ISSN 1678-0701
Número 63, Ano XVI.
Março-Junho/2018.
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Gestão Ambiental

13/03/2018GESTÃO AMBIENTAL EM CONSTRUÇÃO CIVIL   
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Gestão ambiental em construção civil

Comentário Baseado no artigo publicado na edição 63/18

DIAGNÓSTICO PARA UTILIZAÇÃO DE RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO (RCD) COMO AGREGADO PARA PRODUÇÃO DE BLOCOS NÃO ESTRUTURAIS NO MUNICÍPIO DE CACOAL/RO

SOUZA, Wemerson Soares de; PEREIRA, Wesley Gonçalves; OLIVEIRA, Guilherme Marques de; CARVALHO, André Grecco.

A construção civil ganhou uma propulsão na economia dos municípios através do programa Minha Casa / Minha Vida, assim os recursos naturais utilizados para a construção civil, obtiveram valores diferenciados de alguns anos passados, materiais oriundos da atividade de mineração fazem parte dos materiais de maior uso, sejam britas, areias ou tijolos, estes são materiais que causam um desgaste ambiental considerável, impactando o meio ambiente e causando um passivo que deverá ser recuperado incondicionalmente no futuro.

Promover ações de gestão ambiental na construção civil seja, em grandes obras ou em reformas domiciliares é importante pela possibilidade de reduzir os impactos ambientais, negativos oriundos da atividade de mineração; assim um programa de educação ambiental, em uma obra, que tem por objetivo, divulgar ações sobre o reuso de materiais, ou a coleta seletiva, ou o simples fato de manter atividades educativas de diálogo entre as equipes, faz com que o objetivo principal da gestão ambiental, que é conduzir ações que beneficiem o meio ambiente natural, social e econômico, tenham sua meta atingida.

No trabalho desenvolvido em CACOAL / RO podemos perceber que o uso de materiais reciclados e agregados a produção de outras obras, faz com que ocorra uma redução de materiais advindos da natureza e ainda pode-se contabilizar que não são gerados passivos ambientais com aterros de construção civil ou descarte destes materiais, que sobram ou são descartados erroneamente em locais inadequados, que irão causar mudanças na paisagem e degradação do solo, das vegetações.

Considerando a necessidade de tratarmos os programas de gestão ambiental, uma ferramenta importante para que o meio ambiente tenha uma redução dos impactos negativos gerados pelas atividades econômicas, mesmo que estas sejam essenciais a sobrevivência humana e a qualidade e segurança da vida, desenvolver ações que busquem o reaproveitamento e a reciclagem de resíduos da construção civil, incrementa uma qualidade até então não discutida, não percebida, sendo os resíduos utilizados em obras ou em setores da obra com fins menos nobre, o custo benefício é consideravelmente maior, já que a pegada ecológica desta obra torna-se menor, menos impactante.

Avaliando o destino final de resíduos da construção civil, CACOAL/RO trabalha com a alternativa de tornar uma obra mais barata e ainda promover ações de conservação dos recursos naturais, sem deixar de considerar ainda o custo de transporte, queimando combustível e emitindo gases na atmosfera, queima de pneus, desgaste de veículos e reposição de peças.

Desta forma os programas de qualidade que avaliam as obras, sejam em fases de financiamentos, ou em avalição de obras sustentáveis devem priorizar as etapas de reciclagem ou de reaproveitamento de resíduos que deixam de mandar para aterros materiais que possuem uma vida útil. Estes materiais possuem uma diversidade de classes, gessos, britas, paredes demolidas, madeiras, fios, concreto e argamassa. Todos podem ser agregados a uma nova etapa da obra, sejam aplicados em calçamento, em jardins, em vias de acesso e garagens, basta que ocorra uma dedicação para estudar e viabilizar estas novas condições.

Relevo a importância do estudo DIAGNÓSTICO PARA UTILIZAÇÃO DE RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO (RCD) COMO AGREGADO PARA PRODUÇÃO DE BLOCOS NÃO ESTRUTURAIS NO MUNICÍPIO DE CACOAL/RO e a postura dos pesquisadores, dedicando um tempo para incrementar soluções eficientes aos projetos de construção civil.

Num momento em que o Brasil e o Mundo buscam alternativas ecologicamente sustentáveis é deverás importante divulgar e ressaltar a qualidade de trabalhos como o discutido aqui nesta seção, nosso debate em prol da GESTÃO AMBIENTAL se faz necessário para incutir nos cursos universitários e técnicos a necessidade de entender e aplicar os modelos de gestão ambiental e tornar eficiente a produção em geral, seja ela na indústria ou na construção civil.

Crescimento passa por algumas mudanças significativas e nem sempre estas mudanças devem trazer impactos negativos, podemos fechar um período de moderação e de mudanças positivas na construção civil, usar materiais recicláveis ou reciclados, utilizar telhados verdes, usar materiais com moderação fará dos modelos de construções futuros mais eficientes, sustentáveis e poderão servir de modelo a países em que os recursos naturais são escassos ou ainda inexistentes, tornando o custo da construção civil extremamente caros, inviabilizando casas populares.

Devemos ressaltar que o uso de materiais recicláveis ou reciclados na construção civil, nada tem a ver, com perda de qualidade das obras, tem sim com um novo modelo de gestão para obras públicas, considerando até mesmo a licitação dos materiais. Bem este é um tema que poderá ser discutido num outro capitulo.

Porém nesta edição estamos dando ênfase a um artigo publicado por um grupo de pesquisadores e que chamou a atenção pela necessidade de agirmos de modo diferenciado no setor da construção civil, pensando em manter nossos recursos naturais sem alterar as paisagens, e construindo com qualidade as moradias, sejam para comunidades de baixa renda ou classe média e alta. O processo de aproveitamento de materiais independe de classes sociais e sim de uma postura ecológica adotada por profissionais e por pessoas civis que entende que nosso planeta está sofrendo a carga alta de desgaste, decorrente de longos anos de falta de gestão, de planejamento.

Concluímos, desejando que mais pesquisas sejam desenvolvidas e incrementadas nesta área. Desejamos que mais profissionais percebam a necessidade e mostrar a sociedade que se pode construir com qualidade e com menos desperdício, ou sem gerar danos ao meio ambiente.



Sandra Barbosa /Ecóloga – Esp. Em Gestão e Auditoria Ambiental.





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