública, muitas vezes de forma irremediável.

 

Contudo, é um tema que envolve diversas questões principalmente em relação à saúde, a escola é um espaço primordial para alertar o uso indiscriminado de agrotóxicos bem como formar cidadãos conscientes e críticos diante do assunto.

Uma questão bem interessante nos dados da pesquisa é que 15% dos professores, e isso refere-se a um professor do ensino fundamental, informou nunca ter inserido a Educação Ambiental em sala de aula. São vários os motivos já mencionados aqui sobre o educador não inserir a temática em suas atividades e segundo a Política Nacional de Educação Ambiental (1999), em seu artigo 11: “[...] Os professores em atividade devem receber formação complementar em suas áreas de atuação, com o propósito de atender adequadamente ao cumprimento dos princípios e objetivos da Política Nacional de Educação Ambiental”. Diante das análises dos dados, faz-se necessário o cumprimento dessa política e que de fato o educador tenha conceitos, ideias e práticas pedagógicas para a Educação Ambiental com embasamento teórico e inserção interdisciplinar e transversal da temática.

 

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante de inúmeras funções atribuídas a escola em relação ao processo ensino-aprendizagem, a pesquisa procurou analisar as experiências da Educação Ambiental no currículo das escolas selecionadas, uma municipal do ensino fundamental 9ª ano e outra estadual do Ensino Médio 3º ano do Município de Cruz das Almas - BA.

Durante a análise dos dados percebeu-se que os professores e apontaram diversas fontes de pesquisas para subsidiarem suas ações de Educação Ambiental, um dado importante, pois isso reflete na ação pedagógica dos educadores em relação à temática estudada. As experiências dos envolvidos na pesquisa em participação de projetos, pós-graduação, atividades em sala de aula, demostra o interesse sobre o assunto e na troca de saberes adquiridos com seus pares. No entanto, muitas das ações informadas pelos educadores foram pontuais e sem prosseguimento das atividades, sendo assim, pouca ou nenhuma transformação social e sem estimulo para o senso crítico do estudante. Estes relataram várias experiências sobre a temática, desde o ambiente interno da escola até o entorno da instituição, porém alguns estudantes da rede pública municipal informaram como experiência a disciplina de Educação Ambiental. A implantação de uma disciplina sobre Educação Ambiental vai de encontro ao disposto nas leis já mencionadas nas discussões dos resultados e também por ser compreendido pelos estudantes como mais um componente que é preciso estudar para passar. Isso torna o ensino ainda mais fragmentado e compartimentalizado. 

Percebe-se que para inserir a Educação Ambiental no ambiente escolar é necessário que ocorra mudanças desde a formação inicial do professor até a infraestrutura da escola o que influencia também no aprendizado dos estudantes. A formação continuada dos professores sobre a temática é necessária, mas para isso, as secretarias de educação tem que dá suporte e viabilizar essa continuação da formação para o educador.

A pesquisa possibilitou uma maior compreensão de como a Educação Ambiental estar sendo inserida no currículo das escolas no município de Cruz das Almas. Para que de fato a Educação Ambiental seja inserida no ambiente escolar e que venha trazer mudanças no cenário atual, as bases legais da educação em relação à Educação Ambiental deverão ser reelaboradas e que seja destinados recursos financeiros para que a escola tenha subsídios de ampliar suas ações e inová-las.

Mudanças no currículo institucional, se faz necessário pois este apresenta-se como conteudista e para isso é importante a participação de toda a comunidade escolar, dá voz aos sujeitos principalmente aos professores e estudantes que sabem das dificuldades do ambiente escolar e não ser imposto algo que geralmente é decidido de um dia para o outro em uma reunião onde os principais interessados não fazem parte.  As secretarias educacionais terão que ter formação também quanto ao assunto para que possam caminhar junto com as ações inseridas nas escolas.

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