ISSN 1678-0701
Número 60, Ano XVI.
Junho/Agosto/2017.
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Reflexão

04/06/2017PONTO DE INFLEXÃO  
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PONTO DE INFLEXÃO

Nós somos os protagonistas de um tempo chave para a história de nossos povos, pois temos de decidir quais espécies e ecossistemas deixaremos para as futuras gerações.

 

Por Hernán Sorhuet Gelós

 

A questão da conservação da diversidade biológica do nosso país é muito séria, já que é o suporte principal do desenvolvimento nacional, se é que este pretende chegar a ser sustentável.

Nós somos os protagonistas de um tempo chave para a história de nossos povos, pois temos de decidir quais espécies e ecossistemas deixaremos para as futuras gerações.

O aumento exponencial de possibilidades tecnológicas capazes de modificar o ambiente, junto ao crescimento contínuo da população, exige ter muita prudência e inteligência na hora de tomar decisões relacionadas com a autorização de qualquer projeto de desenvolvimento.

 Não é nada fácil apoiar projetos que melhoram diversos aspectos da vida das pessoas e, ao mesmo tempo, salvaguardar a integridade dos ecossistemas que compõem o nosso país.

Nisso reside a essência, de que qualquer investimento de recursos humanos e financeiros que é correto devee promover o bem-estar presente e futuro.

 E dizemos que não é fácil conseguir, pois as ações sempre tem sido a toma de decisões feita em áreas estanques, priorizando olhares especializados, que perdem de vista "o todo" para se concentrar somente em alguma  das "partes".

Felizmente quando se analisa um projeto de desenvolvimento, fica visível que esta situação está mudando. Estamos ficando cada vez mais dispostos a ouvir e considerar outras visões da realidade que enriquecem e melhoram as propostas, e também nos avisam sobre as possíveis consequências negativas em áreas não tão visíveis à primeira vista, assim como os danos que poderiam ocorrer ao longo tempo, devido à interligação complexa de todos os elementos do tecido natural e social de um lugar.

Dada a elevada complexidade da realidade não há dúvida de que se precisa, como nunca antes, conseguir a maior participação e cooperação possível de todos os atores que, direta ou indiretamente, se verão envolvidos em um empreendimento.

Por isso importa tanto promover o empoderamento e a governança como parte de um processo de maturidade social.

Sabemos que é uma tarefa difícil, árdua e, em certos momentos, estressante, mas isso deve ser feito, pois esta nos levará por um caminho de maior sabedoria e justiça.

A concentração de poder e exclusividade das ideias têm sido muito péssimas conselheiras no passado.

E embora saibamos que sempre há traumas e dificuldades quando se impulsiona mudanças significativas na tomada de decisões, estas devem ser consideradas uma parte natural do crescimento.

Nosso país está num ponto de inflexão e deve tomar decisões importantes que afetarão o futuro de muitas gerações: quanto mais avançarmos na mudança da matriz energética nacional para fontes de energia renováveis; quando decidiremos proibir explicitamente práticas de mineração que prejudicam a qualidade de nossos ecossistemas; quando enfrentaremos uma luta eficaz "sem misericórdia" contra a erosão em todo o país; quando protegeremos fortemente a qualidade das águas doces superficiais e subterrâneas; quando garantiremos a conservação das nossas espécies nativas, que servem como o apoio essencial dos ecossistemas.

Artigo publicado no jornal EL PAIS de Montevidéu em 1º/03/2017. Tradução de Guilherme Felipe Hidalgo Caumo.

Fonte: http://ecoagencia.com.br/?open=artigo&id===AUWZEWUVFZhJlRaNVTWJVU



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