ISSN 1678-0701
Volume XIX, Número 73
Dezembro-Fevereiro 2020/2021.
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Relatos de Experiências

No. 73 - 03/12/2020
RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE A EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM UMA INSTITUIÇÃO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL: O QUE PERCEBEM DOCENTES E TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS?  
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RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE A EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM UMA INSTITUIÇÃO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL: O QUE PERCEBEM DOCENTES E TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS?



Anny Kariny Feitosa

Pós-doutora pela Universidade de Aveiro (UA). Doutora em Ambiente e Desenvolvimento (Univates). Docente no Instituto Federal do Ceará (IFCE). E-mail: anny.feitosa@edu.com.br

Monalisa Maria Feitosa

Especialista em Docência na Educação Profissional (FAVENI). Bacharel em Administração (Unopar). E-mail: monafeitosa@yahoo.com.br



Resumo

Este relato de experiência apresenta as percepções de docentes e técnicos administrativos de uma Instituição Federal de ensino quanto à Educação Ambiental. Constatou-se que a maioria possui percepção quanto aos conhecimentos adquiridos e habilidades necessárias para identificar e reduzir problemas ambientais.

Palavras-chave: Rede Federal. Educação ambiental. Meio Ambiente. Ceará.



Abstract

This experience report presents the perceptions of teachers and administrative technicians of a Federal educational institution regarding Environmental Education. It was found that most have a perception of the knowledge acquired and need to identify and reduce environmental problems.

Keywords: Federal Network. Environmental education. Environment. Ceará.



Introdução

A Rede Federal de Educação Profissional, vinculada ao Ministério da Educação, apresenta 38 Institutos Federais espalhados pelo país e oferece diversos cursos de formação profissional, ensino médio, nível superior e Pós-Graduação. Contudo, não dispõe de programas e projetos de educação ambiental institucionalizados.

Tal prática corrobora com a percepção de que os estudantes sejam capacitados para atuar no mercado de trabalho, sem o aprofundamento nas questões ambientais, inerentes à formação para a cidadania. Não obstante, a educação ambiental vem sendo destaque em todo o mundo, como medida de sensibilização da população, no intuito de melhor preservar o meio ambiente, por meio de uma população consciente do seu papel na sociedade.

Justamente no sentido de buscar uma formação humana integral, a Política Nacional de Educação Ambiental – PNEA, instituída pela Lei Federal No 9.795/99, determina que a Edução Ambiental é essencial ao processo educativo, seja ele formal ou não-formal. Ou seja, a educação ambiental deve estar presente em todos os níveis e modalidades do processo educativo (BRASIL, 1999).

Neste sentido, o presente artigo tem por objetivo relatar as percepções de docentes e técnicos administrativos de uma Instituição Federal de ensino quanto à Educação Ambiental.



Procedimentos metodológicos

Locus da pesquisa

A presente pesquisa foi desenvolvida em uma Instituição Federal de Ensino, localizada em um município do Estado do Ceará. Na referida instituição, são ofertados cursos de nível médio, integrados e subsequentes, além de cursos de nível superior e especializações. De acordo com dados do Departamento de Gestão de Pessoas da instituição, atualmente, estão em efetivo exercício, 118 técnicos administrativos e 92 docentes.



Coleta e análise de dados

No presente estudo, para a coleta de dados, reuniu-se um grupo de servidores de uma instituição de ensino, aplicou-se um questionário com os referidos profissionais, que participaram, voluntariamente, da experiência.

A respeito da percepção da educação ambiental, foi utilizada a escala nominal de Likert. As questões (QUADRO 1) foram extraídas da pesquisa realizada por Silva et al. (2015).

Quadro 1 – Base para perguntas - percepção da Educação Ambiental

Referências

Perguntas

Brasil (1999)

Campanhas educativas voltadas para o meio ambiente

Brasil (2006); Unep (1977)

Lixeiras identificadoras do material a ser reciclado

Belgrado (1975); Aydin e Çepni (2010)

Que adquiri uma diversidade de conhecimento sobre o meio ambiente e seus problemas

Unep (1977); Miranda et al. (2006); Barbieri (2007)

Que adquiri as habilidades necessárias para identificar e reduzir os problemas ambientais

Belgrado (1975); Unep (1977); Brasil (1988); Moseley (2000); Aydin e Çepni (2010); Pinheiro (2011)

Que minha consciência crítica foi estimulada e fortalecida sobre a problemática ambiental

Bradley, Waliczek e Zajicek (1999 apud Sarkar, p. 108, 2011); Ramsey e Rickson (1976 apud Sarkar, p. 108, 2011); Sarkar (2011)

Que os indivíduos incentivam uns aos outros a jogarem o lixo no local correto

Bradley, Waliczek e Zajicek (1999 apud Sarkar, p. 108, 2011); Ramsey e Rickson (1976 apud Sarkar, p. 108, 2011); Sarkar (2011)

Que os indivíduos incentivam uns aos outros a não desperdiçarem a água

Bradley, Waliczek e Zajicek (1999 apud Sarkar, p. 108, 2011); Ramsey e Rickson (1976 apud Sarkar, p. 108, 2011); Sarkar (2011)

Que os indivíduos incentivam uns aos outros a economizarem energia

Brasil (2012)

Espaços educadores sustentáveis com a readequação dos prédios escolares, incluindo a acessibilidade

Brasil (1988); Brasil (1999); Oliveira (2008)

Que a minha qualidade de vida na instituição melhorou

Fonte: Silva et al. (2015)

Os participantes responderam às perguntas, cujas respostas apresentaram uma escala com cinco pontos (1 a 5): concordo totalmente, concordo parcialmente, indiferente, discordo parcialmente e discordo totalmente. Houve a determinação do período de uma semana, de 09 a 15 de fevereiro de 2020, para recebimento das respostas, voluntariamente. Participaram da pesquisa 39 servidores, dos quais 76,9% são docentes e 23,1% são técnicos administrativos. Os dados foram analisados pelo método análise de conteúdo (BARDIN, 2011).



Resultados e discussão

A partir dos questionários respondidos, foi possível, inicialmente, traçar o perfil dos respondentes (QUADRO 2).



Quadro 2 – Resultados das características socioeconômicas

Variáveis



Resultados (%)


Cargo na instituição

Docente

76,9

Técnico administrativo

23,1

Gênero

Masculino

48,7

Feminino

51,3

Faixa etária

26 a 35 anos

41

36 a 45 anos

28,2

46 a 55 anos

23,1

Mais de 55 anos

7,7

Formação

Especialização

23,1

Mestrado

53,8

Doutorado

23,1

Renda bruta familiar

4 a 10 salários-mínimos

69,2

10 a 20 salários-mínimos

25,6

Acima de 20 salários-mínimos

5,2

Fonte: elaboração própria.

A segunda parte do questionário, dedicou-se a conhecer as percepções dos docentes e técnicos administrativos de uma Instituição Federal de ensino quanto à Educação Ambiental. Os resultados foram organizados e dispostos em gráficos, para melhor apresentação da informação. Todos os questionamentos foram precedidos da seguinte expressão: “através da minha instituição de ensino, e do processo de educação ambiental inserido por ela, eu percebo…”.

A respeito das campanhas educativas, voltadas para o meio ambiente, 74,4% dos respondentes concordaram totalmente acerca da existência de campanhas educativas na instituição. Os que concordaram parcialmente são 12,8%, enquanto 7,7% discordaram totalmente com esta assertiva e 5,1% foram indiferentes.

Quando perguntados sobre a percepção do uso de Lixeiras identificadoras do material a ser reciclado, 71,8% concordaram totalmente com a aplicação e 15,4% concordaram parcialmente, 5,1% discordaram parcialmente e 5,1% discordaram totalmente. Enquanto 2,6% foram indiferentes.

A respeito da diversidade de conhecimentos adquiridos sobre o meio ambiente e seus problemas, 66,7% dos respondentes concordaram totalmente, 15,4% concordaram parcialmente, 12,8% foram indiferentes, enquanto 5,1% discordaram parcialmente.

LEFF (2002) afirma “a necessidade de internalizar um saber ambiental emergente”. Para Carvalho (2004), faz-se necessário voltar a Educação Ambiental para a construção do saber ambiental, que se relaciona com os fatores do dia a dia e trata de problemas ambientais, sociais, politico, econômicos e culturais da sociedade. Neste sentido, outro ponto destacado na presente pesquisa foi sobre as habilidades necessárias para identificar e reduzir os problemas ambientais.

Quando perguntados sobre as habilidades necessárias para identificar e reduzir os problemas ambientais, 55,3% dos respondentes afirmam possuir habilidades na identificação e redução de problemas ambientais, 26,3% concordando totalmente com a assertiva, enquanto 2,6% discordam totalmente e 15,8% foram indiferentes sobre a referida questão.

A educação ambiental se configura, portanto, como “principal instrumento de transformação, sendo fundamental para o desenvolvimento de uma consciência crítica em relação ao meio ambiente, gerando comprometimento e responsabilidade da população nas ações ” (SOARES et al., 2007, p.1)

Quando perguntados se a consciência crítica foi estimulada e fortalecida sobre a problemática ambiental, 43,6% concordaram parcialmente, 33,3% concordaram totalmente, percebendo-se capazes de abordar a temática. Discordaram parcialmente 10,3% e 12,8% foram indiferentes. A este respeito, Abreu e Bejarano (2009, p. 7) afirmam que:

A prática reflexiva coletiva é uma tarefa que exige um investimento institucional (não pode ser uma ação isolada), recursos financeiros, tempo e, acima de tudo isso, vontade política da direção, capacidade de mobilizar o grupo, [...] desenvolvendo e ajudá-los a avançar a partir do ponto em que estão” (ABREU; BEJARANO, 2009, p. 7).



Na figura 1, estão presentes os dados referentes à percepção dos respondentes quanto ao fato de os indivíduos incentivarem uns aos outros a jogarem o lixo no lugar correto.

Figura 1 - Os indivíduos incentivam uns aos outros a jogarem o lixo no local correto

Percebe-se, de acordo com os dados da Figura 5, que 46,2% dos participantes acreditam que os indivíduos se influenciam positivamente com boas práticas ambientais e concordam totalmente com a assertiva, enquanto 20,5% concordam parcialmente. Contudo, outros 23,1% discordam totalmente que exista esta relação e 7,7% discordam parcialmente e 2,6% foram indiferentes.

Quando questionados se acreditam que os indivíduos incentivam uns aos outros a não desperdiçarem a água, conforme Figura 2, 41% concordaram totalmente, 30,8% concordaram parcialmente, 17,9% discordaram parcialmente, 5,1% discordaram totalmente e 5,1% foram indiferentes.

Figura 2 - Os indivíduos incentivam uns aos outros a não desperdiçarem a água

A respeito do incentivo uns dos outros a economizarem energia elétrica, 38,5% concordaram totalmente com assertiva, 35,9% concordaram parcialmente, 17,9% discordaram parcialmente, 5,1% foram indiferentes, enquanto 2,6% discordaram totalmente.

Pereira e Lima (2015) observam que, pontualmente, alguns profissionais de educação são mais comprometidos com a educação crítica e participativa e, de fato, têm sido promovedores das iniciativas ligadas à educação ambiental. A partir destas iniciativas, que devem ser incentivadas para que se multipliquem, possibilita-se o repensar da prática educativa com a questão ambiental. A respeito das ações concretas sobre as questões ambientais, Almeida et al. (2004, p. 121) afirmam que a Educação Ambiental:

deve fornecer instrumentos para a sociedade ampliar discussões e ações concretas em relação às questões ambientais, sobretudo no âmbito das escolas [...], de modo a ter uma população, pelo menos no futuro, consciente e educada para tais questões. Portanto, cabe à própria sociedade como um todo colocar em prática princípios educativos que permitam garantir a existência de um ambiente sadio para toda a humanidade.

Relacionado-se à existência de espaços educadores sustentáveis com a readequação dos prédios escolares (Figura 3), incluindo a acessibilidade, 56,4% concordaram totalmente com a existências destes espaços, no âmbito da instituição analisada, 23,1% concordaram parcialmente, 12,8% discordaram parcialmente, enquanto 7,7% foram indiferentes.

Figura 3 - Espaços educadores sustentáveis com a readequação dos prédios escolares, incluindo a acessibilidade

Por fim, com relação à melhoria percebida na qualidade de vida na instituição, 21,1% dos participantes concordaram totalmente que houve melhoria, 44,7% concordaram parcialmente, 23,7% foram indiferentes, enquanto 5,1% discordaram parcialmente e 2,6% discordaram totalmente. Santos et al. (2016, p.58) destacaram “que as ações educativas ambientais necessitam de aspectos práticos para tornarem-se significativas e ativas para [...] a comunidade escolar”.

Ademais, de acordo com Slonski e Gelsleichter (2013), é latente a necessidade de que se incorpore a educação ambiental na educação profissional, para que se desenvolvam valores que superem a mera integração do indivíduo ao mercado de trabalho”. Deste modo, será possível promover a melhoria da qualidade de vida dos indivíduos neste ambiente, assim como identificar melhores práticas relacionadas às questões ambientais.



Considerações Finais

A partir da realização desta pesquisa, constatou-se que a educação ambiental está inserida na instituição analisada, de acordo com a percepção da maioria dos respondentes, por meio de campanhas educativas voltadas ao meio ambiente. Além disso, considera-se que a maioria dos indivíduos consultados possuem percepção quanto aos conhecimentos adquiridos e habilidades necessárias para identificar e reduzir problemas ambientais. Acreditam, inclusive, que os indivíduos incentivam uns aos outros em hábitos ambientais saudáveis, sentindo-se, de um modo geral, estimulados ou fortalecidos sobre a problemática ambiental.



Referências

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ALMEIDA, L. F. R.; BICUDO, L. R. H.; BORGES, G. L. A. Educação ambiental em praça pública: relato de experiência com oficinas pedagógicas. Ciência & Educação, v. 10, n. 1, p. 121-132, 2004.

BARDIN, L. Análise de Conteúdo. Lisboa, Portugal; Edições 70, LDA, 2011.

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CARVALHO, J.F.C. A temática ambiental e a educação profissional: uma articulação necessária na formação do técnico agrícola. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Educação. Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Santa Maria, RS, 2004.

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SLONSKI, G. T.; GELSLEICHTER, M. A pesquisa em educação ambiental na educação profissional e tecnológica: tendências dos artigos publicados entre 2002 e 2012. In: VII EPEA – Encontro de Pesquisa em Educação Ambiental. Rio Claro, São Paulo, 2013.

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